sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Luta pelo ensino do português no Benelux

Um abaixo-assinado “poderá ser a primeira das iniciativas” do movimento de protesto contra os cortes no ensino da língua portuguesa no estrangeiro, refere em comunicado o Conselheiro das Comunidades Portuguesas eleito na Bélgica, Pedro Rupio.

“Estamos a viver um momento histórico na nossa comunidade, como em todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, porque o ensino de português no estrangeiro pode estar muito próximo do fim", lê-se no comunicado.

O governo vai suprimir 50 postos de professores até ao fim deste ano, falando-se também da possibilidade de cortar 200 lugares já no próximo ano lectivo.

Em causa poderá estar o ensino a cerca de 20.000 alunos, praticamente metade da actual rede de ensino para as comunidades portuguesas.

Festivasion junta idosos de todas as nacionalidades

Esch-sur-Alzette recebe hoje e amanhã um festival para idosos e reformados, mas o encontro não se destina apenas à terceira idade. O Festivasion está hoje e amanhã na Kulturfabrik, mas o encontro não se destina apenas aos idosos, garante o presidente da associação Amizade Portugal-Luxemburgo (APL), uma das associações que organizam o festival. "Teremos muito gosto em receber pessoas com 50 anos ou mais, mas o festival é aberto a todas as idades", diz Guy Reger.

Hoje de manhã, a ministra da Família abriu o festival, este ano dedicado ao voluntariado e à coesão social. À hora de almoço, há gastronomia internacional, e entre as 14h e as 17h o "Café des Âges" ("Café das Idades") vai reunir pessoas de todas as nacionalidades. A partir das 18h30, lugar à literatura, com o encontro "Mil Folhas".

No sábado, destaque para o Yoga do Riso, entre as 10h e as 11h30, e para o chá dançante e o Karaoke multicultural das 16h às 18h30.

Criado há dois anos, o Festivasion agrupa várias associações de estrangeiros, incluindo a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), a APL e a Casa das Associações.

Texto: P.T.A.
Foto: Lucien Wolff

Música: Duplo CD celebra candidatura do Fado com 43 nomes, de Amália a Mariza

O CD-Duplo “Fado – Estranha Forma de Vida” celebra “a esperada confirmação da UNESCO do Fado como Património Imaterial da Humanidade”, escreve a discográfica Farol sobre a edição, que conta com nomes como Camané e Carminho.

O duplo CD, editado esta semana, reúne 43 temas interpretados por Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro ou Hermínia Silva, ao lado de nomes da atualidade como Marco Rodrigues, Ana Moura ou Cristina Branco.
Segundo a nota da discográfica, o primeiro CD, que reúne 24 nomes, referencia “os maiores artistas da atualidade”, enquanto o segundo CD retoma “as grandes figuras históricas”.

O CD 1 abre com Mariza que interpreta um tema de Amália Rodrigues, “Lavava no rio lavava”, e inclui ainda os nomes de Mafalda Arnauth, que canta um tema do repertório de Hermínia Silva, “Tendinha”, e Helder Moutinho.

Walferdange: feira do livro com menos portugueses

A 17a edição das jornadas do Livro de Walferdange, a maior feira do livro do Luxemburgo, conta este ano com menos portugueses.

O evento, que abre oficialmente amanhã às 10h30, vai ter apenas a presença da Associação Portuguesa de Walferdange, com o habitual escritor Antero Monteiro.

O dirigente associativo Arlindo Rodrigues promete, no entanto, "tentar levar amanhã mais escritores lusos radicados no Luxemburgo". A associação Amizade Portugal-Luxemburgo, que participou em 2009 e 2010, só deve regressar para o ano. "Este ano não vamos participar porque somos voluntários e não há disponibilidade para tudo", refere o dirigente Hernâni Gomes. As Jornadas do Livro decorrem amanhã e domingo no estádio Prince Henri. Mais informações na internet (ww.bicherdeeg.lu).

Texto: HB
Foto: Serge Waldbillig

Duarte Lima incorre em pena até 12 anos de prisão

Duarte Lima passou a noite no estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária, em Lisboa. O filho do antigo dirigente do PSD também está preso.

Hoje, pai e filho vão ser ouvidos pelo Tribunal Central de Investigação Central. O antigo deputado do PSD já é arguido neste inquérito.

O Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, garantiu ontem que a detenção de Duarte Lima se insere na estratégia para evitar um mega processo no caso BPN e que nada tem a ver com o processo contra o antigo deputado no Brasil.

Em causa está um negócio de terrenos em Oeiras que foi financiado pelo BPN e do qual o banco saiu lesado em mais de 40 milhões de euros. O financiamento destinava-se à construção de um complexo habitacional numa zona que chegou a ser equacionada para o novo edifício do Instituto Português de Oncologia.

Honda a gás natural eleito carro verde do ano

O Honda Civic Natural Gas, automóvel a gás natural da japonesa Honda, foi eleito “carro verde do ano” no Salão Automóvel de Los Angeles. O carro a gás natural da Honda foi preferido relativamente aos modelos híbridos da Toyota, movidos a gasolina e eletricidade, aos veículos elétricos da Toyota e Mitsubishi e ao diesel da Volkswagen. A versão vencedora da Honda está à venda desde outubro. De acordo com o fabricante japonês, o “carro verde do ano” pode atingir uma velocidade de 386 quilómetros, mais do dobro de um veículo totalmente elétrico.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Portas anuncia encerramento de sete embaixadas

Portugal vai encerrar sete embaixadas, quatro vice-consulados e um escritório consular, estando prevista a abertura «muito proximamente» de uma representação diplomática no Qatar, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, no parlamento.
 Esta reforma vai permitir poupar 12 milhões de euros em 2012, afirmou.

As embaixadas portuguesas que vão ser desactivadas são as de Andorra, Bósnia-Herzegovina, Estónia, Letónia, Lituânia, Malta e Quénia, disse Portas na apresentação do Orçamento do Estado 2012 para o ministério que tutela nas comissões de Orçamento e Finanças, Negócios Estrangeiros e Assuntos Europeus.

 Paulo Portas acrescentou que a jurisdição do vice-consulado de Frankfurt (Alemanha) vai passar para Estugarda, Osnabruck para Dusseldorf, a de Clermont-Ferrand (França) passa para Lyon e Nantes para Paris. O escritório consular de Lille passará para Paris, disse.

 A representação em Andorra passará a ser assegurada pela embaixada de Portugal em Madrid e pelo consulado em Barcelona, Malta por Roma, Letónia por Estocolmo, Estónia por Helsínquia, Lituânia por Copenhaga, Quénia por Maputo e a Bósnia-Herzegovina por Belgrado, acrescentou.

Portugal/Crise: Número crescente de famílias que pedem ajuda é preocupante - diz secretário de Estado da Segurança Social

O secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, considerou hoje preocupante o número crescente de famílias que pedem ajuda às instituições de solidariedade social. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca, revelou no domingo que, desde o início do ano, surgiram 4.645 novos agregados familiares a pedirem ajuda à instituição, uma média mensal de 516 novas famílias carenciadas.

Comentando esta realidade, Marco António Costa afirmou que o Governo está atento aos problemas que “vão surgindo permanentemente na sociedade em termos de exclusão social”. “Claro que são números que nos preocupam. Não foi por acaso que o Governo se antecipou aos próprios números e criou um Programa de Emergência Social”, afirmou o secretário de Estado aos jornalistas à margem do congresso internacional “Família e adoção – construção da identidade”, que está a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Marco António Costa lembrou que este programa foi criado por existir a noção que “a situação de emergência nacional que se vive tem um forte reflexo na componente social”. “Ao criar este programa não foi para criar um ‘slogan’ foi para dar uma resposta. Nós estamos a falar de mais de 600 milhões de euros que estão envolvidos neste programa de emergência social, que dá respostas diversas às múltiplas questões que vão surgindo permanentemente na sociedade portuguesa em matérias de exclusão social”, explicou.

Uma das respostas é reforçar o apoio às instituições”, apontou, lembrando a “verba inédita” de 200 milhões de euros destinadas às instituições de solidariedade social para poder apoiar estas situações.

“É a resposta de emergência a situações de necessidade de apoio direto a famílias, a concretizar-se através das instituições que no terreno respondem a estas situações”, disse, acrescentando: “aquilo que pretendemos é disponibilizar os meios que são necessários para essas instituições do setor social poderem em proximidade responder aos problemas que vão surgindo na sociedade”.

Desde o início do ano a Cáritas Portuguesa atendeu 28 mil famílias, "o que significa dizer que todos os meses, em média, três mil famílias vieram bater-nos à porta", segundo Eugénio da Fonseca. Baixos rendimentos, desemprego e habitação são as três grandes preocupações das pessoas que surgem a pedir ajuda.

"Muitas, apesar de se manterem empregadas", estão neste momento confrontadas "com o aumento de despesas e a diminuição dos rendimentos", explica Eugénio da Fonseca, dando o exemplo de funcionários públicos, pensionistas e daquelas pessoas que acabaram por perder o direito ao Rendimento Social de Inserção.

O desemprego e a precariedade dos trabalhos "é outro dos dramas", disse o presidente da Cáritas à margem do Conselho Geral que se reuniu este fim de semana, em Fátima, para debater a evolução dos atendimentos sociais, bem como a situação social e económica do País.

Jean d'Ormesson esta quarta-feira em Esch/Alzette

O conhecido escritor francês Jean d'Ormesson profere esta quarta-feira, 16 de Novembro, uma conferência no Teatro Municipal de Esch/Alzette, às 19h.

A palestra tem por título "Qu'ai-je essayé de faire" e nela o autor, nascido em 1925, vai fazer uma viagem pela sua já longa carreira de romancista, cronista, jornalista e filósofo.

Jean d'Ormesson dirigiu o Figaro entre 1974 e 1977, é autor de romances como "Au plaisir de Dieu", "La Douane de Mer", laureado com o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa em 1971 com "La Gloire de l'Empire", academia que integrou dois anos mais tarde, no cadeirão 12, antes ocupado por Jules Romain.

O seu último romance intitula-se "La Conversation" e aborda as ambições de poder de Napoleão Bonaparte, numa conversa fictícia com o seu segundo cônsul.

CONTACTO: Edição de 16 de Novembro de 2011

(clique na imagem para ampliar)

Os pais portugueses não querem refugiados à porta da escola de Pétange, e por isso manifestaram-se esta terça-feira em frente à escola primária.

O tema faz a manchete da edição desta semana do CONTACTO. Os refugiados que estavam a viver em parques de campismo vão ser realojados em contentores à porta da escola de Pétange. Uma decisão que não agrada aos encarregados de educação , entre os quais se incluem muitos portugueses. Os pais temem pela segurança dos filhos e acusam a comuna de lhes ter escondido a decisão.

O Grão-Ducado vai escolher no próximofim-de-semana a Miss Portugal no Luxemburgo.O concurso conta com a participação de 12 candidatas. No sábado, vai ser conhecida a sucessora de Patrícia Brandão, a actual Miss Portugal no Luxemburgo.

Nesta edição, olhamos ainda para a visita do primeiro-ministro do Luxemburgo a Portugal, para o congresso do CLAE que se realizou este fim-de-semana e para a incrível carreira de Aníbal Coimbra. O atleta português residente no Luxemburgo acaba de conquistar mais um título: campeão mundial de powerlifting. Na República Checa, Coimbra levantou 1027 kg e meio.

Tudo isto e muito mais no CONTACTO desta semana, o primeiro jornal de língua portuguesa no Luxemburgo.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Portugal: Postos de trabalho vão manter-se apesar do incêndio na fábrica da Sicasal, assegura administração (actualização)

A administração da fábrica da Sicasal em Vila Franca do Rosário, na Malveira, concelho de Mafra, esclareceu hoje que apesar do incêndio desta manhã nenhum posto de trabalho está em risco e que a fábrica deverá retomar a laboração ainda esta semana.

"O objectivo não é mandar ninguém para casa nem despedir ninguém", afirmou aos jornalistas o porta-voz da administração, Jorge Passarinho, adiantando que há a intenção de "a fábrica poder recomeçar a laborar esta semana". O responsável disse que o seguro deverá cobrir os prejuízos.

Jorge Passarinho esclareceu que "o núcleo da fábrica não foi afectado e que o incêndio danificou apenas a área de desmanche e de embalamento dos frescos", onde trabalham 150 dos 650 funcionários da fábrica. A administração aguarda que os bombeiros terminem as operações para poder avaliar melhor os prejuízos causados.

O comandante municipal da Proteção Civil de Mafra, Miguel Oliveira, afirmou que o incêndio está em fase de rescaldo, estando a proceder-se também à remoção dos destroços. Como o refeitório não foi destruído pelas chamas, a administração deu instruções aos trabalhadores, que se encontravam à frente da fábrica, para entrarem nas instalações para almoçar.
 Depois de almoço, está previsto um plenário de trabalhadores com a administração.

A Polícia Judiciária está já no local a averiguar as causas do incêndio.

Um curto-circuito na zona de embalamento poderá estar na origem do incêndio que deflagrou às 7h07, quando já havia trabalhadores a laborar, e ficou dominado às 9h45, mobilizando 89 homens e 34 viaturas de 18 corporações de bombeiros.

Nova Iorque: Polícia dispersa manifestantes do movimento "Occupy Wall Street"

Foto: REUTERS
A polícia desmantelou na última madrugada o acampamento anti-Wall Street de uma praça de Nova Iorque, onde tinha começado o movimento dos indignados.

"A Praça da Liberdade (Parque Zuccotti), local ocupado pelo movimento "Occupy Wall Street" há dois meses e ponto de difusão do movimento para outros locais do país e do mundo, está a ser esvaziado por uma unidade da polícia", indicava um comunicado dos manifestantes.

Em Washington, os indignados conseguiram uma extensão de quatro meses da autorização para acampar junto à Casa Branca.

Noutras cidades como Boston, centenas de estudantes da universidade Boston Common protestaram contra o sistema educativo e as "práticas financeiras irresponsáveis e não éticas", com cartazes com mensagens como "Financiem a educação e não as corporações".

Em Nova Iorque, a polícia já gastou cerca de 1,9 milhões de dólares (1,4 milhões de euros), sobretudo em horas extraordinárias, com o policiamento à zona do parque Zuccoti, onde está o acampamento.

Portugal: Incêndio deixou fábrica da Sicasal na Malveira "muito danificada"

O incêndio que deflagrou esta manhã na fábrica da Sicasal, em Vila Franca do Rosário, na Malveira, concelho de Mafra, deixou a estrutura "muito danificado", afirmou Miguel Oliveira, o comandante municipal da Protecção Civil de Mafra, salientando que o fogo ficou dominado às 9h45.

"Neste momento o incêndio está dominado depois de o termos circunscrito aos escritórios", afirmou Miguel Oliveira aos microfones da SIC. O responsável adiantou se estar a proceder à extinção do incêndio, o que ainda irá durar "algum tempo", seguindo depois uma fase de colocação de maquinaria para retirar destroços do interior da fábrica. Só após estas operações vai ser possível avaliar a dimensão dos danos, acrescentou.

Miguel Oliveira disse que a fábrica "não está completamente destruída, mas está muito danificada", especificando que cerca de 20 por cento da área total foi afectada e que corresponde à área de produção.

A administração continua a escusar-se a prestar declarações.

Estudo da Deloitte: Consumidores no Luxemburgo vão gastar menos no Natal

Os residentes no Luxemburgo vão consagrar este ano menos 23 % do seu orçamento aos gastos com as festas do Natal e do Fim de Ano.

É uma das maiores baixas em termos europeus reveladas ontem por um estudo da consultora Deloitte. Uma redução que segundo a consultora tem por base a convicção de que o Luxemburgo está em crise: seis em cada dez residentes no Grão-Ducado acreditam que o país está em recessão, o que equivale a 59 % da população inquirida.

No ano passado, 46 % da população acreditava que a economia estava estável. Um valor que está dentro dos parâmetros da média europeia. Este indicador é superior nos países mais afectados por medidas de contenção orçamental, como a Grécia (92 %), Portugal (88 %), Itália (84 %), Irlanda (78 %) e Espanha (72 %). Os números agora divulgados constam da 14a edição do estudo de Natal da Deloitte que pelo terceiro ano consecutivo inclui o Luxemburgo.

O Luxemburgo faz ainda parte do grupo de países mais pessimistas quanto ao futuro: 52 % da população pensa que o estado da economia vai piorar, quando no ano passado apenas 22 % da população expressou este sentimento.

Outro dado: este ano há o dobro de luxemburgueses que no ano passado a pensar que o seu poder de compra vai baixar em 2012. Ou seja, 36 % dos inquiridos, contra apenas 19 % no ano passado.

Curioso é que apesar deste sentimento negativo, os luxemburgueses estão acima da média europeia quando se pergunta se vai olhar para o preço na altura de comprar um presente de Natal: 41 % dos inquiridos dizem que vão comprar um presente sem olhar para o preço, um número que é 11% superior à media dos outros consumidores europeus. Para as compras de Natal, 57 % dos residentes no Grão-Ducado pensam comprar presentes que estejam em promoção. No resto da Europa, o número sobe para 65 %.

PORTUGUESES MUITO PESSIMISTAS 

A visão dos portugueses sobre o estado da economia degradou-se. Segundo a Deloitte, no ano passado 75 % dos entrevistados acreditava estar numa recessão. Este ano o número subiu para 88 %, e as expectativas da consultora para 2012 indicam que 72 % dos consumidores acham que a situação irá piorar, face a 58 % em 2010.

A 14a edição do estudo de Natal da Deloitte, realizada antes de serem conhecidas as medidas de retenção dos subsídios de férias e Natal de 2012 e 2013 e o aumento da carga fiscal para o próximo ano, revelou que a evolução do clima económico, a perda de poder de compra e o receio de perder o emprego levam 72 % dos portugueses a acreditar que o próximo ano vai ser "ainda mais negativo” do que 2011.

Esta visão sobre a economia piorou em todos os países europeus, à excepção da Irlanda e da Ucrânia, e aproxima-se hoje dos níveis que a consultora registou em 2008. As perspectivas futuras também se deterioram; em 2010, um em cada quatro consumidores acreditava que a situação económica ia melhorar no ano seguinte. Hoje, menos de um em 10 consumidores acredita na retoma a curto prazo.

DM 
Foto: Marc Wilwert

Portugal: Cavaco Silva espera que Portugal cresça em 2013

Foto: LUSA

"Espero que no fim da execução do acordo de assistência financeira, e se se concretizarem as previsões feitas, que Portugal esteja a crescer em 2013 e esteja com um grau de competitividade muito mais forte do que aquilo que tem agora", afirmou o chefe de Estado, quando questionado sobre se vê algum fim para a crise que Portugal atravessa, numa conferência de imprensa num hotel em San José, na Califórnia.

Sublinhando que tem de estar optimista, Cavaco Silva nunca apontou uma data para o fim da crise, mas notou que é importante esperar para ver o que vai acontecer na Europa na sequência das mudanças políticas que estão a ocorrer em Itália e na Grécia.

Por outro lado, continuou o chefe de Estado, Portugal não depende apenas do trabalho que está a fazer, mas também daquilo que os outros fazem, nomeadamente das instituições europeias e dos países que são os grandes clientes portugueses. "É obvio que seria muito positivo que existisse na Europa uma verdadeira agenda de crescimento económico e que aqueles países como a Alemanha e outros que têm superavite das suas contas externas decidissem avançar com políticas claramente expansionistas", acrescentou Cavaco Silva, que falava aos jornalistas num hotel, em San José, na Califórnia.

O tema de Portugal e da Europa foi uma constante nesta deslocação de Cavaco Silva (terceira etapa da sua visita aos Estados Unidos) e que ontem, num dia de agenda muito carregada, incluiu uma palestra e uma sessão de perguntas e respostas com estudantes da Universidade de Stanford, e visitas à CISCO, à Lockeed Martin e ao centro de "incubação de negócios" Plug and Play Tech Center, onde decorre um programa de apresentação de empresas portuguesas.

Economia francesa considerada "demasiado medíocre" para ter rating AAA

Foto: AFP
A economia francesa inspira grandes preocupações, uma vez que a sua saúde é "demasiado medíocre" para um Estado avaliado com triplo A (a nota mais elevada) pelas agências de notação financeira, revela um barómetro europeu divulgado hoje.

O barómetro Euro Plus Monitor, realizado pelo banco alemão Berenberg e pelo The Lisbon Council, um "think tank" europeu com sede em Bruxelas, lista os 17 países do euro em função do estado global da economia de cada país e da velocidade com que se estão a adaptar às dificuldades que a moeda única atravessa.

O relatório vai ser divulgado hoje, na 2011 Euro Summit que decorre em Bruxelas, na presença do presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy.

"Os alarmes deviam estar a tocar para a França. Entre os seis países da Zona Euro com rating de AAA, a França está de longe na posição mais baixa no que se refere ao estado global da sua economia. Os resultados são demasiado medíocores para um país que pretende salvaguardar a sua posição de liderança", lê-se no relatório.

A França surge como o quinto país com piores resultados no indicador geral, uma posição acima de Itália, mas um lugar abaixo de Espanha, e o terceiro pior no indicador de ajustamento, apenas melhor do que a Áustria e a Alemanha. "A salvaguarda da posição de França na liderança das economias europeias vai exigir reformas significativas", reformas essas que, independentemente de quem vencer as eleições, serão "impopulares", reportam os autores do barómetro.

Em concreto, prosseguem, a "França precisa de controlar o consumo do governo, melhorar as perspectivas da educação, sobretudo para a sua população imigrante, e fazer melhor uso da sua força de trabalho qualificada". Para isso, é necessário simplificar a contratação de trabalhadores pelas empresas, "reduzindo a severidade da protecção ao emprego" que favorece os que já têm trabalho e penaliza os que procuram emprego.

O relatório foi conduzido por Holger Schmieding, economista-chefe do banco Berenberg. Schmieding passou também pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Kiel Institute of World Economics e pelo Bank of America-Merryl Lynch.

Portugal: Bombeiros esperam dominar incêndio em fábrica da Sicasal na Malveira ainda esta manhã

Foto: LUSA
Os bombeiros conseguiram confinar o incêndio na fábrica da Sicasal – Indústria de Comércio e Carnes, em Vila Franca do Rosário, Malveira, no concelho de Mafra, e esperam ter "o fogo dominado dentro de uma hora".

A fábrica emprega mais de 600 pessoas, muitas das quais estavam já a trabalhar, mas não há registo de feridos entre os trabalhadores. Um bombeiro ficou ferido no combate às chamas.

"A estratégia foi confinar o incêndio a algumas áreas e dar outras por perdidas. Conseguimos confinar o fogo a esta área de escritórios", explicou o comandante dos Bombeiros da Malveira, Miguel Oliveira, em declarações aos jornalistas no local. "O incêndio não está ainda dominado, está confinado a uma área, e esperamos poder dar o fogo como dominado dentro de uma hora [até às 10h30, hora portuguesa, 11h30 no Luxemburgo]", acrescentou o comandante dos bombeiros da Malveira.

Miguel Oliveira disse que um bombeiro ficou ferido num pé durante os trabalhos de combate às chamas. "Não parece ser grave", disse o comandante dos bombeiros da Malveira, confirmando que o homem foi transportado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Lisboa disse que o alerta de incêndio foi dado às 7h09, tendo sido "já accionados meios de 17 corporações de bombeiros para o local", no combate ao fogo com "alguma proporção na área de produção da fábrica".

Um funcionário, ouvido pela SIC Notícias, disse que estava já a trabalhar quando começou o incêndio e não se apercebeu de que haja feridos. Segundo este trabalhador, o fogo começou na zona de embalagem de frios, uma informação confirmada por uma outra funcionária. O incêndio alastrou para outras áreas da fábrica, que emprega cerca de 600 pessoas. Entre os trabalhadores, é grande a consternação e muitos dizem temer perder o posto de trabalho.

A chegada da chuva, às 9h08, foi recebida como uma bênção pelos funcionários, que consideram a queda de água como providencial ajuda aos bombeiros. Estão no local meios de 17 corporações, que envolvem 83 bombeiros apoiados por 32 veículos.

Nevoeiro provoca atraso e adiamento de voos no aeroporto do Luxemburgo

O voo Luxemburgo-Porto sofreu ontem mais de uma hora e meia de atraso devido às más condições climatéricas e atmosféricas que se fizeram sentir sobre todo o território do Luxemburgo e uma parte da Europa.

O aeroporto do Findel informa que não só houve consequentes atrasos nos voos na segunda-feira (três horas de atraso para Barcelona!), mas que alguns foram mesmo anulados.

Durante quase todo o dia de ontem a visibilidade no aeroporto esteve abaixo dos 200m, mínimo requerido para uma aterragem e uma descolagem seguras, explicam as autoridades aeroportuárias. Depois da visibilidade ter diminuído  abaixo dos 125m, o Findel resolveu anular os voos (ida e volta) previstos para Frankfurt, Madrid e Paris.

Devido a um intenso nevoeiro sobre Londres, três quartos dos voos entre o Luxemburgo e a capital inglesa foram adiados e os outros sofreram atrasos que chegaram a ser de quatro horas.

Os 70 passageiros em proveniência de Genebra e de Berlim foram desviados para Sarrebruck, de onde viajaram em autocarro até ao Grão-Ducado.

Estas medidas afectaram cerca de 400 passageiros.

Devido a fortes tempestades sobre o Mediterrâneo oriental, o voo para Larnaca (costa leste de Chipre) foi desviado para Paphos (costa oeste cipriota).

O Findel lamenta ainda que se tivesse produzido um incidente técnico com um avião da Luxair no aeroporto de Viena, o que fez com que os passageiros chegassem ao Luxemburgo com um atraso de seis horas.

As autoridades aeroportuárias avisam que as condições climatéricas deverão subsistir nos próximos dias e pede aos passageiros com voos previstos para esta semana para consultarem o site internet www.luxair.lu, na rubrica "arrivées/départs", para se manterem informados sobre as horas dos voos, que podem vir a sofrer novos atrasos.

JLC
Foto: Guy Wolff


FMI teme nova crise que pode arrastar 23 milhões de pessoas para a pobreza

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta, num estudo, que mais cerca de 23 milhões de pessoas poderão ficar abaixo do limiar da pobreza com uma nova recessão mundial.

"Existem graves riscos para a revisão em baixa das previsões atuais, às quais são altamente vulneráveis os países de fracos recursos", assinala um relatório do FMI, citado pela agência Efe, referindo que uma nova recessão causará mais pobres, sobretudo em certas regiões asiáticas e na África Subsariana.

O estudo, divulgado na segunda-feira, adverte para o facto de a recessão se instalar nos países mais desenvolvidos e produzir uma desaceleração de 1,3 e 1,6 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2011 e 2012, respetivamente.

O Banco Mundial (BM) define como limiar da pobreza menos de 1,25 dólares por dia/pessoa.

O FMI recomenda às autoridades dos países mais avançados a usarem, de forma "mais ativa", as políticas monetárias e a fazerem um "maior reajuste das políticas macroeconómicas".

Um outro cenário admitido pelo FMI, mas menos plausível, aponta para cerca de mais 31 milhões de pessoas a viverem abaixo do limiar da pobreza, em África e Ásia, com um novo aumento dos preços dos alimentos e das matérias-primas. O BM estima que existam 1,2 mil milhões de pessoas abaixo do limiar da pobreza.

Droga/UE: Overdoses mataram uma pessoa por hora nos últimos 20 anos

Foto: Serge Waldbillig
As overdoses mataram uma pessoa por hora nos últimos 20 anos, segundo o relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) apresentado hoje e que aponta os opiáceos como presentes na maioria dos casos.

De acordo com o documento, em 2009 morreram por overdose 7.600 pessoas e os opiáceos – sobretudo a heroína – estão presentes na maioria dos casos notificados na Europa.

Nos 22 países que forneceram dados relativos a 2008 e 2009, os opiáceos “foram responsáveis pela grande maioria dos casos: mais de 90% em cinco países e entre 80 e 90% noutros 12”, refere o documento. Para além da heroína, as substâncias mais frequentemente referidas são o álcool, as benzodiapezinas, outros opiáceos e, nalguns países, a cocaína.

De acordo com o relatório sobre a “Evolução do Fenómeno da Droga na Europa”, os homens são os mais atingidos (81%) pelas mortes por overdose. “Na Europa, a vítima de overdose fatal típica é um homem entre 35 e 39 anos de idade, com um longo historial de problemas com opiáceos”, refere o Observatório, que lembra igualmente que o consumo de droga é uma das principais causas de problemas de saúde e de morte entre os jovens na Europa. Contudo, o OEDT admite que os números de mortes por overdose possam ser superiores, uma vez que “os dados nacionais podem ser afetados pela subnotificação ou a subverificação das mortes induzidas pela droga”.

Numa análise específica sobre a mortalidade relacionada com a droga, publicada em paralelo com o relatório de hoje, o Observatório estima, pela primeira vez, que poderão ser cerca de 10 mil a 20 mil os consumidores problemáticos de opiáceos que morrem por ano na Europa, sobretudo devido a overdoses.

O OEDT indica que as mortes por overdose “podem representar entre um e dois terços da mortalidade global registada entre os consumidores problemáticos de droga”. Chama ainda a atenção para o facto de o número de consumidores mortos por overdose na Europa se manter estável, apesar do aumento da disponibilidade de tratamentos ao longo dos anos, e realça o “grande desafio” que a redução destes óbitos representa para os serviços de apoio aos toxicodependentes.

Em 2009, a mortalidade média por overdose na União Europeia estava estimada em 21 mortes por cada milhão de habitantes com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, com Portugal a apresentar uma taxa inferior a metade desta, com menos de 10 casos/milhão. Quanto a 2008 – o ano mais recente em que existem dados disponíveis de quase todos os países – mais de metade das mortes por overdose notificadas referia-se a dois países, Alemanha e Reino Unido, que em conjunto com Espanha e Itália registaram dois terços dos casos notificados (5.075 casos). No entanto, recorda o OEDT no relatório, “as comparações entre países exigem prudência porque subsistem diferenças quanto à metodologia utilizada e às fontes de dados”.

A mortalidade relacionada com o consumo de droga inclui as mortes por overdose, o VIH/Sida, os acidentes rodoviários, em especial quando há uma associação com o álcool, a violência, o suicídio e os problemas associados a doenças crónicas provocadas pelo consumo recorrente.