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quinta-feira, 10 de março de 2011

Luxemburgo: Liberalização do sector dos correios a partir de 1 de Maio - sindicato ameaça com protestos

O presidente do Sindicato dos Correios, Eugène Kirsch, pondera levar a cabo acções de protesto contra a liberalização do sector que entra em vigor a 1 de Maio. A decisão é tomada no Congresso Nacional de 19 Março.

A partir do próximo dia 1 de Maio, os carteiros recrutados pela P&T (Correios luxemburgueses) deixam de ser contratados como funcionários públicos. São temporariamente designados de "assistentes" e vão ficar a cargo de um carteiro com experiência. Os actuais 480 carteiros que trabalham na distribuição do correio mantém o estatuto de funcionários públicos.

Segundo Eugène Kirsch, esta situação poderá levar a que duas pessoas que efectuem o mesmo trabalho ganhem salários diferentes.

Foto: Marc Wilwert

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Luxemburgo: Novos carteiros deixam de ser funcionários públicos a partir de 1 de Maio de 2011

Para o próximo ano, os carteiros deixam de ser contratados como funcionários públicos. A direcção e os sindicatos da empresa de correios e de telecomunicações P&T assinaram na quarta-feira um acordo "que não acaba com a profissão de carteiro, mas que significa a contratação de novo pessoal sob o estatuto de empregados privados a partir de 1 de Maio de 2011", explicou director-geral da P&T, Marcel Gross.

Recorde-se que o sector das telecomunicações terá de se abrir completamente ao investimento privado até 2013, segundo as directivas europeias. O Luxemburgo, por causa da dimensão do seu território, e a Grécia, devido ao seu elevado número de ilhas, beneficiaram de uma derrogação. Os restantes Estados-membros da UE têm de aplicar a directiva imposta por Bruxelas já a partir de 1 de Janeiro do próximo ano.

A partir de 1 de Maio de 2011, o novo pessoal recrutado da P&T será temporariamente designado de "assistente" e vai ficar a cargo de um carteiro com experiência.

Os actuais 480 carteiros que trabalham na distribuição de correio mantêm o estatuto de funcionários públicos e ficam encarregues de dar formação ao pessoal novo.

A partir de Janeiro de 2011, serão negociados contratos colectivos para todos os assalariados que trabalhem sob o estatuto de empregado privado no seio da P&T.

O presidente do sindicato dos carteiros ("Bréifdréieschgewrkschaft"), Eugène Kirsch, admitiu ter assinado o acordo "contra a vontade e apenas com o objectivo de perenizar o futuro da empresa".

Foto: Marc Wilwert

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Luxemburgo: Tarifa única para cartas até 50 gramas, a partir de 1 de Setembro

A partir desta quarta-feira, 1 de Setembro, os preços dos envios postais nacionais e internacionais mudam. Uns sobem, outros descem.

A partir de amanhã haverá apenas uma tarifa única - 0, 60 euros - para os envios postais nacionais que pesem até 50 gramas. Antes, as cartas que pesassem no máximo 20 gramas custavam 0,50 euros e os envios entre 20 e 50 gramas custavam 0,70 euros.

Para envios para a Europa, uma carta "standard" (até 50 gramas) passa a custar 0,85 euros, quando anteriormente uma carta até 20 gramas custava 0,70 e uma até 50 gramas 1 euro.

Para envios para o Resto do Mundo, o preço fica estabelecido nos 1,10 euros, o que equivale a um aumento para os envios até aos 20 gramas, que custavam 0,90, e a uma redução para os que pesavam até 50 gramas e que custavam 1,40 euros.

A empresa Postes & Télécommuniatins (P&T) vai também adaptar os preços das encomendas e os grandes volumes não estandardizados.

A empresa justifica esta alteração das tarifas para "manter a qualidade do serviço". O último aumento dos preços dos envios postais teve lugar em 2003.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Luxemburgo: Distribuição do correio em zonas rurais vai passar a ser feita em bombas de gasolina

A distribuição do correio em três regiões rurais – Weiswampach, Wincrange e Marnach – vai passar a ser feita em estabelecimentos comerciais e bombas de gasolina. Estas "PostShops", segundo a empresa de correios luxemburguesa Postes et Télécomunications (EPT), correspondem melhor às novas necessidades dos clientes. Contudo, nem toda a gente pensa desta forma.

Há quem considere que o serviço público não pode acabar na periferia das cidades. A qualidade, a acessibilidade e a proximidade dos serviços postais devem ser garantidas quer nos meios urbanos quer nas regiões menos populosas.

A P&T quer "optimizar a rede", nomeadamente no norte do país, onde os pontos de distribuição do correio são pouco frequentados e, por isso, cederão o seu lugar, a pouco e pouco, às "PostShop".

Horas de abertura alargadas

A ideia destas lojas é assegurar os serviços postais nos locais onde as pessoas vão passar com toda a certeza, quer para fazer compras quer para meter gasolina. As horas de abertura são alargadas, se comparadas às dos postos dos correios, que fecham, normalmente, às 17h.

As "PostShop" têm, no entanto, algumas restrições a nível financeiro. "As operações financeiras, como transferências, pagamentos ou levantamentos de dinheiro são limitados a 250 euros", explica Olivier Mores, responsável da comunicação da P&T.

Em Noerdange, as autoridades autárquicas adoptaram a ideia rapidamente. "A 'PostShop', situada num grande centro comercial em Oberpallen, é acessível a um número maior de pessoas. De qualquer modo, podemos sempre perguntar por que razão o posto não é gerido por um funcionário dos Correios", nota Tim Hengen, vereador de Beckerich.

Dúvidas sobre a confidencialidade

É ao nível da confidencialidade que o problema se coloca. "Alguns habitantes não gostam que o serviço postal se misture com a padaria, por exemplo", disse ao jornal "La Voix du Luxembourg" um funcionário da comuna de Préizerdaul. "Não deixa de ser estranho que a pessoa que nos serve o pão seja a mesma que vende selos e executa as nossas operações financeiras... Do ponto de vista da discrição, não é uma situação muito feliz para uma pequena localidade. Por isso, muitas pessoas preferem meter-se no carro e ir ao posto dos correio de Redange-sur-Attert".

Recorde-se que, em resposta a uma questão parlamentar, o ministro da Economia garantiu que "os responsáveis pelos PostShop estão submetidos ao respeito do segredo da correspondência" e lembrou que os agentes da P&T terão de fazer uma formação. Contra esta medida estão os carteiros, que através da respectiva Federação fizeram saber que estão ao corrente do que pretende fazer a P&T. "Esta poderá ser uma táctica para, a pouco a pouco, fechar todos os postos dos correios e substituí-los pelos PostShops", acusam.

F. Pinto
Foto: Marc Wilwert

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Dudelange: A partir de hoje, carteiros substituídos por distribuidores de jornais

O projecto-piloto dos P&T (Correios) de Dudelange de delegar o trabalho dos carteiros a distribuidores de jornais deixou o sindicato da profissão em estado de alerta. O sindicato dos carteiros luxemburgueses, a "Lëtzebuerger Bréifdréiergewerkschaft" (FSFL), receia uma generalização deste princípio.

A partir desta segunda-feira, 15 de Fevereiro, os P&T vão testar em Dudelange um novo dispositivo em matéria de distribuição do correio. Os quatro actuais circuitos de distribuição do correio vão ser reorganizados em oito itinerários mais curtos. A ideia é que os que os distribuidores de jornais, uma vez finda a sua tarefa, voltem a fazer os mesmos circuitos, desta vez para distribuir o correio. É o que vai acontecer em seis dos oitos circuitos. Os dois restantes serão feitos pelos carteiros. O projecto prolonga-se até Setembro.

Da parte dos P&T nada foi adiantado sobre o objectivo do projecto. Mas, Olivier Mores, porta-voz daquela empresa, não escondeu que esta medida se inscreve no contexto da liberalização do sector, prevista, recorde-se, para 2013. Este sector vai ser liberalizado e o último monopólio dos Correios – a distribuição de cartas de menos de 50 gramas – deixará de ser exclusivo.

O sindicato dos carteiros FSFL, embora reconheça a situação particular, teme que o dispositivo se estenda a todo o país.

"Há quase dois anos que não são contratados novos carteiros", afirma o presidente Eugène Kirsch, para quem essa é a razão da crescente insatisfação dos consumidores, cujo correio chega cada vez mais frequentemente atrasado. Segundo ele, os carteiros estão também descontentes com a carga cada vez maior de trabalho. "É um vulcão que está em ebulição", avisa Eugène Kirsch.

F. Pinto
Foto: Marc Wilwert