quinta-feira, 16 de junho de 2011
E.coli: Estirpe detectada em França é diferente da que originou epidemia na Alemanha
“Temos a certeza de que não é a mesma estirpe encontrada em rebentos de legumes na Alemanha”, declarou numa conferência de imprensa em Lille (norte) Daniel Lenoir, diretor-geral da Agência Regional de Saúde.
Sete crianças foram hospitalizadas na quarta-feira em Lille vítimas de uma intoxicação grave provocada por um tipo raro da bactéria E.coli.
As sete crianças, residentes em diferentes localidades do norte de França, têm em comum terem consumido hambúrgueres de carne importada da Alemanha, Bélgica e Holanda, da marca “Steaks Country”, vendidos na cadeia de supermercados Lidl.
Na Alemanha, uma epidemia provocada por uma estirpe da bactéria E.coli fez até agora 37 mortos, uma outra vítima mortal foi registada na Suécia. Depois de várias hipóteses que vieram a revelar-se falsas, a origem da epidemia foi identificada pelas autoridades alemãs em rebentos de legumes produzidos no país.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
E.Coli: Mais uma morte na Alemanha, número total de vítimas ascende a 38
A vítima era um nonagenário que vivia na cidade de Hamburgo, na região norte da Alemanha, de acordo com as autoridades locais.
O número de vítimas mortais associado ao surto epidémico ascende agora a 37 na Alemanha e a 38 na Europa.
As mesmas fontes indicaram que 15 novos casos de doentes com Síndrome Hemolítico Urémico, complicações renais graves causadas pela bactéria, foram registados.
A região de Hamburgo está a ser particularmente afetada pelo surto, com registo de 1071 casos de contaminação.
Em termos globais, segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 3300 pessoas foram contaminadas pela bactéria em 14 países europeus, nos Estados Unidos e no Canadá.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Bactéria E.coli: Não coma rebentos crus se for à Alemanha
A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda, em comunicado, especial cuidado para quem vá para a região de Hamburgo.
Os viajantes deverão "respeitar as recomendações que as autoridades alemãs divulgam" e evitar comer rebentos crus.
Apela ainda aos viajantes que cumpram com rigor todas regras de higiene, como lavar bem as mãos antes de preparar alimentos, antes das refeições e depois de ir à casa de banho ou de mudar fraldas e lavar bem facas, pratos e os utensílios usados na preparação dos alimentos.
"Quando regressar a Portugal, se lhe aparecer diarreia sanguinolenta ou outros sintomas gastrointestinais deverá consultar o médico referindo a condição de viajante", acrescenta o comunicado da DGS.
domingo, 12 de junho de 2011
Segundo caso de E.coli detectado no Luxemburgo
De acordo com o Ministério da Saúde luxemburguês trata-se de uma mulher que terá contraído a doença durante uma viagem ao norte da Alemanha, na primeira semana de Junho.
Alguns dias após o regresso ao Luxemburgo, a paciente desenvolveu a sintomatologia típica de diarreia com sangue, estando agora internada num hospital.
À semelhança do que aconteceu com o primeiro caso detectado no Luxemburgo, as autoridades limitam-se a recomendar o respeito pelas regras elementares de higiene, uma vez que a infecção foi contraída durante uma deslocação à Alemanha.
O primeiro caso de infecção gastrointestinal provocada pela bactéria EHEC 0104 foi detectado no dia quatro de Junho, no Luxemburgo. A bactéria alojou-se numa mulher de 50 anos que tinha estado na região de Hamburgo, o epicentro da epidemia, durante a segunda semana de Maio.
Ao todo, o surto de infecções causadas por uma variante perigosa da bactéria E. coli já causou 35 mortes na Alemanha e uma na Suécia – uma mulher que tinha estado nesse mesmo país. Das mais de 3.200 pessoas infectadas, cerca de 812 poderão vir a sofrer complicações relacionadas com a infecção.
As autoridades alemãs anunciaram que a origem do surto terá estado, “quase com total segurança”, nos rebentos de vegetais provenientes de uma pequena plantação em Bienenbüttel, na Baixa Saxónia, depois de as primeiras suspeitas terem recaído sobre os pepinos importados de Espanha. Alguns trabalhadores dessa plantação também foram infectados por esta variante da E. coli .
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Última Hora/Bactéria E.coli: Origem da epidemia está em rebentos vegetais, afirmam cientistas alemães
O presidente do instituto Robert Koch, Reinhard Burger, disse, em conferência de imprensa, que apesar de ainda não haver resultados dos testes laboratoriais aos rebentos recolhidos numa quinta na Baixa Saxónia, a investigação epidemiológica produziu provas suficientes para concluir a origem.
Foto: NIAID (Public Domain)
terça-feira, 7 de junho de 2011
Luxemburgo detecta primeira infecção de bactéria E. Coli
O primeiro caso de infecção gastro-intestinal provocada pela bactéria EHEC 0104 foi detectado no sábado no Luxemburgo.
Trata-se de uma mulher de 50 anos que tinha estado na região de Hamburgo, o epicentro da epidemia, durante a segunda semana de Maio. Alguns dias depois, surgiram os primeiros sintomas. Tinha diarreia com sangue e decidiu consultar um médico. "Como tinha sintomas da doença, foi ao médico, que a mandou fazer análises", explica ao POINT24 Pierre Weicherding, chefe de Divisão da Inspecção Sanitária do Luxemburgo.
O bacilo suspeito foi posto em cultura, mas os resultados só foram conhecidos no sábado. As análises do Laboratório Nacional de Saúde confirmaram que se trata da mesma estirpe que já fez 21 mortos na Alemanha e um na Suécia.
No caso detectado no Luxemburgo, a doente não desenvolveu quaisquer complicações graves, como a síndroma hemolítica urémica (SHU), nem chegou a precisar de internamento. Quando os resultados das análises chegaram, "já estava curada", diz o médico.
A ausência de sintomas graves pode dificultar a detecção de outros casos e a Inspecção Sanitária do Luxemburgo não exclui que haja mais infecções no país.
"Não está excluído que haja outros casos no Luxemburgo. A maioria das pessoas não ficam muito doentes, limitam-se a apresentar sintomas de gastro-enterite comum. E há muitos luxemburgueses que viajam para a Alemanha, por isso [o aparecimento de outros doentes] não está excluído. Mas até agora não detectámos mais nenhum caso", disse ao P OINT24 o chefe de Divisão da Inspecção Sanitária do Luxemburgo.
As recomendações do Ministério da Saúde luxemburguês, essas, continuam as mesmas: lavar as mãos e os legumes crus e cozinhar os alimentos. "Este caso não muda nada, a situação é a mesma. A infecção foi contraída na Alemanha, e continua sem se saber ao certo a origem do problema. Está tudo em aberto", diz Pierre Weicherding.
P.T.A.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
UE debate hoje no Luxemburgo crise sanitária provocada por bactéria E.coli
O comissário europeu da Saúde, John Dalli transmitirá, no conselho de ministros, as últimas informações sobre o surto.
“Pretendo manter um debate substantivo e concreto sobre este importante tema no conselho (…), com a esperança de que possamos consolidar os nossos esforços para combater o surto de E.coli”, afirma o comissário num comunicado, citado pela agência Efe.
No sábado, a Comissão Europeia ofereceu ajuda às autoridades alemãs para acelerar as investigações que permitam averiguar a origem do surto infecioso.
O Executivo comunitário afirmou, na altura, estar disposto a participar nos trabalhos de investigação e a verificar os resultados das diversas análises para acelerar a identificação da origem da infeção.
A ministra espanhola da Saúde, Política Social e Igualdade, Leire Pajín, já anunciou que, durante a reunião, vai pedir a revisão do atual sistema europeu de alerta alimentar, para evitar danos como os sentidos no setor hortofrutícola espanhol devido à chamada “crise dos pepinos”.
Um surto infecioso da bactéria Escherichia Coli (E.coli) foi detetado na Alemanha na semana passada.
Apesar de as autoridades terem inicialmente atribuído o surto à contaminação de pepinos espanhóis, a origem da infeção continua desconhecida.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou já tratar-se de uma nova estirpe da bactéria nunca antes detetada.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Epidemia de bactéria EHEC: Alemanha regista décima-primeira vítima mortal
Até domingo, a perigosa variante da EHEC, conhecida por Síndrome Hemolítico Urémico (HUS), que pode causar graves danos intestinais, renais e do sistema nervoso central, já tinha matado dez pessoas, nove mulheres e um homem, todos no norte da Alemanha. E o instituto Robert Koch, responsável pelo controlo sanitário e luta contra doenças, diz que há 319 doentes com problemas renais graves.
Na UE, registaram-se três infecções em França, 25 na Suécia, sete na Dinamarca, três no Reino Unido, dois na Áustria, e um na Holanda e Suíça.
Tomate sob suspeita no Luxemburgo: Epidemia de bactéria EHEC
Angélica dos Santos é fã de saladas, mas mudou os hábitos alimentares desde que a bactéria ECEH apareceu. Ainda não abdicou da alface, "bem lavadinha em água e vinagre, porque nunca se sabe", mas já disse não aos pepinos. E verifica a proveniência do tomate, para garantir que não vem de Espanha. Tomate, agora, "só português", diz a imigrante portuguesa de 54 anos.
Bactéria é perigosa
Mas há quem defenda medidas mais drásticas. A Ordem dos Médicos alemã, que já reconheceu que a bactéria "é um potencial risco para a vida das pessoas", recomenda que se abdique temporariamente não só do tomate e pepino crus, mas também de qualquer tipo de saladas.
Por enquanto, as autoridades alemãs só confirmaram a presença da bactéria Escherichia coli Entero-hemorrágica em pepinos provenientes de Espanha, e puseram o tomate e as saladas em alerta. É que apesar de a bactéria não ter sido detectada nesses alimentos, o inquérito epidemiológico feito pelas autoridades alemãs indica que as pessoas infectadas tinham consumido grandes quantidades de tomate e saladas. No Luxemburgo, já foram retirados do mercado três variedades de tomate biológico ("cherry", " cocktail", e "vine tomatoes Roma", vendido nas lojas Alavita, em Junglinster, e Mullebutz, na capital). Mas ainda não se sabe se os tomates, retirados após o alerta preventivo da Comissão Europeia, estavam ou não contaminados.
"Só devemos ter resultados no final desta semana", disse ao CONTACTO Patrick Rau, responsável do Serviço de Segurança Alimentar do Luxemburgo.
Quanto a comer ou não saladas, aquele responsável é cauteloso. Abdicar de comer legumes crus não faz parte das recomendações daquele órgão. Pelo menos para já. "Continuamos sem saber com certeza a fonte da epidemia, mesmo na Alemanha", frisa. "Desde a semana passada que recolhemos amostras para análise no Luxemburgo, mas ainda estamos à espera dos resultados. O que recomendamos é respeitar os conselhos de higiene habituais: lavar bem os legumes, descascá-los ou cozê-los, porque o calor mata as bactérias".
P.T.A. (com Lusa)
Foto: Shutterstock
sexta-feira, 27 de maio de 2011
União Luxemburguesa dos Consumidores alerta para legumes contaminados com a bactéria EHEC
A União Luxemburguesa dos Consumidores (ULC) divulgou hoje um comunicado, no qual alerta para a perigosidade dos legumes infectados com a bactéria EHEC, provenientes
da Espanha e dos Países-Baixos, que são comercializados na Alemanha, e faz algumas recomendações que a população deve seguir.
A ULC recomenda que as pessoas evitem comer legumes, nomeadamente pepinos; que sigam à risca as recomendações de organismos públicos e que consultem regularmente o site da autoridade da segurança alimentar (http://www.securite-alimentaire.public.lu/actualites/alertes/2011/05/EHEC/index.html).
De maneira a prevenir a infecção pela bactéria EHEC, a ULC recomenda que os consumidores sigam as seguintes instruções:
- Lavar cuidadosamente os legumes crus;
- Aquecer a 70°C, durante pelo menos dois minutos, a carne de ruminantes antes desta ser consumida;
- Ferver o leite antes deste ser consumido;
- Lavar cuidadosamente as mãos com água e sabão e secá-las convenientemente antes da preparação dos alimentos, depois de estar em contacto com animais ou carne crua, e antes das refeições;
- Conservar e preparar a carne crua separadamente dos utensílios de cozinha como pratos, talheres e tábua de cozinha;
- Lavar e secar a superfície de preparação dos alimentos e os utensílios de cozinha imediamente após estarem em contacto com carne crua, a sua embalagem ou a água dos alimentos;
- Substituir, na medida do possível, os panos e as esponjas de cozinha após a preparação da carne, ou em alternativa, lavá-los a 60°.
Foto: Shutterstock