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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Luxemburgo: Pena suspensa de seis meses para dois médicos

Foto: Guy Jallay
Dois médicos do Centro Hospitalar do Luxemburgo foram ontem condenados a seis meses de pena de prisão suspensa pelo homicídio involuntário de uma criança de três anos, a quem foi administrada uma dose mortal de um sedativo.

O caso remonta a 2005. A criança foi admitida no CHL na sequência de um acidente e foi tratada com Diprivan (Propofol), um poderoso sedativo que é utilizado habitualmente quando os doentes estão em cuidados intensivos. A menina manifestou ter problemas cardiovasculares e começou a sofrer da Síndrome de Infusão do Propofol, tendo morrido na sequência do tratamento.

Os dois médicos foram condenados a seis meses de pena suspensa de prisão bem como ao pagamento de 2.500 euros de multa e de uma indemnização no valor de 75 mil euros por perdas e danos às três partes civis do processo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cabo-verdiano que matou a mulher condenado a pena perpétua

Foto: Ralph di Marco
O Tribunal de Recurso do Luxemburgo confirmou a pena de prisão perpétua para um cabo-verdiano acusado de matar a mulher. O homem, que vivia em Esch-sur-Alzette na altura do crime, já tinha sido condenado a prisão perpétua em primeira instância.

O homicídio aconteceu em Setembro de 2010 naquela cidade do Sul do país. O homem, de 37 anos, esfaqueou a mulher quando descobriu que esta estava grávida de uma relação com o meio-irmão.

No acórdão proferido esta semana, o Tribunal de Recurso justifica a manutenção da pena com a falta de arrependimento do acusado. O homem declarou em tribunal que a vítima era "má mulher, má esposa e má mãe".

Apesar de o tribunal superior ter mantido a condenação a prisão perpétua, o imigrante cabo-verdiano pode vir a ser libertado após cumprir 15 anos de prisão, ao abrigo da liberdade condicional.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Miguel Relvas diz que foi ele quem se sentiu pressionado

O ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, afirmou ontem que foi ele quem se sentiu pressionado pelo jornal Público, no caso das 'secretas', negando ter feito qualquer tipo de ameaça a jornalistas.

O Público desmente-o e reitera a acusação. "Senti-me pressionado", disse o ministro após a audição na Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) sobre o caso em que Relvas é acusado de ter feito ameaças a uma jornalista na sequência de perguntas sobre supostas contradições na comissão parlamentar de inquérito sobre as 'secretas'. "Porque é que me foi dado 32 minutos para responder a uma pergunta a meio da tarde, num caso que já não tinha actualidade, que já tinha sido na véspera abordado no Parlamento?", questionou Relvas. "Foi nessa base que me insurgi com a editora de política do Público e com a directora" do jornal, acrescentou. Assumindo-se "de consciência tranquila", Relvas garantiu que na audição de ontem na ERC "todas as questões foram respondidas" e reiterou: "Não houve da minha parte qualquer pressão. Não houve ameaças". "Não falei com a jornalista em causa, nem tenho conhecimento da vida pessoal dela", garantiu. Relvas desmentiu ainda a acusação do conselho de redacção do Público de que ameaçou promover um backout do Executivo daquele jornal.

Ouvida também pela ERC, a directora do Público, Bárbara Reis, reiterou que Relvas pressionou o jornal. “Que ninguém tenha dúvidas sobre o que se passou: houve pressão e nós não cedemos à pressão. Nunca nos deixámos intimidar em 22 anos”, disse.

Luxemburgo: Suspeito de tentativa de violação detido em Nancy

O suspeito de uma tentativa de violação em Dudelange, em Março, foi agora detido em Nancy.
Um homem de 36 anos, suspeito de tentativa de violação no Luxemburgo, foi agora detido em Nancy, dois meses depois do ataque, avança o jornal L'Est Républicain na edição de ontem.

O caso remonta a 7 de Março. Eram 13h30 quando uma mulher de 45 anos foi atacada por um homem enquanto fazia jogging na floresta de Ginzebierg, em Dudelange. O agressor tinha um capuz a cobrir-lhe a cara e uma faca. A vítima conseguiu escapar, e memorizou a matrícula de uma carrinha estacionada nas imediações.
Alertada, a Polícia luxemburguesa iniciou a caça ao homem, recorrendo mesmo a um helicóptero, mas sem resultado.

O suspeito foi detido em Nancy a 15 de Maio graças a uma carta rogatória enviada pelas autoridades luxemburguesas à Polícia francesa. No interior do veículo, que pertence a uma empresa de transportes registada entre Pont-à-Mousson e Nancy, a Polícia francesa encontrou o capuz e a faca descritas pela vítima, além de algemas. O homem é aliás conhecido da Polícia francesa, tendo já sido condenado por agressão sexual.
O suspeito acabou por confessar o crime, avança o jornal francês, e aguarda agora a extradição para o Luxemburgo no centro de detenção de Nancy-Maxéville.

sexta-feira, 23 de março de 2012

PS estranha inquérito crime só a ex-ministros de Sócrates

Foto: Lusa
O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho (foto), considerou ontem "estranho" o momento escolhido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para abrir um inquérito crime a ex-ministros de José Sócrates por alegados procedimentos ilegais no pagamento de despesas.

Depois de confrontado com a decisão da PGR face à queixa apresentada pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses contra 14 ministros do anterior Governo liderado por José Sócrates, Zorrinho reagiu: "Considera estranho o timing da iniciativa e também estranho que esta iniciativa seja tomada exclusivamente em relação a um Governo em particular [de José Sócrates].
 Mas, cabe à justiça apurar os factos, e os factos que forem apurados devem ser revelados", frisou Zorrinho.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Portugal/Face Oculta: Julgamento começa a 8 de Novembro

O juiz-presidente da comarca do Baixo-Vouga, Paulo Brandão, anunciou hoje que o julgamento do processo Face Oculta vai começar no dia 08 de novembro no Tribunal de Aveiro.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Brandão disse que o juiz Raul Cordeiro, que presidirá ao coletivo de juízes que vai julgar o caso, marcou a primeira sessão do julgamento para o dia 08 de novembro.

Até lá, a sala principal de audiências do Palácio da Justiça de Aveiro irá ainda sofrer obras de adaptação para receber os 34 arguidos singulares e duas empresas e respetivos advogados.

"As sessões vão decorrer todos os dias da semana, com excepção da segunda-feira", adiantou o magistrado, que espera que o julgamento não prejudique o andamento de outros processos que estão a correr no Tribunal de Aveiro.

O caso Face Oculta teve início numa operação desencadeada em outubro de 2009 pela PJ de Aveiro, na sequência de investigações a alegados crimes fiscais atribuídos ao empresário e arguido Manuel Godinho.

O sucateiro de Ovar foi o único arguido preso preventivamente neste processo, tendo a sua prisão expirado a 28 de fevereiro. É acusado de 60 crimes, designadamente de associação criminosa, corrupção, tráfico de influências, furto qualificado, burla qualificada, falsificação de documentos e perturbação de arrematações.

O ex-administrador do BCP e antigo ministro socialista Armando Vara irá a julgamento responder por três acusações de tráfico de influências, as mesmas que o gestor Lopes Barreira, empresário e fundador da Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária, entretanto extinta.

José Penedos, ex-presidente da REN-Redes Energéticas Nacionais, é acusado de corrupção e participação económica em negócio, enquanto o seu filho Paulo Penedos, advogado e ex-assessor jurídico da PT, irá responder pelo crime de tráfico de influências.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Doze anos de cadeia por ter atirado homem para o rio Alzette

O homem que em Agosto de 2008 atirou o companheiro para o rio Alzette, em Clausen, foi condenado na segunda-feira a uma pena de 12 anos por lesão corporal seguida de morte.

No Verão de 2008, a vítima e o agressor estavam num bar em Clausen. Quando um deles insistiu para partir, o outro recusou-se. Descontente com a recusa, um dos homens agrediu o outro, levantou-lhe as pernas, levando-o a transpor o gradeamento da ponte que atravessa o rio Alzette.

Devido ao baixo nível do rio, a vítima não sobreviveu à queda. O Ministério Público pedia uma pena de 15 anos de prisão. O agressor tentou salvar a vítima e acompanhou-a na ambulância, o que levou o juiz a atenuar a pena.

Foto: Guy Jallay

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Luxemburgo/Caso Bommelëeer: Dois polícias vão a julgamento

Os dois arguidos no Caso Bommelëeer vão mesmo ser julgados no Tribunal Criminal, decidiu ontem a Câmara do Conselho do Tribunal do Luxemburgo.

Após quase 26 anos de investigações e num momento em que na opinião pública se formava a ideia de que no caso dos atentados bombistas que assolaram o Grão-Ducado nos anos 1984/86 a culpa morreria solteira, há dois arguidos que irão mesmo a julgamento, Marc S. e Jos W., dois ex-polícias.

A Câmara do Conselho do Tribunal do Luxemburgo considera que "há acusações suficientes que indiciam a culpabilidade dos arguidos". A mesma câmara ordenou que fossem retiradas as acusações a outros eventuais autores ainda não identificados até hoje.

terça-feira, 15 de março de 2011

Portugal: Ministro da Justiça pediu para analisar 39 despachos de ex-secretário de Estado, um dos quais beneficiou a sua mulher

O ministro Alberto Martins disse hoje que pediu à Inspeção-Geral da Justiça para se pronunciar sobre a legalidade de 39 despachos assinados pelo ex-secretário de Estado João Correia, um dos quais beneficiou a sua mulher, a procuradora Maria Correia Fernandes.

O ministro da Justiça fez este anúncio numa breve declaração aos jornalistas na sequência de notícias hoje divulgadas pela imprensa, segundo as quais o seu Ministério pagou no ano passado 72 mil euros a Maria Correia Fernandes, por acumulação de funções em dois serviços do Ministério Público (MP).

Isto apesar de todos os pareceres da hierarquia do MP serem contra este pagamento, de este já ter sido indeferido pelo ex-secretário de Estado Conde Rodrigues e de ainda não haver uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto, onde corria um processo sobre este assunto.

Reagindo a estas notícias, Alberto Martins disse que espera que o assunto esteja "esclarecido dentro de 15 dias a três semanas" e que hoje mesmo se disponibilizou para prestar explicações à comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais.

Alberto Martins explicou que delegou competências no então secretário de Estado da Justiça João Correia e que nunca teve conhecimento de nenhum processo de acumulações, desejando que "rapidamente todas as dúvidas sobre a legalidade sejam apuradas de forma definitiva".

O ministro garantiu, desde já, que as conclusões do inspetor-geral da Justiça, o procurador da República Manuel Matos Santa, a quem exigiu celeridade, serão tornadas públicas.

Assegurou ainda que, logo que assumiu funções, delegou esta matéria no secretário de Estado e que desconhecia o teor dos despachos assinados por João Correia, admitindo contudo que, dada a proximidade familiar com Maria Correia Fernandes, sabia que a procuradora tinha interposto uma ação no TAF do Porto e que o Ministério da Justiça lhe tinha deferido o pagamento.

"Tinha conhecimento que a minha mulher tinha interposto uma ação judicial em tempos e tinha conhecimento que lhe tinha sido dado provimento por deliberação do secretário de Estado da Justiça", disse.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Portugal/Caso Face Oculta: Todos os arguidos irão a julgamento

O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu hoje levar a julgamento todos os arguidos no caso Face Oculta.

A decisão instrutória foi anunciada pelo juiz Carlos Alexandre, numa sessão no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

O Ministério Público acusou 34 pessoas e duas empresas no âmbito do processo Face Oculta, que está relacionado com alegados casos de corrupção e outros crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel Godinho, o único arguido que esteve em prisão preventiva.

Entre os arguidos estão também Armando Vara, ex-administrador do banco Millenium BCP acusado de três crimes de tráfico de influências, e José Penedos, ex-presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais), acusado de dois crimes de corrupção e dois de participação económica em negócio e o seu filho Paulo Penedos.

O sucateiro Manuel Godinho foi libertado no dia 28 de fevereiro, altura em que expirou o prazo de um ano e quatro meses da sua prisão preventiva.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Luxemburgo: Doze anos de cadeia para portuguesa

A portuguesa que feriu mortalmente o ex-marido, também português, com uma faca de cozinha de 24 cm, durante uma discussão em 10 de Janeiro de 2010, num café em Wiltz (na foto), foi condenada ontem pelo Tribunal de Diekirch a 12 anos de prisão, dos quais sete com pena suspensa.

A mulher (hoje com 38 anos) tem ainda de pagar uma indemnização de 25 mil euros.

A mulher alegou ter agido em legítima defesa, mas a justiça recordou-lhe que tinha havido antecedentes que pesaram contra si.

O casal, com dois filhos, não se envolvia pela primeira vez numa disputa conjugal com facas à mistura. Já em Setembro de 2009, a mulher esfaqueara gravemente o ex-marido na barriga e na coxa. Também na altura a portuguesa afirmara ter agido em legítima defesa.

Foto: LW

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cinco associações luxemburguesas ganham o poder de dar apoio jurídico em casos de discriminação

A Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI), a associação católica Caritas, a Info-Handicap, a Liga Luxemburguesa dos Direitos do Homem e a instituição de apoio aos invisuais "Chiens guides d'aveugles" passam a estar habilitadas pela lei luxemburguesa a defender pessoas vítimas de discriminações em tribunal.

Foto: Serge Waldbillig

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Luxemburgo: Pena suspensa para motorista português julgado pelo acidcente de autocarro que vitimou duas alunas e um professor

O motorista português envolvido no acidente de autocarro de transporte escolar em Reims foi condenado na terça-feira a 30 meses de prisão com pena suspensa por homicídio involuntário. O sinistro vitimou duas alunas e um professor.

Em Junho de 2008, o inquérito da polícia indicou tratar-se de erro humano. As investigações sobre o acidente concluíram que o sinistro ficou a dever-se ao facto de o motorista se ter distraído com o vídeo do veículo.

"Tentava regular a televisão, quando levantei a cabeça, já tinha batido", reconheceu Fernando da Conceição Tavares, de 50 anos, quando acordou do estado de coma provocado pelos ferimentos do acidente.

Fernando da Conceição Tavares, residente em Heisdorf, conduzia o autocarro escolar da escola primária de Steinsel, que se dirigia para Paris. Colidiu com um camião que delimitava uma zona em obras na auto-estrada A4 (Thillois), perto de Reims, a 14 de Junho de 2007, tendo o acidente provocado três mortos e 11 feridos.

O julgamento decorreu na cidade francesa de Reims.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Luxemburgo: Português arrisca 25 anos de prisão

Um português acusado de tentar matar outro durante uma rixa arrisca 25 anos de prisão, a pena pedida pelo procurador do Luxemburgo.

António confessou ter agredido Manuel com uma faca, durante uma discussão entre os dois. Ambos viviam em quartos arrendados por cima de um café em Dudelange na altura da discussão, em 30 de Outubro de 2009. Segundo a acusação, António estava embriagado e terá provocado Manuel, insultando-o. Este tê-lo-ia então agredido, desferindo "um ou dois murros para que ele calasse a boca", contou a vítima em tribunal. Em resposta, António sacou de uma navalha que trazia consigo, ferindo Manuel.

O arguido confessou os factos, mas diz que agiu "sob impulso" e nega a premeditação. O procurador acusa-o de tentativa de homicídio. A defesa pediu que a acusação fosse reduzida para ofensas à integridade física.

A sentença deverá ser conhecida dia 20 de Outubro.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Luxemburgo: Proprietários dos bares de Clausen dizem-se discriminados

Os proprietários dos bares das Rives de Clausen consideram-se discriminados pela autarquia do Luxemburgo por esta ter concedido autorização de abertura aos cafés e bares da zona alta da capital até às 6 h da manhã, e não a eles.

O proprietário da discoteca Melusina já deu entrada de um recurso no Tribunal Administrativo por discriminação, alegando que a autarquia pratica uma diferença de tratamento entre as diferentes zonas da cidade.

Tal como o vale da Pétrusse e o plateau do Rahm, a zona das Rives de Clausen está classificada como zona habitacional, o que dificulta o licenciamento de bares. Aqui a autarquia da capital não pode conceder autorização de funcionamento até às seis da manhã.

Contudo, o burgomestre Paul Helminger manifestou-se favorável a que Clausen beneficie dessa autorização, durante o último "city breakfast" (reunião semanal com os jornalistas).

Nessa altura, defendeu que se os bares estiverem abertos até às seis da manhã, os clientes "terão mais três horas para deixar o estabelecimento, evitando assim as bichas e os barulhos causados pelas carros que agora partem todos às três da manhã”.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Portugal: Tribunal de Matosinhos absolve roubo de jovem que furtou ...amêndoas

Um coletivo de juízes absolveu segunda-feira, em Matosinhos, o jovem acusado de roubar um saco de amêndoas, ainda que este tenha admitido o seu furto.

De acordo com o código penal, roubo e furto são crimes distintos, residindo a diferença no facto de existir, ou não, prática de violência, constrangimento e ameaça.

‘Ganita’ estava acusado de um crime de roubo de um saco de amêndoas porque, e de acordo com a acusação, além de subtrair o respetivo artigo (avaliado em dois euros), teria agredido a funcionária do supermercado.

Contudo, essa agressão não ficou provada em julgamento, pelo que não ficaram preenchidos os requisitos do crime de roubo, absolvendo-se o arguido.

O arguido furtou, sim, o pacote de amêndoas mas o supermercado lesado nunca apresentou queixa do crime.

A queixa foi apresentada pela funcionária, alegada vítima de agressão, tendo o Ministério Público sustentado esta acusação no seu depoimento.

Em declarações à Lusa o advogado de defesa do arguido considerou que “apesar de tudo, o tribunal fez justiça”.

“É pena é que o Ministério Público e o tribunal tenham gasto tanto dinheiro com isto, para no fim não se descobrir nada e não haver nada do que se dizia”, sublinhou Filipe Melo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Luxemburgo: Condenado a 13 anos por ter tido relações sexuais com uma menor

O Tribunal Criminal do Luxemburgo condenou ontem, quinta-feira, Armando, um homem de 48 anos, a uma pena de prisão de 13, dos quais sete com pena suspensa, por este ter tido relações sexuais com uma menor.

O condenado confessou os factos de que era acusado: ter tido relações sexuais com a filha da sua mulher, na altura com 12 anos. A rapariga declarou ter consentido ao acto. Por tratar-se de uma menor, o Tribunal condenou o homem por violação.

Os especialistas que examinaram Armando declaram, no entanto, que este não têm tendências pedófilas. O condenado admitiu que devia ter reflectido antes de passar ao acto, dada a idade da rapariga.

Luxemburgo/Caso da morte do pequeno David: Monitores da colónia de férias de Blankenberg aguardam sentença

Em Agosto de 2008, David, um rapaz de oito anos morreu numa colónia de férias em Blankenberge. Na semana passada, quatro dos monitores implicados compareceram perante o Tribunal para responderem por homicídio involuntário e morte suspeita. Os arguidos, de idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, não conseguiram explicar o que realmente se passou nem como é que David pôde escapar à sua vigilância naquela tarde.

David, que tinha fobia à água, a ponto de nem sequer querer tomar duche, estava na praia dentro de água. A história da morte de David é dramática e as circunstâncias em que ocorreu confusas.

A ida à praia não estava prevista no programa deste último fatídico dia de colónia de férias em Blankenberge. Mas a previsão do tempo fez os monitores mudarem de ideia. Na precipitação da saída para a praia, os monitores deveriam acompanhar as vinte e cinco crianças que tinham a cargo.

"Foi tudo muito rápido. Toda a gente estava com pressa de ir ao banho uma última vez." Patrizia foi a última a ter visto David. Foi ela que lhe pôs creme protector solar. Véronique, outra das monitoras, deveria tomar conta das crianças que não iam tomar banho.

A corrente estava muito forte e os monitores reduziram o tempo do banho. Faltava uma criança à chamada dos monitores, precisamente a criança que tinha medo da água.

No tribunal, Tonnar, a advogada da família da criança, defendeu que "os quatro arguidos deveriam ter vigiado David tanto mais que eles conheciam a sua fobia à água".

A atenção dos juízes recaiu sobre Véronique, uma das monitoras que deveria estar a vigiar as crianças que não nadavam. Em tribunal, a jovem monitora defendeu-se, dizendo que David não estava com ela: "Havia quatro crianças no rectângulo comigo e duas meninas que passeavam à beira da água".

Neste caso, a pergunta que se põe é: onde estava então o David? "Não o vi na água. Ele tinha até medo de tomar duche", referiu Jean, outro dos monitores envolvidos no caso. As duas monitoras e um rapaz de 12 anos que vigiavam os banhos com Jean, corroboraram o seu testemunho.

David foi encontrado inanimado por alguns banhistas que passeavam à beira-mar a 800 metros do sítio onde se encontravam. Foi depois levado para o hospital, onde veio a falecer.

Uma situação que afectou terrivelmente a equipa de monitores responsáveis pela vigilância de 25 crianças.

A advogada dos monitores considera que não há prova de afogamento – as autoridades belgas não consideraram útil fazer a autópsia do corpo – e avança como hipótese uma possível indisposição como causa do falecimento.

A representante do Ministério Público sustenta, no entanto, outra tese: "Para mim, a explicação é clara. Como era seu hábito, estava sentado numa poça de água, de costas viradas para o mar e construía castelos na areia. Ele foi surpreendido pela maré que subiu muito rapidamente e entrou em pânico. David não teve qualquer hipótese".

O Ministério Público acrescenta que os organizadores da colónia terão cometido uma falta quando recrutaram monitores tão jovens ou pouco experimentados. Exigiu para as partes civis duas vezes 45.000 euros (para os pais) por danos morais e 30.000 euros (para a avó).

A advogada de defesa pediu a absolvição dos seus clientes. Se o tribunal se decidir pela responsabilidade dos quatro acusados, a advogada solicitou aos juízes que não os condenasse a penas de prisão, mas a pena suspensa.

Pena suspensa

Simone Flammang, a procuradora do Ministério Público, pediu uma suspensão de cinco anos da decisão do Tribunal. "É um dossier difícil para todos", declarou a procuradora, "um dossier de excepção que apela a uma medida de excepção".

"Não estamos a julgar criminosos, mas factos involuntários cometidos por pessoas que pensavam estar a actuar correctamente", sublinhou Flammang na introdução à sua acusação. A procuradora considerou haver lugar para os três elementos constitutivos de um homicídio involuntário – a morte, o erro que a provocou e o elo de causalidade. No entanto, reconheceu que é muito difícil pedir uma pena para os três monitores.

A pena pouco importa, David não voltará a viver e a decisão a tomar não diminuirá o desgosto dos pais, nem a culpa dos monitores, referiu Simone Flammang.

A causa de morte é clara para Simone Flammang. Trata-se de um afogamento. "As outras teorias são mera especulação." A negligência em matéria de vigilância das crianças constituiu o erro que conduziu à morte. A procuradora considera que os monitores deveriam ter organizado melhor a saída para a praia e ter delimitado um espaço na praia no meio do qual David poderia ter brincado.

"O erro está aí", registou Simone Flammang, "entre as 16h10 e as 16h45, eles não sabiam onde estava o David; eles nem sequer deram conta que ele tinha desaparecido. E por isso, a responsabilidade não pode ser unicamente atribuída a Véronique que se ocupava das crianças que não iam ao banho."

Finalmente, a procuradora clarificou que "os quatro acusados tomaram seriamente conta das crianças durante as duas semanas de colónia de férias".

Se o Tribunal aceitar os argumentos da procuradora e dos advogados de defesa, os monitores serão condenados por homicídio involuntário, mas não deverão cumprir pena de prisão uma vez que a pena será suspensa. Se durante este período de pena suspensa quaisquer dos arguidos cometer uma infracção que leve a uma condenação de uma pena criminal ou de prisão, a suspensão é revogada. Passados os cinco anos, se nada ocorrer, o cadastro fica limpo.

A sentença deverá ser conhecida a 25 de Fevereiro.

Cristina Campos

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Portugal: Cavaco Silva recebe hoje em audiência o presidente do Supremo Tribunal de Justiça

O Presidente da República português, Aníbal Cavaco Silva, recebe esta terça-feira ao final da tarde em audiência o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, segundo a agenda do Chefe de Estado divulgada no site da Presidência da República.

A audiência está marcada para as 18h, no Palácio de Belém, em Lisboa, mas não é indicado qual o motivo da audiência.

“O Presidente da República recebe, em audiência, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, juiz-conselheiro Luís António Noronha do Nascimento”, lê-se no site da Presidência.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Portugal: Programa de novo Governo defende prevenção e punição do crime mais eficaz e Justiça mais rápida

O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, entregou segunda-feira ao Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o Programa do XVIII Governo Constitucional Foto: Lusa

O reforço da eficácia na prevenção, investigação e punição do crime, a par de uma justiça mais rápida, simples e acessível e de uma melhor gestão dos tribunais, são algumas metas do programa do novo Governo entregue segbunda-feira na Assembleia da República.

O Governo socialista promete criar "melhores condições para que o Ministério Público e os órgãos de polícia criminal" e dar uma "nova atenção à vítima e não apenas ao infractor".

Após a avaliação do impacto da revisão do Código do Processo Penal, "serão apresentadas e discutidas as correcções que se apurem necessárias".

O novo Governo quer também reforçar o orçamento e a eficácia da investigação criminal e do exercício da acção penal e redefinir a figura do defensor oficioso (advogado) e criar um "programa nacional de mediação vítima-infractor, quer na delinquência juvenil, quer na idade adulta".

É também preconizado uma "Justiça mais simples e desburocratizada, mais célere, mais acessível, mais pontual, mais transparente e previsível, com mais vias alternativas e mais eficaz na investigação e punição do crime".

O Governo de José Sócrates quer sentenças "de dimensão razoável", comprometendo-se a definir "regras que evitem os execessos e promovam a simplicidade".

O programa aponta como necessário "melhorar a detecção precoce de situações de risco ou de delinquência" e "desenvolver o recurso a mecanismos de mediação em situações de delinquência juvenil".

Para aumentar a celeridade da Justiça, é preconizada a redução "drástica" do tempo de duração dos processos, reduzindo os prazos de decisão de processos e compensando cidadãos e empresas quando sejam ultrapassados injustificadamente, com "eliminação ou redução do montante das custas judiciais".

O alargamento da rede dos julgados de paz e a divulgação da mediação e arbitragem como meios de resolução alternativa de litígios aptos a proporcionar formas rápidas, baratas e simples para solucionar conflitos são dois outros objectivos.

O Governo garante ainda que vai repensar a organização, funcionamento e gestão dos tribunais, incluindo a gestão do pessoal e a formação específica dos magistrados.