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domingo, 25 de dezembro de 2011

Bola de fogo que riscou céu do Luxemburgo era restos do foguetão Soyuz

Os restos de um foguetão russo Soyuz provocaram uma bola de fogo observado na noite da véspera de Natal nos céus do Luxemburgo e de parte da Europa.

Uma luz que atravessa os céus na noite de Natal forçosamente leva as pessoas a especularem.

O rasto de luz foi avistado por milhares de pessoas, filmado por centenas, que publicaram os seus vídeos no YouTube, foi notícia no noticiário da RTL-Télé Letzebuerg, na noite da consoada, e o avistamento foi confirmado pelo Observatório Real da Bélgica como sendo os restos do foguetão Soyuz.

"A bola de fogo que foi observada no dia 24 de Dezembro, cerca das 17h30, sobre a Bélgica, a Holanda, a França e a Alemanha [e o Luxemburgo] era a entrada [na atmosfera terrestre] do último andar do foguetão Soyuz", pode ler-se no site do Observatório belga.

A bola de fogo, seguida por uma longa cauda luminosa, foi observada no final do dia de ontem por milhares de pessoas na Alemanha, na Holanda, no Luxemburgo, no sul da Bélgica e no norte da França, gerando muita especulação, já que muitas pessoas pensaram tratar-se de um ovni ou mesmo de um cometa.

O foguetão Soyuz foi lançado na quarta-feira, do cosmódromo de Baikonour, no Cazaquistão, mas sofreu um problema técnico que o impediu de colocar em órbita um satélite de comunicações russo.


Dois vídeos filmados no Norte do Luxemburgo 

 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

EUA: NASA descobre bactérias em arsénico e abre novas possibilidades na investigação de vida extraterrestre

A conferência de imprensa que a NASA convocou para hoje, e que começou às 20h (hora do Luxemburgo) e terminou há instantes, serviu para anunciar que os cientistas da NASA encontraram num lago na Califórnia, nos EUA, bactérias que vivem em arsénico, uma descoberta que irá ter impacto na investigação de formas de vida extraterrestre.

A descoberta foi precedida de muitas especulações em blogues ligados a temas da tecnologia, como o Gawker e o PC World, que nos últimos dias falavam na possibilidade de a agência norte-americana anunciar hoje que teria encontrado vida fora da Terra.

Estas especulações resultaram, sobretudo, da própria convocatória da conferência de imprensa, em que a NASA anunciava “uma descoberta astrobiológica” que teria impacto na pesquisa de vida extraterrestre.

A descoberta, mesmo não sendo histórica, mudará as investigações nesta área da NASA, que até agora só procurou vida em planetas com os elementos que os cientistas acreditavam serem os únicos que podiam acolhê-la.

As formas de vida até agora conhecidas são compostas por seis elementos: carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, enxofre e fósforo.

“Ainda que estes seis elementos componham os ácidos nucleicos, as proteínas e os lípidos e, portanto, a maior parte da matéria viva, é possível, teoricamente, que outros elementos da tabela periódica possam cumprir as mesmas funções”, refere o estudo, que foi dirigido por Felisa Wolfe Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA.

Os investigadores descobriram nas águas tóxicas e salubres do lago Mono, na Califórnia, uma bactéria que pode substituir o fósforo por arsénio, ao ponto de incorporar este elemento no seu ADN.

Os investigadores explicaram que esta descoberta abre a possibilidade de existirem formas de vida em planetas que não têm fósforo na sua atmosfera.

EUA/Espaço: NASA convoca conferência de imprensa para falar de vida extraterrestre, esta quinta-feira

A agência espacial norte-americana NASA convocou para esta quinta-feira, 2 de Dezembro, às 20h (hora do Luxemburgo, i.e. GMT + 1, 14 horas em Washington) uma conferência de imprensa onde disse que fará um anúncio sobre uma descoberta que fez no ramo da exobiologia e que, segundo o site da agência, "vai ser de grande impacto na busca de vida extraterrestre".

A Exobiologia estuda a origem e evolução da vida fora da Terra.

Vida numa das luas de Saturno?


Especula-se que a conferência vai falar do que a sonda Cassini detectou na semana passada: uma tênue atmosfera com oxigénio e dióxido de carbono em Reia, uma das luas de Saturno. É a primeira vez que uma sonda terrestre descobre uma atmosfera com oxigénio fora da Terra.

Outros garantem que a NASA vai falar da descoberta de arsénico em Titã, maior satélite de Saturno, e sobre as bactérias que se alimentam deste elemento para efectuar a fotossíntese. Além disso, Titã pode possuir lagos de hidrocarbonetos, vulcões gelados, e os cientistas pensam que o metano se comporta nesse astro como a água na Terra, evaporando e chovendo, em ciclos.

Uma resposta à nossa mensagem?

Em Janeiro de 2005, foi lançada a sonda Huygens que tirou as primeiras fotografias da superfície de Titã, mas devido ao nevoeiro, e mesmo com fotografias muito ficou por saber. Esta sonda levou consigo um milhão de mensagens de pessoas à volta do mundo. As mensagens foram enviadas pela internet, gravadas num cd-rom e lançadas com a sonda. Será que a NASA obteve uma resposta às nossas mensagens?

Vida ARN em vez de ADN?

Outros rumores evocam a possibilidade de a NASA vir anunciar que descobriu vida com base no ARN em vez do ADN.

O ARN ou ácido ribonucleico é o responsável pela síntese de proteínas da célula. O ARN é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, e não em dupla hélice como o ADN (ver imagem), mas pode, por vezes, ser dobrado. As moléculas formadas por RNA possuem dimensões muito inferiores às formadas pelo ADN. Na sua essência uma vida com base no ARN seria uma vida exactamente contrária à nossa, baseada no ADN.

A conferência de imprensa será transmitida em directo e ao vivo desde o auditório da NASA em Washington, pela NASA TV e pelo site da agência http://www.nasa.gov

Foto: NASA

sábado, 12 de setembro de 2009

Espaço, a última fronteira! ....Mas quem financia?

O futuro dos voos espaciais norte-americanos pode depender do reforço da cooperação internacional e do compromisso do sector privado, podendo os Estados Unidos da América ter de rever em baixa as suas ambições, devido a problemas orçamentais.

A comissão de especialistas nomeada pelo presidente Barack Obama, que entregou esta semana um relatório na Casa Branca, concluiu que "o programa actual de voos espaciais dos Estados Unidos da América - baptizado de Constelação - não é exequível" com os recursos existentes.

O programa Constelação, lançado em 2004 pelo anterior presidente George W. Bush, previu um regresso dos norte-americanos à Lua até 2020, antes das expedições a Marte (até 2045) e ao resto do sistema solar (até ao fim do século).

A NASA, agência espacial norte-americana, tem um orçamento anual de cerca de 18 mil milhões de dólares (12,3 mil milhões de euros) e a comissão considerou "indispensável" um financiamento suplementar de três mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros) por ano para que um programa de exploração além da órbita terrestre seja "digno de interesse".

"Qualquer que seja o programa espacial aprovado, deverá ser acompanhado dos recursos necessários para a sua execução", refere o relatório.

A comissão de especialistas considerou ainda que existem várias opções para mobilizar estes recursos, referindo a cooperação internacional: "A exploração espacial transformou-se numa actividade globalizada. Vários países têm programas espaciais e os seus orçamentos anuais combinados são equivalentes ao da NASA".

"Um esforço activo dos Estados Unidos com os parceiros internacionais de forma adaptada ao mundo multi-polar de hoje poderá reforçar as relações geopolíticas, aumentar os recursos e impulsionar as actividades de exploração", consideraram os dez membros da comissão presidida por Norman Augustine, antigo presidente do grupo aeroespacial Lockheed Martin.

Os peritos sublinharam também que o sector privado está em plena efervescência nas actividades espaciais: "Se conseguirmos criar, no domínio espacial, um potencial de actividades interessantes para o sector privado, poderemos talvez reduzir os custos da NASA", afirmaram.