Registou-se um terceiro caso de morte devido ao vírus da gripe A, informou ontem a Direcção da Saúde luxemburguesa. Ao mesmo tempo, o organismo de saúde sublinha que o caso acontece num momento em que os casos de gripe A estão em regressão no Luxemburgo.
Em relação ao defunto, trata-se de um homem de 37 anos, que não estava vacinado contra o vírus da gripe A e que não tinha antecedentes de doença crónica.
A Direcção da Saúde relembra que a vacina contra a gripe A permanece o meio mais eficaz para se proteger contra o vírus e que as regras elementares de higiene devem continuar a ser praticadas, nomeadamente, lavar cuidadosa e regularmente as mãos com água e sabão ou com soluções hidroalcoólicas.
Para obter mais informações, ligue para 8002 80 80 de segunda à sexta-feira das 9h às 12h e das 14h às 17h ou consulte os portais www.sante.public, www.grippe.public.lu, www.who.int e www.ecdc.europe.eu.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Luxemburgo/Gripe A: Posto de vacinação em Merl encerra hoje, vacinas vão continuar em pediatras, maternidades e generalistas
O posto de Vacinas de Merl (Fórum Geesseknäpchen) fecha este sábado à noite. O centro provisório de vacinas contra a Gripe A (H1N1) vai encerrar, pondo assim um ponto final na campanha de vacinação implementada pelo Governo luxemburguês para enfrentar o vírus da gripe A.
A partir da próxima semana os residentes no Luxemburgo podem continuar a vacinar-se, mas juntos dos médicos assistentes e no caso das crianças, junto do seu pediatra ou nas maternidades.
O posto de Merl, na cidade do Luxemburgo, era já o único a funcionar no país, depois de numa primeira fase terem funcionado outros centros de vacinas.
Recorde-se ainda que no Luxemburgo já esta disponível uma outra vacina, a Panenza. O Governo luxemburguês encomendou mais 15 mil doses deste tipo de vacina.
A Panenza (que não contém adjuvantes mas apenas conservantes) é destinada exclusivamente a crianças com idade entre os 6 e os 23 meses incluídos, grávidas a partir do segundo trimestre e pessoas que tenham sido sujeitas a transplantes de órgãos.
Segundo o comunicado da Direcção-Geral de Saúde, a posologia das doses varia consoante a idade: às crianças dos 6 aos 23 meses serão administradas duas meias doses com um intervalo de três semanas e para às grávidas uma única dose.
Uma única dose também para pessoas com menos de 60 anos que tenham sido sujeitas a transplantes de órgãos, e duas meias doses com o intervalo de três semanas para as pessoas nas mesmas circunstâncias com idade a superior a 60 anos.
A partir da próxima semana os residentes no Luxemburgo podem continuar a vacinar-se, mas juntos dos médicos assistentes e no caso das crianças, junto do seu pediatra ou nas maternidades.
O posto de Merl, na cidade do Luxemburgo, era já o único a funcionar no país, depois de numa primeira fase terem funcionado outros centros de vacinas.
Recorde-se ainda que no Luxemburgo já esta disponível uma outra vacina, a Panenza. O Governo luxemburguês encomendou mais 15 mil doses deste tipo de vacina.
A Panenza (que não contém adjuvantes mas apenas conservantes) é destinada exclusivamente a crianças com idade entre os 6 e os 23 meses incluídos, grávidas a partir do segundo trimestre e pessoas que tenham sido sujeitas a transplantes de órgãos.
Segundo o comunicado da Direcção-Geral de Saúde, a posologia das doses varia consoante a idade: às crianças dos 6 aos 23 meses serão administradas duas meias doses com um intervalo de três semanas e para às grávidas uma única dose.
Uma única dose também para pessoas com menos de 60 anos que tenham sido sujeitas a transplantes de órgãos, e duas meias doses com o intervalo de três semanas para as pessoas nas mesmas circunstâncias com idade a superior a 60 anos.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Luxemburgo/Gripe A: Governo está preparado para possível pico da doença no Inverno
A campanha de vacinação contra o vírus H1N1 já vai na quarta semana. Os dados oficiais dão conta que até agora mais de dezanove mil pessoas terão optado por se vacinar contra a nova estirpe do vírus da gripe. No Luxemburgo, pelo menos até ao fim desta semana, vão continuar a funcionar os três centros de vacinação espalhados pelo país. Tudo na maior das calmas. Numa semana em que se ficou a saber que o vírus vitimou mortalmente mais uma pessoa no país. O procedimento é simples e não demora mais de quinze minutos. Quem chega ao centro de vacinas instalado especificamente no centro de Geeseknappchen, em Merl, na capital, recebe toda a informação necessária para a toma da vacina e até documentos traduzidos para português. Maria da Conceição Alves e Joaquim Pinto tiraram o dia de quinta-feira para se vacinarem contra o vírus H1N1. O casal, na casa dos cinquenta anos, garantiu ao CONTACTO que é tudo muito rápido e que o serviço esta muito bem montado. "Chegámos e fomos logo atendidos. Eu infelizmente não pude tomar a vacina porque ainda não passaram três semanas desde que tomei a da gripe sazonal, mas a minha mulher foi. Não dói nada e estamos mais protegidos", desabafa o marido. Na mão trazem ainda os papéis que lhes entregaram antes da vacina. "Eles explicam tudo muito bem e fazem um questionário muito rigoroso. Foi através das minhas respostas a este questionário que me disseram que eu ainda não podia ser vacinado; só para a semana", explica pormenorizadamente Joaquim Pinto.
Mas então de que trata o questionário? Sobretudo de aspectos ligados ao estado geral de saúde dos pacientes e de questões que possam detectar uma possível reacção negativa às substâncias activas da vacina. O paciente deve responder se tem febre; se é alérgico às proteínas do ovo, do frango ou às proteínas da clara do ovo; se foi vacinado contra a gripe sazonal nas últimas três semanas; se tem problemas de coagulação de sangue; se teve algum problema nas vacinas tomadas anteriormente; se tem doenças crónicas e finalmente, para as mulheres, se está grávida. No fim deste questionário está uma linha em branco reservada ao consentimento do paciente: "o paciente (ou seu representante legal) declara ter tomado conhecimento das informações relativas à vacinação contra o vírus H1N1 e afirma que consente ser vacinado". Depois assina: nome, apelido e morada. Na mesma ocasião, os médicos e enfermeiros de serviço no posto de vacinas dão também uma fotocópia da bula da vacina, a Pandermix (mas desta vez não há tradução para a língua portuguesa).
O objectivo é pôr os pacientes a par das reacções adversas da "pica": dores de cabeça, náuseas, febre e dores musculares. E sobre os possíveis efeitos secundários da vacina, Conceição Alves e Joaquim Pinto não têm muitas dúvidas: "Efeitos secundários!? mas todos os medicamentos têm efeitos secundários. Se eu tivesse a certeza de que não apanhava a gripe, não me vacinava, mas assim, mais vale prevenir do que remediar", desabafa sorridente Conceição Alves.
"E digo-lhe mais: há muitos anos que tomo a vacina contra a gripe sazonal porque desta forma evito ficar doente durante as férias do Natal, em Portugal. Por causa do frio e da falta de aquecimento nas nossas casas, é mais fácil apanhá-la na terra do que aqui, e a vacina sempre deve proteger qualquer coisa".
Joaquim Pinto faz parte daquele tipo de pessoas a quem se recomenda tomar a vacina: "Sou diabético e hipertenso e por isso os médicos recomendam a vacina. A médica que está aqui de serviço diz que nos países nórdicos as pessoas levam as duas vacinas ao mesmo tempo, mas aqui fazem intervalos de três semanas e por isso volto cá de hoje a oito dias", conclui Joaquim Pinto.
"DÓI MUITO"
Vanessa Cardoso, nove anos, está de volta ao centro de vacinas, acompanhada pela mãe. Já levou uma dose da Pandermix e na passada quinta-feira voltou para tomar a segunda dose, mas como ainda não tinha passado o intervalo das três semanas, voltou para casa sem ser vacinada.
"Dói muito", conta a Vanessa ao CONTACTO. A mãe garante no entanto que os dois filhos foram vacinados e que "felizmente não tiveram grandes reacções: nada de febre, nem vómitos. Apenas uma dor e um ligeiro inchaço no braço onde levou a pica", refere Guida Cardoso ao CONTACTO. "Eles avisaram-me que podia ocorrer este tipo de reacções, mas connosco não apareceu nada. Alertam inclusive que no caso dos sintomas persistirem, durante dois dias, devíamos consultar o médico".
As crianças tomam a vacina em duas doses, ao contrário dos adultos. A dose ministrada em ambos os casos é a mesma, mas com um intervalo de três semanas no caso dos mais pequenos.
Ao Centro de Geeseknappchen recorrem sobretudo pessoas mais idosas e crianças. O choro dos mais novos ecoa no grande edifício que foi preparado para acolher o centro de vacinas na capital. Mas se os pais levam os filhos à vacina, eles, pelo contrário, não a tomam. "Eu cá hei-de safar-me, agora eles é que é pior", diz Guida Cardoso. "O pediatra dos meus filhos aconselhou-me a vaciná-los, agora para mim é outra história. Há-de ser o que Deus quiser!"
Só na semana passada o centro de vacinas da capital recebeu em média, por dia, cerca de setecentas a oitocentas pessoas. Mas já foi pior. "Na primeira semana de vacinas, aqui neste centro, chegámos a atender 1.500 pessoas por dia. Agora isto está mais calmo", revela ao CONTACTO Marc Fiedler, da comuna do Luxemburgo e responsável pela direcção do Centro.
Fiedlert garantiu ainda que o Governo está preparado para o possível pico da epidemia da gripe, que se espera que possa acontecer lá para meados de Dezembro, princípios de Janeiro. "Estamos prontos para atender 1.500 pessoas por dia aqui neste mesmo centro. O Governo tem preparado um plano de contingência para fazer face ao possível pico da epidemia provocada pelo vírus H1N1, e para isso está prevista a abertura de dois centros de tratamento: um aqui onde estamos e o outro numa outra zona do país".
Desde o inicio da campanha de vacinação contra o vírus H1N1 tinham sido vacinadas até à passada sexta-feira 19.323 pessoas. Só na semana passada foram vacinadas 5.670.
Na passada segunda-feira, o Governo informou que um homem de 48 anos morreu vitima de complicações provocadas pelo vírus H1N1. É a segunda vítima mortal no Luxemburgo. A primeira foi também um homem de 55 anos. Morreu no final do mês de Setembro.
Domingos Martins
Fotos: Manuel Dias
"Dói muito", conta a Vanessa ao CONTACTO. A mãe garante no entanto que os dois filhos foram vacinados e que "felizmente não tiveram grandes reacções: nada de febre, nem vómitos. Apenas uma dor e um ligeiro inchaço no braço onde levou a pica", refere Guida Cardoso ao CONTACTO. "Eles avisaram-me que podia ocorrer este tipo de reacções, mas connosco não apareceu nada. Alertam inclusive que no caso dos sintomas persistirem, durante dois dias, devíamos consultar o médico".
As crianças tomam a vacina em duas doses, ao contrário dos adultos. A dose ministrada em ambos os casos é a mesma, mas com um intervalo de três semanas no caso dos mais pequenos.
Ao Centro de Geeseknappchen recorrem sobretudo pessoas mais idosas e crianças. O choro dos mais novos ecoa no grande edifício que foi preparado para acolher o centro de vacinas na capital. Mas se os pais levam os filhos à vacina, eles, pelo contrário, não a tomam. "Eu cá hei-de safar-me, agora eles é que é pior", diz Guida Cardoso. "O pediatra dos meus filhos aconselhou-me a vaciná-los, agora para mim é outra história. Há-de ser o que Deus quiser!"
Só na semana passada o centro de vacinas da capital recebeu em média, por dia, cerca de setecentas a oitocentas pessoas. Mas já foi pior. "Na primeira semana de vacinas, aqui neste centro, chegámos a atender 1.500 pessoas por dia. Agora isto está mais calmo", revela ao CONTACTO Marc Fiedler, da comuna do Luxemburgo e responsável pela direcção do Centro.
Fiedlert garantiu ainda que o Governo está preparado para o possível pico da epidemia da gripe, que se espera que possa acontecer lá para meados de Dezembro, princípios de Janeiro. "Estamos prontos para atender 1.500 pessoas por dia aqui neste mesmo centro. O Governo tem preparado um plano de contingência para fazer face ao possível pico da epidemia provocada pelo vírus H1N1, e para isso está prevista a abertura de dois centros de tratamento: um aqui onde estamos e o outro numa outra zona do país".
Desde o inicio da campanha de vacinação contra o vírus H1N1 tinham sido vacinadas até à passada sexta-feira 19.323 pessoas. Só na semana passada foram vacinadas 5.670.
Na passada segunda-feira, o Governo informou que um homem de 48 anos morreu vitima de complicações provocadas pelo vírus H1N1. É a segunda vítima mortal no Luxemburgo. A primeira foi também um homem de 55 anos. Morreu no final do mês de Setembro.
Domingos Martins
Fotos: Manuel Dias
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Luxemburgo: Segunda morte devido ao virus da grippe A-H1n1
Uma pessoa faleceu esta segunda-feira de manhã no Luxemburgo, infectada pelo virus da gripe A-H1N1, segundo anunciou a Direcção da Saúde luxemburguesa.
A vítima, de 48 anos, padecia de probelmas de saúde crónicos, o que a fragilizou ao ter sido infectada pelo vírus.
Esta é já a segunda morte ligada ao gripe A desde que o vírus foi detectado no Luxemburgo no início de Junho. Uma primeira morte havia já ocorrido em meados de Setembro, vitimando um homem de 55 anos, também ele padecendo de uma doença crónica.
A vítima, de 48 anos, padecia de probelmas de saúde crónicos, o que a fragilizou ao ter sido infectada pelo vírus.
Esta é já a segunda morte ligada ao gripe A desde que o vírus foi detectado no Luxemburgo no início de Junho. Uma primeira morte havia já ocorrido em meados de Setembro, vitimando um homem de 55 anos, também ele padecendo de uma doença crónica.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Luxemburgo: Governo garante que riscos associados à vacina são inferiores aos do contágio
Os resultados da sondagem da empresa TNS ILRES, são claros: duas em cada três pessoas entrevistadas não se preocupa com a doença e não pensa tomar a vacina contra o H1N1. Cerca de 46% da população do Luxemburgo pensa que a vacinação em massa é exagerada e 41% mostra-se desconfiada em relação à vacina. O estudo foi realizado na semana passada através de uma entrevista a 602 pessoas.
A argumentação dos que desconfiam da vacina repete-se: interesses económicos das farmacêuticas, testes feitos à pressa, efeitos secundários inesperados. Desconfianças que se avolumam quando se sabe que, aqui ao lado, na Alemanha, os funcionários do Estado e os polícias vão receber um medicamento diferente que aquele que vai ser ministrado à população. Em causa está a substância adjuvante utilizada nesta vacina.
MAS AFINAL PORQUÊ TANTO MEDO?
Do leque de vacinas licenciadas pela Agência Europeia do Medicamento, a escolha do Governo do Luxemburgo recaiu sobre o Pandemrix do laboratório britânico GlaxoSmithKline, a mesma que também vai ser utilizada, por exemplo, em Portugal.
Esta vacina, que no Luxemburgo vai ser ministrada em apenas numa dose, mas que noutros países será distribuída em duas, é fabricada pelo método tradicional da cultura de ovos, é feita de antigénio (vírus morto), mais adjuvante, a tal substância que adicionada ao antigénio potencia o efeito da vacina).
O problema, dizem os que estão cépticos, é que nos Estados Unidos, por exemplo, em 1976 houve um programa de vacinação maciça contra uma epidemia gripe. Foram imunizados 42 milhões de pessoas e foi depois detectada em cerca de 500 dessas pessoas uma doença neurológica rara, o síndrome de Guillan-Barré. Vinte e cinco pessoas acabaram mesmo por morrer.
Os defensores deste tipo de vacina dizem que as conclusões ao inquérito não foram muito claras e que, ao que se apurou na altura, um dos lotes estaria contaminado com um agente estranho. Mais: as vacinas têm sempre algum tipo de adjuvante, e que no caso da Pandemrix estamos apenas perante uma substância mais potente como forma de se garantirem mais doses de vacinas.
Mas os receios não se ficam por aqui: é que um dos adjuvantes utilizado na Pandemrix é o esqualeno, uma substância que foi primeiramente descoberta no óleo do fígado de tubarão, mas que também se encontra em inúmeras espécies de origem vegetal, como por exemplo, no azeite.
O problema é que desde a Guerra do Golfo em 1991, um grupo de investigadores diz ter descoberto anticorpos contra o esqualeno artificial nos veteranos de guerra que apresentavam doenças sem explicação. Tal facto sugere que o esqualeno ou os anticorpos contra o esqualeno eram responsáveis por aquilo que ficou conhecido como "Síndrome da Guerra do Golfo". Estes investigadores acreditam que o esqualeno foi utilizado como uma droga adjuvante nas vacinas contra o Antrax.
GOVERNO VERSUS OPOSIÇÃO
O ministro da Saúde luxemburguês, Mars di Bartolomeo, já garantiu que vai tomar a vacina contra o vírus H1N1. Diz o ministro que os benefícios da vacina são muito superiores ao risco do contágio.
Do outro lado da barricada está o deputado dos Verdes ("Déi Gréng") Jean Huss que garantiu ao CONTACTO que "não vai tomar a vacina", exactamente pelas razões contrárias às do ministro da Saúde.
"Primeiro porque não acredito numa catástrofe. Até agora ainda não dei conta de uma catástrofe, nomeadamente nos países do sul do hemisfério onde o Inverno está a acabar. Até agora, o vírus H1N1 tem-se mostrado absolutamente benigno, menos perigoso do que o da tradicional gripe sazonal, e depois porque não prevejo uma grande mutação do vírus nos países como o nosso, onde há cuidados de saúde de higiene e de alimentação. Mas sobretudo", conclui o deputado ecologista, "os riscos dos efeitos secundários são maiores do que os efeitos positivos de uma eventual vacinação".
Em conferência de imprensa, na segunda-feira, os Verdes questionavam a política do Governo luxemburguês que apela às pessoas para que se vacinem, mas que não explica os eventuais riscos associados à vacinação.
"Não dizemos às pessoas que se devem ou não vacinar. Dizemos que antes de tomarem a decisão, qualquer que seja, as pessoas devem estar bem informadas sobre aquilo que vão fazer, isto é, que seja uma decisão consciente", exige Jean Huss, dos Verdes, que garante que tal atitude "não foi até agora adoptada pelo Governo".
Também a associação luxemburguesa de defesa dos direitos dos pacientes, "Patiente Vertriedung asbl", enviou um comunicado às redacções onde questiona a vacinação maciça da população e a falta de informação prestada no Luxemburgo sobre a vacina.
"Quais são os efeitos secundários nefastos de curto, médio e longo prazo? Qual a razão porque muitos médicos e profissionais de saúde não querem ser vacinados? Porque é que os políticos, noutros países europeus, que trabalham na área da da saúde, como o ministro da Saúde da Áustria, se recusam a ser vacinados?", são algumas das questões levantadas pela associação que até agora, diz, não viu esclarecidas.
Nesta primeira fase de vacinação que começou ontem, o Luxemburgo vai dispor de 20 mil doses de vacinas, o que, segundo o ministro da Saúde, "é mais do que suficiente para vacinar o primeiro grupo de risco: pessoal hospitalar, bebés até aos seis meses e mulheres grávidas".
Numa segunda fase, que começa em Novembro, será vacinada o resto da população.
A vacinação não é obrigatória e é gratuita. O Luxemburgo já registou 785 casos de gripe A-H1N1, desde Junho deste ano.
Domingos Martins
Foto: Marc Wilwert
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