sábado, 24 de dezembro de 2011
Crónica: O Natal dos simples!
Os dramas que atravessam a sociedade portuguesa agravam-se sempre no Natal e, este ano, de forma muito particular, pelas infelizes razões que são conhecidas de todos. Com os apelos do consumismo e a redução dos rendimentos, a quadra deixou de ser festiva para muita gente, tornando-se no mais difícil período do ano.
Percebo perfeitamente que o comércio precise de facturar e, por isso, nesta altura, apela aos desejos mais escondidos e recalcados de consumo das sociedades. Mas isso acaba por subverter as tradições e os objectivos daquela a que se chama, por excelência, a festa da família.
Há muito tempo que defendo o regresso do Natal às origens, recordando de certo modo aquilo que foi a minha infância. Nesse tempo já distante, havia presentes, mas em número muito mais parcimonioso, deixando tempo às crianças para apreciarem todas e cada uma das prendas que recebiam. Hoje, esse número tornou-se escandalosamente esbanjador, a tal ponto que são as crianças que elegem um deles, desprezando a maioria. Não têm tempo para desfrutar de todos os presentes.
Seria por isso bom que o Natal recuperasse a sua magia, a fantasia de outros tempos, que permitisse a reunião da família, sem que as pessoas estivessem a pensar no drama de terem gasto muito mais que aquilo que de facto podiam. Deixo as questões de carácter mais religioso para quem, sobre o assunto, está mais habilitado que eu.
Seria também bom que a reunião de família permitisse recuperar algum ânimo, para enfrentar os momentos difíceis que aí vêm e para se recomporem de tudo o que passaram, ao longo de um ano de extremas dificuldades.
Recordo que num Natal da minha infância fui surpreendido por uma bicicleta fantástica, um pouco maior que a primeira que tive e que não acompanhara o meu repentino crescimento. Tornara-se pequena. Fiquei deslumbrado com a nova, mas também nostálgico, por saber que a "velha" bicicleta vermelha tinha ido embora, integrada no negócio de aquisição da nova. Para mim, os brinquedos também eram merecedores de afecto e a companheira de tantas passeatas e aventuras estava já a causar-me uma saudade imensa.
Isto contrasta com o que se vê hoje. A playstation ou o telemóvel do ano passado tornaram-se obsoletos, perante os desejos das crianças e jovens que, em cada ano, exigem sempre mais, a última novidade. E num espírito de concorrência, violador do espírito do Natal. Se o amigo ou o vizinho têm, ele também quer ter. E os pais cedem a isto.
Só um exemplo, para que se veja o terrorismo que os mais novos exercem sobre os progenitores: um adolescente de 14 anos já teve mais telemóveis que eu. Usa para isso os mais diversos expedientes, desde perdê-los, a parti-los e os pais ficam desarmados, porque não querem que a criança seja privada daquilo que todos os amigos têm. E, de cada vez que se compra, escolhe-se sempre um modelo mais sofisticado que o anterior.
Para muitos, o Natal deste ano vai ser mais dramático, como já o disse. Muita gente ficou sem parte do respectivo subsídio, incluindo os pensionistas, os que mais precisam. E não me parece que os mais jovens tenham consciência suficiente para perceberem esse drama e colaborarem na redução dos seus efeitos.
Por estes dias, vejo os centros comerciais cheios de gente, embora as lojas mais vazias. Vejo muita gente a deitar contas à vida, a comprar sem prazer, mas apenas porque a "ditadura" do consumismo é mais forte que as possibilidades e a consciência de cada um. Não é deste Natal que eu gosto. Prefiro o outro, o da família, das filhoses, das rabanadas, do bolo rei, do bacalhau, do peru. Prefiro o Natal da missa do galo e o da solidariedade que, na minha terra, juntava os jovens, para oferecerem uma ceia aos excluídos, aos marginalizados, aos indigentes. Prefiro o Natal dos amigos que, sem SMSs, se visitavam brevemente, antes da consoada, com os votos de uma noite feliz.
Sérgio Ferreira Borges,
analista político
Duas famílias luxemburguesas abriram as portas de casa ao CONTACTO e contam como vão passar a consoada
Em vez de bacalhau para a ceia, os luxemburgueses comem "Traïpen", uma espécie de chouriço de sangue luxemburguês. Em vez de bolo-rei, o Stollen de origem germânica. Mas há quem cobice iguarias francesas ou não se importe de comer apenas uma sandes. As tradições luxemburguesas já não são o que eram? Descubra as diferenças entre os Natais passados e o Natal presente das famílias luxemburguesas que abriram as casas ao CONTACTO.
O carro que Aline Schiltz (a primeira à esquerda, na foto de cima) conduz tem um autocolante com o galo de Barcelos no vidro de trás. Lá dentro, ouve-se um disco antigo de António Variações. "Esta música comove-me", diz Aline em português perfeito.
Aline é luxemburguesa mas viveu sete anos em Lisboa, para onde foi como estudante Erasmus. Em Portugal fez um estudo sobre a emigração do Fiolhoso para o Luxemburgo e as casas típicas dos emigrantes portugueses.
Agora está no Grão-Ducado para fazer um doutoramento sobre a comunidade portuguesa no Luxemburgo, mas continua muito ligada a Portugal, e não perde uma ocasião de lá voltar. "No ano passado levei os meus pais a passar o Natal em Lisboa. Chegámos no dia 23 e passámos as festas com amigos. Mas para nós, o mais importante é estarmos juntos".
Este ano a família Schiltz passa o Natal no Luxemburgo, em casa dos pais de Aline, por onde já se passeiam, perfeitamente integradas, as gatas portuguesas da investigadora, Mimi e Agostinha. De Londres e Bruxelas vêm as duas irmãs e os dois sobrinhos de Aline. A mãe, Michelle Schiltz, já cozinhou os "Stollen" (uma espécie de bolo-rei de origem germânica, com frutos secos e frutas cristalizadas), e reserva-os agora embrulhados em celofane transparente para oferecer aos amigos e família. "Devem fazer-se no primeiro domingo do Advento, para estarem bons nesta altura", explica a assistente social reformada.
Nas sobremesas, só se sabe que vai haver também tronco de Natal ("bûche de Noël"), um doce tradicional em países francófonos. Mas a ementa principal ainda está por decidir, até porque a família admite que não segue à risca as tradições gastronómicas luxemburguesas.
"Antigamente, era diferente. Na consoada, quando voltávamos da missa da meia-noite ('Metten'), comia-se sopa de cebola e chouriço de sangue ['Traïpen' ou 'boudin noir'], com puré e compota de maçãs", conta o pai de Aline, Jean Schiltz. "Aquecia!". E no dia seguinte "comia-se peru, e de sobremesa o tronco de Natal", prossegue Michelle. "Mas nem sempre era peru. O Luxemburgo era muito pobre, e muitas famílias criavam um porco, ou um peru, ou galinhas. O que era servido em casa era de produção caseira", recorda Michelle.
"Agora também temos um porco, mas com o tempo tornámo-nos moles, e guardamo-lo de ano para ano: não temos coragem de matar o animal", brinca o pai de Aline. Jean Schiltz, dentista reformado, vive com a família numa casa de campo perto de Ettelbruck desde 1975, mas nasceu na capital. E as recordações dos Natais da sua infância evocam menos as tradições do mundo rural que os pequenos luxos que só a cidade era capaz de proporcionar.
"Quando eu era pequeno e vivia com os meus pais na cidade do Luxemburgo, o ponto alto do Natal era o gelado da Namur. Só tínhamos gelado uma vez por ano. Era entregue casa a casa numa camioneta, e para nós era uma excitação: 'Vem? Não vem?'". Desses Natais passados, Jean recorda ainda as músicas tocadas ao piano, o pinheiro que a mãe decorava "com velas verdadeiras" e a porta de casa sempre aberta. "É verdade, a tua mãe acolhia sempre os viajantes que andavam à boleia. E na nossa casa também havia sempre portas abertas: vinham os miúdos todos das redondezas, o que naquela época não era habitual", conta Michelle.
A tradição da hospitalidade, essa, mantém-se na família Schiltz. "Já tivemos vários Natais com amigos estrangeiros que não tinham família no Luxemburgo. Um ano tivemos mesmo um Natal africano, com comida típica africana, e foi muito agradável", conta Aline.
E para este Natal, já decidiram a ementa? "Esperamos que haja gelado!", brinca Aline. "Eu gostava de começar uma nova tradição: comer sanduíches. Mas por alguma razão, a moda ainda não pegou...", ironiza o pai da investigadora.
A tradição já não é o que era
"As coisas mudaram muito nos últimos 30 anos", diz Jeanny Goerend (a primeira à esquerda, na foto ao lado). "Quando eu era miúda, as famílias ainda iam à missa da meia-noite, a maioria, pelo menos. Hoje em dia o Natal é mais comercial. Agora oferecem-se presentes. Antigamente só havia prendas no São Nicolau [festejado a 6 de Dezembro]. Agora o São Nicolau ('Kleeschen') continua a ser importante, mas nos últimos anos também surgiu o hábito de dar prendas no Natal", explica a funcionária europeia.
O marido, Romain Goerend, concorda. "É verdade", diz o antigo jornalista da RTL (rádio e televisão), hoje reformado. "No Luxemburgo havia a tendência para festejar sobretudo o São Nicolau. Hoje, por causa da proliferação da internet, sobretudo, as coisas mudaram. Antes nunca se tinha ouvido falar do Halloween, por exemplo, e agora é uma festa que também é festejada no Luxemburgo – o que curiosamente é uma espécie de revivalismo celta. O Luxemburgo tem um passado céltico, ligado aos gauleses – o que de resto nos liga aos portugueses, com os celtiberos", exemplifica.
Mas este apaixonado pelo estudo da História não se angustia com as mudanças que o Natal sofreu nos últimos anos. Até porque, garante, as tradições natalícias luxemburguesas são uma criação recente.
"Acho que nunca houve verdadeiramente, à parte algumas canções de Natal luxemburguesas compostas depois da Guerra, nos primeiros anos da rádio luxemburguesa, tradições especificamente luxemburguesas. Adoptámos as tradições regionais dos nossos vizinhos", explica.
"De facto, há poucas especialidades gastronómicas luxemburguesas. Era uma população rural que tinha pratos muito simples, muito rústicos. Antes, no Natal, eram refeições muito simples, como o chouriço de sangue. Isso mudou completamente: agora, tornou-se a melhor refeição do ano", explica Romain.
O antigo jornalista ainda se lembra de quando o chouriço de sangue era um prato apetecível.
"Quando eu era criança, lembro-me de um Natal ter sido convidado para tocar flauta de bisel na missa da meia-noite". Nessa noite, o pai levou o grupo a comer "a ementa tradicional, o 'boudin noir' com couve roxa", a um restaurante. "Ir a um restaurante era um evento raro naqueles tempos, e recordo-me sempre desse Natal, com muita neve, um Natal verdadeiramente clássico".
Hoje o hábito de comer chouriço de sangue na consoada está em vias de extinção, mas à mesa dos Goerend não vai faltar o tronco de Natal "com creme de manteiga", garante Jeanny. Mas a especialidade natalícia por que todos anseiam é o patê de lebre caseiro feito pela funcionária europeia, que nasceu no Luxemburgo mas é filha de pais franceses. Um prato atípico, mas que não destoa nas mesas luxemburguesas, assegura o antigo jornalista. "Afinal, sabe o que se diz da comida luxemburguesa: tem a qualidade da comida francesa, servida nas quantidades da comida alemã!". E o importante é mesmo estar com a família. "Essa dimensão ficou-nos, a festa da família: passamos o Natal com os nossos filhos", conclui Romain Goerend.
Paula Telo Alves
(texto e fotos)
O carro que Aline Schiltz (a primeira à esquerda, na foto de cima) conduz tem um autocolante com o galo de Barcelos no vidro de trás. Lá dentro, ouve-se um disco antigo de António Variações. "Esta música comove-me", diz Aline em português perfeito.
Aline é luxemburguesa mas viveu sete anos em Lisboa, para onde foi como estudante Erasmus. Em Portugal fez um estudo sobre a emigração do Fiolhoso para o Luxemburgo e as casas típicas dos emigrantes portugueses.
Agora está no Grão-Ducado para fazer um doutoramento sobre a comunidade portuguesa no Luxemburgo, mas continua muito ligada a Portugal, e não perde uma ocasião de lá voltar. "No ano passado levei os meus pais a passar o Natal em Lisboa. Chegámos no dia 23 e passámos as festas com amigos. Mas para nós, o mais importante é estarmos juntos".
Este ano a família Schiltz passa o Natal no Luxemburgo, em casa dos pais de Aline, por onde já se passeiam, perfeitamente integradas, as gatas portuguesas da investigadora, Mimi e Agostinha. De Londres e Bruxelas vêm as duas irmãs e os dois sobrinhos de Aline. A mãe, Michelle Schiltz, já cozinhou os "Stollen" (uma espécie de bolo-rei de origem germânica, com frutos secos e frutas cristalizadas), e reserva-os agora embrulhados em celofane transparente para oferecer aos amigos e família. "Devem fazer-se no primeiro domingo do Advento, para estarem bons nesta altura", explica a assistente social reformada.
Nas sobremesas, só se sabe que vai haver também tronco de Natal ("bûche de Noël"), um doce tradicional em países francófonos. Mas a ementa principal ainda está por decidir, até porque a família admite que não segue à risca as tradições gastronómicas luxemburguesas.
"Antigamente, era diferente. Na consoada, quando voltávamos da missa da meia-noite ('Metten'), comia-se sopa de cebola e chouriço de sangue ['Traïpen' ou 'boudin noir'], com puré e compota de maçãs", conta o pai de Aline, Jean Schiltz. "Aquecia!". E no dia seguinte "comia-se peru, e de sobremesa o tronco de Natal", prossegue Michelle. "Mas nem sempre era peru. O Luxemburgo era muito pobre, e muitas famílias criavam um porco, ou um peru, ou galinhas. O que era servido em casa era de produção caseira", recorda Michelle.
"Agora também temos um porco, mas com o tempo tornámo-nos moles, e guardamo-lo de ano para ano: não temos coragem de matar o animal", brinca o pai de Aline. Jean Schiltz, dentista reformado, vive com a família numa casa de campo perto de Ettelbruck desde 1975, mas nasceu na capital. E as recordações dos Natais da sua infância evocam menos as tradições do mundo rural que os pequenos luxos que só a cidade era capaz de proporcionar.
"Quando eu era pequeno e vivia com os meus pais na cidade do Luxemburgo, o ponto alto do Natal era o gelado da Namur. Só tínhamos gelado uma vez por ano. Era entregue casa a casa numa camioneta, e para nós era uma excitação: 'Vem? Não vem?'". Desses Natais passados, Jean recorda ainda as músicas tocadas ao piano, o pinheiro que a mãe decorava "com velas verdadeiras" e a porta de casa sempre aberta. "É verdade, a tua mãe acolhia sempre os viajantes que andavam à boleia. E na nossa casa também havia sempre portas abertas: vinham os miúdos todos das redondezas, o que naquela época não era habitual", conta Michelle.
A tradição da hospitalidade, essa, mantém-se na família Schiltz. "Já tivemos vários Natais com amigos estrangeiros que não tinham família no Luxemburgo. Um ano tivemos mesmo um Natal africano, com comida típica africana, e foi muito agradável", conta Aline.
E para este Natal, já decidiram a ementa? "Esperamos que haja gelado!", brinca Aline. "Eu gostava de começar uma nova tradição: comer sanduíches. Mas por alguma razão, a moda ainda não pegou...", ironiza o pai da investigadora.
A tradição já não é o que era
"As coisas mudaram muito nos últimos 30 anos", diz Jeanny Goerend (a primeira à esquerda, na foto ao lado). "Quando eu era miúda, as famílias ainda iam à missa da meia-noite, a maioria, pelo menos. Hoje em dia o Natal é mais comercial. Agora oferecem-se presentes. Antigamente só havia prendas no São Nicolau [festejado a 6 de Dezembro]. Agora o São Nicolau ('Kleeschen') continua a ser importante, mas nos últimos anos também surgiu o hábito de dar prendas no Natal", explica a funcionária europeia.
O marido, Romain Goerend, concorda. "É verdade", diz o antigo jornalista da RTL (rádio e televisão), hoje reformado. "No Luxemburgo havia a tendência para festejar sobretudo o São Nicolau. Hoje, por causa da proliferação da internet, sobretudo, as coisas mudaram. Antes nunca se tinha ouvido falar do Halloween, por exemplo, e agora é uma festa que também é festejada no Luxemburgo – o que curiosamente é uma espécie de revivalismo celta. O Luxemburgo tem um passado céltico, ligado aos gauleses – o que de resto nos liga aos portugueses, com os celtiberos", exemplifica.
Mas este apaixonado pelo estudo da História não se angustia com as mudanças que o Natal sofreu nos últimos anos. Até porque, garante, as tradições natalícias luxemburguesas são uma criação recente.
"Acho que nunca houve verdadeiramente, à parte algumas canções de Natal luxemburguesas compostas depois da Guerra, nos primeiros anos da rádio luxemburguesa, tradições especificamente luxemburguesas. Adoptámos as tradições regionais dos nossos vizinhos", explica.
"De facto, há poucas especialidades gastronómicas luxemburguesas. Era uma população rural que tinha pratos muito simples, muito rústicos. Antes, no Natal, eram refeições muito simples, como o chouriço de sangue. Isso mudou completamente: agora, tornou-se a melhor refeição do ano", explica Romain.
O antigo jornalista ainda se lembra de quando o chouriço de sangue era um prato apetecível.
"Quando eu era criança, lembro-me de um Natal ter sido convidado para tocar flauta de bisel na missa da meia-noite". Nessa noite, o pai levou o grupo a comer "a ementa tradicional, o 'boudin noir' com couve roxa", a um restaurante. "Ir a um restaurante era um evento raro naqueles tempos, e recordo-me sempre desse Natal, com muita neve, um Natal verdadeiramente clássico".
Hoje o hábito de comer chouriço de sangue na consoada está em vias de extinção, mas à mesa dos Goerend não vai faltar o tronco de Natal "com creme de manteiga", garante Jeanny. Mas a especialidade natalícia por que todos anseiam é o patê de lebre caseiro feito pela funcionária europeia, que nasceu no Luxemburgo mas é filha de pais franceses. Um prato atípico, mas que não destoa nas mesas luxemburguesas, assegura o antigo jornalista. "Afinal, sabe o que se diz da comida luxemburguesa: tem a qualidade da comida francesa, servida nas quantidades da comida alemã!". E o importante é mesmo estar com a família. "Essa dimensão ficou-nos, a festa da família: passamos o Natal com os nossos filhos", conclui Romain Goerend.
Paula Telo Alves
(texto e fotos)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Atenção às horas de abertura das lojas e bombas de gasolina neste fim-de-semana prolongado de Natal
Os supermercados Cactus, Match, Auchan e Cora fecham portas no sábado, 24 de Dezembro, às 16h, e as lojas Delhaize, às 18h. No domingo, dia 25, e na segunda-feira, dia 26, a maioria das lojas está fechada.
Também os bancos estarão fechados nos três dias do fim-de-semana prolongado: sábado, domingo e segunda-feira.
A maioria das bombas de gasolina do país fecha no sábado, às 16h, mas outras há que já aunciaram estar abertas até às 19h ou 20h. Para reabrir apenas na terça-feira.
As áreas de repouso e bombas de gasolina junto às auto-estradas do Grão-Ducado, que costumam funcionar 24/24h, fecham um único dia no ano inteiro, precisamente no domingo, 25 de Dezembro. Mas reabrem na segunda-feira, dia 26.
Neste fim-de-semana prolongado as farmácias de serviço são:
Sábado, 24 de Dezembro:
Luxemburgo: Ph. Ginkgo, 3, Val Ste-Croix
Esch/Alzette: Ph. Guy Bouchard, 15, av. de la Gare
Bertrange: Ph. de Bertrange
Diekirch: Ph. Rommes
Differdange: Ph. du Château
Dudelange: Ph. E. Schon-Tanson
Grevenmacher: Ph. de Grevenmacher
Howald: Ph. de l'Eléphant
Rédange: Ph. de Rédange
Domingo, 25 de Dezembro:
Luxemburgo: Ph. Stumper, 3, rue des Capucins
Esch/Alzette: Ph. Guy Bouchard, 15, av. de la Gare
Bertrange: Ph. de Bertrange
Diekirch: Ph. Rommes
Differdange: Ph. du Château
Dudelange: Ph. E. Schon-Tanson
Grevenmacher: Ph. de Grevenmacher
Howald: Ph. de l'Eléphant
Rédange: Ph. de Rédange
Segunda-feira, 26 de Dezembro:
Luxemburgo: Ph. M. Jadalla, 110, rue Adolphe Fischer
Esch/Alzette: Ph. du Benelux, 9, place Benelux
Bascharage: Ph. Schambourg
Bettembourg: Ph. Um Bechel
Echternach: Ph. Thiry
Ettelbruck: Ph. Petry
Kehlen: Ph. de Kehlen
Sandweiler: Ph. de Sandweiler
Vianden: Ph. de Vianden
Os Hospitais de serviço entre sábado e segunda-feira à noite são:
De sábado (dia 23), às 7h, a segunda (dia 25), às 7h: Centro Hospitalar do Luxemburgo
De segunda (dia 26) a terça (dia 27): Centro Hospitalar do Luxemburgo
Nota: Os hospitais estão abertos diariamente das 20h à meia-noite, e nos dias feriados a partir das 8h da manhã às 24h. Da meia-noite às 7h da manhã, é necessário ligar primeiro para o tel. 112 que avisará o médico de serviço. Se o paciente não puder, por alguma razão, deslocar-se até ao posto médico (Maison Médicale) da sua região, os médicos dispõem de veículos próprios, com motorista, para efectuarem consultas ao domicílio.
As "Maisons Médicales" funcionam normalmente durante os dias feriados e aos fins-de-semana: na cidade do Luxemburgo (59, rue Michel Welter), em Esch/Alzette (70, rue Emile Mayrisch) e em Ettelbrück (110, av. Lucien Salentiny).
Foto: Dan Roder
Também os bancos estarão fechados nos três dias do fim-de-semana prolongado: sábado, domingo e segunda-feira.
A maioria das bombas de gasolina do país fecha no sábado, às 16h, mas outras há que já aunciaram estar abertas até às 19h ou 20h. Para reabrir apenas na terça-feira.
As áreas de repouso e bombas de gasolina junto às auto-estradas do Grão-Ducado, que costumam funcionar 24/24h, fecham um único dia no ano inteiro, precisamente no domingo, 25 de Dezembro. Mas reabrem na segunda-feira, dia 26.
Neste fim-de-semana prolongado as farmácias de serviço são:
Sábado, 24 de Dezembro:
Luxemburgo: Ph. Ginkgo, 3, Val Ste-Croix
Esch/Alzette: Ph. Guy Bouchard, 15, av. de la Gare
Bertrange: Ph. de Bertrange
Diekirch: Ph. Rommes
Differdange: Ph. du Château
Dudelange: Ph. E. Schon-Tanson
Grevenmacher: Ph. de Grevenmacher
Howald: Ph. de l'Eléphant
Rédange: Ph. de Rédange
Domingo, 25 de Dezembro:
Luxemburgo: Ph. Stumper, 3, rue des Capucins
Esch/Alzette: Ph. Guy Bouchard, 15, av. de la Gare
Bertrange: Ph. de Bertrange
Diekirch: Ph. Rommes
Differdange: Ph. du Château
Dudelange: Ph. E. Schon-Tanson
Grevenmacher: Ph. de Grevenmacher
Howald: Ph. de l'Eléphant
Rédange: Ph. de Rédange
Segunda-feira, 26 de Dezembro:
Luxemburgo: Ph. M. Jadalla, 110, rue Adolphe Fischer
Esch/Alzette: Ph. du Benelux, 9, place Benelux
Bascharage: Ph. Schambourg
Bettembourg: Ph. Um Bechel
Echternach: Ph. Thiry
Ettelbruck: Ph. Petry
Kehlen: Ph. de Kehlen
Sandweiler: Ph. de Sandweiler
Vianden: Ph. de Vianden
Os Hospitais de serviço entre sábado e segunda-feira à noite são:
De sábado (dia 23), às 7h, a segunda (dia 25), às 7h: Centro Hospitalar do Luxemburgo
De segunda (dia 26) a terça (dia 27): Centro Hospitalar do Luxemburgo
Nota: Os hospitais estão abertos diariamente das 20h à meia-noite, e nos dias feriados a partir das 8h da manhã às 24h. Da meia-noite às 7h da manhã, é necessário ligar primeiro para o tel. 112 que avisará o médico de serviço. Se o paciente não puder, por alguma razão, deslocar-se até ao posto médico (Maison Médicale) da sua região, os médicos dispõem de veículos próprios, com motorista, para efectuarem consultas ao domicílio.
As "Maisons Médicales" funcionam normalmente durante os dias feriados e aos fins-de-semana: na cidade do Luxemburgo (59, rue Michel Welter), em Esch/Alzette (70, rue Emile Mayrisch) e em Ettelbrück (110, av. Lucien Salentiny).
Foto: Dan Roder
Birmânia: Prémio Nobel da Paz 1991, Aung San Suu Kyi, regista partido e quer participar nas próximas legislativas
A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, registou hoje
formalmente o seu partido, a Liga Nacional para a Democracia, no registo
de partidos da Birmânia para poder participar nas próximas eleições.
Suu Kyi, de 66 anos, deslocou-se esta manhã a Naypyidaw, capital da Birmânia, acompanhada de vários membros do seu partido, para registar o seu partido na comissão eleitoral, depois de no dia 13 ter sido legalizado, e visitar o parlamento nacional.
Os planos imediatos da Liga passam por escolher os candidatos às próximas eleições legislativas, que serão convocadas no primeiro trimestre de 2012.
Aung San Suu Kyi recebeu o Prémio Bobel da paz em 1991.
Suu Kyi, de 66 anos, deslocou-se esta manhã a Naypyidaw, capital da Birmânia, acompanhada de vários membros do seu partido, para registar o seu partido na comissão eleitoral, depois de no dia 13 ter sido legalizado, e visitar o parlamento nacional.
Os planos imediatos da Liga passam por escolher os candidatos às próximas eleições legislativas, que serão convocadas no primeiro trimestre de 2012.
Aung San Suu Kyi recebeu o Prémio Bobel da paz em 1991.
Colaborador do POINT24 lança "Palavras Cruzadas com Literatura"
Paulo Freixinho, lisboeta de 43 anos, é colaborador do Point24 desde Outubro de 2011 e faz este passatempo há cerca de 20 anos. O seu livro acaba por ser uma resposta às muitas críticas sobre as palavras cruzadas "sem interesse".
"Muitas pessoas dizem que as palavras cruzadas não interessam e eu quis contrariar essa opinião". O resultado pedagógico é a junção de "dois mundos afastados".
"Pensei ser interessante juntar estes dois mundos afastados, porque há pessoas que não fazem palavras cruzadas, mas adoram a literatura e há aquelas que adoram as palavras cruzadas, mas lêem pouco", refere Freixinho. O livro apresenta 72 problemas em torno de 12 autores portugueses. Seis passatempos para cada autor/capítulo, onde as palavras são bibliográficas e biográficas. Os autores são Almeida Garret, Agustina Bessa-Luís, Luís de Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Dinis Machado, Eça de Queirós, José Luís Peixoto, Vergílio Ferreira, José Rentes de Carvalho, José Saramago e Miguel Torga. Em 2008, Freixinho começou a "devorar" livros e agora diz: "Gostava muito que algumas pessoas lessem alguns destes autores".
Editado recentemente pela Quetzal (grupo Bertrand), a obra vai ser apresentada amanhã na livraria Bertrand - Fórum Barreiro.
Aficionado pelas redes sociais, onde leva vantagem, reconhece já um feedback "positivo". "No espaço de uma semana, as redes sociais têm dado um bom feedback e isto acaba por ser uma partilha." Freixinho não se limita aos jornais e com o aparecimento do concorrente Sudoku, teve de criar o seu próprio blog ( www.palavrascruzadas-paulofreixinho.blogspot. com ) e "fazer pela vida", ou como prefere dizer: "xurdir".
Henrique de Burgo
Cyclcross em Rumelange, este sábado
O Vélo Club Hirondelle de Rumelange organiza este sábado (24 de Dezembro), o seu tradicional "Cyclocross", que vai ter lugar no "Gebrannte Bësch", naquela cidade.
A partida vai ser dada pelas 14h, para os iniciados, juniores e senhoras. Uma hora mais tarde, é dada a partida aos Esperanças e aos Elites.
Numa distância de 2.460 metros, os iniciados e as senhoras vão ter que percorrer o circuito em 30 minutos, os juniores em 40 minutos e finalmente as esperanças e elites em 50 minutos.
Foto: LW
A partida vai ser dada pelas 14h, para os iniciados, juniores e senhoras. Uma hora mais tarde, é dada a partida aos Esperanças e aos Elites.
Numa distância de 2.460 metros, os iniciados e as senhoras vão ter que percorrer o circuito em 30 minutos, os juniores em 40 minutos e finalmente as esperanças e elites em 50 minutos.
Foto: LW
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Desemprego: 84% dos portugueses acredita que o pior ainda está para vir
Cerca de 84 por cento dos portugueses acredita que o desemprego ainda
vai continuar a aumentar em resultado da crise económica, ao passo que
apenas 11 por cento pensa que a situação não piorará, segundo um
Eurobarómetro hoje divulgado.
Do total dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE), Portugal é o que regista menor confiança perante a crise e a sua relação com a falta de emprego, seguido de Chipre e Reino Unido, onde 80 por cento e 79 por cento dos cidadãos, respetivamente, acredita que o desemprego provocado pela turbulência económica ainda não atingiu o pico.
Os números hoje avançados pela Comissão Europeia dizem respeito ao Eurobarómetro de outono de 2011 e baseiam-se em entrevistas individuais realizadas em novembro desde ano.
Foram entrevistas mais de 31 mil pessoas dos 27 Estados-membros e de países candidatos, nota Bruxelas.
De acordo com a sondagem, os cidadãos europeus consideram ainda a UE a entidade mais qualificada para enfrentar a atual crise económica, mais que os governos de cada país, o G20 e o Fundo Monetário Internacional.
"Em geral, os cidadãos europeus continuam a ter mais confiança na UE (34 por cento) do que nos respetivos governos nacionais (24 por cento). No entanto, ambos os resultados denotam uma acentuada diminuição (-7 e -8 pontos, respetivamente) em relação ao inquérito da primavera de 2011", aponta o executivo comunitário.
Do total dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE), Portugal é o que regista menor confiança perante a crise e a sua relação com a falta de emprego, seguido de Chipre e Reino Unido, onde 80 por cento e 79 por cento dos cidadãos, respetivamente, acredita que o desemprego provocado pela turbulência económica ainda não atingiu o pico.
Os números hoje avançados pela Comissão Europeia dizem respeito ao Eurobarómetro de outono de 2011 e baseiam-se em entrevistas individuais realizadas em novembro desde ano.
Foram entrevistas mais de 31 mil pessoas dos 27 Estados-membros e de países candidatos, nota Bruxelas.
De acordo com a sondagem, os cidadãos europeus consideram ainda a UE a entidade mais qualificada para enfrentar a atual crise económica, mais que os governos de cada país, o G20 e o Fundo Monetário Internacional.
"Em geral, os cidadãos europeus continuam a ter mais confiança na UE (34 por cento) do que nos respetivos governos nacionais (24 por cento). No entanto, ambos os resultados denotam uma acentuada diminuição (-7 e -8 pontos, respetivamente) em relação ao inquérito da primavera de 2011", aponta o executivo comunitário.
Portugal/Concertação Social: CGTP abandona reunião em sinal de protesto
A CGTP abandonou hoje a reunião de concertação social e acusou o
Governo de não promover o diálogo e de colocar os portugueses "a pão e
água".
"Espero que haja diálogo, é isso que espero", disse o ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, aos jornalistas antes do início da reunião entre o Executivo e os parceiros sociais, que começou pelas 15:30, em Lisboa.
Já o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, tinha reconhecido que "a expetativa não é nenhuma".
"Espero que haja diálogo, é isso que espero", disse o ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, aos jornalistas antes do início da reunião entre o Executivo e os parceiros sociais, que começou pelas 15:30, em Lisboa.
Já o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, tinha reconhecido que "a expetativa não é nenhuma".
ULTIMA HORA: Mais um alerta à bomba na cidade do Luxemburgo
A polícia luxemburguesa fechou nom fimda manhã de hoje parte do centro da capital luxemburguesa, entre as ruas du Genistre e a Grand-Rue, na sequência de um alerta à bomba.
Segundo as últimas informações a que o CONTACTO teve acesso, as patrulhas da polícia ainda se encontram no local, e ainda não se sabe se deverão proceder à evacuação de alguns edifícios naquela zona.
Segundo as últimas informações a que o CONTACTO teve acesso, as patrulhas da polícia ainda se encontram no local, e ainda não se sabe se deverão proceder à evacuação de alguns edifícios naquela zona.
Dexia-Luxemburgo volta a ser BIL e a estar sob controlo luxemburguês
As partes que o grupo bancário belga Dexia detinha no Dexia-Luxemburgo foram adquiridas pela Precision Capital, do Qatar, na semana passada, e a instituição vai voltar a ser designada por BIL-Banco Internacional do Luxemburgo. O Estado luxemburguês é accionista à altura de 10 %.
O grupo qatari anunciou que o centro de decisões volta também ao Grão-Ducado, o que agradou aos responsáveis luxemburgueses do banco, bem como ao Governo, cujo controlo lhes tinha escapado sob a "era Dexia", desde o fim dos anos 90. Criado em 1856, o BIL é o mais antigo banco do Luxemburgo.
Na comunicação feita à imprensa na quinta-feira, os responsáveis do novo BIL fizeram saber que não planeiam voltar a alterar este nome, que "fala às pessoas e porque sempre foi um nome conhecido e reconhecido pela clientela luxemburguesa". "Os bons velhos clientes nunca se referiram ao nosso banco como Dexia, mas continuavam a dizer BIL", recordam.
A direcção qatari-luxemburguesa aguarda agora que as autoridades validem a compra, antes de anunciar as novas linhas directrizes do banco em Janeiro como, por exemplo, a vontade de mudar as cores da marca que a ligam à Dexia. "Porque não voltar ao roxo original, que a clientela luxemburguesa tão bem recorda?", confiaram mesmo alguns dos funcionários ao CONTACTO.
Entretanto, o deputado dos Verdes François Bausch dirigiu uma questão parlamentar ao ministro das Finanças, Luc Frieden, em que pergunta: até quando o Estado pretende ter participações em bancos como a BGL, BIL e BCEE? Se há despedimentos previstos na nova BIL? E se o Estado está preocupado com o futuro dos 1.500 funcionários da RBC Dexia e Dexia Asset Management, que ainda trabalham no Luxemburgo, filiais da Dexia, e que a BIL pretende vender?
Foto: Guy Jallay
O grupo qatari anunciou que o centro de decisões volta também ao Grão-Ducado, o que agradou aos responsáveis luxemburgueses do banco, bem como ao Governo, cujo controlo lhes tinha escapado sob a "era Dexia", desde o fim dos anos 90. Criado em 1856, o BIL é o mais antigo banco do Luxemburgo.
Na comunicação feita à imprensa na quinta-feira, os responsáveis do novo BIL fizeram saber que não planeiam voltar a alterar este nome, que "fala às pessoas e porque sempre foi um nome conhecido e reconhecido pela clientela luxemburguesa". "Os bons velhos clientes nunca se referiram ao nosso banco como Dexia, mas continuavam a dizer BIL", recordam.
A direcção qatari-luxemburguesa aguarda agora que as autoridades validem a compra, antes de anunciar as novas linhas directrizes do banco em Janeiro como, por exemplo, a vontade de mudar as cores da marca que a ligam à Dexia. "Porque não voltar ao roxo original, que a clientela luxemburguesa tão bem recorda?", confiaram mesmo alguns dos funcionários ao CONTACTO.
Entretanto, o deputado dos Verdes François Bausch dirigiu uma questão parlamentar ao ministro das Finanças, Luc Frieden, em que pergunta: até quando o Estado pretende ter participações em bancos como a BGL, BIL e BCEE? Se há despedimentos previstos na nova BIL? E se o Estado está preocupado com o futuro dos 1.500 funcionários da RBC Dexia e Dexia Asset Management, que ainda trabalham no Luxemburgo, filiais da Dexia, e que a BIL pretende vender?
Foto: Guy Jallay
O Inverno já chegou
O início do Inverno, ocorreu esta madrugada.
O solstício ocorreu às 06:30, marcando o início do Inverno no Hemisfério Norte, a estação mais fria do ano, que se prolonga até ao próximo equinócio (Primavera), que ocorre às 05:14 de 20 de Março de 2012.
O solstício de inverno ocorre quando o
Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa
pela linha do Equador. Embora a sua data não seja a mesma todos os
anos, pode-se afirmar que ocorre normalmente por volta do dia 22 de
Dezembro no hemisfério norte e 21 de Junho no hemisfério sul.
Hoje e amanhã de manhã não há comboios entre o Luxemburgo e a Bélgica
Esta quinta-feira e até amanhã de manhã (dia 23), não há comboios entre o Luxemburgo e a Bélgica, devido a uma greve dos trabalhadores ferroviários belgas.
A CFL pensa que a partir de sexta-feira de manhã a situação se normalize.
Devido a esta situação, é de esperar, hoje e amanhã, um significativo aumento do fluxo rodoviário nas principais estradas e auto-estradas que ligam o Grão Ducado à Bélgica.
Foto: Maurice Fick
Os transportes ferroviários estão parados em todo o país, incluindo os serviços internacionais de TGV Thalys e Eurostar. Os restantes transportes públicos estão praticamente parados, sendo que em Bruxelas, não circulam autocarros, eléctricos ou o metropolitano.
A greve afeta ainda, segundo a imprensa belga, as escolas, hospitais públicos, penitenciárias e as cadeias de televisão. Os bombeiros estão a cumprir serviços mínimos.
Na origem da greve está uma proposta do novo Governo de centro-esquerda-direita, liderado pelo socialista Elio Di Rupo, que quer reformar - no âmbito de um pacote de medidas de austeridade - o regime das aposentações, propondo como idade mínima para a reforma antecipada os 62 anos, em vez de 60.
O acesso à pré-reforma passará a ser mais difícil e o Governo quer ainda harmonizar todos os regimes de aposentação, sendo que o parlamento deverá votar hoje o diploma sem que este tenha sido debatido com os parceiros sociais.
Piquetes de greve montaram barreiras, às 06:30 (05:30 de Lisboa), em dois dos principais acessos rodoviários a Bruxelas, tendo desmobilizado pelas 10:30.
No que respeita ao tráfego aéreo, o aeroporto internacional de Bruxelas está a funcionar com normalidade, bem como o de Charleroi.
O ministro das Pensões, Vincent Van Quickenborne, deverá reunir-se com os sindicatos esta tarde, tendo um dirigente sindical declarado à agência noticiosa Belga que espera que o Governo apresente uma proposta de negociação.
Por seu lado, o ministro (do partido liberal flamengo Open VLD), afirmou já que as grandes linhas da reforma não podem ser alteradas.
A Bélgica está sob vigilância negativa das agências de notação, tendo a Moody's baixado recentemente o 'rating' do país.
O Executivo de coligação, que tomou posse em novembro, após ano e meio de crise política, tem o prazo até final do próximo ano, definido pela Comissão Europeia, para diminuir o défice para o limite do pacto de estabilidade e crescimento (3 por cento do produto interno bruto).
A CFL pensa que a partir de sexta-feira de manhã a situação se normalize.
Devido a esta situação, é de esperar, hoje e amanhã, um significativo aumento do fluxo rodoviário nas principais estradas e auto-estradas que ligam o Grão Ducado à Bélgica.
Foto: Maurice Fick
Greve geral da função pública paralisa país
A Bélgica está hoje paralisada por uma greve geral convocada pela função pública contras as mudanças propostas pelo Governo ao regime de pensões.Os transportes ferroviários estão parados em todo o país, incluindo os serviços internacionais de TGV Thalys e Eurostar. Os restantes transportes públicos estão praticamente parados, sendo que em Bruxelas, não circulam autocarros, eléctricos ou o metropolitano.
A greve afeta ainda, segundo a imprensa belga, as escolas, hospitais públicos, penitenciárias e as cadeias de televisão. Os bombeiros estão a cumprir serviços mínimos.
Na origem da greve está uma proposta do novo Governo de centro-esquerda-direita, liderado pelo socialista Elio Di Rupo, que quer reformar - no âmbito de um pacote de medidas de austeridade - o regime das aposentações, propondo como idade mínima para a reforma antecipada os 62 anos, em vez de 60.
O acesso à pré-reforma passará a ser mais difícil e o Governo quer ainda harmonizar todos os regimes de aposentação, sendo que o parlamento deverá votar hoje o diploma sem que este tenha sido debatido com os parceiros sociais.
Piquetes de greve montaram barreiras, às 06:30 (05:30 de Lisboa), em dois dos principais acessos rodoviários a Bruxelas, tendo desmobilizado pelas 10:30.
No que respeita ao tráfego aéreo, o aeroporto internacional de Bruxelas está a funcionar com normalidade, bem como o de Charleroi.
O ministro das Pensões, Vincent Van Quickenborne, deverá reunir-se com os sindicatos esta tarde, tendo um dirigente sindical declarado à agência noticiosa Belga que espera que o Governo apresente uma proposta de negociação.
Por seu lado, o ministro (do partido liberal flamengo Open VLD), afirmou já que as grandes linhas da reforma não podem ser alteradas.
A Bélgica está sob vigilância negativa das agências de notação, tendo a Moody's baixado recentemente o 'rating' do país.
O Executivo de coligação, que tomou posse em novembro, após ano e meio de crise política, tem o prazo até final do próximo ano, definido pela Comissão Europeia, para diminuir o défice para o limite do pacto de estabilidade e crescimento (3 por cento do produto interno bruto).
Novo burgomestre da capital afirma: "Noites brancas vão continuar em Clausen"
O recém-empossado burgomestre da cidade do luxemburgo, Xavier Bettel afirmou na semana passada que não vai acabar com as autorizações de noite branca – abertura dos cafés e bares até às 3h da manhã – nas Rives de Clausen.
Foi a resposta dada ao diferendo que opõe moradores, de um lado, e proprietários e gerentes de cafés e bares daquela zona, do outro. A acrescentar ao problema, nasceu há meses um desacordo entre o serviço de autocarros, que liga o Glacis a Clausen, e esses mesmos gerentes. Os responsáveis do serviço de autocarros tinham ameaçado acabar com a linha nocturna.
Ao confirmar que os cafés e bares daquele bairro vão poder continuar a estar abertos até às 3h da manhã, Bettel mostrou claramente de que lado está e que a "movida nocturna luxemburguesa" criada pelas Rives de Clausen é para continuar. Do seu lado, o serviço de autocarros confirmou que vai continuar a assegurar o transporte de passageiros entre o centro da capital e Clausen.
.. e Sala de Chuto vai mesmo para a rue d'Alsace
Bettel aproveitou ainda para esclarecer outro ponto de discórdia na capital: a localização da sala de chuto "Fixerstuff", actualmente situada perto da route de Thionville, em Bonnevoie. Um novo contentor substituiu o antigo, em Setembro, mas agora Bettel quer mesmo avançar para uma estrutura definitva na rue d'Alsace. "Sabemos que vamos ter que enfrentar processos jurídicos [da parte da empresa Paul Wurth, que se opõe ao projecto, n.d.R.], mas esta é uma estrutura necessária e que eu quero ver a funcionar 24h/24h", afirmou o autarca.
Foto: Michel Brumat
Foi a resposta dada ao diferendo que opõe moradores, de um lado, e proprietários e gerentes de cafés e bares daquela zona, do outro. A acrescentar ao problema, nasceu há meses um desacordo entre o serviço de autocarros, que liga o Glacis a Clausen, e esses mesmos gerentes. Os responsáveis do serviço de autocarros tinham ameaçado acabar com a linha nocturna.
Ao confirmar que os cafés e bares daquele bairro vão poder continuar a estar abertos até às 3h da manhã, Bettel mostrou claramente de que lado está e que a "movida nocturna luxemburguesa" criada pelas Rives de Clausen é para continuar. Do seu lado, o serviço de autocarros confirmou que vai continuar a assegurar o transporte de passageiros entre o centro da capital e Clausen.
.. e Sala de Chuto vai mesmo para a rue d'Alsace
Bettel aproveitou ainda para esclarecer outro ponto de discórdia na capital: a localização da sala de chuto "Fixerstuff", actualmente situada perto da route de Thionville, em Bonnevoie. Um novo contentor substituiu o antigo, em Setembro, mas agora Bettel quer mesmo avançar para uma estrutura definitva na rue d'Alsace. "Sabemos que vamos ter que enfrentar processos jurídicos [da parte da empresa Paul Wurth, que se opõe ao projecto, n.d.R.], mas esta é uma estrutura necessária e que eu quero ver a funcionar 24h/24h", afirmou o autarca.
Foto: Michel Brumat
Governo luxemburguês decide que indexação dos salários só acontecerá uma vez por ano até 2014
A indexação automática dos salários ao custo de vida (ou index) vai continuar em vigor, mas será aplicada apenas uma vez por ano, até 2014. Esta decisão do Governo surgiu depois da anulação, na quinta-feira, da Tripartida, de que o Executivo faz parte juntamente com empregadores e sindicatos.
"Durante os próximos três anos, haverá apenas uma actualização salarial por ano", anunciou na sexta-feira o primeiro-ministro Jean-Claude Juncker, à saída do Conselho de Governo. As famílias mais necessitadas vão beneficiar de várias ajudas.
Tendo em conta a situação económica, que "se deteriorou consideravelmente", o Governo decidiu que, a partir de 2012 e até 2014, inclusive, os trabalhadores apenas beneficiarão de uma actualização salarial, no mês de Outubro. O que significa que a actualização prevista para o próximo mês de Março será adiada para Outubro. Mas a partir de 2015, "regressaremos à normalidade", garantiu Juncker.
O primeiro-ministro calcula que este adiamento permitirá às empresas poupar 225 milhões de euros e ao Estado 50 milhões de euros.
Tabaco e Álcool deixam de entrar nos cálculos
A Tripartida de sexta-feira não teve lugar porque os sindicatos decidiram não comparecer, em protesto contra a posição do patronato. Na sequência desta atitude, o primeiro-ministro insistiu na necessidade de manter o diálogo social no seio da Tripartida. Desta vez, o Executivo assumiu as suas responsabilidades e decidiu sozinho. "Mas o Governo não pode e não quer fazer tudo sozinho", precisou Juncker.
O primeiro-ministro anunciou, por outro lado, que o tabaco e o álcool vão sair, a partir de agora, do cabaz familiar usado para calcular a indexação automática dos salários (index). Nenhuma decisão foi tomada quanto ao petróleo, mas ficou a ideia de que "a partir de um determinado nível de preço, o petróleo não será tomado em conta na indexação", resumiu Juncker. Precisou, no entanto, que estas discussões técnicas deverão ter lugar no seio da Tripartida. O Governo deu até Março aos sindicatos para retomarem as negociações.
O Executivo pronunciou-se ainda a favor de "um escalonamento social do preço da água ao nível nacional", para ajudar as famílias desfavorecidas. Os critérios sociais ainda não estão definidos. As famílias numerosas em situação difícil poderão em breve beneficiar de cuidados dentários mais bem reembolsados pela Segurança Social.
300 euros para
OS livros escolares
O Governo decidiu também fazer um esforço, a partir do próximo ano lectivo, em favor das famílias com crianças com mais de 12 anos de idade, sempre segundo critérios selectivos, de forma a dar uma verdadeira ajuda.
O primeiro-ministro falou de um subsídio de 300 euros para comprar livros escolares, mais uma ajuda anual de 500 euros para uma família com dois filhos e com um rendimento anual inferior a 32 mil euros.
Juncker anunciou igualmente querer criar mais infra-estruturas para os sem-abrigo. "Não existem em número suficiente e é preciso descentralizá-las. Queremos ter mais camas disponíveis e criar quatro centros regionais suplementares".
Num período entre 10 e 15 anos, nove mil alojamentos subvencionados e mais habitação para arrendar deverão surgir no Grão-Ducado, revelou ainda.
F. Pinto
Foto: Charles Caratini
Portugal/Concertação Social: CGTP abandona reunião em sinal de protesto
A CGTP abandonou hoje a reunião de concertação social e acusou o
Governo de não promover o diálogo e de colocar os portugueses "a pão e
água".
"Espero que haja diálogo, é isso que espero", disse o ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, aos jornalistas antes do início da reunião entre o Executivo e os parceiros sociais, que começou pelas 15:30, em Lisboa.
Já o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, tinha reconhecido que "a expetativa não é nenhuma".
"Espero que haja diálogo, é isso que espero", disse o ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, aos jornalistas antes do início da reunião entre o Executivo e os parceiros sociais, que começou pelas 15:30, em Lisboa.
Já o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, tinha reconhecido que "a expetativa não é nenhuma".
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Portugal: Reformados da CGD e PT ameaçam recorrer aos tribunais se ficarem sem subsídio de férias e de Natal
Os reformados da CGD e da PT, cujos fundos de pensões foram
transferidos para o Estado em 2004 e 2010, ameaçam recorrer aos
tribunais caso não recebam 14 meses de pensões como os reformados dos
bancos privados.
Estes reformados bancários, que serão integrados na Segurança Social a partir de 01 de janeiro de 2012, devido à transferência dos fundos de pensões dos bancos privados para o Estado no valor de seis mil milhões de euros, vão continuar a receber 14 pensões anuais de acordo com a garantia dada pelo Governo e que consta do acordo tripartido que hoje será assinado no ministério das Finanças.
Uma garantia que constitui uma exceção face aos restantes pensionistas uma vez que o Orçamento do Estado para o próximo ano - ainda por promulgar pelo Presidente da República - suspende o pagamento total ou parcial dos subsídios de férias e Natal aos funcionários da Administração Pública e aos pensionistas com vencimentos ou pensões acima de 600 euros.
Os sindicatos dos bancários exigiram a manutenção dos direitos acordados em contratação coletiva para aceitarem a transferência dos fundos já que, argumentaram, “estão provisionados” nesse sentido.
E é com esse mesmo argumento que também os pensionistas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Portugal Telecom (PT) querem agora que esse direito lhes seja assegurado.
“Os fundos de pensões da CGD foram enviados com 14 meses e agora só querem pagar 12. Já fizemos uma exposição ao ministro das Finanças em meados de novembro com esta questão”, afirmou à agência Lusa João Lopes, presidente do Sindicado dos Trabalhadores do Grupo Caixa, acrescentando que ainda não obtiveram resposta.
Em 2004, a transferência do fundo rendeu aos cofres do Estado 2,4 mil milhões de euros no imediato. Segundo o sindicalista, então todos os pensionistas e trabalhadores “receberam uma carta da Caixa Geral de Aposentações a assumir que receberiam integralmente os 14 meses”.
Também os trabalhadores da PT, cuja transferência do fundo de pensões rendeu 2,8 mil milhões de euros para o Estado em 2010, não aceitam cortes para os reformados da ex-Marconi e da PT oriundos dos CTT e já pediram uma reunião com Vítor Gaspar.
“Se não houver uma pressão forte receamos que o Governo faça tábua rasa da situação e tente penalizá-los”, afirmou por seu lado Francisco Gonçalves, da Comissão de Trabalhadores (CT) da operadora.
Ambas as estruturas representativas dos trabalhadores afirmaram à Lusa que vão mesmo para a Justiça se o Governo não for sensível aos seus argumentos.
“Se o Estado não pagar está a ficar com dinheiro que não é seu. Temos a convicção forte de que os tribunais darão razão aos trabalhadores porque o valor transferido para o Estado incluía 14 prestações”, disse o responsável da Comissão de Trabalhadores da PT. O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa prevê mesmo que o caso possa chegar a Bruxelas.
Desde os anos de 1990 que se registaram várias transferências de fundos de pensões privados para a Segurança Social como forma de gerar receitas extraordinárias no imediato para o Estado.
Em 1997, era Sousa Franco ministro das Finanças do Governo liderado por António Guterres, quando foi acordada a transferência do fundo de pensões do Banco Nacional Ultramarino para a Caixa Geral de Aposentações.
Em 2003, foi a vez dos fundos de pensões dos CTT e, no ano seguinte, seria a vez de operações do mesmo género com os fundos da CGD mas também da NAV - Empresa Pública de Navegação Aérea, ANA - Aeroportos de Portugal e Imprensa Nacional Casa da Moeda.
Já em 2010, o Governo recorreu ao fundo de pensões da PT e este ano é a vez dos fundos de pensões da banca privada ajudar ao cumprimento da meta do défice orçamental.
Estes reformados bancários, que serão integrados na Segurança Social a partir de 01 de janeiro de 2012, devido à transferência dos fundos de pensões dos bancos privados para o Estado no valor de seis mil milhões de euros, vão continuar a receber 14 pensões anuais de acordo com a garantia dada pelo Governo e que consta do acordo tripartido que hoje será assinado no ministério das Finanças.
Uma garantia que constitui uma exceção face aos restantes pensionistas uma vez que o Orçamento do Estado para o próximo ano - ainda por promulgar pelo Presidente da República - suspende o pagamento total ou parcial dos subsídios de férias e Natal aos funcionários da Administração Pública e aos pensionistas com vencimentos ou pensões acima de 600 euros.
Os sindicatos dos bancários exigiram a manutenção dos direitos acordados em contratação coletiva para aceitarem a transferência dos fundos já que, argumentaram, “estão provisionados” nesse sentido.
E é com esse mesmo argumento que também os pensionistas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Portugal Telecom (PT) querem agora que esse direito lhes seja assegurado.
“Os fundos de pensões da CGD foram enviados com 14 meses e agora só querem pagar 12. Já fizemos uma exposição ao ministro das Finanças em meados de novembro com esta questão”, afirmou à agência Lusa João Lopes, presidente do Sindicado dos Trabalhadores do Grupo Caixa, acrescentando que ainda não obtiveram resposta.
Em 2004, a transferência do fundo rendeu aos cofres do Estado 2,4 mil milhões de euros no imediato. Segundo o sindicalista, então todos os pensionistas e trabalhadores “receberam uma carta da Caixa Geral de Aposentações a assumir que receberiam integralmente os 14 meses”.
Também os trabalhadores da PT, cuja transferência do fundo de pensões rendeu 2,8 mil milhões de euros para o Estado em 2010, não aceitam cortes para os reformados da ex-Marconi e da PT oriundos dos CTT e já pediram uma reunião com Vítor Gaspar.
“Se não houver uma pressão forte receamos que o Governo faça tábua rasa da situação e tente penalizá-los”, afirmou por seu lado Francisco Gonçalves, da Comissão de Trabalhadores (CT) da operadora.
Ambas as estruturas representativas dos trabalhadores afirmaram à Lusa que vão mesmo para a Justiça se o Governo não for sensível aos seus argumentos.
“Se o Estado não pagar está a ficar com dinheiro que não é seu. Temos a convicção forte de que os tribunais darão razão aos trabalhadores porque o valor transferido para o Estado incluía 14 prestações”, disse o responsável da Comissão de Trabalhadores da PT. O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa prevê mesmo que o caso possa chegar a Bruxelas.
Desde os anos de 1990 que se registaram várias transferências de fundos de pensões privados para a Segurança Social como forma de gerar receitas extraordinárias no imediato para o Estado.
Em 1997, era Sousa Franco ministro das Finanças do Governo liderado por António Guterres, quando foi acordada a transferência do fundo de pensões do Banco Nacional Ultramarino para a Caixa Geral de Aposentações.
Em 2003, foi a vez dos fundos de pensões dos CTT e, no ano seguinte, seria a vez de operações do mesmo género com os fundos da CGD mas também da NAV - Empresa Pública de Navegação Aérea, ANA - Aeroportos de Portugal e Imprensa Nacional Casa da Moeda.
Já em 2010, o Governo recorreu ao fundo de pensões da PT e este ano é a vez dos fundos de pensões da banca privada ajudar ao cumprimento da meta do défice orçamental.
Embaixada de Cabo Verde no Luxemburgo abre livro de condolências por Cesária Évora
Nos passados domingo e segunda-feira, a embaixada esteve com a bandeira a meia haste para assinalar os dois dias de luto decretados pelo Governo cabo-verdiano.
Para todos os que queiram prestar homenagem à artista, a embaixada de Cabo Verde (117, Val Ste-Croix), na capital luxemburguesa encontra-se aberta até sexta-feira.
Duas Ceias de Natal em Esch e Bonnevoie para os Sem-Abrigo
Em Esch, Centro Abrisud acolheu Sem-Abrigo numa ceia de Natal muito especial
A associação "Amis du Foyer de Nuit Abrisud" convidou no sábado (17 de Dezembro) os sem-abrigo que frequentam o centro nocturno de Esch-sur-Alzette para um jantar de Natal, que ficou marcado pelos sorrisos e pela entrega de pequenos presentes.
Fundada em 2010, a associação "Amis du Foyer de Nuit Abrisud" quer ajudar moralmente, financeiramente e materialmente o abrigo nocturno Abrisud, que trata de encontrar alojamento temporário para as pessoas sem abrigo. A associação tem ainda como objectivo reintegrar os excluídos socialmente, através de actividades e passeios.
No sábado, a associação convidou os utentes do abrigo para um jantar de Natal, com entrega de um pequeno presente, mas igualmente de casacos de Inverno, que tanto lhes fazem falta nesta época do ano.
Actualmente, o abrigo acolhe 18 pessoas, dos quais cerca de um quarto são lusófonos. Rodeados e apoiados por sete profissionais – educadores, assistentes sociais ou ainda estudantes em formação – os sem-abrigo tentam encontrar habitação, trabalho e um pouco da dignidade perdida nas ruas, onde vivem sem meios de subsistência. Em qualquer altura da vida, qualquer pessoa pode ter problemas e ser incapaz de pagar um aluguer ou facturas. Qualquer pessoa pode um dia ir viver para a rua e ficar sem abrigo. Um ciclo vicioso que leva à exclusão social. "Não devemos esquecer que uma pessoa sem abrigo e, por essa razão, sem endereço, não tem direito a subsídio de desemprego, não pode beneficiar da segurança social ou mesmo inscrever-se na ADEM", recordou nessa noite o presidente e fundador da associação "Amis du Foyer de Nuit Abrisud", Paul Weidig.
Esta é um pouco a história de Adriano. "Eu gostava de trabalhar. Apresentei-me ultimamente em dois empregos. Mas cada vez ouço a mesma coisa: demasiado velho para trabalhar e demasiado jovem para a reforma", conta o português ao CONTACTO. Com 58 anos de idade, vive no Luxemburgo há quase 13. O primeiro empregador foi à falência, o último despediu o pessoal devido à crise. Adriano, que trabalhou toda a sua vida, encontrou-se de repente no desemprego. Divorciado, incapaz de pagar um aluguer, porque há sempre um tempo de espera antes de receber qualquer subsídio, Adriano passa as noites no Abrisud, em Esch/Alzette. Já lá vai um ano.
Porque o centro para sem-abrigos de Esch só acolhe as pessoas a partir das 17h, durante o dia Adriano continua a procurar trabalho. Para passar o tempo lê tudo o que lhe vem à mão. "Gostava de conseguir um contrato numa empresa de inserção, daqui a um ou dois meses", diz. "Assim poderia terminar o meu tempo de descontos e encontrar alojamento."
O caso de Adriano é quase idêntico ao de todos os outros sem-abrigo que ali estavam presentes naquele jantar. Para já, Adriano e os outros encontram no Abrisud de Esch um telhado e pessoas amigas. Durante algumas horas, naquele jantar de Natal, no sábado, cada um pôde, por um curto período de tempo, esquecer as suas preocupações pessoais.
Foto e texto: Carlos de Jesus
___________________________
Ceia de Natal também no Foyer Ulysse, em Bonnevoie
Preparado e servido por cerca de 20 pessoas, membros da ACHBL e simpatizantes, a tradicional Ceia de Natal para os Sem Abrigo compunha-se de sabores portugueses: canja, bacalhau com batatas e couves, e diferentes sobremesas da época, feitas pelos voluntários.
O jantar contou com a presença de Stéphanie Faia, Miss Portugal no Luxemburgo para 2012 (na foto, em cima) madrinha do evento, e que encantou com a sua beleza e sorriso. “Eu nunca tinha participado num jantar como este, mas penso que é muito importante podermos dedicar um dia para estas pessoas que tanto precisam”, confia. Este ano, mais uma vez, a organização distribuiu um saco de prendas a cada um dos sem-abrigo presentes, um donativo composto de bens de primeira necessidade preparado pela ACHBL com a contribuição de vários particulares e empresas.
Para Rogério Oliveira, presidente da ACHBL, esta Ceia de Natal "é uma oportunidade para tratar os sem-abrigo com dignidade e respeito". E assegura: "Continuaremos enquanto nos permitirem, porque nesta época festiva, temos de pensar nos que não tiveram a mesma sorte que nós, e que passam estes momentos sozinhos”.
"Geralmente o Verão é um período mais clemente com os sem-abrigo. Mas este ano não tem havido períodos calmos nos lares, uma consequência da crise", confiam-nos os responsáveis da organização. "Este ano, o jantar contou com menos participantes, o que nem por isso significa que haja menos pessoas a necessitarem de ajuda", dizem. Os sem-abrigo provenientes da África do Norte não quiseram participar ou por não partilharem as mesmas crenças, lamentou ainda a organização. Este ano, ao contrário dos últimos anos, a ceia não contou com a presença de muitos lusodescendentes. "Alguns terão conseguido estabilizar a vida, outros terão voltado para junto das suas famílias", consideraram os organizadores.
Uma Ceia de Natal que foi do agrado de todos os presentes e que permitiu a muitos aproveitar uma refeição completa e o calor humano que facilmente se sentia na sala.
Sabrina Sousa
Fotos: Sérgio Lontro
| Ana Dias (Comité Miss Portugal-Lux.), Rogério Oliveira (ACHBL) e Stéphanie Faia, Miss Portugal-Luxemburgo para 2012 |
Aníbal Coimbra homenageado pela Federação Lux. de Powerlifting, pela conquista do título da modalidade
Recentemente coroado com o título de campeão do mundo de powerlifting, Anibal Coimbra foi homenageado no passado sábado pela Federação de Halterofilia, Luta e Powerlifting do Luxemburgo (FLHLP) nas instalações do Instiututo Nacional dos Desportos (INS), em Cents, na capital
No último Campeonato do Mundo realizado na República Checa, em Novembro, Aníbal Coimbra arrecadou o título de campeão do mundo. Conseguindo 400 kg em flexão de pernas, 257,5 kg no "spino", e 370 kg no peso morto, o atleta de Hamm atingiu um total de 1027,5 kg, o que lhe permitiu ultrapassar o russo Konstantin Lebedko, na classificação geral.
A recepção de sábado ao atleta originário de Tondela contou com a presença de vários membros das autoridades oficiais, desde Marc Theisen, presidente do Comité Olímpico Luxemburguês (COSL), Carlo Hastert, representante do Ministério dos Desportos, Alex Goergen, responsável do Serviço dos Desportos da comuna do Luxemburgo, e Gilbert Neumann, director da Coque.
Uma homenagem feita por este primeiro título mundial, que vem completar um palmarés já bem recheado. "Com o título de campeão do mundo, ganhei agora todos os troféus da disciplina. Era um dos meus objectivos", refere Aníbal.
Aníbal Coimbra chegou ao Luxemburgo em 1989, mas não se dedicou de imediato à prática do powerlifting. "Começei com o futebol, em Hollerich, durante vários anos. Eu não era dos piores, mas nao me divertia a dar pontapés numa bola", recorda. Só passados oito anos de estar no país, em 1997, é que descobre a modalidade. Na sua primeira participação numa prova, vence o campeonato nacional da disciplina. "Um título que venci, até a data, 14 vezes consecutivas”, precisa. O que corresponde a um domínio solitário a nível nacional. Notável, mas sem comparação com os troféus internacionais ganhos ultimamente.
O atleta fez seu o título de campeão das Comunidades Europeias, o título de campeão da Europa e o de campeão do Mundo. Coimbra chegou assim ao topo da sua carreira desportiva, aos 39 anos. "Mas penso, para já, na reforma. Enquanto eu tiver vontade e o meu corpo quiser, vou continuar", confia o atleta de Hamm, que dá peso às suas declarações, acrescentando os seus proximos objetivos. "Em Janeiro, vou iniciar treinos intensivos para preparar as próximas competições internacionais. Antes de mais, quero melhorar o meu total. Depois de conseguir levantar 1.027,5 kg no último Campeonato do Mundo, quero chegar agora aos 1.060 kg". Um projecto ambicioso, mas que o atleta acredita estar ao seu alcance, o mais tardar durante o Campeonato do Mundo, a ter lugar no Luxemburgo, em 2015.
Apoios possíveis
Marc Theisen, presidente do Comité Olímpico luxemburguês (COSL): "Os desempenhos de Aníbal Coimbra, ao longo da sua carreira, mas especialmente nos últimos dois anos, em que conseguiu chegar a um total de mais de mil quilos, são um grande feito, que temos de assinalar. Um atleta como o Aníbal Coimbra é um verdadeiro modelo para todos os atletas, pela sua disciplina e também pelo seu trabalho. Infelizmente, o facto de ser campeão do mundo não é suficientemente realçado no Luxemburgo. Mas, apesar disso, até agora os organismos desportivos têm-lhe dado o apoio possível, e vamos continuar a dar, para o ajudar a atingir os seus novos objectivos."
Alain Hammang, presidente da Federação de Powerlifting : "O título de campeão do mundo obtido por Aníbal Coimbra é uma enorme satisfação, mas também uma recompensa pelo trabalho realizado nos últimos anos por um grupo. Acho lamentável que os jornalistas desportivos não tenham considerado útil prestar homenagem a este campeão do mundo na gala deste ano (ver CONTACTO de 14/12/2011).
Texto: José Coimbra
Foto: Nicolas Bouvy
________________________________
Comentário Um campeão do mundo injustiçado
Aníbal Coimbra coloca bem alto as cores da bandeira luxemburguesa e do seu clube, o Hamm, cada vez que compete no estrangeiro, que arrecada uma medalha, que bate um record, que brilha nos rankings internacionais. O nome é português, mas o hino que soa nos pódios dos quatro cantos do Mundo é luxemburguês.
O tondelense venceu já 14 títulos de campeão do Luxemburgo. 14! Seguiram-se os de campeão da Grande Região, e de campeão da Europa em 2007 e 2010. Em Novembro conseguiu, entre a elite mundial da modalidade, o título de campeão do Mundo.
No entanto, os seus feitos continuam a ser ignorados pelos responsáveis que dizem representar e dignificar o mundo do desporto no Luxemburgo.
O exemplo mais gritante foi a gala promovida pelos jornalistas da imprensa desportiva luxemburguesa "Sportpress", que teve lugar a 8 de Dezembro, em Mondorf (ver edição do CONTACTO de 14/12/2011), na qual estes distinguem anualmente os "melhores desportistas do ano no Luxemburgo". Em anos anteriores, ignoraram o palmarés nacional e europeu de Aníbal Coimbra. Este ano, o título de campeão mundial parece também não ter pesado!?...
Sem desprimor para os galardoados deste ano da Sportpress – entre os quais Andy Schleck (2° na Volta à França em Bicicleta em 2011), a tenista Mandy Minella (n°110 mundial) e a Selecção Luxemburguesa de Futebol (n°127 mundial) –, penso que não deviam ter esquecido Aníbal Coimbra. Afinal trata-se de um campeão mundial. A não ser que os prémios sejam apenas para "os melhores luxemburgueses do ano". Nuance difícil de entender para quem tanto prestígio traz ao Grão-Ducado. Ou foi esquecimento? O que é pior?
Talvez para reparar a injustiça, a Federação Luxemburguesa de Powerlifting resolveu homenagear o atleta português, uma semana depois da gala da Sportpress. Mas o ministro dos Desportos não se deslocou, como o fizera para a Sportpress, enviou um representante. Na gala da Sportpress estiveram presentes 700 convidados. Na discreta cerimónia de Aníbal, cerca de 30.
Em Novembro, a CCPL não esqueceu Aníbal Coimbra e distinguiu-o com um merecido Prémio Personalidade. Da comunidade, o atleta já tem o reconhecimento. Falta agora recebê-la das instâncias nacionais do Luxemburgo.
José Luís Correia
Subscrever:
Mensagens (Atom)

