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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fundação luxemburguesa Félix Chomé inaugura nova residência para idosos com rendimentos modestos

Após 30 anos de utilização, a residência para idosos criada e gerida pela Fundação Félix Chomé, na cidade do Luxemburgo, vai ser substituída por um novo edifício, perto do local do primeiro. São cerca de 60 estúdios para idosos com rendimentos modestos, mas que podem e querem viver de forma autónoma.

Para mais informações, os interessados podem contactar a Fundação Félix Chomé no n°50 rue d'Eich, na cidade do Luxemburgo, ou pelo tel. 43 60 01 81 (email: fchome@pt.lu ).

Criada em 1972 por Alice Chomé-Bastian, viúva de Félix Chomé, antigo director-geral e presidente da ARBED, recorde-se que esta fundação financiou em 2010 quase integralmente (à altura de 2,3 milhões de euros) o Lar de Terceira Idade do Lombo, da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros, que tem capacidade para 55 utentes em lar e 40 em apoio domiciliário. Em troca, a fundação luxemburguesa pediu prioridade no novo lar para os possíveis utentes familiares de emigrantes no Luxemburgo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Luxemburgo: Mais três anos de trabalho para receber reforma sem descontos

Com a nova reforma do sistema de pensões, um trabalhador continua a poder aposentar-se após 40 anos de descontos. Em contrapartida, receberá menos 15 % na sua reforma a termo, em relação ao actual sistema. Para continuar a beneficiar dos actuais valores, o trabalhador deverá trabalhar mais três anos.

Os actuais pensionistas não são atingidos pelo novo regime que ainda está em fase de projecto-lei. Este vai ser entregue na Câmara dos Deputados antes do Verão, anunciou o ministro da Segurança Social, Mars Di Bartolomeo, na semana passada. Caso seja aprovado, deverá entrar em vigor deve acontecer em 2012. No que respeita aos actuais trabalhadores, os anos de descontos são calculados segundo o actual modelo, enquanto os anos restantes seguem a nova fórmula. As pensões mais baixas não vão ser diminuídas.

Esta alteração visa assegurar o financiamento do sistema de pensões para os próximos 30 a 50 anos, adaptando-o ao aumento da esperança de vida da população, defenderam em uníssono os ministros das Finanças e da Segurança Social, Luc Frieden, e Mars Di Bartolomeo, na semana passada. "Estimamos que o número de idosos com mais de 65 anos, passe de 15 para 25 % nos próximos 50 anos e que a esperança de vida aumente em média entre sete e oito anos", explicou Frieden.

"Se mantivermos o actual sistema inalterado, as despesas do sistema de pensões vão ser mais elevadas do que as receitas a partir de 2025", alertou o ministro.

Os dois principais sindicatos do país, LCGB e OGB-L estimam que o governo menosprezou o diálogo social e não vêem com bons olhos esta nova reforma. O sindicato de esquerda OGB-L considera "ingénuo" a ideia de prolongar o período de 40 anos das quotizações, quando o mercado de trabalho mostra que as pessoas com mais idade são as principais afectadas quando há supressão de postos de trabalho. À semelhança da OGB-L, também o sindicato cristão-social LCGB exige um encontro com o ministro da Segurança Social para obter explicações mais detalhadas sobre a nova reforma.

Pelo contrário, a Federação dos Artesãos saúda a nova reforma e defende que o mesmo deve ser feito em relação à indexação automática dos salários.

NC
Foto: Anouk Antony/LW

sábado, 17 de julho de 2010

Luxemburgo não faz o suficiente para lidar com o envelhecimento da mão-de-obra

Um estudo sobre o envelhecimento da população activa do Grão-Ducado afirma que, se bem que a situação ainda não é tão preocupante como noutros parceiros europeus, o país não está suficientemente preparado para lidar com trabalhadores de uma idade mais avançada. As linhas de acção europeias de reforma do mercado de trabalho são aqui menos seguidas por um variado número de factores; a competitividade do país e a sustentabilidade dos sistemas de segurança social podem estar, a longo e mesmo médio prazo, em risco.

O problema actual, nas sociedades de bem-estar europeias e ocidentais, é sempre o mesmo: o envelhecimento progressivo da população vem criar desafios novos à forma de organização das nossas sociedades e, por haver cada vez menos trabalhadores a descontar para cada vez mais pessoas fora do mercado de trabalho, o sistema pode tornar-se insustentável e colapsar. Por via das suas especificidades, ou seja, sendo uma pequena economia muito aberta ao exterior e que importa muita mão-de-obra (tanto residente como de proximidade, como os transfronteiriços), o Luxemburgo tem resistido relativamente melhor que os seus vizinhos ao efeito de envelhecimento da sua população activa: em 2007, o Grão-Ducado tinha uma percentagem de trabalhadores acima dos 50 anos de apenas 18,9 %, enquanto que a Alemanha apresentava 26,4 %, a França 23,4 % e a Bélgica 21 %. Mas há outra forma de ler estes números: ao mesmo tempo, a percentagem de trabalhadores jovens (de 15 a 29 anos) é de 19,6 % no Grão-Ducado, a mais baixa dos quatro países referidos. Ou seja, o futuro pode ser mais complicado, até porque o Luxemburgo pôde tradicionalmente compensar essa relativa falta de jovens através do recurso à mão-de-obra residente na Grande Região (e a trabalhadores portugueses, não mencionados especificamente no estudo), mas essa fonte pode "secar" no futuro próximo.

O estudo, apresentado pelo CEPS, procurou descrever o desafio colocado aos países europeus pelo envelhecimento da população e as medidas tomadas por estes para o aproveitar. As medidas, delineadas pela primeira vez em 1999 aquando da "Estratégia de Lisboa", dividem-se em quatro tipos: "defensivas" (por exemplo, encorajando os trabalhadores a reformarem-se mais tarde), "activas" (aprendizagem ao longo da vida, flexibilização dos horários de trabalho), retorno ao mercado de trabalho para os mais idosos, e sensibilização da sociedade para a percepção da idade no mundo do trabalho. O Luxemburgo, embora tendo procurado tímidas políticas públicas que se enquadravam em cada um destes tipos, continua longe do objectivo europeu de empregar pelo menos 50 % dos trabalhadores mais idosos (55-64 anos): os 34,1 % actuais representam a percentagem mais baixa da antiga UE a 15, e é apenas superior a quatro dos novos Estados-Membros (Portugal, perto do topo da tabela, tem 51 % destes trabalhadores ainda empregados, na Suécia eles são 70 %).

Os autores apresentam como hipótese para esta má performance do Grão-Ducado um alheamento das empresas privadas quanto à problemática do envelhecimento que, no entanto, representa para elas uma real ameaça a longo prazo.

Um inquérito aos 10 maiores empregadores, realizado em 2004, mostra que efectivamente as oportunidades de formação contínua e a gestão do envelhecimento da força de trabalho da empresa estão longe das preocupações maiores das organizações. É possível que desde 2004 este alheamento se tenha alterado, mas parece claro que são necessárias mais e melhores políticas públicas e privadas para fazer face a um dos maiores desafios com que se depara a "sociedade do bem-estar".

Hugo Guedes
Foto: Arquivo LW

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Luxemburgo/Festivasion: Festival para seniores até quarta-feira

Organizado por várias entidades e associações, e apadrinhado pelo Ministério da Família, o festival "Festivasion" tem demonstrado, através da participação dos jovens e menos jovens, que existem no Luxemburgo muitas actividades destinadas à ocupação dos tempos livres de todos aqueles que entram na idade da reforma, qualquer que seja a sua nacionalidade ou origem.

Destaque-se para os próximos dias algumas oficinas com interesse:

- Em Esch/Alzette, sábado, 8 de Maio, há aulas de danças de salão, no Centro Intercultural da FAEL (60, rue Prince Henri), ministradas pelo professor José Silva. Inscrições e informações através dos tel. 46 08 08 415/621 29 64 15.

- Grande festa intercultural na quarta-feira, 12 de Maio, a partir das 14h, na Sala Ariston, em Esch/Alzette, com muita animação, karaoke, danças folclóricas, um baile animado pela orquestra “I Conquistatori”, assim como um buffet oferecido a todos pela Comissão da Terceira Idade da cidade de Esch/Alzette. Para efeitos de organização, todas as inscrições para esta festa intercultural podem ser feitas através do tel. 54 42 45 200.

Gualter Veríssimo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Portugueses, italianos e belgas representam 9 % dos idosos do Grão-Ducado

O Governo luxemburguês está preocupado com os estrangeiros idosos que habitam no país.

A ministra da Família, Marie-Josée Jacobs durante um encontro promovido para debater a situação deste segmento da população, garantiu que é necessário ir ao encontro dos idosos que muitas vezes vivem no silêncio, mas que revelam grandes carências. Neste sentido, a responsável pela pasta da família, diz que "é necessário implementar uma série de medidas sociais para fazer face a esta realidade".

Para uma troca de ideias e partilha de experiências sobre esta matéria, o ministério da Família convidou Ali Agraniou, coordenador do programa suíço "Seniors d'ici et d’ailleurs". Um programa bem sucedido que foi posto em prática pela associação "Pro Senectuté", a Cruz Vermelha e a Câmara de Genebra. Para Agraniou, é fundamental retirar os idosos estrangeiros da solidão em que vivem, promover a sua integração na sociedade e informá-los dos direitos e regalias a que têm direito.

Actualmente, os estrangeiros idosos com mais de 60 anos representam 9 % da população luxemburguesa, mas tendo em conta a evolução da migração esta percentagem vai aumentar nos próximos anos.

A partir de 1981, a imigração toma novos contornos, para além do aspecto económico os imigrantes começam a ter em conta outros aspectos importantes e as perspectivas a médio prazo cedem lugar ás de longo prazo. Desta forma, muitas são as famílias que se instalam definitivamente no Luxemburgo e não regressão ao seu país de origem. Os estrangeiros idosos que representam 9 % da população são de origem portuguesa, italiana, francesa ou belga. Assim, as instituições de apoio à terceira idade, sejam centros de dia ou lares, devem estar preparados para este multiculturalismo na terceira idade.

Segundo o sociólogo Paul Estgen é necessário preparar e fomentar uma convivência saudável entre luxemburgueses e estrangeiros na terceira idade. Apesar de o Luxemburgo dispor de vários organismos de apoio à terceira idade, são poucos os imigrantes que os frequentam. Muitos não o fazem por falta de informação, outros devido à barreira linguística.

Na realidade, os idosos estrangeiros não sabem falar luxemburguês e têm poucos conhecimentos da língua francesa dificultando a comunicação com os outros utentes e com os funcionários. Para Paul Estgen, outro aspecto a ter em conta é a cultura de cada nacionalidade. No seio da comunidade portuguesa é frequente que os idosos fiquem a viver na casa dos filhos, são poucos os que optam pelos lares.

Para este sociólogo, o objectivo não passa por demonstrar que os lares de terceira idade são a melhor ou a única solução para quem já atingiu a idade da reforma, mas proporcionar aos estrangeiros uma vida com qualidade e que ninguém fique esquecido.

Aneli Silva
Foto: Marc Wilwert

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Luxemburgo: Clube Sénior de Differdange abre esta tarde portas a portugueses

A portuguesa Delfina Beirão, agente intercultural do grupo que gere as instituições luxemburguesas de apoio à terceira idade, vai estar esta sexta-feira no Clube Sénior "Prënzebierg", em Differdange, para uma sessão de portas abertas dedicada aos portugueses e lusófonos, que arranca a partir das 15h.

A iniciativa partiu do responsável daquele centro de ocupação de tempos livres para a terceira idade, Jean-Marie Mousel, que organiza uma sessão em português para apresentar o clube, que assinalou recentemente 20 anos de existência.

O Clube Sénior de Differdange propõe várias actividades para pessoas a partir de 50 anos: introdução à informática, música e canto, excursões, cursos de arte, desporto, jogo de "quilles" e "pétanque", tardes de bingo e outros jogos.

O Clube está aberto todos os dias, mas as tardes de sexta são dedicadas aos jogos de sociedade.

"Gostávamos de criar um grupo de reformados portugueses interessados em passar uma tarde juntos a jogar cartas ou outro tipo de jogos", explicou ao CONTACTO Delfina Beirão, que lançou recentemente um projecto-piloto para atrair os portugueses às estruturas de ocupação de tempos livres para os mais velhos.

"Sei que há muitos portugueses que se encontram no parque ao lado do clube, mas de certeza que não sabem que podem utilizar as instalações do clube para se encontrarem durante os meses de Inverno", completa a funcionária da Entente des gestionnaires des institutions pour personnes agées (EGIPA), uma plataforma que gere os Clubes Seniores.

Para atrair os mais renitentes e facilitar a integração, Delfina Beirão propõe receber os interessados todas as sextas-feiras, a partir de 23 de Outubro, a partir das 15h.

O Clube Sénior de Differdange fica na rue Michel Rodange, no no 27-29. Para mais informações sobre esta iniciativa ou sobre os Clubes Sénior, contacte Delfina Beirão pelo tel. 460 80 84 15, todos os dias úteis, de manhã.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cruz Vermelha Luxemburguesa promove serviço voluntário de apoio a idosos

No Luxemburgo, são muitos os idosos que vivem o quotidiano na solidão, privados de qualquer acto social, muitos deles encontram-se doentes e não possuem família ou amigos Foto: Daniel Clarens

Travar o isolamento no seio da terceira idade é uma prioridade para a Cruz Vermelha Luxemburguesa. No Luxemburgo, são muitos os idosos que vivem na solidão dia após dia, privados de qualquer acto social. Muitos deles encontram-se doentes e não possuem família ou amigos.

Para melhorar a qualidade de vida destas pessoas, a Cruz Vermelha Luxemburguesa lançou o projecto "Eng Hand fir déi Krank" (Uma mão para os doentes) que visa recrutar, treinar e supervisionar voluntários que terão como função visitar os idosos nas suas próprias casas e no Centro Integrado para Idosos, em Junglinster.

O objectivo da acção é prestar atenção e fazer companhia a estas pessoas. Segundo Sandra Balsamo, responsável pelo projecto, a companhia dos voluntários é, em alguns casos, a única visita que estas pessoas recebem.

Os voluntários que desejam abraçar este projecto devem possuir uma grande capacidade de escuta e de compreensão, devem estar atentos e dispostos a participar na vida das pessoas que visitam. No terreno, as tarefas e as actividades dos voluntários vão ao encontro das áreas de interesse dos idosos. Assim, para alguns idosos passear, visitar museus, ir ao cinema ou conversar são actividades que lhes proporcionam prazer. Para outros, será a leitura, a jardinagem, os trabalhos manuais ou a culinária. O importante é fazer algo gratificante e motivante.

Os candidatos a voluntários, antes de desenvolverem as suas tarefas, têm de seguir uma formação adequada. O arranque da próxima formação destinada aos novos voluntários inicia-se a 14 de Novembro e está a cargo da Cruz Vermelha. A formação é ministrada em francês, na cidade do Luxemburgo, e, em alemão, em Junglinster. Terá uma duração de 26 horas e abrange temas como: autoconhecimento; comunicação; aconselhamento; escuta e empatia; solidão e isolamento; tristeza e espiritualidade; confrontação com a doença e com falta de autonomia das pessoas idosas, entre outros.

Para complementar a formação os candidatos vão realizar um estágio com a duração de quatro horas, por forma a perceberem na prática como se processa o apoio ao domicílio. Existe ainda o cuidado de fazer supervisões regulares a fim de verificar se tudo corre bem.

Sandra Balsamo, avança que este serviço voluntário de apoio domiciliário é fundamental para diminuir o isolamento social e emocional, "porque os seres humanos são seres sociais, que precisam de interagir com os outros e é através desta interacção que descobrem o seu valor". A responsável acrescenta que o acompanhamento social é imperativo pois condiciona o bem-estar físico e psicológico dos idosos.

Os sentimentos de menos valia conjuntamente com sentimentos de solidão, podem ser a causa de um decréscimo da auto-estima nos idosos, podendo conduzir a depressões e a um descuido na administração de medicamentos resultando no agravamento dos sintomas da doença.

Os candidatos a voluntários podem obter informações e proceder á inscrição através do tel. 26 26 33-1 ou através do site da Cruz Vermelha Luxemburguesa( www.croix-rouge.lu ).

Aneli Silva