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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

EUA: Executada na Virgínia mulher deficiente mental condenada à morte

Teresa Lewis, uma americana de 41 anos, deficiente mental e condenada à morte por duplo homicídio, foi executada na quinta feira, com uma injeção letal, informou fonte prisional.

A morte de Lewis, que se tornou a primeira mulher a ser executada desde 1912 na Virgínia (leste dos Estados Unidos), foi declara às 21:13 locais (02:13 em Lisboa) na prisão de Greensville, em Jarratt.

Lewis foi também a 12.ª mulher executada nos Estados Unidos desde 1976. Desde então, foram também executados 1215 homens no país, dos quais 107 na Virgínia, o estado com maior número de execuções a seguir ao Texas.

A deficiência mental de que padecia Teresa Lewis tornou-se um símbolo da luta contra a pena de morte para os abolicionistas.

Teresa Lewis foi condenada à morte em 2003 por ter mandado matar o marido e um filho deste, para receber os respetivos seguros de vida.

Os autores das duas mortes foram condenados a prisão perpétua.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

China: Britânico Akmal Shaikh já foi executado

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou hoje que a China já executou o cidadão britânico Akmal Shaikh, condenado à morte por tráfico de droga.

Brown condenou em termos firmes a execução de Akmal Shaikh.

"Condeno a execução de Akmal Shaikh nos termos mais firmes. Estou escandalizado e desiludido pelo facto dos nossos pedidos persistentes de clemência não tenham sido atendidos", disse o primeiro-ministro britânico em comunicado.

"Estou particularmente preocupado com o facto de não ter sido feita qualquer avaliação da saúde mental (do condenado)", acrescentou, apresentando as "condolências" aos familiares e amigos de Akmal Shaikh que afirmaram que este sofria de perturbações mentais.

Até ao momento, o governo chinês ainda não anunciou oficialmente a execução do condenado.

Hoje de manhã, Pequim referiu que o Tribunal Supremo tinha aprovado a condenação à morte do britânico, justificando a pena pelo seu efeito dissuasor e considerando que "os elementos fornecidos pela parte britânica não eram suficientes para provar que Akmal(Shaikh) sofre de doença mental".

O anúncio da decisão do Tribunal Supremo costuma anteceder, por pouco tempo, a própria execução

Shaikh é o primeiro cidadão europeu executado na China desde há 50 anos, de acordo com a organização não governamental (ONG) Reprieve, com sede em Londres.

O britânico, de 53 anos, foi detido em Setembro de 2007 no noroeste da China com quatro quilogramas de heroína.

A família garante que criminosos se aproveitaram da vulnerabilidade psicológica de Shaikh para o levarem a transportar a droga.

Na segunda-feira, o Reino Unido pediu à China para impedir a execução do britânico. Dois primos, que estiveram com ele na prisão, interpuseram no mesmo dia um último recurso para lhe salvar a vida.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

EUA: Assassino que desmembrou a vítima é executado hoje no Ohio com método inédito

Um assassino condenado, que vai tornar-se esta terça-feira na primeira pessoa nos Estados Unidos da América (EUA) a ser executada com uma injecção letal à base de uma única droga, chegou segunda-feira à câmara de execução no Ohio.

Kenneth Biros, 51 anos, foi condenado à morte por ter matado e desmembrado uma mulher que encontrou num bar em 1991.

Biros matou Tami Engstrom, de 22 anos, perto de Warren em 1991 depois de se ter oferecido para a levar a casa, depois de esta sair de um bar, e espalhou de seguida partes do seu corpo pelo Ohio e Pensilvânia.

Será a primeira injecção, depois do Ohio ter alterado o método de usar três drogas na injecção letal passando para um único produto, decisão já anunciada pelos advogados como "uma experimentação humana".

"Trata-se de um método único no país e devemos utilizá-lo durante e execução de Kenneth Biros, a 8 Dezembro, a não ser que seja interposta uma acção judicial", declarou Julie Walburn, porta-voz dos autoridades penitenciárias do Ohio, durante uma conferência de imprensa na prisão de Lucasville onde se situa a câmara de execução.

"Somos o primeiro Estado no mundo as adoptar um método que utiliza um único produto e a prever uma solução de recurso", acrescentou.

Depois da equipa de execução, "formada e treinada", ter passado a 15 de Setembro duas horas a procurar em vão uma veia para colocar uma intravenosa em Romell Broom, que ia sair vivo da câmara de execução, as autoridades penitenciárias suspenderam as execuções e arranjaram uma solução.

Résultado: em vez de um protocolo que compreende três produtos injectados por intravenosa (um que anestesia, um que paralisa os músculos e um que pára o coração) utilizados um pouco por todos os Estados Unidos, o Ohio passara a utilizar apenas um, o anestesiante, mas numa dose letal.