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domingo, 4 de março de 2012

Portugal "alcança" Irlanda com 14,8% de desemprego

Foto: Lusa
Portugal alcançou a Irlanda com a terceira taxa de desemprego mais alta da União Europeia, ao registar uma subida para os 14,8 % em Janeiro deste ano, mais duas décimas que em Dezembro de 2011, diz o Eurostat.

O gabinete oficial de estatísticas da UE explica que, relativamente aos dados divulgados no mês passado referentes a Dezembro de 2011, reviu ontem em alta a taxa de desemprego em vários Estados-membros, tendo a revisão mais significativa sido a de Portugal, já que antes apontara para uma taxa de 13,6 % no último mês do ano, revista em alta em um ponto percentual.

O Eurostat indica que as revisões em alta se deveram sobretudo à inclusão, nos processos de cálculo, dos dados mais recentes do inquérito comunitário sobre as forças de trabalho, e da actualização das séries corrigidas de variações sazonais. Com estes dados actualizados e publicados ontem, apenas Espanha, com uma taxa de desemprego de 23,3 %, e a Grécia (19,9 %, dados que remontam a Novembro de 2011) apresentam valores mais elevados que Portugal, que igualou a Irlanda com uma taxa de 14,8 %, já que a taxa portuguesa subiu 0,2 por cento relativamente a Dezembro (14,6) e a irlandesa uma décima (era de 14,7).

Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Economia portuguesa recua 3,3 % em 2012

A Comissão Europeia reviu ontem em baixa as previsões para a evolução da economia portuguesa.
O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal deve diminuir 3,3 % em 2012. Nas previsões intercalares divulgadas ontem pela Comissão para os 27, só na Grécia (-4,4 %) está prevista uma recessão pior do que Portugal. Em Novembro, a Comissão previa uma quebra do PIB na ordem dos 3 %, o mesmo valor que o Governo inscreveu no Orçamento do Estado para 2012. Ao contrário das previsões de Novembro, os dados intercalares ontem apresentados não contêm números sobre 2013, nem para outros indicadores senão o PIB e a inflação (que deverá atingir 3,3 %). A Comissão nota que a "redução muito forte no emprego" no final do ano passado teve um impacto significativo no consumo privado, uma tendência que se deverá prolongar em 2012.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Desemprego em Portugal disparou para os 14 %

Foto: Lusa
A taxa de desemprego em Portugal subiu para 14 % no quarto trimestre de 2011, mais 1,6 pontos percentuais face aos 12,4 % registados no trimestre anterior. Os números foram avançados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística.

O número recorde saiu pior que o esperado pelos economistas sondados pela Lusa, que projectavam uma taxa de desemprego entre 13 % e 13,5 % no quarto trimestre.

"Esta subida no quarto trimestre foi considerável atendendo aos números trimestrais anteriores. Já era de esperar uma degradação atendendo à informação dos centros de emprego, mas o número surpreende pela negativa e excede as nossas previsões", afirmou ontem Paula Carvalho, economista do BPI, à Reuters, acrescentando que "isso mostra que a recessão está a ter um impacto muito significativo no mercado de trabalho".

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Despedimentos colectivos duplicaram em Portugal


Foto: Lusa
O número de empresas que recorreram ao despedimento colectivo em Portugal mais do que duplicou em 2011, em relação ao ano anterior. Os números são da Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

Foram 641 as empresas que recorreram ao despedimento colectivo no ano passado, o que representa uma subida de 118 % face a 2010. Ao todo, mais 6.526 trabalhadores perderam o emprego (+88,5 %), contra 3.462 em 2010. Numa análise por regiões, o número mais elevado de despedimentos colectivos fixou-se em Lisboa e Vale do Tejo (289), seguindo-se a região Norte (252) e a zona Centro (58). A DGERT revela ainda que do total de trabalhadores visados em 2011, o processo de despedimento de pelo menos 6.922 não está ainda concluído e 224 processos foram revogados.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Desemprego: 84% dos portugueses acredita que o pior ainda está para vir

Cerca de 84 por cento dos portugueses acredita que o desemprego ainda vai continuar a aumentar em resultado da crise económica, ao passo que apenas 11 por cento pensa que a situação não piorará, segundo um Eurobarómetro hoje divulgado.

Do total dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE), Portugal é o que regista menor confiança perante a crise e a sua relação com a falta de emprego, seguido de Chipre e Reino Unido, onde 80 por cento e 79 por cento dos cidadãos, respetivamente, acredita que o desemprego provocado pela turbulência económica ainda não atingiu o pico.

Os números hoje avançados pela Comissão Europeia dizem respeito ao Eurobarómetro de outono de 2011 e baseiam-se em entrevistas individuais realizadas em novembro desde ano.
Foram entrevistas mais de 31 mil pessoas dos 27 Estados-membros e de países candidatos, nota Bruxelas.

De acordo com a sondagem, os cidadãos europeus consideram ainda a UE a entidade mais qualificada para enfrentar a atual crise económica, mais que os governos de cada país, o G20 e o Fundo Monetário Internacional.

"Em geral, os cidadãos europeus continuam a ter mais confiança na UE (34 por cento) do que nos respetivos governos nacionais (24 por cento). No entanto, ambos os resultados denotam uma acentuada diminuição (-7 e -8 pontos, respetivamente) em relação ao inquérito da primavera de 2011", aponta o executivo comunitário.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Desemprego em Portugal atingiu novo máximo histórico de 12,6 por cento

A taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 12,6 por cento em abril, igual valor ao registado em março, indicou hoje o gabinete de estatística das comunidades europeias, o Eurostat.

De acordo com os dados hoje divulgados, o desemprego supera os 12 por cento desde o mês de janeiro, quando atingiu os 12,2 por cento, subindo para os 12,5 por cento em fevereiro e mantendo-se nos 12,6 por cento em março e abril.

O salto dos 11,2 por cento em dezembro para os 12,2 por cento em janeiro justifica-se pelas alterações ao método de recolha de informação operadas pelo Instituto Nacional de Estatística, que passou a fazer o inquérito por telefone a partir da segunda consulta às pessoas escolhidas na amostra, desde que estas aceitem responder por telefone.

O inquérito em si também sofreu algumas alterações, com o INE a justificar estas mudanças com uma queda progressiva na taxa de resposta no inquérito ao emprego e a mudança para métodos utilizados por países estatisticamente desenvolvidos.

Este valor afeta a taxa mensal de desemprego do Eurostat, porque esta é calculada com uma fórmula própria mas com recurso aos dados do inquérito ao emprego do INE (que publica dados trimestrais) e do número de desempregados inscritos pelo IEFP.

O Eurostat alerta ainda que, devido a estas alterações, a comparação com os dados anteriores a janeiro é possível mas limitada.

O Eurostat indica ainda que a taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos em Portugal foi de 27,4 por cento em abril, uma ligeira melhoria face aos 27,8 por cento registados em março.

A taxa desemprego é ainda mais alta nas mulheres, 12,9 por cento em abril (igual valor em fevereiro e março), sendo nos homens de 12,3 por cento.

No conjunto dos 17 países da Zona Euro a taxa de desemprego fixou-se nos 9,9 por cento em abril, igual valor ao registado em fevereiro e março, melhorando ligeiramente para o conjunto dos 27 países da União europeia, de 9,5 por cento (desde dezembro até março) para 9,4 por cento em abril.

Dos 21 países que o Eurostat publica dados mensais da taxa de desemprego em abril, Portugal situa-se como o quarto país com a maior taxa de desemprego, atrás apenas da Espanha (20,7 por cento), da Irlanda (14,7 por cento) e da Eslováquia (13,9 por cento).

Foto: Lusa

terça-feira, 1 de março de 2011

Portugal: Desemprego atinge valor recorde de 11,2%

O desemprego em Portugal deverá ter atingido um máximo histórico de 11,2% entre Setembro e Janeiro, segundo os dados divulgados hoje pelo Eurostat.

Este número constitui um novo recorde relativo a dados do desemprego em Portugal, depois de a meio do mês passado o INE ter anunciado que, no último trimestre do ano passado, a taxa de desemprego no país foi de 11,1%. Trata-se também de um valor inédito nos registos do Instituto Nacional de Estatística.

Os dados divulgados hoje indicam que Portugal teve em Janeiro a sexta taxa de desemprego mais elevada da zona euro, onde os 20,4% da Espanha continuam a ser o valor mais elevado. Seguem-se a Eslováquia (14,5%), a Estónia (14,3% em Dezembro), a Irlanda (13,5%) e a Grécia (12,9% em Setembro). O desemprego recuou uma décima de Dezembro para Janeiro no conjunto da zona euro, e quatro décimas na UE.