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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Kodak à beira da falência

A Kodak, que foi no século XX a maior empresa de fotografia do mundo e uma das mais inovadoras do sector, pode vir a declarar falência nas próximas semanas ou meses.

Segundo o Wall Street Journal de ontem à noite, a empresa criada por George Eastman nos anos 1880 está a tentar vender as suas patentes, de modo a lançar um plano de recuperação.Se não conseguir, vai mesmo fechar.


O valor de mercado da companhia chegou a um dos seus valores mais baixos ontem à noite, de tal modo que pode vir a deixar de ser cotada em bolsa. Ainda em 1997 a empresa valia cerca de 31 mil milhões de dólares na bolsa americana, e hoje está cotada em 300 milhões. Só no ano passado, a empresa desvalorizou 80 por cento.

Quando nos anos 30, um dos técnicos da Kodak apresentou aos seus directores uma imagem de fotografia que podia ser reproduzida num ecrã de televisão, a invenção não interessou os dirigentes. Essa "nega" ao que viria a ser chamado mais tarde "a fotografia digital", custou-lhes caro, porque décadas mais tarde, nos anos 80 e sem essa técnica, foi precisamente nesse segmento que perderam definitivamente terreno face aos principais concorrentes.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Indignados/EUA: Manifestantes bloqueiam parcialmente as operações dos portos da costa oeste

Grupos organizados de manifestantes bloquearam parcialmente na segunda-feira as operações dos portos da costa oeste dos Estados Unidos numa ação coordenada no âmbito do movimento dos "indignados".

Os protestos afetaram principalmente os portos de Long Beach e Oakland, no estado da Califórnia, e de Portland, no Oregón.

Em Portland, centenas de pessoas impediram a circulação de veículos até aos terminais principais do porto.

A situação mais tensa foi registada à entrada do porto de Long Beach, onde a polícia teve que intervir para dispersar as cerca de 200 pessoas que procuravam impedir a circulação de veículos e, pelo menos, dois manifestantes foram detidos.

Através do Twitter, os "indignados" garantiram que os acessos ao porto de Long Beach foram bloqueados cerca das 09:00 locais de segunda-feira (17:00 em Lisboa), tendo a normalidade sido restabelecida meia hora depois, com a intervenção das forças policiais.

Em Portland foram registadas três detenções por posse de arma, roubo de um veículo e por uma ordem de prisão pendente.

"Os portos da costa oeste são uma fonte de benefícios enormes para os magnatas ladrões", explica na Internet o movimento "Ocupar os portos".

Este movimento alega que entidades financeiras como a Goldman Sachs são investidores na SSA Marine, empresa que gere um grande número de terminais marítimos na costa oeste.Mas a SSA Marine indicou que a Goldman Sachs controla apenas três por cento dos ativos da empresa.

Os "indignados" acusam a SSA Marine de desenvolver políticas que prejudicam os trabalhadores, mas os sindicatos negaram qualquer envolvimento nos protestos, apesar de terem manifestado simpatia para com as "preocupações sobre os abusos empresariais e o futuro da classe média" dos movimentos "Ocupar".

Os "indignados" pretendiam paralisar os portos de Los Angeles, Long Beach, Oakland e San Diego, na Califórnia, assim como os de Portland, no Oregón, e Tacoma e Seattle, em Washington, entre outros.

Canadá retira-se do Protocolo de Quioto: "Este acordo não tem sentido sem os EUA e a China", diz Otava

O Canadá vai retirar-se do Protocolo de Quioto, sobre a redução das emissões de gases com efeitos de estufa, afirmou segunda-feira à noite em Otava o ministro canadiano do Ambiente, Peter Kent.

O governante justificou a decisão, afirmando que “Quioto não funciona” e que o Canadá corria o risco de ter de pagar multas de vários milhões de dólares se se mantivesse signatário do protocolo.

O Canadá torna-se assim o primeiro país a retirar-se oficialmente deste acordo assinado em 1997 e em vigor desde 2005.

Nos termos do protocolo, o Canadá comprometeu-se a reduzir em 2012 as suas emissões em seis por cento face aos níveis de 1990. No entanto, as suas emissões poluentes aumentaram e o governo conservador de Stephen Harper rejeitou abertamente as obrigações assumidas pelo governo liberal que o assinou.

Referindo-se à sua presença na conferência sobre as alterações climáticas em Durban, Kent afirmou que a plataforma alcançada “representa um caminho que permite avançar”, o que, aos olhos do Canadá, não sucede com o Protocolo de Quioto.

“Não abrange os dois maiores emissores, os Estados Unidos e a China, e por isso não pode funcionar”, justificou.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Wall Street fecha no máximo desde Agosto graças à UE

A Bolsa de Nova Iorque encerrou na noite de segunda-feira a subir, no máximo desde 2 de Agosto, com o Dow Jones a ganhar 0,89 por cento e o Nasdaq 2,35 por cento.

De acordo com os números de fecho definitivos citados pela agência AFP, o índice industrial Dow Jones Industrial Average valorizou 104,83 pontos, para os 11.0113,62 pontos, e o tecnológico Nasdaq 61,98 pontos, para os 2.699,44 pontos.

Já o alargado Standard & Poor's 500 subiu 15,94 pontos (1,29 por cento), para os 1.254,19 pontos.

“Os investidores parecem encorajados por os dirigentes europeus estarem a progredir para um plano que resolva a crise da dívida”, comentou Scott Marcouiller, da operadora Wells Fargo Advisors.

“Ninguém espera que a crise europeia desapareça dentro de meses. Mas se deixar de estar nas primeiras páginas e se nos pudermos concentrar nos resultados [das empresas], podemos esperar acabar o ano com uma alta” [bolsista], acrescentou Mace Blicksilver, diretor da Marblehead, uma gestora de ativos.

Depois de uma primeira parte da cimeira dos dirigentes europeus, em Bruxelas, o horizonte na Zona Euro está em vias de desanuviar. Apesar de grandes incertezas, os europeus conseguiram no domingo esboçar as grandes linhas de um plano de saída da crise.

Entretanto, nos EUA, realçou Marcouiller, “os resultados positivos e os anúncios de fusões e aquisições empresariais conduziram o mercado para a alta”.

Gregori Volokhine, da Meeschaert Capital Market, avançou: “Não direi que chegámos a um ponto de viragem, mas temos a impressão de que a economia retomou um pouco de velocidade neste fim de ano”.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Caso DSK: Empregada que acusa Strauss-Kahn de agressão sexual dá primeiras entrevistas

A empregada de um hotel de Nova Iorque que acusa o ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn (DSK), de agressão sexual deu as primeiras entrevistas públicas para defender a sua causa, anunciam hoje os media norte-americanos.

"Por causa dele, tratam-me como prostituta", declarou a empregada guineense à revista Newsweek.

"Quero que ele fique na prisão. Quero que saiba que existem lugares onde não pode utilizar o seu poder, onde não pode usar o seu dinheiro", disse.

A jovem deverá também aparecer na segunda-feira no programa "Good Morning America" da cadeia televisiva ABC.

Esta participação vai ocorrer uma semana antes da audiência, marcada para 01 de agosto, durante a qual Dominique Strauss-Kahn, acusado agressão sexual e tentativa de violação, deverá comparecer de novo perante um tribunal de Nova Iorque.

Os advogados do ex-director do FMI reagiram aos comentários da jovem, acusando-a de procurar "inflamar a opinião pública", mas também lançaram acusações aos seus advogados.

"Este comportamento da parte dos advogados é não-profissional e viola as regras fundamentais do comportamento profissional dos advogados", afirmaram em comunicado os defensores de Strauss-Kahn, William Taylor e Benjamin Brafman.

Segundo os advogados, "o objectivo evidente deste comportamento é inflamar a opinião pública contra um acusado num processo criminal em curso" e acusaram os conselheiros da empregada de hotel de "orquestrar um número sem precedente de acontecimentos mediáticos e de reuniões para exercer uma pressão sobre os serviços do procurador neste processo".

terça-feira, 21 de junho de 2011

Hoje: Republicano Jon Huntsman apresenta candidatura formal à Casa Branca

O republicano Jon Huntsman, que foi embaixador na China durante a administração de Barack Obama, deverá apresentar esta terça-feira a candidatura formal à presidência dos Estados Unidos.

Analistas referem que as fortes credenciais de política internacional de Huntsman, antigo governador do Utah, que vai financiar a sua campanha através de fundos próprios, podem ser prejudicadas pela sua postura moderada em alguns temas e por ter estado ao serviço da administração Obama, apesar de também ter servido três presidentes republicanos.

A fé na igreja Mórmon também pode condicionar as hipóteses de Huntsman, pois de acordo com uma sondagem divulgada segunda-feira, um em cada cinco norte-americanos disse que não votaria no candidato do seu partido para presidente, se este fosse um mórmon.

Esta crença religiosa pode ser também um problema para o candidato republicano Mitt Romney, antigo governador de Massachusetts, que também enfrenta críticas das bases do partido por apoiar, nesse estado, um sistema de saúde similar ao defendido por Barack Obama a nível nacional, projeto que os conservadores são veementemente contra.

Embora Romney seja visto como o líder dos Republicanos, a disputa, na ala conservadora, pela corrida à presidência dos Estados Unidos pode ainda incluir outros nomes como Sarah Palin, antiga governadora do Alaska, ex-candidata à vice-presidência e figura proeminente do Tea Party, e Rick Perry, governador do Texas que sucedeu a George W. Bush.

São ainda apontados como possíveis candidatos Ron Paul, representante do Texas e apoiado pela ala mais liberal do partido Republicano, e Michele Bachmann, representante do Minnesota, que conta com o apoio do Tea Party e social-conservadores.

Huntsman concentra o maior apoio na questão do aborto e direito de armas, mas tem posições mais liberais no que respeita às alterações climáticas e uniões civis do mesmo sexo.

Hunstman seria forte oponente a Obama

Apesar das dificuldades em angariar apoios da base conservadora do Partido Republicano, o candidato pode ser um forte oponente a Barack Obama se conseguir passar a nomeação, atraindo os moderados e independentes.

Qualquer nomeado republicano vai ter de enfrentar um Obama que continua popular nas sondagens e que poderá angariar até mil milhões de dólares americanos (698,17 milhões de euros) na campanha de reeleição.

Depois do anúncio de hoje, Huntsman vai viajar para New Hampshire, estado onde decorrem as primeiras eleições primárias da campanha, e para a Florida, estado anfitrião da convenção do partido em 2012, Utah e Nevada.

Foto: United States Department of State (public domain)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Senado norte-americano renova "Patriot Act" até 2015

O senado norte-americano reconduziu hoje - e até Junho de 2015 - o Patriot Act, um arsenal legislativo de luta anti-terrorista lançado pela administração de George W. Bush depois do 11 de Setembro, que expirava esta sexta-feira.

Os senadores adotaram o texto por 74 votos a favor e oito contra. O texto, concebido depois dos ataques do 11 de Setembro para remediar lacunas das autoridades norte-americanas na luta contra o terrorismo, é muito controverso por atribuir poderes excecionais às forças de ordem.

Nos últimos meses, as discussões no Congresso foram acesas, com alguns senadores a defenderem a recondução do documento apenas no curto prazo e outros a exigirem a sua aprovação por mais tempo ou mesmo em permanência.

O Patriot Act inclui três medidas principais: a “fiscalização móvel” de comunicações de suspeitos que usem várias linhas telefónicas, o princípio do “lobo solitário” que permite inquirir quem pareça realizar atividades terroristas por sua conta e a possibilidade de as autoridades acederem a “qualquer dado tangível” em relação a um suspeito, nomeadamente os correios eletrónicos.

Em comunicado difundido pouco antes da votação, a administração Obama disse apoiar “firmemente” a recondução das medidas até 2015, assegurando que as três medidas do texto são “cruciais” para os serviços de segurança e para as forças policiais norte-americanas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

EUA: Colecção de vinho de Madoff vai ser leiloada na internet

A coleção de vinho do ex-financeiro Bernard Madoff, responsável pela maior fraude da história da bolsa dos Estados Unidos, que cumpre uma pena de 150 anos de prisão, vai ser leiloada na Internet nesta quarta-feira.

Os US Marshals (agentes federais) de Nova Iorque anunciaram hoje que não só a coleção de vinho de Madoff vai ser leiloada, como também o recheio da sua antiga mansão em Palm Beach, na Flórida, através de uma licitação ao vivo agendada para 04 de junho, com as receitas a reverterem para as vítimas do ex-financeiro.

Detido no final de 2008, Madoff foi considerado culpado, em junho de 2009, de ter organizado uma gigantesca fraude piramidal na qual as suas cerca de 16.000 vítimas perderam as várias dezenas de milhões de dólares que lhe confiaram.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

EUA: Obama anuncia morte de Bin Laden

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou no domingo à noite (hora local) que o chefe da Al-Qaida, Osama bin Laden, foi morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.

“Esta noite, estou em condições de anunciar aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos realizaram uma operação que matou Bin Laden, o dirigente da Al-Qaida, um terrorista responsável pelo assassínio de milhares de inocentes”, afirmou Obama numa declaração solene feita na Casa Branca.

Barack Obama precisou que o chefe da Al-Qaida foi morto “hoje” (domingo nos Estados Unidos) numa troca de tiros numa residência em que a presença de Bin Laden tinha sido detetada em agosto passado.

No discurso feito a partir da Casa Branca cerca das 23:30 locais (04:30 em Lisboa) e dirigido aos Estados Unidos e ao mundo, Barack Obama explicou que depois de ter recebido informações fiáveis sobre a localização de Osama Bin Laden nas montanhas do Paquistão deu a ordem para atacar apenas na semana passada.

Já hoje, “um pequeno grupo” militar americano conduziu a operação de ataque à residência onde se encontrava Osama Bin Laden e depois de uma troca de tiros, matou e recolheu o corpo do líder da Al-Qaida.

Obama explicou que Bin Laden foi localizado em Abottabad, norte do Paquistão, informação que antes do discurso presidencial a cadeia CNN citava fontes governamentais para indicar que Bin Laden tinha sido localizado numa vivenda nas imediações de Islamabad.

“Esta noite, os Estados Unidos lançaram uma mensagem inequívoca: não importa quanto tempo passou, será feita justiça”, disse Barack Obama.

Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, no quais morreram cerca de 3.000 pessoas em Nova Iorque, no Pentágono e na Pensilvânia, a morte de Bin Laden cumpre um objetivo americano, mas Obama deixou um alerta de que a organização poderá querer vingar a morte do seu líder.

“Devemos seguir, e seguiremos vigilantes tanto nos Estados Unidos como no exterior”, afirmou Obama para quem não há dúvidas que a “Al-Qaida continuará a tentar atingir o povo americano.

A Casa Branca já revelou que todos os edifícios e instalações oficiais norte-americanas quer no país quer no estrangeiro estão em alerta máxima contra possíveis represálias.

Enquanto Barack Obama discursava, centenas de americanos concentraram-se nas imediações da casa Branca empunhando diversos símbolos americanos, entoando o hino do país e lemas patrióticos celebrando assim a morte de Bin Laden e numa manifestação que vai aumentando junto à residência oficial do presidente apesar de ser já madrugada em Washington.

Na operação, nenhum militar norte-americano ficou ferido.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

EUA: Juiz nova-iorquino decide validade da confissão de Renato Seabra no caso Carlos Castro

O juiz do Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque vai anunciar hoje a sua decisão sobre a validade da confissão feita à polícia pelo jovem modelo português Renato Seabra no caso do homicídio do colunista Carlos Castro.

O requerimento sobre a validade da confissão é um de vários, apresentados nas últimas sessões pela acusação e defesa, sobre os quais o juiz se vai pronunciar na audiência preliminar de hoje, segundo disse à Lusa o gabinete do Procurador de Nova Iorque.

A mesma fonte adiantou que “só após a sessão” de sexta feira se saberá se o caso irá de facto para julgamento, ou se há possibilidade de um acordo extra-judicial entre as partes.

Pelo homicídio em segundo grau de que é acusado, o jovem pode ser condenado a prisão perpétua, com um mínimo de 25 anos.

O seu advogado mantém em aberto o recurso à chamada “defesa psiquiátrica”, alegando perturbação psicológica ou emocional no momento do crime, que, se admitida pelo juiz, permitiria baixar a moldura penal para homicídio involuntário, com uma pena de prisão de 5 a 25 anos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Estados Unidos devem 78 mil milhões de dólares ao Luxemburgo

Grão-Ducado é segundo maior credor dos EUA na Europa

O Luxemburgo comprou mais dívida pública dos Estados Unidos que a Alemanha e a França, em títulos do tesouro norte-americanos, e é o segundo maior credor dos EUA na Europa. A culpa é dos serviços financeiros a operar no Grão-Ducado, que investem em dívida pública estrangeira.

Segundo dados do Governo norte-americano citados pelo Guardian, o Luxemburgo tem 78,5 mil milhões de dólares em títulos de tesouro americanos (cerca de 57,5 mil milhões de euros), contra 60,1 da Alemanha e 35,1 da França. Na Europa, só a Suíça tem mais títulos de dívida pública dos EUA, um montante que ronda os 101,3 mil milhões de dólares.

O défice federal norte-americano é um indicador da dependência dos Estados Unidos em relação a outros países. Sem surpresa, a China está no topo da lista de credores, com 906 mil milhões de dólares em títulos do tesouro americano. O que surpreende é que o Luxemburgo tenha comprado mais dívida pública norte-americana que os grandes países europeus.

O facto levou mesmo alguns leitores do Guardian a colocar comentários jocosos no site do diário britânico, surpreendidos por um país "com apenas 500 mil habitantes" ter adquirido tanta dívida pública dos EUA.

Contas feitas, se a riqueza fosse distribuída per capita , cada habitante do Luxemburgo seria credor de 157 mil dólares junto do Tesouro americano (cerca de 115 mil euros).

"Se os EUA não pagarem ao Luxemburgo, será que eles podem enviar a artilharia como na vida real?", ironiza um comentador no site do Guardian.

De acordo com dados do Tesouro americano, os maiores credores estrangeiros dos EUA são a China (906 mil milhões de dólares), o Japão (877 mil milhões), o Reino Unido (477 mil milhões), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (213 mil milhões) e o Brasil (177 mil milhões). O Luxemburgo figura em 13o na lista de titulares estrangeiros da dívida pública norte-americana, e é segundo na Europa, só ultrapassado pela Suíça.

Paula Telo Alves
Foto: Shutterstock

terça-feira, 2 de novembro de 2010

EUA/Eleições: “Mudança” pode chegar hoje a Washington, mas não a desejada por Obama

Barack Obama chegou à Casa Branca sob o signo da “mudança”, mas dois anos depois deverão ser os republicanos a reclamá-la, cavalgando nas eleições intercalares o descontentamento dos norte-americanos para assumir o controlo da Câmara dos Representantes.

Em campanha para as eleições intercalares ao longo das últimas semanas, Obama apresentou diversas variações da metáfora do “carro” norte-americano, que a sua administração “tentou tirar da vala”, em que os republicanos o deixaram em 2008, enquanto estes assistiam e dificultavam.

“E agora perguntam se podem ter as chaves de volta. E nós dizemos não! Não podem ter as chaves, vocês não sabem conduzir”, disse sábado no Connecticut.

Mas, o estado da economia e o persistente desemprego deverão pesar mais do que as metáforas presidenciais.

A última sondagem Gallup, de domingo, indica que os candidatos republicanos lideram por 15 pontos, em média, nas intenções de voto em relação aos seus adversários democratas - 55 por cento nas intenções de voto contra 40 por cento dos democratas.

A vantagem é “suficientemente grande para sugerir que, qualquer que seja a afluência às urnas, os republicanos vão conquistar mais do que os lugares necessários para obterem uma maioria na Câmara dos Representantes”, afirma a Gallup.

A questão não é se os republicanos “vão ganhar a maioria, mas por quanto”, e o ganho pode ser de “para cima de 60 lugares, com ganhos bem para cima deste nível a serem possíveis”, adiantam.

O líder democrata no Senado, Harry Reid, é o espelho das dificuldades democratas em motivar o seu eleitorado à participação eleitoral.

Veterano do Congresso, Reid chega ao dia de eleições no seu estado do Nevada colado nas sondagens a uma candidata do movimento conservador Tea Party, Sharron Angle, que além de ser estreante tem assumido posições fraturantes em relação ao aborto ou eliminação de departamentos do governo.

Com baixo crescimento económico e alto desemprego, a par de frustração com os políticos e sobretudo ao Congresso, os eleitores voltam-se para movimentos contestatários como o Tea Party, cujos candidatos passaram a fasquia das primárias republicanas e poderão ser uma nova força em Washington, dentro do partido.

Nas eleições, estão em disputa todos os 435 lugares na Câmara dos Representantes.

Também o controlo do Senado está em causa, mas apenas 37 dos 100 lugares estão em causa, pelo que um “assalto” republicano é mais difícil.

Além dos lugares no Congresso, os norte-americanos vão escolher 37 novos governadores, incluindo em grandes e influentes estados como a Califórnia, Florida, Texas e Ohio.

Mais incerto será o resultado das muitas consultas populares a ter lugar na ida às urnas, a mais notória das quais sobre a despenalização do consumo de cannabis na Califórnia.

Estas serão as eleições intercalares mais caras de sempre – 4 mil milhões de dólares, segundo o “think tank” Center for Responsive Politics.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Furacão Earl: República Dominicana evacua zonas vulneráveis, EUA atingidos na quinta-feira

As autoridades da República Dominicana acionaram hoje o alerta vermelho quando o furacão Earl, que ameaça as ilhas das Caraíbas, está a ganhar força e ordenaram evacuações preventivas das zonas mais vulneráveis a inundações.

O furacão Earl atingiu hoje o nível quatro de intensidade com ventos de 215 quilómetros por hora a 180 quilómetros a noroeste de Porto Rico, ameaçando o arquipélago das Antilhas Menores com ventos de 195 quilómetros por hora.

De acordo com as previsões meteorológicas, o furacão Earl poderá atingir a costa este dos Estados Unidos a partir de quinta-feira.

domingo, 29 de agosto de 2010

EUA: Barack Obama marca hoje presença no 5° aniversário do furacão Katrina

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai marcar presença, este domingo, na cerimónia do 5º aniversário do furacão Katrina, em Nova Orleães, que deixou 80% da cidade submersa e vitimou 1500 pessoas.

Obama vai aproveitar a ocasião para reafirmar o seu compromisso com o Golfo do México, numa altura em que os norte-americanos se estão a revelar mais críticos em relação à forma como a sua administração reagiu à maré negra, que está a poluir o golfo desde Abril, do que em relação a George W. Bush quando o furacão Katrina destruiu o Sul do país em 2005.

A resposta da administração de Obama à maré negra foi considerada por muitos norte-americanos como demasiado lenta e excessivamente respeitosa com a BP.

O furacão Katrina atingiu Nova Orleães a 29 de Agosto de 2005 devido à ruptura de vários dos diques das margens do lago Pontchartain.

As férias de Obama terminam oficialmente hoje com esta deslocação à Nova Orleães.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

EUA: Obama quer anular benefícios fiscais às petrolíferas e expandir energias verdes

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, afirmou hoje que o Congresso devia anular os benefícios fiscais de milhares de milhões de dólares à indústria petrolífera e aprovar legislação favorável às fontes energéticas limpas.

O objetivo final seria o de ajudar o país a acabar com a sua dependência dos combustíveis fósseis.

Obama prevê que encontraria o apoio político necessário para a legislação, que conduziria a mudança radicais na maneira como os norte-americanos abastecem os seus veículos e as suas casas, mesmo que essa legislação seja politicamente conflituosa.

“Os votos podem não estar aqui, agora, mas eu tenciono encontrá-los nos próximos meses”, disse Obama, na Universidade Carnegie Mellon.

“Continuarei a defender um futuro com energia limpa, onde e quando possa, e trabalharei com qualquer um para conseguir isso. E vamos consegui-lo”, acentuou.

Obama disse que a continuada dependência dos EUA nos combustíveis fósseis “prejudicará a segurança nacional, asfixiará o planeta e continuará a ameaçar a nossa economia e o nosso ambiente”.

O presidente falou enquanto os norte-americanos continuam frustrados face ao pior desastre petrolífero na história do país (ver imagem), com o crude a continuar a verter no Golfo do Méxic, mais de um mês depois de uma plataforma petrolífera operada pela BP ter explodido e afundado.

domingo, 23 de maio de 2010

EUA: Estado do Texas reescreve manuais de História para serem menos "anti-americanos"

O imperialismo norte-americano nunca existiu, a recusa árabe do estado de Israel é responsável pelo conflito no Médio Oriente e a ONU ameaça a soberania dos Estados Unidos passam a ser respostas corretas nos exames dos alunos do Texas.

Segundo a agência espanhola EFE, o novo programa escolar do Texas, de mais de 100 páginas, foi adotado sexta feira pelo conselho educativo do estado por nove votos a favor e cinco contra.

Os nove votos favoráveis são de conservadores e conseguiram fazer passar um documento que será a base da elaboração dos livros para as provas de quase cinco milhões de alunos, do segundo maior estado norte-americano na próxima década.

E como o Texas é um dos maiores consumidores de livros, as editoras preveem que as alterações agora definidas ultrapassem as fronteiras do estado.

"Acho que não se pode ler a história do nosso pais sem ter em conta que o Livro Santo e os espírito do Salvador foram os génios que o orientaram desde o princípio", afirmou a presidente do Conselho, a conservadora Cynthia Dunbar, acrescentando que os Estados Unidos são uma "terra cristã governada por princípios cristãos".

Assim, em vez de "imperialismo" norte-americano os novos guias falam em "expansionismo", mantendo contudo a palavra para "a penetração económica e militar no estrangeiro" quando está envolvido outro país que não os EUA.

É também pedido aos estudantes que "avaliem os esforços das organizações internacionais para minar a soberania dos Estados Unidos".

Dois assuntos que ficam fora dos programas são os grupos de defesa dos direitos dos afro-americanos e dos hispânicos e a memória de Ted Kennedy, o senador democrata que foi uma referência da esquerda até à sua morte o ano passado.

Em contrapartida, o antigo presidente Ronald Reagan é descrito como um dos grandes heróis da pátria, no estado natal de outro antigo responsável da Casa Branca, George W. Bush.

Revisionismo e ideiais anti-Obama

As mudanças são tão drásticas que um dos membros do conselho educativo pediu, por exemplo, que seja sempre usado o segundo nome do atual presidente dos EUA, Barack Hussein Obama.

Os grupos de direita insistem que Obama não nasceu nos Estados Unidos e fazem questão de o tratar por "Hussein", para que não seja esquecida a sua origem árabe.

Também foi aprovada uma proposta para retirar dos livros escolares a referência ao "comércio de escravos", substituindo-o por um "comércio triangular do Atlântico" que prosperou.

Apesar de tantas alterações, a escravatura vai continuar a fazer parte da história do Texas.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vice-presidente dos Estados Unidos esta quinta-feira no Parlamento Europeu

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursa esta quinta feira no Parlamento Europeu, em Bruxelas, naquela que é a primeira intervenção de um alto responsável da Casa Branca perante a assembleia europeia nos últimos 25 anos.

As relações entre a Europa e os Estados Unidos constituem, de resto, o grande destaque da mini-sessão plenária que começou ontem e continua hoje em Bruxelas, já que, além da presença de Biden no hemiciclo, os eurodeputados também se vão pronunciar, esta quarta feira, sobre a controversa transferência de dados bancários e de dados dos passageiros para os EUA.

A agenda da mini-sessão contempla ainda um inédito "especial votações", com os eurodeputados a porem em dia os votos adiados da sessão anterior, realizada há duas semanas em Estrasburgo, à qual faltaram mais de três centenas de deputados devido à paralisação do tráfego aéreo causada pelo vulcão islandês, entre os quais metade da delegação portuguesa (11 em 22).

O ponto alto da sessão será todavia a sessão solene com Joe Biden, o "braço direito" do presidente norte-americano Barack Obama, que se celebra 25 anos depois da última vez que uma alta entidade norte-americana discursou numa sessão do Parlamento Europeu: aconteceu em maio de 1985, quando o então presidente Ronald Reagan participou nas celebrações do 40º aniversário do final da Segunda Guerra Mundial na Europa.

Biden discutirá com a assembleia questões como o estado das relações transatlânticas, a cooperação na luta contra o terrorismo e a transferência de dados dos cidadãos europeus para os Estados Unidos, sendo este último tópico curiosamente um dos destaques das votações de hoje.

Hoje, quarta feira, a assembleia vai votar duas resoluções (declarações políticas) sobre a transferência de dados, na sequência dos debates realizados com a Comissão e o Conselho em Estrasburgo.

Os eurodeputados vão dizer quais as condições que devem estar preenchidas para poderem aprovar qualquer novo acordo SWIFT ou PNR, visando garantir a proteção dos dados dos cidadãos europeus.

A controversa transferência de dados "em bruto" para os EUA e a possibilidade de recusa judicial no caso de os dados serem utilizados para outros fins que não a luta contra o terrorismo foram alguns dos assuntos apontados pelos eurodeputados durante o debate com a Comissão e o Conselho, em abril.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

EUA: BP assume custos de limpeza da maré negra

A companhia petrolífera britânica BP indicou hoje em comunicado que vai pagar "todos os custos necessários e justos" de limpeza da maré negra provocada pela explosão de uma plataforma que explorava no Golfo do México.

"A BP assume a responsabilidade da resposta à maré negra (...) Vamos limpá-la", afirma o grupo em comunicado publicado num site na internet sobre a gestão desta catástrofe ecológica.

"A BP vai pagar os custos necessários e justos de limpeza", refere a companhia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou no domingo a BP, durante uma visita à costa da Louisiana, uma das zonas mais afetadas.

"Que fique bem claro: a BP é responsável por este derrame. A BP vai pagar", afirmou, em alusão aos cerca de 800 mil litros de petróleo que são diariamente derramados no mar.

O grupo comprometeu-se também a pagar "todos os pedidos de indemnizações legítimos e objetivamente verificáveis por perdas e prejuízos ligados à maré negra".

Segundo o jornal The New York Times, a lei federal norte-americana limita a 75 milhões de dólares a responsabilidade da BP em caso de maré negra, fora os custos de limpeza.

Questionado pela AFP, um porta-voz da empresa disse não estar informado sobre este limite.

"A mensagem da BP é que o grupo é responsável pela maré negra e cobrirá os seus custos", referiu.

Segundo a agência de avaliação financeira Fitch Ratings, a operação de limpeza da maré megra no Golfo do México poderá custar entre 2 e 3 mil milhões de dólares.

Foto: Arquivo LW

domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Hillary Clinton faz visita-relâmpago a Port-au-Prince para garantir ajuda aos haitianos

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, prometeu no sábado aos haitianos, vítimas do sismo da passada terça-feira, que os Estados Unidos estarão ali para os ajudar "hoje, amanhã e no futuro".

Hillary Clinton, que falava na pista do aeroporto de Port-au-Prince, antes de regressar aos Estados Unidos, apresentava um semblante carregado, depois dos encontros que manteve com as equipas que coordenam o socorro americano no Haiti e de uma reunião com o Presidente haitiano, René Préval.

Antes de entrar no avião que a levará a Washington, Hillary Clinton referiu que divulgará este domingo, com o Presidente Préval, um comunicado comum sublinhando a vontade das autoridades dos dois países de trabalar em conjunto.

Dirigindo-se directamente ao povo haitiano, e traduzida para o crioulo local, Clinton deixou uma mensagem de solidariedade:

"Fostes postos à prova de uma forma terrível, mas eu sei que o Haiti pode reerguer-se e ser ainda mais forte e melhor no futuro", afirmou.

A secretária de Estado é a mais alta responsável norte-americana a deslocar-se ao Haiti, onde os Estados Unidos desenvolvem esforços para proporcionar socorro urgente às vítimas do sismo.

Pelo menos 50 mil mortos, 250 mil feridos e 1,5 milhões de desalojados

De acordo com o Presidente René Préval, o sismo causou pelo menos 50 mil mortos, 250 mil feridos e 1,5 milhões de desalojados.

O primeiro-ministro haitiano, Jean-Marc Bellerive, disse, por seu turno, que já foram sepultadas mais de 25 vítimas mortais do sismo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

EUA: Obama pode ordenar reforço de tropas para o Afeganistão até ao final do ano

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convocou o conselho de guerra para uma reunião ontem na Casa Branca, quando se espera o anúncio em breve de uma decisão sobre o eventual reforço das forças norte-americanas no Afeganistão.

Obama disse que anunciará uma decisão até ao final do ano. Um dos seus conselheiros disse entretanto que o anúncio deveria ocorrer depois de o presidente regressar da digressão de 10 dias que fez pela Ásia e que terminou na quinta-feira passada.

Esta é 10ª reunião do conselho de guerra na Casa Branca desde Agosto para definir a nova estratégia dos Estados Unidos para o Afeganistão e para o vizinho Paquistão, onde se suspeita que se escondam os principais dirigentes da rede terrorista Al-Qaida.

O general Stanley McChrystal, o principal comandante norte-americano no Afeganistão, recomendou um aumento de tropas da ordem dos 40 mil militares.