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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Maternidade de Wiltz fecha debaixo de protestos


A maternidade de Wiltz encerra já no final deste mês, altura em que os serviços deverão ser transferidos para Ettelbruck, mas os protestos continuam.

Na quinta-feira, 14 de Julho, centenas de pessoas manifestaram-se na localidade contra o encerramento da maternidade. O protesto, organizado pelo movimento "Non à la fermeture de la maternité de Wiltz", apoiado pelo LCGB, reuniu mais de 300 pessoas na praça do Monumento Nacional da Greve, de onde partiram em marcha silenciosa até à comuna.

O burgomestre de Wiltz, Fränk Arendt, recebeu os manifestantes, que lhe entregaram uma petição com 2.500 assinaturas em que pedem a manutenção em funcionamento da maternidade.

Antes, já o movimento "Non à la fermeture de la maternité de Wiltz", criado no Facebook, tinha entregue uma petição na Câmara de Deputados apelando a que a maternidade, a funcionar na Clínica de Saint-Joseph, não seja fechada. Sem resultado. O encerramento chegou a estar previsto para o final do ano, mas foi antecipado para o final deste mês.

O burgomestre de Wiltz prometeu fazer tudo o que estiver ao seu alcance para manter este serviço, mas diz que o Ministério da Saúde está de pedra e cal.

Texto e foto: Rui Melo

domingo, 31 de outubro de 2010

Luxemburgo: "Kannerklinik" propõe aulas às crianças internadas

A escola da Clínica para Crianças (Kannerklinik) foi oficialmente inaugurada na semana passada. Trata-se de uma escola destinada às crianças hospitalizadas ou que não podem ir à escola na sequência de um internamento. Esta é uma escola especial que, na realidade, existe há mais de 15 anos, mas apenas em 2009 foi oficializada, com a entrada em vigor da lei sobre o ensino fundamental.

"À partida, a escola da Kannerklinik era mantida por benévolos que não eram necessariamente professores", explica Robert Kirsch, o presidente da escola. "Depois, passaram a ser os encarregados de curso, enviados pela comuna – a cidade do Luxemburgo –, a prestar apoio escolar às crianças. Só depois da adopção da nova lei escolar foi oficialmente decidido que professores do Estado viriam dar aulas às crianças hospitalizadas".

Escola no hospital implica quatro domínios de intervenção, sendo que a palavra de ordem continua a ser a colaboração entre os docentes do hospital e a escola que a criança internada frequenta habitualmente. "É muito importante conservar esta ligação – explica o presidente –, já que permite que a criança continue em contacto com o exterior".

Actualmente, 20 a 30 crianças frequentam semanalmente a escola da Kannerklinik: hospitalizações de curta duração no centro de dia, passando pela pedopsiquiatria e a ajuda ao domicílio, as crianças são enquadradas diariamente durante várias horas. O ensino a domicílio é reservado às crianças que já não estão hospitalizadas mas que não estão ainda em condições de regressar à escola.

Para mais informações, os interessados devem contactar a Kannerklinik (e-mail: ecolekannerklinik@chl.lu).

F. Pinto
Foto: Anouk Antony

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Luxemburgo/Portugal: Banco Europeu de Investimento disposto a salvar hospitais no Algarve e Lisboa

O Banco Europeu de Investimento (BEI), sediado no Luxemburgo, em Kirchberg, está a ponderar financiar as empresas que concorreram à construção dos hospitais do Algarve e de Lisboa, assim possibilitando uma aproximação entre o preço definido pelo Estado e o proposto pelos concorrentes.

"O BEI tem estado em contacto com as entidades públicas e privadas envolvidas nos concursos para os novos hospitais de Lisboa Oriental e de Faro no sentido de angariar informações que permitam avaliar a elegibilidade desses projetos e o modo como se poderá estruturar o contributo do Banco para o seu financiamento", confirmou à Lusa o vice-presidente do BEI, Carlos da Silva Costa.

Sem a disponibilidade do BEI, que já é do conhecimento dos ministérios da Saúde e das Finanças, seria muito difícil que os construtores apresentassem propostas dentro do limite de preço definido pelo Estado para a construção do hospital do Algarve: 260 milhões de euros, contra propostas da Teixeira Duarte de 372 milhões e da Ferrovial com 410 milhões de euros.

Também em Lisboa as propostas dos consórcios liderados pela Somague e pela Soares da Costa ficaram acima do preço que o Estado definiu como limite para concessionar a construção do hospital de Todos-os-Santos aos privados.

Contactado para comentar a disponibilidade do BEI, o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, escusou-se a confirmar a entrada do BEI neste processo, lembrando, no entanto, que já no Parlamento havia afirmado que a mudança de modelo nas parcerias público privadas da Saúde (saída da gestão clínica do concurso) fez com que o BEI estivesse mais atento a estas parcerias.

"O Estado não adjudicará [os hospitais] com valores acima do CPC, por isso compete aos concorrentes nas duas fases seguintes [negociação e apresentação da BAF] apresentar propostas que fiquem abaixo" desse valor, disse o governante à Lusa.

Óscar Gaspar acrescentou que o Executivo "identificou que a componente do financiamento era uma parte importante do diferencial entre a proposta dos concorrentes e o custo público", num valor que pode chegar aos 75 por cento do diferencial entre o preço proposto e o preço limite, daí estar confiante que seja encontrada uma solução financeira.

"Espero e admito que os concorrentes consigam negociar melhores condições de financiamento e portanto incorporem esses ganhos de financiamento no valor das propostas", concluiu o governante.

As negociações com os concorrentes começam até ao final do mês, no caso de Lisboa, e em meados de Maio, no caso do Algarve.

O hospital do Algarve é o segundo a ser lançado em regime de parceria público privada apenas com a componente da construção. O primeiro hospital desta segunda vaga a ser lançado foi o Hospital de Lisboa Oriental, também conhecido como Hospital de Todos-os-Santos.

Entre os hospitais da primeira vaga (Cascais, Braga, Vila Franca de Xira e Loures), o de Cascais já está em funcionamento e o de Loures já está em construção.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Luxemburgo: Clínica da capital recusa praticar eutanásia a doente em fase terminal

A clínica Sainte-Zithe, na capital, terá recusado praticar eutanásia a um paciente que a solicitou. Segundo a rádio RTL, que avançou a notícia na quinta-feira, o doente, com cancro em fase terminal, obteve o acordo do médico, mas a direcção do hospital, gerido por uma congregação católica, terá recusado praticar o suicídio assistido.

Ainda segundo a rádio luxemburguesa, a clínica invoca o parecer de um segundo médico, "mais crítico" da intervenção. "Na sequência desta opinião, o doente retirou o pedido", alegou a direcção do hospital.

Mas a versão apurada pela RTL é outra. Segundo aquela rádio, na sequência da recusa o homem teria sido conduzido a casa, onde viria a morrer, acompanhado do médico.

Ouvido pela RTL, o ministro da Saúde, Mars di Bartolomeo, disse que, a confirmar-se a recusa, não haveria "nenhuma compreensão" para com os hospitais que não cumprissem a lei, recusando aceitar "dois tipos de hospitais".

O deputado ecologista Jean Huss (Déi Gréng), co-autor da lei da eutanásia, apresentou entretanto uma questão parlamentar ao ministro da Saúde. Na nota, Huss insta Mars di Bartolomeo a abrir inquérito ao caso e a aplicar medidas para garantir o cumprimento da lei.

A lei da eutanásia permite a objecção de consciência dos médicos, mas não de instituições.

A clínica Sainte-Zithe, gerida por uma congregação católica, é co-financiada pelo Estado.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Luxemburgo: OGB-L anuncia manifestações de protesto contra "deterioração das condições laborais e salariais" no sector hospitalar

A central sindical de esquerda OGB-L agendou para este mês três manifestações como forma de protestar contra a "a deterioração potencial das condições laborais e salariais no sector hospitalar", pode ler-se em comunicado divulgado esta terça-feira.

As manifestações estão previstas nas seguintes datas e locais: a 6 de Agosto, às 15h, frente ao centro da terceira idade "An de Wisen", em Bettembourg; a 13 de Agosto, às 15h15, frente à estrutura para idosos "Les Parcs du 3ième Âge", em Bertrange; e a 18 de Agosto, às 15h, no lar "Saint Joseph-Zitha Senior", em Pétange.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ettelbruck-Wiltz: Centro Hospitalar do Norte nasce a 1 de Janeiro de 2010

O Centro Hospitalar do Norte (CHN) nascerá a 1 de Janeiro do próximo ano, fruto da fusão entre o Hospital Saint-Louis de Ettelbruck e a Clínica Saint-Joseph de Wiltz. A lei que cria o CHN, aprovada a 20 de Abril, entrará em vigor no primeiro dia de 2010.

A clínica de Wiltz já tem projectadas obras de beneficiação e extensão para se apresentar bem preparada no dia da união com o Hospital de Ettelbruck. Para isso, o Estado vai entrar com 25 milhões de euros.

O projecto das obras na clínica de Wiltz, que deverão prolongar-se até 2014, foi apresentado a 29 de Maio, na presença do ministro da Saúde, Mars Di Bartolomeo.

Uma vez a fusão concretizada, 130 médicos, mil empregados, 360 camas e nove salas de operações farão parte do CHN.

"A nova instituição garantirá à população do Norte um serviço de saúde optimizado e de proximidade", afirmou John Shinn, director da clínica. Segundo Shinn, é urgente prosseguir os projectos de modernização que permitirão à clínica estar funcional nos próximos 25 anos.

Na apresentação, o arquitecto Georges Theis forneceu pormenores do projecto de modernização e extensão, precisando que os 82 quartos vão sofrer transformações, dos quais 40 % passarão a ser quartos individuais. Serão criados um novo serviço de policlínica e um hospital de dia, com oito camas. Os serviços administrativos, a farmácia, a cozinha, a cantina e o heliporto beneficiarão também de melhorias. A entrada principal vai ser refeita.

250 postos de trabalho preservados

Na ocasião, o deputado e burgomestre de Wiltz, Romain Schneider, salientou que a manutenção da Clínica Saint-Joseph como centro de saúde era primordial para a cidade, uma vez que serão preservados 250 empregos. Sem esta fusão, a Clínica Saint-Joseph não teria obtido os 25 milhões de euros do Estado, revelou Mars Di Bartolomeo. "Esta fusão é a decisão certa".

F. Pinto