Mostrar mensagens com a etiqueta energia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta energia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Luxemburgo: Salão da energia, este fim-de-semana, na Luxexpo

Decorre entre sexta-feira e domingo (29 de Abril e 1 de Maio) a primeira edição do salão "myenergy days" na Luxexpo, em Kirchberg.

O certame visa promover o investimento no transformação energética de edifícios, sobretudo os comerciais e os de habitação, já que estes consomem na União Europeia cerca de 40 % da energia total.

O salão pretende reunir os profissionais do sector da construção, da distribuição e da revenda de energia e os consumidores, de modo a sensibilizar todos os envolvidos para o assunto. O objectivo a longo prazo é diminuir o consumo de electricidade no Luxemburgo.

O salão está dividido em quatro espaços temáticos: "Exterior do edifício", centrado sobre os materiais de isolamento; o espaço "Técnica da estrutura" trata dos sistemas de aquecimento, ventilação, energia solar e iluminação; a parte "Serviços" é dedicada aos arquitectos, engenheiros e consultores em energia; o espaço "Encontros" inclui, durante os três dias, conferências e apresentação de novos produtos e materiais.

Mais informações em www.myenergy.lu, na internet.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Internet: Google quer entrar no mercado da energia

O gigante da Internet Google pediu autorização às autoridades norte-americanas para entrar no mercado da energia, com o objectivo de vender electricidade no mercado grossista e abastecer-se directamente.

De acordo com o documento entregue à Comissão reguladora de energia no fim do mês de Dezembro, o grupo, através da sua subsidiária Google Energy, pediu para beneficiar do estatuto de vendedor e das "tarifas associadas" e de uma "autorização geral" para comprar e vender nos mercados de energia.

Este pedido representa um passo suplementar do Google no domínio da energia, a fim de atingir o seu objectivo de neutralidade em carbono.

O grupo tinha anunciado em 2007 que pretendia investir em energias verdes e lançou uma nova ferramenta, o PowerMeter, que permite aos particulares e às empresas controlar os seus consumos.

Em meados de Dezembro, o grupo reafirmou no seu blogue "Going green at Google" o empenho em atingir a neutralidade em carbono e reduzir as suas emissões de gás com efeito de estufa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Certificado energético obrigatório no Luxemburgo, a partir de 1 de Janeiro

Se pretende vender ou arrendar o seu imóvel a partir de Janeiro de 2010, ou se estiver a pensar comprar ou arrendar uma nova habitação, então leia o que se segue.

A conferência "O passaporte energético e a sua utilização pratica", reuniu um grupo de peritos em várias áreas, tendo sido promovida pelo BCEE – Banque et Caisse d'Epargne de l'Etat, e realizada no Luxemburgo, no primeiro dia deste mês.

Mas o que é o certificado do desempenho energético? Em poucas palavras, o certificado energético quantifica o gasto de energia de um imóvel, e avalia o seu desempenho, classificando-o em nove classes: de "A" (melhor desempenho e maior poupança de energia) a "I" (pior desempenho e menor poupança de energia) e resulta da aplicação da transposição de uma Directiva Comunitária em todos os estados membros da União Europeia.

E quais são as informações que constam do certificado? Em primeiro lugar existe uma identificação do imóvel, com a sua localização e elementos constantes do registo. Em seguida, surge a indicação da classe energética atribuída, bem como, as necessidades anuais globais de energia para climatização e produção de águas quentes e a quantidade de CO2 que o seu imóvel emite para a atmosfera.

No certificado são ainda sugeridas várias medidas de melhoria, ou seja, propostas quantificadas para reduzir a sua factura energética, reduzir a emissão de Carbono e melhorar o conforto térmico do seu imóvel que não têm, obrigatoriamente que ser cumpridas, mas podem melhorar o desempenho energético do seu imóvel. O certificado indica, ainda, sendo estas medidas implementadas qual a classe energética obtida.

Para as construções novas o certificado energético já era obrigatório desde Janeiro de 2008 tendo estas de obter uma classificação energética nunca inferior à letra "D". A partir de 1 de Janeiro próximo a obrigatoriedade estende-se às construções usadas, desde que exista uma mudança de proprietário ou de arrendatário. Nestes casos o proprietário deve ter na sua posse o certificado do desempenho energético da habitação que será emitido por peritos qualificados acreditados junto do Ministério da Economia e do Comércio Exterior.

Seja para imóveis novos ou usados o certificado energético é sempre válido por 10 anos findos os quais uma nova avaliação das características de consumo energético do imóvel tem de ser realizada.

Outro dos temas abrangidos pela conferência foram as ajudas financeiras do estado, para já, previstas até ao fim de 2012, para quem pretenda melhorar a eficiência energética da sua habitação. Aqui as construções novas são elegíveis para receber subsídios, apenas se integrarem nas categorias A e B. São as designadas habitações passivas ou de consumo reduzido. Já as construções já existentes devem contar pelo menos 10 anos, mas são aceites tanto renovações parciais como integrais caso no qual o valor do subsídio será majorado em 20 %. A título de exemplo refira-se que o isolamento das paredes exteriores de um imóvel é subsidiada em 20 euros por m2 e a substituição das janelas com vidros duplos ou triplos a 25 ou 80 euros por m2, respectivamente.

Finalmente, foi ainda referido, pelo representante da Ordem dos Arquitectos, que não se deve confundir o facto de uma habitação ter um certificado energético com a letra "I", ou seja, a pior classificação possível, com uma habitação sem qualidade. Segundo o mesmo representante 90 % das habitações do Grão-Ducado, construídas antes da década de 70, serão classificadas, exactamente, com a letra "I" e isso revela, apenas, a avaliação energética do imóvel.

Mais informação pode ser obtida em www.energie.lu , no site da Ordem dos Arquitectos em www.oai.lu/ ou ainda em http://www.environnement.public.lu/ o portal do ambiente no Grão-Ducado.

Francisco d’Oliveira
Foto: Christian Mohr

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Portugal: Novo Governo Sócrates quer que país lidere nas energias renováveis

A primeira prioridade do novo Executivo de José Sócrates na sua estratégia para modernizar o país passa por "liderar na revolução energética", por exemplo eliminando as importações de electricidade até 2020 ou multiplicando por 10 a actual meta da energia solar.

No programa que o novo Governo entregou segunda-feira na Assembleia da República, o Executivo escreve que "o desafio do aquecimento global e das alterações climáticas é uma extraordinária oportunidade para Portugal", designadamente para "adoptar medidas para aumentar a autonomia energética" bem como "diminuir fortemente o défice externo e o endividamento do país".

Para tal, o Governo considera essencial aumentar a produção de electricidade através de energias renováveis, melhorar a eficiência energética, expandir a fileira industrial ligad aà energia e introduzir uma nova mobilidade eléctrica (ou seja, apostar em carros eléctricos em troca dos motores de combustão).

Assim, o Executivo propõe 28 medidas específicas relacionadas com a energia, sendo que a primeira é assegurar que Portugal está entre "os 5 líderes europeus" no que toca a objectivos de energia renovável até 2020.

No que toca a empresas, o Governo quer "assegurar a afirmação de Portugal na liderança global na fileira industrial das energias renováveis", pretendendo nesse sentido "conquistar posições nos mercados de elevado potencial".

Aumentar autonomia nacional em termos energéticos

Do lado da produção, o Governo prevê a "duplicação da capacidade de produção de energia eléctrica" até 2020, "eliminando importações (actualmente cerca de 20% do consumo) e desactivando as centrais mais poluentes" e "consolidar a aposta na energia eólica, aumentando para 8.500 megawatts o objectivo para 2020".

Nas hídricas, o Governo compromete-se a "implementar o Plano Nacional de Barragens" e a criar um "novo plano nacional para as mini-hídricas", com o objectivo de "aumentar em 50% a capacidade actual [cerca de 500 megawatts]".

Na energia solar, o Executivo quer "multiplicar por 10, em 10 anos, a meta actual da energia solar [de 150 para 1.500 megawatts]". Também se propõe "avançar com uma nova fileira na área da geotermia [250 megawatts] até 2020".

Do lado do consumo, é objectivo "assegurar a cobertura de 50% dos consumidores nacionais até 2015 e 80% até 2020 pela rede inteligente de distribuição de electricidade" e "terminar, a prazo, com a comercialização de lâmpadas incandescentes".

O Governo também quer que em 2020 "750 mil dos veículos em circulação sejam híbridos ou eléctricos", para o que pensa assegurar a criação de "uma rede piloto de mobilidade eléctrica".

No que toca a legislação, o Executivo quer "racionalizar toda a legislação do sector das renováveis" integrando-a num só diploma. Já quanto à regulação, o objectivo é "continuar a promover a concorrência dos mercados da energia e a transparência dos preços [electricidade, gás natural, combustíveis]", designadamente no quadro do MIBEL e do MIBGÁS.

Luxemburgo: Enovos reduz tarifas de electricidade entre 2010 e 2012

Um efeito positivo da crise económica é a queda dos preços da electricidade no mercado internacional.

Esta situação leva a que a empresa fornecedora de energia, Enovos (que nasceu da fusão entre as antigas Cegedel, SaarFerngas e Soteg), adapte as tarifas junto dos consumidores, reduzindo-as de pelo menos 10 %. As novas condições tarifárias entram em vigor a partir de Janeiro de 2010.

A empresa apresentou o tarifário para 2010, cuja grande novidade é a redução dos preços de 10 % para os lares consumidores de baixa tensão, e 13 % para os profissionais que consomem meia tensão.

Esta revisão do preço faz passar a tarifa integrada (utilização da energia e da rede de distribuição) de 14,46 cêntimos de euro por kiloWatt/hora (kWh) para 12,72 cêntimos. Uma redução inédita, já que permite uma redução de 100 euros por ano para um casal com dois filhos cujo consumo atinja 5.500 kWh, segundo os cálculos da própria empresa.

Outra boa noticia para os consumidores, é a possibilidade de subscreverem uma tarifa fixa até 2012. Desta maneira, mesmo se os preços flutuarem o cliente guarda a mesma tarifa até ao fim do contrato. A fórmula FIX, tal como designada pela Enovos, está disponível até dia 15 de Janeiro. Um filme publicitário de 60 segundos para o cinema e de 30 segundos para a televisão atrairá a atenção do consumidor para esta oferta.

Relativamente à estratégia de crescimento da Enovos, Jean Lucius, director geral da empresa, declara que o grupo vai investir numa central de gás em Eisenhüttenstadte (Alemanha) e numa central a carvão, também na Alemanha. A companhia também participará à extensão da central hidráulica da Sociedade Eléctrica da Our (SEO), no norte do Grão-Ducado.

As energias renováveis não foram esquecidas já que o grupo vai investir 20 milhões de euros numa central fotovoltaica na região fronteiriça de Trier (Alemanha), para além da participação de 40 % que continua a manter num projecto de 10 milhões de euros em Mertzig. Por outro lado, a recente criação do grupo permitiu reunir cerca de 500 milhões de euros que a Enovos investirá em três a quatro dezenas de projectos diferentes. Precisamente, em relação à integração das três empresas – Cegedel, SaarFerngas e Soteg –, Jean Lucius, estima que o processo está praticamente terminado e que será finalizado em breve.

Pedro Castilho

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Luxemburgo: Aprovada lei sobre disponibilização de funcionários públicos a empresas do sector da energia

Na terça e na quarta-feira, sindicalistas e funcionários municipais estiveram de plantão diante do Parlamento luxemburguês para protestar e apelar aos deputados para não aprovarem a lei sobre a "disponibilização" de funcionários públicos da electricidade e do gás a empresas privadas do mesmo sector. Em vão. A lei foi aprovada por uma maioria de 55 votos a favor (num total de 60 deputados) Foto: Anouk Antony


A lei sobre a "disponibilização" de funcionários públicos da electricidade e do gás a empresas privadas do mesmo sector foi aprovadana quarta-feira da semana passada, e isto apesar da manifestação de meia centena de sindicalistas e trabalhadores que decorria simultaneamente diante do Parlamento luxemburguês (Câmara dos Deputados).

A lei fala de "disponibilizar mão-de-obra das autarquias às empresas privadas que operam no sector da energia" e estipula que "o estatuto do agente comunal não pode ser afectado". No entanto, os funcionários municipais temem que o Governo não posso garantir, a longo prazo, a sua transferência completa para essas empresas e a perda das regalias e direitos que possuem enquanto funcionários públicos.

Os manifestantes acusaram os deputados de terem "cegamente" aprovado a lei e de se terem mostrado impávidos face às suas apreensões e reivindicações.

De facto, a lei foi aprovada por uma larga maioria de 55 votos a favor (num total de 60 deputados) e quatro votos contra.

A ausência que se fez notar foi a de Robert Weber (CSV), deputado cristão-social mas também presidente de uma das principais centrais sindicais do país, a LCGB. Apesar da justificação da sua ausência se dever a uma reunião sindical no estrangeiro, os funcionários teceram fortes críticas à sua ausência aquando da votação de uma lei tão importante para o futuro das suas condições de trabalho.

As críticas foram ainda dirigidas aos próprios sindicalistas presentes no local. "Mobilizaram-nos para vir protestar, mas durante os debates parlamentares e quando a lei foi aprovada ficaram caladinhos", lamentaram.

Neste momento, apenas a autarquia da cidade do Luxemburgo "empresta" funcionários a empresas privadas do sector da energia, mas outros municípios pensam igualmente seguir o mesmo caminho, privatizando os seus serviços de electricidade e gás.

JLC

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Luxemburgo: Parlamento abre com dossier sobre privatização do sector da energia

Ontem, terça-feira deu-se a rentrée parlamentar, como tradicionalmente no Luxemburgo na segunda terça-feira de Outubro.

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Laurent Mosar (CSV) acolheu os 60 deputados luxemburgueses, alguns deles pela primeira vez no Parlamento, com um repto.

"Apelo à responsabilidade dos representantes do povo. A crise não está ultrapassada. As repercussões fazem-se desde já sentir no Orçamento [de Estado] para 2010 e muitos trabalhadores encontram-se numa situação profissional precária. [Apelo para que] os membros do Governo, os deputados e os parceiros [sociais] trablham juntos para garantir o futuro do país e dos seus habitantes", pediu.

Primeiro dossier: A privatização do sector da energia

Um dos primeiros dossiers a ser discutido no Parlamento ontem foi o do projecto-lei (n°5846), sobre a eventual transferência de funcionários municipais que operam nas redes de electricidade e gás para empresas privadas do sector.

O partido de direita ADR opõe-se ao diploma e ao facto de toda a rede energética ser aberta ao sector privado. Os partidos do Governo, cristãos-sociais (CSV) e socialistas (LSAP), apoiados pelos Verdes (Déi Gréng), recordam que as principais decisões sobre este texto já haviam sido tomadas em Abril e que apenas a sua aprovação ficou adiada para Outubro. A votação terá lugar nesta quarta-feira à tarde.

Os sindicalistas do sector da função pública ameaçaram com greve e manifestações, já a partir de hoje, caso o texto fosse aprovado esta tarde.

Texto: JLC/Foto: Marc Wilwert