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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Portugal/Futebol: Selecção - Scolari felicita Paulo Bento e aconselha seleccionador a pensar por si

O ex-seleccionador português de futebol Luiz Felipe Scolari recebeu com “alegria e satisfação” a nomeação de Paulo Bento para o comando da formação das “quinas” e aconselha-o a pensar por si.

“O Paulo Bento sempre foi um companheiro e uma pessoa que ajudou a equipa por mim liderada, pronto em dar-nos as informações e a ajudar a selecção, principalmente com seus atletas”, disse Scolari à sua assessoria de imprensa.

O treinador brasileiro, presentemente ao serviço do Palmeiras, disse ainda que nutre uma admiração muito grande por Paulo Bento e que lhe deseja, e à equipa técnica, o melhor possível nas suas novas funções.

“Estarei sempre pronto no momento em que o Paulo desejar qualquer informação ou que ele necessite de alguma coisa. Quero dizer à selecção portuguesa que fez uma boa escolha, de um ex-atleta que fez muito por sua selecção, de um técnico jovem, promissor e muito correcto”, disse.

Scolari aconselha ainda o seleccionador Paulo Bento a “tomar as decisões por si” e a “acreditar nas pessoas que trabalham na federação”, que o treinador brasileiro considera “óptimas companheiras”.

“São pessoas que desejam o bem da federação e da selecção. E faça o seu grupo, não ouça outras pessoas que tenham alguma influência”, finalizou.

Foto: Arquivo LW

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Paulo Bento é o novo seleccionador nacional - Público


O jornal Público garante na sua edição on-line que Paulo Bento está confirmado como o novo seleccionador nacional de futebol, sucedendo a Carlos Queiroz.

A notícia foi confirmada ao PÚBLICO, após a reunião desta tarde entre o ex-treinador do Sporting e Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Bento, de 41 anos, far-se-á acompanhar por três dos colaboradores que estiveram com ele no Sporting: Leonel Pontes (adjunto), João Aroso (preparador físico) e Ricardo Peres (treinador de guarda-redes).

A direcção da FPF tem uma reunião marcada para amanhã às 15 horas, que servirá para ratificar o nome do novo seleccionador, que chegou hoje a acordo com Gilberto Madaíl. Só depois deste encontro é que Paulo Bento deverá ser apresentado como novo seleccionador.

Gilberto Madaíl garante que Real não quis Mourinho na selecção

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) afirmou hoje que o líder do Real Madrid lhe comunicou que “não era possível” ceder o treinador José Mourinho à seleção portuguesa.

“Não fui para Madrid à aventura, fui porque sabia que havia uma abertura por parte de José Mourinho para uma solução em conjunto com a federação. Presumo também que isso era do conhecimento do Real Madrid”, afirmou Gilberto Madail, ao gabinete de imprensa da FPF.

Face à disponibilidade, o líder federativo rumou à capital espanhola: “Tinha que obter da parte dele (Mourinho) a confirmação e, depois, fazer aquilo que fiz, que foi contactar o presidente do Real Madrid”.

“Disse-me que, até face às notícias de desagrado que já tinham vindo nos jornais espanhóis, não era possível, porque quer a junta diretiva, quer os adeptos, não iam permitir uma situação dessas”, explicou.

Foi este o motivo do cancelamento de uma reunião com o clube madrileno: “Tinha previsto ir a Madrid esta semana, mas já não foi necessário ir, pelo que cancelei”.

A intenção do líder da FPF era que José Mourinho orientasse a seleção portuguesa de futebol nos dois próximos jogos de apuramento para o Europeu de 2012, com a Dinamarca (08 de outubro, em Guimarães) e na Islândia (12).

José Mourinho mostrou-se recetivo ao convite, tendo em conta que nessa altura apenas teria três jogadores para treinar, face aos jogos de seleções, mas colocou a decisão nas mãos do presidente do Real Madrid.

Após o triunfo de sábado em San Sebastien, o técnico luso mostrou-se surpreso com a negativa dada pelo Real Madrid, mas posteriormente, afirmou que não entendia o porquê de não ter acontecido uma reunião entre Madail e Florentino, de a FPF não a ter solicitado.

Mas, hoje, o presidente da FPF afirmou que a reunião não se realizou devido à negativa que recebeu telefonicamente por parte de Florentino Perez.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

sábado, 10 de outubro de 2009

As contas complicadas da nossa selecção Portugal tem dois jogos para transformar os falhanços em êxitos


A selecção portuguesa de futebol tem 180 minutos para tentar garantir uma vaga no play-off de apuramento para o Mundial2010 da África do Sul. Nos jogos frente à Hungria (sábado) e Malta (quarta-feira), "vencer" é a palavra de ordem, de preferência por muitos golos. Depois, é rezar e esperar pela vitória ou empate da Dinamarca frente à Suécia e fazer as contas. ASelecção nacional portuguesa tem, no espaço de uma semana, a obrigação de ganhar os jogos frente à Hungria e Malta para tentar (porque está dependente de terceiros) a presença no p lay-off que dará acesso ao Campeonato Mundial de Futebol que se realiza na África do Sul em 2010. A verdade é que muito poucos imaginavam no início desta campanha que Portugal se encontraria agora em tal situação. É que falhar a presença numa competição de selecções – sobretudo o Campeonato do Mundo, que é a maior vitrine do futebol –, representa algo a que nós, portugueses, já não estávamos habituados desde o falhanço verificado na fase de apuramento para o Campeonato do Mundo de 1998, em França. Mas a verdade é que a exclusão da nossa selecção do Mundial do próximo ano terá de ser encarada, infelizmente, como um cenário bastante provável. No entanto, existe ainda a esperança de Portugal, beneficiando da ajuda de terceiros, conseguir chegar ao play-off de apuramento, reservado aos oito melhores segundos classificados de cada grupo. No fundo, uma espécie de segunda via para chegar ao Mundial da África do Sul.


AS CONTAS DA SELECÇÃO NO GRUPO 1

Em primeiro lugar, Portugal, que contabiliza 13 pontos, deverá imperativamente vencer os encontros frente à Hungria no próximo sábado, no estádio da Luz, em Lisboa, às 20h45, e na quarta-feira seguinte, frente a Malta, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, às 19h45, se possível por muitos golos. A Dinamarca, primeira classificada do grupo, com 18 pontos, precisa de pelo menos empatar (também no próximo sábado) frente à vizinha e rival Suécia para "carimbar" já o apuramento para o Mundial, reservando o último encontro em casa, frente à Hungria, para fazer a festa. Os suecos, se perderem em Copenhaga, ficam praticamente eliminados. Com 15 pontos e em caso de derrota, poderiam apenas chegar aos 18 se vencerem na derradeira jornada a Albânia em casa. Mas, em caso de vitória dos suecos na Dinamarca, Portugal fica excluído, cabendo às duas selecções nórdicas a luta pelo dois primeiros lugares. Em perspectiva, um jogo de alta tensão. Quanto à Hungria, que tem também 13 pontos, as possibilidades de apuramento são ainda mais reduzidas. Os magiares precisam de ganhar em Portugal e na Dinamarca e esperar que a Suécia perca em Copenhaga para chegarem ao segundo lugar, totalizando 19 pontos. Um cenário que em abono da verdade nos parece tremendamente difícil, embora matematicamente possível. Se a Suécia empatar na Dinamarca e vencer a Albânia no último jogo em Estocolmo, chega aos 19 pontos, os mesmo que Portugal poderá alcançar se vencer a Hungria e Malta. A partir daí é o saldo entre os golos marcados e sofridos ( gol average ) das duas equipa que vai decidir quem vai disputar o play-off . Actualmente, a Suécia tem nove golos marcados e apenas três sofridos, o que lhe garante um saldo positivo de seis golos. Portugal apontou até agora dez golos e sofreu cinco, o que significa um saldo positivo de cinco golos. Portanto, menos um que a selecção sueca. A Portugal importa vencer (mesmo sem convencer) e marcar o maior número de golos possível nestes dois jogos. Uma tarefa que a equipa de todos nós poderá levar a cabo com relativa facilidade, principalmente frente à frágil equipa de Malta. Mas, entre aritmética e conjecturas, a verdade é só uma: a selecção portuguesa está dependente de terceiros.


COMO CHEGOU PORTUGAL A ESTE PONTO?

No dia do sorteio, muitos se regozijaram pelo facto de Portugal ficar inserido num grupo perfeitamente "acessível". E com razão. A verdade é que Dinamarca e Suécia não são equipas do calibre da Espanha, Alemanha, Itália, Inglaterra ou França. São selecções consideradas de valor médio, mas manifestamente inferiores a Portugal. A Hungria poderá ser colocada imediatamente atrás das selecções escandinavas, acima da Albânia, que apesar de ter mais qualidade que Malta são consideradas ambas como terceiro mundo futebolístico na Europa. No trajecto desta fase de qualificação, Portugal venceu em Malta (4-0), cumprindo a sua obrigação sem no entanto ter sido brilhante. Mas foi a derrota em casa frente à Dinamarca, por 2-3, que marcou o início de uma série de problemas (e resultados) da Selecção Nacional, (des)orientada por Carlos Queiroz. Embora o empate a zero na Suécia possa ser considerado um resultado positivo, os nulos (sem golos) registados em casa frente à Albânia e Suécia puseram a nu as fragilidades da nossa selecção e revelaram, por outro lado, as limitações do seleccionador nacional. Seguiu-se o "milagre de Tirana", com o golo da vitória apontado por Bruno Alves já em período de descontos, mas que não escondeu um futebol paupérrimo, arrastado e sem qualquer brilho, já revelado nos jogos anteriores. A partir daí, a selecção ficou entre a "espada e a parede". Para tentar garantir o primeiro lugar no grupo, Portugal tinha de ganhar na Dinamarca e na Hungria. Empatou na Dinamarca (graças ao golo do naturalizado Liedson), efectuando o melhor jogo nesta campanha. Algo verdadeiramente consentâneo com o valor dos seus jogadores. Mas não chegou, era preciso ganhar. Na Hungria, Portugal venceu por 1-0, graças ao golo do também naturalizado Pepe. Com um futebol razoável durante a primeira meia-hora, a selecção foi-se apagando com o passar do tempo, perante uma equipa medíocre, acabando o jogo a defender a magra vantagem. Manifestamente insuficiente. Depois de tantos pontos desperdiçados, Portugal está, nesta recta final, obrigado a ganhar os dois jogos e esperar que os resultados de terceiros venham de encontro às suas mitigadas aspirações. Inicialmente apontados como super-favoritos do grupo, agora resta-nos rezar e esperar que tudo dê certo. Haja Fé!
Á. Cruz

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Futebol/Mundial2010: Portugal - Hungria, hoje às 20h45m

Portugal joga hoje mais um jogo de apuramento para o Mundial2010, na África do Sul.

Para manter acesa alguma esperança de poder estar na fase final, Portugal terá obrigatoriamente de ganhar o jogo.

No sábado, a equipa das quinas empatou com a Dinamarca.

Hoje é o jogo do tudo ou nada.

Cumpridas sete das 10 jornadas do Grupo 1, a Dinamarca lidera com 17 pontos, seguida da Hungria com 13, Suécia 12 e Portugal com apenas 10. Os lusos perseguem o segundo lugar que pode dar direito a disputar o “play-off”.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Futebol: Portugal - Liechtenstein, hoje às 19h30m


Portugal defronta hoje o Liechtenstein no Rheinpark Stadion, em Vaduz, num encontro que terá arbitragem do suíço Carlo Bertolini.

O seleccionador português de futebol, Carlos Queiroz, considera que o Liechtenstein tem características semelhantes às da Dinamarca, adversária na qualificação para o Mundial2010, realçando a importância do encontro particular desta quarta-feira em Vaduz.

“Vamos ter um jogo de capital importância e com o convite do Liechtenstein, decidimos realizar o jogo. É uma equipa com jogadores com grande porte atlético, muito concentrados e tacticamente bons. Não está no mesmo patamar da Dinamarca, mas tem características semelhantes”, referiu.

Carlos Queiroz disse ainda que “todas as alturas são boas” para juntar a selecção, realçando a boa cooperação com os clubes e desdramatizando a ausência de Cristiano Ronaldo.

“Sempre que um jogador que é tido como titular e um dos principais jogadores não pode estar, naturalmente que não é bom para a equipa. Não é a primeira vez que não podemos contar com o Cristiano, oxalá pudéssemos dizer que era a última”, disse Carlos Queiroz.

Para o treinador, “a selecção tem de ter sempre respostas, mesmo que não esteja o Manuel ou o Joaquim”, acrescentando que “o objectivo da preparação é ter uma ‘poule’ de jogadores que tenham capacidade de entrar na equipa”.

Sobre a polémica ausência de Ronaldo, retido em Madrid devido a uma gripe, Carlos Queiroz disse que a equipa tem de se concentrar nas respectivas tarefas e não regressar ao que aconteceu ontem (segunda-feira)”.

Carlos Queiroz referiu que apenas convocou 18 jogadores, porque não poderia utilizar mais, e que “seria uma falta de sensatez” trazer mais “a passear” até ao Liechtenstein, até porque só teve a oportunidade de fazer dois treinos.

“O Nani teve aquela luxação e toda a evolução médica aponta para que amanhã (quarta-feira) esteja em condições de jogar. Não vai treinar hoje para evitar choques. Se amanhã (quarta-feira) estiver sem dores, como esperamos, vai jogar”, concluiu.