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domingo, 31 de julho de 2011

Ramadão cumpre-se entre 1 e 29 de Agosto, também no Luxemburgo

Na sua primeira reunião na mesquita LJM de Bonnevoie, a Shoura (assembleia eleita das comunidades muçulmanas do Luxemburgo) elegeu recentemente uma direcção executiva, com Sabahudin Selimovic como presidente, Jean-Luc Karleskind como vice-presidente, Ferid Hodzic como tesoureiro e Ulcun Ender como secretário.

A Shoura enviará uma carta ao ministro dos Cultos, François Biltgen, para o informar da eleição da assembleia e para pedir uma reunião. É com esta instância que o ministro quer negociar uma convenção, à imagem do que se tem sido feito com outros cultos.

Por ocasião da sua reunião constitutiva, a Shoura convidou os imãs do país a reunir-se sob a presidência do conselho religioso da Shoura, para chegar a acordo sobre a regra a seguir para fixar o princípio e o fim do Ramadão. Esta questão tem sido debatida no mundo muçulmano e o Luxemburgo não é excepção. O dr. Jaballah explicou a posição do Conselho Europeu da Fatwa e da Investigação. Em 2007, aquando da sua 17a sessão realizada em Sarajevo, o Conselho adoptou a posição de que o cálculo astronómico, um dado fiável e cientificamente consensual, é uma boa base de decisão susceptível de unir os muçulmanos. Este método permite fixar muito tempo antes a data do início e do fim do mês lunar. É válida para o mundo inteiro, uma vez que a data do início do mês é a que permite a visão da lua nova num qualquer ponto do globo.

O conselho de imãs aprovou esta posição e fixou, provisoriamente, o início do Ramadão do ano 1432 (ano cristão de 2011) a 1 de Agosto próximo e o último dia é o 29 de Agosto. A festa Aid al Fitr fica, por isso, marcada para 30 de Agosto.

F. Pinto
Foto: Guy Jallay

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

ONU: "É preciso debate sério sobre véu islâmico", defende Jorge Sampaio

O Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio, defendeu recentemente um “debate sério” sobre o uso do véu islâmico integral nos países ocidentais, designadamente nos países da União Europeia (UE).

O uso do véu integral “não é um atributo de muitos países muçulmanos”, defendeu Sampaio, alegando também que “os Estados têm o direito de legislar como entenderem”, embora com “limitações”.

“Atenção porque, como dizem muito muçulmanos que conheço, o véu integral não é uma tradição corânica”, mas apenas “uma tradição de alguns países muçulmanos”, acrescentou.

O Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações admitiu que o uso do véu islâmico integral “coloca problemas muito complicados” aos países democráticos.

“Os Estados têm o direito de legislar como entenderem, mas há limitações”, adiantou.

Em Julho, recordou Sampaio, o Conselho de Estado francês, a mais alta jurisdição administrativa do país, defendeu que “por razões de segurança é possível” limitar o uso do véu integral, “mas por mais nenhuma”. “Temos um debate sério” a fazer, preconizou o ex-Presidente da República português.

O parlamento francês aprovou no mês passado, em primeira leitura e por esmagadora maioria, o projeto de lei que proíbe o véu islâmico integral em espaços públicos.

O texto foi aprovado por 335 votos e 1 contra na Assembleia Nacional, câmara baixa do parlamento francês. Toda a direita votou a favor e quase toda a oposição recusou participar na votação.

O Conselho de Estado francês emitiu reservas sobre uma proibição generalizada, incluindo na rua, que considerou “sem fundamento jurídico incontestável”, recomendando a limitação da proibição a alguns locais públicos (serviços administrativos, transportes e comércios).

terça-feira, 4 de maio de 2010

Itália: Muçulmana condenada a multa por usar a burqa

Uma muçulmana foi condenada, pela primeira vez em Itália, a pagar uma multa de 500 euros por usar a burqa, em violação de um despacho do presidente da Câmara de Novara (norte), anunciou hoje o município.

“A polícia municipal entregou-lhe ontem (segunda feira) à noite o processo verbal e ela terá agora que pagar uma multa de 500 euros. Tanto quanto saiba, é a primeira vez em Itália”, disse Mauro Franzinelli, responsável da polícia municipal de Novara, no Piemonte, um reduto do partido anti-imigrantes e regionalista da Liga do Norte.

Adiantou que a visada poderia apresentar recurso.

A jovem muçulmana, de nacionalidade tunisina, encontrava-se na rua, na companhia do marido, frente a um posto dos correios, quando uma patrulha dos “carabinieri” a tentou identificar.

O marido tinha em sua posse dois documentos de identidade, um dele e o outro da mulher, mas recusou que esta fosse controlada por homens e, por isso, uma segunda patrulha, da polícia municipal, incluindo uma mulher, deslocou-se ao local e procedeu finalmente à identificação.

“A câmara aprovou no final de janeiro um despacho proibindo a burqa nos locais públicos e nas suas imediações, e fizemo-lo tendo em conta comentários do Ministério do Interior, ao qual tínhamos enviado o projeto de despacho”, adiantou Franzinelli, responsável local da Liga do Norte.

O governo italiano está dividido quanto à oportunidade de proibir o véu integral no país.

Na Itália, apesar de não existir legislação específica quanto ao véu integral, uma lei de 1975 que integra as “disposições de proteção da ordem pública” proíbe que se cubra completamente o rosto nos locais públicos, o que vale tanto para o véu, como para os capacetes de motos.

Autarcas da Liga do Norte apoiaram-se no passado neste texto para fazerem adotar despachos nos seus municípios proibindo a burqa, o niqab ou o burkini (fato de banho).


Foto: Arquivo LW

sábado, 22 de agosto de 2009

Islão: Ramadão começa este sábado

O mês mais sagrado do Islão, o do Ramadão, inicia-se este sábado, começando para os muçulmanos um período de jejum e reflexão.

O nono mês do calendário islâmico, o da revelação do Corão, tem início quando se observa a olho nu o aparecimento do quarto crescente da lua, daí a data não ser a mesma em todos os países.

Durante o mês do Ramadão os fiéis devem abster-se de beber, comer, fumar ou ter relações sexuais entre o nascer e o pôr-do-sol.

O jejum é obrigatório para todos os muçulmanos adultos, com excepção dos idosos, mulheres grávidas, doentes e viajantes.

O jejum do Ramadão - um dos "cinco pilares" do Islão, juntamente com a profissão de fé (chahada), a oração (salat), a esmola (zakat) e a peregrinação (hadj) aos lugares santos de Meca e Medina - termina com a Aid el-Fitr ou "festa da ruptura".

Segundo dados do Vaticano sobre as várias religiões divulgados em 2008, existem no mundo 1,32 mil milhões de muçulmanos.