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terça-feira, 4 de maio de 2010

Itália: Muçulmana condenada a multa por usar a burqa

Uma muçulmana foi condenada, pela primeira vez em Itália, a pagar uma multa de 500 euros por usar a burqa, em violação de um despacho do presidente da Câmara de Novara (norte), anunciou hoje o município.

“A polícia municipal entregou-lhe ontem (segunda feira) à noite o processo verbal e ela terá agora que pagar uma multa de 500 euros. Tanto quanto saiba, é a primeira vez em Itália”, disse Mauro Franzinelli, responsável da polícia municipal de Novara, no Piemonte, um reduto do partido anti-imigrantes e regionalista da Liga do Norte.

Adiantou que a visada poderia apresentar recurso.

A jovem muçulmana, de nacionalidade tunisina, encontrava-se na rua, na companhia do marido, frente a um posto dos correios, quando uma patrulha dos “carabinieri” a tentou identificar.

O marido tinha em sua posse dois documentos de identidade, um dele e o outro da mulher, mas recusou que esta fosse controlada por homens e, por isso, uma segunda patrulha, da polícia municipal, incluindo uma mulher, deslocou-se ao local e procedeu finalmente à identificação.

“A câmara aprovou no final de janeiro um despacho proibindo a burqa nos locais públicos e nas suas imediações, e fizemo-lo tendo em conta comentários do Ministério do Interior, ao qual tínhamos enviado o projeto de despacho”, adiantou Franzinelli, responsável local da Liga do Norte.

O governo italiano está dividido quanto à oportunidade de proibir o véu integral no país.

Na Itália, apesar de não existir legislação específica quanto ao véu integral, uma lei de 1975 que integra as “disposições de proteção da ordem pública” proíbe que se cubra completamente o rosto nos locais públicos, o que vale tanto para o véu, como para os capacetes de motos.

Autarcas da Liga do Norte apoiaram-se no passado neste texto para fazerem adotar despachos nos seus municípios proibindo a burqa, o niqab ou o burkini (fato de banho).


Foto: Arquivo LW

sábado, 16 de janeiro de 2010

Malásia: Ascende a 11 número de igrejas cristãs atacadas por vândalos

Uma igreja foi atacada na sexta-feira à noite com "cocktails molotov" no sul da Malásia, o último acto de vandalismo contra centros cristãos no país depois do parecer judicial que permite aos não muçulmanos utilizar o termo "Alá".

Um templo no Estado de Negeri Sembilan apresentava hoje várias janelas com vidros partidos, ascendendo agora a 11 o número de ataques registados ao longo de quase uma semana, informou hoje a polícia.

Até agora, só um jovem muçulmano foi formalmente acusado de ter instigado os ataques através da Internet, depois de ter afirmado na sua página da rede social Facebook que ia lançar fogo com gasolina a uma igreja.

Se for considerado culpado pelo tribunal, pode ser condenado a uma pena máxima de um ano de prisão.

Na quarta-feira, foi saqueado um escritório de advogados que representa a publicação cristã que defende o direito dos não muçulmanos a utilizarem o termo "Alá".

A crescente tensão religiosa no país já levou o Governo malaio a ameaçar com a aplicação da polémica lei de segurança interna, que permite a detenção por tempo indefinido e sem mandado judicial de suspeitos desde que esteja em perigo a estabilidade da nação.

Na língua malaia só existe o termo "Alá" para um crente se referir a Deus e tem sido usado desde há 14 séculos por muçulmanos, judeus e cristãos.

A polémica teve início em 1995, quando o semanário católico da arquidiocese de Kuala Lumpur, The Herald, publicou artigos nos quais se referia a Deus por "Alá".

Em 2006, o Governo malaio declarou publicamente a intenção de impedir as publicações cristãs em língua malaia de utilizararem a palavra "Alá" para se referir a Deus.

No passado dia 31 de Dezembro, no entanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Malásia emitiu um acórdão favorável à utilização do termo "Alá" por não muçulmanos.

Cinco dias mais tarde, grupos de muçulmanos convocaram através da Internet protestos contra tal medida. Foi a partir de dia 08 que começaram os ataques contra alvos cristãos na Malásia.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

França: Proibição de véu islâmico tem de passar por resolução parlamentar "sem ambiguidades", diz Sarkozy

O presidente francês afirmou quarta-feira que a proibição do véu islâmico em França deverá passar por uma resolução parlamentar "sem ambiguidades", antecedendo futuras decisões legislativas e governamentais.

Nicolas Sarkozy manifestou vontade de que "o Parlamento tire conclusões" do relatório parlamentar sobre a interdição do uso do véu islâmico através de uma "resolução sem ambiguidades".

"Será necessário, em seguida, retirar as consequências da resolução, de um ponto de vista legislativo e regulamentar. O Parlamento terá, então, de debater uma proposta de lei adaptada à situação", sustentou, num recado aos deputados, reafirmando que o véu islâmico "não é bem-vindo em França".

Uma missão parlamentar, formada por representantes dos grupos políticos e que terminou em meados de Dezembro as suas audições, defendeu a proibição da burca e do niqab em França, eventualmente através da lei.

O relatório da missão será enviado a 26 de Janeiro ao presidente da Assembleia Nacional francesa, Bernard Accoyer.

Prevista na Constituição de França, a resolução parlamentar permite aos deputados manifestarem solenemente a sua opinião sobre uma questão da sua escolha.

Foto: Arquivos LW