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domingo, 27 de maio de 2012

Fim do regime e descolonização da Guiné chegam ao Mudam

Foto: Lusa
O Museu de Arte Modera do Luxemburgo (Mudam) vai acolher uma exposição da artista portuguesa Filipa César sobre o fim do regime de Salazar e a descolonização na Guiné-Bissau.

O núcleo da exposição é composto por três documentários: Porto, Le Passeur e The Embassy , que têm como ponto de partida documentos da época e entrevistas a activistas dos tempos de então.

Um fac-símile do livro de Aimé Césaire, Discurso sobre o colonialismo, proibido antes de 1974, e cartazes sobre o tema vão complementar a exposição, que decorre entre 2 de Junho e 23 de Setembro deste ano.

Paralelamente à exposição, o Mudam organiza um workshop sobre o processo criativo e as obras de Filipa César. Mais informações no site do museu. www.mudam.lu 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

"Evacuaremos cabo-verdianos da Guiné, se for necessário"

Foto: M. Dias
No encontro entre Juncker e Neves, discutiu-se ainda a situação no Mali e na Guiné-Bissau, assim como os esforços que estão a ser feitos no quadro da UE para apoiar esses países. "Os esforços são no sentido da estabilização, da paz e do desenvolvimento nesses países", referiu Neves, que tem já um plano de evacuação dos cabo-verdianos, caso seja necessário.

"Temos um sistema que funciona, e havendo necessidade criaremos rapidamente todos os canais para a evacuação daqueles que quiserem sair", diz.

Sobre a possibilidade de enviar militares para a Guiné, o primeiro-ministro cabo-verdiano diz que "Cabo Verde tem participado em Angola, Timor e Moçambique, e se houver necessidade continuará a participar". "Se Amílcar Cabral estivesse no meu lugar, pediria diálogo e entendimento entre as partes, porque nada justifica o recurso às armas para resolver problemas políticos", disse Neves, em resposta a uma pergunta do Point24 .

sábado, 24 de março de 2012

CPLP: Eleições na Guiné foram livres e democráticas

A missão da CPLP considera as eleições presidenciais na Guiné, no passado domingo, "livres e democráticas", pelo menos no universo "que lhe foi dado observar".

"No universo das regiões, sectores, círculos eleitorais e número de eleitores que lhe foi dado observar, as eleições presidenciais antecipadas de 2012 terão respeitado na sua generalidade os princípios, regras e procedimentos internacionais que as permitem considerar como livres e democráticas", disse Armindo Maurício, chefe da missão. A missão da CPLP foi constituída por 23 observadores, de todos os estados-membros, que monitorizaram as eleições de domingo nas regiões de Bafatá, Biombo, Bissau/Biombo, Cacheu, Gabu, Oio e Quinara/Tombali.

Carlos Gomes Júnior, do PAIGC e Kumba Ialá, do PRS vão disputar a segunda volta, prevista para 22 de Abril.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Festival das Migrações: "A guerra nunca acaba"

Foto: M. Dias
Quase quarenta anos depois do fim da Guerra na Guiné, a história dos combatentes portugueses e guineenses ainda provoca emoções em quem lá esteve. A começar por José Manuel Saraiva, autor do documentário sobre a guerra exibido no Festival das Migrações e ex-combatente em Xitole, no sul da Guiné.

Há um sentimento palpável de emoção quando as luzes se acendem. Na sala do Festival das Migrações onde foi exibido o documentário "De Guileje a Gadamael – o corredor da morte", vêem-se muitos guineenses. São eles os primeiros a pedir o microfone para falar com o escritor, no debate organizado pela associação Os Amigos do 25 de Abril que se seguiu à projecção.

"Obrigado, muito obrigado por ter mostrado este documentário. É uma satisfação para todos os guineenses, para verem que não é uma invenção: foi mesmo uma obrigação ir à guerra", agradece um imigrante da Guiné no Luxemburgo.

José Manuel Saraiva, ex-jornalista a viver entre Portugal e o Luxemburgo, é o autor do documentário que a SIC exibiu em 1996, e que agora foi mostrado pela primeira vez perante uma audiência.

"Já não via este documentário há muitos anos", conta ao CONTACTO José Manuel Saraiva, que admite ter ficado emocionado com a recepção ao filme. "Havia muitos guineenses na sala... E o documentário é forte, é terrível".

Realizado para a SIC, o documentário retrata um dos episódios mais sangrentos da guerra colonial: a retirada das tropas portuguesas de Guileje para Gadamael, em 1973, debaixo dos ataques do PAIGC. Vinte anos depois, os combatentes do exército português e das tropas do PAIGC evocam em conjunto os acontecimentos dolorosos que os opuseram durante a guerra.

Uma viagem ao passado que o autor do documentário também foi obrigado a fazer, quando regressou à Guiné para filmar "O corredor da morte", em 1995. José Manuel Saraiva foi alferes em Xitole, no sul da Guiné, entre 1968 e 1970. Foi ferido, esteve no hospital militar, e viu morrer alguns companheiros, num cenário que classifica como "sinistro".

O escritor e Eduardo Dias, da associação Amigos do 25 de Abril
"Eu vivi os dois anos mais sinistros e horríveis da minha vida na Guiné, mas tenho um enorme afecto pelo povo guineense", diz José Manuel Saraiva.

"Já exorcizei muitos fantasmas, já não passo noites a pensar nisso, mas é evidente que é uma emoção...". Pausa. "Eu tinha 22 anos", continua. "Tínhamos todos 20 ou 22 anos, e de repente estávamos a ver gente a morrer ao nosso lado...".

No regresso à Guiné para filmar o documentário para a SIC, o segundo que fez sobre a guerra colonial, José Manuel Saraiva decide voltar a Xitole, a 80 quilómetros de Guileje. No antigo aquartelamento, encontra um cenário de desolação. Abrigos subterrâneos cobertos pelas ervas, o depósito de água destruído, tudo vencido pelo mato. Mas o memorial aos camaradas mortos em combate ainda lá está, e a emoção é mais forte do que ele.

"Quando entrei no aquartelamento, encontro o memorial aos cinco homens que morreram na minha unidade. Não foi destruído, porque na Guiné há muito respeito pelos mortos. Tive um ataque de choro terrível. E pensei: 'Oh Zé Manel, mas o que é que tu vieste fazer para aqui outra vez?'".

"Ninguém imagina o que é... Tive um capitão que dizia: 'A guerra não acaba nunca'", conclui o ex-combatente.

José Manuel Saraiva nasceu na aldeia de Santo António d'Alva, em 1946. Foi jornalista, tendo pertencido aos quadros de O Diário, Diário de Lisboa, Grande Reportagem e Expresso. É autor de dois documentários sobre a Guerra Colonial, produzidos pela SIC, um dos quais transmitido pelo canal Arte em França e na Alemanha. É sua também a história que deu origem ao telefilme "A Noiva", de Luís Galvão Teles.

Desde 2001, dedica-se inteiramente à escrita. Nesse ano publica a sua primeira obra, "As Lágrimas de Aquiles", inspirada em acontecimentos da guerra na Guiné, a que se segue o romance histórico "Rosa Brava", em 2005 – um best-seller que vendeu mais de 50 mil cópias e foi traduzido em Itália. Em 2008, publica "Aos Olhos de Deus" e em 2011 "A Terra Toda".

Casado com uma funcionária do Tribunal de Justiça da União Europeia, sediado no Luxemburgo, José Manuel Saraiva vive agora entre Portugal e o Grão-Ducado.

Actualmente, está a terminar o próximo livro, um romance histórico sobre a fuga da corte portuguesa para o Brasil.

Texto: Paula Telo Alves

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Documentário sobre Amílcar Cabral chega ao iPad e iPod

O documentário do cabo-luxemburguês Val Lopes, "Cabralista", vai estar disponível a partir de amanhã, para iPad e iPod na App Store.

"Cabralista" é uma trilogia em torno do líder independentista da Guiné e Cabo Verde, Amílcar Cabral, assassinado a 20 de Janeiro de 1973, em Conacri .

Mais informações no site de Val Lopes (www.cabralista.com).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Morreu o presidente da Guiné-Bissau

Bacai Sanhá morreu esta segunda-feira, aos 64 anos

O Presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, de 64 anos, morreu esta segunda-feira no hospital militar de Val de Grâce, em Paris, onde estava internado desde finais de Novembro de 2011.

O chefe de Estado guineense padecia de diabetes e de problemas cardíacos. Tinha voltado a ser hospitalizado pouco antes do Natal e esteve em coma durante muito tempo.

O desaparecimento de Sanhá levanta preocupações de natureza política devido à frágil estabilidade do país. Eleito em 2009 para um mandato de cinco anos, Malam Bacai Sanhá, era o quarto Presidente da República, tendo o seu mandato sido condicionado por problemas de saúde e frequentes internamentos, quer em Dacar (Senegal), quer em Paris.

Relembre-se que, já com Sanhá ausente, a 26 de Dezembro ocorreu em Bissau uma acção militar contra a sede do Estado-maior e duas outras unidades, que culminou com a detenção do chefe da Armada, Bubo Na Tchuto. Um membro das forças de segurança foi morto e outros três ficaram feridos. O Governo qualificou o sucedido de “tentativa de golpe de Estado”.

A presidência interina deve, segundo a Constituição, ser assumida por Raimundo Pereira, presidente da Assembleia Nacional. As eleições presidenciais devem realizar-se no prazo de 90 dias.
O comunicado divulgado pela Presidência acrescenta que as cerimónias das exéquias fúnebres “serão oportunamente comunicadas pelas autoridades competentes".

domingo, 8 de janeiro de 2012

Guiné: Militares passam à reforma

Carlos Gomes Júinior quer reformar o sector da defesa
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, anunciou que no dia 23 de Janeiro um grupo de militares, em número não divulgado, vai passar à reforma.

"A reforma do sector de Defesa e Segurança é uma das grandes prioridades do país para o ano 2012 e se não fosse a ajuda de Deus, este último acontecimento do dia 26 de Dezembro teria sido um desastre para o país", sustentou Gomes Júnior, reforçando a urgência da reforma do sector da Defesa e Segurança do país.

A 26 de Dezembro, uma crise militar deixou dois mortos e levou à prisão o chefe da Armada, o contra-almirante Bubo Na Tchuto, e outros 25 detidos. Gomes Júnior disse posteriormente que o plano visava a sua eliminação física bem como do chefe das Forças Armadas, António Indjai.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Asselborn foi à Guiné pedir apoio para chegar ao Conselho de Segurança da ONU


Jean Asselborn com o Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá
Foto: Robert Steinmetz

O ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês foi à Guiné-Bissau pedir apoio para o Grão-Ducado conseguir chegar ao Conselho de Segurança da ONU. Em troca, Bissau quer apoios para o país.

Jean Asselborn esteve ontem na Guiné-Bissau para pedir apoios para o Grão-Ducado. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo quer poder contar com o voto de Bissau nas Nações Unidas, de forma a que o Grão-Ducado possa ter assento no Conselho de Segurança da ONU, no biénio 2013/2014. Em troca, Bissau aproveitou a visita do governante luxemburguês para pedir apoios para o país, disse à Lusa fonte do MNE guineense.

Esta não é a primeira vez que o Luxemburgo tenta conseguir o apoio dos países lusófonos para chegar à ONU. Em 2010, o Luxemburgo enviou uma carta em português aos governos de todos os países lusófonos com assento nas Nações Unidas, a solicitar o apoio para a candidatura do Luxemburgo ao lugar no Conselho de Segurança, disse ao POINT24 (edição portuguesa) fonte da diplomacia luxemburguesa. Pouco tempo depois, o Grão-Ducado pediu para participar na cimeira de chefes de Estado da CPLP.

Até agora, o POINT24 não conseguiu obter um comentário do ministro. Asselborn, que esteve antes na Costa do Marfim, regressou na quinta à noite de Bissau.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Jean Asselborn de visita à Guiné-Bissau

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, encontra-se desde ontem em visita à Guiné-Bissau para reforçar as relações com o país.

Asselborn tem agendado reuniões com o Presidente da República da Guiné-Bissau, Malan Bacai Sanha, o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mamadu Djalo Pires.

Esta passagem pela Guiné-Bissau reflecte o forte interesse do Luxemburgo em reforçar as suas relações com os países africanos e a vontade política do Grão-Ducado para desenvolver e reforçar as suas relações com África a nível político e diplomático.

Recorde-se que em Junho deste ano, Asselbom esteve num encontro com outro país africano, e lusófono, quando recebeu o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Armando Inroga.

Antes desta passagem pela Guiné-Bissau, o chefe da diplomacia luxemburguesa esteve ainda na segunda e na terça-feira na Costa do Marfim.

HB
Foto: Guy Jallay

terça-feira, 26 de julho de 2011

Guiné-Bissau: PR recebe partidos com assento parlamentar para analisar pedido de demissão do primeiro-ministro

O Presidente guineense deve receber hoje os partidos com assento parlamentar e representantes da sociedade civil para discutir o pedido de demissão do primeiro-ministro que tem sido feito nos últimos dias pela oposição, disse à Lusa fonte da presidência.

Segundo a mesma fonte, Malam Bacai Sanhá, que regressou ao país no domingo, quer saber o que se passa e quais as motivações dos partidos e também qual a opinião da sociedade perante a insistência da oposição na demissão do primeiro-ministro.

A oposição, reagrupada no chamado coletivo de oposição democrática, que junta 17 partidos, na sua maioria sem representação parlamentar, tem exigido, através de manifestações nas ruas de Bissau, a demissão do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.

Para a oposição, Gomes Júnior devia ser demitido pelo Presidente ou sair por sua livre iniciativa e responder perante a justiça para esclarecer as suas alegadas implicações nos assassínios de figuras políticas do país em 2009, entre as quais o ex-Presidente ‘Nino’ Vieira.

Na última manifestação de rua, a oposição ameaçou mesmo “atacar politicamente” o Presidente caso este não demitisse o primeiro-ministro.

Entretanto, Carlos Gomes Júnior exigiu na semana passada ao Procurador-Geral da República a abertura de inquéritos para apurar as “graves acusações” que lhe são dirigidas pela oposição.

domingo, 11 de abril de 2010

Guiné-Bissau: Guineenses residentes em Portugal manifestam-se pela paz e reclamam intervenção da comunidade internacional

A comunidade guineense residente em Portugal manifestou hoje em Lisboa "profunda tristeza" e "indignação" pelos recentes acontecimento na Guiné-Bissau, apelando à intervenção da comunidade internacional.

Cerca de 60 guineenses responderam ao apelo da Associação Guineense de Solidariedade Social (AGUINENSO) e manifestaram-se hoje à tarde pela paz, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, seguindo depois para a Embaixada da Guiné-Bissau.

"Trinta e seis anos depois da independência, o país continua a viver permanentemente num ciclo de convulsões. Queremos que haja uma intervenção da comunidade internacional de forma séria. Não basta condenar os acontecimentos como tem sido prática", afirmou o presidente da AGUINENSO, Fernando Ka, em declarações à agência Lusa, reclamando uma intervenção dos "capacetes azuis" das Nações Unidas.

A Guiné-Bissau voltou a passar por momentos de instabilidade no passado dia 01, quando militares liderados pelo antigo chefe da Armada almirante José Américo Bubo Na Tchuto e pelo número dois do Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, detiveram o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e o CEMGFA, almirante Zamora Induta.

O primeiro ministro acabou por ser libertado horas depois.

No jardim junto ao Mosteiro dos Jerónimos, os manifestantes seguraram faixas onde se podia ler "Fazer política é na assembleia nacional e não nos quartéis", "Forças armadas republicanas já" ou "Queremos que a justiça seja feita pelo ministério da justiça e não pelo ministério da defesa".

"Eu e os meus compatriotas queremos que isto tenha um fim. Porque se continuarmos assim não vamos vencer. Se a tristeza não paga as dividas, o ódio e a vingança também não constituem progresso", afirmou à Lusa João Carlos, a residir em Portugal há 20 anos, acrescentando: "Fico muito triste com mais esta situação".

Outro dos manifestantes, Carlos José, está a residir em Lisboa há seis anos. "Indignado" com o que se passou, afirma que houve um verdadeiro "atropelo à Constituição" do país, o que considera "extremamente grave".

"O país vinha a dar passos consideráveis. Isto indigna-nos bastante", acrescentou.

Para Fernando Ka, é necessária uma "reforma profunda" das forças armadas, responsáveis pela perturbação registada no país. Por outro lado, defendeu que "a paz e a serenidade" são fundamentais para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

"Portugal não pode excluir-se da sua responsabilidade como a potencia colonizadora que foi e a Guiné não pode escudar-se na questão da soberania porque a soberania não existe neste momento. É preciso repor a ordem", criticou.

terça-feira, 16 de março de 2010

Guiné-Bissau/TAP: Governo guineense apresenta reclamações sobre funcionamento da TAP a Portugal

O secretário de Estado dos Transportes e Comunicações da Guiné-Bissau, José Carlos Esteves, apresentou há dias ao governo português um pacote de reclamações sobre o funcionamento da TAP na linha entre Lisboa e Bissau.

“Falou-se da questão da performance da companhia TAP na linha aérea entre Bissau e Lisboa onde o Estado da Guiné-Bissau pôs questões que se devem resolver para permitir que a TAP realmente atenda à satisfação da sua clientela”, afirmou o secretário de Estado guineense.

José Carlos Esteves falava à agência Lusa no final de um encontro com o secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Comunicações português, Paulo Campos, e com o secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca.

“É uma pacote de reclamações”, afirmou o secretário de Estado guineense.

As reclamações apresentadas por José Carlos Esteves passam por uma melhoria da qualidade de serviço, nomeadamente o transporte de passageiros num avião maior e o atraso na entrega de bagagem.

“É só isso que o Estado guineenses pretende e penso que a intervenção do governo português vai ajudar a resolver essa questão e o impasse que existe”, salientou.

O governo guineense propôs também a revisão do acordo aéreo para que outra companhia, além da TAP, possa garantir a ligação entre os dois países.

Os embaixadores e representantes da União Europeia na Guiné-Bissau criticaram a semana passada o funcionamento da TAP numa carta enviada ao administrador da TAP, Fernando Pinto.

No documento, os diplomatas criticam o que consideram uma “série de anomalias” que afectam os passageiros da rota Lisboa/Bissau, nomeadamente a utilização de aeronaves que não se coadunam com a duração e distância do trajecto, atrasos generalizados e extravio de bagagens.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Guiné-Bissau: Brasil constrói centro de formação policial para apoiar combate ao narcotráfico

O Brasil vai construir ainda este ano um centro de formação policial na Guiné-Bissau para apoiar o combate ao tráfico de droga na região da África ocidental.

O anúncio foi feito esta semana pelo diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal do Brasil, Roberto Troncon Filho, durante o lançamento do Relatório Anual 2009 da Junta Internacional de Controlo de Entorpecentes (Jife), órgão das Nações Unidas.

De acordo com Troncon, a parceria entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa já permitiu a formação de mais de 150 polícias de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe nos últimos dois anos.

O projeto do Centro de Treinamento Policial em Bissau, que mereceu elogios da Jife, tem um investimento de três milhões de dólares (2,2 milhões de euros) por parte da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

O objetivo é formar uma polícia tecnicamente bem preparada no país, de acordo com os padrões internacionalmente aceites, para combater o tráfico de droga e o crime organizado, que continuam a ser um desafio significativo para a estabilidade na subregião.

A Guiné-Bissau é um dos principais países africanos na rota do tráfico de drogas da América do Sul para a Europa e, em menor quantidade, para a América do Norte, de acordo com o relatório da Jife.

O documento destaca que a cocaína apreendida em África tem origem principalmente na Colômbia e no Peru, e, em muitos casos, tem sido traficada através do Brasil e da Venezuela.

A Jife refere ainda que, até ao momento, não há relatos de cultivo da planta de coca ou da produção de cocaína em África.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Cabo Verde: Cidade da Praia quer geminar-se com Gabú, na Guiné-Bissau

Uma delegação técnica da Câmara Municipal da Cidade da Praia desloca-se esta semana à região de Gabú, no Leste da Guiné-Bissau, para estudar a possibilidade de um acordo de parceria que culmine em geminação.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da capital de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, que falava na I Conferência de Quadros Guineenses Residentes em Cabo Verde, que decorreu sábado, a ida da equipa técnica visa definir projectos concretos para a concretização da cooperação.

A cooperação será selada, posteriormente, pelo governador daquela região guineense e por Ulisses Correia e Silva, que se deslocará a Gabú após o regresso da equipa camarária chefiada por Vítor Coutinho, vereador da área do Saneamento e Urbanismo.

As áreas de cooperação em causa são o planeamento urbanístico e a assistência técnica da câmara praiense, com vista a melhorar a situação administrativa e institucional de Gabú, e a criação de oportunidades de empreendimentos privados cabo-verdianos na região situada a 200 quilómetros a leste de Bissau, onde residem cerca de 200 mil habitantes.

A intenção é partir agora para uma cooperação que permita, depois, concretizar a geminação entre a Cidade da Praia e Gabú, a segunda cidade guineense e importante pólo comercial nas relações da Guiné-Bissau com os vizinhos Senegal e Guiné-Conacri.

Questionado sobre se existem condições de se avançar com esta geminação, tendo em conta que em tempos houve uma intenção idêntica em relação à ilha de Bubaque que não se materializou, Ulisses Correia e Silva afiançou que as condições para isso já existem e que a intenção “já ultrapassou a fase de ensaio”.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Guiné-Bissau: Kumba Ialá aceita resultados das presidenciais e felicita Malam Bacai Sanhá pela vitória


Kumba Ialá, candidato derrotado na segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau de domingo aceitou esta quarta-feira de manhã os resultados do escrutínio e felicitou Malam Bacai Sanhá pela vitória, com 63,31% dos votos.

Malam Bacai Sanhá, candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), venceu as eleições presidenciais de domingo na Guiné-Bissau, anunciou hoje a Comissão Nacional de Eleições guineense.

Segundo a Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá venceu com 224.259 votos, contra os 129.963 obtidos por Kumba Ialá, apoiado pelo Partido de Renovação Social (PRS).

A taxa de abstenção foi de 39%.

Fonte foto&texto: Lusa

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Guiné-Bissau: Kumba Ialá acusa PAIGC de receber financiamento da Al-Qaida

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo (PAIGC) considerou esta segunda-feira uma “grande mentira” e um “acto de racismo” a acusação de financiamento pela Al-Qaida, dirigida pelo director da candidatura de Kumba Ialá às presidenciais guineenses.

“Conotar o PAIGC e o seu carismático candidato com a organização Al-Qaida, para além de constituir em si uma grande mentira, é também, na interpretação que o nosso grande partido faz, um acto de racismo e uma grande e clara manifestação xenófoba e de anti-muçulmanismo”, refere o partido em comunicado enviado à agência Lusa.

O director da campanha de Kumba Ialá, candidato do Partido da Renovação Social (PRS) acusou hoje Malam Bacai Sanhá, candidato apoiado pelo PAIGC, de ter recebido dinheiro de países árabes e da Al-Qaida.

“Soubemos de fonte segura que para, fazer campanha, o candidato do PAIGC, Malam Bacai Sanhá recebeu grandes somas em dinheiro de países árabes e da própria Al-Qaida e, como contrapartida, terá prometido uma ilha no arquipélago dos Bijagós”, afirmou o director de campanha de Kumba Ialá, Baltazar Cardoso.

“Se é certo que Malam Bacai Sanhá é muçulmano e nunca o escondeu (…) não será pela vida da Al-Qaiada que tentará intrujar o povo guineense para se tornar o próximo Presidente da República (…) com a agravante de oferecer uma ilha para esta organização terrorista treinar os seus homens”, refere o PAIGC.

No comunicado, o PAIGC desmente igualmente as acusações de que o PAIGC se prepara para expulsar das fileiras das Forças Armadas todos os oficiais de origem balanta.

“Uma vez mais, o PAIGC é obrigado a informar a opinião pública nacional e internacional e a Directoria de Campanha do PRS que não distingue os oficiais, sargentos ou praças das nossas gloriosas Forças Armadas, por condição étnica ou tribal, mas sim, pelas suas aptidões, competência, dedicação e patriotismo”, adianta o documento.

“Para o PAIGC só há uma interpretação correcta para este tipo de acusações, que se pode resumir como sendo de incitação a um golpe de estado ou de levantamento tribal”, sublinha o partido no poder.

O PAIGC refere também que não conota as afirmações com o PRS, mas apenas com a Directoria de Campanha “sem rumo, sem perspectivas e na iminência de uma pesada, anunciada e catastrófica derrota” na segunda volta das presidências, a 26 de Julho.

No documento, o PAIGC reafirma o seu empenho para a manutenção sustentável de um clima de paz no país e apela aos observadores internacionais e representações diplomáticas para “analisarem atentamente as diferentes directorias de campanha para garantirem o normal desenrolar da fase final das eleições”.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Guiné-Bissau: Ban Ki-Moon quer inquérito "credível" para acabar com ondas de violência

Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas, apela à formação de uma comissão de inquérito "credível" para acabar com as ondas de violência, que provocaram já várias mortes políticas ao longo nos últimos meses, na Guiné-Bissau.

"A Guiné-Bissau e os seus parceiros internacionais precisam de trabalhar em conjunto para assegurar que o inquérito em curso não vai ter o mesmo destino que os anteriores, que falharam por não trazerem os infractores à justiça, minaram o sistema legal e encorajaram a impunidade", afirmou Ban Ki-Moon, no seu último relatório sobre aquele país.

"A justiça é a chave para uma democracia saudável", sublinhou o secretário-geral da ONU, acrescentando que as Nações Unidas e a comunidade internacional estão prontas para apoiar o governo, providenciando os recursos necessários para assegurar "um inquérito bom e transparente que sirva a causa da justiça".

"A verdade e a justiça não podem servir para violar os direitos humanos", referiu Ban Ki-Moon, apelando ao governo local para que tome as medidas necessárias para garantir o cumprimento da lei e o respeito pelos direitos humanos.

O relatório da ONU inclui também recomendações para a criação de um Gabinete Integrado das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), que iria suceder ao UNOGBIS (actual representação da ONU na Guiné-Bissau) em Janeiro de 2010 e teria um mandato inicial com a duração de um ano.

Chefiado por um Representante Especial, o UNIOGBIS seria incumbido de reforçar a capacidade das instituições nacionais, apoiando a criação de sistemas eficazes de aplicação da lei e contribuindo para mobilização da ajuda internacional.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Guiné-Bissau: Comissão de Eleições garante que há condições para as presidenciais de 28 de Junho

A Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau garante que estão reunidas todas as condições para a realização das eleições presidenciais antecipadas, "no prazo e data" (28 de Junho) afixados pelo chefe de Estado.

As autoridades guineenses reuniram com a comunidade internacional para sustentar a explicação de um golpe de estado para os acontecimentos da passada sexta-feira, mas nenhuma prova foi apresentada, disse à agência Lusa o embaixador de Portugal em Bissau.

António Ricoca Freire afirmou que as autoridades guineenses "asseguraram à comunidade internacional que tinha sido ouvida pelo Conselho de Ministros uma gravação que, de facto, funcionaria como a prova mais consolidada da existência de um golpe de Estado iminente e também onde seria citada uma série de nomes".

No entanto, "essa gravação não foi facultada" à comunidade internacional, adiantou o diplomata português. "Esperamos que venha a ser", disse o embaixador.

António Ricoca Freire disse também que a comunidade internacional "esperava que se procedesse com brevidade ao apuramento dos factos e com a possível transparência".

Na sexta-feira, as forças de segurança da Guiné-Bissau mataram os ex-ministros Hélder Proença e Baciro Dabó por alegado envolvimento numa tentativa de golpe de Estado.

Segundo António Ricoca Freire, exite uma "percepção de calma e ordem" no país, também "partilhada na reunião da União Europeia, e numa reunião alargada da comunidade internacional, que teve lugar sob os auspicios da UNOGBIS (missão da ONU na Guiné-Bissau) logo na sexta-feira", afirmou o embaixador português.

António Ricoca Freire explicou também que foram contactados alguns portugueses, que, pelas suas "funções ou localização na cidade, pudessem servir de 'focal points' para contactos com outros grupos de portugueses, quer cooperantes quer residentes por outras razões".

"Contrariamente àquilo que tínhamos feito quando foram os funerais do Presidente "Nino" Vieira, em que fizemos uma comunicação alargada por SMS ou por ligação telefónica com um número muito vasto de portugueses, achámos que uma medida dessa natureza desta vez podia ser mal interpretada, podia dar um sinal contrário de preocupação, quando era óbvio ou pelo menos aparente que não havia razões para isso", afirmou o embaixador.

Lusa