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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"China mostra que Portugal tem muito boas empresas"

O embaixador português na China, José Tadeu Soares, afirmou que o interesse chinês por Portugal revela que o país "tem empresas muito boas" e que Pequim "está atento às oportunidades do mercado".

"A vaga de privatizações em Portugal proporciona oportunidades a grandes empresas. A China dispõe de grandes capitais e tem um grande interesse na sua internacionalização", disse o diplomata na véspera de fechar o prazo para apresentação de propostas à compra de parte das acções do Estado português na REN. É a segunda fase do programa de privatizações do Governo português e um dos candidatos é a empresa estatal chinesa State Grid.

"O interesse chinês significa que há muito boas empresas em Portugal e que os chineses estão atentos às oportunidades que aparecem no mercado. Se aparecem boas empresas à venda em Portugal, eles serão com certeza candidatos e serão bem-vindos", afirmou.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cabo Verde e China assinam protocolo de 80 milhões

Foto: Danielle Schumacher
Cabo Verde e China assinaram esta semana, na Cidade da Praia, um total de quatro acordos que englobam mais de 80 milhões de dólares.

Os documentos, rubricados pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, José Luís Rocha, e pelo embaixador da China em Cabo Verde, Li Chunhua, visam a concessão de um crédito para a habitação social no valor de 51 milhões de dólares e um empréstimo sem juros, para o mesmo projecto, num total de 12 milhões de dólares.

Faz parte ainda desta iniciativa de cooperação, um acordo que visa a ampliação do Estádio Nacional em mais 5 mil assentos, perfazendo um total de 15 mil lugares, e a ampliação e reabilitação do Palácio da Presidência da República.
O crédito concedido a Cabo Verde vai ser amortizado em 20 anos, tendo o Governo que pagar apenas 2 % de juro sobre o montante do empréstimo.
Todos os projectos financiados pela China são executados por empresas chinesas.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Canadá retira-se do Protocolo de Quioto: "Este acordo não tem sentido sem os EUA e a China", diz Otava

O Canadá vai retirar-se do Protocolo de Quioto, sobre a redução das emissões de gases com efeitos de estufa, afirmou segunda-feira à noite em Otava o ministro canadiano do Ambiente, Peter Kent.

O governante justificou a decisão, afirmando que “Quioto não funciona” e que o Canadá corria o risco de ter de pagar multas de vários milhões de dólares se se mantivesse signatário do protocolo.

O Canadá torna-se assim o primeiro país a retirar-se oficialmente deste acordo assinado em 1997 e em vigor desde 2005.

Nos termos do protocolo, o Canadá comprometeu-se a reduzir em 2012 as suas emissões em seis por cento face aos níveis de 1990. No entanto, as suas emissões poluentes aumentaram e o governo conservador de Stephen Harper rejeitou abertamente as obrigações assumidas pelo governo liberal que o assinou.

Referindo-se à sua presença na conferência sobre as alterações climáticas em Durban, Kent afirmou que a plataforma alcançada “representa um caminho que permite avançar”, o que, aos olhos do Canadá, não sucede com o Protocolo de Quioto.

“Não abrange os dois maiores emissores, os Estados Unidos e a China, e por isso não pode funcionar”, justificou.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Bin Laden: Jornais de Pequim dão invulgar destaque à morte do lider da Al-Qaeda

A morte de Osama bin Laden domina hoje a primeira página dos jornais de Pequim, num raro destaque para um acontecimento exterior à China.

Metade da primeira página do China Daily é ocupada com uma fotografia a sete colunas de jovens norte-americanos celebrando a morte de bin Laden nas ruas de Nova Iorque.

O mesmo jornal adverte, contudo, que a luta contra o terrorismo “não acabou” e que “em última analise, o terrorismo está enraizado na injustiça e na desigualdade da ordem política e económica internacional”

“A morte de bin Laden é um progresso”, diz a manchete do Global Times, também a toda a largura da primeira página, com cinco colunas.

O título coincide com a avaliação do governo chinês, que considerou a morte do fundador da Al-Qaeda “um marco e um progresso na luta internacional contra o terrorismo”.

A morte de bin Laden é igualmente manchete no “Jornal da Juventude de Pequim”, um dos mais populares da cidade, e no “Noticias de Pequim”.

China confina com o Afeganistão e o Paquistão e uma das cinco regiões autónomas chinesas, o Xinjiang, de maioria muçulmana, já foi palco de atentados terroristas atribuídos a uma organização ligada à Al-Qaeda.

A morte de bin Laden foi anunciada na China a meio de manhã de segunda-feira, que foi feriado no país.

O principal telejornal da CCTV (Televisão Central da China), difundido às 19h (13h no Luxemburgo), relatou a morte de bin Laden, mas no bloco reservado às notícias internacionais, que fecha habitualmente o noticiário.

Bin Laden foi abatido no domingo por forças especiais norte-americanas, numa mansão a cerca de 60 quilómetros ao norte de Islamabad, capital do Paquistão.

terça-feira, 26 de abril de 2011

China/Habitantes de Pequim: Podem ter dois filhos, mas só querem um

Mais de dois terços dos casais de Pequim autorizados a ter um segundo filho não o desejam, por dificuldades económicas, indica um estudo divulgado hoje na imprensa local.

A drástica política de controlo da natalidade imposta há 30 anos sob a formula “um casal, um filho” prevê que os casais em que marido e mulher são ambos filhos únicos podem ter um segundo, mas de acordo com uma sondagem feita nas áreas urbanas do município de Pequim, apenas 26,13 por cento tencionam aproveitar essa possibilidade.

Entre a população rural do município, a percentagem dos pretendem ter mais do que um filho é um pouco maior: 36,33 por cento.

A sondagem foi conduzida pela Academia Chinesa de Ciências Sociais de Pequim junto de duas mil pessoas entre os 20 e os 34 anos.

O município de Pequim tem uma área equivalente à da Bélgica e cerca de vinte milhões de habitantes.

A sondagem apurou ainda que 64 por cento dos jovens casais urbanos já não partilham a tradicional preferência por filhos do sexo masculino, ao contrário do que acontece no campo, onde 73 por cento dizem concordar com a tradição.

A política de “um casal, um filho” foi imposta na China em 1980, quando o país ultrapassou os mil milhões de habitantes.

Três décadas depois, a China tem “apenas” cerca de 1.341 milhões de habitantes, mas a sociedade envelheceu.

Cerca de 12 por cento dos chineses têm mais de 60 anos, mas nas grandes cidades, como Pequim ou Xangai, a percentagem já excede os 18 por cento por cento.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

China: Milionários já são mais de 380 mil e a sua riqueza aumentou 16 por cento em 2010

O número de milionários chineses aumentou em 2010 para 383.000 e sua riqueza soma agora 10.000 milhões de yuan (1.144 milhões de euros), mais 16 por cento que há um ano, revelou hoje a imprensa oficial.

Segundo a lista elaborada pela revista norte-americana Forbes e o China Construction Bank, a maioria dos milionários chineses tem menos de 50 anos e 11,8 por cento nasceram já na década de 1980, depois de o Partido Comunista Chinês ter adotado a política de “Reforma Económica e Abertura ao Exterior”.

O estatuto de milionário corresponde a um património de pelo menos 10 milhões de yuan (1.144 milhões de euros).

No final de 2009, a China tinha 331.000 milionários e este ano surgiram mais 52.000, mas um conhecido comentador político, Wang Xiaodong, disse ao jornal Global Times que o número é ainda maior.

Mais de um quinto dos milionários (22,6 por cento) têm “um património substancial” fora do continente chinês, nomeadamente em Hong Kong, e “a tendência na China é investir no estrangeiro”, afirmou aquele jornal.

Cerca de 53 por cento dos nomes citados na referida lista estão concentrados em Pequim, Xangai e nas províncias de Guangdong, Zhejiang e Jiangsu, possuindo no conjunto mais de 70 por cento da riqueza do “clube”.

Comércio e indústria transformadora são os principais sectores de actividade, a área das finanças representa 12,3 por cento e 11,6 por cento ganham dinheiro no imobiliário.

Constitucionalmente, a China “é um Estado socialista sob a ditadura democrática do povo, liderado pela classe trabalhadora e baseado na aliança operário-camponesa”.

Pelas estatísticas oficiais, em 2009, o rendimento anual "per capita" nas zonas urbanas subiu 9,8 por cento em relação ao ano anterior, para 17.175 yuan (1.970 euros), mais de o triplo das áreas rurais, onde a maioria dos chineses ainda vive.

Foto: Marc Wilwert

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nobel da Paz: Prémio para dissidente não influenciará sistema político da China - MNE

A atribuição do prémio Nobel da Paz ao dissidente Liu Xiaobo não influenciará o sistema político chinês, afirmou hoje, em Pequim, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

"Se certas pessoas tentam assim modificar o sistema chinês, cometem um erro grosseiro", declarou Ma Zhaoxu, sobre o prémio atribuído, na sexta feira, pelo comité Nobel.

"Os políticos tentam utilizar isso para atacar a China", acrescentou Ma, durante uma conferência de imprensa.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Prémio Nobel da Paz atribuído a dissidente chinês Liu Xiaobo

O dissidente chinês Liu Xiaobo foi hoje galardoado com o prémio Nobel da Paz. Xiaobo está preso há quase dois anos, pela terceira vez, por actividades consideradas subversivas pelo governo central chinês.

Antigo professor universitário e crítico literário, Liu Xiaobo, de 54 anos, foi condenado em Dezembro passado por um tribunal de Pequim a 11 anos de prisão, acusado de tentar “subverter o governo”. Liu Xiaobo havia já sido detido em Dezembro de 2008, depois de ter promovido um abaixo-assinado a favor da introdução de reformas políticas na China, nomeadamente o fim do regime de partido único, a independência do poder judicial e a liberdade de associação. Foi a sua terceira detenção desde a sangrenta repressão do movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, em Junho de 1989.

Foto: Arquivo LW

terça-feira, 17 de agosto de 2010

China: Navio Escola Sagres impedido de atracar em Macau por ser navio de guerra

As autoridades chinesas negaram ao Navio Escola Sagres, que chega amanhã, quarta-feira, a Xangai, a autorização diplomática para atracar em Macau, alegando que a autonomia da região não permite a visita de navios de guerra.

“Tínhamos a intenção de ir a Macau e pedimos, já há muitos meses, a autorização diplomática das autoridades de Pequim para o efeito, mas não nos foi concedida, porque em Macau não é permitida a visita de navios de guerra por se tratar de uma região chinesa com autonomia”, disse à Agência Lusa o comandante do navio, Proença Mendes.

“O Navio Escola Sagres não deixa de ser um navio de guerra, pois pertence à Marinha”, recordou o comandante em declarações por telefone à Lusa quando o Sagres se aproxima da costa chinesa depois de ter estado na Coreia do Sul.

“Lamentamos que não possamos ir a Macau, pois esta é a primeira volta ao mundo que o navio faz depois da transferência de administração de Macau, de Portugal para a China. Mas são as regras da região”, observou o capitão-de-fragata.

O Navio Escola Sagres vai ficar em Xangai até ao dia 23, de onde parte rumo à capital timorense de Díli, já que a paragem em Macau não foi autorizada.

Nesta viagem à volta do mundo, a primeira em 26 anos, a Sagres já visitou países, como o Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, México, Estados Unidos, Japão e a Coreia do Sul, faltando agora China, Indonésia, Timor-Leste, Singapura, Tailândia, Malásia, Índia, Egipto e Argélia.

A viagem do Sagres, a terceira à volta do mundo depois das circum-navegações realizadas em 1978/79 e em 1983/84, iniciou-se a 19 de janeiro para formar os alunos da Escola Naval e promover a imagem de Portugal no mundo, e prolonga-se por 11 meses, estando prevista a sua chegada a Lisboa a 23 de dezembro.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Em 2010, China tornou-se segunda maior economia do mundo

A China ultrapassou o Japão como a segunda maior economia do mundo no segundo trimestre deste ano, ao crescer 1,337 triliões de dólares, contra 1,288 triliões do Japão.

A China esteve na liderança da saída da recessão mundial, com a economia a ser 90 vezes maior que quando Deng Xiaoping começou a reforma para o mercado livre, em 1978.

A ultrapassagem ao Japão é "um marco revelador do papel cada vez mais dominador na economia global", comentou Eswar Prasad, antigo diretor do departamento chinês no Fundo Monetário Internacional à Bloomberg.

Foto: Arq. LW

quarta-feira, 14 de abril de 2010

China/Sismo: Durão Barroso "chocado" oferece ajuda da Comissão Europeia

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse hoje em Bruxelas estar "profundamente chocado" com as notícias do terramoto na China, que provocou pelo menos 400 mortos, tendo oferecido a colaboração de Bruxelas.

"Estou profundamente chocado e entristecido com as notícias que chegam do terramoto na província chinesa de Qinghai", disse José Manuel Durão Barroso, numa mensagem divulgada em Bruxelas.

Durão Barroso expressou ainda a solidariedade do executivo comunitário para com as autoridades chinesas e o povo chinês, a quem ofereceu a assistência necessária.

Um sismo, de magnitude 7,1 na escala de Richter, ocorreu ao início da manhã (hora local) causando pelo menos 400 mortos e 8000 feridos na prefeitura tibetana de Yushu, província de Qinghai, noroeste da China, cuja capital fica a mais de dois mil quilómetros de Pequim.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Diplomacia: China apoia português como lingua de trabalho da ONU - Luis Amado

A China apoia o reconhecimento do português como língua de trabalho da ONU, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.

“A seu tempo teremos o apoio da China para que o português seja reconhecido como língua de trabalho do sistema das Nações Unidos”, disse Luís Amado.

O apoio foi manifestado durante um encontro do ministro português com o seu homólogo chinês, Yang Jiechi, em Pequim.

“Há uma grande procura pela aprendizagem do português em toda a China, não só em Macau, mas também em Pequim e outras regiões”, disse Luís Amado.

O ministro português defendeu um “maior investimento do Estado” na promoção do ensino da língua portuguesa e a “abertura de mais espaços geo-políticos à presença e influência de Portugal”.

O ensino do português na China, que há apenas uma década estava confinado a três universidades (em Pequim, Xangai e Cantão), está hoje implantado numa dezena de cidades.

Devido às crescentes relações da China com os países lusófonos, sobretudo Angola e Brasil, só em Pequim há cinco universidades com licenciaturas em português.

Luís Amado terminou em Pequim um périplo de cinco dias pelo nordeste asiático que incluiu também a Coreia do Sul e a Mongólia.

Na capital chinesa, além de Yang Jiechi, Luís Amado encontrou-se com o “número dois” do Governo chinês, Li Keqiang, e o ministro do Comércio, Chen Deming.

A visita ocorre num bom momento das exportações portuguesas para a China, que subiram 20 por cento em 2009, para cerca de 222 milhões de euros.

Luís Amado regressa a Lisboa no próximo sábado.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Novo ano chinês: Começa hoje o Ano do Tigre

A China celebra hoje, domingo, 14 de Fevereiro, a entrada no Ano do Tigre, numa clima de confiança acerca da sua economia, mas com renovada preocupação quanto ao futuro daquele felino.

A passagem do ano lunar - um misto de natal e Carnaval, com muito fogo de artificio e as ruas engalanadas com lanternas vermelhas - é a maior festa das famílias chinesas, na China e em todas as Chinatown do mundo.

Para milhões de trabalhadores, a semana de férias proporcionada por esta quadra é mesmo o mais prolongado período de descanso do ano, e os estudantes, que concluíram o primeiro semestre no final de janeiro, só regressam às aulas no dia 1 de março.

As celebrações do ano novo lunar - o "Festival da primavera", como também se diz - suscitam o maior movimento de massas do país, testando até ao limite a capacidade do seu sistema de transportes.

Os caminhos de ferro esperam transportar cerca de 210 milhões de passageiros, mais 9,5 por cento do que em 2009, e os aviões 29 milhões, um aumento de 12,5 por cento.

Os números dos autocarros e navios mobilizados para esta quadra são também enormes - 820.000 e 20.000, respetivamente - e no conjunto, o Ministério dos Transportes prevê 2540 milhões de viagens, mais 7,7 por cento que o ano passado.

Apesar da recessão global, a economia chinesa conseguiu crescer 8,7 por cento em 2009 e para este ano o Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento de dez por cento.

Assinalando à sua maneira a entrada no Ano do Tigre, ambientalistas alertam para a rápida extinção do felino, devido à perda dos seus habitats naturais e à ação de caçadores furtivos.

Em toda a China haverá apenas 50 tigres, cerca de metade dos quais tigres siberianos, que vivem no norte do país, enquanto que há meio século o numero ultrapassava os 4.200.

Segundo o gabinete chinês do World Wild Fund (WWF), uma subespécie da família, os Tigres do sul da China, já terá mesmo desaparecido.

Aqueles animais, com dois metros e meio de comprimento e cerca de 150 quilos, já não são vistos na natureza há mais de 25 anos.

No mundo inteiro - alerta também o WWF - só haverá 3.200 tigres, tornando esta espécie a mais ameaçada do planeta, á frente dos ursos polares, pandas e rinocerontes.

O Tigre, visto habitualmente como um símbolo de coragem e vigor, é um dos signos do milenar Zodíaco chinês, que se repete de 12 em 12 anos.

Se nasceu em 1998, 1986, 1974, 1962, 1950 ou 1938, este é, muito provavelmente, o seu ano - o seu e de outras celebridades como Agatha Christie, Marilyn Monroe, Penelope Cruz e a rainha Isabel II.

O Ano do Tigre termina a 2 de fevereiro de 2011, seguindo-se o Ano do Coelho, e depois o do Dragão, o único animal mítico do zodíaco chinês.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

História: Zheng He contra Vasco da Gama - biografia agora editada contrapõe "cortesia chinesa" a "invasão colonial ocidental"

Dezenas de anos antes de Bartolomeu Dias ou Vasco da Gama (imagem à esquerda) nascerem, grandes frotas chinesas já tinham navegado até à costa oriental de África e com “objetivos pacíficos”, realça uma nova biografia do almirante Zheng He (imagem à direita), que viveu entre 1371-1433.

As sete viagens de Zheng He aos “Oceanos Ocidentais”, entre 1405 e 1433, são “um glorioso capítulo da diplomacia pacífica da China antiga” e da “história da navegação mundial”, afirma-se no livro, publicado em janeiro em Pequim, em edição bilingue (chinês e inglês).

A marinha chinesa “visitou então mais de trinta países e regiões” (da atual Indonésia até ao Quénia), percorrendo, no conjunto, “160 mil milhas marítimas” (cerca de 300 mil quilómetros).

Mas ao contrário do que aconteceria durante a “invasão colonial ocidental” - salienta a biografia, assinada por Wang Jienan - Zheng He atuava segundo “o sistema de cortesia do Império Celeste”.

Malaca, Ceilão, Calcutá, Ormuz e outros lugares que iriam entrar para a História dos Descobrimentos portugueses foram alguns dos portos onde atracaram as diferentes esquadras comandadas por Zheng He e que deverão ter impressionado as populações locais.

Desde a primeira missão, que zarpou da costa chinesa em 1405, com 62 navios, Zheng He navegava sempre com imponentes frotas.

O navio-almirante, por exemplo, tinha 119 metros de comprimento, nove mastros e 12 velas: “uma verdadeira obra-prima da construção naval chinesa”, diz Wang Jienan.

Recorrendo à linguagem diplomática atual, o autor da nova biografia afirma que as viagens de Zheng He “fortaleceram as amigáveis relações da China com as nações do Sueste Asiático, Ásia do Sul e Africa Oriental”.

“As viagens tinham como objetivos a abertura, o intercâmbio e o desenvolvimento” e proporcionaram “resultados mutuamente vantajosos”, afirma o historiador chinês.

Nascido no sul da China, ainda sob o domínio mongol, Zheng He era eunuco e “um devoto muçulmano e budista”.

Segundo a biografia, “contribuiu imenso para o desenvolvimento do Islão na Indonésia e Malásia” e “deu o pontapé de saída para a emigração chinesa em massa para o Sueste Asiático”.

Um autor japonês citado no livro, Terada Takanobu, afirma que “as viagens iniciadas na chamada Grande Era da Navegação perdem o brilho quando comparadas com as viagens de Zheng He”.

Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Fernão de Magalhães e Cristóvão Colombo são os únicos navegadores ocidentais mencionados na biografia: o primeiro dobrou o Cabo das Tormentas em 1488 e, dez anos mais tarde, o segundo descobriu o caminho marítimo (ocidental) para a Índia.

O livro não explica porquê, mas após a morte de Zheng He, a China virou as costas ao mar e isolou-se do mundo, que considerava “bárbaro” e “atrasado”.

E quase seis séculos mais tarde, quando a “ascensão pacífica” da China ao estatuto de grande potência está na ordem do dia, o “exemplo” do almirante Zheng He continua a ser uma boa história.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Censo da população chinesa começa no final do ano

A China vai contar a sua população em novembro, numa operação que se realiza de dez em dez anos e que mobiliza pelo menos seis milhões de pessoas, anunciou hoje a imprensa oficial chinesa.

O Censo começa no dia 1 de novembro e, pela primeira vez, apurará o número de estrangeiros e de cidadãos de Hong Kong, Macau e Taiwan que vivem no continente chinês.

Só em Pequim haverá cerca de 100.000 pessoas mobilizadas para recolher informações de porta-a-porta e em todo o país serão seis milhões.

No último Censo, realizado em novembro de 2000, a China tinha 1.265.830.000 de habitantes, mais 132.150.000 milhões que dez anos antes.

Mesmo incluindo as Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e de Macau - e também Taiwan, que o governo considera uma província da China - a população apurada no último Censo era ligeiramente inferior a 1.300 milhões, a meta preconizada pelo planeamento familiar.

Para 2010, o objetivo das autoridades é manter a população abaixo dos 1.370 milhões.

A China continua a ser o país mais populoso do mundo, mas o crescimento da sua população tem vindo a abrandar devido à drástica política de controlo na natalidade, “um casal, um filho” imposta no final da década de 1970.

Segundo as autoridades, sem essa política, a população da China já teria ultrapassado os 1.750 milhões - mais 400 milhões do que tem hoje.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Internet: Diferendo Google-governo chinês agita maior mercado do mundo

Táctica comercial ou genuína manifestação de protesto, a ameaça da Google de sair da China tocou num ponto muito sensível da politica chinesa, com consequências ainda imprevisíveis para o futuro da Internet no pais mais populoso do mundo.

“Isto é muito mau para a imagem internacional da China porque evidencia o controlo do governo sobre a Internet”, disse um diplomata ocidental acerca da atitude assumida pela Google após os alegados ciber-ataques chineses contra activistas de direitos humanos.

O “controlo” já existia em 2006, quando a Google lançou um site em chinês e aceitou filtrar os resultados das suas pesquisas segundo os critérios das autoridades, mas a situação mudou radicalmente na terça-feira passada.

Naquele dia, um vice-presidente da empresa, David Drummond, anunciou que a Google e pelo menos vinte outras firmas foram alvos de “sofisticados ciber-ataques”, numa aparente tentativa de penetrar nas contas de email de activistas espalhados pelo mundo.

“Estes ataques e a vigilância que eles evidenciam, conjugados com as tentativas registadas no ultimo ano para limitar ainda mais a liberdade de expressão na Web, levaram-nos a concluir que devemos rever a viabilidade das nossas operações comerciais na China”, escreveu David Drummond no blogue oficial da empresa.

Em resposta, o governo chinês reafirmou a sua oposição a “todo o tipo de ciber-ataques” e sem comentar as alegações de censura, declarou que “todas as empresas, incluindo a Google, têm de respeitar as leis em vigor na China”.

“O governo chinês administra a interne segundo a lei e temos clausulas explicitas sobre que informação e conteúdos podem ser divulgados na Internet”, disse a porta-voz do ministério chinês dos Negócios estrangeiros, Jiang Yu.

Mais de 15.000 sites pornográficos, a maioria dos quais acessíveis através de telefones portáteis, foram encerrados em 2009, mas a lista de conteúdos considerados “perniciosos” não se limita aquele persistente “demónio social”.

Alguns dos sites mais populares nos países ocidentais, entre os quais o Youtube e o Facebook, estão bloqueados na China.

Quaisquer pesquisas sobre os chamados “3 T” (Tiananmen, Tibete e Taiwan) são também minuciosamente filtradas.

A Google – “Gu Ge”, em chines – detém apenas 31,1 por cento do mercado local – o maior do mundo, com quase 400 milhões de internautas – mas já se tornou um nome familiar na China.

Assim que foi anunciada a sua eventual saída do país, várias pessoas depositaram velas e ramos de flores à entrada da sede da Google-China, em Pequim,

“Se o país mais populoso do planeta não conseguir proporcionar uma base para o maior motor de busca do mundo, isso implicará um retrocesso para a China e uma grave perda para a cultura da Net na China”, disse um jornal oficial em editorial.

Um professor chinês de comunicação sustenta, contudo, que “a Google está apenas a jogar ao gato e ao rato, tentando tirar proveito da cólera e decepção dos internautas”.

Segundo esta visão, a ameaça da Google será também um sinal de frustração pela resistência do seu grande concorrente chinês, a Baidu, que detém 63,9 por cento do mercado local.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

China: Britânico Akmal Shaikh já foi executado

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou hoje que a China já executou o cidadão britânico Akmal Shaikh, condenado à morte por tráfico de droga.

Brown condenou em termos firmes a execução de Akmal Shaikh.

"Condeno a execução de Akmal Shaikh nos termos mais firmes. Estou escandalizado e desiludido pelo facto dos nossos pedidos persistentes de clemência não tenham sido atendidos", disse o primeiro-ministro britânico em comunicado.

"Estou particularmente preocupado com o facto de não ter sido feita qualquer avaliação da saúde mental (do condenado)", acrescentou, apresentando as "condolências" aos familiares e amigos de Akmal Shaikh que afirmaram que este sofria de perturbações mentais.

Até ao momento, o governo chinês ainda não anunciou oficialmente a execução do condenado.

Hoje de manhã, Pequim referiu que o Tribunal Supremo tinha aprovado a condenação à morte do britânico, justificando a pena pelo seu efeito dissuasor e considerando que "os elementos fornecidos pela parte britânica não eram suficientes para provar que Akmal(Shaikh) sofre de doença mental".

O anúncio da decisão do Tribunal Supremo costuma anteceder, por pouco tempo, a própria execução

Shaikh é o primeiro cidadão europeu executado na China desde há 50 anos, de acordo com a organização não governamental (ONG) Reprieve, com sede em Londres.

O britânico, de 53 anos, foi detido em Setembro de 2007 no noroeste da China com quatro quilogramas de heroína.

A família garante que criminosos se aproveitaram da vulnerabilidade psicológica de Shaikh para o levarem a transportar a droga.

Na segunda-feira, o Reino Unido pediu à China para impedir a execução do britânico. Dois primos, que estiveram com ele na prisão, interpuseram no mesmo dia um último recurso para lhe salvar a vida.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Portugal/China: Futuro pertence à língua chinesa, acreditam pioneiros do ensino na Universidade do Minho

Representação de calígrafos chineses, na última Feira do Livro de Frankfurt (Outubro/2009), em que a China era o país convidado Foto: JLC

Quase 20 anos depois de terem iniciado o ensino da língua e cultura chinesas na Universidade do Minho, em Braga, Sun Lam e Luís Cabral estão mais certos do que nunca: "O chinês é uma língua de futuro."

"Há uma grande procura pelo ensino do chinês. Temos recebido convites de várias escolas para ir dar aulas de chinês ou organizar semanas de cultura chinesa", conta Sun Lam.

Luís Cabral realça que "a China, hoje, também está a projectar uma imagem muito diferente, associada à de um país de futuro".

A experiência começou em 1991, sob a forma de cursos livres, e evoluiu depois para uma Licenciatura em Línguas e Culturas Orientais, "centrada no chinês", que desde 2004 já formou 30 especialistas e tem hoje quase o dobro dos alunos.

Sun Lam e Luís Cabral são também os fundadores do Instituto Confúcio da Universidade do Minho, um dos primeiros do mundo, criado no final de 2005, em colaboração com a Universidade Nankai, em Tianjin, no Norte da China.

Em 2008, a Universidade de Lisboa abriu outro Instituto Confúcio, com professores do Instituto de Línguas Estrangeiras de Tianjin, onde há igualmente uma Licenciatura de Português.

"O nosso Instituto Confúcio tem sede em Braga, mas é uma instituição nacional", realça Sun Lam, a única professora de Portugal filiada na Associação Internacional de Ensino do Chinês como Língua Estrangeira e que pertence também à Associação Europeia de Estudos Chineses.

O Instituto Confúcio do Minho, que já formou centenas de pessoas, assegura ainda as aulas de chinês numa escola secundária do Porto e em dois colégios de Braga.

Com o apoio do Hanban, o organismo do governo chinês que tutela os institutos Confúcio espalhados pelo mundo, Sun Lam e Luís Cabral propõem-se também "formar professores locais de chinês para os países lusófonos".

Os dois docentes deslocaram-se este mês a Pequim para participar na reunião anual dos institutos Confúcio, que contou também com a participação da Universidade de Lisboa.

Criado em 2004 para promover internacionalmente a língua e cultura chinesas, o Instituto Confúcio está hoje implantado em mais de 80 países, da Islândia à Nova Zelândia.

Responsáveis do Hanban estimam que o número de estrangeiros que estão a aprender chinês ultrapassará os 40 milhões, o dobro dos interessados há cinco anos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

China: Oito estudantes mortos e 26 feridos numa debandada em pânico

A queda de um aluno que descia uma escada, arrastando outros, originou uma debandada em pânico tão caótica que resultou na morte de oito estudantes e ferimentos em 26 numa escola secundária, noticiavam esta madrugada os media chineses.

O episódio ocorreu às 21h10 locais na escola secundária privada Yucai, na cidade de Xiangxiang, na província central de Hunan, quando os alunos saíam das salas de estudo e um deles caiu nas escadas, arrastando outros.

As autoridades da cidade demitiram imediatamente o chefe da comissão municipal de educação e começaram a interrogar os responsáveis da escola.

Este tipo de escolas tem um grande número de alunos mas poucas saídas de emergência e escassas medidas de segurança.

As salas de estudo nocturnas são uma exigência cada vez mais indispensável no duro sistema escola chinês, centrado nos exames.