| Foto: Marc Wilwert |
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sábado, 28 de abril de 2012
Abril: Consumidores perdem confiança no Luxemburgo
sábado, 17 de dezembro de 2011
União dos Consumidores celebra hoje 50 anos
A União Luxemburguesa dos Consumidores (ULC) celebra hoje 50 anos de aniversário.
A sessão académica, presidida pelo Grão-Duque Henri, vai ter lugar no Conservatório da cidade do Luxemburgo, pelas 17h.
A sessão académica, presidida pelo Grão-Duque Henri, vai ter lugar no Conservatório da cidade do Luxemburgo, pelas 17h.
Criada em 1916, a "Verband für Konsumenten Interessen" (Associação para os Interesses dos Consumidores) foi a primeira associação de consumidores no Luxemburgo, que viria a dar origem à ULC. As actividades do "Verband für Konsumenten Interessen" ficaram, no entanto, na gaveta desde o fim da Primeira Guerra Mundial até à época da criação definitiva da ULC, em 4 de Dezembro de 1961.
A ULC, que tem actualmente 43 mil membros, é uma associação sem fins lucrativos cujo objectivo é a protecção social, defesa, informação e educação do consumidor no Luxemburgo.terça-feira, 15 de novembro de 2011
Estudo da Deloitte: Consumidores no Luxemburgo vão gastar menos no Natal
Os residentes no Luxemburgo vão consagrar este ano menos 23 % do seu orçamento aos gastos com as festas do Natal e do Fim de Ano.
É uma das maiores baixas em termos europeus reveladas ontem por um estudo da consultora Deloitte. Uma redução que segundo a consultora tem por base a convicção de que o Luxemburgo está em crise: seis em cada dez residentes no Grão-Ducado acreditam que o país está em recessão, o que equivale a 59 % da população inquirida.
No ano passado, 46 % da população acreditava que a economia estava estável. Um valor que está dentro dos parâmetros da média europeia. Este indicador é superior nos países mais afectados por medidas de contenção orçamental, como a Grécia (92 %), Portugal (88 %), Itália (84 %), Irlanda (78 %) e Espanha (72 %). Os números agora divulgados constam da 14a edição do estudo de Natal da Deloitte que pelo terceiro ano consecutivo inclui o Luxemburgo.
O Luxemburgo faz ainda parte do grupo de países mais pessimistas quanto ao futuro: 52 % da população pensa que o estado da economia vai piorar, quando no ano passado apenas 22 % da população expressou este sentimento.
Outro dado: este ano há o dobro de luxemburgueses que no ano passado a pensar que o seu poder de compra vai baixar em 2012. Ou seja, 36 % dos inquiridos, contra apenas 19 % no ano passado.
Curioso é que apesar deste sentimento negativo, os luxemburgueses estão acima da média europeia quando se pergunta se vai olhar para o preço na altura de comprar um presente de Natal: 41 % dos inquiridos dizem que vão comprar um presente sem olhar para o preço, um número que é 11% superior à media dos outros consumidores europeus. Para as compras de Natal, 57 % dos residentes no Grão-Ducado pensam comprar presentes que estejam em promoção. No resto da Europa, o número sobe para 65 %.
PORTUGUESES MUITO PESSIMISTAS
A visão dos portugueses sobre o estado da economia degradou-se. Segundo a Deloitte, no ano passado 75 % dos entrevistados acreditava estar numa recessão. Este ano o número subiu para 88 %, e as expectativas da consultora para 2012 indicam que 72 % dos consumidores acham que a situação irá piorar, face a 58 % em 2010.
A 14a edição do estudo de Natal da Deloitte, realizada antes de serem conhecidas as medidas de retenção dos subsídios de férias e Natal de 2012 e 2013 e o aumento da carga fiscal para o próximo ano, revelou que a evolução do clima económico, a perda de poder de compra e o receio de perder o emprego levam 72 % dos portugueses a acreditar que o próximo ano vai ser "ainda mais negativo” do que 2011.
Esta visão sobre a economia piorou em todos os países europeus, à excepção da Irlanda e da Ucrânia, e aproxima-se hoje dos níveis que a consultora registou em 2008. As perspectivas futuras também se deterioram; em 2010, um em cada quatro consumidores acreditava que a situação económica ia melhorar no ano seguinte. Hoje, menos de um em 10 consumidores acredita na retoma a curto prazo.
DM
Foto: Marc Wilwert
É uma das maiores baixas em termos europeus reveladas ontem por um estudo da consultora Deloitte. Uma redução que segundo a consultora tem por base a convicção de que o Luxemburgo está em crise: seis em cada dez residentes no Grão-Ducado acreditam que o país está em recessão, o que equivale a 59 % da população inquirida.
No ano passado, 46 % da população acreditava que a economia estava estável. Um valor que está dentro dos parâmetros da média europeia. Este indicador é superior nos países mais afectados por medidas de contenção orçamental, como a Grécia (92 %), Portugal (88 %), Itália (84 %), Irlanda (78 %) e Espanha (72 %). Os números agora divulgados constam da 14a edição do estudo de Natal da Deloitte que pelo terceiro ano consecutivo inclui o Luxemburgo.
O Luxemburgo faz ainda parte do grupo de países mais pessimistas quanto ao futuro: 52 % da população pensa que o estado da economia vai piorar, quando no ano passado apenas 22 % da população expressou este sentimento.
Outro dado: este ano há o dobro de luxemburgueses que no ano passado a pensar que o seu poder de compra vai baixar em 2012. Ou seja, 36 % dos inquiridos, contra apenas 19 % no ano passado.
Curioso é que apesar deste sentimento negativo, os luxemburgueses estão acima da média europeia quando se pergunta se vai olhar para o preço na altura de comprar um presente de Natal: 41 % dos inquiridos dizem que vão comprar um presente sem olhar para o preço, um número que é 11% superior à media dos outros consumidores europeus. Para as compras de Natal, 57 % dos residentes no Grão-Ducado pensam comprar presentes que estejam em promoção. No resto da Europa, o número sobe para 65 %.
PORTUGUESES MUITO PESSIMISTAS
A visão dos portugueses sobre o estado da economia degradou-se. Segundo a Deloitte, no ano passado 75 % dos entrevistados acreditava estar numa recessão. Este ano o número subiu para 88 %, e as expectativas da consultora para 2012 indicam que 72 % dos consumidores acham que a situação irá piorar, face a 58 % em 2010.
A 14a edição do estudo de Natal da Deloitte, realizada antes de serem conhecidas as medidas de retenção dos subsídios de férias e Natal de 2012 e 2013 e o aumento da carga fiscal para o próximo ano, revelou que a evolução do clima económico, a perda de poder de compra e o receio de perder o emprego levam 72 % dos portugueses a acreditar que o próximo ano vai ser "ainda mais negativo” do que 2011.
Esta visão sobre a economia piorou em todos os países europeus, à excepção da Irlanda e da Ucrânia, e aproxima-se hoje dos níveis que a consultora registou em 2008. As perspectivas futuras também se deterioram; em 2010, um em cada quatro consumidores acreditava que a situação económica ia melhorar no ano seguinte. Hoje, menos de um em 10 consumidores acredita na retoma a curto prazo.
DM
Foto: Marc Wilwert
terça-feira, 17 de maio de 2011
Aviso ao consumidor: Arroz doce retirado do mercado luxemburguês
Vários boiões de arroz doce da marca alemã Müller Milch foram retirados do mercado luxemburguês, depois de um alerta alimentar indicar a presença de pedaços de vidro nos produtos à venda.
Os três produtos retirados são as variedades "Sorte Pur", "Sorte Zimt" e "Sorte Kirsch" do "Müller Diät Milchreis", todos com data de validade até 23 de Maio. Apesar de a empresa ter retirado os produtos do mercado, parte dos stocks foi entretanto vendida. A Segurança Alimentar luxemburguesa recomenda que os consumidores devolvam o produto ao fabricante.
Os três produtos retirados são as variedades "Sorte Pur", "Sorte Zimt" e "Sorte Kirsch" do "Müller Diät Milchreis", todos com data de validade até 23 de Maio. Apesar de a empresa ter retirado os produtos do mercado, parte dos stocks foi entretanto vendida. A Segurança Alimentar luxemburguesa recomenda que os consumidores devolvam o produto ao fabricante.
sábado, 12 de março de 2011
União Luxemburguesa dos Consumidores alerta: Cereais para as crianças têm açúcar a mais
Uma criança ingere ao pequeno-almoço o equivalente a três cubos de açúcar por uma taça de 30 gramas de cereais.
Esta é a conclusão de um teste realizado pela associação luxemburguesa sobre doze produtos diferentes. Quase todos eles passam largamente a proporção de açúcar recomendada pelos nutricionistas, excepto os "Rice Crispies" da marca Kellog's.
Foto: Serge Waldbillig
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Luxemburgo: Reunião em português para consumidores, esta noite
O Centro Europeu dos Consumidores (CEC) do Luxemburgo, em colaboração com os seus colegas do CEC Portugal, organiza uma reunião de informação, em francês e português, esta terça-feira à noite, 9 de Novembro, entre as 18 e as 21h, nas suas instalações, no n°55, rue des Bruyères, em Howald, na cidade do Luxemburgo.Entre os temas a abordar estão a legalização de um automóvel em Portugal, construção de uma segunda casa em Portugal, crédito na Bélgica, entre outros assuntos.
Os consumidores interessados podem inscrever-se na reunião por simples chamada telefónica, pelo telefone 26 84 64-1, ou ainda enviando um e-mail para info@cecluxembourg.lu .
quarta-feira, 10 de março de 2010
Nova brochura em português da União Luxemburguesa dos Consumidores (ULC) explica contratos de arrendamento
A brochura foi compilada com o intuito de dar resposta às questões elementares que os senhorios e os locatários possam ter em matéria de contratos de arrendamento, com destaque para os direitos e obrigações de ambas as partes, as regras que regulam a resolução de um contrato de arrendamento e as consequências daí emergentes, e ainda os aspectos fundamentais do procedimento judicial.
"É fundamental que quer o proprietário do imóvel quer o locatário conheçam os princípios básicos em matéria de contratos de arrendamento, estando conscientes dos seus direitos e obrigações. Isso permitirá evitar os litígios e assegurar assim as boas relações entre as partes", pode ler-se no comunicado da ULC.
A brochura está disponível em português, francês e alemão.
Em português, também estão disponíveis os seguintes textos: "ULC, informar aconselhar, defender, sensibilizar"; "A garantia de conformidade"; "As condições gerais de venda"; e "A ULC nas instâncias de mediação".
As brochuras podem ser levantadas na sede da ULC, em Howald (55, rue des Bruyères), na capital. Para os membros da ULC, basta um simples pedido para receber um exemplar.
Mais informações em www.ulc.lu
Foto: Anouk Antony
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Eurobarómetro: Cidadãos do Luxemburgo muito optimistas com futuro da economia
De acordo com o estudo Eurobarómetro que, durante o Outono de 2009, inquiriu um painel representativo da população luxemburguesa (502 pessoas, 62% de nacionalidade luxemburguesa e 38% oriundas de outros estados membros da EU), o desemprego constitui a principal preocupação no Grão-Ducado. A sondagem foi efectuada em 27 países da União Europeia bem como em 4 países suplementares.
Os residentes luxemburgueses estão satisfeitos (96%) com a vida no Luxemburgo, ocupando o segundo lugar a nível europeu. De acordo com a empresa de sondagens TNS ILRES, 43 % dos inquiridos estão muito satisfeitos e 56%bastante satisfeitos com a vida em geral no Luxemburgo. Só 4% não se consideram muito satisfeitos e a taxa de pessoas nada satisfeitas ronda os 0%. Com uma taxa de satisfação de 96%, o Luxemburgo situa-se logo a seguir à Dinamarca que obteve 98%.
Do ponto de vista da percepção dos luxemburgueses relativamente aos aspectos económicos, e nomeadamente ao desemprego, o cenário muda um pouco. 61% dos inquiridos teme que em termos de emprego, o pior esteja ainda para vir.
52% dos inquiridos consideram que o desemprego é o problema nacional mais importante, mais ainda do que a situação económica, que se situa em segundo lugar no leque das preocupações actuais dos luxemburgueses (29%). Seguem-se depois a subida dos preços (24%), a habitação (21%), o sistema educativo (14%), a insegurança (12%) e as reformas (8%).
Apesar de todos estes problemas, 96% dos inquiridos mostram-se satisfeitos com a vida. Uma percentagem que os coloca à cabeça dos Europeus mais satisfeitos ao lado dos dinamarqueses (98%) e dos Suecos (96%). Os menos contentes são os Búlgaros (38%), os Hungaros (42%), os Romenos (47%) e os Portugueses (53%). Os Belgas situam-se nos 89%, os Alemães, 85%, e os Franceses 82%.
Esta percentagem de satisfação está ligada à situação da economia do país que, de acordo com 77% dos inquiridos é boa, tal como a situação financeira dos lares (91%).
No que diz respeito à situação económica na União Europeia, em relação à edição anterior da sondagem há alguns dados positivos no Outono em 2009 por comparação com os resultados na Primavera de 2009 : a percentagem de inquiridos luxemburgueses preocupados com a situação económica futura da UE desce de 52% para cerca de 39%, ou seja, a taxa de " pessimistas " diminui.
Verifica-se o mesmo sentimento em relação ao emprego, ou seja, houve uma diminuição percentual: 46% dos inquiridos estão pessimistas em relação ao emprego na UE (contra 51% na primavera de 2009 e 57% no outono de 2008) e 9% consideram que a situação financeira do seu lar vai piorar.
Cada vez mais os europeus esperam uma melhoria da conjuntura económica na União e a opinião dos luxemburgueses vai neste sentido. É de salientar que 34% dos luxemburgueses consideram que a UE é a que está em melhores condições para sair da crise. A confiança na instituições europeias aumentou (62% para a UE relativamente aos 55% registados na primavera de 2009) e aumentou também relativamente relativamente à Comissão Europeia (59% em vez dos 53% verificados na primavera).
Ao nível político, a confiança dos luxemburgueses no Governo luxemburguês e na Câmara dos Deputados baixou (uma perda de 9 pontos para 68% no caso do primeiro e uma perda de 8 pontos para 59% no caso do segundo). Esta baixa registada é atribuída ao período pré-eleitoral na opinião de Charles Margue que sublinha que " Os luxemburgueses sabem bem que os meios de que o governo dispõe para enfrentar a crise global são limitados ".
Portugueses pessimistas, mas com uma boa imagem da UE
Os portugueses continuam descontentes com as políticas sociais em Portugal, mas a confiança na União Europeia (UE) aumentou. De acordo com o Eurobarómetro realizado no Outono de 2009, 53% dos portugueses têm uma imagem positiva da UE. Ainda sobre o mesmo tema, a p
A opinião pública portuguesa continua a ser uma das mais pessimistas da UE. Cerca de 85% dos inquiridos avaliam negativamente o emprego em Portugal. No último inquérito eram 69%. Os assuntos de natureza económica continuam a ser os que mais preocupam os portugueses: o desemprego preocupa 57% dos inquiridos, logo seguido da situação económica e da inflação. Mais de metade dos portugueses (53%) considera que os piores efeitos da crise no mercado de trabalho ainda estão para vir, aproximando-se assim do pessimismo dos restantes estados-membros. Apenas 17% dos portugueses apontam o Governo como aquele que está em melhores condições para lidar com as repercussões da crise financeira, enquanto que 30% pensam na União Europeia como motor para a resolução deste problema.
Contudo, apesar do pessimismo generalizado em relação aos assuntos económicos a maioria dos portugueses (53%) declara-se satisfeita com a vida em geral, mantendo a tendência positiva registada no anterior inquérito.
Cristina Campos
Foto: Guy Wolff & Lusa
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Luxemburgo: União dos Consumidores propõe mediador para litígios no sector da construção
Resolver os litígios nos sectores do turismo e dos seguros por mútuo consentimento tem vindo a ser a recomendação da União Luxemburguesa dos Consumidores (ULC), que quer alargar a mediação ao sector da construção.Uma estratégia que evita procedimentos jurídicos complicados e processos prolongados que, além de consumir tempo e nervos, também são financeiramente onerosos, defende a ULC. Como 30% dos litígios que chegam à ULC dizem respeito a conflitos no sector da construção, a ULC deseja implementar um processo de mediação especialmente dedicado a esse sector.
Há uns anos, em colaboração com o Agrupamento das Agências de Viagens do Luxemburgo (GAVL) e o Sindicato dos Agentes de Viagens do Luxemburgo (SAVL), a ULC montou um grupo de mediação para resolver litígios referentes a viagens organizadas. Em cooperação com a Associação das Companhias de Seguros, a ULC tenta chegar a acordos no âmbito de litígios referentes aos contratos de seguros.
Estas duas experiências levam Guy Goedert, presidente da ULC, a desejar criar uma célula de mediação para lidar com as discórdias dos consumidores com os profissionais da construção, e já iniciou conversações com a Confederação Luxemburguesa do Comércio com esse fim.
No entanto, a Federação dos Artesãos (FDA) não parece partilhar o interesse da ULC por um mediador para o sector da construção. Em declarações ao Luxemburger Wort, Patrick Koehnen, presidente da FDA, não vê a mais-valia da mediação, já que, sustenta, "a maioria dos litígios resolvem-se entre os profissionais e os particulares sem ajuda externa".
"Já existe um Centro de mediação do tribunal de Luxemburgo que conta com representantes das associações profissionais, das câmaras de comércio assim como da ordem dos advogados", diz Koehnen.
Mas a ULC quer aumentar o número de litígios resolvidos sem recorrer ao tribunal. Por enquanto, 80 % dos conflitos são resolvidos por consenso entre as partes, e Guy Goedert pensa que promover a mediação, levando os litigantes a sentar-se a uma mesa para conversar, pode evitar processos e assim melhorar a situação actual.
Um assunto que o presidente da ULC deseja discutir com Jeannot Krecké no âmbito de um encontro futuro.
De especial interesse para a ULC é o regulamento europeu para litígios transfronteiriços, que estipula que até um montante de 2.000 euros o litígio pode ser tratado por um procedimento simplificado, recorrendo-se unicamente a um juiz e não sendo necessária a presença de um advogado. Uma forma de procedimento que a ULC gostaria de ver aplicada a litígios puramente nacionais.
A ULC ainda recomenda aos promotores que sejam mais específicos na descrição das obras que comercializam.
Aos consumidores, a ULC aconselha que não assinem contratos que não entendam e peçam conselhos e esclarecimentos antes de se comprometerem.
Pedro Castilho
terça-feira, 14 de julho de 2009
Verão: tempo de férias e... de burlas: alguns conselhos do Centro Europeu do Consumidor (CEC)
O Centro Europeu dos Consumidores alertou, a 1 de Julho, para várias burlas recorrentes em tempo de férias, destacando o fenómeno do "timeshare", muito em voga na zona do Mediterrâneo, nomeadamente em Portugal e em Espanha.
O "timeshare" consiste num direito de uso, de longa duração e a tempo parcial, de um ou vários locais de férias, sendo que o consumidor não compra o alojamento sozinho. Pelo contrário, a utilização desse local é partilhada durante uma ou mais semanas definidas com outras pessoas.
Para os consumidores com orçamento limitado, que sonham com um lugar de férias, a fórmula do "timeshare" pode tornar esse sonho realidade, uma vez que as despesas fixas da residência de férias são repartidas entre os diferentes detentores de "timeshare".
Porém, existem algumas práticas duvidosas, avisa Patrick Schaul, conselheiro jurídico do gabinete luxemburguês do Centro Europeu do Consumidor (CEC), durante a sessão de sensibilização para as burlas frequentes em tempo de férias, na "Maison de l'Europe", na capital.
"O esquema é geralmente sempre igual, os turistas são abordados no seu local de férias, sobretudo em Espanha, com o objectivo de os fazer participar numa lotaria, da qual sairão vencedores", explica o especialista do CEC.
Os vencedores são a seguir convidados a assistir a uma recepção num complexo hoteleiro onde durante várias horas serão expostos a verdadeiras pressões para os levar a assinar um contrato "timeshare".
"Os métodos utilizados são suficientemente convincentes, havendo poucos turistas com força moral e física suficientes para lhes resistir", sublinha Patrick Schaul. Segundo Schaul, a problemática do "timeshare" reside por um lado nos métodos de venda agressiva e por outro nas despesas adicionais (adiantamentos, encargos anuais) ligadas a um contrato de "timeshare", além da qualidade muitas vezes decepcionante do local, o que leva inúmeros clientes a querer trocar ou revender o seu contrato.
"Mas não existe nenhum mercado para a revenda de contratos 'timeshare' e há poucas possibilidades de se efectuar uma troca", sublinha o perito do CEC.
Segundo o mesmo, existem sociedades sem pejo que contactam directamente os titulares dos contratos, prometendo-lhes possibilidade de revenda a troco do pagamento de uma certa quantia de dinheiro. A sociedade embolsa os custos do dossiê, acabando a maioria das vezes por não vender o bem em questão.
A directora do CEC abordou igualmente outros problemas ligados às férias, nomeadamente a questão das indemnizações caso o hotel não corresponda às descrições do catálogo, caso a companhia aérea entre em falência quando o passageiro se encontra no estrangeiro, em caso de perda de bagagens, ou ainda em caso de atraso, de anulação de um voo ou recusa de embarque.
Qualquer cidadão confrontado com este tipo de contratempos deve dirigir-se ao Centro Europeu do Consumidor, no no 55, rue des Bruyères, em Howald, na cidade do Luxemburgo. Pode ainda obter informações pelo telefone 26 84 64 -1, por correio electrónico info@cecluxembourg.lu , ou no portal www.cecluxembourg.lu , na internet.
Nuno Costa
O "timeshare" consiste num direito de uso, de longa duração e a tempo parcial, de um ou vários locais de férias, sendo que o consumidor não compra o alojamento sozinho. Pelo contrário, a utilização desse local é partilhada durante uma ou mais semanas definidas com outras pessoas.
Para os consumidores com orçamento limitado, que sonham com um lugar de férias, a fórmula do "timeshare" pode tornar esse sonho realidade, uma vez que as despesas fixas da residência de férias são repartidas entre os diferentes detentores de "timeshare".
Porém, existem algumas práticas duvidosas, avisa Patrick Schaul, conselheiro jurídico do gabinete luxemburguês do Centro Europeu do Consumidor (CEC), durante a sessão de sensibilização para as burlas frequentes em tempo de férias, na "Maison de l'Europe", na capital.
"O esquema é geralmente sempre igual, os turistas são abordados no seu local de férias, sobretudo em Espanha, com o objectivo de os fazer participar numa lotaria, da qual sairão vencedores", explica o especialista do CEC.
Os vencedores são a seguir convidados a assistir a uma recepção num complexo hoteleiro onde durante várias horas serão expostos a verdadeiras pressões para os levar a assinar um contrato "timeshare".
"Os métodos utilizados são suficientemente convincentes, havendo poucos turistas com força moral e física suficientes para lhes resistir", sublinha Patrick Schaul. Segundo Schaul, a problemática do "timeshare" reside por um lado nos métodos de venda agressiva e por outro nas despesas adicionais (adiantamentos, encargos anuais) ligadas a um contrato de "timeshare", além da qualidade muitas vezes decepcionante do local, o que leva inúmeros clientes a querer trocar ou revender o seu contrato.
"Mas não existe nenhum mercado para a revenda de contratos 'timeshare' e há poucas possibilidades de se efectuar uma troca", sublinha o perito do CEC.
Segundo o mesmo, existem sociedades sem pejo que contactam directamente os titulares dos contratos, prometendo-lhes possibilidade de revenda a troco do pagamento de uma certa quantia de dinheiro. A sociedade embolsa os custos do dossiê, acabando a maioria das vezes por não vender o bem em questão.
OUTROS PROBLEMAS RELACIONADOS COM AS FÉRIAS
A directora do CEC abordou igualmente outros problemas ligados às férias, nomeadamente a questão das indemnizações caso o hotel não corresponda às descrições do catálogo, caso a companhia aérea entre em falência quando o passageiro se encontra no estrangeiro, em caso de perda de bagagens, ou ainda em caso de atraso, de anulação de um voo ou recusa de embarque.
Qualquer cidadão confrontado com este tipo de contratempos deve dirigir-se ao Centro Europeu do Consumidor, no no 55, rue des Bruyères, em Howald, na cidade do Luxemburgo. Pode ainda obter informações pelo telefone 26 84 64 -1, por correio electrónico info@cecluxembourg.lu , ou no portal www.cecluxembourg.lu , na internet.
Nuno Costa
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