Mostrar mensagens com a etiqueta Jean-Claude Juncker. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jean-Claude Juncker. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Festa Nacional: Juncker não esquece os estrangeiros

Jean-Claude Juncker conta com os imigrantes e defende
uma convivência harmoniosa entre luxemburgueses
e estrangeiros                                              
Foto: Serge Waldbillig
No seu tradicional discurso da Festa Nacional, o primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker manifestou-se preocupado com a crise europeia, e não esqueceu os imigrantes no país, para quem reservou mesmo duas frases em francês, as únicas no discurso em luxemburguês.

"Aos que vieram de longe para partilhar a nossa vida – que é também a deles –, digo que são bem-vindos ao Grão-Ducado, porque o enriquecem com a sua experiência, o seu trabalho e a sua cultura", disse Juncker.

"Quero que saibam que nós queremos viver convosco em harmonia, ao serviço de uma mesma causa europeia que constitui o confluir das nossas vontades e esperanças", disse ainda o primeiro-ministro luxemburguês.

No seu breve discurso à nação, Juncker manifestou-se preocupado com a crise europeia, que pode vir a afectar o país. "Devemos e temos de nos preparar para o que pode vir aí", disse, referindo-se a questões como a crise grega e a instabilidade na Zona Euro. E voltou a frisar a importância da consolidação das Finanças nacionais.

"Um pequeno país deve evitar, tanto quanto possível, ser confrontado com grandes problemas financeiros e orçamentais. Por isso, vamos agir de maneira consequente e com determinação nos próximos meses", acrescentou Juncker.

Antecipando a possibilidade de o patronato e os sindicatos virem a travar reformas que considera necessárias, o governante deixou um aviso. "Devemos opor ao conservadorismo estrutural, que às vezes temos, um novo impulso orientado para o futuro, que olhe o amanhã com coragem e sem rodeios", disse Juncker, frisando que "é preciso mudar".

O primeiro-ministro luxemburguês elogiou o papel dos
imigrantes, que "enriquecem o país"
           Foto: Gerry Huberty
"Se queremos permanecer quem somos, devemos de certa forma estar dispostos a mudar, mas sem que isso implique seguir todas as tendências ou transformarmo-nos totalmente", disse ainda Juncker, referindo-se implicitamente ao lema do Grão-Ducado, "Mir wëlle bleiwe wat mir sinn" ("Queremos continuar a ser aquilo que somos").

O governante aproveitou para desejar felicidades ao grão-duque herdeiro, Guillaume, e à futura esposa, regozijando-se com o casamento real, agendado para Outubro deste ano.

"É também a nossa festa, porque este casamento significa a continuidade da nossa dinastia, que tem prestado um grande serviço ao nosso país", concluiu.

quarta-feira, 28 de março de 2012

"É preciso pôr fim a isto"

Foto: M. Dias
CONTACTO - Segundo os números do Consulado de Portugal no Luxemburgo, os portugueses deverão ser neste momento mais de cem mil, e com as novas inscrições de 2011 e 2012, o número de portugueses no Luxemburgo poderá atingir os 115 mil no final deste ano. O Luxemburgo tem meios para receber toda esta gente?

Jean-Claude Juncker - Eu estou muito contente com o desempenho e com o trabalho que os portugueses têm feito no Luxemburgo. Sou um grande admirador de Portugal e dos portugueses que procuraram o Luxemburgo, mas eu considero que esta nova vaga de imigração não é saudável, porque as pessoas vêm com a ideia de que o Luxemburgo é um paraíso. Eles só comparam o salário português ao luxemburguês, mas não comparam, por exemplo, o preço das rendas de casa em Portugal e no Luxemburgo.

Eu tenho a impressão que os que chegam agora, na maior parte das vezes pouco qualificados, não vão ser capazes de se integrarem normalmente na sociedade luso-luxemburguesa, e por isso eu acho que é preciso pôr fim a esta imigração, que é uma imigração selvagem.

A imigração portuguesa foi sempre bem organizada, bem estruturada, e agora o que temos é uma imigração de desespero, porque as coisas estão mal em Portugal e os portugueses vêm para o Luxemburgo e vão acabar por ser infelizes.

Vamos tentar organizarmo-nos com o governo português para que em Portugal se explique, de forma clara, que o Luxemburgo não é um paraíso, mas que vai ser muito difícil para os novos imigrantes se integrarem. É preciso pôr fim a isto.

CONTACTO - E o que é que o governo do Luxemburgo pode fazer?

JCJ - Não podemos interferir nas escolhas pessoais de cada um, mas eu penso que os que chegam agora são mal acolhidos, ficam mal alojados, trabalham em condições inaceitáveis do ponto de vista social, e isso eu não posso aceitar. Não faz jus à imigração portuguesa.

CONTACTO - Mas a crise é muito grande.. .

JCJ - Eu percebo muito bem o percurso individual de cada um, aqueles que deixam Portugal para encontrar um sítio onde possam viver melhor, mas ao virem para o Luxemburgo correm o risco de não viver melhor aqui do que em Portugal. 

Domingos Martins

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Juncker ameaça Atenas com fim das ajudas da UE

Foto: Gerry Huberty
O presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, ameaçou hoje Atenas com o fim das ajudas da União Europeia e não descartou que a Grécia se veja confrontada com a capitulação e a insolvência.

Se a Grécia não aplicar as reformas necessárias não poderá esperar que se produzam "os contributos solidários dos demais", afirmou Juncker em declarações à revista semanal alemã Der Spiegel, citadas pela EFE, nas quais augura a bancarrota do país num prazo de dois meses.

"No caso de chegarmos à conclusão que as culpas são todas da Grécia, não haverá um novo programa [de ajudas], o que significa que em março se produzirá a declaração de quebra", afirma Juncker.

A simples possibilidade da insolvência do país poder acontecer deveria "dar aos gregos músculos, ao passo que neste momento apenas dão sinais de paralisia", acrescentou à revista o presidente do Eurogrupo, lamentando o atraso no processo de privatizações.

"A Grécia deveria saber que não vamos ceder no tema das privatizações", advertiu o chefe de governo luxemburguês, que sublinhou como elemento prejudicial para a imagem do país a "existência de elementos corruptos em todos os níveis da administração".

Jean-Claude Juncker destacou finalmente que antes de uma decisão sobre um novo programa de ajudas, os credores privados terão que ter decidido as respetivas contribuições para o resgate da Grécia e deverá haver conversações com as autoridades helénicas sobre medidas suplementares de poupança.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Governo luxemburguês decide que indexação dos salários só acontecerá uma vez por ano até 2014


A indexação automática dos salários ao custo de vida (ou index) vai continuar em vigor, mas será aplicada apenas uma vez por ano, até 2014. Esta decisão do Governo surgiu depois da anulação, na quinta-feira, da Tripartida, de que o Executivo faz parte juntamente com empregadores e sindicatos.

"Durante os próximos três anos, haverá apenas uma actualização salarial por ano", anunciou na sexta-feira o primeiro-ministro Jean-Claude Juncker, à saída do Conselho de Governo. As famílias mais necessitadas vão beneficiar de várias ajudas.

Tendo em conta a situação económica, que "se deteriorou consideravelmente", o Governo decidiu que, a partir de 2012 e até 2014, inclusive, os trabalhadores apenas beneficiarão de uma actualização salarial, no mês de Outubro. O que significa que a actualização prevista para o próximo mês de Março será adiada para Outubro. Mas a partir de 2015, "regressaremos à normalidade", garantiu Juncker.

O primeiro-ministro calcula que este adiamento permitirá às empresas poupar 225 milhões de euros e ao Estado 50 milhões de euros.

Tabaco e Álcool deixam de entrar nos cálculos


A Tripartida de sexta-feira não teve lugar porque os sindicatos decidiram não comparecer, em protesto contra a posição do patronato. Na sequência desta atitude, o primeiro-ministro insistiu na necessidade de manter o diálogo social no seio da Tripartida. Desta vez, o Executivo assumiu as suas responsabilidades e decidiu sozinho. "Mas o Governo não pode e não quer fazer tudo sozinho", precisou Juncker.

O primeiro-ministro anunciou, por outro lado, que o tabaco e o álcool vão sair, a partir de agora, do cabaz familiar usado para calcular a indexação automática dos salários (index). Nenhuma decisão foi tomada quanto ao petróleo, mas ficou a ideia de que "a partir de um determinado nível de preço, o petróleo não será tomado em conta na indexação", resumiu Juncker. Precisou, no entanto, que estas discussões técnicas deverão ter lugar no seio da Tripartida. O Governo deu até Março aos sindicatos para retomarem as negociações.

O Executivo pronunciou-se ainda a favor de "um escalonamento social do preço da água ao nível nacional", para ajudar as famílias desfavorecidas. Os critérios sociais ainda não estão definidos. As famílias numerosas em situação difícil poderão em breve beneficiar de cuidados dentários mais bem reembolsados pela Segurança Social.

300 euros para
OS livros escolares

O Governo decidiu também fazer um esforço, a partir do próximo ano lectivo, em favor das famílias com crianças com mais de 12 anos de idade, sempre segundo critérios selectivos, de forma a dar uma verdadeira ajuda.

O primeiro-ministro falou de um subsídio de 300 euros para comprar livros escolares, mais uma ajuda anual de 500 euros para uma família com dois filhos e com um rendimento anual inferior a 32 mil euros.

Juncker anunciou igualmente querer criar mais infra-estruturas para os sem-abrigo. "Não existem em número suficiente e é preciso descentralizá-las. Queremos ter mais camas disponíveis e criar quatro centros regionais suplementares".

Num período entre 10 e 15 anos, nove mil alojamentos subvencionados e mais habitação para arrendar deverão surgir no Grão-Ducado, revelou ainda.

F. Pinto 
Foto: Charles Caratini

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Juncker: Zona Euro está a dar uma "imagem desastrosa" para o exterior

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, disse hoje que a Zona Euro está a dar uma "imagem desastrosa" para o exterior, devido às dificuldades em encontrar uma solução para a crise da dívida soberana da Europa.

"O impacto no exterior é desastroso porque não estamos a dar um bom exemplo de liderança", assinalou Juncker em Bruxelas, à entrada para a reunião do Eurogrupo, que reúne os ministros das finanças da Zona Euro, entre os quais Vítor Gaspar, que escusou-se a prestar declarações aos jornalistas à chegada.

A tradicional conferência de imprensa do presidente do Eurogrupo, prevista para o final da reunião, foi entretanto cancelada.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Juncker e Vítor Gaspar "surpreendidos" com omissões sobre contas da Madeira

O presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, admitiu na sexta-feira ter ficado "surpreendido" com a notícia das omissões sobre as contas da Madeira, e acrescentou que ainda não tinha sido informado sobre este assunto.

Também contactados na Polónia, o ministro das Finanças português e o governador do Banco de Portugal, Vitor Gaspar e Carlos Costa, escusaram-se a comentar. Em causa estão dívidas que não foram reportados ao Banco de Portugal (BdP) e ao Instituto Nacional de Estatística (INE), instituições a que, após diligências, terão chegado informações entre o final de agosto e esta semana que dão conta de Acordos de Regularização de Dívidas celebrados em 2010, com um valor aproximado de 571 milhões de euros, dos quais não tinham conhecimento, mais 290 milhões de euros de juros de mora “que também não foram comunicados às autoridades estatísticas”.

O INE e o BdP acusaram sexta-feira a Administração Regional da Madeira de ter omitido informação relativa às suas contas públicas, facto que consideram “grave” e da qual não têm conhecimento de casos similares

A Madeira não terá ainda comunicado encargos, que ainda não foram objeto destes acordos relativos a serviços de saúde de 2008, 2009 e 2010, em montantes de 20, 25 e 54 milhões de euros, respetivamente.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Juncker e Rehn contam com novo Governo português para executar programa acordado com UE e FMI

O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários e o presidente do Eurogrupo esperam a formação, em breve, de um novo Governo português que se aplique na implementação do programa de assistência financeira negociado com a UE e o FMI.

Olli Rehn e Jean-Claude Juncker falavam em Estrasburgo, à entrada para uma reunião na comissão parlamentar de Assuntos Económicos e Monetários dedicada aos processos de ajuda a Grécia, Irlanda e Portugal, no dia seguinte às eleições legislativas portuguesas, ganhas pelo PSD.

“Conto com o novo Governo para a implementação do programa que foi acordado com a União Europeia e o FMI sobre consolidação orçamental e sobre as reformas estruturais para o crescimento económico que são tão importantes para Portugal”, declarou o comissário Olli Rehn.

Sublinhando que “é essencial” que o programa acordado em meados de maio comece a ser implementado, Rehn disse acreditar “que o Governo seja formado oportunamente e que as medidas do programa sejam implementadas”.

Mais parco em palavras, Juncker, presidente do Eurogrupo, limitou-se a dizer que conta com o novo Governo saído das eleições de domingo para a implementação das medidas negociadas entre Lisboa, Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Espero que o Governo português se aplique a executar o programa que acordámos, e estou convicto de que o fará”, declarou.

Criar um ministro das Finanças europeu é "boa ideia" mas díficil de operacionalizar, diz Juncker

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, considerou segunda-feira que a criação do cargo de ministro das Finanças europeu seria “uma boa ideia” mas mostrou-se reticente em relação à exequibilidade da medida, noticia a AFP.

A ideia foi lançada na semana passada pelo presidente do Banco Central Europeu, o francês Jean-Claude Trichet. Um outro francês, o comissário europeu do Mercado Interno, Michel Barnier, mostrou-se também favorável à ideia.

“Estou a favor da ideia de Trichet, mas isso não vai [acontecer]”, reagiu o presidente do grupo dos ministros das Finanças da Zona Euro, interrogado pelos eurodeputados na audição de uma comissão do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

“Quando me apresentam ideias que eu sei que pressupõem à partida uma alteração ao Tratado, quando sei da ligação dos parlamentos nacionais ao poder orçamental, que é o seu primeiro poder, eu coloco as minhas questões”, explicou.

“Já hoje temos dificuldade que, nos países em dificuldades, as recomendações do Eurogrupo e da Comissão [Europeia] sejam aceites. Como querem que amanhã um ministro das Finanças europeu possa dizer ao conjunto dos países europeus o que podem fazer? Creio que é uma boa ideia, mas que carece de uma articulação mais meticulosa”, sublinhou o presidente do Eurogrupo.

Juncker mostrou-se ainda “favorável ao reforço das instituições” europeias mas “menos seguro [em relação ao facto] de os povos europeus no seu conjunto reagirem com entusiasmo às propostas recentes de Trichet”.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Portugal: Juncker adverte que metas são para cumprir, qualquer que seja o Governo

O líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, advertiu ontem em Bruxelas que as metas de défice até 2013, com as quais Portugal se comprometeu, são para cumprir, qualquer que seja o próximo Governo, tendo disso dado conta ao líder do PSD.

Juncker indicou que num encontro mantido na quinta-feira com “o líder da oposição portuguesa”, Pedro Passos Coelho, à margem da cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), lhe disse que Portugal precisa mesmo de fazer “esforços suplementares” de consolidação orçamental, tendo recebido do presidente do PSD a garantia de que se o seu partido for Governo manter-se-á comprometido com os objetivos traçados.

O presidente do Eurogrupo sublinhou que também o primeiro-ministro José Sócrates deu essa garantia aos seus parceiros durante o Conselho Europeu, afirmando que as metas de défice e de consolidação das finanças públicas portuguesas serão respeitadas qualquer que seja o desfecho da atual crise política.

No final do primeiro dia de cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, Juncker disse que se falou “obviamente dos acontecimentos recentes em Portugal”, garantiu que não se discutiu, “de forma alguma”, a possibilidade de o país recorrer de imediato ao fundo de resgate, mas indicou que foi transmitida uma mensagem muito clara a Portugal.

“Deixámos perfeitamente claro que quem quer que esteja no próximo Governo português terá que apresentar resultados em termos de consolidação orçamental”, disse, apontando que o que está em causa “não depende de partidos ou da composição do Governo”, mas sim de “um acordo entre a Zona Euro e Portugal”.

O presidente do fórum que reúne os países-membros da Zona Euro revelou que também deixou “perfeitamente clara” essa mensagem na conversa com Passos Coelho.

“Todos os partidos relevantes em Portugal sabem, e têm que saber, que somos muito exigentes quanto ao cumprimento dos objetivos e metas definidos em comum”, disse.

A concluir as suas declarações a jornalistas à saída do Conselho Europeu, Juncker fez questão de transmitir uma mensagem de solidariedade aos cidadãos portugueses sujeitos às medidas de austeridade.

“Gostaria de dizer ao povo português que somos amigos de Portugal, sabemos que os esforços pedidos pela UE e adotados pelo Governo demissionário são muito pesados para o cidadão comum, sei que é um período muito difícil, e gostaria de expressar a minha solidariedade, sobretudo com as pessoas comuns em Portugal que estão a sofrer”, disse, acrescentando que, em qualquer cenário, “Portugal não será deixado só pelos outros europeus”.

Juncker diz que resgate a Portugal no valor de 75 mil milhões seria "apropriado"

O presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, considerou ontem “apropriado” um resgate a Portugal no valor de 75 mil milhões de euros.

Numa entrevista ao canal de televisão France24, citado pela agência de notícias France Presse, o líder dos ministros das Finanças da zona euro considerou que se Portugal pedir ajuda aos parceiros europeus, um empréstimo no valor de 75 mil milhões de euros seria “apropriado”.

A Grécia foi o primeiro país a pedir a ajuda da Europa, em abril de 2010, tendo sido acordado um resgate ao país no valor de 110 mil milhões de euros. Já a ajuda à Irlanda, cujo pedido oficial aconteceu em novembro último, ascendeu a 85 mil milhões de euros.

Também hoje, de acordo com duas fontes europeias citadas pela agência de informação Bloomberg, o empréstimo a Portugal poderá situar-se entre 50 e 70 mil milhões de euros.

No entanto, estas fontes que pediram anonimato recordaram que estes valores são preliminares já que não há qualquer pedido de ajuda por parte de Portugal.

O pedido de demissão do primeiro-ministro, José Sócrates, na quarta-feira fez regressar o debate acerca de um resgate de Portugal pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira, que conta com a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Royal Bank of Scotland estima o custo do resgate em 80 mil milhões de euros. Já Giada Giani, economista do Citigroup, afirmou à Bloomberg TV que Portugal pode precisar de 100 mil milhões de euros.

terça-feira, 22 de março de 2011

Eurogrupo/Portugal e o PEC: Juncker não vê "nenhuma razão" para alterações a programa de ajustamento "já aprovado" em Bruxelas

O presidente do Eurogrupo disse segunda-feira não ver “nenhuma razão” para alterações ao pacote de medidas suplementares de consolidação orçamental apresentadas a 11 de março pelo Governo português, recordando que o mesmo já foi aprovado pelos líderes da Zona Euro.

No final de uma reunião extraordinária dos ministros das Finanças da Zona Euro, celebrada hoje em Bruxelas, Jean-Claude Juncker, ao ser questionado sobre a possibilidade de o novo programa de estabilidade e crescimento vir ainda a ser negociado e alterado, lembrou que o programa de ajustamento foi aprovado na cimeira de há duas semanas e avalizado por Bruxelas e Banco Central Europeu nos moldes em que foi apresentado pelo Governo.

“Não gostaria de interferir num debate de política interna em Portugal, mas nós aprovámos o programa de ajustamento tal ele como nos foi proposto pelo Governo português, que foi avalizado pela Comissão Europeia e pelo BCE, pelo que não vejo nenhuma razão para que possa ser alterado o programa tal como ele nos foi comunicado e aprovado por ocasião da nossa ultima reunião”, disse.

Presente também na conferência de imprensa, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, limitou-se a acrescentar que corrobora “por completo o que foi dito pelo Jean-Claude Juncker”.

O presidente do Eurogrupo, o fórum de 17 países membros da Zona Euro, acrescentou que o assunto não conheceu todavia qualquer desenvolvimento hoje: “a verdade é que hoje não falámos de Portugal”, indicou.

O Governo português tem manifestado a sua disponibilidade para negociar com a oposição o pacote de medidas suplementares de consolidação orçamental, desde que eventuais novas medidas permitam alcançar os mesmos objetivos, mas o PSD já recusou negociar com o executivo de José Sócrates o chamado “PEC IV”, que será debatido e eventualmente votado na próxima quarta-feira na Assembleia da República.

Foto: Marc Wilwert/LW

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

UE/Finanças: Futuro fundo de resgate terá dotação de 500 mil milhões de euros

Os países da Zona Euro acordaram ontem à noite que o futuro fundo de resgate para socorrer países com problemas financeiros terá uma capacidade efetiva de 500 mil milhões de euros, duplicando-se a sua dotação atual.

“Penso que será suficiente”, afirmou Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro luxemburguês, em delcarações feitas no final da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, em Bruxelas, na qual se chegou a este acordo.

A estes 500 mil milhões de euros soma-se a quantia do Fundo Monetário Internacional, 250 mil milhões, bem como os montantes dos países que não são do euro mas que desejem nele participar.

Os ministros das Finanças da Zona Euro não chegaram, no entanto, a acordo para aumentar a capacidade efetiva de financiamento do fundo de resgate temporário em vigor até 2013.

A capacidade real deste fundo ronda os 250 mil milhões de euros, um valor considerado insuficiente pelos mercados.

Foto: Marc Wilwert/LW

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Euro/Crise: Juncker garante progressos para reforço do fundo mas não se compromete com datas

O presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, assegurou que os ministros das Finanças da Zona Euro, reunidos ontem em Bruxelas, deram passos em frente para um acordo sobre o fundo de resgate europeu, mas rejeitou comprometer-se com datas.

Apontando que se verificou na sala um “nível elevado” de pontos de vista comuns, apenas com “pequenas diferenças que não são dramáticas”, Juncker escusou-se, no entanto, a antecipar quando é que o acordo poderá ser alcançado, evitando comprometer-se com o timing proposto pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que instou os líderes a chegarem a acordo na próxima cimeira europeia, a 4 de Fevereiro.

“Não quero comprometer-me com datas”, disse, admitindo, ainda assim, que há “alguma urgência” num acordo para reforçar a capacidade efetiva de resgate do fundo europeu de estabilização financeira.

As modalidades desse reforço são a questão que ainda separa os Estados-membros, que voltam a reunir-se na terça-feira, mas ao nível alargado dos 27 do Ecofin (ministros das Finanças da União Europeia). O ministro das Finanças português, Fernando Teixeira dos Santos, já não estará presente, tendo deixado Bruxelas, sem prestar declarações aos jornalistas, para voltar a integrar a comitiva do primeiro-ministro, José Sócrates, de visita aos Emirados Árabes Unidos.

Fonte: Lusa
Foto: Gerry Huberty/LW

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Euro: Prémio Nobel da Economia defende ideia de Juncker de emitir eurobonds

O economista Paul Krugman, prémio Nobel da Economia em 2008, defendeu hoje a emissão conjunta de dívida por parte da União Europeia (as chamadas ‘Eurobonds’) para reforçar a solidariedade da união monetária, apesar de admitir que são um risco.

“De forma crucial, a falta de integração fiscal faz da moeda única uma proposição dúbia, na melhor das hipóteses. E isso é um problema para o projeto europeu, de forma geral”, diz Paul Krugman no blogue “A Consciência de Um Liberal”, em http://krugman.blogs.nytimes.com.

“A solidariedade faz-se com medidas económicas que funcionam, não com medidas que não funcionam”, refere Krugman, que acrescenta que a quebra da zona euro “poria um amortecedor naqueles sentimentos de solidariedade que deveriam levar o continente, passo a passo, a uma verdadeira federação”.

O economista diz, por isso, que “se fosse um líder europeu, estaria muito, muito preocupado, e disposto a aceitar grandes riscos, como a criação de E[uro]-bonds para virar as coisas ao contrário”.

Krugman admite ainda que a criação do euro tem tanto de económico como tem de político, num movimento de integração económica que visa ser economicamente produtivo e criar uma “solidariedade de facto”, no reforço da união política.

“Mas a estratégia depende de que cada movimento em direção à integração económica seja um símbolo político e uma boa ideia económica (…) não é claro, de forma alguma, que o euro passe o teste”, acrescentou.

A ideia das ‘Eurobonds’ tem vindo a testar a harmonia política entre os líderes da União Europeia, pelo menos desde que o presidente do Eurogrupo e primeiro ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, junto com o ministro italiano das Finanças, defenderam numa carta pública a possibilidade da União Europeia emitir dívida soberana conjunta.

A chanceler alemã Angela Merkel rejeitou de imediato a proposta, a que a opinião pública da Alemanha também se opõe, considerando que seria o Estado alemão a pagar a dívida dos países mais fracos da zona euro.

A Alemanha é o Estado europeu que beneficia de melhores condições para contrair dívida, graças à confiança dos investidores na sua economia e graças às boas condições das suas finanças públicas.

O governo alemão receia que, caso tenha que emitir dívida em conjunto com membros mais fracos da zona euro, tenha de pagar juros mais altos, para compensar os riscos de incumprimento das economias europeias mais fracas.

Euro/Crise: Moeda única europeia "é a mais sólida do mundo" - Juncker

O primeiro-ministro do Luxemburgo e líder do grupo de ministros das Finanças da zona euro, Jean-Claude Juncker, considerou na sexta-feira que o euro é "a mais sólida moeda do mundo", tentando afastar receios sobre o futuro da moeda única.

"Nós não estamos a enfrentar uma crise do euro, mas sim uma crise da dívida [soberana] em nações individuais da zona euro", disse o responsável, sublinhando que "a existência do euro e a sua essência não estão em risco".

Os líderes dos 16 países que usam a moeda única, e que serão 17 a partir de Janeiro, com a entrada da Estónia, concordaram no princípio de Dezembro alterar os tratados para criar um mecanismo permanente de combate à crise a partir de 2013.

Para já, a Alemanha excluiu a possibilidade de aumentar os 750 mil milhões de euros que compõem o fundo de emergência, assim como recusou a ajuda a Portugal ou a Espanha, aumentando os receios dos investidores sobre qual a fórmula que a Europa vai usar para impedir o contágio da crise da dívida soberana a outros países para além da Grécia e da Irlanda.

"Temos de lutar contra a crise da dívida na zona euro", disse Juncker na entrevista, acrescentado que não é possível "acumular montanhas de défice e de dívida, temos de consolidar as finanças públicas". Só nessa altura, concluiu, é que pode haver "crescimento livre de inflação e criação de empregos".

"Ninguém precisa de estar preocupado com o euro", reforçou Juncker.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Juncker quer Suíça na União Europeia

O primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, igualmente presidente do Eurogrupo (países onde circula a moeda do euro), defendeu que a Suíça deve integrar a União Europeia.

"Desejo a adesão da Suíça à UE", declarou Juncker em entrevista ao semanário alemão "Die Zeit", reconhecendo que há oposição da soberania popular.

"Só assim a UE estará completa", estima o presidente do Eurogrupo, qualificando de "absurdo geostratégico essa mancha branca no mapa da Europa".

"A Suíça está directa ou indirectamente envolvida com o que se passa sua volta", acrescenta Juncker, estimando que os suíços sabem o que é do seu interesse para o futuro".

Se permanecer fora da UE, "como é que daqui 30 anos, vai organizar a sua total autonomia com os outros e contra os outros? Isso não faz sentido", aponta, estimando que os suíços vão acabar por ficar "um dia sozinhos".

Ainda na mesma entrevista, o primeiro-ministro luxemburguês diz-se convencido de que todos os países da UE tiraram proveito da sua adesão, "tanto os grandes como os pequenos". "Grandes países como a Alemanha e França, não seriam agentes da política mundial se não fossem membros da União Europeia".

Foto: Shutterstock

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eurogrupo: Juncker nega pressões sobre Portugal para que aceite ajudas financeiras

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, negou esta semana que existam pressões para que Portugal aceite ajuda financeira internacional.

"Não há nenhuma pressão sobre Portugal. Será o Governo português a decidir se recorre ao Fundo de Estabilização do Euro", disse.

"É evidente que devem ser tomadas medidas estruturais", pelo Governo português, acrescentou o presidente do Eurogrupo.

Juncker afirmou também que segue "de muito perto" a situação portuguesa e apelou a um "comportamento construtivo" dos portugueses, "sobretudo aqueles que não têm nada a ver com a origem da crise que agita a zona euro".

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Zona Euro/Dólar: Juncker critica medidas de estímulo da Reserva Federal americana

O presidente do Ecofin e do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, criticou segunda-feira a política cambial norte-americana, considerando que o dólar está desvalorizado face ao euro, na véspera da cimeira do G20 em que deverão ser discutidas estas questões.

"O dólar não está no nível em que deveria estar face ao euro", disse Juncker, durante uma reunião da comissão do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

De acordo com o também primeiro-ministro do Luxembrurgo, as taxas de câmbio "devem reflectir os fundamentos económicos" e "não devem dar lugar a comportamentos nacionais inspirados mais por sentimentos de egoísmo do que pelas preocupações globais da comunidade internacional”.

Os responsáveis europeus têm-se mostrado preocupados pelo elevado valor do euro face à moeda norte-americana, o que pode penalizar as exportações assim como a recuperação da economia europeia.

Juncker também criticou, na sequência do já dito pela Alemanha, o recente pacote de estímulo da Reserva Federal (Fed) norte-americana que apresenta, segundo ele, "riscos" para o resto do mundo.

"Vejo mais riscos do que benefícios nesta decisão da Fed", considerou.

Na cimeira do G20, que acontece na quinta e sexta-feira, 11 e 12 de Novembro, em Seúl, na Coreia do Sul, “não deixaremos de colocar estas questões aos nossos amigos americanos", avisou Juncker.

Guerra cambial?

O banco central dos Estados Unidos (Fed) decidiu a semana passada comprar títulos soberanos no valor de 600 mil milhões de dólares nos próximos meses para ajudar a estimular o consumo e a economia do país.

A decisão teve o efeito de fazer baixar o valor do dólar, o que gerou críticas e, segundo analistas internacionais, pode dar origem a uma "guerra cambial" e a desvalorizações competitivas entre os países.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Zona Euro: Juncker satisfeito com medidas do Governo português para diminuir défice

O presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker classificou as medidas adicionais tomadas por Portugal e Espanha para acelerar a diminuição dos seus défices orçamentais como "corajosas", estando os países membros da Zona Euro "satisfeitos" com elas.

"Pensamos que as medidas tomadas pelos governos espanhol e português são medidas corajosas, indicam uma trajectória de ajustamento que nos dão satisfação", disse Juncker, na conferência de imprensa que marcou o fim da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, em Bruxelas, na terça-feira de madrugada, já perto da uma da manhã.

As medidas anunciadas pelos governos português e espanhol serão agora "examinadas em detalhe" pela Comissão Europeia, antes de os ministros das Finanças da Zona Euro voltarem a dar o seu "julgamento final" sobre as mesmas, na reunião de 7 de Junho próximo, no Luxemburgo.

Por seu lado, o comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos explicou que os países membros da Zona Euro não devem acelerar todos ao mesmo tempo a sua consolidação orçamental para evitar o risco de uma recessão.

A aceleração da diminuição dos défices dos países europeus é vista como uma forma para acalmar os mercados financeiros que receiam problemas no pagamento da dívida pública por parte de vários países.

Os ministros das Finanças de Portugal e Espanha apresentaram na segunda-feira aos seus homólogos da Zona Euro, reunidos em Bruxelas, as medidas decididas para acelerar a redução dos respectivos défices orçamentais.

Entre as medidas, negociadas com o PSD, estão o aumento das três taxas do IVA em 1 ponto percentual, a criação de uma taxa extraordinária sobre as empresas com um lucro tributável acima de dois milhões de euros de 2,5 por cento e a redução de 5 por cento nos salários dos políticos, gestores públicos e membros das entidades reguladoras.

O esforço adicional de Portugal e Espanha é considerado importante para acompanhar o pacote de medidas europeias decidido no início da semana passada para acalmar os mercados financeiros, nomeadamente a criação de um fundo de estabilização de 750 mil milhões de euros.

Os ministros das Finanças voltarão discutir a questão terça feira numa reunião alargada aos titulares das Finanças da União Europeia (27 países).

domingo, 9 de maio de 2010

Juncker reunido com ministros das Finanças da UE hoje em Bruxelas para aprovar mecanismo de defesa da zona euro

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para concluir o mecanismo de estabilização e defesa da zona euro acordado sexta-feira pelos chefes de Estado e de Governo dos países da moeda única.

De acordo com Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro luxemburguês e presidente do Eurogrupo (os países da moeda única), "trata-se de erguer uma linha de defesa impermeável da zona euro".

Trata-se de mais um encontro convocado de urgência para Bruxelas no espaço de uma semana, no quadro da crise grega, desta feita para o conjunto dos 27, com o objectivo de finalizar o que os líderes da zona euro classificaram como "um mecanismo de estabilização que visa preservar a estabilidade financeira da zona euro".

A Comissão Europeia foi incumbida de apresentar uma proposta sobre esse mecanismo, que será, na prática, um fundo de apoio sem precedentes para países confrontados com dificuldades financeiras, que os ministros das Finanças deverão aprovar até domingo à noite, antes da reabertura dos mercados, segunda-feira, com o objectivo de prevenir o contágio de uma "crise sistémica".

Sexta feira, à saída da cimeira extraordinária, o primeiro-ministro português José Sócrates comentou que se trata de um mecanismo que visa proteger não um país individualmente, mas todo o espaço monetário único, já que é toda a zona euro que está ameaçada por uma "crise sistémica".