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sexta-feira, 23 de março de 2012

Portugal: "Paralisação não resolve problemas do país"

Foto: Lusa
O Governo remeteu ontem para o final do mês um balanço da greve geral nos serviços do Estado, mas sublinhou a "sensação" de que a esmagadora maioria dos portugueses entende que a paralisação não resolve os problemas do país.

"O entendimento do Governo é que a greve convocada pela CGTP é uma greve que nas actuais circunstâncias do país pouco resolverá relativamente aos problemas do país. Pelo contrário, não ajudará a resolver os problemas do país. A sensação que temos é que a esmagadora maioria dos portugueses tem exactamente essa noção também", afirmou o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes (foto).

"Contudo, ressalvou, a greve é um direito e será sempre integralmente respeitado pelo Governo".

Luxemburgo: Greve no Consulado rondou os 85 %

Foto: M. Dias
A adesão à greve geral no Consulado de Portugal no Luxemburgo rondou os 85 %. Ontem, só estavam a trabalhar duas funcionárias, além do cônsul-geral, José Carvalho Rosa.

Os restantes onze funcionários aderiram à greve geral dos trabalhadores portugueses, disse ao POINT24 fonte daquele Consulado.

Greve: Confrontos entre polícia e manifestantes

Foto: Lusa
A polícia e elementos da manifestação, promovida pela plataforma 15 de Outubro, envolveram-se ontem à tarde em confrontos junto ao Largo do Chiado, em Lisboa, tendo provocado feridos ligeiros.

Segundo testemunhas no local, os confrontos começaram quando manifestantes arremessaram objectos contra elementos da PSP, junto à esplanada do Café Brasileira, no Chiado.

Na esplanada, foram derrubadas cadeiras, mesas, chapéus-de-sol e os clientes que se ali se encontravam tiveram que fugir rapidamente para não serem atingidos por objectos e pedras da calçada. Também no Porto vários indivíduos foram agredidos pela polícia, na Praça Carlos Alberto, pouco tempo depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter sido recebido por centenas de manifestantes em protesto na Reitoria da Universidade.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Portugal/Greve Geral: CGTP anuncia greve parcial dos funcionários das autarquias para 12 de Abril

O secretário-geral da CGTP anunciou hoje uma greve de duas horas dos trabalhadores do poder local para 12 de abril, durante o discurso que encerrou a manifestação de Lisboa em dia de greve geral.
Arménio Carlos informou também que, na próxima quarta-feira, a CGTP apela aos trabalhadores para que se concentrem frente à Assembleia da República para mostrar o seu desacordo face ao "projeto de agressão" que constitui o novo código do trabalho, que nesse dia será discutido e votado na generalidade pelos deputados.
Para dia 31 de março, o dirigente sindical prometeu apoio à jornada de luta contra a precaridade, num dia em que também será discutida no parlamento a reforma administrativa do poder autárquico, que prevê a fusão e a extinção de freguesias.
“Apoiamos a luta contra o fecho das freguesias, do serviço ao público de proximidade”, afirmou Arménio Carlos, como introdução para anunciar a paralisação parcial de 12 de abril.
Estas declarações foram feitas num dia em que, garantiu Arménio Carlos, “muitos milhares de trabalhadores, jovens, desempregados e reformados” fizeram o percurso da manifestação entre o Rossio e a Assembleia da República, no centro de Lisboa.

Manifestantes agredidos pela polícia no Porto, PSP diz não ter registo de agressões     

Vários indivíduos foram hoje agredidos pela polícia, na Praça Carlos Alberto, no Porto, pouco tempo depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter sido recebido por centenas de manifestantes em protesto na Reitoria da Universidade.
Segundo o que a Lusa testemunhou, um indivíduo foi preso e, na sequência da detenção, outros manifestantes perseguiram o carro da polícia.
Nesse momento, agentes da polícia desferiram várias bastonadas nas pessoas que se encontravam nas imediações.
Fonte do comando da PSP do Porto disse à Lusa que foram identificadas três pessoas por arremesso de cenouras aos polícias e danos numa viatura policial.
Diz ainda a mesma fonte que uma dessas pessoas estava a resistir à identificação, pelo que foi conduzida a uma carrinha da polícia, para se proceder a esse ato.
A fonte do comando da PSP explicou que houve uma pequena escaramuça junto à carrinha, mas disse também não ter registo de agressões.
Vários manifestantes tentaram obter a identificação dos polícias envolvidas nas agressões, sem resultados práticos.
Um dos agentes presentes no cordão de segurança disse aos manifestantes para apresentarem queixa “amanhã”.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aeroporto de Lisboa às moscas: Tap cancelou 121 voos

A greve geral de hoje levou a TAP a cancelar 121 dos 140 voos programados, tendo 17 voos sido reprogramados e dois definidos como serviços mínimos.

A TAP diz que cerca de 80% dos clientes que tinham reservas válidas para os voos a realizar foram atempadamente contactados e acordaram em realizar as suas viagens noutras datas.

O sector dos transportes foi o mais afectado pela greve geral em Portugal. Para além da TAP, o Metro de Lisboa parou, os transportes fluviais em Lisboa também pararam e a CP e a Carris cumpriram apenas os serviços mínimos. No Porto, os autocarros do STCP não efectuaram os serviços mínimos. Num primeiro balanço do dia, Carvalho da Silva classificou a greve de "grande dimensão com uma forte adesão do sector público e privado".

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Greve geral paralisa Portugal

Foto: LUSA
A greve geral em Portugal, convocada pela CGTP e pela UGT, está a paralisar alguns sectores e serviços do país. É a segunda paralisação conjunta das duas centrais sindicais contra as medidas de austeridade.

A greve geral de hoje levou a TAP a cancelar 121 dos 140 voos programados, disse à Lusa fonte da companhia aérea, indicando que 17 voos foram reprogramados e dois foram definidos como serviços mínimos. "Devido à greve geral e tendo em conta que o controlo de tráfego aéreo apenas assegura a realização dos voos definidos nos serviços mínimos, a TAP vai, nesse âmbito, operar dois voos", afirmou a mesma fonte.

Assim, realizam-se os voos TP1639/1664 Lisboa-Funchal-Lisboa (partida de Lisboa às 18:05 e do Funchal às 19:50) e o TP1821/1822 Lisboa-Terceira-Lisboa (partida de Lisboa às 08:00 e da Terceira 10:25). Da restante operação prevista, 17 voos foram reprogramados, através da antecipação ou do adiamento para horários fora do período de greve.

A mesma fonte da TAP disse ainda que "cerca de 80 por cento dos clientes" da companhia aérea que tinham reservas válidas para os voos a realizar hoje foram atempadamente contactados e acordaram em realizar as suas viagens noutras datas.

Os impactos da greve geral de hoje, convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT, deverão sentir-se em vários sectores, entre os quais os transportes. No que respeita aos aeroportos, aderem à paralisação o Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), que representa os trabalhadores de assistência em terra nos aeroportos, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo e da Aviação Civil (SNPVAC), que representa os tripulantes de cabine, e a Comissão de Trabalhadores da NAV, empresa de controlo aéreo.

Forte adesão na recolha do lixo 

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) registou esta madrugada adesões maioritariamente de 100 por cento nos Serviços de Recolha de Lixo em 28 municípios do país e das ilhas, indica uma nota daquela estrutura.

De acordo com os dados disponíveis, apenas na Câmara de Oeiras com a recolha do lixo paralisada em 80 por cento, em Gondomar, com uma paralisação de 65 por cento e em Olhão (Ambiolhão) com uma adesão de 75 por cento não foram registadas paralisações totais.

O STAL, afecto à CGTP, efectuou contagens nos distritos de Braga, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e em Ponta Delgada e sustenta numa nota que a paralisação da recolha do lixo "marca a adesão dos trabalhadores da Administração Local à greve geral".

Populares cortaram circulação de comboios A Guarda Nacional Republicana teve que intervir em dois casos de pessoas que cortaram a circulação dos comboios, em Torres Novas e Sintra, em protesto pelo facto de circular em dia de greve geral, disse hoje à agência Lusa fonte policial. Os cortes de linha aconteceram ao início da manhã de hoje, com "populares a colocarem-se na linha de comboio e a impedirem que as composições ferroviárias circulassem", relatou a mesma fonte.

"Os incidentes ocorreram em Lamarosa, na região de Torres Novas, e na linha de Sintra", acrescentou. CP não cumpriu serviços mínimos A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações adianta, à TSF, que os serviços mínimos da CP não estão a ser cumpridos.

A empresa informa que, até às seis da manhã, cinco dos 19 comboios de serviços mínimos previstos não se realizaram, tendo quatro deles ficado parados por intervenção do piquete de greve.

O sindicato diz também que há uma paralisação total na Soflusa, Transtejo, na STCP e no metro de Lisboa. No iníco da manhã, apenas circularam três autocarros da Carris.