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quarta-feira, 23 de março de 2011

Japão/Sismo: 25 mil mortos e desaparecidos - novo balanço

O sismo e o tsunami que devastaram o nordeste do Japão a 11 de março fizeram mais de 25 mil mortos e desaparecidos, segundo um novo balanço da polícia divulgado hoje.

A polícia indicou que há 9.487 mortes confirmadas e que 15.617 pessoas estão oficialmente dadas como desaparecidas, ou seja no total há 25.104 mortos e desaparecidos após a catástrofe.

De acordo com as autoridades, há ainda 2.755 pessoas feridas.

O sismo de magnitude 9, seguido por um tsunami, foi o mais devastador depois do tremor de terra de 1923 que fez mais 142 mil mortos no Japão.

Centenas de milhares de pessoas foram retiradas das zonas atingidas e colocadas em centros de acolhimento.

O sismo danificou também a central nuclear de Fukushima, que está a criar sérios problemas de contaminação radioativa.

terça-feira, 15 de março de 2011

Japão/Sismo: Número de mortos confirmados eleva-se a 2.414, mas tragédia pode ser muito maior

As autoridades japonesas atualizaram esta madrugada para 2.414 o número de mortos e para 3.118 os desaparecidos em consequência do sismo seguido de tsunami que abalou na sexta-feira a região nordeste do país.

Apesar dos números estarem constantemente a serem atualizados, as autoridades nipónicas não excluem a possibilidade destes virem a ser muito maiores e vários municípios já declararam milhares de desaparecidos ou mortos que não estão incluídos nas listas oficiais da polícia.

Só na cidade de Minamisanriku (na foto), na prefeitura de Miyagi, cerca de 9.500 pessoas, ou metade da população local, não é localizada desde sexta-feira, mas aqui as autoridades também colocam a possibilidade de parte dos desaparecidos/incontactáveis se terem refugiado em povoações vizinhas.

Na costa da província de Miyagi foram localizados cerca de 2.000 corpos, enquanto em cidade de Sendai, foram encontrados entre 200 e 300 vítimas, num cenário em que a zona costeira está completamente destruída e começam a escassear alimentos, enquanto a maioria das lojas está fechada, como testemunhou a agência Lusa no local.

Outra cidade que também poderá ser fortemente atingida é Otsuchi, na prefeitura de Iwate, onde 8.000 residentes também não estão localizados.

Mais de 100 mil japoneses, auxiliados por equipas estrangeiras especializadas em catástrofes continuam a trabalhar, dia e noite, nas zonas mais afetadas, não só em busca de eventuais sobreviventes que possam estar presos sob os escombros ou tenham sido arrastados para o mar pelo tsunami que atingiu os 10 metros de altura, mas também na recuperação dos cadáveres.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sismo a 150 km foi sentido na cidade do Luxemburgo

Um sismo de magnitude 4,5 na escala de Richter, com epicentro em Koblenz, na Alemanha (a cerca de 150 km do Luxemburgo), foi sentido ontem às 13h43 no Grão-Ducado.

O sismo foi detectado pelo Centro de Géodinâmica e Sismologia de Walferdange. E foi sentido por algumas pessoas que, assustadas, ligaram para o número de emergência, queixando-se que a terra tremeu.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Indonésia: Duas fortes réplicas após o sismo de segunda-feira

Duas réplicas de 6,1 e 6,2 graus na escala aberta de Richter sacudiram esta madrugada a região oeste da Indonésia, depois do terramoto de 7,5 graus ter levado as autoridades a lançar um alerta de tsunami na região por duas horas.

O último sismo teve lugar a 21 km de profundidade, a 205 km a oeste de Bengkulu, na ilha de Sumatra, e a 630 km da sul de Singapura, anunciou o Serviço Geológico dos Estados Unidos que vigia a actividade sísmica em todo o planeta.

O primeiro sismo, de 7,5 graus, abalou segunda-feira cerca das 21h42 (14h42 no Luxemburgo) a região e foi seguido de duas fortes réplicas horas mais tarde.

As autoridades indonésias não lançaram outro alerta de tsunami e não há registos de vítimas ou danos materiais.

Indonésia está localizada no chamado “Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande actividade sísmica e vulcânica que é sacudida por cerca de 7000 abalos anualmente, a maioria dos quais de fraca potência que passa despercebida à população.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

China/Sismo: Durão Barroso "chocado" oferece ajuda da Comissão Europeia

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse hoje em Bruxelas estar "profundamente chocado" com as notícias do terramoto na China, que provocou pelo menos 400 mortos, tendo oferecido a colaboração de Bruxelas.

"Estou profundamente chocado e entristecido com as notícias que chegam do terramoto na província chinesa de Qinghai", disse José Manuel Durão Barroso, numa mensagem divulgada em Bruxelas.

Durão Barroso expressou ainda a solidariedade do executivo comunitário para com as autoridades chinesas e o povo chinês, a quem ofereceu a assistência necessária.

Um sismo, de magnitude 7,1 na escala de Richter, ocorreu ao início da manhã (hora local) causando pelo menos 400 mortos e 8000 feridos na prefeitura tibetana de Yushu, província de Qinghai, noroeste da China, cuja capital fica a mais de dois mil quilómetros de Pequim.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sismo/Haiti: Último balanço fala de 212 mil mortos

Pelo menos 212 mil pessoas morreram em consequência do sismo de 12 de janeiro no Haiti, de acordo com o último balanço anunciado na quinta-feira à noite pelo primeiro-ministro haitiano.

"Temos mais de 200 mil mortos. O último número que recebi dos meus serviços refere 212 mil mortes", disse Jean-Max Bellerive à cadeia de televisão norte-americana CNN.

O primeiro-ministro acrescentou que o balanço podia ainda "aumentar um pouco".

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Segundo avião português com ajuda já está em Port-au-Prince

O segundo avião Hércules C-130, da Força Aérea Portuguesa, com ajuda para as vítimas do sismo do passado dia 12 no Haiti, aterrou no aeroporto da capital haitiana às 19h30 locais (01h30 no Luxemburgo).

Os dois enviados especiais da agência Lusa em Port-au-Prince, que testemunharam a aterragem do aparelho, adiantaram que este já começou a ser descarregado.

O avião tinha partido na segunda-feira à tarde de Caracas, capital da Venezuela, com quase 12 toneladas de material a bordo, segundo disse à Lusa fonte próxima da operação

O aparelho transporta 21 pessoas, todas portuguesas - 15 militares, cinco bombeiros, um dos quais médico, um técnico especialista em sistemas de purificação de água da organização não-governamental ADRA (Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência) e um jornalista português.

Das 12 toneladas de carga, quase quatro toneladas vieram de Portugal. Seguem também seis toneladas de água comprada pela embaixada de Portugal na Venezuela, que não especificou qual o material perfaz as restantes duas toneladas, mas a Lusa viu alguns sacos de massa e farinha.

A carga inclui medicamentos e 180 mil pastilhas purificadoras de água, material para montar e equipar o campo de desalojados e equipamento para aumentar a capacidade do posto médico avançado do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da equipa da Assistência Médica Internacional (AMI).

O Haiti, principalmente a capital, Port-au-Prince, foi devastado em 12 de Janeiro por um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter que, segundo números oficiais provisórios, causou, segundo o último balanço, cerca de 150 mil mortos e deixou cerca de um milhão de desalojados.

O sismo é considerado a maior catástrofe que já atingiu o país mais pobre do continente americano nos últimos 200 anos e também a maior tragédia para a ONU, com 47 funcionários da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) mortos e 500 dados como desaparecidos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Início da reunião de emergência sobre ajuda internacional

A reunião de emergência sobre a ajuda internacional ao Haiti começou hoje em Montreal, com a presença do primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive.

Quinze países, entre os quais os Estados Unidos, França, Brasil, Espanha e México, bem como as Nações Unidas e várias organizações internacionais, participam na conferência, presidida pelo chefe da diplomacia canadiana, Lawrence Cannon.

Dirigindo-se a Bellerive, o ministro canadiano garantiu o apoio da comunidade internacional no imediato e também no esforço de reconstrução que se deve seguir.

O Haiti, principalmente a capital Port-au-Prince, foi devastado em 12 de Janeiro por um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter que, segundo número oficiais, fez pelo menos 150 mil mortos e deixou cerca de um milhão de pessoas desalojadas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Santa Casa da Misericórdia no Luxemburgo apela à ajuda ao Haiti

Há várias entidades, governamentais e ONGs no Luxemburgo a quem os interessados em ajudar às vítimas do Haiti se podem dirigir e confiar os seus donativos.

A Santa Casa da Misericóridia do Luxemburgo, como já fez no passado, em semelhantes casos, vai confiar os seus donativos aos missionários presentes no Haiti, os padres salesianos. Quem quiser servir-se desta via, que é directa e nada retém pelo caminho, é favor enviar o óbulo da sua generosidade para Santa Casa da Misericórdia do Luxemburgo, Caixa Geral de Depósitos (CGDI): IBAN LU95 3020 0400 0050 1011 ou Banque BCP (BMEC): IBAN LU87 0250 0040 5684 2000 acrescentando, em "communication" o destinatário final: "Ajuda ao Haiti".

Haiti: Cruz Vermelha luxemburguesa envia 6 mil kits de urgência

Graças aos donativos de privados, empresas e o apoio do Governo do Luxemburgo, a Cruz Vermelha luxemburguesa vai enviar seis mil kits com artigos de urgência para as vítimas do sismo de magnitude 7 na escala de Richter que devastou o Haiti a 12 de Janeiro. O valor destes artigos eleva-se a 195 mil euros (275 mil dólares).

A Cruz Vermelha luxemburguesa continua a apelar à generosidade, desta feita para projectos de reabilitação no Haiti. Os donativos podem ser feitos através da mesma conta bancária que a Cruz Vermelha luxemburguesa havia aberto para os primeiros donativos: CCPL LU52 1111 0000 1111 0000 com a menção "Haïti séisme" (ou em linha www.croix-rouge.lu).

A Cruz Vermelha relembra que todos os donativos iguais ou superiores a 120 euros e inferiores a 10 % do total dos rendimentos líquidos são dedutíveis nos impostos.

Mais informações podem ser obtidas pelo tel. 45 02 02-442 ou por correio electrónico (communication@croix-rouge.lu).

Haiti/sismo: Nova réplica sentida há cerca de meia hora em Port-au-Prince

Uma nova réplica do sismo de quarta-feira foi sentida hoje de manhã na capital do Haiti.

Segundo informam os enviados da Agência Lusa a Port-au-Prince, a réplica, registada pouco antes das 8h locais (14h no Luxemburgo), foi ligeira e durou poucos segundos.

O Haiti, principalmente a capital Port-au-Prince, foi devastado em 12 de Janeiro por um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter que, segundo número oficiais provisórios, fez pelo menos 75 mil mortos, 250 mil feridos e deixou cerca de um milhão de pessoas desalojadas.

O sismo é considerado a maior catástrofe a atingir o Haiti, o país mais pobre do continente americano, no últimos 200 anos e também a maior tragédia para a ONU, com 47 funcionários da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) mortos e 500 dados como desaparecidos.

Um novo sismo, de 6,1 na escala de Richter, foi sentido na passada quarta-feira.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Haiti/sismo: Réplica de magnitude 6

Um forte sismo de magnitude 6 na escala aberta de Richter abalou hoje Port-au-Prince cerca das 06:03 locais (11:03 em Lisboa, 12:03 no Luxemburgo), informou o instituto geológico dos Estados Unidos.

O sismo fez tremer edifícios na capital haitiana e foi sentido no acampamento onde está instalada a equipa humanitária enviada por Portugal, onde as pessoas saíram das tendas.

Segundo o instituto norte-americano, o epicentro do sismo situou-se a uma profundidade de 22 quilómetros.

Jornalistas em Port-au-Prince relataram que muitas pessoas saíram a correr para as ruas no momento deste novo abalo.

A capital do Haiti foi devastada há uma semana por um sismo de magnitude 7,0 graus Richter que, segundo número oficiais provisórios, fez 75.000 mortos, 250.00 feridos e deixou cerca de um milhão de pessoas sem-abrigo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Insegurança e violência dificultam missão humanitária

O auxílio aos sobreviventes do terramoto da terça-feira da semana passada, 12 de Janeiro, no Haiti está a ser dificultada por razões de segurança, afirmou recentemente um alto-funcionário que coordena a ajuda humanitária do Governo norte-americano.

Fornecer ajuda humanitária requer "um ambiente seguro", frisou o tenente-general do Exército norte-americano, Ken Keen, explicando que a insegurança e violência nas ruas da capital haitiana têm vindo a aumentar exponencialmente.

"Vamos ter que resolver a situação de segurança", frisou Keen, uma vez que "já tivemos casos de violência que impediram a nossa capacidade de apoiar o Governo do Haiti e responder aos desafios que este país enfrenta."

Quase uma semana após o forte sismo de magnitude 7.0 na escala de Richter, multiplicam-se actos de violência e pilhagens nas ruas da capital do Haiti, com milhares de pessoas desesperadas por água e alimentos a pilharem supermercados e armazéns e a lutarem pelos poucos mantimentos que as agências humanitárias conseguem distribuir.

Os constantes tumultos durante as operações de distribuição de mantimentos fizeram com que as agências da ONU e o Governo haitiano precisem de fortes contingentes de segurança durante essas actividades.

"Nunca anunciamos o local onde vamos distribuir comida para evitar tumultos", declarou o capitão Marco León Peña, do contingente boliviano da missão da ONU no Haiti (Minustah).

León Peña e outras testemunhas relataram cenas de caos e agressões durante operações de distribuição de comida. O Exército norte-americano optou em algumas ocasiões por lançar os pacotes de comida de helicópteros.

Acresce que gangues armados, que já antes do sismo dominavam Port-au-Prince, começaram a percorrer as ruas da capital haitiana armados com catanas e armas de fogo.

Elementos da polícia haitiana chegaram já a abrir fogo sobre um grupo de pessoas que saqueava um mercado na capital do Haiti, provocando pelo menos um morto no domingo.

De acordo com vários testemunhos de pessoas no terreno, a situação no Haiti está caótica e a falta de bens de primeira necessidade está a levar a um aumento de criminalidade que tem vindo a disparar.

No sábado, dois elementos da ajuda humanitária da República Dominicana ficaram gravemente feridos depois de terem sido atacados a tiro quando distribuíam comida na capital haitiana.

Há actualmente cerca de 16 mil soldados dos Estados Unidos no Haiti, dos quais mais de 3.000 estacionados em navios.

O último balanço estima que o terramoto de 12 de Janeiro
fez entre 100 e 200 mil mortos no Haiti Fotos: Arq. LW

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Socorristas luxemburgueses regressam a casa

Os 17 secorristas e os sete cães da Protecção civil e da Cruz Vermelha (15 belgas e dois luxemburgueses) destacados para encontrar sobreviventes do violento sismo que na passada terça-feira devastou o Haiti, regressaram ontem à noite a Bruxelas.

Os dois secorristas luxemburgueses seguiram mais tarde para a base nacional de apoio de Lintgen onde foram recebidos pelos ministros da Família e do Interior, Marie-Josée Jacobs e Jean-Marie Halsdorf.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros belga refere que os secorristas regressaram convencidos de que tudo fizeram para encontrar sobreviventes.

O Ministério refere ainda que passadas 72 horas, a hipótese de encontrar sobreviventes é muito remota, devido às temperaturas superiores a 35° que aceleram a desidratação.

Haiti/Sismo: Catástrofe matou 100 mil pessoas, anuncia Governo haitiano

O ministro do Interior do Haiti, Antoine Bien-Aimé, afirmou no domingo que o sismo registado no país na passada terça-feira causou a morte a 100 mil pessoas, mas outras fontes dizem que o balanço é ainda superior.

Um total de 70 mil mortos foram sepultados até ao momento no Haiti, enquanto o Governo decretou o estado de emergência até ao fim do mês.

O número das vítimas que foram sepultadas em valas comuns foi avançado pelo secretário de Estado da Alfabetização do Haiti, Carol Joseph, noticiou a rádio Metrópole, uma das mais ouvidas no país.

A par do estado de emergência, o Governo decretou também 30 dias de luto nacional, até 17 de Fevereiro.

Haiti/Sismo: Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta segunda-feira para analisar situação

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se esta segunda-feira para estudar a situação no Haiti, onde a amplitude do desastre causado pelo sismo da passada terça-feira "torna necessária uma acrescida presença internacional, sob coordenação da ONU".

A iniciativa da reunião partiu do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) mexicano, que em comunicado divulgado no sábado adianta que o secretário-geral da ONU participará no encontro. O México é membro não permanente do Conselho de Segurança.

A decisão de reunir o Conselho de Segurança "ao início da manhã de segunda-feira" foi tomada após "conversações entre os seus membros em coordenação com a China, na sua qualidade de presidente do Conselho, e por iniciativa do México", lê-se no comunicado.

"O México reconhece o alcance das acções realizadas por todas as agências, fundos e programas das Nações Unidas e saúda o papel do secretário-geral Ban Ki-moon, que se deslocará ao Haiti nas próximas horas", destaca-se na nota do MNE mexicano.

No entanto, "o governo do México considera da maior importância que o Conselho de Segurança contribua para os esforços de ajuda e apoie o governo haitiano" nesta situação de crise "que ultrapassa de longe a dimensão de outras urgências humanitárias", refere-se ainda no comunicado.

Haiti/Sismo: C-130 da Força Aérea portuguesa chega à capital haitiana

O Hércules C-130 da Força Aérea Portuguesa com ajuda humanitária para as vítimas do sismo no Haiti aterrou no aeroporto da capital haitiana, Port-au-Prince, no domingo à noite (madrugada em Lisboa).

A missão da equipa portuguesa que viajou para o Haiti consiste em montar, em Port-au-Prince, um campo para alojamento de emergência/temporário e com equipamento para intervenção médica e ajuda para as vítimas do terramoto da última terça-feira.

Esta segunda-feira deverá sair de Lisboa mais um avião com mais equipamento de ajuda humanitária, nomeadamente com mais tendas e equipamentos necessários para a intervenção médica do INEM.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Presidente do Senegal propõe regresso a África de haitianos, descendentes de antigos escravos

O Presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, declarou hoje querer favorecer o "regressos de haitianos a África", oferecendo uma nova terra em África a estes descendentes de escravos após o sismo mortífero de terça-feira na ilha das Caraíbas.

Numa entrevista à rádio France Info, o Presidente senegalês justificou a sugestão com o estado da tragédia hoje vivida no Haiti.

"A calamidade que se abate sobre o Haiti leva-me a propôr uma solução radical: criar em África, seja onde for, algum lugar onde africanos possam" regressar às origens e tenham o seu espaço próprio.

Para Wade, este "regresso" poderia ocorrer de uma só vez ou por grupos, num ou em vários países do continente africano, classificando a oferta como uma "oportunidade" para os que foram levados à força para as Américas.

"Eles não escolheram ir para aquela ilha e não seria a primeira vez que antigos escravos ou descendentes seus regressam a África, como no caso da Libéria, aonde chegaram e se integraram na população local", considerou o Presidente senegalês.

"É nosso dever reconhecer-lhes o direito de regresso à terra dos seus ancestrais", insistiu.

"O problema é saber quem suportará as despesas", alertou Wade, recordando a responsabilidade histórica dos países europeus na deportação de africanos reduzidos à escravidão nas Américas", que considera uma dívida por reparar.

O porta-voz do Presidente, Mamadou Bamba Ndiaye, entrevistado por uma estação de rádio local, garantiu que o Senegal está disponível para oferecer terras aos candidatos haitianos.

"Se forem só algumas pessoas, terão aqui um tecto e um bocado de terra, se forem muitos terão um espaço maior", disse o secretário de Abdoulaye Wade.

Sismo/Haiti: Aeroporto com excesso de tráfego impede ajuda humanitária

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou hoje o execesso de tráfego no aeroporto da capital haitiana que está a impedir a aterragens de voos com ajuda humanitária.

"A falta de autorização para aterrar no aeroporto impediu a chegada de um hospital de campanha dos MSF", estrutura considerada pela ONG "crucial" para prestar asistência às vítima do sismo.

Em comunicado, os Médicos Sem Fronteiras referem que o atraso no aeroporto representa "uma dificuldade maior", uma vez que está a obrigar ao desvio de numerosos voos com cargas importantes.

As equipas de urgência da organização Médicos Sem Fronteira estão no Haiti desde terça-feira, quando o Haiti foi abalado por um sismo que vitimou milhares de pessoas.

"Nunca vimos tantos feridos graves" entre a população, refere a ONG, sublinhando que o acesso à água potável e aos alimentos básicos é "muito problemático", o que agrava a situação na capital haitiana.

Segundo a organização, o número de pilhagens está a aumentar, mas até agora sem recurso à violência.

Haiti/Sismo: Hillary Clinton faz visita-relâmpago a Port-au-Prince para garantir ajuda aos haitianos

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, prometeu no sábado aos haitianos, vítimas do sismo da passada terça-feira, que os Estados Unidos estarão ali para os ajudar "hoje, amanhã e no futuro".

Hillary Clinton, que falava na pista do aeroporto de Port-au-Prince, antes de regressar aos Estados Unidos, apresentava um semblante carregado, depois dos encontros que manteve com as equipas que coordenam o socorro americano no Haiti e de uma reunião com o Presidente haitiano, René Préval.

Antes de entrar no avião que a levará a Washington, Hillary Clinton referiu que divulgará este domingo, com o Presidente Préval, um comunicado comum sublinhando a vontade das autoridades dos dois países de trabalar em conjunto.

Dirigindo-se directamente ao povo haitiano, e traduzida para o crioulo local, Clinton deixou uma mensagem de solidariedade:

"Fostes postos à prova de uma forma terrível, mas eu sei que o Haiti pode reerguer-se e ser ainda mais forte e melhor no futuro", afirmou.

A secretária de Estado é a mais alta responsável norte-americana a deslocar-se ao Haiti, onde os Estados Unidos desenvolvem esforços para proporcionar socorro urgente às vítimas do sismo.

Pelo menos 50 mil mortos, 250 mil feridos e 1,5 milhões de desalojados

De acordo com o Presidente René Préval, o sismo causou pelo menos 50 mil mortos, 250 mil feridos e 1,5 milhões de desalojados.

O primeiro-ministro haitiano, Jean-Marc Bellerive, disse, por seu turno, que já foram sepultadas mais de 25 vítimas mortais do sismo.