quarta-feira, 23 de maio de 2012

Luxemburgo: Direito ao reagrupamento familiar não é igual para todos

Foto: Serge Waldebillig
"A imigração é necessária à Europa. Acontece que esta é mais livre para uns imigrantes do que para outros". A declaração é do ministro luxemburguês do Trabalho, Nicolas Schmit, e foi feita durante a conferência "Politiques migratoires et vies familiales en transit", que decorreu terça e quarta-feira da semana passada no Cercle Cité, na capital. A conferência foi organizada pelo Point de Contact National au Luxembourg do Réseau Européen des Migrations.

Para Nicolas Schmit, o direito de cidadãos de países terceiros residentes no Luxemburgo ao reagrupamento familiar "é um problema social e político" e o ministro admite que o direito desses imigrantes a terem consigo a sua família "é um direito natural que não se deve recusar a ninguém". O ministro do Trabalho recorda que o direito ao reagrupamento familiar se dirige "a cidadãos de países terceiros que são membros da família de um cidadão da União Europeia (UE)".

Embora entenda que o direito ao reagrupamento familiar deva ser universal, Schmit reconhece que "na transposição da directiva europeia para a legislação nacional" se criaram mais obstáculos à obtenção desse estatuto aos cidadãos de países terceiros do que aos da UE. "Há que dar às pessoas o mesmo direito e o mesmo estatuto", afirma Schmit. "A partir do momento em que as pessoas são marginalizadas, temos problemas sociais. São estes problemas que estão na origem da xenofobia", alerta o ministro.

"O Governo luxemburguês atribuiu no ano passado duas mil 'cartes de séjour' (autorizações de residência) a cidadãos de países terceiros que são da família de cidadãos da UE residentes no Grão-Ducado". Cabo Verde lidera a lista dos pedidos, seguido pelo Brasil e por Montenegro. "Há ligações estreitas entre aqueles dois países lusófonos e Portugal. A comunidade portuguesa é a maior comunidade europeia estrangeira no Luxemburgo, o que gera fluxos migratórios no que toca ao reagrupamento familiar", explica Nicolas Schmit.

"Em 2011, um total de 8.500 cidadãos de países terceiros receberam uma autorização de permanência por motivo de reagrupamento familiar", divulga o ministro.
Texto: Irina Ferreira

Diplomatas portugueses regressam a Lisboa com a consciência do dever cumprido

A partida dos três membros do corpo diplomático português foi assinalada com um jantar, na sexta-feira, em Esch-sur-Alzette. O
repasto, na Casa das Bifanas, contou com vários membros da comunidade portuguesa, numa homenagem simbólica aos diplomatas que brevemente regressam a Lisboa.

Estão de partida o cônsul-geral de Portugal no Luxemburgo, José Carvalho Rosa, o secretário da Embaixada de Portugal no Grão-Ducado, Rui Martinot Correia, e o conselheiro social e cultural da Embaixada e responsável do Instituto Camões, Carlos Correia. O balanço, na hora da despedida, é "bastante positivo", consideram os três.

Carlos Correia deixa o Luxemburgo após oito anos, durante os quais exerceu as funções de conselheiro social e, desde 2006, director do Centro Cultural Português (Instituto Camões). Um período na vida que, como fez questão de dizer, não vai "esquecer". "Vivi no Luxemburgo uma experiência muito rica com a comunidade portuguesa, quer com o movimento associativo na sua globalidade – onde fiz muitos amigos –, quer na execução dos programas anuais de actividades do Instituto Camões. Levo a comunidade no coração", sublinhou.

"Quando estamos em funções, muitas vezes só as conseguimos cumprir se encontrarmos pessoas abertas, dedicadas, que se esforcem e que colaborem. Nesse aspecto fui um privilegiado e parto com a consciência do dever cumprido".

O diplomata elogiou ainda o trabalho da comunicação social portuguesa no Luxemburgo e das autoridades luxemburguesas. "Levo uma grata recordação dos órgãos de toda a comunicação social e das autoridades luxemburguesas, com as quais tive sempre excelente relacionamento. Depois das experiências que vivi em Paris e Luanda, termino a minha carreira no Luxemburgo no seio de uma comunidade fantástica que me marcou positivamente. Muitos dos seus dirigentes associativos têm tido um papel importante na promoção e inserção da comunidade e também no âmbito da divulgação da cultura portuguesa. Espero que quem me vier substituir possa contar com o mesmo apoio que tive neste país", concluiu.

"OS PORTUGUESES DEVEM APOSTAR NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS"

Rui Martinot Correia, secretário da Embaixada de Portugal, desempenhou funções durante cerca de três anos no Grão-Ducado. O diplomata, que vai ocupar o cargo de director dos Serviços de Recursos Humanos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, considerou a sua primeira experiência ao serviço de uma embaixada como "muito positiva".

Martinot Correia diz que leva "uma ideia bastante positiva dos portugueses no Luxemburgo", mas defende que a comunidade devia apostar mais na formação dos filhos.

"Na minha modesta opinião, acho que os nossos compatriotas devem envolver-se mais na vida do país, política, social e economicamente, e apostar mais na educação dos filhos. Mais do que os bens materiais, a maior riqueza que os pais podem dar aos filhos é a aposta na educação e na cultura. Perante a crescente competitividade, têm de aproveitar a oportunidade de estudar para terem acesso a uma vida ainda melhor".

"EXPERIÊNCIA POSITIVA E MUITO TRABALHO"

José Carvalho Rosa, cônsul-geral de Portugal no Luxemburgo, regressa também a Lisboa. Para o cônsul, o Luxemburgo constituiu "uma surpresa".

"Vim da Beira (Moçambique), onde numa área enorme só havia cinco mil portugueses, precisamente o oposto daqui. Vim também encontrar aqui muito trabalho no consulado. Este consulado esteve, está e vai continuar a estar sob grande pressão, devido à grande comunidade, que ultrapassa já os cem mil portugueses. Faltam muitas coisas ao posto [consular], mas nos tempos mais próximos vai ser difícil melhorar, devido ao crescimento da população. Podemos tentar melhorar algumas coisas pontualmente, mas não vai ser fácil, infelizmente", diz.

A finalizar, Carvalho Rosa diz ter gostado dos portugueses que conheceu e dos passeios que deu por "lugares bonitos" quando fazia o seu habitual "jogging", mas deixa um recado à comunidade: que se interesse "mais pela política e pela vida do país, para poder decidir sobre o seu destino e dar força às suas ideias e anseios". "Falta-lhes essa dimensão, porque a económica já a possuem", defendeu.

O clima no Grão-Ducado foi uma das coisas de que o cônsul não gostou, porque "nunca mais é Verão", gracejou. Mas "no geral, foi tudo muito bom", diz. "Quando deixar o Luxemburgo, sei que cumpri o meu dever", declarou.

O jantar contou com uma sessão de fados e a actuação pública das majorettes de Esch. Foi ainda doado um quadro do pintor Luís Cunha à Santa Casa da Misericórdia e efectuada uma recolha de donativos para a instituição.
Texto e foto: Á. Cruz

Destaques da edição de 23 de Maio do CONTACTO

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Em destaque esta semana no CONTACTO está a peregrinação a Wiltz, que levou na quinta feira perto de 25 mil fiéis ao santuário de Nossa Senhora de Fátima. Este ano, pela primeira vez, o arcebispo do Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, presidiu às cerimónias.

Rui Martinot Correia, José Carvalho Rosa e Carlos Correia vão em breve deixar o Luxemburgo. O CONTACTO esteve no jantar de despedida em Esch-sur-Alzette na sexta-feira. Os três membros do corpo diplomático português fazem um balanço positivo da sua estadia no Luxemburgo.

Chama-se Jéssica Delgado e vai representar os cabo-verdianos no festival Vozes da Diáspora. A jovem cantora vai à final de Paris e espera apurar-se para a finalíssima em Cabo Verde.

Em destaque no desporto: Frank Schleck está em guerra com o director desportivo da RadioShack. Tudo porque Schleck abandonou o Giro de Itália na sequência de uma queda quando tinha ordens do manager da equipa para continuar na prova.

Tudo isto e muito mais na edição desta semana do CONTACTO, o primeiro jornal de língua portuguesa no Luxemburgo.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Jornal Público acusa ministro Miguel Relvas de pressão para não publicar artigo sobre as Secretas


O Conselho de Redação do Público denunciou na sexta-feira (dia 18) que o ministro dos Assuntos Parlamentares ameaçou com um "blackout" governamental sobre o jornal e a divulgação pública de dados pessoais de uma jornalista, por causa de uma notícia, que não foi publicada.

A denúncia, divulgada em comunicado, surgiu depois de a jornalista visada, Maria José Oliveira, ter pedido ao Conselho de Redacção (CR) que "analisasse uma série de episódios ocorridos na quarta-feira" (dia 16), em que o ministro "queixou-se ao jornal de estar a ser perseguido, ameaçando a jornalista e o Público se fosse publicada uma determinada notícia".

A notícia, que pretendia evidenciar "as incongruências" das declarações de Miguel Relvas, na terça-feira (dia 15), no Parlamento, sobre o caso das Secretas, não foi publicada, justificando a direcção do diário, numa nota, que "não havia matéria publicável", tendo a decisão sido tomada antes de conhecer as ameaças do ministro.

Segundo o comunicado do CR do Público, o ministro dos Assuntos Parlamentares, que tutela a Comunicação Social, "terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa" ao regulador, "promoveria um 'blackout' de todos os ministros em relação ao Público e divulgaria, na internet, dados da vida privada da jornalista".

As ameaças, que o CR considera "intoleráveis", foram feitas, de acordo com a mesma nota, num primeiro contacto telefónico à editora de Política do jornal e reiteradas num segundo telefonema.

O Conselho de Redacção entende que "existia relevância noticiosa no texto" de Maria José Oliveira e acusa o ministro de "tentar travar um órgão de comunicação social que cumpre o seu inalienável papel de contra-poder", mediante ameaças, "um acto essencialmente cobarde".

Os membros do CR consideram ainda que "o jornal falhou ao não repudiar imediata e publicamente a inaceitável atitude de pressão" de Miguel Relvas e prometem estudar o caso com o advogado do jornal e com o Sindicato dos Jornalistas, "para definir acções futuras junto das entidades competentes".

Confirmando a "pressão inaceitável" do ministro dos Assuntos Parlamentares, junto do qual a directora do Público, Bárbara Reis, "protestou", a direcção do jornal lembra que a sua conduta, "ao longo dos anos, tem sido a de não reagir ou denunciar publicamente as ameaças ou pressões feitas a jornalistas", a menos quando "existam violações da lei", o que não foi o caso, de acordo com o advogado do diário consultado, ressalva a nota.

A direcção do jornal relata que no dia seguinte à audição parlamentar de Miguel Relvas, a jornalista Maria José Oliveira enviou uma série de perguntas ao ministro sobre as declarações que proferiu, que já tinham sido noticiadas, às quais o titular não respondeu.

"A única informação nova em relação aos factos já conhecidos era que o ministro não aceitou responder. Por isso, a direcção entendeu que não havia matéria publicável", sustenta a mesma nota, acrescentando que "três editores e a directora" do jornal "decidiram que não havia notícia antes de saberem do telefonema" de Relvas.

A direcção do diário assegura que, "até hoje, nenhuma notícia sobre o caso das Secretas deixou de ser publicada e nenhum facto relevante sobre esta matéria deixou de ser do conhecimento dos leitores".


Relvas nega pressões

O gabinete do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares repudiou no mesmo dia a denúncia do Conselho de Redacção do Público sobre ameaças de Miguel Relvas ao jornal e a uma jornalista.

Em comunicado, o gabinete do titular da pasta da Comunicação Social considera "totalmente destituídas de fundamento, repudiando-as categoricamente" as notícias atribuídas ao Conselho de Redacção do jornal, "envolvendo supostas ameaças ou pressões efectuadas pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares em relação a algum membro do corpo redactorial". A nota acrescenta que "a decisão de publicar ou não uma determinada notícia compete exclusivamente aos membros da direcção editorial de um órgão de comunicação social".

Tal, conclui o gabinete de Miguel Relvas, "sem prejuízo de poderem ser accionados todos os meios legais para a defesa da honra e do bom nome" do ministro e "sem que em nenhum momento seja colocada em causa a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa".

PS quer ouvir Relvas no Parlamento


O PS anunciou entretanto que vai pedir a presença do ministro Miguel Relvas no Parlamento para prestar esclarecimentos sobre as alegadas ameaças sobre o Público e uma jornalista do jornal.

O anúncio foi feito, em declarações à agência Lusa, pela deputada Inês Medeiros, depois de o Conselho de Redacção do Público ter denunciado, em comunicado, que Miguel Relvas ameaçou com um "blackout" governamental ao jornal, uma queixa ao regulador do setor e com a divulgação na Internet de dados da vida privada de uma jornalista do diário, se fosse publicada uma notícia.

Numa reacção à Lusa, a deputada Inês Medeiros considerou que "são acusações de extrema gravidade", sobretudo quando envolvem "ameaças de divulgação de dados da vida privada".

Para o PS, "não podem subsistir dúvidas", pelo que vai pedir a presença do ministro no Parlamento para "prestar os esclarecimentos necessários" e, se se justificar, a dos outros visados no caso.

A confirmarem-se as pressões, PCP e Sindicato de Jornalistas dizem que Relvas não tem condições para continuar no Governo

O PCP considerou no sábado que caso se confirmem as "alegadas pressões" de Miguel Relvas a uma jornalista do Público, o ministro "não tem condições para continuar a ser membro do Governo".

"A confirmarem-se estas alegadas pressões e perante uma acção deste tipo, um ministro não tem condições para continuar a ser membro de um Governo", afirmou o deputado do PCP Miguel Tiago, em declarações à Lusa. Sublinhando que antes de mais importa "clarificar o mais possível" o que aconteceu e confirmar as versões do Conselho de Redacção e da direcção do jornal Público, Miguel Tiago defendeu que "a confirmarem pressões com as caraterísticas descritas alguma consequência terá que haver".

"O primeiro patamar deverá ser clarificar, esclarecer, para apurar os contornos em que as pressões ocorreram, porque, quer o comunicado do Conselho de Redacção do Público, quer o comunicado evidenciam pressões, embora com versões diferentes", referiu.

Depois, continuou o deputado comunista, e caso se confirmem as pressões, terão que se retirar consequências, pois "uma pessoa que recorre a este tipo de expedientes não tem condições para continuar no Governo".

Questionado sobre se o PCP está disponível para apoiar o pedido do PS para que o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares vá ao Parlamento esclarecer o caso, Miguel Tiago notou que o seu partido "não tem por hábito opor-se à ida de membros do Governo à Assembleia da República".

"Tudo o que seja caminho para a clarificação é válido", disse, reiterando que caso as pressões se confirmem são "inaceitáveis".

Por seu lado, o PSD considerou que os media “não se deveriam colocar no papel da oposição ao Governo".

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) vai solicitar a intervenção da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e da Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias. O SJ defende que, a confirmarem-se as ameaças e pressões imputadas ao ministro, este "deixaria de ter condições para se manter no Governo".

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) anunciou que vai iniciar esta semana averiguações ao caso, revelando que recebeu “uma série de documentos” sobre o caso, enviados “por iniciativa própria” pelo ministro.

Passos Coelho também nega pressões

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, rejeitou, no domingo, que Miguel Relvas tenha "atacado a imprensa" na resposta ao jornal Público e defendeu que "o Governo tem privilegiado muita transparência".

Em Chicago, Estados Unidos, à margem da Cimeira da NATO, Passos Coelho escusou-se a responder se Relvas tem condições para continuar no Governo, rejeitando falar sobre "questões de política interna" no estrangeiro. 

O primeiro-ministro rejeitou, contudo, ter havido um ataque à imprensa por parte do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

"Não há nenhum ataque a coisa nenhuma. Se há coisa que o governo tem privilegiado é muita transparência nesse aspecto", disse o primeiro-ministro, escusando-se a responder a mais questões sobre o assunto.



sábado, 19 de maio de 2012

Gregos, espanhóis e portugueses chegam em massa ao Luxemburgo

Foto: Guy Jallay
Desde o início do ano, o Luxemburgo recebeu mais de quatro mil novos pedidos de autorização de residência de cidadãos provenientes do espaço da União Europeia. São sobretudo gregos, espanhóis e portugueses que procuram o Grão-Ducado como país de acolhimento.

Com a actual crise financeira que assola a Europa, e com os altas taxas de desemprego nos países de origem, os europeus procuram o Luxemburgo para encontrar trabalho. Mas a verdade é que o Grão- Ducado também conhece uma das mais elevadas taxas de desemprego dos últimos anos.

O tema foi discutido na semana passada na Câmara dos Deputados.

A deputada e burgomestre de Esch, Lydia Mutsch, afirmou na ocasião que a segunda cidade do país se confronta actualmente com alguns problemas ligados a este tipo de "imigração massiva". Para a burgomestre socialista, o Luxemburgo deve apostar em campanhas de informação para que os novos imigrantes não sejam surpreendidos negativamente ao chegar ao país.

Nicolas Schmit, ministro da Imigração, diz que este é um "problema real" que está ligado à pobreza nos países de origem dos novos imigrantes. "A livre circulação de cidadãos na UE é um direito sobre o qual não temos qualquer influência", sublinhou.

Aqui ao lado, a Alemanha é de longe o país eleito pelos novos imigrantes. Só nos últimos seis meses, 49 % dos espanhóis que decidiram imigrar escolheram a Alemanha para residir, e no caso dos gregos a percentagem chega aos 84 %.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Fangueiro vai treinar o Bissen

Carlos Fangueiro vai ser o treinador do Bissen nas duas próximas temporadas, acumulando ao mesmo tempo as funções de jogador.

Chegado ao clube na pausa de Inverno, o avançado português tem tido um papel preponderante na boa campanha que os nortistas têm vindo a fazer, podendo na última jornada (domingo) assegurar a subida à Promoção de Honra ou disputar o jogo de barragem. Fangueiro possui o curso de treinador de segundo nível (UEFA B) tirado em Portugal.
Texto e foto: Á. Cruz

Maratona da capital parte da Luxexpo

Foto: Guy Jallay
A sétima edição da maratona da cidade do Luxemburgo, vulgarmente conhecida como "ING Marathon", volta a ter em 2012 a partida e a chegada junto à Luxexpo – centro de exposições do Kirchberg.

Do traçado da prova (42,195 km), que vai contar com muitos milhares de participantes, fazem parte as artérias de alguns dos mais conhecidos bairros da capital e também o centro da cidade. A organização da prova decidiu agendar o início da popular corrida para as 19h de amanhã. O recorde do número de participantes deve ser batido, já que em relação aos anos anteriores o número de inscrições aumentou substancialmente.

São também esperados muitos milhares de espectadores que, como todos os anos, dão um colorido especial às ruas da cidade do Luxemburgo, juntamente com os vários grupos musicais previstos para animar o evento.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Conferência "Os aspectos espirituais na literatura Manga", este domingo em Hollerich


As missionárias da Imaculada – Padre Kolbe organizam este domingo a conferência "Os aspectos espirituais na literatura Manga".
O evento vai ter lugar na sede das missionárias da Imaculada – Padre Kolbe (130, route d'Esch), em Hollerich, na capital.
Programa:
- 11h30: eucaristia, seguida de almoço conjunto.
- 14h15: conferência "Os aspectos espirituais na literatura Manga", proferida por uma jovem mulher, Virgínia, que fez uma tese sobre o maravilhoso mundo do Manga.

Mais informações: 48 19 98, spesnos@pt.lu ou no site www.kolbemission.org./fr .

Boinas Verdes organizam 6o encontro no Luxemburgo

Foto: Cristina Casimiro
Os Boinas Verdes de Portugal no Luxemburgo organizam o seu 6o encontro anual no dia 27 de Maio.

O evento vai ter lugar no restaurante Rodízio Perroquet, em Schouweiller, a partir 8h da manhã de domingo e vai prolongar-se pelo dia fora.

O programa começa com a concentração no recinto do restaurante, seguindo-se depois uma missa na igreja local. Ainda durante a manhã, os antigos pára-quedistas vão depor uma coroa de flores ao soldado desconhecido e organizar uma marcha em formatura.

Seguem-se depois os aperitivos e o almoço. O resto da tarde vai ser dedicado ao lazer e aos momentos de convívio, para depois terminar com bolo e champanhe.

Mais informações pelos tels. 661 718 970 (Eduardo Branco), 621 239 409 (José Ribeiro), pelo email info@boinasverdes.lu (ou no site www.boinasverdes.lu).

Luxemburgo: Vozes da Diáspora quer um finalista em Paris

É já neste sábado que vai ter lugar a 4a edição do Festival Revelação de Vozes da Diáspora. O evento está marcado para sábado dia 19, entre as 19h e a 1h da manhã, sendo que o local do espectáculo foi transferido para o Centro Cultural de Bonnevoie (2, rue des Ardennes).

Ao palco vão subir nove candidatos com idades compreendidas entre os 14 e 19 anos.

A primeira música a ser interpretada tem de ser cabo-verdiana, enquanto a segunda vai ser apresentada numa das três línguas oficiais do Luxemburgo: alemão, francês ou luxemburguês. O júri constituído para o evento vai depois ditar o vencedor do concurso, que vai representar os cabo-verdianos do Luxemburgo na final de Paris, em Julho, e depois tentar a sorte para a finalíssima em Cabo Verde.

A noite de sábado vai contar ainda com os convidados especiais Benji, Carine, DJ Bacardi, Anibal, Carisa e o grupo de dança Dexa Mundo Papia.

Mais informações pelo tel. 661 650 704, e/ou pelo 661 291 056 (ou ferreira.joana1@gmail.com ).

Comité Spencer comemora 10 anos

A cantora Lili Évora vai animar o aniversário
do Comité Spencer
A associação Comité Spencer vai festejar os 10 anos de existência. A festa vai ter lugar no Casino de Bonnevoie, no sábado dia 26 de Maio, entre as 18h e as 22h.

O serão promete ser bastante preenchido. Esperam-se alguns discursos, uma retrospectiva da associação, exposições dos artistas plásticos Nelson Neves, Jennifer Lopes e Carole Stumpf, entre outras surpresas.

A animação vai estar a cargo das cantoras Lili Évora, Xana, Sista Notega e Tiffany. O grupo de dança Étoile du Cap Vert vai também marcar presença. O Comité Spencer foi fundado em 2002 por responsáveis da Organização Cabo-verdiana no Luxemburgo e por um grupo de jovens de origem cabo-verdiana, tornando-se logo numa referência em termos de luta contra a violência.

Mais informações sobre o jantar através do tel. 621 700 544, email pachiflavio@gmail.com ou pela internet ( www.comitespencer.lu) . A entrada é gratuita.

Luxemburgo: Português recolhe "Tampinhas Solidárias"

Foto: Marc Wilwert
"Não é preciso gastar nem dar dinheiro, as tampinhas são coisas que toda a gente tem em casa e que são deitadas fora. São coisas que fazem a diferença para quem precisa de material ortopédico", diz Rui Tomé ao CONTACTO.

Este residente no Luxemburgo há 24 anos é o criador e dinamizador da iniciativa "Tampinhas Solidárias", uma campanha de solidariedade dirigida a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida em Portugal, e que arrancou há três anos no Grão-Ducado.

"Até agora, devo ter recolhido 700 quilos de tampinhas", estima Rui Tomé, que recentemente enviou mais uma remessa para Portugal. "Foram cinco cadeiras de rodas usadas, seis andarilhos e 11 sacos de tampinhas, que pesam cerca de 200 quilos".

"O material ortopédico é em segunda mão porque o novo é muito mais caro", explica o português de 53 anos, que é natural de Serpins (Lousã). "Para se ter uma cadeira de rodas nova é precisa uma tonelada de tampinhas", exclama o português.

Todo o material recolhido no Luxemburgo é enviado para a ARCIL (Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã). "Quem os vê – eles já são felizes à maneira deles –, com a ajuda que se lhes dá, eles são ainda mais felizes", resume Rui Tomé, que arrancou com a ideia porque é uma maneira de "ajudar as pessoas da Lousã".

Desde há cerca de um mês e meio que Rui Tomé conta com a ajuda de um casal português de Differdange na recolha das tampinhas. "A senhora ouviu na rádio e telefonou-me a perguntar se podia ajudar. Desde aí que esse casal faz recolha de tampinhas e levou a campanha até à escola das filhas".

Rui Tomé fala com humildade do projecto que pôs em marcha e diz mesmo que "o que está em causa é ajudar quem precisa" e deixa um apelo: "Apelo às pessoas que tenham material ortopédico, seja ele qual for, que pensem em doar esse material. Fico muito agradecido porque as doações também são importantes. As contribuições não têm que ser só em tampinhas".

"Eu próprio trato da recolha das contribuições das pessoas", explica Rui Tomé, que se desloca a casa de quem contribui para recolher as tampinhas. "Claro que não posso ir para longe só para buscar um quilito ou dois. O que faço é apontar num caderno o nome e a morada das pessoas e depois quando tenho bastante a recolher numa determinada zona, aproveito uma viagem para ir a várias casas", explica o português.

Os interessados em contribuírem para a campanha ou em obter mais informações devem contactar Rui Tomé pelo tel. 621 61 83 51.

Texto: Irina Ferreira

40 jovens empresários luxemburgueses visitam Portugal

Um grupo de 40 empresários luxemburgueses dos sectores da Construção, Banca, Seguros, Tecnologias de Informação, entre outros, vai estar em visita de trabalho a Portugal hoje e amanhã.

Pertencentes à Associação de Jovens Empresários Luxemburgueses, a comitiva dá seguimento à deslocação anual que esta associação efectua a um determinado país cuja realidade e desafios pretende conhecer de perto.

Um dos objectivos da associação empresarial luxemburguesa é encontrar-se com empresários locais.

Nesse sentido, o embaixador do Luxemburgo em Portugal, Paul Schmit, recebe hoje à tarde a comitiva na Embaixada do Luxemburgo, assim como empresários portugueses. A comitiva espera deste encontro uma oportunidade para trocas de opiniões e contactos empresariais entre empresários dos dois países.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Luxemburgo: Jantar de despedida para três diplomatas portugueses

Estão de partida o cônsul-geral de Portugal no Luxemburgo, José Carvalho e Rosa, o secretário da Embaixada de Portugal no Luxemburgo, Rui Martinot Correia, e o conselheiro social e cultural da Embaixada, e responsável do Instituto Camões, Carlos Correia.

Para assinalar a sua partida dentro de semanas, vai ter lugar um jantar na sexta-feira, dia 18, na Casa das Bifanas, em Esch-sur-Alzette (20 Rue d'Audun).

O jantar de despedida dos três membros do corpo diplomático português no Grão-Ducado tem início às 19h30. Durante o evento, um quadro do pintor Luís Cunha vai ser doado à Santa Casa da Misericórdia do Luxemburgo. O jantar serve também para a recolha de donativos para aquela instituição.

Reservas pelo tel. 691 216 434.

Luxemburgo: Sindicalistas, conselheiros e associações debatem migração

A migração lusífona na Europa continmua a ser tema de debate Foto M. Dias
É já neste fim-de-semana que tem lugar o 3o Encontro de Sindicalistas, Conselheiros e Dirigentes Associativos das Comunidades Lusófonas na Europa. Os trabalhos decorrem no Centro de Formação e de Seminários (CEFOS) de Remich, a partir das 9h de sábado, prolongando-se até ao meio-dia de domingo.

Ao longo dos últimos anos, o sindicato português CGTP-IN e o luxemburguês OGB-L têm organizado no Luxemburgo vários encontros de sindicalistas, conselheiros das comunidades e dirigentes associativos. Em 2009, as duas centrais sindicais decidiram alargar o âmbito destes encontros às diferentes comunidades lusófonas emigradas no espaço europeu.

Este ano, além da participação de centrais sindicais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a reunião conta também com a presença de centrais sindicais europeias convidadas, movimentos associativos, conselheiros das comunidades portuguesas e sindicalistas lusófonos que tenham a Europa como área principal da sua acção. O encontro tem como objectivos identificar e encontrar respostas para os principais problemas laborais e sociais das comunidades dos países de língua oficial portuguesa na Europa; debater a evolução da UE, a sua política migratória, externa e de cooperação; debater as reivindicações das comunidades lusófonas emigradas na Europa; e o reforço da cooperação e acção do movimento sindical e das organizações representativas das comunidades.

O programa tem início no sábado de manhã, às 9h, com a apresentação dos participantes. Entre as 9h30 e as 10h30 esperam-se intervenções do ministro do Trabalho e da Imigração do Luxemburgo, Nicolas Schmit, Carlos Trindade (CGTP-IN), Carlos Pereira (OGB-L), Félix Braz (deputado luso-luxemburguês), Paulo Pisco (deputado PS/Europa), Carlos Gonçalves (deputado PSD/Europa), João Tambi (UNTA Angola e CPLP Sindical), António Vale (CUT-Brasil) e Júlio Ascensão Silva (UNTC-CS, Cabo Verde). Antes do início dos debates, Eduardo Dias (OGB-L) e Carlos Trindade (CGTP-IN) apresentam os objectivos e documentos de trabalho para o encontro.

Ainda no quadro deste encontro, acontece uma festa no sábado, a partir das 19h30, no restaurante Bairrada, em Esch/Alzette, que conta com as actuações de José Pinho e Artur Alves, vindos de Lisboa, que vão interpretar músicas de José Afonso, poemas de Manuel Alegre, entre outras canções de Abril.

Seis candidatos do Luxemburgo concorrem aos Prémios Inovação

Seis dos candidatos ao Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa são residentes no Luxemburgo.

Este ano candidatam-se ao prémio: António Travessa (T-hair/Cabeleireiro); Belmiro Narino Figueira (padre, jornalista e editorialista do jornal CONTACTO); José Gonçalves Anjos (Auto-école Theis - instrutor de condução); José Lavandeira Rodrigues (Gru-Lux Sàrl/Construção civil) e Joaquim Marquez Galvão - Bali Promotions (Imobiliário).
Nesta quinta edição registou-se um número recorde de candidaturas nos cincos continentes, num total de 141, de acordo com a COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação, a entidade organizadora da distinção. Os candidatos são oriundos de 34 países, onde se destaca a participação, pela primeira vez, de candidatos do Chile, Timor-Leste, Hungria, Malawi e Israel. A cerimónia, inserida nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, tem lugar a 6 de Junho, no Palácio da Cidadela, em Cascais. O encontro é presidido pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

Na edição do ano passado, os vencedores foram João Mena de Matos (co-fundador e CEO do European Design Centre) e António Frias (presidente da S&F Concrete).

Mais informações sobre estes prémios na página na internet da COTEC ( www.cotec.pt/diaspora ).

Luxemburgo: Alunos do secundário começam época de exames

Foto: Marc Wilwert
Os exames do ensino secundário técnico começam na sexta-feira, 18 de Maio. No entanto, e ainda no Técnico, os exames para as áreas das profissões da saúde e das profissões sociais começam depois dessa data.

No ensino secundário geral, os primeiros testes começam a partir de segunda-feira, 21 de Maio.

Ao todo, 3.635 estudantes, incluindo 1.991 raparigas (55 %) e 1.644 rapazes (45 %), estão matriculados na época de Verão.

O ensino secundário geral conta com 1.649 alunos inscritos. O secundário técnico tem 1.254 alunos, os cursos técnicos outros 694, e o ensino nocturno 38 alunos inscritos.

"Estamos numa situação muito próxima da servidão"

Foto: Anouk Antony
A conjuntura de crise e as medidas de austeridade estão a empurrar o mundo do trabalho para uma cada vez maior precarização das relações laborais, diz Jorge Leite, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. O especialista falava numa conferência na Universidade do Luxemburgo, em Limperstberg, sobre o valor do trabalho à luz da evolução das leis laborais.

"Estamos numa situação muito próxima da servidão", alerta Jorge Leite. O professor de Direito da Universidade de Coimbra falava na conferência subordinada ao tema "Le valeur du travail à la lumière de l'évolution du droit du travail", que decorreu a 9 de Maio na Universidade do Luxemburgo, na capital, organizada pela frente sindical OGB-L. Jorge Leite referia-se em particular "aos emigrantes e, principalmente, aos emigrantes ilegais, como aconteceu com portugueses em Espanha, na Holanda, na Grã-Bretanha".

A precarização dos laços laborais tem vindo a acentuar-se e, para o professor de Direito, a precariedade veio para ficar. "O trabalho é como o parto: é uma espécie de síntese de sofrimento e de criação".

"O homem inteligente deve saber reduzir o sofrimento e aumentar o tempo de criação. Esse é o sentido que vale dar à vida", comparou Jorge Leite para, em seguida, dizer que se assiste "a uma fase rara na História, de grandes transformações sociais, onde não há equilíbrio".

"Hoje há pessoas a pagar um castigo que não merecem e as sociedades não têm respostas adequadas", critica. "O trabalho não é uma mercadoria mas infelizmente é tratado como tal", lamenta Jorge Leite, referindo-se às tendências actuais do direito português do trabalho. "Hoje temos uma nova escravatura, em que pessoas sem escrúpulos espezinham a dignidade humana", critica, recordando a génese da Organização Internacional do Trabalho (OIT): "A OIT foi instituída depois da Primeira Guerra Mundial e defende que a justiça social é essencial para o desenvolvimento humano", recorda.

Jorge Leite acredita que "as reformas laborais, em especial em países a atravessar dificuldades económicas e financeiras, onde predomina a concepção neoliberal, faz com que se esteja a recuar civilizacionalmente" no que toca à legislação do trabalho e das relações laborais entre trabalhadores e patronato. "O problema não está na mudança", especifica Leite, "está no sentido da mudança. Há pessoas que aproveitam a crise para ganhar com ela e no meu país isso acontece", critica o jurista.

Jorge Leite não poupa críticas à evolução que a legislação do trabalho tem vindo a sofrer: "O que a lei vem fazendo é dar cabo da vida do trabalhador; o trabalho é causador de stress, provoca desencontros no seio da família e tem efeitos negativos sobre a saúde mental do trabalhador". Uma das causas é a precariedade laboral. "Em Portugal, a precariedade é uma das características mais comuns no mercado de trabalho. Poucos são aqueles que conseguem um trabalho duradouro como primeiro emprego".

"O que me preocupa é a justiça social, é a justiça relativa entre trabalhadores. Um mundo sem justiça social arrisca-se a ser um mundo sem paz e um mundo sem justiça deve incomodar-nos a todos", conclui Jorge Leite, no final da conferência, à qual assistiu o ministro do Trabalho e da Imigração, Nicolas Schmit.

Jorge Leite é professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi, durante dois anos, professor convidado de Direito do Trabalho na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, foi director da Faculdade de Direito da Universidade Lusófona do Porto (2008-2011), onde também foi professor. Fundador e presidente da Associação de Estudos do Trabalho e director da revista "Questões Laborais", Jorge Leite fundou também a JUTRA (Associação Luso-Brasileira de Juristas do Trabalho e foi membro-fundador do IDET (Instituto do Direito das Empresas e do Trabalho). Jorge Leite participou ainda na discussão do Livro Verde da política social europeia, em Bruxelas e em Portugal, e tem obras publicadas no domínio da legislação comparada do trabalho no seio da UE.
Texto: Irina Ferreira

Aníbal Coimbra é de novo campeão da Europa

Foto: Frank Konnen
O português Aníbal Coimbra sagrou-se pela quarta vez campeão da Europa de Powerlifting na categoria de -105 kg, totalizando 1010 kg no total dos três levantamentos, o que constitui um recorde na categoria.

A prova realizou-se este fim-de-semana na cidade ucraniana de Mariupol e contou com cerca de cinco dezenas de participantes. Aníbal levantou 355 kg no peso morto, 395 kg na flexão de pernas e 260 kg no banco. O atleta português revelou ao CONTACTO que de certa forma já esperava este resultado. "Trabalhei bastante durante muitas semanas para vencer esta competição e melhorar o meu recorde nesta categoria. Consegui e estou feliz", confiou. "Agora vou preparar-me para o campeonato do Mundo sem acessórios (uma estreia), que se realiza em Junho, na Suécia”, revelou o atleta.

Em Setembro, Aníbal Coimbra vai participar também no Western European Cup e também, em Novembro, no Campeonato do Mundo que se realiza em Porto Rico.

Texto: Á. Cruz

Luxemburgo: Diana Amaral expõe hoje "Contos que ganham forma"

A exposição dá vida a passagens de histórias de
Sophia de Mello Breyner Andresen e Luísa Ducla Soares
O Instituto Camões acolhe hoje a inauguração da exposição de ilustração "Contos que ganham forma", de Diana Amaral, pelas 18h30.

A exposição dá vida a passagens de histórias de Sophia de Mello Breyner Andresen e Luísa Ducla Soares. Diana Amaral nasceu em 1985 e é formada em Design Multimédia pela Universidade da Beira Interior. Actualmente vive no Luxemburgo e expõe pintura e ilustração desde 2003.

A exposição "Contos que ganham forma" vai estar patente até 30 de Maio de 2012. Mais informações sobre a artista na internet (www.dianamaral.com ).