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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Luxemburgo: "Flexibilidade" nas línguas preocupa professores

No geral, os professores dizem-se favoráveis à reforma do ensino secundário. No entanto, há um ponto em que se mostram preocupados: não querem que a "flexibilidade" nas línguas, que a ministra da Educação quer introduzir, provoque níveis de língua diferentes e seja prejudicial aos alunos.

Os professores temem que a "flexibilidade" que a ministra Mady Delvaux-Stehres quer introduzir na aprendizagem das línguas no ensino secundário crie níveis de língua diferentes e que isso possa, no final, "hipotecar" o acesso e desempenho dos alunos do Luxemburgo nos seus estudos universitários.

Os docentes também estão preocupados com outras novidades do projecto como a "promoção automática" da "7e" para a "6e", o chamado "bloc 6-7", e com a turma de "5e de raccordement", turmas para as quais vão ser direccionados os alunos que deveriam "chumbar".

Estas foram as preocupações evidenciadas durante a reunião que teve lugar em Mersch esta semana entre a ministra e os professores de seis liceus do país. Os professores também pediram mais tempo à ministra para se pronunciarem sobre o projecto e poderem propor alternativas concretas.

Luxemburgo pior que Portugal na educação apesar de gastar mais

Foto: Gerry Huberty
O Luxemburgo é o país que mais gasta em educação, mas tem piores resultados que os países mais poupados. Portugal gasta menos de metade que o Grão-Ducado, mas fica à frente do Luxemburgo na tabela de literacia.

Portugal gasta cerca de 46 mil euros com a educação de um aluno dos seis aos 15 anos de idade, segundo um relatório da OCDE divulgado ontem. No topo da tabela de investimento está o Luxemburgo, com quase 123.200 euros, mas com aproveitamento inferior na aprendizagem de matemática e ciência. Portugal atinge quase 500 pontos na tabela de literacia, enquanto o Luxemburgo se fica pelos 475 pontos.

O relatório diz que a riqueza nacional ou maiores investimentos em educação não garantem uma melhor prestação. "Entre as economias desenvolvidas, o montante gasto em educação é menos importante do que a forma como esses recursos são usados", lê-se no texto.

Os autores dão o exemplo de países que gastam mais de 100 mil dólares por estudante dos seis aos 15 anos, como o Luxemburgo, a Noruega, a Suíça e os EUA, mas demonstram níveis de desempenho semelhantes a países que gastam menos de metade desse montante, como a Estónia, a Hungria e a Polónia.

A principal conclusão é que o dinheiro por si só "não pode comprar um bom sistema de educação".

Os sistemas escolares de sucesso nestas economias tendem a privilegiar a qualidade dos professores sobre o tamanho das turmas. Os sistemas com melhores prestações "acreditam que todos os estudantes podem alcançar" resultados e dão-lhes a oportunidade para lá chegar, destaca-se no documento, que se baseia em dados do estudo PISA de 2009.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Há mais alunos estrangeiros do que luxemburgueses

Foto: Marc Wilwert
O ensino primário luxemburguês tem mais estrangeiros do que luxemburgueses. No ano passado, 56,2 % dos alunos não falavam luxemburguês em casa, revela o Ministério da Educação em comunicado divulgado na segunda-feira.

A proporção de alunos que não falam luxemburguês em casa tem vindo a aumentar de ano para ano.

Em 2004-2005, 42,2 % dos alunos não falavam luxemburguês em casa. Em 2009-2010, esse número subiu para 54,2 %, chegando aos 56,2 % no último ano lectivo.

Nos últimos dez anos, a diversidade cultural nas escolas é cada vez mais notória. Mais de um terço dos alunos (34,3%) do ensino primário luxemburguês não falam uma das três línguas oficiais do Grão-Ducado, revela ainda o Ministério da Educação.

Os alunos nascidos no estrangeiro que frequentam os ciclos 1 a 4 do ensino básico luxemburguês representam já 15,8 % do universo estudantil, um número que se mantém quase inalterado desde 2001-2002.

No ano passado, 40 % dos novos alunos estrangeiros tinham nascido em Portugal e 8,7 % em França.

Nesse mesmo ano, estavam matriculados 46.252 alunos no ensino básico público e privado e 694 alunos na educação especial.

O Ministério da Educação revela ainda que o número médio de alunos por educador baixou em relação ao ano passado, uma medida que tem como objectivo melhorar o acompanhamento dos alunos. O número de professores e outros agentes educativos aumentou, e no ano passado eram já 5.047.

Ainda no ano lectivo de 2010-2011, 22,1 % dos alunos deixaram o ensino primário com atraso escolar, menos 2 % que no ano anterior, pode ler-se no comunicado do Ministério da Educação.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Luxemburgo/Exames do Bac: Taxa de sucesso foi mais alta do que no ano passado

A taxa de sucesso nos exames do bac (exame de fim de estudos secundários), ao qual se submeteram 3. 234 alunos no mês de Maio, melhoraram este ano, regozija-se o Ministério da Educação luxemburguês.

No ensino secundário clássico a taxa de bons resultados nos exames atingiu 77,4 %, quando em 2010 foi de apenas 76,8 %, e de 75,8 % em 2009.

No ensino secundário técnico, a taxa de sucesso no bac também tem vindo a melhorar: este ano foi de 75,9 %, em 2010 de 72 % e em 2009 tinha sido de 71,9 %.

Quem consegue os melhores resultados? As raparigas: 79,7 % no técnico e 74,2 % no clássico.

Foto: Marc Wilwert

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pais do Luxemburgo contra criação de base de dados de alunos

A Federação das Associações de Pais (FAPEL) está preocupada com o projecto de lei de criação de uma base de dados no sector da Educação nacional. Não é tanto o projecto de ficheiro nacional dos alunos que preocupa a federação, mas as possíveis derivas no uso desses dados.

O governo assegura ter tomado todas as precauções, mas mesmo assim a FAPEL pondera a hipótese de apresentar uma queixa na Comissão Nacional para a Protecção dos Dados.

O Ministério da Educação Nacional projecta criar uma nova base de dados sobre os estudantes do país. A base incluirá informações precisas sobre as carreiras dos alunos, mas também, e é aqui que surgem as preocupações, informações sobre o seu meio sociocultural e familiar.

O projecto de lei foi aprovado na quarta-feira passada e suscita já inquietudes dos pais dos alunos.

Para já, a FAPEL vai manter-se atenta. "Somos muito críticos", afirma Michèle Retter, presidente da FAPEL. "É verdade que é necessário acompanhar os projectos escolares mas daí a fazer-se algo generalizado... O que para nós pode ser um problema é a utilização desses dados sobre os estudantes: quem poderá realmente ter acesso a eles? Temos que nos manter muito vigilantes, sobretudo num pequeno país como o nosso, onde toda a gente se conhece. Se este género de dados cai nas mãos do patronato, por exemplo, poderá ser grave". A FAPEL não conhece ainda o texto do projecto de lei. Está à espera de mais pormenores, mas anuncia desde já que um recurso será introduzido se necessário: "Não hesitaremos a apresentar uma queixa na Comissão Nacional para a Protecção dos Dados", adianta Michèle Retter.

Só há um problema: a Federação foi consultada pelo Ministério da Educação e deu luz verde. Por isso, são poucas as esperanças de que um recurso dê algum resultados, e a própria FAPEL está consciente disso: "O projecto de lei parece ser de betão".

F. Pinto
Foto: Anouk Antony

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Luxemburgo: Reunião em português sobre Escola Fundamental, esta sexta-feira, em Esch

Tem lugar esta sexta-feira, 19 de Novembro, às 19h30, na sala Ariston, junto à escola do Brill em Esch/Alzette, uma reunião de informação sobre a Escola Fundamental, que entrou em vigor em 2009 e abrange os alunos dos três aos 12/14 anos de idade.

A reunião é organizada pela CCPL, o Comité da Escola do Brill, o Rancho Províncias de Portugal e a Coordenação do Ensino do Português no Luxemburgo. Para mais informações e/ou dúvidas contacte a CCPL, pelo e-mail ccpl@ccpl.lu ou o tel. 29 00 75.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Luxemburgo: Portas abertas no Liceu Marie-Consolatrice em Esch/Alzette, este sábado

O Liceu técnico Marie-Consolatrice, uma escola privada de Esch/Alzette reservada a raparigas, organiza uma jornada de portas abertas no sábado, 12 de Junho. Entre as 10h e as 16h, os interessados podem ficar a conhecer a escola situada no n°101, route de Luxembourg.

A escola privada Marie-Consolatrice (EPMC) vai criar no próximo ano lectivo uma turma francófona para as alunas com dificuldades em alemão. A partir de Setembro, o alemão vai ser leccionado no 7° ano, com 12 horas semanais. Todas as outras disciplinas serão leccionadas em francês. Durante três anos, as alunas vão ter também aulas intensivas para superar as dificuldades em alemão e poderem ser depois orientadas para turmas convencionais após o 9o ano.

"O nosso objectivo é, paralelamente à transmissão de conhecimentos de acordo com os programas oficiais e ao ensino por competências, oferecer às nossas alunas do 7° ao 13° ano um acompanhamento personalizado intensivo e preparar as alunas para os exames de fim de estudos reconhecidos pelo Estado", diz Charles Grethen, director da escola, em comunicado. "Desta forma, propomos por exemplo às alunas, além de aulas de apoio, um apoio nos trabalhos de casa a domicílio gratuito, todos os dias das 14 às 16h. Uma relação de proximidade com os pais das alunas é muito importante para nós".

Tal como nos liceus técnicos públicos, o percurso escolar baseia-se numa formação geral. Após dois anos de ciclo inferior, as alunas podem efectuar uma formação profissional ou uma formação técnica na área comercial. Para as turmas do regime técnico, a EPMC propõe secções comerciais até ao 13° ano e paramédicas até ao 11o ano.

Durante a jornada de portas abertas, os interessados podem inscrever as filhas na escola.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Novas regras para aceder à carreira docente no Luxemburgo: licenciatura e mestrado dão acesso

O acesso à profissão de professor num liceu ou liceu técnico luxemburguês está na ordem do dia. Para pôr em marcha o processo de Bolonha, os deputados aprovaram recentemente um projecto-lei que exige que os futuros professores sejam detentores de uma licenciatura ou mestrado adequados. Ao contrário do sistema actualmente em vigor, a tónica passa a ser colocada no título académico em detrimento da duração dos estudos.

Mais de dez anos após a declaração de Bolonha que revolucionou o panorama universitário, os novos diplomas de licenciatura e mestrado vão determinar o acesso à profissão de professor.

A Câmara dos Deputados (Parlamento luxemburguês) aprovou agora um projecto-lei que redefinia os critérios de admissão para a carreira de professor, que no grau E7 vão ter de obter uma licenciatura e um mestrado.

Há duas formas de aceder à carreira de professor: 1) ser detentor de uma licenciatura ou mestrado na futura área de ensino ou 2) possuir uma licenciatura na especialização exigida seguida de um mestrado na mesma especialização preparando-o para a função de professor num liceu. Estes diplomas dizem respeito aos futuros professores de ciências, economia, educação artística, musical ou ainda religião, disse o relator do diploma, o socialista Fernand Diederich (LSAP).

A acrescentar a estas áreas há que referir ainda a especificidade dos professores de língua: deverão fazer pelo menos dois anos de estudos num país estrangeiro cuja língua vão ensinar. No que diz respeito ao professores do grau E5, estes necessitarão de ter uma licenciatura na matéria exigida.

O texto aprovado prevê que as pessoas que não disponham de diplomas consonantes com o sistema de Bolonha, por terem concluído o seu diploma universitário ainda no antigo sistema, beneficiarão de disposições transitórias. Um período de três anos (a partir da entrada em vigor da lei) permitir-lhes-á candidatar-se a um lugar de professor. Para Claude Adam (Déi Gréng), seria necessário criar condições específicas para todas as pessoas que terminassem a licenciatura e mestrado antes de Dezembro de 2012.

"Isso permitiria uma flexibilidade às pessoas que se orientaram primeiro para o sector privado e depois quisessem integrar o ensino público. Lamentamos a escolha tomada na sequência da decisão do Conselho de Estado de fixar um período transitório limitado a três anos. Isto não é do interesse dos estabelecimentos escolares."

Uma reflexão igualmente feita por Emile Eicher (CSV), que avançou a necessidade de uma solução global para evitar que o sector privado se torne inacessível para as pessoas que começaram por fazer carreira no sector privado.

Estes argumentos, também apresentados por André Hoffman (Déi Lénk), foram escutados pela ministra da Educação.

"Se é preciso haver disposições específicas, deverão aplicar-se a toda a função pública", regista Mady Delvaux-Stehres. Uma maneira de passar a bola aos seus colegas do Ministério da Função Pública, François Biltgen e Octavie Modert.

Cristina Campos
Foto: Marc Wilwert

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Luxemburgo: Sindicatos temem redução do número de docentes com a reforma do ensino fundamental

Os sindicatos temem que a reforma do ensino fundamental permita ao Ministério da Educação Nacional reduzir substancialmente o número de professores no país. O sindicato SEW/OGB-L teme que o governo queira fazer poupanças em detrimento dos alunos.

A reforma do ensino fundamental, além do impacto sobre os métodos de ensino e de avaliação, implica também uma grande mudança quanto à nomeação dos professores, que deixa de ser assegurada pelas comunas e passa a ser feita pelo Ministério da Educação Nacional (MEN).

"Antes da Reforma, no fim do ano, os professores, os inspectores e representantes das comunas sentavam-se à mesa e decidiam quais os postos de trabalho a criar em função do número de alunos e de salas de aulas disponíveis", explica Patrick Arendt, do SEW/OGB-L. Actualmente, é através de um cálculo que se determina o número de postos a que cada comuna tem direito.

Numa primeira fase, é calculada "uma taxa de enquadramento de base". Este número resulta da divisão do número de aulas semanais (26) pelo número teórico de alunos por turma (16), ou seja, 1,625 aulas semanais por aluno. A este número deve ainda acrescentar-se um índice social, indicado pelo CEPS e definido por cada comuna. A taxa de enquadramento pode, deste modo, aumentar até 20 % no máximo. Isto significa por exemplo que numa comuna quanto mais pessoas houver que não falam luxemburguês, mais elevada será essa taxa e a escola deverá ter direito, por isso, a horas suplementares. Um sistema que não é posto em causa, mas cujos resultados implicam, segundo o SEW, uma diminuição de horas, "algumas vezes de maneira espectacular", para grande parte das escolas.

"Interrogámos os nossos colegas para saber quais são os resultados no país e até agora, que seja do nosso conhecimento, há apenas uma comuna que viu aumentar os postos de ensino, enquanto que em cerca de 20 comunas o número de horas reduziu", explica Monique Adam, presidente da SEW. Uma baixa que pode diminuir até 200 horas, acrescenta ela, o que representa cerca de sete postos e meio de trabalho.

Recorde-se que estes números dizem respeito apenas ao primeiro ano. Esta nova maneira de calcular os contingentes de professores deverá ser aplicada a partir da próximo ano lectivo em Setembro, mas a redução do número de horas de aulas não deverá ser superior a 10 % relativamente ao ano escolar em curso. A baixa total será distribuída ao longo de dez anos para terminar em 2019-2020.

"É para evitar grandes protestos na próxima abertura do ano lectivo", acrescenta Monique Adam, estimando que se é possível às comunas visadas reduzirem um ou outro posto no próximo ano, reduzir continuamente os efectivos durante dez anos só pode conduzir a situações insustentáveis. Segundo o sindicato, irão desaparecer até 2020 cerca de 4.000 horas, ou seja, 180 postos de trabalho. Consequentemente, o SEW apela aos pais para se informarem o mais cedo possível. As cartas do MEN enviadas às comunas para lhes comunicar o número de horas para o próximo ano foram enviadas já há algumas semanas, e segundo Monique Adam, houve sempre reacções da parte de algumas comunas.

Alguns erros de cálculo terão sido também constatados. E a presidente do SEW conclui: "A nova lei escolar tem uma embalagem enganadora. Promete um enquadramento mais personalizado aos alunos, mas se os efectivos baixam, as turmas vão aumentar e terá o resultado contrário".

Cristina Campos
Foto: Marc Wilwert

segunda-feira, 22 de março de 2010

Escolas luxemburguesas vão perder 180 postos de trabalho até 2020

A reforma fundamental do ensino está a alarmar o Sindicato da Educação e das Ciências (SEW/OGB-L) que recentemente chamou à atenção para o facto de o Estado estar a querer economizar quatro mil aulas nos próximos 10 anos, o equivalente a menos 180 postos de trabalho. "Ao efectuar todos os anos 10 % da redução desejada, o Ministério da Educação Nacional tenta desdramatizar as medidas que está a tomar", considera o sindicato.

Recorde-se que no quadro da reforma fundamental, a gestão do pessoal docente passa das comunas para o Estado.

O sindicato sente-se também desiludido com os resultados até ao momento da reforma, já que considera que os docentes não dispõem de meios para levar por diante as suas novas tarefas. Como exemplo, a avaliação do segundo ciclo inclui qualquer coisa como 60 competências por aluno que devem ser avaliadas pelo professor.

Na conferência de imprensa, o vice-presidente do sindicato, Guy Foetz, denunciou a vontade do Governo de contratar no futuro educadores com bacharelato em vez do actual master dos professores, criando uma carreira paralela à dos actuais docentes, “com um nível de formação e de remunerações inferiores e uma tarefa de 24 aulas em vez de 22.

terça-feira, 16 de março de 2010

Luxemburgo: Novo ensino profissional, a partir de Setembro

A reforma da formação profissional entrará em vigor nos liceus técnicos no próximo ano lectivo 2010/2011.

Dois anos após a aprovação da lei, o Ministério da Educação luxemburguês propõe inicialmente 18 cursos dos 118 previstos, baseados num sistema de competências organizado por módulos. As restantes 100 formações só estarão definidas em 2011, altura em que já estarão clarificadas as competências e os programas específicos para cada curso.

A maior mudança desta reforma incide no facto de toda a formação profissional prática e teórica estar assente num sistema modular.

Esta reforma procura responder à necessidade que se sentia de rever em profundidade o sistema de formação profissional no Luxemburgo. O novo modelo tem por objectivo melhorar a qualidade da formação profissional, diminuir a taxa de insucesso escolar e favorecer o acesso à formação ao longo da vida.

O sistema de ensino proposto assenta em dois aspectos importantes. Em primeiro lugar, "o novo sistema baseado em módulos permite a um aluno repetir apenas o módulo a que chumbou e não repetir todo o ano escolar", como no sistema anterior, explicou recentemente a ministra da Educação, Mady Delvaux-Stehres.

Actualmente, cerca de 25 % dos aprendizes devem repetir um ano. Com o novo sistema, terão de repetir só os módulos em que não conseguirem ter sucesso.

Em segundo lugar, permite uma "organização mais racional", na medida em que mesmo que os alunos se destinem a profissões diferentes, possam ser agrupados em módulos com competências comuns.

No entanto, pôr esta reforma em marcha não será tarefa fácil para o Ministério, pois estão ainda por definir novos programas para as 118 formações em curso, com a agravante de que "o método de avaliação difere segundo o tipo de formação", indica a ministra.

Para já, com a abertura do próximo ano lectivo, a reforma abrange apenas 18 cursos, entre os quais estão incluídas as áreas da aprendizagem agrícola e comercial, de electricista, cabeleireiro, pintor e fotógrafo. Surgem também dois novos cursos, o de mecânico de aviões e o de técnico de equipamento energético e de edifícios.

Até Setembro de 2010, muitos aspectos processuais resultantes desta reforma deverão ainda ser definidos. Até lá, as empresas terão de esperar os regulamentos que definirão a forma dos módulos, a interrupção de um contrato de aprendizagem, o direito de formar ou as indemnizações dadas aos aprendizes.

Cristina Campos

segunda-feira, 15 de março de 2010

Verdes luxemburgueses criticam Ensino Fundamental: "Reforma na educação foi mal preparada"

"Com a nova legislação, a situação das crianças com necessidades educativas especiais não foi melhorada". A afirmação foi feita na semana passada pelo partido ecologista "Os Verdes", que criticou duramente a reforma escolar levada a cabo pela ministra da Educação no início deste ano lectivo.

O deputado ecologista Claude Adam garante que a reforma foi "mal preparada" e que os professores se queixam de terem sido mal preparados para aplicarem o Ensino Fundamental.

Os Verdes dizem ainda que as escolas não estão a pôr em prática um dos pilares da reforma, ou seja, uma maior atenção às necessidades especificas de cada aluno, e exigem uma alteração às estruturas das escolas.

Luxemburgo: Reforma do ensino secundário e do ensino secundário técnico em vigor a partir de 2013/2014

O Ministério da Educação não pára. Numa semana, a ministra da Educação apresentou duas reformas estruturais: a do Ensino Secundário e a do Ensino Profissional.

Depois da reforma do Ensino Fundamental (escola primária) ter entrado em vigor no início deste ano lectivo, o Governo aposta agora na escola dos mais velhos. O novo Ensino Profissional entra já em vigor em Setembro. A reforma do Secundário está prevista para o ano lectivo de 2013/2014.

Como até aqui, depois de concluído o ensino fundamental, continuará a haver o chamado liceu clássico e o liceu técnico. O liceu clássico vai continuar essencialmente a preparar o aluno para o ensino superior, enquanto que o liceu técnico se destina à inserção do estudante na vida profissional, embora também dê acesso a estudos superiores.

"O nosso mundo muda cada vez mais depressa, tanto a nível social como a nível tecnológico e económico. É preciso preparar os estudantes de liceu face às universidades que exigem uma larga cultura geral, autonomia, uma capacidade de síntese e um espírito crítico. Além disso, também a vida profissional precisa de competências cada vez mais complexas", explicava a ministra da Educação, Mady Delvaux-Stehres (na foto), na semana passada, no liceu Athenée, na capital.

Seis áreas de acção

Os responsáveis do projecto de reforma elaboraram um documento de orientação declinado em seis campos de acção: preparação para a vida de estudante e vida profissional, cultura geral, percurso de especialização, línguas, matemática.

No ensino secundário (ES), no 3o ano (3e), acabam as actuais sete secções, dando lugar a apenas duas, sendo uma direccionada para as línguas e ciências humanas e outra para as ciências e matemática. Importa referir que nas turmas do 2o e 1o ano (2e e 1re, os últimos anos do secundário clássico), o inglês passa a ser língua obrigatória.

Por sua vez, no ensino secundário técnico (EST) os alunos terão de escolher a partir do 10o (10e) entre três áreas, nomeadamente área artística, área do comércio e comunicação, e área das ciências e tecnologias. A partir do 12o e 13o, haverá seis áreas de especialização: artística, comunicação, comércio, ciências aplicadas, informática e ciências/engenharia. O inglês também será obrigatório do 11o ao 13o (do 11e ao13e).

A obrigatoriedade da aprendizagem do inglês pretende responder às exigências do mercado de trabalho e do meio académico, refere a ministra. No final do 2o ano (2e) do ES e do 12o (12e) do EST, os alunos terão de apresentar um trabalho individual ("travail d'envergure") perante um comissão na língua da sua preferência (francês, alemão ou inglês).

Em Outono do ano passado, os responsáveis do projecto de reforma organizaram cinco reuniões regionais com mais de 250 professores para em conjunto analisar os prós e contras do actual sistema. Também as associações de estudantes foram ouvidas sobre a eficácia da escola luxemburguesa na preparação para o ensino superior. Mady Delvaux-Stehres sublinhou ainda que um terço dos estudantes universitários não conclui os seus estudos e outro terço muda de curso a partir do segundo ano.

A ministra da Educação prevê entregar o projecto-lei da reforma do ES e do EST na Câmara dos Deputados em 2012, de modo a que entre em vigor no ano lectivo de 2013/2014.

Nuno Costa
Foto: Marc Wilwert

quarta-feira, 10 de março de 2010

Luxemburgo: Nova escola de Esch/Alzette, em Nonnewisen, abre em 2011

A nova escola de Nonnewisen, em Esch-sur-Alzette, vai ter capacidade para 300 alunos, distribuídos por 17 salas de aula dos ensinos primário e pré-primário. Incluirá ainda um pavilhão gimnodesportivo ultramoderno e uma piscina. A abertura está prevista para Setembro do próximo ano e o seu custo ascende aos 28,2 milhões de euros.

A primeiro pedra da obra foi colocada no final de Fevereiro pela burgomestre de Esch-sur-Alzette, Lydia Mutsch, na presença dos ministros da Habitação, Marco Schank, e do Desporto, Romain Schneider, bem como de Daniel Miltgen, presidente do Fonds du Logement.

As obras deverão prolongar-se até ao Verão de 2011. No regresso às aulas do ano lectivo 2011/2012, as portas abrem-se a professores e alunos.

A concepção do espaço vai permitir uma utilização simultânea como escola e centro de actividades após as aulas. Ou seja, trata-se de uma escola aberta, que se manterá em funcionamento entre as 7 e as 18 horas. Para assegurar o acompanhamento das crianças durante todo o dia, o pessoal da escola será composto não apenas por professores mas também educadores.

Com salas de aula comunicantes, salas suplementares reservadas aos trabalhos manuais e uma cozinha pedagógica, a nova escola de Nonnewisen vai estar em condições de oferecer um acompanhamento integral, se os pais dos alunos o desejarem. Não se trata de prestar os serviços de uma creche, mas sim de oferecer aos alunos uma boa qualidade de vida. Graças às infra-estruturas desportivas, os alunos poderão praticar desporto todos os dias.

O pavilhão gimnodesportivo projectado é ultramoderno, com duas superfícies para jogos. A piscina principal terá um comprimento de 25 metros e estará preparada para competições.

F.Pinto
Foto: Anouk Antony

terça-feira, 9 de março de 2010

Luxemburgo: Escola de Bettembourg vai ter novo anexo para mais 12 turmas

Arrancou no final de Fevereiro a construção de um novo anexo para a escola Reebouschoul, em Bettembourg (rue Marie-Thérèse). O estabelecimento escolar conta actualmente 21 salas de aula, conta com 400 alunos e atingiu assim a sua capacidade máxima.

O novo edifício destina-se a acolher, a partir de Setembro de 2011, mais 12 turmas do ensino fundamental (pré-primário e primário).

A nova estrutura está orçada em 8,5 milhões de euros e segue critérios de desenvolvimento sustentável em termos de isolamento térmico, exposição solar e inércia do edifício.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ministério luxemburguês da Educação recolhe opiniões sobre Escola Fundamental - inquérito aos pais começou ontem

No final do primeiro trimestre do ano lectivo 2009-2010 foram intruduzidos pela primeira vez, nos ciclos 1 e 2, novos meios de avaliação na Escola Fundamental, no Luxemburgo.

Os professores efectuaram, a cada aluno, uma avaliação intermédia do desenvolvimento das competências e aptidões, a qual foi entregue aos pais.

O Ministério da Educação luxemburguês pretende recolher o parecer de todos os intervenientes dos novos meios de avaliação, tendo para o efeito elaborado para docentes e pais dos alunos dos ciclos 1 e 2 inquéritos sob forma de questionário.

O inquérito destinado aos pais começou ontem e decorre até 15 de Março, sendo a participação anónima e facultativa. Os questionários permitem, respectivamente aos docentes e pais, pronunciarem-se sobre as primeiras experiências feitas com os novos meios de avaliação, assim como exprimirem reflexões e comentários.

Para a recolha de informações sobre os alunos e o novo método de avaliação, o Ministério da Educação prevê a realização de inquéritos com intervalos regulares, com o objectivo de acompanhar as avaliações intermédias para se possa optimizar a sua concepção e utilização.

Para os docentes, os inquéritos decorreram entre 5 e 19 de Fevereiro.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Luxemburgo: Professores do liceu vão ter de estudar mais

Daqui a três anos, os professores do ensino secundário e ensino secundário técnico terão de no mínimo ter como grau de habilitações três anos de bacharelato seguido de dois anos de mestrado na mesma especialidade.

No final do último Conselho de Governo, o vice-primeiro-ministro Jean Asselborn explicou que tal medida se destina a estar em conformidade com as exigências do Processo de Bolonha (protocolo assinado pela generalidade dos países europeus que, entre outros, tem o objectivo de harmonizar os graus académicos e facilitar a mobilidade de estudantes e investigadores nas várias instituições de ensino da Europa).

Entretanto, está previsto um período transitório de três anos durante o qual as actuais condições de acesso ainda serão aplicadas.


Foto: Arquivos LW