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quarta-feira, 27 de junho de 2012

CCPL homenageia diplomatas portugueses

Foto: Paulo Lobo
A Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL) e a Caixa Geral de Depósitos organizaram esta segunda-feira a última homenagem aos três diplomatas portugueses que cessam funções até 4 de Julho.

José Carvalho Rosa, o cônsul cessante, Rui Martinot Correia, secretário da Embaixada de Portugal no Luxemburgo, e Carlos Correia, conselheiro social e responsável pelo Instituto Camões, foram recebidos por Coimbra de Matos e Mili Tasch-Fernandes, da CCPL, e pelos directores da Caixa Geral de Depósitos do Luxemburgo, em Merl.

"São três personalidades por quem nutrimos amizade e simpatia. Durante alguns anos assistiram a uma evolução na comunidade e contribuíram para que ela fosse mais longe. Esperamos também da da nova embaixadora o apoio para continuar a desenvolver o trabalho associativo", disse Mili Tasch.

A nova embaixadora, Maria Rita Ferro, esteve também presente no evento, onde se ouvia que "nunca houve tanta homenagem a um corpo diplomático português no Luxemburgo como a este". Para o lugar dos três diplomatas, entra apenas um: Rui Monteiro, que vai acumular as funções de secretário da Embaixada com as de cônsul de Portugal no Luxemburgo.

Fotos: Henrique de Burgo

domingo, 11 de março de 2012

Luxemburgo: Cônsul não vai ser substituído


 José Carvalho Meneses Rosa vai regressar a Lisboa no final do mês de Junho. 
 O diplomata atinge os 60 anos e por isso vai ter de deixar o posto consul
O cônsul de Portugal no Luxemburgo atinge o limite de idade para poder exercer funções no estrangeiro e vai regressar a Lisboa no próximo mês de Julho. A grande novidade é que o lugar não vai ser preenchido. O futuro número dois da Embaixada de Portugal vai acumular as funções de cônsul.

José Carvalho Meneses Rosa vai fazer 60 anos e por isso tem de abandonar o posto consular do Luxemburgo. A notícia foi confirmada ao CONTACTO pelo próprio cônsul do Luxemburgo.

O cônsul do Luxemburgo garante que não sabe quem o vai substituir, mas o CONTACTO sabe que o posto de cônsul-geral no Luxemburgo não vai ser preenchido. Fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, garantiu ao CONTACTO que o governo vai extinguir um dos actuais três postos diplomáticos no país – embaixador, o número dois da Embaixada e o cônsul.

No futuro, segundo a mesma fonte, a representação diplomática portuguesa no Luxemburgo vai contar apenas com dois diplomatas, ou seja, a nova embaixadora, Rita Ferro, que ainda está na Tunísia e que ainda
Rita Ferrro
não tem data marcada para chegar ao Grão-Ducado, e o número dois da Embaixada, que habitualmente é também o encarregado de negócios na ausência do embaixador.

Resultado: o segundo diplomata da Embaixada vai acumular as funções de cônsul no Luxemburgo.

Rui Martinot Correia
O actual número dois da representação diplomática portuguesa, Rui Martinot Correia, tem os dias contados no Luxemburgo. Vai ser substituído e para o seu lugar virá um novo diplomata de carreira.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou ao CONTACTO a notícia. Miguel Guedes, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, afirma que "as funções" de cônsul "passam a ser garantidas pelo número dois da Embaixada". Miguel Guedes diz ainda que o diplomata não vai ser nomeado cônsul-geral de Portugal no Luxemburgo porque assim "não poderia substituir a embaixadora como encarregado de negócios na sua ausência".

O porta-voz do MNE garante que se trata apenas "de uma formalidade, mas na prática todas as funções do cônsul-geral vão ser asseguradas sem qualquer alteração".


POUCO MAIS DE DOIS ANOS À FRENTE DO CONSULADO

Meneses Rosa chegou ao Luxemburgo há pouco mais de dois anos e em Junho, altura em que vai deixar o posto, terá completado dois anos e oito meses. "Por lei, o mandato de um cônsul é de três anos, no máximo quatro, mas há casos em que se faz um quinto ano. Eu vou ter apenas de fazer dois anos e oito meses", diz ao CONTACTO.

Meneses Rosa diz que ainda pediu a Lisboa para continuar por mais algum tempo à frente do posto consular, mas o pedido não foi aceite. "Lisboa não negou o meu pedido, mas disseram-me que eu tinha de voltar. É normal que eu tenha pedido, mas também é normal que me tenham dito para regressar", diz o cônsul ao CONTACTO.

"Eu estou aqui há pouco tempo, agora é que começo a conhecer a comunidade portuguesa no Luxemburgo e penso que estou a fazer um bom trabalho aqui no Consulado. Por tudo isto pedi para ficar, mas vou ter de regressar no fim de Junho a Lisboa", desabafa Meneses Rosa ao CONTACTO.

O actual cônsul de Portugal no Luxemburgo é casado e o filho mais novo frequenta uma escola internacional no Grão-Ducado. Em finais de Junho vão todos regressar a Portugal. "Vamos todos porque eu não tenho hipóteses de continuar a pagar a escola do meu filho".

Texto: Domingos Martins
Fotos: M. Dias

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Há 107 mil portugueses no Luxemburgo: Comunidade lusa é a que mais cresce

Foto: Carlos de Jesus
Há actualmente 107 mil portugueses no Luxemburgo e a comunidade lusa é a que mais tem crescido. Os números são do cônsul de Portugal no Luxemburgo, José Carvalho Rosa, e foram apresentados na mesa-redonda organizada pelo Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE), dedicada às novas vagas de migração na Europa vinda de países como Portugal, Espanha ou Itália. O debate teve lugar na sede da associação em Gasperich, na capital, na quinta-feira.

De acordo com José Carvalho Rosa, o número de inscrições no Consulado passou de 4.400 em 2009 para 4.900 no ano passado. O número de cidadãos portugueses inscritos no consulado é actualmente de 107.118 pessoas. O cônsul estima que pelo menos 100 mil portugueses vivem actualmente no Luxemburgo, um número que está longe dos 85 mil registados pelo Statec. José Carvalho Rosa advertiu, no entanto, que estes números não são fidedignos, visto que nem todos os óbitos e saídas do Grão-Ducado são comunicados às autoridades consulares portuguesas.

Para o cônsul, muitos destes novos imigrantes não são mão-de-obra qualificada, chegam ao Luxemburgo sem contrato de trabalho ou arranjam apenas contratos temporários. José Carvalho Rosa entende ainda que a comunicação social em Portugal vê o Luxemburgo como um paraíso mas que esquece o elevado custo de vida e da habitação, apesar dos salários mais altos e das regalias sociais.

José Trindade, presidente do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), recusa "a imagem simplista" descrita por José Carvalho Rosa. O CASA, que de acordo com José Trindade, recebe uma média de seis pedidos de ajuda por dia de pessoas que chegam de Portugal, viu até agora cerca de 7 mil pessoas baterem à sua porta para pedir informações ou assistência.

"Durante uma das minhas últimas estadias em Portugal, perguntaram-me se ainda poderiam emigrar para o Luxemburgo. Eu respondi que não e expliquei porquê. Mas temo que não sirva para nada", declarou o presidente do CASA.

Chiara Petracca, primeira secretária da Embaixada da Itália, disse que há um ligeiro aumento do número de cidadãos italianos a virem para o Grão-Ducado. De acordo com Petracca, 22.700 italianos registaram-se no consulado em 2006. No início deste ano, eram pouco mais de 25 mil no início deste ano.

O Cônsul da Espanha disse registar uma tendência idêntica. De acordo com Sergio Cuesta Franscisco, o número de cidadãos espanhóis inscritos no consulado passou de 300 em 2010 para 400 no ano passado. Actualmente, são 4.500 os espanhóis registados no Luxemburgo. Números que o cônsul acredita serem mais altos (6 mil pessoas, no total), uma vez que o registo no consulado é agora opcional.

Segundo os consulados espanhol e italiano, os novos imigrantes são na sua maioria licenciados ou trabalhadores qualificados. Se esta população de licenciados é bem absorvida pelo mercado de trabalho luxemburguês, o mesmo não acontece aos menos qualificados. Ambos os responsáveis acreditam que, a curto prazo, este enorme fluxo de recém-chegados vai constituir um desafio para as autoridades luxemburguesas.

"São as associações de imigrantes que, ao longo dos anos, adquiriram uma certa experiência na organização de eventos culturais e festivos, e fazem muitas vezes o papel de assistentes sociais. Mas é preciso chamar a atenção das autoridades sobre as consequências deste fluxo migratório para o Luxemburgo e sobre a necessidade de ajudar as associações nesta tarefa", concluiu Antoni Montserrat, vice-presidente do Centro Catalá no Luxemburgo. Carlos de Jesus