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quinta-feira, 3 de março de 2011

Abriu um novo canal de televisão, "Air", para a Grande Região

"Air" é o novo canal regional de televisão para a Grande Região que abriu oficialmente a 21 de Fevereiro.

"Air" assume-se como um canal generalista de proximidade e, com base nesse princípio, vai apostar em três blocos de horários: a manhã informativa, com destaque para o tráfego transfronteiriço; "À hora do meio-dia", um programa de divulgação regional, que privilegia os produtos locais, seguido de desenhos animados para as crianças e a repetição do programa "Bienvenue chez nous" emitido na véspera; à noite oferece programas sobre a actualidade política como "L'invité politique" (às terças e quintas-feiras, às 19h) e um espaço sobre o comércio na Grande Região, chamado "L'air du temps".

Lançado por Mira-Services, o canal utiliza uma parte do material do antigo RTL 9 Este, encerrado em Junho, emprega 15 pessoas. Jean-Luc Bertrand (na foto, ao centro), que estava fora do ar desde o ano passado, assume agora o desafio desta nova aventura televisiva: "Gostava de tomar parte de uma nova aventura e Air representa o que sei fazer melhor e o que desejo fazer."

O canal "Air" é difundido na Lorraine em TNT (canal 21) e na rede numérica (canal 500). Para o Luxemburgo, as negociações estão em curso com os operadores de cabo.

I.F.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Título de transporte único para toda a Grande Região foi lançado este mês

"RegioZone" é como se chama o título de transporte único que permite viajar nos autocarros que operam em toda a Grande Região – Grão-Ducado, Lorena (França), Luxemburgo belga, Sarre e Renânia-Palatinado (Alemanha), em vigor desde o princípio deste mês.

O novo título de transporte permite fazer trajectos entre, por exemplo, Trier e Thionville, Bitburgo e Luxemburgo ou mesmo Konz-Luxemburgo.

Os bilhetes custam entre quatro e oito euros (curta duração), e 14 euros (longa duração). Um passe mensal vai até aos 120 euros e o anual varia entre 670 e 1.060 euros dependendo das distâncias.

As linhas integradas na "RegioZone" 1 e 2 são: 116 (Schweich-Sirzenich-Luxemburgo), 118 (Trier-Mesenich-Luxemburgo), 134 (Konz-Grevenmacher-Luxemburgo), 155 (Saarlouis-Mertzig-Luxemburgo), 157 (Sarburgo-Wincheringen-Luxemburgo), 159 (Losheim-Luxemburgo), 401 (Bitburgo-Echternach-Luxemburgo), 407 Prüm-Dasburgo-Ettelbruck), 300 (Hayange-Thionville- Luxemburgo) e 323, o "Meuse Express", que liga Piennes ao Luxemburgo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Residentes do Luxemburgo preferem comprar nos países vizinhos - revela estudo

Os habitantes do Grão-Ducado gostam de fazer compras nos outros países da Grande Região (Luxemburgo, Lorena, Valónia, Sarre e Renânia Palatinato), e cada vez mais os não residentes preferem comprar no Luxemburgo.

É a conclusão de um estudo encomendado pela Confederação Luxemburguesa do Comércio (CLC), ao Instituto de sondagens TNS ILReS. Este estudo teve por finalidade avaliar o fluxo de compras na Grande Região e é semelhante ao que foi realizado em 2007 sobre o mesmo assunto. Há três anos que a CLC e o Governo luxemburguês definiram como objectivo tornar o Luxemburgo o pólo de atracção comercial da Grande Região.

Cada vez mais se verifica que os residentes do Grão-Ducado gostam de fazer compras em Trier ou em Metz, verificando-se uma nítida preferência pela Alemanha. Calcula-se que mais de 275 mil pessoas se deslocam regularmente para fazer compras na Grande Região: cerca de 150 mil residentes à Alemanha, 65 mil à Bélgica e 62 mil a França.

Um terço dos inquiridos explica a razão da sua escolha por uma melhor qualidade do serviço de oferta no estrangeiro. Um factor que em termos comparativos com o inquérito realizado em 2007, ganhou outra dimensão. A título de exemplo, enquanto que no inquérito de há três anos apenas 12 % dos residentes invocavam esta razão para explicar a compra de vestuário no estrangeiro, a percentagem subiu agora para os 35 %. "Este facto não se deve por o serviço ter piorado desde então, mas porque os clientes se tornaram mais exigentes", analisa Thierry Nothum, director da CLC.

Embora os residentes gostem de comprar no estrangeiro, os não-residentes têm cada vez mais o hábito de vir ao Luxemburgo fazer compras. Deste modo, 420 mil pessoas que vivem na Alemanha, 490 mil residentes em França e 230 mil que vêm da Bélgica, compram pelo menos uma vez por ano produtos no Luxemburgo. Esta tendência, de acordo com o estudo, está a aumentar. Quanto aos produtos alimentares frescos, o número de clientes alemães e belgas aumentou 50 % em dois anos, enquanto que o número de franceses quase triplicou. Uma tendência que Nothum explica pela campanhas de publicidade efectuadas no estrangeiro (daí a campanha "Shopping in Luxembourg – good idea").

Mas o elemento mais interessante do inquérito reside nas razões invocadas para fazer compras no estrangeiro. Ou seja, quaisquer que sejam os lados da fronteira em que nos situemos, os consumidores estimam que a escolha e os preços são mais interessante no estrangeiro.

O director da CLC evoca "uma impressão subjectiva" da parte do consumidor que leva a acreditar que as compras a fazer são mais interessantes no estrangeiro do que em casa. Segundo este, um cesto de bens equivalentes custa a mesma coisa nos diferentes lados das fronteiras. E Thierry Nothum conclui congratulando-se que "o Luxemburgo está a partir de agora na rota" dos viciados das compras.

No estudo deste ano foram inquiridas cerca de 2.500 pessoas: mil residentes no Luxemburgo, 500 na Alemanha, 500 na Bélgica e 509 em França, todos estes residentes a menos de 30 quilómetros da fronteira luxemburguesa.

Cristina Campos

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bélgica: Nuvem de cloro queima vegetação de aldeia

Uma nuvem de gás de cloro altamente concentrado, que escapou de um complexo químico, destruíu segunda-feira a vegetação de parte de uma aldeia do Sul da Bélgica, noticiou hoje a imprensa.

"Aquilo cheirava a lixívia" e havia como que um "nevoeiro", explicou à televisão privada RTL-TVI um residente em Chastre.

Os habitantes queixaram-se de irritação nos olhos e na garganta mas a sua saúde não está em perigo, segundo a televisão.

A vegetação, em contrapartida, foi queimada em dezenas de metros.

O advogado da Chimtex, que originou a poluição, disse à agência noticiosa belga que se tratou de um "erro de manipulação" e que o incidente foi "completamente isolado".

Contudo, segunda a agência, o complexo, que fabrica produtos para desinfectar as águas, não dispõe das autorizações necessárias para proceder às misturas químicas que faz.

Está a decorrer um inquérito ambiental e a fábrica arrisca-se a ser encerrada, adiantou a RTL-TVI.