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domingo, 29 de abril de 2012

Luxemburgo: "Se não chegarmos a acordo, podemos avançar para a greve"

Jean-Paul Fischer           Foto: Guy Jallay
As negociações sobre a convenção colectiva para o sector da construção no Luxemburgo estão num impasse. A central sindical LCBG acusa o patronato de bloquear as negociações, com a introdução da proposta de 52 horas de trabalho. Em resposta, os sindicatos LCGB e OGB-L vão organizar uma manifestação de protesto no dia 4 de Maio.

"Depois de 2009 temos estado a negociar a convenção colectiva para o sector da construção, entre os dois sindicatos e o patronato, mas não chegamos a um acordo. Tivemos um stop do patronato nas negociações porque querem aumentar as horas de trabalho. Ao início, a proposta do patronato era de 54 horas por semana e agora estão nas 52 horas. Não estamos de acordo e no dia 4 de Maio temos uma manifestação para demonstrar isso ao patronato", diz Jean-Paul Fischer, responsável do sector da construção e do artesanato do LCGB.

Actualmente, a lei luxemburguesa diz que o trabalho é de 40 horas por semana e pode chegar ao máximo de 48 horas, em caso de horas suplementares. O LCGB diz que se não houver acordo podem avançar para a greve.

"Se não chegarmos a um acordo podemos avançar para a greve no sector, porque as pessoas não querem trabalhar mais do que agora. Além da questão legal, é preciso ver que se há um acidente no local de trabalho as coisas complicam-se. A fadiga mata e o risco de acidente com 52 horas de trabalho por semana é elevado", avisa o responsável do LCGB.

O sindicalista avança as supostas razões do patronato para o aumento do número de horas e garante que nenhum trabalhador vai aceitar.

"Eles dizem que é para compensar as paragens durante o mau tempo e porque as pessoas querem trabalhar mais, mas os delegados sindicais estiveram nas obras e não há sequer um trabalhador que quer trabalhar mais de 48 horas. As pessoas estão chateadas e é por essa razão que os sindicatos vão ter a primeira manifestação de Bertrange", diz Fischer, que vê na proposta do patronato um problema difícil de superar.

"Actualmente, em casos de intempérie, os trabalhadores ficam em casa e recebem apenas 80 % do salário. Com a proposta do patronato os trabalhadores podem vir a receber 100 %, mas em troca vão ter de trabalhar 52 horas. Aqui é preciso ver que à primeira gota de chuva as pessoas não vão querer trabalhar, mas sim ir para casa e ganhar na mesma os 100 %. Já se o patrão quiser obrigá-los a ficar no local de trabalho não podemos fazer nada. Não podemos dizer aos trabalhadores para irem para casa e isso já é um problema que se coloca à partida".

O LCGB adianta ainda que nos últimos 10 anos os trabalhadores receberam apenas dois pequenos aumentos salariais e vão propor novos aumentos.

"Nos últimos 10 anos houve apenas dois aumentos mínimos: em Janeiro de 2007 e de 2008, ambos de 10 cêntimos por hora. Por isso, propomos para os próximos três anos um aumento salarial de 3 %, sendo 1 % para cada ano. Quanto ao prémio do final de ano, actualmente os trabalhadores recebem 5 % das horas de trabalho durante o ano, mas queremos que passe a 6 %, dado que cada vez que estiverem com baixa médica perdem 25 % desse prémio", propõe Jean-Paul Fischer.

O LCGB e a OGB-L esperam duas mil pessoas na manifestação que vai ter lugar no Centro Cultural e Desportivo Atert, em Bertrange, pelas 19h. O apelo fica feito: "É preciso investir uma hora nesta manifestação para evitar que se trabalhe 52 horas". No Luxemburgo, o sector da construção civil emprega 14 mil trabalhadores e cerca de 12 mil são de origem portuguesa.

Henrique de Burgo

terça-feira, 5 de julho de 2011

LCGB enfrenta graves problemas financeiros

O LCGB está com graves problemas financeiros. Para recuperar, está a reorganizar-se. A partir do topo. Ontem anunciou algumas medidas, como a decisão de pedir aos deputados Marc Spautz e Ali Kaes, membros do comité executivo, de gozar uma licença sem vencimento até ao fim do seu cargo político.

O LCGB tem dívidas no valor de 1,05 milhões de euros e facturas de 400 mil euros que ainda não foram pagas.

"Não vamos aumentar as quotizações, porque os nossos membros não têm de pagar por estes tempos difíceis", disse ontem o presidente do LCGB, Robert Weber. A supressão dos salários dos dois altos dirigentes é apenas uma das medidas anunciadas, e vai permitir poupar 125 mil euros por ano. Os dois responsáveis têm seis meses para aceitar a proposta, mas não parecem terem muita escolha.

O sindicato vai ainda enviar alguns funcionários para a pré-reforma e travar a evolução salarial dos seus empregados. Medidas com que pretende recuperar 1,2 milhões de euros até 2015, anunciou Weber, também ele deputado. E justifica porque ele próprio não parte: "A minha demissão teria sido considerada uma deserção".

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

LCGB organiza debate "Os estrangeiros são pobres?", esta noite, em Sandweiler

"A pobreza dos estrangeiros: uma realidade?" é a questão que propõe debater o sindicato LCGB durante uma conferência que organiza hoje, quinta-feira, dia 7, às 18h30, no Centro Cultural de Sandweiler.

Participam neste debate a ministra da Família e Integração, Marie-Josée Jacobs, o presidente do LCGB, Robert Weber, o presidente da comissão de residentes estrangeiros de Sandweiler, João Ricacho, bem como representantes do Sesopi, Caritas, Fundação "Accès au Logement", OLAI-Gabinete Luxemburguês para o Acolhimento e a Integração, e Centro RTPH (Rede para o Trabalho e a Promoção Humana no Luxemburgo).

Para mais informações e inscrições (gratuitas), tel. 49 94 24-244.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Luxemburgo: LCGB quer que a corte grã-ducal deixe de se abastecer na Villeroy & Boch

Em carta aberta dirigida ao Grão-Duque, o sindicato LCGB insta o representante de Estado a mudar de fornecedor de porcelana. O sindicato relembra que o Grão-Duque ainda utiliza produtos da Villeroy & Boch, empresa que neste momento está sob mira dos sindicatos devido à sua intenção de despedir 230 assalariados.

Para o LCGB, deixar de adquirir porcelana à Villeroy & Boch seria um gesto simbólico para com os trabalhadores da empresa que a partir de 10 de Julho vão perder os seus empregos.

Entretanto, decorre hoje a última reunião entre a delegação do pessoal e a direcção da empresa sobre as indemnizações a atribuir a cada trabalhador despedido, não tendo havido até ao momento consenso entre ambas as partes.

O pacote de indemnizações proposto pela direcção da empresa é de 10,6 milhões de euros, o que corresponde a uma média de 20 euros por mês de antiguidade para cada um dos 230 trabalhadores. Os sindicatos exigem pelo menos 13,6 milhões de euros, o que perfaz 120 euros para cada um dos assalariados despedidos e corresponde à soma atribuída a uma primeira vaga de licenciamentos ocorrida em 2006.

Foto: Marc Wilwert

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Luxemburgo: Robert Weber reeleito presidente do LCGB com 77% dos votos

O presidente doLCGB, Robert Weber, foi reeleito presidente no congresso nacional do sindicato cristão-social, que teve lugar no sábado.

Robert Weber, único candidato à sua própria sucessão e que preside o LCGB há 14 anos, foi reeleito com 77,5% dos votos, tendo 260 membros votado favoravelmente e 77 contra.

Apesar do bom resultado, o facto de o presidente ser igualmente deputado pelo Partido Cristão-Social (CSV) não é visto com bons olhos por alguns elementos do LCGB.

Já o novo secretário geral é Patrick Dury, sucedendo a Marc Spautz, que após 12 anos a ocupar aquele cargo cessou funções para assumir o seu mandato de secretário-geral do CSV.

Em termos globais, os responsáveis do LCGB voltaram a reiterar que reivindicam o aumento do número de medidas para a formação, bem como a regionalização dos escritórios de informação sobre o emprego.

Foto: Serge Waldbillig