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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Haiti: Um ano depois do sismo, ainda há mais de 800 mil desalojados

Mais de 800 mil pessoas continuam a viver em campos de refugiados no Haiti, um ano depois do violento sismo que devastou o país, a 12 de janeiro de 2010, e que causou 250 mil mortos.

Os dados são avançados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que refere que existem 810 mil haitianos a viverem em 1.150 campos com condições precárias de habitabilidade em Port-au-Prince e nos arredores.

Nos últimos meses, muitos habitantes começaram a abandonar estes campos e a OIM aponta várias razões, como as intempéries, a epidemia de cólera e o receio de serem expulsos.

De acordo com Luca Dalla´Oglio, responsável pela OIM no Haiti, a ajuda internacional ao país beneficiou mais de 200 mil vítimas.

O sismo, de magnitude sete, que abalou o Haiti a 12 de Janeiro de 2010 fez mais de 250 mil mortos e desalojou 1,9 milhões de haitianos, cerca de 15 por cento da população total do país.

Foto: Arquivo LW

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Colaborador da Caritas Luxemburgo abatido a tiro no Haiti

Um colaborador da sede local da Caritas Luxemburgo e Caritas Suíça no Haiti foi abatido na cidade Port-au-Prince.

Depois de ter levantado um cheque de 2 mil dólares por conta da Caritas, Julien Kénord, 27 anos de idade, foi morto no seu carro por um desconhecido.

A tragédia ocorreu na sexta-feira e a Polícia já está a investigar o caso.

Lamentando o sucedido, a Caritas Luxemburgo e a Caritas Suíça dizem que vou continuar a sua missão no Haiti.

Desde que o sismo abalou a ilha em Janeiro e vitimou mais de 100 mil pessoas, a Caritas presta apoio a crianças e famílias que enfrentam dificuldades.

A instituição de solidariedade procede igualmente à reconstrução de 1700 casas na região do epicentro do sismo, em Gressier, a Oeste de Port-au-Prince.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Haiti: Wyclef Jean recorre da recusa da sua candidatura às eleições presidenciais

A estrela do hip-hop Wyclef Jean anunciou domingo que vai recorrer da recusa da sua candidatura à presidência do Haiti pelas as autoridades eleitorais porque considera reunir todas as condições de admissão.

"Os nossos advogados vão avançar segunda-feira com o recurso da decisão do Conselho Eleitoral Provisório (CEP), disse o artista no seu sitio oficial no twitter.

O CEP haitiano publicou sexta-feira à noite a lista dos candidatos às eleições de 28 de Novembro naquele país.

Inicialmente o cantor disse que ia aceitar a decisão do CEP e exortou os seus apoiantes a fazerem o mesmo mas depois considerou que deveria recorrer tendo em conta que a sua candidatura respeitava todos os critérios legais exigidos.

Wyclef Jean, 40 anos, nasceu no Haiti mas vive nos Estados Unidos desde os 9 anos e as regras eleitorais haitianas determinam que os candidatos devem viver no país nos cinco anos anteriores à eleição.

Das 34 candidaturas formalizadas, foram aceites 19 pelo CES, que deixou de fora 6 candidatos que vivem fora do país.

Entre os 19 candidatos estão o candidato do partido do poder, Jude Célestin, e o antigo primeiro-ministro Jacques-Edouard Alexis.

sábado, 13 de março de 2010

Artistas luxemburgueses unidos em prol das vítimas do Haiti - 20 e 21 de Março na Luxexpo

Perante o terramoto devastador de que atingiu o Haiti a 12 de Janeiro, e depois das imagens que percorreram o mundo inteiro, um grupo de artistas luxemburgueses decidiu lançar uma campanha de solidariedade para ajudar o povo haitiano.

A iniciativa, que se divide em três eventos, vai ter lugar dias 19, 20 e 21 de Março na Luxexpo, no Kirchberg (n.d.R.: nos mesmos dias em que decorre em outras salas da Luxexpo o Festival das Migrações). Os lucros angariados serão doados na sua totalidade à Caritas Luxemburguesa.

A ideia de organizar um evento de solidariedade apadrinhado por artistas luxemburgueses nasceu por inspiração do ilusionista de origem luso-italiana David Goldrake e dos cantores Steven Pitman e Tascha). Os três artistas locais utilizaram a rede social Facebook para promover e divulgar a campanha.

Rapidamente, um grande número de artistas aderiu à iniciativa que pretende apoiar a população do Haiti, que vive graves problemas humanitários. Para incluir o grande número de artistas que manifestaram o desejo de participar, o evento, que inicialmente iria cingir-se a um único dia, transformou-se num fim-de-semana de solidariedade.

A campanha de angariação de fundos arranca na sexta-feira, dia 19, com a acção "Bares e Restaurantes no Luxemburgo pelo Haiti". Vários bares e restaurantes juntam-se ao evento de solidariedade contribuindo para esta causa com pelo menos 10 % das receitas em caixa. Para ficar a conhecer os estabelecimentos que aderiram a esta iniciativa, basta visitar o site www.luxembourgartistsforhaiti.lu . Os proprietários que queiram aderir a esta campanha devem contactar a organização pelo email info@luxembourgartistsforhaiti.lu.

O evento caritativo continua na Luxexpo, no sábado, dia 20, com o espectáculo DJs do Luxemburgo pelo Haiti. Uma noite dedicada à música e à dança com algumas surpresas pelo meio. O início está marcado para as 20h, no hall 7 da Luxexpo.

O fim-de-semana de solidariedade encerra no domingo, dia 21, com o evento Artistas do Luxemburgo pelo Haiti. Um espectáculo marcado pela actuação de vários artistas, entre os quais destacamos o cantor luso-descendente Ricardo Vieira. Este concerto é uma festa familiar que arranca às 14h, novamente no hall 7 da LuxExpo. Os visitantes vão poder apreciar música e arte.

Os bilhetes podem ser adquiridos no site www.luxembourgticket.lu e custam 5 euros para a noite de sábado e 10 euros para o evento de domingo. Para além da angariação de fundos, estes espectáculos visam homenagear as vítimas do terramoto.

As receitas angariadas serão entregues à Caritas Luxemburguesa, que se encontra a trabalhar no Haiti desde 2001 e visa continuar a sua acção em solo haitiano por mais 10 anos. A Caritas já elaborou um plano de reconstrução, de ajuda e de apoio às vítimas.

Recorde-se que o terramoto que devastou o Haiti a 12 de Janeiro provocou mais de 200 mil mortos e deixou um milhão e 200 mil haitianos desalojados.

Aneli Silva

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sismo/Haiti: Último balanço fala de 212 mil mortos

Pelo menos 212 mil pessoas morreram em consequência do sismo de 12 de janeiro no Haiti, de acordo com o último balanço anunciado na quinta-feira à noite pelo primeiro-ministro haitiano.

"Temos mais de 200 mil mortos. O último número que recebi dos meus serviços refere 212 mil mortes", disse Jean-Max Bellerive à cadeia de televisão norte-americana CNN.

O primeiro-ministro acrescentou que o balanço podia ainda "aumentar um pouco".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Caritas luxemburguesa pede ajuda urgente para vítimas do sismo no Haiti

O sismo no Haiti de 12 de Janeiro fez inúmeras vítimas num país já por si muito atingido pela pobreza e miséria. A Caritas-Luxemburgo, presente de forma activa no Haiti desde 2001, já se mobilizou para apoiar os seus parceiros presentes no terreno, para prestar ajuda de primeira urgência, em parceria com o serviço internacional da Caritas. Com a ajuda de todos, a Caritas tudo fará para apoiar as vítimas deste desastre humano, para se poder reconstruir a vida em dignidade.

A Caritas pede com toda a urgência que a população manifeste a sua solidariedade através de um donativo a efectuar na conta dos correios (P&T): CCPL LU 34 1111 0000 2020 0000 com a menção "Tremblement de terre-Haiti ".

Para ajudar o Haiti, todos os interessados podem ainda fazer donativos para as seguintes instituições:


Santa Casa da Misericóridia do Luxemburgo: pela Caixa Geral de Depósitos (CGDI): IBAN LU95 3020 0400 0050 1011 ou o Banco BCP (BMEC): IBAN LU87 0250 0040 5684 2000, com a menção: "Ajuda ao Haiti";
OGBL Solidarité syndicale: CCPL LU54 1111 0828 4810 0000 com a menção "Haïti-Solidar";
SOS Village d'enfants monde: CCPL LU65 111 0050 0053 0000 com a menção "SOS Haïti"; UNICEF Luxembourg: CCPL LU38 1111 0000 1818 0000 ou BCEE LU37 019 1000 7067 0000 com a menção "Urgence Haïti";
Médecins sans frontières: lu75 1111 0000 4848 0000; CARITAS: CCPL LU34 1111 0000 2020 0000 com a menção "Tremblement de terre à Haïti";
Handicap International Luxembourg: CCPL LU47 1111 0014 2062 0000;
CARE Luxembourg: CCPLLULL LU28 1111 2588 1923 0000;
Kindernothilfe Luxembourg: CCPL IBAN LU73 1111 0261 4249 0000 com a menção "Erdbeben Haiti";
Objectif Tiers-Monde asbl: CCPLLULL IBAN LU22 1111 0468 7726 0000 com a menção "Tremblement de terre";
Oeuvre de Mère Teresa: CCPL LU95 1111 0012 9938 0000.

A Cruz Vermelha relembra que todos os donativos iguais ou superiores a 120 euros e inferiores a 10 % do total dos rendimentos líquidos são dedutíveis nos impostos.

Mais informações podem ser obtidas pelo tel. 45 02 02-442 ou por correio electrónico (communication@croix-rouge.lu).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Segundo avião português com ajuda já está em Port-au-Prince

O segundo avião Hércules C-130, da Força Aérea Portuguesa, com ajuda para as vítimas do sismo do passado dia 12 no Haiti, aterrou no aeroporto da capital haitiana às 19h30 locais (01h30 no Luxemburgo).

Os dois enviados especiais da agência Lusa em Port-au-Prince, que testemunharam a aterragem do aparelho, adiantaram que este já começou a ser descarregado.

O avião tinha partido na segunda-feira à tarde de Caracas, capital da Venezuela, com quase 12 toneladas de material a bordo, segundo disse à Lusa fonte próxima da operação

O aparelho transporta 21 pessoas, todas portuguesas - 15 militares, cinco bombeiros, um dos quais médico, um técnico especialista em sistemas de purificação de água da organização não-governamental ADRA (Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência) e um jornalista português.

Das 12 toneladas de carga, quase quatro toneladas vieram de Portugal. Seguem também seis toneladas de água comprada pela embaixada de Portugal na Venezuela, que não especificou qual o material perfaz as restantes duas toneladas, mas a Lusa viu alguns sacos de massa e farinha.

A carga inclui medicamentos e 180 mil pastilhas purificadoras de água, material para montar e equipar o campo de desalojados e equipamento para aumentar a capacidade do posto médico avançado do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da equipa da Assistência Médica Internacional (AMI).

O Haiti, principalmente a capital, Port-au-Prince, foi devastado em 12 de Janeiro por um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter que, segundo números oficiais provisórios, causou, segundo o último balanço, cerca de 150 mil mortos e deixou cerca de um milhão de desalojados.

O sismo é considerado a maior catástrofe que já atingiu o país mais pobre do continente americano nos últimos 200 anos e também a maior tragédia para a ONU, com 47 funcionários da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) mortos e 500 dados como desaparecidos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Início da reunião de emergência sobre ajuda internacional

A reunião de emergência sobre a ajuda internacional ao Haiti começou hoje em Montreal, com a presença do primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive.

Quinze países, entre os quais os Estados Unidos, França, Brasil, Espanha e México, bem como as Nações Unidas e várias organizações internacionais, participam na conferência, presidida pelo chefe da diplomacia canadiana, Lawrence Cannon.

Dirigindo-se a Bellerive, o ministro canadiano garantiu o apoio da comunidade internacional no imediato e também no esforço de reconstrução que se deve seguir.

O Haiti, principalmente a capital Port-au-Prince, foi devastado em 12 de Janeiro por um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter que, segundo número oficiais, fez pelo menos 150 mil mortos e deixou cerca de um milhão de pessoas desalojadas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Santa Casa da Misericórdia no Luxemburgo apela à ajuda ao Haiti

Há várias entidades, governamentais e ONGs no Luxemburgo a quem os interessados em ajudar às vítimas do Haiti se podem dirigir e confiar os seus donativos.

A Santa Casa da Misericóridia do Luxemburgo, como já fez no passado, em semelhantes casos, vai confiar os seus donativos aos missionários presentes no Haiti, os padres salesianos. Quem quiser servir-se desta via, que é directa e nada retém pelo caminho, é favor enviar o óbulo da sua generosidade para Santa Casa da Misericórdia do Luxemburgo, Caixa Geral de Depósitos (CGDI): IBAN LU95 3020 0400 0050 1011 ou Banque BCP (BMEC): IBAN LU87 0250 0040 5684 2000 acrescentando, em "communication" o destinatário final: "Ajuda ao Haiti".

Haiti: Cruz Vermelha luxemburguesa envia 6 mil kits de urgência

Graças aos donativos de privados, empresas e o apoio do Governo do Luxemburgo, a Cruz Vermelha luxemburguesa vai enviar seis mil kits com artigos de urgência para as vítimas do sismo de magnitude 7 na escala de Richter que devastou o Haiti a 12 de Janeiro. O valor destes artigos eleva-se a 195 mil euros (275 mil dólares).

A Cruz Vermelha luxemburguesa continua a apelar à generosidade, desta feita para projectos de reabilitação no Haiti. Os donativos podem ser feitos através da mesma conta bancária que a Cruz Vermelha luxemburguesa havia aberto para os primeiros donativos: CCPL LU52 1111 0000 1111 0000 com a menção "Haïti séisme" (ou em linha www.croix-rouge.lu).

A Cruz Vermelha relembra que todos os donativos iguais ou superiores a 120 euros e inferiores a 10 % do total dos rendimentos líquidos são dedutíveis nos impostos.

Mais informações podem ser obtidas pelo tel. 45 02 02-442 ou por correio electrónico (communication@croix-rouge.lu).

Haiti/sismo: Nova réplica sentida há cerca de meia hora em Port-au-Prince

Uma nova réplica do sismo de quarta-feira foi sentida hoje de manhã na capital do Haiti.

Segundo informam os enviados da Agência Lusa a Port-au-Prince, a réplica, registada pouco antes das 8h locais (14h no Luxemburgo), foi ligeira e durou poucos segundos.

O Haiti, principalmente a capital Port-au-Prince, foi devastado em 12 de Janeiro por um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter que, segundo número oficiais provisórios, fez pelo menos 75 mil mortos, 250 mil feridos e deixou cerca de um milhão de pessoas desalojadas.

O sismo é considerado a maior catástrofe a atingir o Haiti, o país mais pobre do continente americano, no últimos 200 anos e também a maior tragédia para a ONU, com 47 funcionários da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) mortos e 500 dados como desaparecidos.

Um novo sismo, de 6,1 na escala de Richter, foi sentido na passada quarta-feira.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Haiti/sismo: Réplica de magnitude 6

Um forte sismo de magnitude 6 na escala aberta de Richter abalou hoje Port-au-Prince cerca das 06:03 locais (11:03 em Lisboa, 12:03 no Luxemburgo), informou o instituto geológico dos Estados Unidos.

O sismo fez tremer edifícios na capital haitiana e foi sentido no acampamento onde está instalada a equipa humanitária enviada por Portugal, onde as pessoas saíram das tendas.

Segundo o instituto norte-americano, o epicentro do sismo situou-se a uma profundidade de 22 quilómetros.

Jornalistas em Port-au-Prince relataram que muitas pessoas saíram a correr para as ruas no momento deste novo abalo.

A capital do Haiti foi devastada há uma semana por um sismo de magnitude 7,0 graus Richter que, segundo número oficiais provisórios, fez 75.000 mortos, 250.00 feridos e deixou cerca de um milhão de pessoas sem-abrigo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Insegurança e violência dificultam missão humanitária

O auxílio aos sobreviventes do terramoto da terça-feira da semana passada, 12 de Janeiro, no Haiti está a ser dificultada por razões de segurança, afirmou recentemente um alto-funcionário que coordena a ajuda humanitária do Governo norte-americano.

Fornecer ajuda humanitária requer "um ambiente seguro", frisou o tenente-general do Exército norte-americano, Ken Keen, explicando que a insegurança e violência nas ruas da capital haitiana têm vindo a aumentar exponencialmente.

"Vamos ter que resolver a situação de segurança", frisou Keen, uma vez que "já tivemos casos de violência que impediram a nossa capacidade de apoiar o Governo do Haiti e responder aos desafios que este país enfrenta."

Quase uma semana após o forte sismo de magnitude 7.0 na escala de Richter, multiplicam-se actos de violência e pilhagens nas ruas da capital do Haiti, com milhares de pessoas desesperadas por água e alimentos a pilharem supermercados e armazéns e a lutarem pelos poucos mantimentos que as agências humanitárias conseguem distribuir.

Os constantes tumultos durante as operações de distribuição de mantimentos fizeram com que as agências da ONU e o Governo haitiano precisem de fortes contingentes de segurança durante essas actividades.

"Nunca anunciamos o local onde vamos distribuir comida para evitar tumultos", declarou o capitão Marco León Peña, do contingente boliviano da missão da ONU no Haiti (Minustah).

León Peña e outras testemunhas relataram cenas de caos e agressões durante operações de distribuição de comida. O Exército norte-americano optou em algumas ocasiões por lançar os pacotes de comida de helicópteros.

Acresce que gangues armados, que já antes do sismo dominavam Port-au-Prince, começaram a percorrer as ruas da capital haitiana armados com catanas e armas de fogo.

Elementos da polícia haitiana chegaram já a abrir fogo sobre um grupo de pessoas que saqueava um mercado na capital do Haiti, provocando pelo menos um morto no domingo.

De acordo com vários testemunhos de pessoas no terreno, a situação no Haiti está caótica e a falta de bens de primeira necessidade está a levar a um aumento de criminalidade que tem vindo a disparar.

No sábado, dois elementos da ajuda humanitária da República Dominicana ficaram gravemente feridos depois de terem sido atacados a tiro quando distribuíam comida na capital haitiana.

Há actualmente cerca de 16 mil soldados dos Estados Unidos no Haiti, dos quais mais de 3.000 estacionados em navios.

O último balanço estima que o terramoto de 12 de Janeiro
fez entre 100 e 200 mil mortos no Haiti Fotos: Arq. LW

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Socorristas luxemburgueses regressam a casa

Os 17 secorristas e os sete cães da Protecção civil e da Cruz Vermelha (15 belgas e dois luxemburgueses) destacados para encontrar sobreviventes do violento sismo que na passada terça-feira devastou o Haiti, regressaram ontem à noite a Bruxelas.

Os dois secorristas luxemburgueses seguiram mais tarde para a base nacional de apoio de Lintgen onde foram recebidos pelos ministros da Família e do Interior, Marie-Josée Jacobs e Jean-Marie Halsdorf.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros belga refere que os secorristas regressaram convencidos de que tudo fizeram para encontrar sobreviventes.

O Ministério refere ainda que passadas 72 horas, a hipótese de encontrar sobreviventes é muito remota, devido às temperaturas superiores a 35° que aceleram a desidratação.

Haiti/Sismo: Catástrofe matou 100 mil pessoas, anuncia Governo haitiano

O ministro do Interior do Haiti, Antoine Bien-Aimé, afirmou no domingo que o sismo registado no país na passada terça-feira causou a morte a 100 mil pessoas, mas outras fontes dizem que o balanço é ainda superior.

Um total de 70 mil mortos foram sepultados até ao momento no Haiti, enquanto o Governo decretou o estado de emergência até ao fim do mês.

O número das vítimas que foram sepultadas em valas comuns foi avançado pelo secretário de Estado da Alfabetização do Haiti, Carol Joseph, noticiou a rádio Metrópole, uma das mais ouvidas no país.

A par do estado de emergência, o Governo decretou também 30 dias de luto nacional, até 17 de Fevereiro.

Haiti/Sismo: Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta segunda-feira para analisar situação

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se esta segunda-feira para estudar a situação no Haiti, onde a amplitude do desastre causado pelo sismo da passada terça-feira "torna necessária uma acrescida presença internacional, sob coordenação da ONU".

A iniciativa da reunião partiu do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) mexicano, que em comunicado divulgado no sábado adianta que o secretário-geral da ONU participará no encontro. O México é membro não permanente do Conselho de Segurança.

A decisão de reunir o Conselho de Segurança "ao início da manhã de segunda-feira" foi tomada após "conversações entre os seus membros em coordenação com a China, na sua qualidade de presidente do Conselho, e por iniciativa do México", lê-se no comunicado.

"O México reconhece o alcance das acções realizadas por todas as agências, fundos e programas das Nações Unidas e saúda o papel do secretário-geral Ban Ki-moon, que se deslocará ao Haiti nas próximas horas", destaca-se na nota do MNE mexicano.

No entanto, "o governo do México considera da maior importância que o Conselho de Segurança contribua para os esforços de ajuda e apoie o governo haitiano" nesta situação de crise "que ultrapassa de longe a dimensão de outras urgências humanitárias", refere-se ainda no comunicado.

Haiti/Sismo: C-130 da Força Aérea portuguesa chega à capital haitiana

O Hércules C-130 da Força Aérea Portuguesa com ajuda humanitária para as vítimas do sismo no Haiti aterrou no aeroporto da capital haitiana, Port-au-Prince, no domingo à noite (madrugada em Lisboa).

A missão da equipa portuguesa que viajou para o Haiti consiste em montar, em Port-au-Prince, um campo para alojamento de emergência/temporário e com equipamento para intervenção médica e ajuda para as vítimas do terramoto da última terça-feira.

Esta segunda-feira deverá sair de Lisboa mais um avião com mais equipamento de ajuda humanitária, nomeadamente com mais tendas e equipamentos necessários para a intervenção médica do INEM.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti/Sismo: Presidente do Senegal propõe regresso a África de haitianos, descendentes de antigos escravos

O Presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, declarou hoje querer favorecer o "regressos de haitianos a África", oferecendo uma nova terra em África a estes descendentes de escravos após o sismo mortífero de terça-feira na ilha das Caraíbas.

Numa entrevista à rádio France Info, o Presidente senegalês justificou a sugestão com o estado da tragédia hoje vivida no Haiti.

"A calamidade que se abate sobre o Haiti leva-me a propôr uma solução radical: criar em África, seja onde for, algum lugar onde africanos possam" regressar às origens e tenham o seu espaço próprio.

Para Wade, este "regresso" poderia ocorrer de uma só vez ou por grupos, num ou em vários países do continente africano, classificando a oferta como uma "oportunidade" para os que foram levados à força para as Américas.

"Eles não escolheram ir para aquela ilha e não seria a primeira vez que antigos escravos ou descendentes seus regressam a África, como no caso da Libéria, aonde chegaram e se integraram na população local", considerou o Presidente senegalês.

"É nosso dever reconhecer-lhes o direito de regresso à terra dos seus ancestrais", insistiu.

"O problema é saber quem suportará as despesas", alertou Wade, recordando a responsabilidade histórica dos países europeus na deportação de africanos reduzidos à escravidão nas Américas", que considera uma dívida por reparar.

O porta-voz do Presidente, Mamadou Bamba Ndiaye, entrevistado por uma estação de rádio local, garantiu que o Senegal está disponível para oferecer terras aos candidatos haitianos.

"Se forem só algumas pessoas, terão aqui um tecto e um bocado de terra, se forem muitos terão um espaço maior", disse o secretário de Abdoulaye Wade.

Sismo/Haiti: Aeroporto com excesso de tráfego impede ajuda humanitária

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou hoje o execesso de tráfego no aeroporto da capital haitiana que está a impedir a aterragens de voos com ajuda humanitária.

"A falta de autorização para aterrar no aeroporto impediu a chegada de um hospital de campanha dos MSF", estrutura considerada pela ONG "crucial" para prestar asistência às vítima do sismo.

Em comunicado, os Médicos Sem Fronteiras referem que o atraso no aeroporto representa "uma dificuldade maior", uma vez que está a obrigar ao desvio de numerosos voos com cargas importantes.

As equipas de urgência da organização Médicos Sem Fronteira estão no Haiti desde terça-feira, quando o Haiti foi abalado por um sismo que vitimou milhares de pessoas.

"Nunca vimos tantos feridos graves" entre a população, refere a ONG, sublinhando que o acesso à água potável e aos alimentos básicos é "muito problemático", o que agrava a situação na capital haitiana.

Segundo a organização, o número de pilhagens está a aumentar, mas até agora sem recurso à violência.

Haiti/Sismo: Hillary Clinton faz visita-relâmpago a Port-au-Prince para garantir ajuda aos haitianos

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, prometeu no sábado aos haitianos, vítimas do sismo da passada terça-feira, que os Estados Unidos estarão ali para os ajudar "hoje, amanhã e no futuro".

Hillary Clinton, que falava na pista do aeroporto de Port-au-Prince, antes de regressar aos Estados Unidos, apresentava um semblante carregado, depois dos encontros que manteve com as equipas que coordenam o socorro americano no Haiti e de uma reunião com o Presidente haitiano, René Préval.

Antes de entrar no avião que a levará a Washington, Hillary Clinton referiu que divulgará este domingo, com o Presidente Préval, um comunicado comum sublinhando a vontade das autoridades dos dois países de trabalar em conjunto.

Dirigindo-se directamente ao povo haitiano, e traduzida para o crioulo local, Clinton deixou uma mensagem de solidariedade:

"Fostes postos à prova de uma forma terrível, mas eu sei que o Haiti pode reerguer-se e ser ainda mais forte e melhor no futuro", afirmou.

A secretária de Estado é a mais alta responsável norte-americana a deslocar-se ao Haiti, onde os Estados Unidos desenvolvem esforços para proporcionar socorro urgente às vítimas do sismo.

Pelo menos 50 mil mortos, 250 mil feridos e 1,5 milhões de desalojados

De acordo com o Presidente René Préval, o sismo causou pelo menos 50 mil mortos, 250 mil feridos e 1,5 milhões de desalojados.

O primeiro-ministro haitiano, Jean-Marc Bellerive, disse, por seu turno, que já foram sepultadas mais de 25 vítimas mortais do sismo.