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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cabo Verde: Imprensa cabo-verdiana destaca "escândalos" em Portugal

O semanário cabo-verdiano Expresso das Ilhas destaca na edição de hoje os “escândalos” registados nos últimos anos em Portugal, e sublinha que o “conflito declarado” entre o Governo e a comunicação social é “apenas a ponta do iceberg”.

Em duas páginas, o semanário, próximo do Movimento para a Democracia (MpD, oposição), dá destaque à "guerra aberta" entre o executivo de José Sócrates e a comunicação social portuguesa, tendo como ante título “escândalos atrás de escândalos”.

“Guerra aberta entre Governo e a comunicação social é apenas a ponta do iceberg. De um lado, o primeiro ministro português, José Sócrates, diz que é «absolutamente lamentável» o que chamou de «jornalismo de buraco de fechadura», baseado em «escutas telefónicas e conversas privadas» sem relevância criminal”, lê-se na entrada do texto.

“Do outro, os órgãos informativos alegam que se recusam a ser «silenciados». O caso «Face Oculta» é apenas o último de uma lista de factos que têm agitado Portugal”, conclui.

No artigo, em que o Expresso das Ilhas faz uma síntese da imprensa portuguesa, lê-se um relato cronológico dos casos que têm abalado o cenário político de Portugal, que visam sobretudo José Sócrates e a comunicação social.

O semanário cabo-verdiano dá conta de que “o primeiro grande embate” foi o caso da licenciatura do primeiro ministro português, referindo que, durante o processo, os diretores do jornal Público e da Rádio Renascença acusaram o gabinete de José Sócrates de ter exercido “pressões ilegítimas” sobre jornalistas destes dois órgãos da comunicação social portuguesa.

Depois, refere o Expresso das Ilhas, surgiu o Caso Freeport, em que José Sócrates, “sentindo-se perseguido pela cobertura do processo (que seria alvo da imprensa em qualquer democracia), processou dois jornalistas numa tentativa de limitar o trabalho jornalístico”.

O semanário cabo-verdiano fala também do “Caso TVI”, alvo de uma tentativa de compra por parte da Portugal Telecom (PT), “negócio este que vinha a ser cozinhado nos bastidores desde o início do ano, com o alegado consentimento de José Sócrates”.

O jornal não esqueceu outro dos casos que envolveu o arquipélago cabo-verdiano: o do Banco Português de Negócios (BPN) e Banco Insular de Cabo Verde.

Neste último, que a imprensa cabo-verdiana tem retomado amiúde mas sempre sem dados novos, o Expresso das Ilhas lembra que, em setembro de 2009, e em termos consolidados, o buraco financeiro do BPN somava 1,87 milhões de euros.

“O BPN SA, sozinho - sem o BPN Brasil, o banco Efisa e outras subsidiárias -, registou capitais negativos de 1,57 milhões de euros”, lê-se no jornal, que cita, a este propósito, as declarações do presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Parlamento, onde foi ouvido pelos deputados, a pedido do CDS/PP.

O jornal cabo-verdiano adianta que, nos primeiros nove meses de 2009, o BPN apresentou prejuízos de 87 milhões de euros, tendo o Banco Insular o papel de “esconder operações”.

“O BPN acumulou perdas no valor de 700 milhões de euros, sendo 2360 milhões associados a operações com o Banco Insular de Cabo Verde. As diligências para ouvir as testemunhas e recolher depoimentos dos acusados que pediram para falar realizaram-se durante um mês”, escreve o Expresso das Ilhas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

UE: Paulo Rangel denuncia em Estrasburgo plano do Governo português para controlar comunicação social

O eurodeputado social democrata Paulo Rangel "denunciou" segunda-feira, em Estrasburgo, o que afirmou ser "um plano do Governo [português] para controlar" os meios de comunicação social pondo em causa "a liberdade de expressão".

"Eu queria denunciar aqui aquilo que se está a passar em Portugal neste momento, onde é claro que a comunicação social trouxe à luz um plano do Governo para controlar os jornais, para controlar estações de televisão, para controlar estações de rádio", disse Rangel no início da sessão plenária do Parlamento Europeu que se prolonga até quinta feira.

Para o eurodeputado do PSD, que pediu a palavra no período de declarações de um minuto, a situação em Portugal "põe em causa a liberdade de expressão".

Rangel deu o exemplo do "jornalista muito conhecido, Mário Crespo" que "viu censurada uma crónica sua, também por sugestão, ou aparente sugestão, do primeiro ministro".

O deputado europeu afirmou que o primeiro ministro, José Sócrates, "tem de dar explicações substanciais ao país", nomeadamente "explicar que não está a dominar, a saciar, a censurar a liberdade de expressão em Portugal".

"Pela forma que estamos a andar, Portugal já não é um Estado de direito é um Estado de direito formal onde o primeiro ministro se limita a formalidades, a procedimentos, a formalismos e não quer dar explicações substanciais", disse, acrescentando que, para Portugal quer "um estado de direito material".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Portugal: Entidade Reguladora da Comunicação Social abre processo de investigação sobre "caso Mário Crespo"

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) anunciou hoje a abertura de um processo de investigação sobre o chamado "caso Mário Crespo".

"O conselho regulador da ERC iniciou hoje a discussão sobre o dito 'caso Mário Crespo'” já que “foram recebidas nesta entidade várias queixas que deram origem à abertura de um processo", refere o organismo em comunicado hoje divulgado.

O "caso Mário Crespo" surgiu a propósito de um artigo que o jornalista escreveu com acusações ao Governo e que o Jornal de Notícias não publicou.

O artigo de Mário Crespo, que não saiu na sua habitual coluna à segunda-feira no JN mas foi publicado no site do Instituto Sá Carneiro, acusa membros do Governo de terem falado depreciativamente sobre ele classificando-o como um problema, durante um almoço realizado em Lisboa.

Contactada pela Lusa, fonte do ministério dos Assuntos Parlamentares disse: "O Governo não se ocupa de casos fabricados com base em calhandrices".

O jornalista anunciou que vai cessar a sua colaboração com o diário, tendo o Jornal de Notícias declarado que não publicou o texto por este não estar conforme com as suas regras, nomeadamente as de recolha de informação, de comprovação dos factos e de audição dos visados.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

UE: Parlamento Europeu vota hoje resoluções sobre liberdade de imprensa, abordando questão da TVI

O Parlamento Europeu (PE) vota esta quarta-feira duas resoluções sobre liberdade de imprensa, uma das quais inclui uma proposta de alteração que refere especificamente o cancelamento do Jornal Nacional de sexta-feira do canal português TVI.

A alteração ao texto da proposta dos socialistas, liberais, verdes e esquerda unitária refere que "houve suspeitas graves de interferência nos meios de comunicação por parte do primeiro-ministro português e do Partido Socialista relativamente às edições de jornais e canais de TV (por exemplo, o cancelamento do programa noticioso nacional mais popular - o "Jornal Nacional" - alguns dias antes das eleições legislativas portuguesas)".

Os eurodeputados que propõem a alteração - Mário David e Carlos Coelho - referem ainda "acções judiciais intentadas contra jornalistas com opiniões discordantes do governo" como exemplo de atentados à liberdade de imprensa.

O PE está dividido em relação ao tema, inicialmente abordado pelo grupo socialista e apenas sobre a Itália.

sábado, 26 de setembro de 2009

Luxemburgo: Buscas policiais ao CONTACTO - ministro da Justiça foge à questão

Foram precisos mais de quatro meses para que o ministro da Justiça luxemburguês respondesse à questão parlamentar apresentada pelo deputado Laurent Mosar um dia após as buscas policiais ao jornal CONTACTO, mas a resposta, conhecida na semana passada, é lacónica e não se pronuncia sobre a legalidade da diligência, condenada pelas organizações internacionais de jornalistas.

Em Maio deste ano, a redacção do jornal CONTACTO foi alvo de buscas pela Polícia, que apreendeu um bloco de notas de um dos seus jornalistas e um CD contendo ficheiros informáticos. A apreensão indignou os Repórteres sem Fronteiras, a Federação Europeia de Jornalistas e o Conselho de Imprensa do Luxemburgo. Quatro dias depois, o juiz de instrução ordenou a devolução dos elementos apreendidos, mas a questão continua pendente de decisão dos tribunais.

Na altura, o deputado social-cristão (CSV), relator da lei de imprensa luxemburguesa, perguntava se o procedimento da Polícia "constitui ou não uma violação da lei".

Uma questão que François Biltgen deixa sem resposta, dizendo apenas que o jornal recorreu da decisão do Tribunal do Luxemburgo que declarara as buscas legais, devendo a sentença ser conhecida dia 17 de Outubro.

Na resposta à questão parlamentar, o ministro da Justiça limita-se a comentar uma das questões do deputado, que perguntava ainda por que razão o presidente do Conselho de Imprensa não foi informado da diligência, tal como prevê o Código Deontológico. A isto, o ministro diz apenas que o Código "é um documento interno do Conselho de Imprensa (...) sem qualquer valor legal", e que "não competia às instâncias policiais ou judiciais convocar o presidente do Conselho de Imprensa". Sobre a "violação da lei da imprensa", a principal questão apresentada, o ministro não diz nem uma palavra.

A lei luxemburguesa garante a protecção do anonimato das fontes e proíbe buscas nas redacções ou no domicílio do jornalista, excepto em caso de crimes graves contra as pessoas, terrorismo, tráfico de droga, branqueamento de capitais ou ameaças à segurança do Estado. Situações que não se aplicam ao artigo publicado pelo CONTACTO em Dezembro do ano passado, "Vidas desfeitas à ordem do Tribunal".

"TRIUNFO DA IMPRENSA"

Recorde-se que na origem das buscas policiais estava uma reportagem deste jornal sobre as dificuldades de dois menores portugueses no sistema judicial luxemburguês. Num dos casos, a guarda do menor foi retirada aos pais, que lutaram durante três anos para recuperar a custódia do filho, Tiago.

O Tribunal da Juventude do Luxemburgo acabaria por anular a sentença que ditava o internamento compulsivo do menor num internato na Bélgica, devolvendo a guarda do menor à família. Uma decisão que os jornais luxemburgueses consideram dar razão ao CONTACTO. O Woxx diz que a sentença é "um triunfo da Justiça, mas também da imprensa", e não poupa críticas à forma como os tribunais trataram o menor.

"Além do drama pessoal da família Santos, este caso põe em evidência os disfuncionamentos judiciais no Luxemburgo, e de duas formas. A primeira diz respeito, claro, à família Santos. A segunda à liberdade de informação: porque a redacção dos nossos colegas do CONTACTO – que conduziram a investigação deste caso – foi vítima de buscas policiais ordenadas por um juiz demasiado zeloso e com pouca consideração pelos direitos da imprensa", pode ler-se num artigo de 11 de Setembro assinado pelo jornalista David Wagner.

O "Journal", que relata o caso na edição de 17 de Setembro, acusa o ministro da Justiça - que, recorda, tem a seu cargo também a pasta das Comunicações e dos Media – de "preferir calar-se" quanto à legalidade das buscas.

P.T.A.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Portugal: Reportagem da TVI fala de envolvimento de primo de Sócrates no Caso Freeport

O envolvimento de José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo do primeiro-ministro, na recepção de envelopes de dinheiro que serviram para alegados subornos que envolveriam o próprio José Sócrates no Caso Freeport, foi mencionado no noticiário das 20h desta sexta-feira da TVI, o primeiro depois do afastamento de Manuela Moura Guedes do programa.

Já na quinta-feira, a revista Sábado tinha avançado que a PJ de Setúbal mandara juntar ao processo Freeport uma carta anónima que implicava directamente o primo de José Sócrates.

O director da Polícia Judiciária (PJ), Almeida Rodrigues, revelou hoje à Agência Lusa que "o conteúdo da carta anónima" que implica um primo de José Sócrates na entrega de subornos para obter o lienciamento do Feeport "seja destituído de fundamento".

"A ser assim, como tudo indica que seja, terão de ser extraídas as necessárias consequências jurídico-penais", disse à Lusa Almeida Rodrigues, no que pode ser entendido como uma possibilidade de ser aberto um inquérito para averiguar um crime de denúncia caluniosa e os seus autores.

Quanto às razões para José Paulo Bernardo Pinto de Sousa não ter sido ouvido pelas autoridades, Almeida Rodrigues não se quis pronunciar.

O "Jornal de Sexta" foi rebaptizado "Jornal da Noite", por esta ocasião, e Patrícia Matos, substituiu Manuela Moura Guedes como pivô.

FAQ: O que está em causa
no "Caso Freeport"


O processo Freeport está relacionado com alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento do espaço comercial, em 2002, para a construção do gigantesco Outlet (centro comercial com armazéns de grandes marcas) em Alcochete, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente (do Governo de António Guterres).

O processo Freeport tem como arguidos confirmados Charles Smith, Manuel Pedro, Eduardo Capinha Lopes, Carlos Guerra, José Manuel Marques e José Dias Inocêncio.

Charles Smith e Manuel Pedro prestaram consultoria ao negócio do 'outlet' de Alcochete, o arquitecto Eduardo Capinha Lopes ficou encarregado do projecto do espaço comercial, Carlos Guerra presidiu ao ex-Instituto de Conservação da Natureza (ICN), José Manuel Marques foi vice-presidente do mesmo organismo e consultor da Câmara Municipal de Alcochete, e José Dias Inocêncio foi presidente da autarquia.

A investigação do caso Freeport está a cargo do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), dirigido pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.

Portugal/Suspensão de Jornal de Sexta da TVI: Cavaco diz esperar que liberdade de informação não esteja a ser posta em causa

O Presidente da República disse hoje esperar que a liberdade de expressão e informação conquistada no 25 de Abril não esteja a ser posta em causa com o caso da TVI.

Questionado hoje pelos jornalistas sobre o ‘caso’ TVI e as proporções políticas que está a tomar, o Presidente da República recordou que liberdade de expressão e informação foi um bem conquistado há mais de 30 anos.

“A liberdade de expressão e de informação foi um bem precioso que conquistámos no 25 de Abril e que todos os portugueses desejam que seja preservado”, sublinhou.

Interrogado se pensa que esse bem está a ser posto em causa, o chefe de Estado respondeu: “eu espero que não, eu espero que não”.

Portugal: Reportagem sobre caso Freeport emitida esta noite no Jornal Nacional da TVI

O Jornal Nacional da TVI vai transmitir hoje às 20h (21h, no Luxemburgo) a peça sobre o caso Freeport que fora preparada para o Jornal de Sexta, de Manuela Moura Guedes, suspenso quinta-feira pela administração da empresa, disseram à Lusa fontes da estação.

A peça é um trabalho de investigação sobre o caso Freeport feito pelos jornalistas Ana Leal, Carlos Enes e Manuela Moura Guedes.

Esta é a única peça das preparadas para o Jornal de Sexta que vai para o ar hoje à noite, sendo o resto do noticiário composto essencialmente por informação de agenda, disseram as mesmas fontes.

A edição de hoje do telejornal da TVI vai ser apresentada pela jornalista Patrícia Matos, contratada recentemente para a TVI24, depois de vários pivots terem rejeitado o convite, acrescentaram aquelas fontes.

Em Abril, o primeiro-ministro apresentou uma queixa em Tribunal contra estes três jornalistas - Ana Leal, Carlos Enes e Manuela Moura Guedes - por terem exibido numa peça jornalística um DVD que alegadamente implicava José Sócrates no caso Freeport.

O Jornal de Sexta foi suspenso quinta-feira por decisão da administração da TVI, uma medida que levou à demissão em bloco da direcção de informação, da chefia de redacção e dos editores.

sábado, 1 de agosto de 2009

Venezuela: Censura de Hugo Chávez fecha 32 rádios e dois canais de televisão

A Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela (CONATEL) anulou as licenças de 32 rádios e duas estações de televisão em seis Estados do país, obrigando-os a apagar os transmissores imediatamente.

“Esta é uma decisão legítima do Governo Nacional como administrador do espectro rádio-eléctrico sobre os administrados, que neste caso são os concessionários”, anunciou o ministro venezuelano das Obras Públicas, Diosdado Cabello, que também é director da CONATEL.

Segundo o ministro, a anulação das licenças e a ordem de apagar os transmissores obedece a situações como o falecimento ou renúncia do anterior titular da autorização, vencimento das licenças, não apresentação das partes perante a CONATEL e solicitude de câmbios de títulos que “foram declarados improcedentes e implicam a extinção da concessão respectiva”.

Trata-se, segundo trabalhadores radiofónicos, de emissoras críticas do regime do presidente Hugo Chávez, entre elas cinco estações de rádio do Circuito Nacional Belfort (CNB 102.3) que empregava vários trabalhadores da RCTV (estação de televisão encerrada pelo governo em 2007) e que retransmitia em directo o programa “Alô Cidadão” do principal canal privado de notícias Globovisión.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Luc Wagner, novo director da Rádio Latina, afirma "Quero inovar dentro da continuidade"

Já há algum tempo que se sabia da vontade de Luís Barreira, ex-director da Rádio Latina, de sair da estação para abraçar outros projectos. Foram 17 anos de gestão e trabalho que tornaram a Rádio Latina numa das referências no panorama radiofónico luxemburguês. Na hora da passagem do testemunho, teria que se encontrar alguém que pudesse assegurar um projecto multicultural de valor reconhecido, trazendo ao mesmo tempo uma ponta de inovação com horizontes bem definidos.

A escolha recaiu sobre
Luc Wagner que, desde 1 de Julho, assume a direcção da Rádio Latina. "Quando soube desta possibilidade, imediatamente demonstrei a minha disponibilidade para dirigir uma rádio muito interessante e onde eu possa trazer inovações dentro de uma continuidade reconhecida", acredita Wagner.

Rádio multicultural

Luc Wagner passou cerca de seis meses na Rádio Latina numa espécie de "estágio de transição" antes de assumir definitivamente as rédeas da estação. "Foi uma excelente oportunidade para conhecer a equipa, a rádio e os seus diferentes colaboradores. Luís Barreira, durante este período, laborava a meio-tempo e eu assumia, pouco a pouco, as minhas responsabilidade", explica Wagner.

E foi com "naturalidade" que foi "bem aceite pela equipa e vice-versa".
Face à possível barreira da língua portuguesa, Wagner é claro: "Para mim, a língua não é um entrave para que eu possa desenvolver plenamente as minhas funções".

"Trata-se de uma rádio maioritariamente portuguesa, mas no Luxemburgo. Se fosse uma rádio portuguesa em Portugal, então teria muitas mais dificuldades", confessa. No entanto, no capítulo das línguas, embora o Português seja a língua predominante da grelha de programas, Wagner gostaria que o francês pudesse ser outra das línguas mais ouvidas em antena.

"Temos uma novidade, por exemplo, na rubrica 'Trafic Info', que actualmente é feita pelo Automóvel Clube do Luxemburgo em língua francesa, assim como outros programas. Trata-se de pequenos ajustes que tentamos fazer, inovar, fazendo desta rádio cada vez mais um pólo linguístico importante".

Um gestor de carreira

Na verdade, em primeiro lugar, era preciso um perfil de alguém que pudesse gerir uma equipa, assim como todas as questões administrativas e financ
eiras da Rádio Latina. Luc Wagner tem um currículo importante a esse nível.

Luc Wagner é luxemburguês e tem 48 anos. Em 1985, conclui a licenciatura em Engenharia Electrotécnica na Escola Politécnica Federal de Zurique (Suíça).

Ocupou cargos em empresas de desenvolvimento tecnológico ligadas aos meios de comunicação social, destacando-se a direcção do Broadcasting Centre Europe (BCE) no Grupo RTL, onde permaneceu até 2002.

Depois de ter sido consultor independente, em 2004 integra o grupo saint-paul (grupo a que pertence a Rádio Latina e o jornal CONTACTO), onde dirigia uma equipa de 150 pessoas da área da impressão. A 1 de Julho de 2009, assume definitivamente a direcção da Rádio Latina.

Afirmando que actualmente a sua estratégia é de "reflexão", sem grandes mudanças à vista para um futuro próximo, Luc Wagner não quer chegar e mudar "rapidamente uma estrutura que foi muito bem gerida, com uma equipa forte e com uma audiência fiel". Além disso, reconhece algumas limitações financeiras e técnicas, como é o caso dos emissores, que "actualmente não permitem que as ondas da Rádio cheguem em excelentes condições a todo o país, entre outras coisas". Luc Wagner quer sobretudo "experimentar cada vez mais, e sem pressões, projectos de proximidade com a audiência", através de emissões no exterior onde prevaleça uma relação entre a rádio e aqueles que a ouvem. Esta parece ser, para já, a ideia forte de Wagner, que quer sobretudo que a Rádio Latina possa continuar, sobre a sua direcção, a epopeia multicultural pelas ondas radiofónicas luxemburguesas.

Texto e Foto: Gualter Veríssimo

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Luxemburgo/Media: Paul Lenert é novo director-geral do grupo saint-paul

Paul Lenert é desde 1 de Julho o novo director-geral do grupo saint-paul, editor do Luxemburger Wort e do CONTACTO, sucedendo no cargo a Léon Zeches.

Este último, que decidiu reformar-se no final deste ano, continuará a manter as funções de administrador delegado, director das publicações do grupo saint-paul e chefe de redacção do "Luxemburger Wort" até final de 2009.

A partir de 1 de Janeiro de 2010, Paul Lenert passará também a ocupar o cargo de director das redacções, passando Marc Glesener a ocupar o cargo de chefe de redacção do "Luxemburger Wort".

Lenert, de 44 anos, começou a trabalhar como correspondente do "Luxemburger Wort" em 1984, tendo passado a integrar a Redacção em 1991, após ter concluído a licenciatura em Economia e Gestão de Empresas.

Em 1995 passou para a Editoria "Economia e Finanças", que dirigiu até finais de 2005. Em 2002 foi nomeado chefe de redacção adjunto do "Luxemburger Wort", sub-director em 2004 e director adjunto em 2006.

Paul Lenert efectuou ainda em 2003 uma formação em Economia na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Novo "Código Europeu para a Liberdade de Imprensa"


48 jornalistas de 19 países europeus acabam de criar o novo "Código Europeu para a Liberdade de Imprensa". O documento visa proteger a imprensa da ingerência dos Estados e a garantir aos jornalistas o livre acesso às fontes de informação. O código formula os principiais valores que as autoridades públicas devem respeitar nos contactos habituais com os jornalistas , tais como o fim da censura e a liberdade de recolha e difusão de informação. O código visa ainda a protecção dos jornalistas contra a espionagem e exige um sistema judicial eficaz, que proteja o direito dos jornalistas.

No Luxemburgo, o código só foi assinado por um jornalista.

De recordar que no mês passado o CONTACTO foi alvo de uma busca nas suas instalações, por causa de um processo judicial interposto contra o jornal, por um assistente social do Luxemburgo. O funcionário da Procuradoria Geral, alega que foi difamado e caluniado numa reportagem publicada pelo jornal no dia 17 de Dezembro do ano passado. O processo esta ainda em fase de inquérito. Na altura o Conselho de Imprensa do Luxemburgo denunciou a actuação da justiça luxemburguesa.

O novo código foi entregue esta semana à comissária luxemburguesa Viviane Reding.

Versão integral do novo código, em francês http://www.pressfreedom.eu/fr/index.php


CONTACTO adere ao Twitter e instala-se na blogosfera

O jornal CONTACTO já está na internet através de uma das redes sociais mais famosas do mundo, o Twitter, e está ainda na blogosfera.

A estreia programada para a cobertura da noite eleitoral de domingo, foi um êxito. A partir das oito da noite o Twitter e o blogue do jornal CONTACTO começaram a emitir pela internet o resultado das eleições legislativas e europeias no Luxemburgo e no resto da Europa, nomeadamente em Portugal.

Foi aliás o único meio de comunicação social no Luxemburgo, com excepção da RTL e do Wort.lu, a fazê-lo.

A experiência tinha começado na passada sexta-feira. Num instante o blogue do CONTACTO alojado em semanariocontacto.blogspot.com atingia as mais de mil visitas.

Também o twitter.com/JornalContacto suscitou a curiosidade de muitos twitters que rapidamente começaram a seguir o jornal.

O CONTACTO inicia assim uma viagem pelo reino das novas tecnologias que é para continuar, à semelhança dos grandes órgãos de comunicação social do mundo que utilizam o Twitter para informar mais depressa.

TWITTER, A REDE SOCIAL QUE MAIS TEM CRESCIDO

Mas afinal o que é o Twitter? Desde sua criação em 2006 por Jack Dorsey, o Twitter ganhou extensa notabilidade e popularidade por todo mundo. Algumas vezes é descrito como o "SMS da Internet", uma vez que as mensagens estão limitadas ao uso de 140 palavras.

A filosofia da rede é descrita logo na página de acolhimento da rede: "O Twitter e um serviço para amigos, para a família e colegas de trabalho que querem comunicar e manterem-se em contacto através da troca de mensagens rápidas que dão respostas frequentes através de uma simples pergunta "What are you doing?" - O que estás a fazer?

O Twitter abre portas para o conhecimento de terceiros, para a partilha de informação de forma quase instantânea e tem uma grande vantagem em relação às outras redes sociais: é leve, ubíquo (usa-se no computador, no telemóvel, no gadget…).

A estimativa do número de utilizadores varia, pois a empresa não informa o número de contas activas. Os números conhecidos são de Novembro de 2008 e dizem que o Twitter seja utilizado por quatro a cinco milhões de pessoas em todo o mundo. Já em Fevereiro deste ano, o blog Compete.com elegeu o Twitter em terceiro lugar como rede social mais usada (Facebook em primeiro lugar, seguido do MySpace).