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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Moçambique e Luxemburgo estreitam relações

O ministro do Comércio e Indústria moçambicano, Armando Inroga, esteve de visita ao Luxemburgo, esta sexta-feira, para um encontro com o vice primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês, Jean Asselborn.

O encontro serviu para "estabelecer uma ponte de cooperação, onde os dois países podem estreitar relações e alargar acções com vista ao desenvolvimento privado e económico dos dois países e bem-estar dos dois povos", revela o ministro moçambicano Armando Inroga.

Em 2006 o presidente de Moçambique visitou o Luxemburgo e em Dezembro de 2010 Jean Asselborn esteve naquele país para aprofundar as relações de amizade e de cooperação existentes entre os dois Estados.

Na sequência dessa visita, firma-se agora mais um passo rumo à consolidação desta cooperação.

"Na cooperação há dois lados e pela mesma razão que recebemos a visita do Luxemburgo em Moçambique, aqui estamos e disponíveis para uma cooperação económica onde os empresários do sector privado dos dois países possam se descobrir e ter oportunidades de crescimento."

Acrescenta ainda Inroga que "é sempre valioso que a política e a relação entre os povos se possam estender ao sector económico. Luxemburgo é um Estado com sector financeiro e formação técnico-profissional fortes e Moçambique não é um país novo nessas áreas de desenvolvimento. Achamos que se podem trocar opiniões e ver como estabelecer parcerias para melhorar uma ou outra coisa que estejamos a fazer de forma diferente."

Actualmente, Moçambique tem sido referido como um dos países africanos com potencial para a exploração do biocombustível por parte de algumas multinacionais. Para Armando Inroga "é importante que os países interessados no desenvolvimento de biocombustíveis descubram Moçambique e só o podem fazer se fizermos este papel: apresentar Moçambique ao mundo com ganho para todos. Temos enorme potencial na indústria de transformação, mas não só de biocombustíveis."

Henrique de Burgo
Foto: Guy Jallay

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

WikiLeaks: Presidente moçambicano Guebuza e Joaquim Chissano cúmplices com o narcotráfico

Em Moçambique, o poder político ao mais alto nível está comprometido com o narcotráfico, revelam telegramas confidenciais da embaixada norte-americana em Maputo, divulgados pelo portal WikiLeaks, que envolvem o presidente Guebuza e o seu antecessor, Joaquim Chissano.

Após a Guiné-Bissau, Moçambique tornou-se "o segundo lugar africano mais ativo para a actividade dos traficantes de droga", relatou num telegrama, no verão do ano passado, o representante diplomático da Embaixada dos Estados Unidos na capital moçambicana.

O narcotráfico é dirigido por dois moçambicanos de ascendência asiática, Mohamed Bachir Suleiman, conhecido como "MBS", e Ghulam Rassul Moti, cujas atividades eram impossíveis sem a cumplicidade ao mais alto nível do Estado, segundo a correspondência diplomática.

"MBS tem ligações diretas com o presidente Armando Guebuza e o antigo presidente Joaquim Chissano", revela uma mensagem de 28 de setembro de 2009.

O documento adianta que "MBS contribuiu fortemente para encher os cofres da Frelimo [partido no poder] e forneceu um apoio financeiro significativo às campanhas eleitorais" de Guebuza e Chissano.

O representante diplomático norte-americano refere ainda que "a gestão do porto de Nacala, infelizmente conhecido por permitir o transbordo da droga proveniente do Sudeste asiático, foi recentemente atribuída a Celso Correia, presidente da sociedade Insitec, sociedade sombra do [presidente] Guebuza".

A cocaína chega "por avião a Maputo desde o Brasil".

Já o haxixe e a heroína chegam, por via marítima, do Paquistão, do Afeganistão e da Índia, detalha um outro telegrama, de 17 de novembro de 2009.

A droga tem como destino o mercado sul-africano ou europeu.

Ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês em visita a Moçambique, hoje e amanhã

Moçambique é onde o ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês, Jean Asselborn, vai estar nestas quinta e sexta-feira, 9 e 10 de Dezembro.

Durante a sua visita de dois dias, Asselborn vai avistar-se com o seu homólogo moçambicano Oldemiro Balói, com o qual vai discutir, entre outros dossiês, as relações bilaterais entre os dois países.

O chefe da diplomacia luxemburguesa tem ainda prevista uma reunião com o ministro moçambicano da Planificação e do Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, bem como com representantes dos dois principais partidos da oposição e membros do Parlamento daquele país.

Nestas discussões serão abordados assuntos como a situação regional daquela zona de África, o processo de integração regional e continental de Moçambique, além das relações entre o continente africano e a ex-colónia portuguesa com a União Europeia.

Foto: Gerry Huberty/LW

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Moçambique/Confrontos: Dez mortos e 443 feridos, diz governo

O número de mortos na sequência dos tumultos que se registam em Maputo e na Matola subiu nas últimas 24 horas para dez e o de feridos para 443, informou hoje o ministro da Saúde moçambicano, Ivo Garrido.

“Nas últimas 24 horas, entre as 07:00 horas de ontem (quinta feira) e as 07:00 horas de hoje, confirmar que se registaram três óbitos diretamente ligados aos tumultos, o que eleva o total de óbitos a dez, e deram entrada nas unidades sanitárias do Grande Maputo 149 cidadãos”, disse Ivo Garrido.

“Das 07:00 horas de hoje até às 14:00 deram entrada mais seis feridos”, acrescentou o ministro.

Antes do balanço de hoje, o total de feridos estava contabilizado em 288, segundo dados das autoridades moçambicanas.

De acordo com o titular da pasta da Saúde moçambicano, dos 149 cidadãos recebidos nas unidades sanitárias do Grande Maputo, entre as 07:00 de quinta feira e as 07:00 de hoje, “27 ficaram internados e os outros naturalmente tiveram alta”.

“Durante o dia de hoje, entre as 07:00 e as 14:00, não houve qualquer óbito e deram entrada apenas seis pessoas. Se compararmos entre ontem e hoje há uma tendência muito clara de redução, sobretudo em relação às entradas”, afirmou o ministro da Saúde moçambicano.

Questionado sobre as causas dos ferimentos, Ivo Garrido apontou as armas de fogo, armas brancas, agressões e gás lacrimogéneo.

“Há ferimentos por arma de fogo, há ferimentos por arma branca e ferimentos por agressão. Há uma ou outra pessoa que se vem queixar de gás lacrimogéneo”, enfatizou.

Sobre o tipo de balas usadas pela polícia, Ivo Garrido foi lacónico, escusando-se no dever dos profissionais da Saúde de prestar assistência a todos os doentes, independentemente das causas.

“Nós somos profissionais de saúde, nós tratamos pessoas, não é função do trabalhador de saúde dizer tantos por cento feridos por bala de borracha, isso é um problema vosso (jornalistas) se ficar ferido com bala de borracha, nós vamos tratar”, sublinhou o dirigente.

As forças de defesa e segurança moçambicanas têm sido acusadas de recorrer a balas reais e não a balas de borracha, como é comum noutros países nos confrontos com civis.

A situação está hoje calma na capital moçambicana, mas registaram-se protestos e confrontos no Chimoio, província de Manica, com registo de pelo menos seis feridos, de acordo com fontes hospitalares.

A população está a protestar contra os aumentos dos preços de bens essenciais.

Foto: Lusa

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Moçambique: Confrontos e estradas cortadas em vários bairros de Maputo

Populares voltaram na manhã de hoje a queimar pneus na zona do Zimpeto, periferia de Maputo, onde se registam confrontos com a polícia, constatou a Lusa no local.

O Zimpeto fica na zona de saída de Maputo, em direção ao norte do país. Na manhã de hoje, algumas pessoas tentaram sair da cidade de carro, mas foram impedidas por populares. Maputo continua hoje isolada.

Também já hoje se registaram confrontos entre manifestantes e polícia na Avenida do Trabalho, no bairro da Chamanculo, com estradas cortadas e pneus a arder. A polícia está a fazer rusgas no bairro.

Também na zona de Xiquelene, hoje de manhã grupos de jovens atiraram pedras à polícia e destruíram cartazes de Armando Guebuza, Presidente da República.

Na avenida Acordos de Lusaka e na Praça dos Heróis também há incidentes, com pneus queimados e barricadas na estrada. Os populares criticam o discurso de Armando Guebuza, de quarta feira, e dizem que não querem condolências, mas sim a baixa dos preços dos produtos essenciais.

Na Avenida Luís Cabral registaram-se igualmente incidentes, com a televisão STV a dizer que se registou um morto, uma criança.

Em Maputo, com quase todos os estabelecimentos encerrados, há dificuldades em abastecer as viaturas com combustível. Nas poucas padarias abertas hoje de manhã formam-se longas filas.

Na periferia, há populares à procura de locais que vendam alimentos. São raros os estabelecimentos abertos.

O número de mortos na sequência dos confrontos, que começaram na quarta feira, varia consoante as fontes.

Alguns órgãos de comunicação social davam conta de dez mortos e 50 feridos, citando fontes da Polícia da República de Moçambique (PRM), mas dados provisórios avançados pelo porta-voz da PRM, Pedro Cossa, indicam quatro óbitos e 27 feridos, enquanto dados recolhidos pela Lusa junto de três hospitais de Maputo davam conta de seis mortos e mais de 80 feridos.

Foto: Lusa

Moçambique: Maputo sem transportes mas também sem violência

Os transportes públicos continuam hoje sem funcionar em Maputo, obrigando milhares de pessoas a ter de andar a pé, e o comércio mantém-se encerrado, apesar da ausência de violência na capital moçambicana.

Um dia depois dos violentos confrontos entre a polícia e manifestantes, que em protesto contra o aumento do custo de vida cortaram os acessos a Maputo e várias ruas dentro da capital, a situação é de calma no início da manhã.

Nos bairros periféricos, onde na quarta feira se registou a maior violência, não há hoje confrontos e regista-se forte presença policial nalguns locais, como constatou a Lusa.

Em alguns locais a polícia está a tentar desimpedir as vias, cobertas de lixo e que se mantém cortadas com as barricadas colocadas quarta feira.

A Lusa não testemunhou hoje qualquer ato de pilhagem ou de confrontos entre polícia e população.

Às 07:00, com algumas vias já desimpedidas, o trânsito é muito escasso mas as pessoas circulam a pé. No entanto, as duas principais estradas de acesso a Maputo continuam intransitáveis.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Moçambique/Confrontos: População e polícia travam "autêntico braço de ferro" - Liga dos Direitos Humanos

A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos acusou hoje o Governo de ter "subestimado" os indícios do descontentamento popular, que hoje degeneraram em confrontos com a polícia, e de não assumir responsabilidades pelo aumento do custo de vida.

Em declarações à agência Lusa desde Maputo, a presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), Alice Mabota, classificou a situação na capital de "muito difícil", considerando que se está a viver um "autêntico braço de ferro entre a população e o Governo".

Pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas, quatro das quais em estado grave, nos confrontos entre populares, que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais, e a polícia. Os protestos começaram nos arredores de Maputo, mas estenderam-se ao centro da capital.

Um executivo que "teme em não perceber as origens destes incidentes, que continuam a classificar de greves ou manifestações", acusou Mabota.

"O Governo subestimou a situação e não percebe ou não quer perceber que se trata de um levantamento contra o aumento do custo de vida. O aumento do preço do pão e de outros bens essências não foi a razão deste protesto, apenas a gota de água que entornou o copo, porque o mal-estar já vinha de trás", salientou.

A presidente da LDH destacou que os protestos de hoje foram "mais agressivos" do que aqueles que aconteceram em 2008 e criticou o facto de o Governo moçambicano, no contexto da grave crise internacional, "não ter tomado medidas preventivas para conter a crise".

"Aqui continuava a dizer-se que país estava a crescer, que era pacífico. Mas este tipo de levantamento significa que o descontentamento atingiu um estado que as pessoas acham que já não pode continuar", salientou.

"Em vez de assumir a sua responsabilidade e tentar tomar medidas para minimizar a situação, o Governo fala em vândalos e diz que quer identificar o mentor do protesto, o que não ajuda em nada", lamentou Mabota.

O Governo tem que perceber "as reais causas do levantamento, apelar a calma e informar que estão a tomar medidas, mesmo que não sejam imediatas, para minimizar aquilo que é o quotidiano das pessoas", defendeu.

"Os políticos gostam de dizer que estão preocupados com o combate à pobreza, qual combate qual carapuça, no meio da corrupção e promiscuidade que há em Moçambique", afirmou Mabota, que também criticou a atuação de uma "polícia péssima e arrogante" e o facto de a tutela "fazer de conta que não sabe que estão a ser utilizadas balas verdadeiras".

"É um grupo de gente insensível e arrogante. Insistimos que este ministro do Interior não é o adequado para dirigir a polícia porque não entende nada, é arrogante e violento", acusou.

Mabota lamentou ainda o facto de os moçambicanos não terem "ninguém" que os socorra devido à classificação positiva atribuída internacionalmente a Moçambique. "Quem vai ajudar assim? Pagamos a nossa fatura por causa dos nossos dirigentes e pela comunidade internacional que são apologistas dos mandos do nosso Governo", criticou.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

terça-feira, 8 de junho de 2010

Portugal joga esta tarde com Moçambique: último "teste" antes do Mundial

O sul-africano Matthew Dyer foi nomeado para dirigir hoje o encontro entre Portugal e Moçambique, o último da equipa lusa antes do início do Mundial2010.

O juiz sul-africano, de 32 anos, vai ser auxiliado por Zakhile Siwela e Lazarus Matela, também da África do Sul, enquanto Victor Gomes será o quarto árbitro.

Este será o último teste da equipa das “quinas” antes da estreia no Mundial2010, frente à Costa do Marfim, dentro de exactamente uma semana, na terça-feira, 15 de Junho, em Port Elizabeth.

O encontro entre Portugal e Moçambique tem início esta tarde, às 16h30 locais (a mesma hora no Luxemburgo), no Bidvest Wanderers Stadium, em Joanesburgo.