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domingo, 6 de novembro de 2011

"É preciso dizer aos portugueses que o Luxemburgo já não é o Eldorado"

Com a crise e a austeridade à porta, os portugueses continuam a emigrar. Mas o Luxemburgo já não é o Eldorado de outros tempos, alerta o ministro do Trabalho luxemburguês. O aviso de Nicolas Schmit foi feito durante o colóquio sobre emprego organizado pelo CASA e a ADEM.

A crise já chegou ao Luxemburgo, alerta o ministro do Trabalho, que está preocupado com a nova vaga de emigrantes portugueses.

"Durante muito tempo, o Luxemburgo foi relativamente poupado ao flagelo do desemprego que atacou a Europa. Mas agora atingimos uma taxa de desemprego que nunca vimos antes, e estamos com um nível de desemprego excepcionalmente alto, de 6 %", alertou Nicolas Schmit.

Números que se agravam no caso da comunidade portuguesa: os portugueses representam 21 % da mão-de-obra activa no Luxemburgo mas são também 34 % dos desempregados, recordou o ministro. "E 75 % dos portugueses no desemprego não são qualificados", frisa o governante. O que torna ainda mais difícil a busca de emprego.

"É preciso dizer a quem quer vir [para cá] que o Luxemburgo já não é o Eldorado e que a crise também passou por aqui", apelou o governante. "Estamos numa Europa aberta, onde as pessoas podem circular, e não vamos voltar a erguer muros na Europa. Mas é preciso ser responsável: não se deve trazer as pessoas para cá quando não há trabalho", insistiu o ministro.

Texto: P.T.A.
Foto: M.Dias

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

750 trabalhadores em risco na Arcelor

A Arcelor anunciou que a fábrica de Schifflange vai fechar de Outubro a Dezembro e que a de Rodange vai reduzir a sua actividade. Uma medida que vai afectar 750 trabalhadores.

Os sindicatos temem o encerramento definitivo das duas unidades da Arcelor e por isso exigiram que o Governo convocasse uma tripartida, entre a empresa, os representantes dos trabalhadores e o executivo. A reunião está marcada para 11 de Outubro.

Entretanto, a Arcelor prevê para o terceiro trimestre deste ano um aumento do resultado bruto de exploração, que deverá fixar-se entre os 2,4 e os 2,8 mil milhões de dólares. Em 2010, no mesmo período, a empresa ficou-se pelos 4 mil milhões.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Luxemburgo: ADEM muda de nome e quer ser mais eficaz

A ADEM vai mudar de nome. Deixará de ser Administração do Emprego para passar a ser Agência para o Desenvolvimento do Emprego ("Agence pour le Développement de l'Emploi", no original, em francês). Mas não perderá o seu estatuto de administração estatal. Os funcionários deixarão de ser “placeurs” e passarão a ser “conselheiros profissionais”.

A reforma da ADEM ainda não foi aprovada no Parlamento, o projecto-lei será apresentado apenas em Outubro.

Foram, no entanto, já nomeados os quatro membros de um novo comité director que tem por objectivo insuflar sangue novo na ADEM. Mariette Scholtus continuará a ser a directora administrativa, sendo esta direcção subdividida em três entidades com cada uma o seu director-adjunto.

As novidades da nova "ADEM"

- Na "nova" ADEM, os “placeurs” ou conselheiros profissionais passarão a dispor de mais tempo para cada desempregado, uma vez que 40 novos funcionários vão ser contratadas, a distribuir pelas agências em todo o país e já a pensar também nas novas agências que abrirão, a partir de Setembro, em Differdange, Dudelange e Wasserbillig.

- Outra das novas medidas é que deixará de ser necessário que os novos desempregados se apresentem três vezes antes de poderem ter um encontro com um conselheiro profissional.

- Da mesma forma, os que procuram emprego e que não são desempregados subsidiados, ou seja, dois terços das pessoas inscritas na ADEM, não terão que se apresentar de 15 em 15 dias, mas encontrar-se-ão com o seu conselheiro a um ritmo apropriado.

- Os desempregados cujo perfil corresponda apenas ligeiramente à oferta do emprego não serão enviados às empresas em causa para evitar, por um lado, defraudar as pessoas que procuram o emprego e, por outro, para não perder credibilidade face às empresas. P

- A nova Agência do Emprego deverá estabelecer ligações mais estreitas com as empresas. Depois do sucesso do projecto-piloto “fit4job”, que conta com a participação de profissionais do sector bancário para formar e guiar as pessoas que perderam o emprego nesse sector, a nova agência prevê alargar esse sistema aos sectores da construção civil e do comércio.

Foto: Guy Jallay

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Luxemburgo aprova novas medidas para apoiar os desempregados de longa duração

Ajudar os desempregados de longa duração e os que têm mais de 45 anos de idade é o objectivo de uma nova lei que o Governo luxemburguês adoptou na semana passada.

Em Março deste ano, mais de um terço dos desempregados inscritos na Administração do Emprego (ADEM) estavam à procura de emprego há mais de 12 meses. Ao fenómeno preocupante do aumento da duração da situação de desemprego junta-se o facto de uma boa parte destas pessoas terem mais de 50 anos de idade e correrem o risco de perderem os seus direitos. O Governo decidiu, por isso, intervir antes que essas pessoas se encontrem em situação precária.

As medidas aprovadas, a 14 de Julho no Parlamento, têm por objectivo amortecer as consequências da crise económica no mercado do trabalho. E visam principalmente proteger as pessoas mais expostas, como os desempregados que têm dificuldades em reintegrar o mercado do trabalho ou os assalariados em risco de desemprego quando a empresa onde trabalham começa a dar mostras de dificuldades financeiras.

O que muda?

O dispositivo baseia-se simultaneamente em alterações temporárias e permanentes. O regime de reintegração no mercado do trabalho foi revisto sob a forma de uma “ocupação temporária indemnizada”. Os desempregados de longa duração que seguirem este programa recebem um maior remuneração e terão direito a horas de trabalho mais flexíveis. As medidas temporárias que dizem respeito ao desemprego parcial e aos desempregados, são, quanto a elas, limitadas a dois anos. As condições específicas para se poder recorrer ao desemprego parcial, introduzidas no momento mais forte da crise em 2009, vão ser reconduzidas.

“Uma empresa vai poder também fazer um pedido de desemprego parcial mesmo no caso de o seu sector de actividade não estar todo em crise”, explica o relator do projecto-lei, o socialista Roger Negri (LSAP). Para aligeirar os custos das empresas em crise, os fundos para o emprego poderão assumir a parte patronal das cotizações, no caso de a empresa recorrer ao desemprego parcial há mais de seis meses.

No que respeita aos desempregados, as pessoas com mais de 45 anos poderão, a partir de agora, beneficiar de um prolongamento de seis meses dos seus subsídios de desemprego, na condição de terem pelo menos 20 anos de descontos para a reforma e estarem na situação de despedimento económico. Até aqui, esta situação beneficiava apenas os que tinham mais de 50 anos de idade.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Emprego: Taxa de desemprego em Portugal chegou aos 10,8% em abril

A taxa de desemprego em Portugal chegou aos 10,8 por cento em abril, com o país a subir uma posição e a registar a quarta taxa mais elevada da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

A percentagem da população ativa no desemprego em Portugal, medida pela OCDE, subiu 0,2 pontos percentuais em abril, face aos 10,6 por cento observados em março, alcançando um novo recorde dos últimos 20 anos.

Portugal ultrapassou assim a Hungria, que em março era o quarto país com a taxa de desemprego mais elevada.

O Governo português estima que Portugal chegue ao final do ano com uma taxa de desemprego de 9,8 por cento, projetando que a recuperação do mercado laboral se dê com mais intensidade no segundo semestre.