quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ciclismo/Volta ao Luxemburgo: Cancellara vence prólogo, Nelson Oliveira foi 56º
O ciclista suíço bateu toda a concorrência, fazendo o percurso em menos 5 e 8 segundos do que o segundo e terceiro classificados, os franceses Damien Gaudin (Europcar) e Jimmy Engoulvent (Saur-Sojasun), respetivamente.
Amanhã, quinta-feira, o pelotão enfrenta a primeira etapa em linha, da corrida que termina no domingo, entre a cidade do Luxemburgo e Bascharage, numa distância de 192,8 quilómetros.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
David Blanco vence a Volta a Portugal

A 10ª e última etapa da Volta a Portugal em bicicleta foi uma formalidade que confirmou a quarta vitória do espanhol David Blanco (Palmeiras Resort-Prio) e ofereceu finalmente um triunfo parcial a Cândido Barbosa, mas da pior forma.
Enquanto o galego desfilou de amarelo pelas ruas de Lisboa, nos últimos dos 154,6 quilómetros que compunham a tirada iniciada em Sintra, o seu companheiro de equipa entrou no sprint final, provavelmente o último da sua carreira na Volta a Portugal, mas foi batido sobre a meta pelo francês Julien Simon (Saur-Sojasun).
Festa do gaulês e desilusão para o português. Depois, veio o golpe de teatro, quando o colégio de comissários decidiu desclassificar Simon, por sprint irregular, devido a um toque de braços insignificante mesmo sobre a linha de meta.
"Senti que alguém me tocou na bicicleta e não consegui sprintar. Não foi da melhor maneira, mas saio daqui com o meu objetivo realizado. É obvio que não foi em beleza porque não festejei da forma que gosto de festejar", afirmou o corredor de Rebordosa, de 35 anos.
A decisão do júri, que, por ironia, desclassificou Cândido Barbosa na oitava etapa, retirando-lhe a vitória por evidente sprint irregular, concedeu-lhe o único triunfo nesta edição, 10° da temporada e 122° da carreira.
Mais do que isso, este foi o seu 25° êxito em etapas da Volta a Portugal, o que lhe permitiu ultrapassar Joaquim Agostinho e isolar-se no segundo lugar do "ranking", somente atrás de Alves Barbosa (34).
O ucraniano Denys Kostyuk (ISD) e Sérgio Ribeiro (Barbot-Siper) - o outro português a vencer etapas (duas) confirmou a vitória na classificação por pontos - foram segundo e terceiro, na meta instalada da Avenida da Liberdade, mas a festa estava prometida a David Blanco.
E foi merecida, porque o espanhol foi efectivamente o mais forte da corrida. As vitórias na Senhora da Graça e na Torre comprovaram a superioridade do espanhol, que só no contrarrelógio – habitualmente o seu terreno de eleição – foi ameaçado pelo compatriota David Bernabéu (Barbot-Siper).
O galego, de 35 anos, que já era o único estrangeiro com mais de um triunfo na Volta (2006, 2008 e 2009), igualou finalmente o registo até agora único de Marco Chagas (1982, 1983, 1985 e 1986).
Apesar de uma fuga de 11 corredores, Blanco teve mesmo direito a etapa de consagração. Com 37 segundos de vantagem sobre Bernabéu, ninguém tentou atacar a camisola amarela e a corrida encaminhou-se para o previsível final ao sprint.
Só o ucraniano Oleg Chuzhada (Caja Rural), animador de várias etapas desta Volta, tentou levar a fuga até ao fim, mas foi ‘engolido’ pelo pelotão a menos de quatro quilómetros da chegada, para que, na Avenida da Liberdade, no coração de Lisboa, se estendesse a passadeira vermelha a Blanco.
Foto: Lusa
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Volta a Portugal: David Blanco vence etapa e reforça camisola amarela

O espanhol David Blanco (Palmeiras Resort-Prio) consolidou ontem a liderança da Volta a Portugal em bicicleta, ao vencer a sétima etapa, que ligou Idanha-a-Nova à Torre, na distância de 122,9 quilómetros.
Blanco foi o primeiro a cruzar a meta, que coincidia com contagem de montanha de categoria especial, e terminou em 3:26.59 horas, à média de 35,626 km/hora, batendo o português Hernâni Broco (LA-Rota dos Móveis) e o espanhol Sérgio Pardilla (Carmiooro), por cinco segundos.
No quarto posto chegou o alemão Patrik Sinkewitz (ISD), a sete segundos, enquanto o espanhol David Bernabéu (Barbot-Siper) terminou em quinto, a 11 segundos, e perdeu o segundo lugar da geral para Hernâni Broco, que está a 53 segundos de Blanco.
A sétima etapa foi encurtada em 45 quilómetros devido aos incêndios no conselho de Seia e ditaram que a subida à Torre fosse feita por Manteigas, uma vertente mais fácil, além de se ter anulado a passagem no alto de Carrazedo, contagem de montanha de primeira categoria.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Volta a Portugal: Técnico da RTP morreu durante a noite
Nuno Rosa, que tinha 29 anos, morreu no hotel onde ficou instalado após a quinta etapa a Volta, que terminou em Lamego.
Em consequência, a organização da Volta a Portugal decidiu não proceder hoje à cerimónia da entrega da camisola laranja, símbolo de liderança da classificação da juventude, que é patrocinada pela RTP.
Hoje, a sexta etapa da Volta a Portugal, a mais longa, liga Moimenta da Beira a Castelo Branco, na extensão de 221,1 quilómetros.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Volta a Portugal: 1ª etapa - Vitória e amarela para Manuel Cardoso
O campeão nacional cumpriu os 228,7 kms da etapa mais longa, iniciada nas Caldas da Rainha, em 5:27.57 horas, à média de 41,8 km/hora, impondo-se na ponta final ao compatriota Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio), vencedor do prólogo e anterior líder, e ao espanhol Francisco Pacheco (Contentpolis).
Cardoso, que somou a nona vitória da temporada, passou para a liderança graças aos 10 segundos de bonificação das vitórias, enquanto o alemão Danilo Hondo (PSK), que “bonificou” oito segundos nas metas volantes, ascendeu à segunda posição, a dois segundos do primeiro e com um segundo de vantagem sobre Cândido Barbosa, terceiro.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Volta a Portugal: Esperada guerra entre portugueses e "generais" espanhóis
Discreto ao longo da época, Blanco, vencedor de 2006 e 2008, e Guerra, segundo classificado no ano passado, são os "generais" espanhóis que, de 5 a 16 de Agosto, vão comandar o previsível confronto entre as equipas portuguesas Palmeiras Resort-Prio e Liberty Seguros ao longo dos 1.601 quilómetros de corrida.
"Se dissesse que não penso em ganhar estava a mentir", assume o galego de 34 anos, apontando Guerra como principal adversário, sobretudo pela sua capacidade no contra-relógio: "tenho de tentar atacá-lo na montanha, porque nos 'cronos' é difícil. (...) Nunca vira a cara e é complicado competir com ele".
Vencedor do GP Joaquim Agostinho e da "sua" Volta a Madrid, Guerra, "depois de fazer dois segundos lugares (2006 e 2008) e um terceiro (2007)", quer "conquistar a Volta" aos 31 anos, mas não vê assim tanta vantagem e sublinha que "Blanco também é muito forte no contra-relógio", elegendo-o como "rival mais duro" a par de Tiago Machado.
Secundados respectivamente por Cândido Barbosa e pelo campeão de Espanha de fundo, Ruben Plaza - dois "órfãos" da extinta equipa do Benfica e também eles potenciais candidatos -, Blanco e Guerra olham com desconfiança para aquele que é a grande esperança de um ciclismo luso sedento de "heróis" desde 2003, ano da vitória de Nuno Ribeiro.
Para o corredor da Madeinox-Boavista, nono classificado e melhor jovem em 2008, os maiores "handicaps" poderão ser a inexperiência (23 anos) e a debilidade da sua equipa face às mais bem apetrechadas "armadas" de Tavira e da Charneca do Milharado.
"É claro que vou com alguma ambição, porque quero melhorar o que fiz no ano passado e se o fizer acho que estou no bom caminho", disse o corredor de Famalicão, campeão nacional de contra-relógio.
O primeiro "campo de batalha" será a Av. da Liberdade, palco do prólogo de quarta-feira, precisamente um "crono" de 2.400 metros que desce e sobe a principal artéria de Lisboa para estabelecer a hierarquia inicial e que até poderá ter outros protagonistas além dos especialistas.
Aliás, os 11 dias de corrida, intercalados por uma jornada de repouso, vão proporcionar até à fase decisiva (as duas últimas etapas) emoções para lá da luta dos favoritos, com outros intervenientes.
Num segundo plano, Eladio Jimenez e João Cabreira (CC Loulé) ou Bruno Pires e David Bernabéu (Barbort-Siper), vencedor de 2004, poderão evidenciar-se. Jimenez é mesmo candidato a vencer nas duas chegadas de montanha, na Senhora da Graça (4ª), em véspera do dia de descanso, e na Torre (9ª), mas as fraquezas no contra-relógio limitam-lhe as ambições em Viseu (10ª).
Num pelotão de 125 corredores (o mais curto desde 1993), repartidos por 14 equipas (8 estrangeiras), destaca-se também o italiano Damiano Cunego (Lampre), mas o vencedor do Giro de 2004 (19.º este ano) deverá passar com alguma discrição por Portugal na sua rota de preparação para a Volta a Espanha.
Campeão nacional de fundo, Manuel Cardoso (Liberty Seguros), 26 anos, terá espaço para mostrar a potência do sprint que já lhe valeu seis triunfos esta época, provavelmente com a concorrência de dois veteranos: Cândido Barbosa, que é aos 34 anos o corredor em actividade com mais vitórias de etapas na Volta (22), e o italiano Alessandro Petacchi (LPR Brakes), de 35 anos, que soma 147 vitórias, incluindo 27 no Giro, 19 na Vuelta e 4 no Tour.
As chegadas a Castelo Branco (1ª etapa), Fafe (5ª), São João da Madeira (7ª) e Aveiro (8ª) são as mais propícias a chegadas em pelotão compacto e, destas, as duas últimas farão a transição para os decisivos dias da Serra da Estrela e de Viseu, onde a capacidade de recuperação de esforço terá papel determinante.
Ali chegados, após nove dias de corrida com temperaturas entre 30 e 40 graus centígrados, aqueles que melhor combaterem o desgaste acumulado e maiores reservas de energia tiverem são os que estarão em melhores condições para lutar pela vitória na 71ª edição da Volta a Portugal.
Volta a Portugal: Portugueses em maioria no pelotão
Por força da redução do número de equipas estrangeiras, Portugal voltou a ter “domínio” do pelotão, precisamente o mais curto desde a edição de 1993, que apenas contou com 107 ciclistas à partida.
O segundo maior contingente é o espanhol, com 36 corredores, contra aos 54 que se apresentaram na edição de 2008, ganha pelo galego David Blanco (Palmeiras Resort-Prio), um dos 11 espanhóis que representam equipas portuguesas.
Com forte presença em três equipas, a Itália faz-se representar por 21 corredores e é o terceiro maior núcleo do pelotão, composto por ciclistas de 13 nacionalidades, todas europeias, à excepção de um argentino.
Ciclismo/Volta a Portugal: As etapas
- Percurso:
05 Ago: Prólogo, Lisboa - Lisboa, 2,4 km (CRI).
06 Ago: 1ª etapa, Caldas da Rainha - Castelo Branco, 228,7 km.
07 Ago: 2ª etapa, Idanha-a-Nova - Guarda, 175 km.
08 Ago: 3ª etapa, Fundão - Gouveia, 164,3 km.
09 Ago: 4ª etapa, Trancoso - Alto da Sra. Graça (Mondim de Basto), 158,1 km.
10 Ago: Dia de Descanso.
11 Ago: 5ª etapa, Felgueiras - Fafe, 184,6 km.
12 Ago: 6ª etapa, Barcelos - Santo Tirso, 174,6 km.
13 Ago: 7ª etapa, Póvoa de Varzim - São João Madeira, 161,8 km.
14 Ago: 8ª etapa, Gondomar - Aveiro, 166,1 km.
15 Ago: 9ª etapa, Oliveira do Bairro - Torre (Seia), 154,6 km.
16 Ago: 10 etapa, Viseu - Viseu, 30,8 km (CRI).
Total: 1.601 km.
domingo, 2 de agosto de 2009
Ciclismo: Volta a Portugal pode vir a ter pelotão mais pequeno desde 1993
No ano da segunda vitória de Joaquim Gomes, actual director da corrida, alinharam à partida apenas 107 ciclistas, enquanto nas 15 edições posteriores o pelotão mais reduzido foi o de 1994, com 126 corredores.
Com 14 equipas inscritas, a principal corrida do calendário nacional poderia ter no máximo 132 participantes, mas há várias formações que não se vão apresentar com o número limite de nove corredores.
Numa época em que o número de equipas profissionais portuguesas ficou reduzido a seis, vão estar presentes oito formações estrangeiras, menos duas do que a organização previa apresentar à partida do prólogo, em Lisboa, na quarta-feira.
Os recuos da Fuji-Servetto, da Skil-Shimano e da Agritubel, apenas compensados com a entrada da LPR Brakes, encurtaram o pelotão em 22 ciclistas face à edição de 2008, que teve 147 elementos.
O pelotão mais numeroso da Volta a Portugal foi o da 62ª edição, no ano 2000, que teve 179 corredores à partida, batendo o recorde estabelecido no ano anterior, com 170.
Volta a Portugal: Prémios em dinheiro muitos "modestos" em relação à Volta à França
A maior prova de ciclismo do Mundo, que terminou a 26 de Julho, reservou para prémios na última edição 2.039.200 euros e só o vencedor, o espanhol Alberto Contador, arrecadou praticamente um quarto dessa verba.
O total de prémios na Volta a Portugal equivale a menos de um terço dos 450 mil euros que ganhou Contador, sem contabilizar as vitórias de etapa do espanhol.
Na 71ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, que se realiza de 5 a 16 de Agosto, o vencedor terá direito a uma "modesta" verba de 18.980 euros e, no máximo, um corredor pode embolsar individualmente 41.958 euros.
Para isso, teria de cumprir uma missão "impossível": vencer o prólogo e as 10 etapas, ganhar o prémio da montanha e a classificação por pontos. Este montante pode ser elevado em 1.500 euros, até aos 43.458 euros, se o ciclista concorrer para o prémio da juventude.
O segundo lugar na Volta a Portugal confere um prémio de 9.485 euros, praticamente o dobro do que é atribuído ao corredor que termine no terceiro lugar no pódio (4.750 euros).
Mais modestas são as restantes compensações finais, entre os 2.387,50 euros para o quarto classificado e os 481,50 para os ciclistas que concluam a prova entre o décimo e o 20º posto.
Cada triunfo numa das 10 etapas em linha vale 3.615 euros, cerca de metade para o segundo classificado (1.805 euros) e de um quarto para o terceiro (905 euros), sendo atribuídas recompensas monetárias, num sentido descendente, até ao 20º classificado (92 euros).
O primeiro camisola amarela, que será encontrado no prólogo em Lisboa, vai "facturar" 1.810 euros, seguindo a mesma lógica para os 19 corredores "perseguidores", até 43 euros.
As classificações secundárias - pontos, montanha e juventude - garantem, cada uma, 1.500 euros ao vencedor, enquanto as classificações por equipas, tanto para a vencedora das tiradas, como para as três primeiras no final, são reconhecidas com troféus.