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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Paquistão: Novas inundações fazem um milhão de deslocados nas últimas 48 horas

Pelo menos um milhão de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas durante as últimas 48 horas devido a novas inundações no sul do Paquistão, segundo as estimativas hoje avançadas pelas Nações Unidas.

“Um desastre que já era enorme continua a piorar e por isso precisamos de uma resposta ainda maior. A magnitude desta crise está a alcançar níveis que vão além dos nossos receios iniciais”, alertou o organismo internacional.

A população mais afetada está agora concentrada na área que abrange os distritos de Qambar-Shahadkot e de Thatta até à província de Sindh (sul), onde os diques, canais e muros de proteção não estão a aguentar o caudal do rio Indo.

Por exemplo, a cidade de Thatta, onde residem cerca de 300 mil habitantes, foi hoje evacuada devido às chuvas torrenciais, que continuam a afetar a região.

“Demos ordens na quinta-feira à noite à população de Thatta para ir para zonas mais seguras porque as chuvas abriram uma fenda no dique principal que protege a cidade de Faqir Jogoth”, a alguns quilómetros a este de Thatta, explicou, em declarações à agência AFP, Manzoor Sheikh, responsável pelos serviços administrativos locais.

Hoje de manhã, as águas irromperam pela fenda, com uma largura de cerca de 20 metros, e inundaram plantações de algodão e de cana-de-açúcar, testemunhou um jornalista da AFP em Faqir Jogoth.

Vários milhares de pessoas deixaram a cidade em direção ao oeste e à localidade de Makli, a cinco quilómetros de Thatta, onde está instalado um campo de refugiados no alto de uma colina.

As inundações, as piores dos últimos 80 anos no território paquistanês, já fizeram pelo menos 1.600 vítimas mortais desde o fim do mês de junho e afetaram entre 15,5 a 20 milhões de pessoas.

Mais de oito milhões de pessoas, incluindo cinco milhões de desalojados, precisam de uma ajuda de urgência, segundo as Nações Unidas.

Foto: Arquivo LW

Paquistão: Novas inundações fazem um milhão de deslocados

Pelo menos um milhão de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas durante as últimas 48 horas devido a novas inundações no sul do Paquistão, segundo as estimativas hoje avançadas pelas Nações Unidas.

“Um desastre que já era enorme continua a piorar e por isso precisamos de uma resposta ainda maior. A magnitude desta crise está a alcançar níveis que vão além dos nossos receios iniciais”, alertou o organismo internacional.

A população mais afetada está agora concentrada na área que abrange os distritos de Qambar-Shahadkot e de Thatta até à província de Sindh (sul), onde os diques, canais e muros de proteção não estão a aguentar o caudal do rio Indo.

Por exemplo, a cidade de Thatta, onde residem cerca de 300 mil habitantes, foi hoje evacuada devido às chuvas torrenciais, que continuam a afetar a região.

“Demos ordens na quinta-feira à noite à população de Thatta para ir para zonas mais seguras porque as chuvas abriram uma fenda no dique principal que protege a cidade de Faqir Jogoth”, a alguns quilómetros a este de Thatta, explicou, em declarações à agência AFP, Manzoor Sheikh, responsável pelos serviços administrativos locais.

Hoje de manhã, as águas irromperam pela fenda, com uma largura de cerca de 20 metros, e inundaram plantações de algodão e de cana-de-açúcar, testemunhou um jornalista da AFP em Faqir Jogoth.

Vários milhares de pessoas deixaram a cidade em direção ao oeste e à localidade de Makli, a cinco quilómetros de Thatta, onde está instalado um campo de refugiados no alto de uma colina.

As inundações, as piores dos últimos 80 anos no território paquistanês, já fizeram pelo menos 1.600 vítimas mortais desde o fim do mês de junho e afetaram entre 15,5 a 20 milhões de pessoas.

Mais de oito milhões de pessoas, incluindo cinco milhões de desalojados, precisam de uma ajuda de urgência, segundo as Nações Unidas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Paquistão: Prejuízos das cheias ascendem a mais de 33 mil milhões de euros - ministro

Os prejuízos causados pelas inundações no Paquistão ascendem a mais de 33 mil milhões de euros, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, pedindo à comunidade internacional para que impeça os terroristas de se aproveitarem da tragédia.

As declarações de Shah Mehmood Qureshi foram proferidas na Assembleia Geral Extraordinária da ONU, onde o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou aos Estados-membros para que forneçam rapidamente a ajuda prometida ao Paquistão, frisando que as inundações sem precedentes neste país são um "grande teste à solidariedade internacional".

Na mesma sessão, dedicada à ajuda internacional ao Paquistão, os Estados Unidos anunciaram uma doação adicional de 60 milhões de dólares (46 milhões de euros), a juntar aos 90 milhões de dólares (70 milhões de euros) já entregues.

Na quarta feira, a Comissão Europeia comprometeu-se a doar, na totalidade, 70 milhões de euros.

As cheias no Paquistão causaram 1343 mortos, 1588 feridos e, segundo a ONU, 4,6 milhões de desalojados.

As autoridades paquistanesas apontam 22 milhões de pessoas afetadas, um número superior às vítimas do tsunami no Índico em 2004, do terramoto de Caxemira em 2005, do furacão Nargis na Birmânia em 2008 e do sismo do Haiti em janeiro deste ano.

Oito milhões de paquistaneses necessitam de alimentos, água e abrigo, e 14 milhões, especialmente crianças e grávidas, de cuidados médicos.

O secretário geral da ONU comparou hoje as inundações no Paquistão a um "tsunami em câmara lenta", cujo "poder da destruição vai aumentar com o tempo", e congratulou-se com o facto de ter sido recolhida metade da ajuda financeira de urgência reclamada há uma semana pelas Nações Unidas.

Contudo, lembrou a necessidade premente de obter a totalidade das verbas (460 milhões de dólares, 358 milhões de euros).

Na Assembleia Geral Extraordinária da ONU, os Estados Unidos, pela voz da secretária de Estado, Hillary Clinton, anunciaram também a criação do Fundo de Ajuda ao Paquistão, que aceitará contributos de empresas e cidadãos norte-americanos.

Na mesma sessão, o ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês apelou à comunidade internacional para que não permita aos terroristas tirarem partido das inundações.

"É necessário enfrentar rapidamente as enormes dificuldades causadas pelas inundações e as perdas económicas de milhões de paquistaneses. Se encalhamos, tal poderá pôr novamente em questão os difíceis progressos concluídos pelo nosso governo na guerra contra o terrorismo. Não podemos permitir que esta catástrofe beneficie os terroristas", afirmou Shah Mehmood Qureshi.

Foto: Arquivo LW