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quarta-feira, 28 de março de 2012

Criminalidade aumenta 14,7% no Luxemburgo

A criminalidade no Luxemburgo aumentou 14,7 % em 2011, face ao ano precedente, em grande parte devido ao aumento de assaltos. Depois de um ligeiro declínio em 2010, no ano passado registaram-se 6.975 crimes, o pior resultado desde 2007.
Os dados foram avançados pelo ministro do Interior luxemburguês, Jean-Marie Halsdorf, esta semana, durante a apresentação das estatísticas de criminalidade da polícia referentes a 2011.

Os delitos contra propriedades continuam a ser os mais elevados (17,8 %), em grande parte causados por assaltos (48,7 %). Os assaltos tiveram como alvo preferencial as casas habitadas (59,1 %), mais lucrativas, enquanto as casas desabitadas eram 35,5 %.

Mas os crimes praticados contra pessoas também aumentaram. Entre 2010 e 2011, um em cada cinco crimes foram cometidos contra pessoas (17,6 %). A tendência do aumento de delitos também se aplica a golpes e agressões voluntárias (10,9 %), ameaças, difamação, calúnia e injúrias, assim como ao vandalismo, furto de veículos e violência doméstica. No ano passado, a polícia fez em média duas intervenções por dia por causa da violência doméstica.

No sentido contrário, os assaltos à mão armada, as violações, os atentados ao pudor e os homicídios voluntários registaram uma queda no ano passado. Esta última categoria registou apenas quatro casos em 2011. Já as tentativas de homicídio passaram de 77 (2010) para 82 (2011).

Já dentro das infracções consideradas "diversas", o consumo de estupefacientes foi a que registou maior progressão. Os casos de desobediência e ultrajes a agentes de autoridade mantiveram-se estáveis.

Em resposta a estes números, onde se nota um impressionante recrudescimento de assaltos, o director da Polícia grã-ducal, Romain Netgen, referiu-se à "crise".
"Esses números reflectem uma realidade económica devido à crise", sem esquecer o aumento do crime transfronteiriço em relação a 2010. Segundo a polícia, o crime transfronteiriço representa cerca de 60 % dos crimes praticados no Luxemburgo, na sua maioria roubos.

A evolução demográfica do país e o clima social foram outros dos factores que explicam este aumento da criminalidade.

O ministro do Interior, por sua vez, relativizou estes dados comparando os níveis de criminalidade do Luxemburgo com o resto da Europa. "Apesar destes dados, o Luxemburgo continua a ser um país relativamente seguro em comparação com o resto da Europa, mesmo que uma tragédia como a de Toulouse possa ocorrer", disse Jean-Marie Halsdorf.

Halsdorf garantiu ainda à polícia que este ano vão chegar os novos radares e que o projecto de reforma da polícia deve ser finalizado em Outono.
Foto: Anouk Antony

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

EXCLUSIVO CONTACTO: Polícia acaba com gang do comboio - Mãe de um dos agressores está desesperada


Eram sete horas da manhã quando a polícia entrou na casa de Conceição Teixeira, na cidade do Luxemburgo, para deter o filho de 19 anos. O rapaz foi identificado no vídeo difundido pela Polícia do Luxemburgo que mostra uma agressão e assalto no comboio no dia 14 de Dezembro. Desde então, a mãe nunca mais viu o filho.

Conceição Teixeira não se conforma. A polícia levou o filho de casa na terça-feira e desde então nunca mais viu o rapaz de dezanove anos, português de origem cabo-verdiana. "Não tenho nenhuma informação sobre o estado do meu filho e estou em pânico. Eu não sei se ele está vivo ou morto. Acho indecente que não me tenham dito nada".

Conceição Teixeira está no Luxemburgo há seis meses. Dois meses depois foi a vez de o filho deixar Portugal para vir para o Grão-Ducado. O rapaz estuda numa escola na Bélgica.

No dia 14 de Dezembro, o jovem ter-se-á envolvido numa agressão e roubo a um passageiro no comboio que fazia a ligação entre Rodange e o Luxemburgo. Segundo a polícia, a vitima ficou gravemente ferida e teve de ser assistida de urgência na gare de Berchem.

Na semana passada, e pela primeira vez, a Procuradoria do Luxemburgo solicitou à polícia a divulgação das imagens captadas pelas câmaras de vídeo-vigilância do comboio. Uma semana depois, a polícia dirigiu-se a casa de Conceição Teixeira para deter o filho.

"Só na quarta-feira à noite é que soube que tinham levado o meu filho para Schrassig. Mas até agora ainda não o pude ver. Não sei como é que ele está".

O porta-voz da Procuradoria do Luxemburgo confirmou ao POINT24 que neste momento há cinco jovens em prisão preventiva em Schrassig. Um foi detido ainda na noite da agressão. Os outro quatro foram detidos esta semana. "As imagens das câmaras do comboio ajudaram muito. Depois de terem sido divulgadas, houve muita gente que nos ajudou a identificar os presumíveis agressores".

Henri Eippers diz ainda que cabe aos advogados dos arguidos comunicar com as famílias e dar as informações relativas ao estado dos detidos. "Todos os suspeitos têm direito a um advogado e são eles que devem falar com as famílias".

No caso do filho de Conceição Teixeira, a mãe diz que ainda ninguém lhe disse nada. Sobre os outros membros do já conhecido "gang do comboio", Conceição Teixeira diz que não sabe quem são e que o filho nunca lhe contou nada. "A única coisa que ele me disse na altura da detenção é que não me preocupasse. Disse qualquer coisa sobre um comboio, mas não me disse mais nada. A polícia falou com ele, mas eu não percebi nada do que diziam porque eu não percebo francês", confessa Conceição Teixeira ao POINT24-edição portuguesa.

Os cinco jovens estão todos detidos por decisão do Tribunal e esperam julgamento.


Domingos Martins
Fotos: Polícia Grã-Ducal

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Rio de Janeiro: Polícia investiga homicídio de mais uma portuguesa

Rosa da Cunha Viana foi encontrada morta numa rua do bairro da Lapa. Imagens de câmaras de vigilância estão a ajudar a polícia do Rio de Janeiro na investigação do assassinato.

Após a conclusão do caso de Rosalina Ribeiro que a Polícia Civil do Rio de Janeiro está a investigar ainda a morte de outra portuguesa, falecida em Junho deste ano, também na cidade do Rio de Janeiro.

Rosa da Cunha Viana, de 75 anos, vivia no Brasil há onze anos e desapareceu no início de Junho, segundo informações do diário local "Extra".

O caso, no entanto, só veio à tona agora com a divulgação de imagens capturadas por câmaras de segurança da rua próxima ao local onde a portuguesa vivia, no centro da cidade. Num dos vídeos, pode ver-se a portuguesa a descer as escadas de sua casa e, noutras imagens, percebe-se que o corpo da vítima foi deixado por ocupantes de um carro na Rua Joaquim Murtinho, localizada junto a um antigo aqueduto conhecido como Arcos da Lapa.

A vítima terá sido encontrada morta com fracturas nas costelas, segundo o delegado responsável pelo caso, citado pelo diário "Extra". Rosa da Cunha Viana foi vista pela última vez no dia 8 de junho e o seu desaparecimento foi denunciado à polícia por amigos.

Os delegados descobriram que o seu corpo tinha sido levado para análise no Instituto Médico Legal (IML) no dia 10 de Junho.

A polícia apurou ainda que foram feitos pelo menos sete levantamentos da sua conta no dia 9 de junho, ou seja, já após o seu desaparecimento.
Segundo a reportagem, a vítima era proprietária de cinco apartamentos no Rio de Janeiro.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Câmaras de vídeo não diminuíram criminalidade no Luxemburgo

As câmaras de vídeo instaladas na cidade do Luxemburgo não fizeram diminuir a criminalidade, indica um estudo apresentado quinta-feira na Câmara dos Deputados.

O estudo efectuado pela Universidade de Greifswald a pedido do Ministério do Interior do Luxemburgo sublinha que o efeito das câmaras é tranquilizador, apesar de na prática não contribuir para aumentar a segurança. A maioria das pessoas (60 %) dizem-se mais tranquilas por causa das câmaras, e 80 % consideram que o sistema não viola a privacidade.

As câmaras foram instaladas em 2007 por um período experimental de dois anos, mais tarde prorrogado por mais dois anos.

sábado, 21 de agosto de 2010

Brasil: Assassínios no Rio de Janeiro duas vezes superiores a civis mortos na guerra do Afeganistão

O número de homicídios no Rio de Janeiro, apenas no primeiro semestre deste ano, supera em mais de duas vezes o número de civis mortos na guerra do Afeganistão no mesmo período.

Os dados são alarmantes e contrastam uma situação de estado de guerra, em que vivem países como o Afeganistão, e registos de violência letal em cidadãos nas grandes cidades em situação de paz.

Segundo dados divulgados pelas Nações Unidas, 1.271 civis morreram no Afeganistão nos primeiros seis meses de 2010.

O que impressiona aos olhos de investigadores e cientistas sociais é que, numa comparação com casos de homicídios no Rio de Janeiro, o número de assassínios registados foi 2.556 de janeiro a junho, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública do estado.

Em São Paulo, a maior metrópole do Brasil, os números também assustam. Os homicídios no estado paulista somam 2.412, quase 90 por cento maior em relação ao Afeganistão.

Na avaliação da socióloga Jaqueline Muniz, diretora do Instituto Brasileiro de Combate ao Crime, os casos de situações de guerra como no Iraque ou Afeganistão são “fenómenos e dinâmicas” diferentes.

“Esse contraste do número de civis mortos ajuda a qualificar a magnitude dos números de violência letal. É uma indicação de que os números de violência letal nas grandes capitais brasileiras têm sido altos”, disse à Lusa a especialista em segurança pública da Universidade Cândido Mendes.

“Temos um problema sério para resolver nas grandes cidades latino americanas. Rio de Janeiro, São Paulo e Recife ainda seguem com índices elevados comparado às cifras de outras cidades internacionais”, analisa Muniz.

Segundo a socióloga brasileira, esses números sinalizam a complexidade da segurança pública, o problema das grandes cidades e o desafio para enfrentá-lo.

“Em termos gerais, nas grandes capitais, a criminalidade violenta e letal expõe a mais risco o cidadão comum do que num estado de guerra. A segurança pública é um desafio quotidiano. Já a guerra, em princípio, tem um prazo”, argumenta.

Muniz afirma que as “dimensões de risco e perigos acabam sendo mais incertas” num cenário urbano.

“A população acaba sendo mais exposta à situação de risco letal, por mais que isso pareça paradoxal”, destaca ao argumentar que, mesmo num contexto de guerra, há regras e atores específicos e “a população civil não deveria ser o alvo”.

Contudo, a especialista sustenta que no Rio de Janeiro, a criminalidade urbana, as incertezas e os riscos são diferenciados.

Para reduzir os índices de criminalidade, é preciso uma política específica de segurança, resultado de dinâmicas combinadas, admite Muniz.

“Os patamares no Rio permanecem elevados apesar de haver uma tendência de queda. No Brasil o desafio é imenso, temos problemas crónicos que se arrastam por décadas”, conclui.

Foto: Arquivo LW

terça-feira, 9 de março de 2010

Polícia do Luxemburgo em alerta: Predador sexual procura-se

A polícia de quatro países - Alemanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo - procura um delinquente sexual, violador e exibicionista.

São-lhe apontados 60 delitos, praticados nos últimos 19 anos, alguns dos quais poderão ter ocorrido no Luxemburgo. As autoridades não conseguiram ainda estabelecer um retrato-robot fiável, já que os testemunhos das vítimas divergem.

Segundo os investigadores, o criminoso terá duas maneiras típicas de proceder. Nos casos de violação, ele segue as vítimas até casa ou espera-as no interior dos imóveis. Aconteceram casos destes em residências de estudantes e em lares de terceira idade, onde foram atacadas funcionárias. Outras vezes bate a uma porta dizendo-se paralisado dos dois braços e pede ajudar para urinar.

Até agora, nove casos foram comprovadamente praticados pelo mesmo indivíduo, conclusão a que as autoridades chegaram graças ao ADN, entre eles sete violações.

Os investigadores pensam que o criminoso poderá encontrar-se actualmente na região de Eupen e Weismes, na Bélgica, ou na região de Bona e Colónia, na Alemanha.