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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Descida é boa para créditos à habitação e má para a poupança

Foto: Marc Wilwert
A descida das taxas de juro ontem decidida pelo Banco Central Europeu traz boas notícias para quem tem créditos à habitação, mas é negativa para quem tem depósitos bancários, diz o gestor de activos do Banco Carregosa, Rui Bárbara.

"Se, por um lado, vão baixar as taxas de crédito à habitação que já tinham sido contratadas, o que é positivo para quem tem empréstimos, por outro lado não podemos descurar o facto de existirem muitos aforradores que também dependem dos juros dos depósitos a prazo, que, no fundo, são as suas poupanças, para viverem. Essa baixa de taxa afecta negativamente essas pessoas, que terão menos rendimento dos seus aforros", salientou o analista.

Ainda assim, o balanço global é positivo, já que se está "a baixar o custo do dinheiro como um todo" para a economia da zona euro, que está em recessão.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Bigpoint mudou-se para o Luxemburgo

O portal alemão de jogos sociais, de estratégia e de acção Bigpoint mudou-se para o Luxemburgo.

O site, disponível em 20 línguas, conta com mais de 266 milhões utilizadores registados. Os internautas podem, por exemplo, criar animais completamente incomuns, colocar-se ao leme de um navio ou voar para outra galáxia, graças aos 70 jogos disponíveis online , que criam uma verdadeira comunidade de jogadores ao redor do mundo.

A sede da Bigpoint, fundada em 2002, situa-se em Hamburgo, na Alemanha, mas a empresa também possui escritórios em Berlim, Malta, San Francisco, São Paulo e também agora na rue Eugène Ruppert, na cidade do Luxemburgo. A Bigpoint lançou uma campanha de recrutamento no Luxemburgo e procura especialistas em finanças, recursos humanos e marketing

domingo, 22 de janeiro de 2012

2012: Fitch antecipa dificuldades económicas

A zona euro vai continuar a enfrentar dificuldades financeiras e económicas significativas em 2012, num cenário de falta de confiança dos mercados e de desaceleração económica, agravada pelas necessidades de financiamento da dívida, diz o director de ratings soberano da Fitch, Ed Parker. O responsável da agência de notação admite que as soluções a ser implementadas na Europa – que definiu como a “terceira via” – não oferecem uma resolução “compreensiva” da crise mas sim um caminho “progressivo” que vai afectar o crescimento. Parker teme um longo período de tempo até chegar-se a uma solução. "Até lá os mercados vão continuar a duvidar e os juros vão afectar as capacidades de um crescimento sustentável que é vital como solução para a crise", considerou. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Kodak à beira da falência

A Kodak, que foi no século XX a maior empresa de fotografia do mundo e uma das mais inovadoras do sector, pode vir a declarar falência nas próximas semanas ou meses.

Segundo o Wall Street Journal de ontem à noite, a empresa criada por George Eastman nos anos 1880 está a tentar vender as suas patentes, de modo a lançar um plano de recuperação.Se não conseguir, vai mesmo fechar.


O valor de mercado da companhia chegou a um dos seus valores mais baixos ontem à noite, de tal modo que pode vir a deixar de ser cotada em bolsa. Ainda em 1997 a empresa valia cerca de 31 mil milhões de dólares na bolsa americana, e hoje está cotada em 300 milhões. Só no ano passado, a empresa desvalorizou 80 por cento.

Quando nos anos 30, um dos técnicos da Kodak apresentou aos seus directores uma imagem de fotografia que podia ser reproduzida num ecrã de televisão, a invenção não interessou os dirigentes. Essa "nega" ao que viria a ser chamado mais tarde "a fotografia digital", custou-lhes caro, porque décadas mais tarde, nos anos 80 e sem essa técnica, foi precisamente nesse segmento que perderam definitivamente terreno face aos principais concorrentes.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

FMI teme nova crise que pode arrastar 23 milhões de pessoas para a pobreza

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta, num estudo, que mais cerca de 23 milhões de pessoas poderão ficar abaixo do limiar da pobreza com uma nova recessão mundial.

"Existem graves riscos para a revisão em baixa das previsões atuais, às quais são altamente vulneráveis os países de fracos recursos", assinala um relatório do FMI, citado pela agência Efe, referindo que uma nova recessão causará mais pobres, sobretudo em certas regiões asiáticas e na África Subsariana.

O estudo, divulgado na segunda-feira, adverte para o facto de a recessão se instalar nos países mais desenvolvidos e produzir uma desaceleração de 1,3 e 1,6 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2011 e 2012, respetivamente.

O Banco Mundial (BM) define como limiar da pobreza menos de 1,25 dólares por dia/pessoa.

O FMI recomenda às autoridades dos países mais avançados a usarem, de forma "mais ativa", as políticas monetárias e a fazerem um "maior reajuste das políticas macroeconómicas".

Um outro cenário admitido pelo FMI, mas menos plausível, aponta para cerca de mais 31 milhões de pessoas a viverem abaixo do limiar da pobreza, em África e Ásia, com um novo aumento dos preços dos alimentos e das matérias-primas. O BM estima que existam 1,2 mil milhões de pessoas abaixo do limiar da pobreza.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Economia portuguesa vai continuar a deteriorar-se nos próximos meses, diz OCDE

A economia portuguesa vai continuar a deteriorar-se nos próximos meses, segundo os indicadores avançados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Os indicadores compósitos da OCDE para Portugal caíram em setembro para 97,63 por cento da média da série – no mês anterior, estavam em 98,11 por cento.

Foi o oitavo mês consecutivo em que os indicadores para Portugal caíram. Os indicadores avançados da OCDE visam prever pontos de viragem na tendência da atividade económica nos seis a nove meses seguintes. Ou seja: um ponto de viragem nos indicadores da OCDE (por exemplo, uma retoma) é seguido seis meses depois pela economia real. A quebra continuada do valor para Portugal significa que a tendência de deterioração das condições económicas deverá prolongar-se nos meses seguintes.

Os indicadores da OCDE refletem uma tendência de desaceleração da atividade geral para todas as economias avançadas. Em setembro, os indicadores recuaram tanto na zona euro (menos 0,81 por cento) como na média da OCDE (menos 0,42 por cento).

Para todos os grandes blocos analisados pela OCDE, tanto países avançados como economias emergentes (China, Brasil, Índia e Rússia) a previsão de médio prazo é de abrandamento da atividade.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Luxemburgo: Novo cartão de débito vai ser distribuído até final do ano

Os cartões de débito luxemburgueses "Bancomat" vão ser substituídos até final do ano pelo cartão V Pay, que inclui um sistema de segurança para impedir a cópia fraudulenta. Graças à tecnologia "chip & pin", os cartões deixam de ter banda magnética, o que torna impossível a cópia fraudulenta de dados.

Os 12 bancos luxemburgueses que aderiram ao sistema vão começar a distribuir os novos cartões a partir de 1 de Novembro. A substituição é feita de forma automática pelo banco e o código dos cartões antigos mantém-se.

No Luxemburgo, já aderiram ao novo cartão os bancos BCEE, BCP, Caixa Geral de Depósitos, Banque de Luxembourg, Raiffeisen, BGL BNP Paribas, Dexia, P&T, Fortuna Banque, ING Luxembourg e KBL.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Economia luxemburguesa deverá crescer 3,8 por cento em 2012

A economia luxemburguesa vai crescer quase 4 % este ano, segundo as previsões do Statec. Para o serviço de estatísticas luxemburguês, a conjuntura ganhou uma certa dinâmica no final de 2010 e no início deste ano, mas continuam a registar-se sinais de abrandamento na economia mundial que se reflectem a nível nacional.

Assim, para 2012, as previsões apontam para uma progressão moderada do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8 %. "Algumas incertezas pesam nestas previsões", afirma Serge Allegrezza, director do Statec, que explica que "uma baixa nos valores da bolsa de 10 % provoca uma descida do PIB de 0,3 %".

Inflação aumenta

Os sectores "Comércio, Horeca (hotelaria e restauração), Transportes e Comunicações" são os que mais contribuem para o PIB, ultrapassando mesmo o sector financeiro. A evolução deste, que não mostra reais tendências de retoma, mostra-se muito heterogénea, com a actividade bancária em perda contrariamente à forte dinâmica dos fundos de investimentos, das OPC e dos seguros.

No que respeita aos preços no consumo, a taxa de inflação luxemburguesa passou progressivamente de 2 %, no início de 2010, para um pouco mais de 3,5 % no segundo trimestre deste ano. O Grão-Ducado segue, assim, a tendência mundial de subida da inflação ligada às consequências da alta dos preços das matérias-primas registada a partir de meados de 2009.

Emprego cresce


O emprego progrediu no Luxemburgo de 2,5 % ao ano no primeiro trimestre do ano. Durante a crise, as perdas gerais de emprego foram limitadas, ao nível geral da economia, pela progressão quase ininterrupta do emprego no sector dos serviços. À medida que a retoma se foi afirmando, as contratações no sector comercial foram recuperando, a pouco e pouco, primeiro sob o efeito de um recurso acrescido ao trabalho temporário, depois de forma mais generalizada.

Em 2011, o crescimento do emprego voltou a ser um pouco mais forte para os fronteiriços do que para os residentes, mas a diferença não é actualmente tão grande como antes da crise. Os fronteiriços ocupavam, no início do ano, menos da metade dos novos empregos criados, contra cerca de dois terços antes da crise. "Este aspecto da conjuntura deixa no ar uma certa contradição entre uma melhoria das perspectivas de crescimento e uma antecipação do abrandamento", conclui Allegrezza.

sábado, 16 de julho de 2011

Luxemburgo é um dos três maiores destinos europeus da cerveja portuguesa

Segundo a associação portuguesa do sector cervejeiro, dos 831 milhões de litros de cerveja produzidos em Portugal, 590 milhões foram consumidos no país e 248 milhões exportados para Angola, Cabo Verde, Guiné, França, Suíça e Luxemburgo.

Os portugueses consumiram em 2010 menos 20 milhões de litros de cerveja nacional do que em 2009, mas os estrangeiros, especialmente angolanos, beberam mais 60 milhões de litros.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Luxemburgo cria zonas francas

O Luxemburgo vai poder contar com zonas francas a partir de quinta-feira, dia 14 de Junho, data em que o diploma que prevê a sua criação vai a votos na Câmara dos Deputados.

A medida, que prevê a suspensão do pagamento do IVA nas mercadorias armazenadas no Luxemburgo, "insere-se no arsenal de medidas para desenvolver o país enquanto centro logístico", defende Norbert Haupert, relator do projecto-lei.

Foto: Yves Welter

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ministro da Economia do Luxemburgo desmente a sua saída do governo

O ministro da Economia e Comércio Externo luxemburguês, Jeannot Krecké, iniciou na passada segunda-feira um périplo económico que o levará ao Canadá e aos Estados Unidos da América, numa viagem que se prolonga até 13 de Julho.

Com o ministro viaja uma vasta delegação económica que vai visitar Montreal, Toronto, Nova Iorque e Houston. Na última etapa deste périplo em São Francisco, o Grão Duque herdeiro Guillaume juntar-se-á à comitiva.

No decorrer desta deslocação, Jeannot Krecké vai reunir-se com vários empresários que já manifestaram interesse em investir no Luxemburgo. O ministro da Economia vai apresentar as vantagens competitivas do Grão-Ducado na implantação de empresas e as facilidades que o país oferece no acesso aos mercados europeus e a muitas empresas dos sectores das tecnologias da saúde, de informação, dos componentes para automóveis e da indústria química.

A delegação luxemburguesa vai também visitar algumas empresas já instaladas no Luxemburgo, como por exemplo, a Husky, a Biocardel, a eBay e a PayPal.

Mais uma missão económica de Krecké, numa altura em que circularam rumores de que o ministro da Economia se preparava para deixar o cargo e ocupar o lugar de presidente do conselho de administração da Cargolux.

Krecké terá manifestado o desejo de ocupar o cargo, depois de a Qatar Aiways se ter tornado recentemente no segundo maior accionista da transportadora aérea de mercadorias do Luxemburgo.

A notícia foi manchete em todos os jornais na semana passada, o que obrigou o ministro a fazer um desmentido público.

Krecké garante que "são falsas as notícias" que o davam como futuro presidente do conselho de administração da Cargolux. O ministro da Economia diz que está empenhado em "muitos projectos que quer desenvolver no interesse da economia luxemburguesa e vai continuar a consagrar toda a sua energia a desenvolvê-los".

A verdade é que a vontade de Jeannot Krecké em deixar a vida política, não é de agora. Em Novembro, durante uma sessão pública, o ministro disse que se levasse a sério o cargo que ocupa, devia pedir a sua demissão.

Foto: Marc Wilwert

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Hoje é "Portuguese Day" em Wall Street

Cerca de 14 empresas portuguesas cotadas na Euronext de Lisboa abrem esta segunda-feira a sessão de uma das maiores praças financeiras mundiais, a Bolsa de Nova Iorque, em plena Wall Street.

O evento, chamado de ‘Portuguese Day’, é organizado pela Euronext Lisboa e pelo Banco Português de Investimento (BPI) e leva ao New York Stock Exchange (NYSE) 14 das 20 empresas que compõem o índice PSI 20 de forma a dar a conhecer as oportunidades de investimento em Portugal num contexto de ajuda externa.

O ‘Portuguese Day’ na NYSE terá ainda a presença do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos e os principais responsáveis das 14 empresas portuguesas cotadas na Euronext Lisboa.

O dia de Portugal na Bolsa de Nova Iorque conta com a participação, entre outros, de Fernando Ulrich (BPI), Vasco de Mello (Brisa), Manuel Ferreira de Oliveira (Galp), Rui Cartaxo (REN), Carlos Duarte de Almeida(Banif), Paulo Fernandes (Altri), Ana Maria Fernandes (EDP Renováveis) e Francisco Lacerda (Cimpor).

O evento deste ano, que será particularmente interessante dado o contexto de ajuda externa a Portugal por parte da União Europeia e do FMI, está a despertar curiosidade junto dos investidores norte-americanos.

Em entrevista à Lusa, o presidente da NYSE Euronext Lisboa, Luís Laginha de Sousa, refere que, com a terceira edição do evento, as empresas portuguesas têm uma oportunidade de “ultrapassar e tornear alguns dos constrangimentos” de financiamento que o atual momento económico não permite.

“Um país não tem só um lado negativo e Portugal tem muitos aspetos dos quais se pode orgulhar”, diz o presidente da Euronext Lisboa, acrescentando que o ‘Portuguese Day’ pode “reforçar a ideia de que Portugal continua a ter oportunidades e continua a ser um país viável e deve merecer a atenção dos investidores”.

Tal como nas edições anteriores, os responsáveis das empresas portuguesas irão tocar o sino de abertura da bolsa nova-iorquina na segunda-feira, o chamado ‘opening bell’, e depois descerão para o ‘trading floor’ (sala de transações), o coração da NYSE.

“Começámos a dinamizar estas iniciativas em Nova Iorque a partir do momento em que o grupo Euronext, a qual a Bolsa de Lisboa pertence, se fusionou com a NYSE”, frisa Laginha de Sousa, acrescentando que “foi um dos benefícios do facto da bolsa portuguesa estar integrada num grupo mundial de bolsas”.

Para o presidente da NYSE Euronext Lisboa, “o acréscimo de visibilidade permitiu-nos colocar as empresas portuguesas naquele que é considerado um dos palcos financeiros de maior relevância a nível mundial”.

Questionado se o mercado norte-americano pode ser uma saída para as empresas portuguesas em termos de financiamento, Luis Laginha de Sousa observa que os Estados Unidos, pela sua dimensão, “continuará a ser um local importante de captação de recursos financeiros” mas acrescenta que as empresas portuguesas cotadas “já têm uma base acionista muito internacional”.

Ou seja, o presidente da NYSE Euronext Lisboa frisa que “as empresas, mesmo desenvolvendo a sua atividade em Portugal, têm conseguido ser atrativas ao ponto de poderem atrair investidores estrangeiros que apostam nessas empresas”.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Clima de incerteza na RTL

Na RTL, o primeiro grupo europeu de audiovisual com sede no Luxemburgo, paira um clima de incerteza.

O gigante europeu encerrou o primeiro trimestre do ano com uma baixa nos lucros de exploração (Ebita) de 11,7 %.

Foto: Teddy Jaans

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Turquia: Governo turco acredita que comércio bilateral com Portugal pode atingir 5 mil milhões de dólares

O ministro turco do Comércio Externo acredita no reforço das relações comerciais entre Portugal e a Turquia e diz que o comércio bilateral pode atingir os cinco mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros).

O comércio bilateral entre Portugal e a Turquia é inferior a mil milhões de dólares (720 milhões de euros), afirmou o ministro turco, Zafer Çaglayan, na conferência sobre negócios e internacionalização na Turquia, organizada pelo Jornal de Negócios, que decorreu hoje em Lisboa.

“O volume de comércio deveria ser pelo menos cinco mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros)”, afirmou.

“Estamos a semear, mas temos de colher os frutos. Os frutos serão cinco mil milhões a curto prazo, mas podem chegar aos 10 mil milhões de dólares (7,2 mil milhões de euros)”, acrescentou o ministro turco.

Zafer Çaglayan apontou o turismo, a energia e a construção como os sectores em que as empresas portuguesas podem investir na Turquia, apontando a localização “estratégica” do país como uma mais-valia.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Coreia do Sul: Seul desafia empresários portugueses a explorarem mercado

Os empresários portugueses devem aproveitar as oportunidades do mercado sul-coreano e promover os produtos nacionais num espaço com 50 milhões de pessoas e elevado poder de compra, desafiou o embaixador da Coreia do Sul em Lisboa.

"O volume das transações comerciais entre a Coreia do Sul e Portugal é muito pequeno. Cada vez que me encontro com responsáveis ou empresários portugueses, faço sempre apelos para que as empresas portuguesas apostem na exportação para a Coreia do Sul, onde há mercado para produtos de qualidade ligados à imagem de Portugal, como o vinho e o azeite", disse Kang Dae-Hyun em entrevista à Lusa.

Números do Instituto Nacional de Estatística referentes a 2010 indicam que as importações portuguesas da Coreia do Sul somaram 247,25 milhões de euros, contra apenas 47,17 milhões de euros de exportações para o país asiático, o que representa um défice da balança comercial bilateral de 200 milhões de euros.

"Por isso insisto que existem muitas oportunidades, e que os empresários e as instituições portuguesas devem organizar uma grande delegação e uma mostra de exportações portuguesas na Coreia do Sul. A promoção é importante no mercado coreano, é preciso vender os produtos e a imagem", afirmou Kang.

O representante de Seul, que está em Lisboa há dois anos, adiantou que da parte portuguesa tem recebido manifestações de interesse genéricas, mas nada de projectos ou ideias concretas.

Kang Dae-Hyun lembrou também que ao abrigo do Acordo de Comércio assinado em 2010 entre a União Europeia e a Coreia do Sul, que entrará em vigor em 1 de Julho deste ano, os produtos portugueses podem entrar no mercado sul-coreano isentos de impostos.

E a título de exemplo das oportunidades a explorar e do trabalho a fazer, o embaixador sul-coreano conta que os coreanos entre os 30 e os 40 anos têm conhecimento do vinho português. Isto porque, "vá lá saber-se porquê", foi utilizado num manual do ensino secundário como exemplo num exercício sobre a noção de vantagem competitiva. No entanto, não é fácil encontrar vinho português à venda na Coreia.

"Os coreanos ouviram falar do vinho português, mas não o conseguem comprar, não o encontram nas prateleiras ao lado do vinho espanhol, italiano, francês, australiano chileno ou da África do Sul", afirma.

Foto: Arquivo LW

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Investidores internacionais apostam na saída de pelo menos um país da Zona Euro até 2016 - estudo da Bloomberg

Pelo menos um país vai abandonar a Zona Euro nos próximos cinco anos, considera a maioria dos 1000 investidores e analistas que responderam a um estudo da Bloomberg divulgado no dia em que se inicia o Fórum Económico Mundial.

Seis em cada 10 inquiridos para o Bloomberg Global Poll responderam que um ou mais dos 17 países que fazem parte da Zona Euro vão sair até 2016, sendo que 11 por cento considera que isso vai acontecer já nos próximos 12 meses.

Os analistas, investidores e outros clientes da Bloomberg que responderam ao inquérito da agência financeira mostraram-se divididos sobre se Portugal irá falhar as suas obrigações financeiras, mas consideraram que a Grécia e a Irlanda não conseguirão cumprir os compromissos e mostraram-se confiantes na Espanha.

Os resultados da análise são divulgados no dia em que tem início o Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, para refletir sobre soluções para a crise da dívida na Zona Euro, as guerras cambiais e as convulsões sociais.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Câmara do Comércio do Luxemburgo: Criar uma empresa à distância de um clique

Simplificar o processo de criação de uma sociedade de responsabilidade limitada (s.à r.l.) é a proposta da Câmara do Comércio do Luxemburgo apresentada no último boletim "Actualité & Tendances".

A ideia é lançar uma série de medidas que permitam a todos os interessados criar a sua própria empresa em 24 horas, com um euro de capital mínimo e preenchendo um mínimo de papelada. Uma verdadeira revolução.

Criar uma empresa no Luxemburgo pode parecer um percurso difícil. É preciso obter uma autorização de estabelecimento junto do Ministério da Classe Média, depois de uma instrução administrativa realizada através de um pedido por escrito, ser titular de uma qualificação profissional, para além de garantias financeiras (ou outras).

Se todo este percurso é relativamente fácil para as grandes estruturas, os pequenos empresários sofrem para chegar ao fim do processo.

No actual ambiente económico pós-crise, fortemente marcado por um crescimento reduzido, "a s.à r.l. simplificada será um instrumento suplementar para a diversificação da economia luxemburguesa", diz a Câmara do Comércio.

"O nosso país tem um problema quanto à facilidade de criação de uma empresa, como se vê pelo seu 77o lugar na classificação estabelecida pela banco mundial em matéria de 'ease of business' [facilidade de negócio]. Queremos que o Luxemburgo recupere do seu atraso. É uma questão de competitividade", explica o director-geral da Câmara do Comércio, Pierre Gramegna.

No estudo, a Câmara analisa as inovações introduzidas recentemente pelos três países vizinhos e considera que o estatuto de empresário francês corresponde muito pouco ao tecido económico e que esta s.à r.l. simplificada deverá por isso inspirar-se na SPRL-S belga e na Mini-GmbH alemã. Assim, este tipo de empresa poderá ser criada com um capital de um euro simbólico e ter cinco anos para atingir o montante de capital de uma s.à r.l. clássica, ou seja, de 12.500 euros. Se não o conseguir, os fundadores da empresa terão apenas mais seis meses para completar o capital.

No quadro de uma simplificação administrativa, a ideia é suprimir a exigência de passar pelo notário para autenticar os documentos. Um simples documento com os estatutos-tipo, disponíveis na Internet, será suficiente para o empresário registar a sua empresa no Registo do Comércio e das Empresas (Registre du commerce et des sociétés).

A gestão da s.à r.l. simplificada será da responsabilidade de uma ou várias pessoas físicas, que só poderão ter quotas numa única empresa deste tipo.

Segundo a Câmara do Comércio, o lançamento destas medidas permitirá "insuflar uma nova dinâmica na economia luxemburguesa, gerando assim crescimento e emprego. Esta simplificação deverá também tornar o país mais atractivo aos olhos dos detentores de projectos estrangeiros".

Cabe agora aos ministérios em causa aprovar e depois pôr em prática o projecto.

Foto: Serge Waldbillig

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Portugal/Crise: Portugueses "têm capacidade de resolver os problemas por si", defende Carlos Costa

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, considera que os portugueses "têm a capacidade de resolver os problemas por si", e rejeitou na segunda-feira a inevitabilidade de uma intervenção do FMI-Fundo Monetário Internacional.

"Eu disse e repito, os portugueses resolvem os problemas e têm capacidade para resolver os problemas por si, até me demonstrarem o contrário", afirmou Carlos Costa.

O governador do Banco de Portugal respondia às questões dos jornalistas no final da conferência da Central de Balanços do banco central, rejeitando no entanto comentar se estariam a ser feitas pressões pelos governos da Alemanha e de França para que Portugal recorresse a ajudar externa, ou que existisse qualquer pressão dos seus pares.

Foto: Gualter Veríssimo/CONTACTO

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"O futuro é sombrio", diz presidente do Banco Central do Luxemburgo

A situação económica do Grão-Ducado foi alvo de críticas por parte do presidente do Banco Central do Luxemburgo (BCL), Yves Mersch, que pensa que o "futuro é sombrio" e culpa o governo por "abrandar" os esforços de recuperação da economia.

No seu discurso de Ano Novo, o presidente do BCL comparou o Luxemburgo à Irlanda, que considera um exemplo "particularmente eloquente" para o Grão-Ducado. Segundo o responsável máximo do BCL, podem encontrar-se uma série de paralelismos entre os dois países: ambos possuem uma economia aberta e dependem fortemente do sector financeiro, cujos resultados estão em queda livre.

Desde logo, à imagem do banho de água gelada que se abateu sobre a Irlanda, a economia luxemburguesa "pode degradar-se rapidamente por falta de vigilância", avisa o presidente do BCL.

Para Yves Mersch, são dois os perigos que ameaçam o Luxemburgo a curto prazo: a competitividade e as finanças públicas degradadas. Uma opinião que, segundo o presidente do BCL, é partilhada por instâncias internacionais como o FMI e a OCDE nas suas análises detalhadas do país.

"O Luxemburgo deve, por um lado, relançar a sua competitividade e, por outro, sanear as suas finanças públicas", afirmou o presidente do BCL na mesma ocasião.

Yves Mersch vai mais longe nas explicações ao considerar que, estando o mal identificado, o problema está na reacção deficiente dos responsáveis. "É forçoso constatar que o governo abrandou os seus esforços, tanto em matéria de consolidação orçamental como dos custos salariais, o que, conjugado com os sérios desafios que se apresentam pela frente – inflação e taxa de desemprego elevadas, entre outros – augura um futuro sombrio para a economia do país".

O presidente do BCL sugere, como parte da solução para o problema, a criação de "um tecto para as despesas, que progridam duas vezes mais depressa no Luxemburgo que nos outros países da Zona Euro" e, simultaneamente, confiar a fiscalização desse limite de despesas "a um comité de especialistas independentes". Yves Mersch defendeu ainda que o mecanismo de indexação automática dos salários faz subir a inflação e diminuir a competitividade.

Foto: Anouk Antony

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vida mais cara no Luxemburgo em 2011

O arranque de 2011 representa o encarecimento da vida para as famílias. Impostos, gastos com a saúde, preço da água e do tabaco, sobem todos este mês.

O pacote fiscal do ministro das Finanças, Luc Frieden, aprovado na Câmara dos Deputados no início do mês passado, implica o aumento dos impostos.

Desde o dia 1 Janeiro, o imposto de solidariedade que serve para financiar o Fundo de Desemprego passou de 2,5 % para 4 %. Foi também introduzido um novo imposto denominado "contribuição para a crise". Esta é de 0,8 % e será deduzida de todos os salários. Para uma pessoa solteira que declare 50 mil euros anuais, a nova taxa implica um pagamento de 311 euros por ano. Para um agregado familiar na mesma situação familiar, isso representa 143 euros.

Também o plafond da tributação máxima sobre os rendimentos passa dos 38 % para 39 %. Este aumento diz respeito a particulares ou famílias que tenham salários superiores a 41.793 euros e 83.586 euros, respectivamente.

Além dos impostos, aumenta igualmente o preço da água, devendo atingir um máximo de sete euros por metro cúbico.

Os fumadores também vão ter a vida mais cara. Um maço vai custar mais entre 10 e 20 cêntimos.

Nas viagens, a companhia aérea luxemburguesa Luxair já fez saber que para fazer face ao aumento do preço do petróleo, a taxa relacionada com o combustível aumentou dois euros por trajecto (quatro euros ida e volta).

SAÚDE MAIS CARA
Também as despesas de saúde vão sair mais caras. O ministro do Saúde, Mars di Bartolomeo, já havia anunciado em Novembro que as contribuições para a Segurança Social iriam aumentar 0,2 % (0,1 % para os assalariados e 0,1 % para as empresas). Agora os aumentos passam a aplicar-se. Nos gastos relacionados com as idas ao dentista, a partir de 60 euros, a Segurança Social apenas comparticipa 88 % dos custos, contra 95 % em 2010.

Também em relação à reparação dos óculos, o Estado apenas reembolsa um máximo de 30 euros.

Doravante, os pacientes vão ser igualmente incitados a optar pelos medicamentos genéricos, fazendo com que os medicamentos em geral sejam reembolsados ao preço destes.

NC
Foto: Marc Wilwert