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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fast and Furious 5 foi o filme mais sacado da internet este ano

Os filmes “Fast and Furious 5”, “The Hangover Part 2” e “Thor” foram os mais descarregados da internet em 2011, a nível mundial, de acordo com o blogue Torrent Freak, especializado em partilha de ficheiros online.

“Fast and Furious 5”, protagonizado por Vin Diesel, lidera a lista compilada pelo blogue com 9,2 milhões de downloads, seguido de “The Hangover Part 2”, com 8,8 milhões, e “Thor”, com 8,3 milhões.

A lista do Torrent Freak foi elaborada a partir de dados fornecidos pelo programa de downloads BitTorrent.

Em quarto lugar dos filmes mais pirateados em 2011 surge “Source Code”, com 7,9 milhões de downloads, seguido de “I Am Number Four”, com 7,6 milhões, e de “Sucker Punch”, com 7,2 milhões.

O top 10 dos filmes mais pirateados este ano fica completo com “127 Hours” (6,9), “Rango” (6,4), “The Speech of the King” (6,2), que venceu este ano os Óscares de Melhor Filme e Melhor Realizador, e “Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2”.

Em 2010, o filme mais pirateado tinha sido “Avatar”, de James Cameron, que foi descarregado 16 milhões de vezes.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Google ultrapassou em Maio mil milhões de utilizadores

O Google totalizou em maio, pela primeira vez, mais de mil milhões de utilizadores em todo o mundo, superando outros gigantes da Net, revelam dados divulgados na terça-feira pela empresa de pesquisa de mercado online ComScore.

Com 1.009 milhões de visitantes, o motor de busca norte-americano e os seus portais YouTube (vídeos), Orkut (rede social) e Gmail (correio eletrónico) ultrapassam os sítios da Microsoft (905 milhões de visitantes), a rede social Facebook (713 milhões) e a página Yahoo! (689 milhões).

Apesar desta vantagem, o Google tem registado a progressão mais moderada comparatuvamente à dos três gigantes da Internet: num ano, o seu número de utilizadores aumentou 8,4 por cento, contra 30,2 por cento do Facebook, 14,75 por cento da Microsoft e 10,8 por cento da Yahoo!.

terça-feira, 7 de junho de 2011

França proíbe referências ao Facebook e Twitter na rádio e televisão

Os reguladores dos media em França preparam-se para proibir as referências na rádio e televisão às redes sociais Facebook e Twitter, noticiam diversos órgãos internacionais.

Fazendo valer uma lei de 1992 que aponta como publicidade as referências a marcas, os reguladores franceses querem impedir referências ao Twitter e Facebook exceto quando tal se demonstre relevante para a notícia a divulgar.

"Porquê dar preferência ao Facebook, que vale milhares de milhões de dólares, quando há muitas outras redes sociais em busca de reconhecimento?", declarou uma porta-voz do Conselho Superior de Audiovisual (CSA) de França à Business Insider.

Referências como "Encontre-nos no Facebook" ou "Siga-nos no Twitter", habitualmente ditas em programas de televisão e rádio, são a partir de agora proibidas em França, embora não sejam ainda conhecidas as coimas ou punições para quem não cumprir a medida.

Alguns comentadores, indica o The Guardian, sugeriram que a proibição das referências às duas redes sociais seja uma medida para atenuar influências culturais anglo-saxónicas em França, particularmente as que encorajam o uso da língua inglesa.

A medida surge duas semanas depois do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ter recebido das mãos do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, uma t-shirt com o logótipo da rede social, durante o evento tecnológico e-G8.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Luxemburgo/Conferência: Com a internet e as redes sociais "a idade da privacidade acabou"

Decorreu na semana passada uma conferência sobre as redes sociais e a protecção de dados privados que contou com umconvidado de prestígio, Richard Allan, porta-voz da rede social Facebook na Europa.

Numa iniciativa da Comissão Nacional de Protecção de Dados luxemburguesa (CNPD), a conferência foi moderada por Gérard Lommel e pretendeu assinalar os 30 anos da assinatura da Convenção do Conselho da Europa para a protecção de dados, convenção que o Luxemburgo assinou. Mas em 30 anos muitas coisas evoluíram, sobretudo em matéria de como manter os dados privados na internet e nas redes sociais em linha.

Para debater esta e outras questões, os organizadores não deixaram por mãos alheias a escolha do painel de oradores e convidaram, além de Richard Allan, da rede Facebook, Alexander Dix, comissário para a protecção de dados e acesso à informação do Estado de Berlim (Alemanha).

Alexander Dix lembrou aos presentes duas frases que resumem um pouco a equação actual relativamente à privacidade de todos aqueles que navegam na internet e não só: "A privacidade não existe em nenhum lado – inevitavelmente!", frase de Scott Mcnealy, director e fundador da Sun Microsystems, ou uma outra frase, dita por Marc Zuckerberg, co-fundador de Facebook, que afirma claramente que "A idade da privacidade acabou".

Mas um dos momentos mais esperados era a visão sobre o futuro dos dados privados na internet por parte do porta-voz da rede Facebook na Europa. Richard Allan começou por dizer que "hoje, há muitas pessoas que podem ter publicadas e ao acesso de todos, informações pessoais e profissionais na internet". Na rede social Facebook, meio privilegiado para divulgar informações e dados pessoais "junto de uma comunidade de amigos, é necessário um trabalho conjunto entre os utilizadores e o nosso grupo para que possamos garantir cada vez mais uma segurança dos internautas neste domínio, que é uma das grandes preocupações desde sempre", explicou.

A própria rede Facebook criou em 2009 um conselho consultivo, para reflectir e trabalhar no conceito de segurança global e tentar responder aos desafios constantes em termos de segurança na internet. No entanto, "esta é uma de muitas etapas a desenvolver, havendo outras igualmente importantes como a sensibilização e educação dos internautas sobre este assunto", explica Allan. Desta conferência e da mesa redonda que se seguiu, fica a ideia golbal de que, apesar de actualmente a privacidade na rede não poder ser garantida, existe um trabalho sério que deve ser partilhado pelos internautas e que pode diminuir os riscos de invasão da vida privada. Basta espreitar a página Facebook de Richard Allan e perceber como se pode dar os primeiros passos em matéria de privacidade na internet quando se tem uma página na rede social, convidou o próprio, em jeito de conclusão.

Gualter Veríssimo
(texto e fotos)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Internet: Autoridades francesas repreendem cem mil alegados piratas

A Hadopi, organização que o Governo francês criou para lutar contra a pirataria audiovisual, já alertou e repreendeu cem mil pessoas suspeitas de utilizar a Internet para descarregar conteúdos de forma ilegal, mas sem ter aplicado sanções.

Desde novembro que a Hadopi tem vindo a enviar cerca de dois mil correios eletrónicos por dia, com uma “recomendação” para que os utilizadores da Internet terminem com as descargas, ou ‘downloads’, pirata, diz o jornal francês Le Fígaro.

“O seu acesso à Internet foi utilizado para colocar à disposição, reproduzir ou aceder a obras culturais protegidas por direitos de autor”, refere o e-mail da Hadopi.

A mensagem lembra ainda que o detentor da ligação à Internet é a pessoa “legalmente responsável” por essa conexão e recorda os deveres de responsabilidade na protecção do acesso à ligação à rede.

Segundo o Fígaro, que cita dados do sector, as cem mil pessoas que já receberam o correio eletrónico da Hadopi representam cerca de três por cento dos utilizadores franceses que descarregam da Internet conteúdos audiovisuais pirata.

A lei francesa não permite o corte do acesso à Internet, quando se prove que o utilizador é reincidente na utilização da ligação para atividades que violem os direitos de propriedade intelectual.

Depois das primeiras mensagens de recomendação, três juristas analisam cada caso e recomendam uma decisão ao juiz que, depois de um segundo aviso, em carta registada, pode ordenar o corte da ligação aos piratas reincidentes.

A descarga ilegal de obras protegidas pelos direitos de autor pode levar também ao pagamento de uma multa de 1.500 euros.

Foto: Shutterstock

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Internet: Comissão de Proteção de Dados proíbe Google de recolher imagens em Portugal

A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) proibiu o Google de recolher imagens em Portugal para o serviço Street View por considerar que não está garantido o anonimato de pessoas e veículos.

O Google anunciou esta semana querer voltar a registar fotograficamente as ruas portuguesas para o serviço Street View, mas a CNPD acha que não estão ainda reunidos os requisitos legais necessários para a publicação on-line das imagens.

A porta-voz da CNPD, Clara Guerra, explicou à Lusa que numa reunião entre a comissão e o Google, a empresa deu garantias de que as imagens de pessoas e de matrículas de veículos disponibilizadas no serviço não permitiriam a sua identificação.

O Google, adiantou, ficou de prestar à comissão informações adicionais sobre a viabilidade técnica de garantir o anonimato nas imagens, o que não se verificou.

Por esta razão e tendo em conta o anúncio recente do motor de busca de que iria voltar a registar fotograficamente as ruas portuguesas para o Street View, a Comissão Nacional de Protecção de Dados notificou a empresa avisando que não estão reunidas as condições legais, uma vez que esse serviço configura um tratamento de dados pessoais.

O Google tem a obrigação de notificar a CNPD previamente a qualquer tratamento de dados pessoais, no qual se inclui a recolha de imagens.

A Comissão refere ainda que os dados pessoais recolhidos no âmbito do serviço Street View são dados sensíveis porque se encontram inseridos na categoria “vida privada”, sendo sujeitos a controlo prévio.

Foto: Arquivo LW

terça-feira, 25 de maio de 2010

Luxemburgo ameaça Google com tribunal

A Comissão Luxemburguesa para a Protecção de Dados (CNPD) ameaça apresentar uma queixa contra a Google por esta registar parte das informações provenientes de contas de redes "wifi" (sem fios) não protegidas nas cidades por onde o seu carro tem andado a gravar imagens para o serviço de cartografia "Streetview".

Em vez de registar imagens – fotos de rua, de casas, de monumentos, por exemplo – e dados públicos para o Streetview, o automóvel da Google cometeu um "erro", admitiu publicamente na semana passada a direcção da Google, ao ter captado, desde 2006, informações que transitam por contas "wifi" não protegidas por palavra-passe. Muitos internautas manifestaram-se preocupados com o uso que pode ser dado aos seus dados pessoais.

Para sossegar os espíritos, a direcção da Google afirma que apenas fragmentos de informação foram interceptados. Além disso, segundo aquela empresa especializada em busca na internet, seria preciso que alguém tivesse utilizado a sua rede "wifi" no momento em que a viatura – a Googlecar – passasse. Além disso, a Google assegura que o equipamento "wifi" dos carros muda automaticamente de canal todos os cinco segundos. Para a Google, não há razões para entrar em pânico, até porque as viaturas foram imobilizadas logo que o problema foi identificado e as informações pessoais foram colocadas em redes inacessíveis.

Ao todo, a companhia americana calcula em 660 gigabytes a quantidade de dados colectados por inadvertência desde 2006, o equivalente à capacidade de um disco duro corrente. A Google garante ainda que esses dados serão rapidamente destruídos.

Para já, a Google vai discutir com as autoridades de regulação dos países em causa, um pouco por todo o mundo, a forma mais rápida de se desembaraçar desses dados. O Luxemburgo é um desses países.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Governo luxemburguês incentiva introdução de redes de alta velocidade para dinamizar economia

O Governo luxemburguês quer desenvolver as redes Internet de nova geração. Actualmente, a maioria dos internautas luxemburgueses navegam na Internet através de uma rede ADSL de seis megabits e os responsáveis governamentais pretendem que até 2020 se instale uma rede de fibra óptica com uma velocidade de ligação da ordem de um gigabit.

Trata-se de uma rede de fluxos ultra rápidos que poderão proporcionar ao Luxemburgo uma boa vantagem competitiva para atrair novas empresas. Em 15 anos, as aplicações digitais revolucionaram o nosso quotidiano. Música descarregada da Internet, vídeo a pedido, partilha de informação nas redes sociais – há para todos os gostos e todas as idades. Mas, o desenvolvimento desta tecnologia está ligado a novas exigências, nomeadamente uma velocidade de navegação superior.

O Governo luxemburguês decidiu, por isso, elaborar uma estratégia para desenvolver as redes Internet de nova geração. Por exemplo, uma música em mp3 que hoje pode ser descarregada em sete segundos demorará apenas seis centésimos de segundo dentro de alguns anos. Ou o descarregamento de 100 fotos digitais demorará apenas dois segundos em vez dos actuais cinco minutos. Tudo isto graças ao desenvolvimento das redes de fibra óptica.

Um empurrÃo
ao sector econÓmico
"Num primeira fase queremos assegurar uma ligação de 100 Mbits para toda a população até 2015", explica François Biltgen, ministro das Comunicações. "Em paralelo, desenvolveremos as fibras ópticas para dispormos de ligações de 1 Gbit em 2020. Com duas etapas intermediárias, uma cobertura Internet ultra rápida para um quarto da população em 2013 e para os restantes residentes em 2015".

Para além das casas particulares, estes progressos técnicos prometem dar um empurrão ao sector económico. "Será um argumento suplementar em termos de competitividade, nomeadamente para as zonas económicas com acesso a débitos muito elevados. Atrairemos novas empresas mostrando-lhes que ao instalarem-se aqui disporão já de todas as infra-estruturas tecnológicas", considera Jeannot Krecké, ministro da Economia.

P&T investem
130 milhões
Porém, antes disso vai ser preciso avançar com as obras no terreno, aproveitando eventualmente as infra-estruturas já existentes. O departamento "Ponts et Chaussés" e as comunas serão chamados a trabalhar em conjunto para assinalar as estradas e ruas que estão neste momento em obras, uma vez que se poderá aproveitar a ocasião para instalar as novas tubagens necessárias à instalação de cabos de grande débito.

O Estado vai financiar a operação de forma a incentivar os operadores a introduzir as fibras ópticas nas suas redes. "Queremos fazer um forcing, mas o Estado não poderá fazer tudo sozinho. Os operadores têm que ser sensibilizados", salienta Jeannot Krecké.

A P&T, empresa com participação do Estado, é uma das mais importantes neste sector e deve, por isso, dar o exemplo. "É um actor no qual temos influência. É tempo de os Correios activarem os seus 30% de fibras ópticas existentes, contribuindo para o projecto com um investimento de 130 milhões de euros", revela o ministro.

O instituto luxemburguês de regulação, ILR, encarregar-se-á de garantir que o acesso às redes seja aberto e transparente, lembrando o ministro que estas redes não serão liberalizadas mas sujeitas a regulamentação. F. Pinto

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comércio electrónico: internautas do Luxemburgo entre os que mais compram em linha

Em 2009, 66% dos utilizadores da internet no Grão-Ducado efectuaram compras em linha, revela um estudo europeu elaborado pelo Statec, o instituto de estatísticas do Luxemburgo, sobre a utilização das tecnologias da informação e comunicação pelas famílias e particulares.

Os consumidores residentes no Grão-Ducado estão no sexto lugar europeu, depois da Alemanha, onde 71% dos internautas fizeram compras em linha.

À cabeça desta classificação estão os britânicos, com 79%, enquanto que na cauda do pelotão estão três novos estados-membros – Lituânia, Bulgária e Roménia – com menos de 15% de utilizadores a comprar em linha.

A maioria dos compradores fez entre uma e cinco encomendas em linha no primeiro trimestre de 2009, as mulheres assegurando a maior percentagem, com 72%.

Os artigos mais comprados pela internet são livros, revistas e material educativo (58%) bem como reservas de alojamento de férias (53%). Seguem-se as reservas ligadas a viagens, como bilhetes de avião, comboio e autocarro (49%).

Os jovens entre os 16 e os 24 anos são os mais fervorosos utilizadores da internet para comprar filmes e música. De facto, 51% dos internautas com estas idades declaram ter comprado ou encomendado artigos deste tipo.

No estudo, constata-se ainda que a compra em linha de livros e revistas aumenta com a idade dos compradores e atinge a percentagem mais elevada nos internautas com idades entre os 33 e os 44 anos (63%).

Nos últimos cinco anos, foram as reservas de férias e a compra de bilhetes para espectáculos as que registaram o maior crescimento (mais 10% em relação a 2005) o que se explica pela evolução da oferta nestes domínios.

Saliente-se ainda que a compra de medicamentos na internet não é corrente, uma vez que apenas 3,4% dos utilizadores declararam ter comprado items deste teor, o mesmo acontecendo com as apostas em linha, com 6,1% dos internautas a declararem ter apostado (4,4% de mulheres e 7,5% de homens).

Nas compras em linha de bilhetes de transporte ou de espectáculos, assim como de programas de computador, jogos e música, metade foram descarregados directamente. Livros e filmes são preferencialmente recebidos por correio.

O meio de pagamento mais usado é de longe o cartão de crédito (82%) e os montantes despendidos situam-se na sua maioria entre os 100 e os 500 euros.

Finalmente, registe-se que, segundo este estudo, apenas 8% dos compradores em linha se queixam de problemas. Os mais frequentes são os prazos de entrega mais longos que o indicado e a entrega de produtos em mau estado.

F.Pinto
Foto: Serge Waldbillig

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cerca de 87 % dos lares no Luxemburgo ligados à internet

No Luxemburgo, 87 % dos lares estão ligados a internet, segundo um estudo do serviço de estatísticas luxemburguês, Statec, sobre o uso das tecnologias de informação e de comunicação.

O inquérito, divulgado na terça-feira passada, revela que a taxa de equipamento em computadores nas famílias do Grão-Ducado não para de crescer, atingindo os 88 % em 2009 contra 75 % em 2005.

Em 2009, também a percentagem dos lares com acesso à internet cresceu 9 % em relação 2008.

O Statec constata que no início de 2009, 82 % dos agregados familiares estavam ligados a uma rede de banda larga e 79 % por intermédio de uma ligação DSL.

O instituto de estatísticas luxemburguês nota que no primeiro trimestre de 2009, 86 % dos particulares declararam ter utilizado a internet com grande regularidade ao longo dos últimos três meses, e 96 % afirmaram tê-la utilizado pelo menos uma vez por semana.

A recepção e envio de e-mails é a actividade em rede à qual mais se recorre (94 %), seguida da procura de informações em relação a bens e serviços (87 %).

Nos 12 meses que antecederam o inquérito, 58 % dos internautas confirmam terem encomendado produtos e serviços via internet.

Foto: Serge Waldbillig

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Internet: Diferendo Google-governo chinês agita maior mercado do mundo

Táctica comercial ou genuína manifestação de protesto, a ameaça da Google de sair da China tocou num ponto muito sensível da politica chinesa, com consequências ainda imprevisíveis para o futuro da Internet no pais mais populoso do mundo.

“Isto é muito mau para a imagem internacional da China porque evidencia o controlo do governo sobre a Internet”, disse um diplomata ocidental acerca da atitude assumida pela Google após os alegados ciber-ataques chineses contra activistas de direitos humanos.

O “controlo” já existia em 2006, quando a Google lançou um site em chinês e aceitou filtrar os resultados das suas pesquisas segundo os critérios das autoridades, mas a situação mudou radicalmente na terça-feira passada.

Naquele dia, um vice-presidente da empresa, David Drummond, anunciou que a Google e pelo menos vinte outras firmas foram alvos de “sofisticados ciber-ataques”, numa aparente tentativa de penetrar nas contas de email de activistas espalhados pelo mundo.

“Estes ataques e a vigilância que eles evidenciam, conjugados com as tentativas registadas no ultimo ano para limitar ainda mais a liberdade de expressão na Web, levaram-nos a concluir que devemos rever a viabilidade das nossas operações comerciais na China”, escreveu David Drummond no blogue oficial da empresa.

Em resposta, o governo chinês reafirmou a sua oposição a “todo o tipo de ciber-ataques” e sem comentar as alegações de censura, declarou que “todas as empresas, incluindo a Google, têm de respeitar as leis em vigor na China”.

“O governo chinês administra a interne segundo a lei e temos clausulas explicitas sobre que informação e conteúdos podem ser divulgados na Internet”, disse a porta-voz do ministério chinês dos Negócios estrangeiros, Jiang Yu.

Mais de 15.000 sites pornográficos, a maioria dos quais acessíveis através de telefones portáteis, foram encerrados em 2009, mas a lista de conteúdos considerados “perniciosos” não se limita aquele persistente “demónio social”.

Alguns dos sites mais populares nos países ocidentais, entre os quais o Youtube e o Facebook, estão bloqueados na China.

Quaisquer pesquisas sobre os chamados “3 T” (Tiananmen, Tibete e Taiwan) são também minuciosamente filtradas.

A Google – “Gu Ge”, em chines – detém apenas 31,1 por cento do mercado local – o maior do mundo, com quase 400 milhões de internautas – mas já se tornou um nome familiar na China.

Assim que foi anunciada a sua eventual saída do país, várias pessoas depositaram velas e ramos de flores à entrada da sede da Google-China, em Pequim,

“Se o país mais populoso do planeta não conseguir proporcionar uma base para o maior motor de busca do mundo, isso implicará um retrocesso para a China e uma grave perda para a cultura da Net na China”, disse um jornal oficial em editorial.

Um professor chinês de comunicação sustenta, contudo, que “a Google está apenas a jogar ao gato e ao rato, tentando tirar proveito da cólera e decepção dos internautas”.

Segundo esta visão, a ameaça da Google será também um sinal de frustração pela resistência do seu grande concorrente chinês, a Baidu, que detém 63,9 por cento do mercado local.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Internet: Google quer entrar no mercado da energia

O gigante da Internet Google pediu autorização às autoridades norte-americanas para entrar no mercado da energia, com o objectivo de vender electricidade no mercado grossista e abastecer-se directamente.

De acordo com o documento entregue à Comissão reguladora de energia no fim do mês de Dezembro, o grupo, através da sua subsidiária Google Energy, pediu para beneficiar do estatuto de vendedor e das "tarifas associadas" e de uma "autorização geral" para comprar e vender nos mercados de energia.

Este pedido representa um passo suplementar do Google no domínio da energia, a fim de atingir o seu objectivo de neutralidade em carbono.

O grupo tinha anunciado em 2007 que pretendia investir em energias verdes e lançou uma nova ferramenta, o PowerMeter, que permite aos particulares e às empresas controlar os seus consumos.

Em meados de Dezembro, o grupo reafirmou no seu blogue "Going green at Google" o empenho em atingir a neutralidade em carbono e reduzir as suas emissões de gás com efeito de estufa.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Portugal: Espólio integral de Fernando Pessoa online em 2010

A Biblioteca Nacional Digital (BND), departamento da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) que disponibiliza 10.500 títulos em formato electrónico, vai colocar online no próximo ano o espólio integral de Fernando Pessoa.

A digitalização do espólio do poeta "ficará concluída no presente ano", assegurou Helena Patrício, directora de Serviços de Sistemas de Informação da BNP, que inclui o Serviço de Gestão de Conteúdos Digitais.

Ainda de acordo com a responsável, das obras de autores portugueses disponibilizadas na BND nos últimos dois anos, destacam-se, pelo seu carácter único, "os 29 cadernos manuscritos e o dactiloscrito da 'Mensagem' de Fernando Pessoa e os documentos dos espólios de José Saramago, Antero de Quental e Camilo Pessanha". Camilo Castelo Branco, António Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Eça de Queirós são outros dos autores representados na BND, cujas obras foram digitalizadas a partir do fundo documental da Biblioteca Nacional de Portugal.

Helena Patrício assinalou ainda que estão prontas para colocação online 472.000 imagens de jornais portugueses do século XIX e de livros antigos impressos em Portugal no século XVI.

A funcionar desde 2002, a BND registou, entre Janeiro e Agosto deste ano, mais de cinco milhões de consultas, com destaque para o espaço dedicado a Eça de Queirós (http://purl.pt/93), que recebeu cerca de 7.500 visitas mensais, o portal Fernando Pessoa (http://purl.pt/1000), com 3.600 visitas por mês, e "Os Lusíadas" (http://purl.pt/1), com 1.500 visitas em cada 30 dias.

A directora de Serviços de Sistemas de Informação explicou à agência Lusa que - com vista "à valorização e divulgação do património documental português" - a digitalização tem privilegiado os documentos em função da "antiguidade, raridade, carácter único e interesse histórico-cultural", sendo ainda tidas em conta as tipologias menos disponibilizadas noutras fontes ou colecções, "como a iconografia e a cartografia".

Dos documentos digitalizados, 55 por cento estão em língua portuguesa, sendo os principais assuntos focados a Arte (com 35 por cento) e a História/Geografia (com 33 por cento), seguindo-se as Ciências Sociais (11 por cento), as Ciências Aplicadas (sete por cento), as obras de temática religiosa ou teológica (cinco por cento) e a Literatura/Linguística (quatro por cento).

Além da BND, os cibernautas podem encontrar documentos electrónicos na Biblioteca Digital Camões, do Instituto Camões, que disponibiliza mais de 1.200 títulos, na Biblioteca Digital de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra ou na Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa.

A Biblioteca Digital do Alentejo - que tem entre os seus parceiros as bibliotecas municipais de Almodôvar, Évora, Ferreira do Alentejo, Mértola, Monforte, Montemor-o-Novo, Portel, Reguengos de Monsaraz, Sines e Vendas Novas -, e o espaço Memória de África Digital, promovido pela Fundação Portugal-África, o Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e a Universidade de Aveiro, são outros dos espaços consultáveis.

As versões portuguesas das publicações da União Europeia também já estão em formato electrónico, podendo ser acedidas em http://bookshop.europa.eu/eubookshop/index.action?request_locale=PT.

Uma lista completa das bibliotecas digitais em Portugal pode ser consultada no site da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Luxemburgo/Bélgica: Site infanto-juvenil da escritora Dulce Rodrigues, "Barry4Kids", já se vestiu de Natal

O Barry é um cão português que vive na Bélgica, que provavelmente, vocês mais pequenos conhecem, pelas suas aventuras, já retratadas em vários livros da autoria da escritora portuguesa (também residente na Bélgica), Dulce Rodrigues.

Para além da série de aventuras do Barry, podemos encontrá-lo também no sítio www.barry4kids.net , na internet.

Até 7 de Janeiro de 2010, o Barry vai guiar-nos por várias tradições de Natal. O sítio conta com várias janelas, a escolher entre: Ver, Descobrir, Jogar, Ler e Fazer. Dentro destas rubricas os mais jovens vão poder ler estórias, lendas e tradições de Natal de vários países, mas também descobrir tudo sobre presépios portugueses, aprender canções natalícias em várias línguas, saber mais sobre a famosa rena Rudolfo e até ficar a conhecer a estória das "Três crianças salvas por São Nicolau".

As crianças dispõem igualmente de jogos de palavras e podem aprender a fazer decorações de Natal, fáceis e giras, e mesmo surpreender a família com uma receita natalícia ou um presépio construído pelas suas próprias mãos. Podem ainda ficar a conhecer as aldeias do Pai Natal na Suécia, Finlândia e Noruega, os mercados de Natal e os museus do brinquedo em alguns países, a vila Natal de Óbidos e a vila presépio de Alenquer em Portugal.

Fácil de navegar, este sítio é multilíngue, com informações em português, inglês, francês e alemão, muito útil para crianças, como as que vivem no Luxemburgo e ouvem diariamente várias línguas mas que também querem saber mais sobre os usos e costumes de outros povos nesta época festiva.

Suzana Lopes Cascão

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Futebol: Site oficial da FIFA agora também em português

A página oficial na internet da FIFA tem desde 1 de Dezembro uma versão em português do Brasil, que se converte assim no sexto idioma da confederação, que já tinha canais em inglês, francês, espanhol, alemão e árabe.

Segundo a própria FIFA, a escolha do português na versão brasileira, deve-se ao facto de ser o gigante sul-americano, com mais de 200 milhões de habitantes, a organizar o Mundial de 2014 e a Taça das Confederações, um ano antes.

As reportagens sobre o futebol português e sobre a selecção "das quinas" serão escritas, no entanto, em português europeu.

Através da página oficial da FIFA é também possível adquirir bilhetes para os jogos do primeiro mundial africano.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Internet: Facebook melhora protecção de dados pessoais dos 350 milhões de utilizadores

Num momento em que ultrapassa os 350 milhões de membros, a rede social Facebook anunciou que vai melhorar a possibilidade de os utilizadores protegerem os dados referentes à sua vida privada.

Numa mensagem disponível na página de entrada do Facebook, o fundador do espaço, Marco Zuckerberg, anunciou hoje que os utilizadores estão, doravante, em condições de escolher quem, de entre as pessoas com quem se relacionam na rede, pode ver os seus dados pessoais.

Considerando que, dado o aumento do número de inscritos, proteger eficazmente os dados privados se tornou difícil, Marco Zuckerberg, explicou que esta nova valência dá resposta aos pedidos de vários utilizadores.

Ainda de acordo com o fundador da rede, a actualização vai ser efectuada durante as próximas semanas.

Foto: Arquivo LW

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Luxemburgo: SES-Astra investe na internet a nível global

A companhia luxemburguesa de satélites SES-Astra, sediada em Betzdorf, investiu 75 milhões de euros na empresa O3B (The Other 3 Billion), especializada em fornecer o acesso à internet em países emergentes da América do Sul, África e Ásia-Pacífico.

A SES reforça assim a sua posição no sector da internet ao adquirir uma parte minoritária (30%) desta companhia sediada em Jersey, e junta-se a outros grupos mundiais que já investiram na mesma empresa como a Google, Liberty Global, HSBC e North Bridge Venture Partners.

Foto: Guy Jallay

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

UE: Estudo da Comissão Europeia revela que internet não funciona no mercado único

No seio da União Europeia, 60 % das compras online realizadas num Estado Membro diferente do local onde reside o consumidor são recusadas. "Este número ilustra a medida da inexistência do mercado único europeu na venda à unidade online", lamenta a comissária Meglena Kuneva.

Máquinas fotográficas, livros, vestuário, CDs: no total, para os objectivos do inquérito, foram realizados cerca de 11.000 testes de compras transfronteiriças. As conclusões estão à vista. Em mais de seis casos em 10, as encomendas online para um país da UE não se efectivam, sobretudo porque o comerciante se recusa a entregar a mercadoria no país da residência do consumidor ou não oferece meios de pagamento transfronteiriços adequados.

A Bélgica, a Bulgária, a Letónia e a Roménia são países em que o consumidor pode fazer menos compras transfronteiriças.

Pelo contrário, o Luxemburgo figura entre os países em que, juntamente com a Áustria, a Espanha e a Dinamarca, realizar uma operação online deste tipo não é complicado.

Uma constatação lamentável do ponto de vista do consumidor. O inquérito demonstra que na metade dos países da UE, foi possível encontrar uma oferta no estrangeiro menos cara do que a melhor das ofertas nacionais, incluindo os portes de envio. A diferença é de no mínimo 10 % para mais de metade dos produtos procurados.

Ao mesmo tempo, em metade dos países da UE, mais de metade dos produtos procurados não tinham sido propostos pelos sítios nacionais. Sobre esta questão, o teste coloca o Luxemburgo na penúltima posição: em oito casos sobre dez, os inquiridores viram-se perante a incapacidade de encomendar o produto pesquisado nos sítios referenciados no Grão-Ducado.

A conclusão não deixa dúvidas: existe potencial para um mercado deste tipo. Ora, se o número de compradores europeus online passou de 27 % para 33 % da população de 2006 a 2008, o dos compradores transfronteiriços estagnou, passando de 6 % a 7 %. Ao mesmo tempo, 21 % dos negociantes realizam vendas para além das fronteiras, enquanto que em 2008 eram 51 % a realizar vendas online.

Em Portugal, o estudo promovido pela União Europeia revela que só 41 % das compras a lojas estrangeiras a partir do país resultam. E os preços até valeriam a pena para o consumidor, uma vez que as compras na Internet permitiriam comprar mais de metade dos produtos com pelo menos 10 % de desconto.

A explicação para este insucesso prende-se com o facto de muitas empresas não enviarem produtos para outros países comunitários. À qual acrescem outras dificuldades, como a falta de meios de pagamento adequados.

Uma manta de retalhos jurÍdica


Para além dos problemas técnicos (encomenda impossível de concretizar) e de questões de confiança (o consumidor travado por obstáculos tais como a língua), a Comissão verifica a existência antes de mais de um labirinto jurídico que se propõe simplificar. Ora, neste domínio, a legislação europeia apenas define condições mínimas, que foram completadas a diferentes níveis pelas leis nacionais, criando deste modo uma autêntica manta de retalhos legislativa. Um exemplo: o período de reflexão, durante o qual o consumidor pode mudar de opinião e devolver o produto sem ter de pagar portes, varia entre sete a 15 dias, de acordo com o país. As condições de reembolso e de reparação são bastantes flutuantes. Uma situação que pode desencorajar por sua vez os distribuidores e os consumidores.

A Comissão propõe oito medidas para harmonizar o mercado na internet mas também para dar a conhecer os instrumentos existentes, incluindo a simplificação de procedimentos de queixas no caso de compras transfronteiriças que não ultrapassem os 2.000 euros, a partir este ano. O Centro Europeu dos Consumidores ajuda igualmente na resolução de conflitos desta natureza.

Cristina Campos

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Novas tecnologias: E-mail expandiu-se em Portugal e no Mundo a partir de 1995

Portugal adoptou o e-mail como ferramenta de comunicação e está a acompanhar a sua evolução ao mesmo tempo que os restantes países, disseram à Lusa dois dos pioneiros portugueses da internet.

Libório Silva, autor do livro "e-mail", referiu que a expansão do correio electrónico em Portugal aconteceu ao mesmo tempo que no resto do Mundo, fundamentalmente a partir de Janeiro de 1995, quando a Telepac abriu o acesso da internet a particulares via World Wide Web (www), a interface gráfica hipermédia que veio revolucionar a internet.

"Antes de 1995, só se podia entrar na internet através do [sistema operativo] Unix. Eu era responsável pelo Informix em Portugal e participava desde o início dos anos 1990 no Grupo Português de Utilizadores de Unix [PUUG], de que faziam parte apenas 20 ou 30 empresas", recordou.

Libório Silva, que organizou em 1995 em Lisboa o primeiro congresso internacional sobre internet em Portugal (com edições anuais até 2003), recordou que os primeiros e-mails eram escritos em linhas de comando, precedidos da palavra "send" (envio), porque o correio electrónico ainda não era gráfico.

O editor da Centro Atlântico contou que, no momento em que um dos oradores do congresso de 1995 (o site ainda está disponível em http://www.centroatl.pt/internet.95/), Rui Bana e Costa, fazia uma apresentação sobre e-mail, recebeu a mensagem de entrada de um e-mail, o que causou sensação entre os 400 participantes.

"Ver ao vivo uma mensagem de e-mail a chegar em tempo real foi engraçadíssimo. Para a maioria dos participantes, era a primeira vez que viam um e-mail a chegar", disse.

Outro membro do PUUG era Vítor Magalhães, que teve a "sorte" de ter estudado na faculdade (de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa) no momento em que estava a ser criado o primeiro ISP (fornecedor de acesso à internet) português, que ajudou a construir.

"A internet, naquela fase, ainda era texto, não era gráfica. As hiperligações baseavam-se no Ghoper [protocolo de redes de computadores destronado pela World Wide Web] e não por HTML", recordou.

A característica não gráfica dos primeiros 20 anos de internet fez do e-mail a ferramenta mais usada, ainda que por um grupo muito restrito, que em Portugal não ultrapassava as "200 e poucas pessoas" no início da década de 1990.

"Portugal acabou por seguir o resto do Mundo. Não houve antecipação nem atraso na adopção do e-mail", referiu Vítor Magalhães, actualmente dedicado em exclusivo à Byside, empresa especializada em gestão de perfis e comunicação segmentada, ligando os mundos online e offline.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Venezuela: Polícia deteve quadrilha que assaltava casas de utilizadores do Facebook

A polícia venezuelana revelou, segunda-feira, que deteve uma quadrilha que assaltava as residências de utilizadores da rede social Facebook.

Segundo o Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas, a quadrilha extraía informação das contas dos utilizadores (por exemplo, o período em que as famílias estavam ausentes em férias), servia-se das fotos das casas e obtinha as direcções para roubar objectos pessoais, electrodomésticos e principalmente telemóveis, computadores, reprodutores de dvd e consolas de jogos.

As autoridades revelaram também que identificaram vários integrantes de uma outra quadrilha, envolvida em assaltos múltiplos e simultâneos a edifícios residenciais no Leste de Caracas.

Segundo Luís Fernández, sub-director do Corpo de Investigações, os assaltantes usavam casacos de organismos de segurança e rádios de comunicação.

Uma vez nos edifícios começavam por imobilizar os seguranças e entravam nas residências à procura de jóias, dinheiro, armas de fogo, computadores portáteis, blackberrys e outros telemóveis.

“Temos funcionários dispersos em vários Estados e, nas próximas horas, vamos deter este grupo”, frisou aquele responsável.

A quadrilha é suspeita de assaltar edifícios de Terrazas del Avila, Valle Arriba, Los Palos Grandes, Cumbres de Curumo, Las Mercedes, La Tahona, Prados del Este e El Cafetal, onde reside um importante número de empresários portugueses.