Mostrar mensagens com a etiqueta praça financeira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta praça financeira. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Banco Central do Luxemburgo admite erro com garantias de bancos portugueses

O Banco Central do Luxemburgo (BCL) terá avaliado mal as garantias prestadas por vários bancos portugueses em troca de um empréstimo de dois mil milhões de euros, revelava no sábado o jornal alemão Der Spiegel.

Segundo aquele jornal, o BCL teria aceitado o depósito de 63 títulos de bancos portugueses para garantir empréstimos junto do Banco Central Europeu (BCE). Garantias que foram mal avaliadas pelo banco luxemburguês, denuncia o jornal, o que obrigou já o BCE a recusar 11 dos títulos aprovados, no valor de mil milhões de euros.

A maior parte das garantias foram prestadas pelo Banco Santander Totta, um total de 51 títulos depositados como contrapartida de mil milhões de euros, avança o Der Spiegel num artigo publicado no passado sábado.

O caso, primeiro denunciado pelo jornal alemão em Setembro, foi agora confirmado pelo Banco Central do Luxemburgo. Em carta enviada ao Der Spiegel, citada pelo jornal, o BCL admite os erros cometidos e afirma que tomou "as medidas necessárias para melhorar os procedimentos em casos semelhantes".


Foto;: Guy Jallay

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dexia-Luxemburgo volta a ser BIL e a estar sob controlo luxemburguês

As partes que o grupo bancário belga Dexia detinha no Dexia-Luxemburgo foram adquiridas pela Precision Capital, do Qatar, na semana passada, e a instituição vai voltar a ser designada por BIL-Banco Internacional do Luxemburgo. O Estado luxemburguês é accionista à altura de 10 %.

O grupo qatari anunciou que o centro de decisões volta também ao Grão-Ducado, o que agradou aos responsáveis luxemburgueses do banco, bem como ao Governo, cujo controlo lhes tinha escapado sob a "era Dexia", desde o fim dos anos 90. Criado em 1856, o BIL é o mais antigo banco do Luxemburgo.

Na comunicação feita à imprensa na quinta-feira, os responsáveis do novo BIL fizeram saber que não planeiam voltar a alterar este nome, que "fala às pessoas e porque sempre foi um nome conhecido e reconhecido pela clientela luxemburguesa". "Os bons velhos clientes nunca se referiram ao nosso banco como Dexia, mas continuavam a dizer BIL", recordam.

A direcção qatari-luxemburguesa aguarda agora que as autoridades validem a compra, antes de anunciar as novas linhas directrizes do banco em Janeiro como, por exemplo, a vontade de mudar as cores da marca que a ligam à Dexia. "Porque não voltar ao roxo original, que a clientela luxemburguesa tão bem recorda?", confiaram mesmo alguns dos funcionários ao CONTACTO.

Entretanto, o deputado dos Verdes François Bausch dirigiu uma questão parlamentar ao ministro das Finanças, Luc Frieden, em que pergunta: até quando o Estado pretende ter participações em bancos como a BGL, BIL e BCEE? Se há despedimentos previstos na nova BIL? E se o Estado está preocupado com o futuro dos 1.500 funcionários da RBC Dexia e Dexia Asset Management, que ainda trabalham no Luxemburgo, filiais da Dexia, e que a BIL pretende vender?

Foto: Guy Jallay

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Luxemburgo: Qatar compra Dexia e KBL

Depois da Comissão Europeia ter dado, em Junho, o aval para a compra de 35 % da Cargolux pelo Qatar, eis que agora a lista de compras do emirado vira-se para o sector bancário luxemburguês.

A família real do Qatar tem aumentado a olhos vistos a sua posição financeira no Grão-Ducado, e as últimas aquisições são nada mais nada menos que o Dexia, a primeira vítima da crise bancária de dívida na Europa, e a KBL, subsidiária do grupo belga KBC.

Como entender a aproximação entre os dois países?

O ministro das Finanças, Luc Frieden, tem-se desdobrado para a captação de investimento financeiro no Grã-Ducado pelas paragens do Médio Oriente. Em Outubro de 2008 passou pelo Qatar, bem como em Janeiro do ano passado. Ainda no início deste ano, acompanhado pelo herdeiro do Grão-Duque, Guillaume, se reuniu com o chefe de Estado do Qatar, Sheikh Hamad Bin Khalifa Al-Thani.

Fruto desses encontros ou do acaso, o fundo soberano do Qatar manifesta interesse no mercado financeiro luxemburguês, mas, o Luxemburgo também tem interesses em reforçar as finanças islâmicas, sobretudo depois da crise financeira de 2008.

Foi confirmada na semana passada que a família real do Qatar adiantava 900 milhões de euros para resgatar o Dexia BIL e esta semana chegou a vez de comprar a KBL, subsidiária do grupo belga KBC, num total de 1,050 mil milhões de euros.

Do lado luxemburguês, sabe-se que há quarenta fundos islâmicos pesando aproximadamente 580 milhões de dólares, domiciliados no Grão-Ducado, e não é de estranhar que a Universidade do Luxemburgo tenha lançado em Janeiro deste ano uma formação para executivos em finanças islâmicas.

O Banco Central do Luxemburgo é a única instituição monetária europeia membro fundador do Conselho de Serviços Financeiros Islâmicos, um corpo que reúne reguladores e supervisores financeiros na área das finanças islâmicas.

Luxemburgo salva as suas jóias e estreita os laços com o emirado, e Qatar diversifica a sua economia, que é focada sobretudo no petróleo e gás. Ambos saem a ganhar.

Esta segunda-feira soube-se que o mesmo grupo de investidores associados à família real do Qatar que vai adquirir o Dexia quer comprar também a KBL.

A aquisição da KBL pelo Qatar será através da Precision Capital, holding luxemburguesa que representa os interesses do fundo soberano do Qatar, anunciou o grupo belga esta segunda-feira em comunicado.

"O Grupo KBC chegou a acordo com a Capital Precision sobre a venda do seu especialista europeu em private banking - KBL - para um total de 1,050 mil milhões de euros, dos quais 50 milhões de euros dependem dos resultados da KBL", diz em comunicado a KBC.

A KBL é um grupo bancário privado europeu que opera em nove países europeus: Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Mónaco, Holanda, Espanha, Suíça e Reino Unido.

Recorde-se que a primeira tentativa de resgate foi feita em Março deste ano pela indiana Hinduja, que oferecia 1,35 milhões de euros, tendo a transacção fracassado devido à oposição da entidade reguladora do sector financeiro luxemburguês.

O banco luxemburguês detém também uma participação de 51,13 % na administração de fundos de investimento EFA, que gere um total de 87,5 mil milhões de euros.

O acordo com Qatar envolve a venda de todos os interesses da KBL dentro do Grupo KBC e inclui todas as subsidiárias do banco privado, bem como as actividades de depósito de títulos e seguro de vida da KBL, lê-se ainda no comunicado.

A transacção "permite à KBC libertar uma grande quantidade de capital, reduzir o seu perfil de risco e continuar o seu foco como especialista em bancassurance nos mercados belga, da Europa Central e Oriental", disse Jan Vanhevel, responsável do KBC. O acordo ainda precisa ser aprovado pelas autoridades de supervisão e deverá ser concluído no primeiro trimestre de 2012.

Quanto ao grupo Dexia, está a caminho do desmantelamento provocado pela incapacidade de se financiar nos mercados, devido à forte exposição à dívida soberana de países europeus em dificuldades.

No Luxemburgo, o ministro das Finanças, Luc Frieden, já garantiu para o Dexia BIL, ramificação do banco franco-belga, um resgate de 900 milhões de euros, pelo fundo soberano do Qatar.

Os depósitos dos clientes bancários vão ser garantidos e a operação não deve trazer encargos aos contribuintes, garantiu na semana passada Luc Frieden. O conselho de administração da Dexia mandatou, esta segunda-feira, o administrador delegado Pierre Mariani para iniciar negociações exclusivas com a Caixa de Depósitos e o Banco Postal, com vista à retoma das suas actividades de financiamento em França.

O anúncio surge depois de o governo belga ter confirmado o investimento de quatro mil milhões de euros para assumir o controlo da filial belga do banco Dexia, algo que provocou a consequente demissão do presidente da administração do grupo Dexia, Jean-Luc Dehaene, esta segunda.

A Caixa de Depósitos, instituição francesa com cerca de 200 anos de história, serve de veículo ao Estado francês para canalizar investimento estratégico em projectos de interesse público, enquanto o Banco Postal, o braço financeiro dos correios, é um banco de retalho com uma forte quota de mercado.

Cerca de 600 funcionários da holding Dexia SA, da estrutura central do banco franco-belga, cujo desmantelamento está em curso, deverão receber uma proposta de transferência para uma das filiais, indicou esta segunda-feira o conselho de administração do banco em comunicado.

Por seu turno, Luc Frieden garantiu que no Luxemburgo os postos de trabalho não serão afectados.

Garantias dadas depois do investimento do novo parceiro, Qatar, que segundo o FMI, vai ser o país mais rico do mundo este ano, graças a um crescimento económico de 20 %, e com um PIB de 88.221 dólares por habitante. Um desempenho que lhe permite ultrapassar o Luxemburgo e a Noruega, que actualmente encabeçam a lista.

HB
Fotos: Gerry Huberty/Guy Jallay

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Luxemburgo: Folheto para investidores estrangeiros descarregado 10 mil vezes

Atrair investidores estrangeiros para o Luxemburgo é o objectivo de uma brochura que já foi descarregada dez mil vezes desde que foi posta em linha.

Com o título "Luxembourg: Where Else?" ("Luxemburgo: onde mais?"), o folheto, editado pela Câmara de Comércio luxemburguesa e a Price Waterhousecoopers, já foi descarregado por dez mil pessoas em 15 países diferentes.

A brochura, disponível em inglês e chinês e a breve prazo também em russo, descreve as vantagens competitivas para as empresas que queiram fixar-se no Luxemburgo, e pode ser descarregada no portal www.setupineurope.com

O site inclui um calculador de custos que pode ser utilizado por empresários e investidores que queiram abrir uma empresa no Grão-Ducado.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Banco Itaú vai fechar no Luxemburgo e mandar para o desemprego 65 funcionários


O banco Itaú vai fechar no Luxemburgo. O CONTACTO sabe que os trabalhadores foram informados esta semana da decisão do banco latino-americano. A ideia é transferir a actividade do banco aqui no Luxemburgo para a dependência da Suíça.

"Depois de um estudo aprofundado, verificámos que não se justifica a continuidade de duas dependências do Itaú na Europa: uma aqui e a outra na Suíça", disse a direcção do banco aos trabalhadores.

O banco Itaú está no Luxemburgo desde meados da década de noventa e dá emprego a sessenta e cinco funcionários.

Segundo os trabalhadores do Itaú, a actividade do banco "não vai sofrer, para já, quaisquer alterações" e o encerramento só se efectuará em 2013.


DM

sábado, 17 de setembro de 2011

Fórum Mundial sobre paraísos fiscais: Grão-Ducado passou no "exame" da OCDE

O Luxemburgo passou no "exame" do Fórum Mundial da OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico) sobre os paraísos fiscais, mas foi aconselhado a respeitar mais as normas internacionais contra a fraude fiscal.

O Fórum Mundial sobre a Transparência e a Troca de Informações com Fins Fiscais, que reúne 101 países, encarregados de fazer uma avaliação entre eles, deu também nota positiva a alguns Estados, como Andorra, Áustria e Bélgica, que tinham parcialmente falhado numa primeira avaliação. O Luxemburgo, reprovado em 2009, passou agora o "exame" da OCDE, mas o seu quadro legal "não assegura que as informações sobre os proprietários de empresas sejam acessíveis em todas as circunstâncias", lê-se no comunicado daquele fórum que se reuniu segunda-feira em Paris. Assim, o Fórum recomenda que o Luxemburgo tome certas medidas, nomeadamente no que respeita às acções ao portador, uma vez que, segundo o relatório, a legislação actual "não permite determinar em todos os casos a identidade dos detentores de títulos ao portador".

No mesmo comunicado, a OCDE dá os parabéns ao Luxemburgo por ter passado a primeira parte do "exame".

Os maus alunos são o Liechtenstein, que figura na lista de paraísos fiscais publicada pela OCDE em 2009 ("fez progressos" mas continua a falhar ao nível da "troca de informações"), a Suíça, bem como territórios como Antígua e Barbuda, as Ilhas Virgens Britânicas e as Ilhas Turcas e Caicos.

Foto: Anouk Antony

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Economia luxemburguesa deverá crescer 3,8 por cento em 2012

A economia luxemburguesa vai crescer quase 4 % este ano, segundo as previsões do Statec. Para o serviço de estatísticas luxemburguês, a conjuntura ganhou uma certa dinâmica no final de 2010 e no início deste ano, mas continuam a registar-se sinais de abrandamento na economia mundial que se reflectem a nível nacional.

Assim, para 2012, as previsões apontam para uma progressão moderada do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8 %. "Algumas incertezas pesam nestas previsões", afirma Serge Allegrezza, director do Statec, que explica que "uma baixa nos valores da bolsa de 10 % provoca uma descida do PIB de 0,3 %".

Inflação aumenta

Os sectores "Comércio, Horeca (hotelaria e restauração), Transportes e Comunicações" são os que mais contribuem para o PIB, ultrapassando mesmo o sector financeiro. A evolução deste, que não mostra reais tendências de retoma, mostra-se muito heterogénea, com a actividade bancária em perda contrariamente à forte dinâmica dos fundos de investimentos, das OPC e dos seguros.

No que respeita aos preços no consumo, a taxa de inflação luxemburguesa passou progressivamente de 2 %, no início de 2010, para um pouco mais de 3,5 % no segundo trimestre deste ano. O Grão-Ducado segue, assim, a tendência mundial de subida da inflação ligada às consequências da alta dos preços das matérias-primas registada a partir de meados de 2009.

Emprego cresce


O emprego progrediu no Luxemburgo de 2,5 % ao ano no primeiro trimestre do ano. Durante a crise, as perdas gerais de emprego foram limitadas, ao nível geral da economia, pela progressão quase ininterrupta do emprego no sector dos serviços. À medida que a retoma se foi afirmando, as contratações no sector comercial foram recuperando, a pouco e pouco, primeiro sob o efeito de um recurso acrescido ao trabalho temporário, depois de forma mais generalizada.

Em 2011, o crescimento do emprego voltou a ser um pouco mais forte para os fronteiriços do que para os residentes, mas a diferença não é actualmente tão grande como antes da crise. Os fronteiriços ocupavam, no início do ano, menos da metade dos novos empregos criados, contra cerca de dois terços antes da crise. "Este aspecto da conjuntura deixa no ar uma certa contradição entre uma melhoria das perspectivas de crescimento e uma antecipação do abrandamento", conclui Allegrezza.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Luxemburgo: François Pauly será novo presidente do banco Dexia-BIL

François Pauly é o novo presidente do comité de direcção do banco Dexia-BIL, sucedendo a Frank Wagener na condução dos negócios da filial luxemburguesa do grupo.

A nomeação do luxemburguês deverá ainda ser ratificada pelo Conselho de Administração do banco, dia 29 de Julho.

Foto: Anouk Antony

Luxemburgo cria zonas francas

O Luxemburgo vai poder contar com zonas francas a partir de quinta-feira, dia 14 de Junho, data em que o diploma que prevê a sua criação vai a votos na Câmara dos Deputados.

A medida, que prevê a suspensão do pagamento do IVA nas mercadorias armazenadas no Luxemburgo, "insere-se no arsenal de medidas para desenvolver o país enquanto centro logístico", defende Norbert Haupert, relator do projecto-lei.

Foto: Yves Welter

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Exposição no Luxemburgo até 30 de Julho: Denis Robert de volta ao local do crime

O crime não foi o seu e, verdade seja escrita, nenhum tribunal deu alguma vez como provadas as alegações de Robert no chamado caso Clearstream. Para quem não se recorda, Robert, um jornalista de investigação que trabalhou durante doze anos para o jornal francês Libération, acusou a câmara de compensação (Clearstream) com sede no Luxemburgo de actividades financeiras ilegais, incluindo coisas pequenas como lavagem de dinheiro e evasão fiscal. A outra verdade é que o Tribunal de Cassação Francês reconheceu, em Fevereiro de 2011, a validade da abordagem de Robert por se tratar de um assunto de interesse público, tendo ilibado este dos mais de 60 processos judiciais que lhe foram movidos depois pela Clearstream, bem como por outras entidades bancárias.

Mas foram as telas mais do que os livros ou os documentários de investigação que trouxeram de volta Denis Robert ao Luxemburgo, após dez anos de pesadelo judicial. A exposição, com o sugestivo nome de "Um tipo com olho de artista será sempre mais forte do que uma multinacional" (uma referência, mais uma vez, à Clearstream?) está patente na galeria Michel Miltgen, no n°32, rue Beaumont, na cidade do Luxemburgo, até 30 Julho.

Os seus quadros tão-pouco fogem ao tema central de todos os seus livros e documentários. Num deles pode se ler: "o segredo bancário é um direito do homem rico", enquanto noutro: "eu não direi mais mal da Clearstream, eu não direi mais mal da Clearstream, eu não direi mais..." As referências à multinacional e ao sector financeiro são renovadas a cada olhar. Fixação ou cruzada pela verdade, o juízo é livre. Segundo Denis Robert "a única condenação em tribunal foi a de um tribunal luxemburguês e é por isso que os meus livros, interditos de publicação durante 10 anos, não serão aqui vendidos. No entanto, já foram republicados, estando de novo à venda em França e noutros países da Europa depois da decisão do Tribunal Supremo francês em Fevereiro passado."

Expor no Luxemburgo é a suprema ironia da história e também, paradoxalmente, é sobretudo o sector financeiro que adquire as suas obras. Um dia, talvez exponha na Clearstream...

Francisco d’Oliveira
Foto: Manuel Dias

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Banco Espírito Santo abre agência no Luxemburgo

O Banco Espírito Santo (BES) terá dado entrada de um pedido para abrir uma agência no Luxemburgo, avança o portal Bomdia.lu, citando fonte ligada ao processo.

Segundo o portal, o BES poderá vir a abrir um balcão já este ano no norte do país.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Luxemburgo lidera procura por dívida portuguesa

O Luxemburgo liderou, durante o primeiro trimestre deste ano, a concretização de ordens sobre títulos de dívida portuguesa, adianta a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. De acordo com o último relatório desta entidade, "na dívida pública, o valor intermediado no primeiro trimestre foi de 3.376,9 milhões de euros, menos 4 % do que no mesmo período de 2010". Em contrapartida, o número de ordens subiu 39 %.

A França, os EUA e a Espanha dominaram as ordens sobre as acções nacionais no mesmo período de tempo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Luxemburgo: Juncker diz que já mentiu para proteger mercados

O primeiro-ministro luxemburguês e presidente do Eurogrupo admitiu esta semana, em Bruxelas, ter mentido ao longo da sua carreira para proteger os mercados financeiros.

"Estou pronto a ser insultado e ser acusado de não ser democrata, mas quero ser justo", declarou Juncker durante uma conferência do Movimento Europeu.

"Se revelarmos certas decisões, alimentamos as especulações nos mercados financeiros e pomos na miséria aqueles que queremos proteger", defendeu.

O primeiro-ministro assume que por vezes a mentira é necessária, sobre tudo quando se trata da política económica da Zona Euro. Esta deve ser levada a cabo "no maior segredo", para evitar que os mercados financeiros disparem.

O presidente do Eurogrupo disse ainda que os debates do Eurogrupo não podem ser revelados publicamente para evitar rumores. "Nem sempre estamos de acordo quanto à política monetária, mas, entretanto, os mercados reagem", frisou Juncker.

Foto: Serge Waldbillig

quarta-feira, 30 de março de 2011

Banco Kaupthing: novas buscas no Luxemburgo

A Polícia grã-ducal fez ontem novas buscas no caso da falência do Banco Kaupthing, executando uma comissão rogatória internacional pedida pelo "Serious Fraud Office" britânico e a Procuradoria islandesa, indica um comunicado enviado ontem ao início da tarde pela Procuradoria luxemburguesa e a Polícia.

Ao CONTACTO, o porta-voz da Procuradoria recusou revelar os locais em que as buscas foram efectuadas, adiantando apenas que "foram feitas em vários sítios". "Mais, não posso revelar, porque o caso está em segredo de justiça", disse Henri Eippers. Mas segundo a imprensa inglesa, as buscas terão sido feitas em três empresas e duas casas privadas.

Nas buscas, participaram 73 investigadores: 55 eram da Polícia Judiciária luxemburguesa, 11 do "Serious Fraud Office" e sete da Procuradoria islandesa. A operação faz parte da investigação à falência do banco islandês, em 2008, que tinha no Luxemburgo uma importante off-shore .

Nove pessoas foram detidas em Londres e Reykjavik durante uma acção policial no início deste mês.

Foto: Guy Jallay/LW

terça-feira, 22 de março de 2011

Análise: BCE quer conter inflação / Crédito mais caro a partir de Abril?

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, admitiu a 3 de Março que é possível que a instituição que lidera venha a aumentar as taxas de juro já em Abril.

A acontecer, é a primeira vez em dois anos que o BCE subirá as taxas de juro com o objectivo de travar a inflação, que está a subir em virtude da escalada dos preços dos alimentos, das matérias-primas e do petróleo.

Apesar do BCE manter inalterada a taxa de juro de referência da Zona Euro em 1 % pelo 22o mês consecutivo, Trichet garantiu que a instituição vai continuar a vigiar as pressões inflacionistas depois de em Fevereiro a inflação da Zona Euro ter aumentado 2,4 % face ao mesmo mês em 2010. Trichet afirmou assim ser possível um aumento das taxas de juro na próxima reunião do Conselho de Governadores, a 7 de Abril.

Estas declarações do presidente do BCE surpreendem os próprios analistas e economistas que aguardavam por um aumento da taxa de referência apenas no segundo semestre do ano.

A verdade é que, quer seja agora ou mais tarde, o aumento dos juros na zona euro terá consequências para bancos, empresas e pessoas. Tal como desejado pelo BCE, um aumento nas taxas de juro pode vir a conter a inflação da procura, ou seja, o aumento dos preços causado pelo excesso de consumo.

A ideia subjacente é restringir o consumo através do encarecimento dos empréstimos. O mecanismo é simples: como a taxa directora do BCE é utilizada como referência na determinação dos juros cobrados pelos bancos aos consumidores e às empresas, o seu aumento causa um aumento nos custos de um crédito. E se o crédito é mais caro, os clientes terão tendência a pedir menos crédito e a consumir menos o que, pelo menos teoricamente, contribui para conter a inflação.

Na prática, um aumento do juro de 0,25 % significa um encarecimento de 2,5 euros por mil euros de crédito contraído. Um crédito hipotecário de 300 mil euros custará assim mais 750 euros por ano.

No entanto, se por um lado o aumento dos juros garante um maior controle da inflação, por outro lado acaba por diminuir o potencial de crescimento da economia e do emprego.

É o lado perverso do sistema, pois com as taxas de juro mais elevadas, as empresas têm de arcar com o custo mais elevado de financiar o crescimento das suas actividades e o aumento de uma produção para a qual temem não encontrar consumidores suficientes.

Claro que os consumidores ou as empresas que optaram por um empréstimo a taxa fixa não sofrerão quaisquer degradações do seu poder de compra, pois o seu juro não é afectado pelas decisões do BCE. Contudo, ao contrário dos países limítrofes, no Luxemburgo existe pouco o costume de contrair empréstimos com taxa fixa.

Mas recorde-se ainda que um aumento da taxa de juro é também um incentivo à poupança, já que os juros das aplicações também aumentam e garantem um rendimento maior aos depósitos efectuados. Também aqui, por regra, os bancos tendem em adaptar os aumentos dos juros nos créditos dos seus clientes e são, no entanto, um pouco mais lentos a nivelar as condições da poupança. A tendência é observar o comportamento da concorrência e proceder aos ajustes depois.

Pedro Castilho, analista financeiro
Foto: Marc Wilwert

sexta-feira, 11 de março de 2011

Luxemburgo: Salário dos empregados bancários sobe um por cento

Os salários dos empregados bancários no Luxemburgo vão aumentar um por cento em 2012.

A convenção colectiva bianual dos bancos (2011-2013) foi renovada esta semana pelos sindicatos ALEBA, OGBL e LCGB-SESF.

O acordo oferece uma série de benefícios aos funcionários dos bancos. Entre eles, um aumento do índice dos salários em um por cento, a aplicar em Janeiro do próximo ano e em Janeiro de 2013, bem como a manutenção de oito dias e meio de repouso.

Foto: Guy Jallay

terça-feira, 8 de março de 2011

CSSF nega existência de contas de Kadhafi no Luxemburgo

A Comissão Fiscalizadora do Sector Financeiro (CSSF) do Luxemburgo desmente a existência de contas bancárias no Grão-Ducado pertencentes a MouammarKadhafi.

O desmentido surge depois de rumores que circulam desde a semana passada na sequência de um artigo de uma agência noticiosa alemã que mencionava a existência de contas do ditador líbio no Luxemburgo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sector financeiro é o mais afectado Patrões têm dificuldade em contratar pessoas qualificadas

Apesar de ter um mercado de trabalho aberto, o Luxemburgo tem dificuldade em contratar pessoal. As profissões que exigem maiores qualificações e ligadas ao sector da finança são as mais afectadas.

Em 2007, os empregadores tiveram, em 22 % dos casos, dificuldade em contratar pessoal, indica o Centro de Estudos das Populações e das Políticas Sócio-Económicas (CEPS/Instead).

Destes, 6 % das contratações foram levadas a cabo com muita dificuldade. Em 3 % dos casos, os empregado res foram obrigados a contratar pessoas com habilitações mais baixas do que o pretendido.

O estudo conclui, no entanto, que o mercado de trabalho luxemburguês se distingue do dos outros países, por apresentar uma taxa de desemprego inferior à média europeia. Distingue-se também por ter uma taxa de criação de empregos que varia anualmente entre 3 % e 4 %.

NC

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Estados Unidos devem 78 mil milhões de dólares ao Luxemburgo

Grão-Ducado é segundo maior credor dos EUA na Europa

O Luxemburgo comprou mais dívida pública dos Estados Unidos que a Alemanha e a França, em títulos do tesouro norte-americanos, e é o segundo maior credor dos EUA na Europa. A culpa é dos serviços financeiros a operar no Grão-Ducado, que investem em dívida pública estrangeira.

Segundo dados do Governo norte-americano citados pelo Guardian, o Luxemburgo tem 78,5 mil milhões de dólares em títulos de tesouro americanos (cerca de 57,5 mil milhões de euros), contra 60,1 da Alemanha e 35,1 da França. Na Europa, só a Suíça tem mais títulos de dívida pública dos EUA, um montante que ronda os 101,3 mil milhões de dólares.

O défice federal norte-americano é um indicador da dependência dos Estados Unidos em relação a outros países. Sem surpresa, a China está no topo da lista de credores, com 906 mil milhões de dólares em títulos do tesouro americano. O que surpreende é que o Luxemburgo tenha comprado mais dívida pública norte-americana que os grandes países europeus.

O facto levou mesmo alguns leitores do Guardian a colocar comentários jocosos no site do diário britânico, surpreendidos por um país "com apenas 500 mil habitantes" ter adquirido tanta dívida pública dos EUA.

Contas feitas, se a riqueza fosse distribuída per capita , cada habitante do Luxemburgo seria credor de 157 mil dólares junto do Tesouro americano (cerca de 115 mil euros).

"Se os EUA não pagarem ao Luxemburgo, será que eles podem enviar a artilharia como na vida real?", ironiza um comentador no site do Guardian.

De acordo com dados do Tesouro americano, os maiores credores estrangeiros dos EUA são a China (906 mil milhões de dólares), o Japão (877 mil milhões), o Reino Unido (477 mil milhões), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (213 mil milhões) e o Brasil (177 mil milhões). O Luxemburgo figura em 13o na lista de titulares estrangeiros da dívida pública norte-americana, e é segundo na Europa, só ultrapassado pela Suíça.

Paula Telo Alves
Foto: Shutterstock

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Luxemburgo: Sector financeiro tem falta de profissionais

O Luxemburgo tem falta de bons profissionais no sector dos serviços financeiros. A constatação é expressa no relatório da empresa Euro London sobre as tendências de recrutamento. O estudo salienta ainda um processo de recrutamento muito longo por parte dos dirigentes das empresas luxemburguesas.

O Euro London Appointments, um gabinete europeu de recrutamento, refere no seu relatório "ter testemunhado um recrudescimento das actividades de recrutamento" à escala europeia, nomeadamente nos domínios da banca e das finanças. Este fenómeno está sintonizado com os sintomas de retoma económica na União Europeia.

O gabinete revela, por outro lado, que as competências linguísticas dos que procuram emprego tem uma importância acrescida. Na verdade, o estudo salienta que "um empregador em quatro, ao nível europeu, considera a capacidade de falar uma segunda língua uma vantagem" para o candidato ao emprego.

Quanto ao Luxemburgo, as suas preocupação não são do domínio linguístico, mas sim a sua grande dependência da mão-de-obra estrangeira ou fronteiriça: "Com o regresso ao país de origem de um número importante de trabalhadores temporários durante a crise financeira, a falta de elementos com talento faz-se sentir no sector dos serviços financeiros", lê-se no relatório. David Shacklock, director da Euro London, chama a atenção para o facto de, apesar de todas estas dificuldades para recrutar pessoal adequado no Luxemburgo, as empresas "demorarem muito tempo a tomar decisões, deixando escapar muitas vezes potenciais empregados".