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sábado, 3 de março de 2012

Alemanha: Schlecker despede quase 12 mil trabalhadores após falência

O gestor de falência da Schlecker, Arndt Geiwitz, diz que está "moderadamente optimista" quanto ao futuro da cadeia da loja alemã, considerando "necessário", no entanto, despedir 11.750 dos 25 mil trabalhadores para manter os negócios. A declaração de falência, que deu entrada nos tribunais em Janeiro, vai obrigar a Schlecker a encerrar 2.400 das 5.400 lojas espalhadas pela Alemanha, como já tinha sido anunciado por Geiwitz na quarta-feira.

"Lamentamos muito ter de despedir tanta gente, mas nenhuma empresa pode sobreviver permanentemente com prejuízos", explicou o gestor de falência.

A Schlecker apostou sobretudo nos baixos preços e perdeu a batalha para os principais concorrentes. Os prejuízos ascenderam a 200 milhões de euros em 2011. Nos anos anteriores, a cadeia já tinha tido prejuízos de dezenas de milhões de euros.

O principal problema da Schlecker, na opinião de Geiwitz, é a falta de competitividade no disputadíssimo mercado das cadeias de drogarias alemãs. Na opinião de numerosos analistas, a forma patriarcal como Anton Schlecker conduziu os destinos da empresa, aliada à falta de transparência e a graves erros de gestão, estiveram na origem da falência de um dos maiores impérios comerciais da Alemanha do pós-guerra.

As lojas Schlecker em Portugal e no Luxemburgo não vão ser afectadas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Schlecker quer criar mais postos de trabalho no Luxemburgo

Foto.Gerry Huberty
A empresa alemã Schlecker quer criar mais postos de trabalho no Luxemburgo. A intenção foi transmitida na reunião que hoje de manhã sentou à mesma mesma os sindicatos, a Confederação Luxemburguesa do Comércio (CLC) e responsáveis do grupo alemão no Luxemburgo.

Os responsáveis da empresa no Grão-Ducado reafirmaram que não vai haver despedimentos e que as lojas no Luxemburgo não vão fechar.

"Eles (n.d.r.: os responsáveis do grupo Schlecker) começaram por pedir desculpa pela falta de comunicação nesta questão", recorda Aloyse Kapweiler, do LCGB. "Para além disso, confirmaram que não vai haver despedimentos no Luxemburgo. Explicaram também que a filial Schlecker do Luxemburgo é independente da empresa alemã e que não havia problemas quanto às actividades no Grão-Ducado. Os responsáveis falaram mesmo de possíveis novas contratações nos próximos meses", continuou o representante sindical da LCGB.

Os sindicatos e os membros da direcção do grupo Schlecker voltam a reunir-se em meados do próximo mês para fazer uma avaliação da situação.