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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mais de 70 % dos trabalhadores no Luxemburgo são estrangeiros

Foto: Marc Wilwert
O número de postos de trabalho no Luxemburgo triplicou nos últimos 50 anos, passando de 132.700 pessoas em 1960 para 358.600 em 2010. Os luxemburgueses estão em minoria: 71 % dos trabalhadores são estrangeiros, diz um estudo do Statec.

Os trabalhadores luxemburgueses representavam 79 % da mão-de-obra em 1961, mas passaram a estar em minoria a partir de 1991. Em 2010, data a que se refere o estudo do Statec, não iam além dos 29 %.

Contas feitas, 71 % dos trabalhadores no Grão-Ducado são estrangeiros.

O maior número de trabalhadores vem de França (83.700), seguido dos portugueses (44.600). Seguem-se os belgas (40.800), alemães (38.700) e italianos (8.600). Em 2010, contabilizavam-se 25.200 trabalhadores de outras nacionalidades, 13.600 de outros países da União Europeia.

Nos últimos 50 anos, o número de postos de trabalho triplicou, obrigando o Luxemburgo a recorrer a mão-de-obra estrangeira. Em 2010, 358.600 pessoas trabalhavam no Luxemburgo, contra apenas 132.700, meio século antes, o que corresponde a um crescimento médio anual de 2 %.

Quanto ao número de trabalhadores fronteiriços, aumentou de 3 % em 1961 (3.700 pessoas) para 44 % em 2010 (150.100), com um crescimento anual de 6,5 %.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Arcelor: 1.100 empregos salvos, para já

Os 1.100 trabalhadores, dos quais cerca de 30 são portugueses, da Arcelor em Schifflange e Rodange não vão, para já, perder o seu emprego. Continuarão na Célula de Reafectação (CDR). A empresa e o Governo discutiram na quarta-feira um plano para salvaguardar esses postos de trabalho até 2019.

O Estado luxemburguês vai garantir mais 60 milhões de euros, aos 150 milhões já investidos, e a Arcelor compromete-se a investir 150 a 200 milhões de euros na modernização das unidades, além de 200 milhões só em Belval, e terá ainda de disponibilizar terrenos para o Governo construir habitações.

A empresa diz que vai estudar a proposta e responder até Novembro de 2013. Caso não aceite, o Estado retira o investimento. Os sindicatos e o ministro da Economia não acreditam que a produção recomece em Schifflange e Rodange, e dizem que só o contexto económico ditará o futuro dessas unidades.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Luxemburgo: Desempregados vão receber subsídio para formação de 753 euros

No futuro, as pessoas sem trabalho e que não usufruem de qualquer indemnização vão ter direito a um subsídio de 753 euros mensais para seguir uma formação. O montante é de 405,85 euros por mês para os menores de 18 anos.

A decisão adveio do Conselho de Governo de sexta-feira. Para beneficiar do subsídio de formação, o desempregado deve estar inscrito na Administração do Emprego (ADEM) e ter uma promessa de contratação por parte de um patrão caso termine a formação com sucesso. A formação não deve exceder o período de um ano. O subsídio é imediatemento cortado em caso de ausências não justificadas durante a formação.

Aulas no Instituto de Línguas vão ser mais caras

Doravante, qualquer pessoa interessada em frequentar on Instituto de Línguas, no bairro de Limpertsberg, na capital, terá de desembolsar 10 euros para a constituição de um simples dossiê de inscrição.

Uma vez admitido, o cidadão deverá pagar 100 euros (em vez de 90 euros) caso frequente um curso de duas aulas semanais, 135 para quatro aulas (em vez de 120 euros), e 170 euros para seis aulas (em vez de 150 euros).

Foto: Shutterstock

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Luxemburgo: Sector das novas tecnologias é o que mais contrata

Apesar da crise, as empresas continuam a recrutar. Menos que em tempo de negócios florescentes, é certo, mas ainda assim o recrutamento não parou. É o caso no sector das novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC). O sector não passa incólume pela crise económica, mas o recrutamento não estagnou. Segundo um inquérito da Fedil (Federação Industrial), da ABBL (Associação dos Bancos e Banqueiros do Luxemburgo) e da CLC (Confederação Luxemburguesa do Comércio), nos próximos dois anos vão ser criados 188 novos postos de trabalho só neste sector.

A criação de postos de trabalho (59 %) está em clara regressão relativamente às previsões dos dois inquéritos anteriores (63 % em 2005 e 67 % em 2007). Contudo, nas contratações de trabalho projectadas, a criação de postos continua superior às substituições, o que, segundo a Fedil, "reflecte um certo optimismo por parte dos directores das empresas". Ainda segundo a Fedil, a economia luxemburguesa continua a ser criadora de emprego altamente qualificado. As vagas ligadas à programação, à gestão de projectos ou à actividade comercial estão nos lugares da frente. Programador continua a ser a profissão mais procurada, seguido de chefe de projecto e administrador de sistema.

Engenheiros
e programadores sÃo os mais procurados
"Temos bastante mais pedidos no sector IT e industrial do que no ano passado", confirma Julie Noirhomme, directora da Ajilon Luxembourg. "As empresas procuram os mesmos tipos de perfil que anteriormente, a saber engenheiros, IT, 'help desk', programador, etc."

Em contrapartida, a empresa verifica um abaixamento dos salários. "As propostas são de salários muito menos atractivos do que há três ou quatro anos", revela Julie Noirhomme.

Pelo contrário, o recrutamento no sector financeiro continua difícil. "O sector financeiro quando recruta fá-lo para perfis muito especializados, seja em posição hierárquica, seja em termos de competências", diz a responsável.

Outra tendência observada pelos profissionais do recrutamento diz respeito à gestão dos recursos humanos. "A problemática de gerir a mobilidade interna, de fazer transições de carreira, e não se enganar aquando de um recrutamento, de segurar os talentos, todas estas questões são, hoje em dia, primordiais para os clientes", explica Julie Noirhomme.

"Até 2008 vivemos uma fase de recrutamento intensivo. Actualmente, encontramo-nos numa fase que pode parecer difícil mas que representa uma real oportunidade, no sentido em que as empresas estão hoje conscientes da necessidade de olhar para o seu capital humano de maneira diferente", afirma. Outra grande diferença em relação ao período anterior à crise é que as empresas são bastante mais lentas a tomar decisões. Não é de admirar que uma empresa demore três ou quatro meses para tomar uma decisão. "As exigências dos empresários mudaram. Antes, analisavam-se uns cinco ou seis currículos; agora examinam-se muitos mais", explica Julie Noirhomme.

Aumenta a procura
de mÃo-de-obra pontual
A nível intermediário, regista-se um crescimento no sector da indústria. "Ao contrário do ano passado, sente-se uma certa dinâmica", diz, por seu lado, Fabrice Ponce, da Adecco Luxembourg. Mais uma vez, a procura orienta-se mais para os profissionais qualificados.

O sector Horeca continua a portar-se bem. Mesmo no seio da actividade bancária, mantém-se uma certa actividade, sendo os perfis mais procurados os de contabilista e vendedor.

O sector de trabalho temporário, que foi bastante afectado em 2009, está agora a retomar a sua actividade, sobretudo a que tinha originalmente, ou seja, fornecer mão-de-obra pontualmente. "Actualmente, 80 a 90 % dos pedidos são para trabalhos curtos, de dois dias a duas semanas", afirma.

Finalmente, segundo os responsáveis da Administração do Emprego (ADEM), as ofertas de trabalho aumentaram claramente nos últimos três meses. "Uma retoma diz respeito a todos os sectores da economia luxemburguesa", dizem. Em Março último, mais de duas mil ofertas de emprego foram declaradas na ADEM, contra apenas 1.330 em Março de 2009. F. Pinto

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Luxemburgo: Speralux despede 114 trabalhadores

A Speralux abriu falência e como consequência vai despedir 114 trabalhadores, anunciou sexta-feira esta empresa do sector da logística.

As negociações para um plano social, que serão conduzidas pelo sindicato OGB-L, começam quarta-feira.

O sindicato revela que apesar de a crise ter duramente afectado esta empresa de Munsbach, a verdadeira causadora desta falência foi uma directiva europeia que limita o número de trajectos no estrangeiro que uma empresa pode efectuar, regra que foi fatal à Speralux, já que a companhia luxemburguesa efectuava 90 % dos seus trajectos na Alemanha. O sindicato critica o ministro do Desenvolvimento Sustentável, Claude Wiseler, a quem acusa de não se ter oposto suficientemente contra esta directiva.

A OGBL reúne hoje com o ministro, já que que esta directiva ameaça afectar outras empresas luxemburguesas e fazer crescer ainda mais o número de desempregados neste sector.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Portugal/Luxemburgo: Ministros do Trabalho dos dois países reúnem-se hoje para discutir desemprego dos portugueses no Grão-Ducado

Os ministros do Trabalho do Luxemburgo e de Portugal, Nicolas Schmit e Helena André respectivamente, encontram-se hoje numa reunião que visa discutir os problemas que os emigrantes portugueses no Luxemburgo enfrentam no sector do emprego. A reunião tem lugar em Barcelona, à margem da reunião informal dos ministros europeus do Emprego, sob presidência espanhola.

O encontro decorrerá à margem da reunião informal dos ministros do Trabalho da UE, que se realiza hoje e amanhã em Barcelona.

Os portugueses constituem cerca de 30% dos desempregados no Grão-Ducado, segundo os últimos números da Administração do Emprego (ADEM). Dos cerca de 20 mil desempregados no Luxemburgo, uma terça parte é de nacionalidade portuguesa, estando actualmente sem emprego cerca de 3.700 portugueses.

A formação profissional contínua destes desempregados será também discutida, isto na sequência de uma proposta do sindicato luxemburguês OGB-L.

Na última segunda-feira, representantes da OGB-L, em deslocação a Lisboa, pediram à ministra portuguesa do Trabalho que o Estado português colaborasse na formação profissional dos emigrantes portugueses no Luxemburgo.

Segundo Carlos Pereira da OGB-L, os portugueses enfrentam um problema muito concreto: só falam a língua portuguesa enquanto que os professores da formação profissional que o Estado luxemburguês propõe são todos de língua luxemburguesa, francesa ou alemã. Nesse sentido, a OGB-L propôs que Portugal enviasse técnicos portugueses para o Luxemburgo por forma a poderem dar formação profissional em português a esses desempregados.

JLC
Foto: Anouk Antony

sábado, 26 de setembro de 2009

União das Empresas Luxemburguesas pede que patrões apliquem medidas do Governo para combater desemprego jovem


A União das Empresas Luxemburguesas (UEL) saudou esta semana as medidas do Governo para combater o desemprego dos jovens (ver edição do CONTACTO de 23 de Setembro) e lançou um apelo às entidades patronais para que estas sejam desde já aplicadas.

As preocupações do Governo e da UEL prendem-se com o facto de cerca de 12 mil jovens diplomados acabados de sair das escolas tentarem ingressar o mercado de trabalho neste momento.

Face a esta realidade e à actual crise económica, a UEL vê com bons olhos uma das principais medidas do Executivo para ajudar os jovens a ter melhor sorte no mercado laboral, nomeadamente o Contrato de Iniciação ao Emprego-Experiência Prática (Contrat d'initiation à l'emploi- Expérience pratique) para jovens diplomados que em tempo normal não teriam dificuldade em encontrar emprego.

A duração do contrato será de seis a 24 meses, sendo que os jovens com diploma universitário irão receber 150 % do salário mínimo (2.524 euros). Os que possuírem o diploma final do ensino secundário recebem 120 % (2.019 euros).

O Estado luxemburguês, através do Fundo de Desemprego, compromete-se a pagar ao empregador 40 % dos gastos inerentes ao CIE-EP. Caso o jovem seja definitivamente contratado, obtendo um contrato de trabalho a termo incerto (CDI), serão atribuídos 30 % suplementares à empresa. O Estado irá assim pagar 70 % do salário do jovem durante o seu CIE-EP, caso este acabe por ser definitivamente contratado.

Embora o projecto-lei que contempla esta medida ainda não tenha sido aprovado na Câmara dos Deputados, a UEL convida as empresas a alimentar, desde já, o portal www.anelo.lu com as suas ofertas de emprego.

O site foi lançado no início deste mês e centraliza informações, contactos e links úteis que vão ajudar os jovens na procura de emprego (ver nossa edição de 9 de Setembro).

A UEL manifestou a sua disponibilidade para apoiar as empresas interessadas.