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sexta-feira, 6 de julho de 2012

BCE corta taxa de juro em 25 pontos para 0,75 %

O Banco Central Europeu (BCE) cortou ontem a taxa de juro de referência na Zona Euro em 25 pontos base, para 0,75 %, um novo mínimo histórico. A medida constitui uma tentativa de estimular a economia da zona euro.

Desde Dezembro que a instituição liderada por Mario Draghi (na foto) não mexia nos juros na zona euro, depois de ter cortado, nessa altura, o preço do dinheiro em 0,25 pontos percentuais para 1 %.

Esta mexida nos juros era esperada pela maioria dos economistas, perante o agravamento dos indicadores económicos na zona euro, assim como nos EUA e também na China.

O BCE dá assim um empurrão para estimular os bancos a não estacionarem o seu dinheiro no Banco Central. Para quem tem crédito à habitação, a medida vai ajudar a aliviar os encargos com a casa.

terça-feira, 22 de março de 2011

Análise: BCE quer conter inflação / Crédito mais caro a partir de Abril?

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, admitiu a 3 de Março que é possível que a instituição que lidera venha a aumentar as taxas de juro já em Abril.

A acontecer, é a primeira vez em dois anos que o BCE subirá as taxas de juro com o objectivo de travar a inflação, que está a subir em virtude da escalada dos preços dos alimentos, das matérias-primas e do petróleo.

Apesar do BCE manter inalterada a taxa de juro de referência da Zona Euro em 1 % pelo 22o mês consecutivo, Trichet garantiu que a instituição vai continuar a vigiar as pressões inflacionistas depois de em Fevereiro a inflação da Zona Euro ter aumentado 2,4 % face ao mesmo mês em 2010. Trichet afirmou assim ser possível um aumento das taxas de juro na próxima reunião do Conselho de Governadores, a 7 de Abril.

Estas declarações do presidente do BCE surpreendem os próprios analistas e economistas que aguardavam por um aumento da taxa de referência apenas no segundo semestre do ano.

A verdade é que, quer seja agora ou mais tarde, o aumento dos juros na zona euro terá consequências para bancos, empresas e pessoas. Tal como desejado pelo BCE, um aumento nas taxas de juro pode vir a conter a inflação da procura, ou seja, o aumento dos preços causado pelo excesso de consumo.

A ideia subjacente é restringir o consumo através do encarecimento dos empréstimos. O mecanismo é simples: como a taxa directora do BCE é utilizada como referência na determinação dos juros cobrados pelos bancos aos consumidores e às empresas, o seu aumento causa um aumento nos custos de um crédito. E se o crédito é mais caro, os clientes terão tendência a pedir menos crédito e a consumir menos o que, pelo menos teoricamente, contribui para conter a inflação.

Na prática, um aumento do juro de 0,25 % significa um encarecimento de 2,5 euros por mil euros de crédito contraído. Um crédito hipotecário de 300 mil euros custará assim mais 750 euros por ano.

No entanto, se por um lado o aumento dos juros garante um maior controle da inflação, por outro lado acaba por diminuir o potencial de crescimento da economia e do emprego.

É o lado perverso do sistema, pois com as taxas de juro mais elevadas, as empresas têm de arcar com o custo mais elevado de financiar o crescimento das suas actividades e o aumento de uma produção para a qual temem não encontrar consumidores suficientes.

Claro que os consumidores ou as empresas que optaram por um empréstimo a taxa fixa não sofrerão quaisquer degradações do seu poder de compra, pois o seu juro não é afectado pelas decisões do BCE. Contudo, ao contrário dos países limítrofes, no Luxemburgo existe pouco o costume de contrair empréstimos com taxa fixa.

Mas recorde-se ainda que um aumento da taxa de juro é também um incentivo à poupança, já que os juros das aplicações também aumentam e garantem um rendimento maior aos depósitos efectuados. Também aqui, por regra, os bancos tendem em adaptar os aumentos dos juros nos créditos dos seus clientes e são, no entanto, um pouco mais lentos a nivelar as condições da poupança. A tendência é observar o comportamento da concorrência e proceder aos ajustes depois.

Pedro Castilho, analista financeiro
Foto: Marc Wilwert

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Euro/Crise: Ajuda a Portugal depende de um "sim ou não" do Governo português

O membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), Athanasios Orphanides afirmou hoje que uma possível ajuda a Portugal no âmbito do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) depende da decisão de “um sim ou não” do Governo português.

O presidente do Banco Espírito Santo (BES) em entrevista ao diário espanhol El Pais, no domingo, questionado sobre a continuação da instabilidade nos mercados da dívida soberana, mesmo depois de a Grécia e a Irlanda terem sido intervencionadas, e o caso de Portugal, o banqueiro disse: "Vamos ver".

“Não há certeza sobre quando e como será a intervenção, mas se houver por parte da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) os mercados acalmar-se-iam” pergunta o diário ao banqueiro português. “Não creio”, respondeu bancqueiro português, tendo indicado que a Espanha virá depois.

Segundo Ricardo Salgado, “trata-se de um dos países periféricos mais debilitados. É um problema de credibilidade da UE e do euro”, por isso os políticos têm que falar de uma maneira “mais consistente e não criar mais instabilidade”, concluiu.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse na semana passada que a instituição vai continuar com a compra de dívida pública no mercado secundário, medida em que já gastou 67 mil milhões de euros desde maio deste ano. O BCE garantiu aos bancos da UE "toda a liquidez necessária" até meados de 2011.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Yves Mersch reconduzido na presidência do Banco Central do Luxemburgo

Yves Mersch, presidente do Banco Central do Luxemburgo vai cumprir um terceiro mandato naquela instituição, decidiu sexta-feira o Conselho de Governo.

Yves Mersch tem 61 anos e preside ao BCL desde a sua criação em 1998, posto para o qual foi reconduzido em 2004. Os estatutos do BCL determinam que o mandato dura seis anos, não se sabendo ainda se Mersch ficará no lugar até aos seus 67 anos.

No incício deste ano, Mersch chegou a ser candidato para a vice-presidência do Banco Central Europeu, mas, em Março, os 27 chefes de Estado e de Governo da UE preferiram nomear o presidente do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, para o lugar ambicionado pelo luxemburguês.

Foto: Anouk Antony

quinta-feira, 4 de março de 2010

Juros: BCE deverá manter taxa em 1% pelo nono mês consecutivo

O Banco Central Europeu (BCE) deverá decidir hoje manter a sua principal taxa diretora em um por cento, pelo nono mês consecutivo, segundo os especialistas contactados pela agência Lusa.

"A expectativa é que se mantenha em um por cento, até porque o BCE tem dito que as taxas atuais são apropriadas face à evolução da economia e da inflação", disse Teresa Gil Pinheiro, economista do Banco BPI, que antecipa que o mais provável é que só haja uma decisão de alterar a taxa diretora dentro de vários meses.

"Nunca antes do segundo semestre, mais para o fim do ano do que para o início do segundo semestre ou só em 2011", previu a responsável, acrescentando que as atenções estarão hoje centradas na publicação de novas previsões económicas "que darão uma ideia de como vai evoluir a política monetária do BCE em 2010".

Por seu turno, Carlos Almeira, diretor de investimento do Banco Best, disse à Lusa que "todo o mercado aponta para uma manutenção da taxa em um por cento", explicando que "não há pressão inflacionista na Zona Euro" e que os especialistas "vão estar a olhar mais para o discurso de Jean-Claude Trichet do que para a decisão em si".

Telma Santos, analista de ações do Millennium BCP Investimento, também concordou que "o BCE deverá revelar a sua decisão sobre a taxa directora, devendo esta permanecer inalterada nos um por cento".

O conselho de governadores do BCE baixou em maio de 2009 o preço do dinheiro, para um por cento, o valor mais baixo de sempre desta taxa desde a criação da união monetária em 1999.

Foto: Arquivo LW

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

BCE: UE confirma designação de Vítor Constâncio que abre a porta a pretensões alemãs

Os ministros das Finanças da União Europeia confirmaram hoje, em Bruxelas, a designação de Vítor Constâncio para a vice-presidência do BCE, vista como essencial para o sucesso de uma futura presidência alemã da instituição.

O nome "recomendado" terá ainda de receber um "parecer" não vinculativo do Parlamento Europeu, antes de ser formalmente aprovado pelos chefes de Estado e de Governo reunidos em Bruxelas a 25 e 26 de março próximo.

A decisão é vista em Bruxelas como a abertura da porta para que o atual presidente do banco central alemão, Axel Weber, substitua o presidente francês do BCE, Jean-Claude Trichet, em 2011.

O presidente do Eurogrupo e primeiro ministro do Luxemburgo sugeriu segunda feira que Vítor Constâncio acabou por ser o escolhido para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE) por razões de equilíbrio geográfico que convêm à Alemanha.

"Penso que certos Estados-membros tinham em ideia outra designação para além daquela em que votaram esta noite", disse Jean-Claude Juncker, no final da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, numa alusão à possibilidade de a Alemanha ter apoiado Constâncio por motivos estratégicos.

A indicação de Vítor Constâncio para o cargo foi considerada praticamente como certa a partir do momento em que, na semana passada, recebeu o apoio da Alemanha.

Para aumentar as probabilidades de que o seu candidato seja o escolhido, Berlim sabia que seria melhor apoiar um pretendente do Sul da Europa, por razões de equilíbrio geográfico, preferindo então um português para a vice-presidência em vez de um dos outros dois candidatos ao lugar, um luxemburguês e um belga.

A especulação sobre este jogo político também foi alimentada pelo ministro das Finanças da Bélgica, o outro país com um candidato perdedor que concorreu contra Constâncio.

Didier Renders disse à agência de notícias belga ter "constatado um acordo entre vários grandes países" para apoiar o candidato português.

"Lamento que muitas vezes seja este tipo de coisas que domina as discussões" e "deveria ter havido um debate sobre a qualidade das pessoas", declarou Renders.

"Não penso que se trate de um mau candidato", disse Didier Renders em relação a Vítor Constâncio, acrescentando em seguida que o candidato belga "era melhor".

BCE: PSD congratula-se com nomeação de Constâncio e quer sucessor que prestigie o Banco de Portugal

O PSD congratulou-se hoje com a escolha de Vítor Constâncio para vice-governador do Banco Central Europeu e espera que o Governo nomeie um sucessor no cargo de governador do Banco de Portugal que “prestigie” a instituição.

Os ministros das Finanças da Zona Euro reunidos em Bruxelas designaram segunda feira à noite Vítor Constâncio para ocupar o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) a partir de 01 de junho.

Comentando esta eleição, o vice-presidente da bancada do PSD disse à agência Lusa que “é mais um cargo internacional de prestígio para o qual uma personalidade portuguesa é eleita”, lembrando outras nomeações como a de Durão Barroso, na Comissão Europeia e de António Guterres, no Alto-Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas (ONU).

Miguel Frasquilho sublinhou que são cargos que “prestigiam Portugal” e aproveitou para, em nome do PSD, desejar as "maiores felicidades" a Vítor Constâncio nas suas novas funções.

O deputado do PSD não quis apontar nomes para sucederem a Constâncio, justificando que “não compete ao PSD referir nomes para o cargo de governador do Banco de Portugal”.

“Nós confiamos e esperamos que o Governo atenderá ao interesse nacional e ao prestígio que tem de ter o Banco de Portugal para nomear uma pessoa com o perfil adequado para as funções”, sustentou.

Por outro lado, acrescentou, “não é um processo que tenha de se resolver nesta semana ou na próxima”, uma vez que Vítor Constâncio se manterá em funções até final de maio.

UE/Eurogrupo: Ministros da Zona Euro preferem Vítor Constâncio a Yves Mersch para a vice-presidência do BCE

Os ministros das Finanças da Zona Euro escolheram segunda-feira, em Bruxelas, Vítor Constâncio (na foto) para ocupar o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) a partir de 1 de junho.

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, foi o nome escolhido numa eleição em que concorria contra o presidente do Banco Central do Luxemburgo, o luxemburguês Yves Mersch, e o diretor do Banco Central da Bélgica, Peter Praet.

O grego Lucas Papademos, que atualmente está no lugar que será ocupado por Constâncio, termina o seu mandato de oito anos em finais de maio próximo.

Segundo regras não escritas mas aceites por todos os Estados-membros da União Europeia, dos seis lugares do conselho executivo do BCE, quatro são preenchidos pelos grandes Estados-membros da Zona Euro (Alemanha, França, Itália e Espanha), o que obriga os restantes membros a partilharem, por rotação, os dois outros cargos (vice-presidente e vogal).

Entre os países fundadores do euro, apenas Portugal, Bélgica, Luxemburgo e Irlanda ainda não integraram o comité executivo do BCE, não tendo a Irlanda apresentado qualquer candidato.

O nome "recomendado" pela maioria qualificada dos 16 ministros das Finanças da Zona Euro terá ainda de receber um "parecer" não vinculativo do Parlamento Europeu, antes de ser definitivamente aprovado pelos chefes de Estado e de Governo reunidos em Bruxelas a 25 e 26 de março próximo.

Nomeação de Constâncio é êxito da diplomacia portuguesa, diz Sócrates

O primeiro ministro, José Sócrates, felicitou Vítor Constâncio pela sua nomeação para a vice-presidência do BCE, considerando tratar-se de “um êxito” da diplomacia nacional.

“Para além de consagrar o reconhecimento internacional da carreira profissional do dr. Vítor Constâncio, a presente nomeação é simultaneamente importante para Portugal e para o prestígio das nossas entidades de supervisão financeira, constituindo também mais um êxito da nossa diplomacia internacional”, refere a nota enviada à agência Lusa pelo gabinete do primeiro ministro.

Também o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, manifestou “satisfação”, em Bruxelas, “orgulho” pela escolha de Constâncio para ocupar o lugar de vice-presidente do BCE.

Texto e foto: Lusa

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

UE/Finanças: Ministros devem eleger hoje Vítor Constâncio para vice-presidência do BCE

Os ministros das Finanças da Zona Euro deverão escolher hoje, em Bruxelas, Vítor Constâncio para ocupar o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu a partir de 1 de junho em Frankfurt.

Várias fontes europeias em Bruxelas consideram que o atual Governador do Banco de Portugal será o nome "recomendado" pelos responsáveis das Finanças da Eurolândia.

Yves Mersch, presidente do Banco Central do Luxemburgo (BCL), que também estava na corrida para o mesmo posto, deverá ter sido preterido pela sua proximidade com o presidente do Eurogrupo, o primeiro-miistro luxemburguês Jean-Claude Juncker, e pela sua presidência à frente do BCL, considerada como negativa por vários sindicatos de funcionários do BCE que não queriam ver essas práticas repruduzidas em Frankfurt.

A escolha de Constâncio estaria "garantida" por uma larga maioria que inclui todos os grandes Estados-membros e a maior parte dos pequenos, segundo as mesmas fontes.

A "recomendação" decidida pela maioria qualificada dos 16 ministros das Finanças da Zona Euro terá de receber um "parecer" não vinculativo do Parlamento Europeu, antes de ser definitivamente aprovado pelos chefes de Estado e Governo reunidos em Bruxelas a 25 e 26 de março.

A indicação de Vítor Constâncio para o cargo é considerada praticamente como certa a partir do momento em que, na semana passada, recebeu o apoio da Alemanha, de acordo com a imprensa daquele país.

Berlim pretende que o atual presidente do banco central alemão, Axel Weber, substitua o presidente francês do BCE, Jean-Claude Trichet, em 2011.

Para aumentar as probabilidades do seu candidato seja o escolhido, Berlim sabe que é melhor apoiar um pretendente do sul da Europa, neste caso de um português para a vice-presidência, em vez de um dos outros dois candidatos ao lugar, um luxemburguês e um belga.

O grego Lucas Papademos termina o seu mandato de oito anos em finais de maio próximo, havendo três candidatos ao lugar.

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, e Yves Mersch eram vistos como os candidatos mais fortes, que partiram com vantagem em relação ao terceiro nome na corrida, o do diretor do Banco Central da Bélgica, Peter Praet.

A reunião de hoje dos ministros das Finanças da zona euro (16 países), que terça feira será alargada aos da União Europeia (27), será dominada pela discussão sobre os problemas orçamentais da Grécia.

Os ministros irão aprovar o programa de estabilidade e crescimento (PEC) atualizado da Grécia, que contém o compromisso do Governo de reduzir em 4 pontos percentuais, de 12,75 para 8,7 por cento do produto interno bruto (PIB), o défice orçamental em 2010.

Os europeus vão exortar as autoridades gregas a tomar medidas drásticas em relação aos salários da função pública e a realizar reformas estruturais no sistema de pensões, sector da saúde, administração pública, mercado de bens, utilização dos fundos europeus e sector bancário, entre outros.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vice-presidência do BCE: Alemanha apoia Constâncio em detrimento de Yves Mersch

A nomeação de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) já terá sido assegurada por Berlim, segundo a imprensa alemã de sábado, diminuindo assim as hipóteses do outro candidato, o presidente do Banco Central do Luxemburgo, Yves Mersch.

De acordo com o jornal "Wirtschaftswoche", que cita fontes próximas dos bancos centrais, para a reunião informal da União Europeia (UE) que decorre na quinta-feira, a chanceler alemã Angela Merkel já terá reunido um "largo consenso" a favor da nomeação do português Vítor Constâncio. Segundo o mesmo jornal, Angela Merkel conta o apoio da França.

Os ministros das Finanças da Zona Euro irão escolher dia 15 deste mês quem irá passar a ocupar a vice-presidência do BCE.


Uma vez feita esta escolha, o Conselho de Governadores da autoridade monetária terá de dar o seu parecer, antes de o sucessor do grego Lucas Papademos ser formalmente nomeado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27, na cimeira de 25 e 26 de Março.


Por seu lado, o actual presidente do BCE, Jean-Claude Trichet termina o seu mandato em 2011, mas a corrida à sucessão já começou.

Numa perspectiva de representação equitativa entre o Norte e o Sul da UE, a escolha de Constâncio será favorável ao actual presidente do Banco Central da Alemanha, Alex Weber, para a chefia do BCE.

O presidente do Banco de Itália, Mario Draghi, é outro dos nomes em liça para a presidência do BCE.

Foto: Lusa

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Eurogrupo: Juncker adia escolha de vice-presidente do BCE para Fevereiro - Mersch e Constâncio vão ter que esperar

O presidente do Eurogrupo, o primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, revelou segunda-feira à noite, em Bruxelas, que a escolha do próximo vice-presidente do BCE foi adiada devido a problemas "jurídicos", de interpretação do método de votação.

Os responsáveis pela Zona Euro adiaram para Fevereiro uma decisão sobre o novo vice-presidente do Banco Central Europeu, um lugar ao qual Vítor Constâncio se apresenta como um dos candidatos mais fortes.

"Pedimos um parecer do serviço jurídico para nos clarificar essa matéria", disse Juncker no final da reunião dos ministros da Zona Euro, acrescentando que "não é uma questão política, é questão jurídica".

Para Jean-Claude Juncker é essencial ter-se "a certeza" de que os tratados europeus estão a ser respeitados.

O grego Lucas Papademos termina o seu mandato de oito anos em finais de Junho próximo, havendo três candidatos ao lugar.

O governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio e o governador do Banco Central do Luxemburgo Yves Mersch são vistos como os candidatos mais fortes, que partem com vantagem em relação ao terceiro nome que está na corrida, o do director do Banco Central da Bélgica Peter Praet.

Os ministros das Finanças deverão agora tentar chegar a um acordo a 15 de Fevereiro, quando se voltarem a encontrar, também em Bruxelas.

O candidato escolhido (proposto) pelos ministros das Finanças será formalmente nomeado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27, numa reunião que terá lugar a 25 e 26 de Março.

O Parlamento Europeu também será chamado a emitir um parecer, que não é vinculativo, sobre o candidato proposto pelos ministros das Finanças.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

UE/BCE: Futuro de Vítor Constâncio pode ser decidido hoje

Os ministros das Finanças da Zona Euro vão tentar hoje, em Bruxelas, chegar a acordo sobre o novo vice-presidente do Banco Central Europeu, sendo Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, um dos candidatos mais fortes ao lugar
O grego Lucas Papademos termina o seu mandato de oito anos em finais de Junho próximo havendo três candidatos ao lugar.

Vítor Constâncio e o governador do Banco Central do Luxemburgo Yves Mersch são vistos como os candidatos mais fortes, que partem com vantagem em relação ao terceiro nome que está na corrida, a do director do Banco Central da Bélgica Peter Praet.

Se os ministros das Finanças forem incapazes de chegar a um acordo claro hoje sobre um dos nomes, a decisão poderá ser adiada para ser tomada a 15 de Fevereiro, quando se voltarem a encontrar, também em Bruxelas.

O candidato escolhido (proposto) pelos ministros das Finanças será formalmente nomeado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27, numa reunião que terá lugar a 25 e 26 de Março.

O Parlamento também será chamado a emitir um parecer, que não é vinculativo, sobre o candidato proposto pelos ministros das Finanças.

Na reunião de hoje, que terça-feira é alargada aos ministros dos 27, os responsáveis pelas Finanças europeias deverão ainda exortar o governo da Grécia a meter ordem no instituto nacional de estatísticas do país.

Na proposta de conclusões a ser aprovada terça-feira solicita-se à Comissão Europeia a apresentação de medidas para que o sistema estatístico grego passe a respeitar as exigências europeias na matéria.

A Comissão Europeia concluiu na passada terça-feira que o orçamento do governo grego não era fiável e parece ter sido falsificado para minimizar os efeitos da crise orçamental que abalou a União Europeia.

Foto: Lusa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

UE: Presidente do BCE quer legislação mais eficiente para lidar com bancos em dificuldade

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, instou segunda-feira os governantes a trabalhar numa melhor legislação para acompanhar os bancos em dificuldades quando procuram evitar a repetição da recente crise financeira.

"É necessário encontrar medidas de reestruturação mais eficientes para os bancos em dificuldade", disse Trichet num discurso em Paris.

Trichet identificou a moldura legal da União Europeia como um potencial obstáculo a uma reestruturação eficiente dos bancos porque requer que os accionistas se reúnam para decidir medidas como os aumentos de capital ou as fusões.

"Seria necessário rever estes procedimentos para as instituições financeiras", afirmou Trichet.

"Precisamos de ter as autoridades judiciais e de supervisão a trabalharem juntas tão estreitamente quanto possível", disse.

Um dos desafios para os legisladores é de lidar com o risco sistémico no caso de grandes bancos.

Os bancos europeus estão a sair da crise maiores do que antes com o BNP Paribas e o Banco Santander entre os 353 bancos pelo menos a ter "crescido" desde o início de 2007, segundo dados compilados pela Bloomberg.

domingo, 15 de novembro de 2009

Portugal: Constâncio como "vice" do BCE tem "receptividade" em vários países

O ministro da Presidência afirmou na quinta-feira que a possibilidade de o governador do Banco de Portugal, Victor Constâncio, assumir em breve as funções de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) “tem receptividade em vários países”.

Falando no final do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira declarou que a possibilidade de Vítor Constâncio exercer um lugar de vice-presidente do BCE "foi já discutida a nível internacional”.

“É uma ideia que tem receptividade junto de vários países, mas remeto para o ministro de Estado e das Finanças [Teixeira dos Santos] qualquer informação mais detalhada sobre esse processo”.

O ministro da Presidência referiu depois que o governador do Banco de Portugal “é uma personalidade com grande prestígio internacional”.

“A possibilidade [de ser vice do BCE] foi ventilada e discutida a nível internacional e considerada com grande receptividade, segundo as informações que o Governo português dispõe”, acrescentou.

Importa igualmente relembrar que o Governo luxemburguês propôs em Outubro deste ano o nome de Yves Mersch, actual presidente do Banco Central do Luxemburgo, para suceder a Lucas Papademos, que deixa o cargo de vice-presidente do BCE em Maio de 2010.

Já Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, apenas cessa funções em 2011.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

UE: Juncker diz que Zona Euro não corre "nenhum risco de deflação"

A Zona Euro não corre risco de deflação, apesar do recuo dos preços dos bens de consumo registados em Junho, afirmou segunda-feira o presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker.

Não há "nenhum risco de deflação", assegurou, em conferência de imprensa, após a reunião mensal dos ministros das Finanças da Zona Euro.

"A nossa análise, partilhada com o Banco Central Europeu, é a seguinte: apesar da queda do nível geral dos preços em Junho, é falso dizer que a Zona Euro está a caminho da deflação", explicou Juncker, ressalvando um movimento generalizado e prolongado de recuo dos preços, sinal de uma "grave depressão económica."

Os preços dos bens de consumo na Zona Euro caíram 0,1% no último ano, um fenómeno inédito na história que deverá manifestar-se nos próximos meses, de acordo com vários economistas.

Os analistas justificam esta previsão com a queda dos preços da energia desde o último Verão e também com a crise económica global.

Legenda da imagem: Países de azul escuro e azul claro = UE / Países de azul claro = Zona Euro (em que circula a moeda comunitária) Fonte: Governo português