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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gripe A (H1N1): OMS anuncia fim da pandemia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou ontem o fim da primeira pandemia de gripe do século XXI.

A grpie A (HN1) causou 18.500 mortos em todo o mundo desde que foi descoberta em Abril de 2009, no México, disse a directora-geral da OMS, Margaret Chan.

Recorde-se que no Luxemburgo se registaram 2.098 casos de gripe A, segundo o Ministério da Saúde. O primeiro foi registado em Junho do ano passado.

O vírus H1N1 matou ainda três pessoas. A primeira vítima morreu a 17 de Setembro do ano passado, a segunda em Novembro e a terceira em Dezembro.

Em Portugal, foram registados cerca de um milhão de casos, levando 1.436 pessoas a ser internadas e causando 124 mortes, segundo a Direcção Geral de Saúde.

Foto: Arquivo LW

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Gripe A H1N1/Polémica: OMS nega ter declarado pandemia por influência de laboratórios farmacêuticos

A Organização Mundial de Saúde (OMS) negou hoje, em comunicado, a existência de um conflito de interesses na gestão da pandemia da gripe A (H1N1), garantindo que o organismo não sofreu "uma influência imprópria" por parte das farmacêuticas.

A posição da OMS é divulgada na véspera de uma audição pública sobre o assunto, realizada à margem da assembleia parlamentar do Conselho Europeu, em Estrasburgo.

Nas últimas semanas, a OMS tem recebido fortes críticas de diversos sectores, que alegam que a entidade sanitária mundial exagerou na gestão da pandemia.

A 14 de Janeiro, o presidente da comissão de Saúde da assembleia parlamentar do Conselho da Europa, Wolfgang Wodarg, apresentou uma moção para investigar a eventual existência de conflito de interesses entre a Organização Mundial de Saúde (OMS) e as farmacêuticas.

Wodarg declarou na altura que se assistiu "ao maior escândalo médico do século" e acusou a OMS de ter "relações impróprias" com as empresas do sector farmacêutico.

No comunicado, hoje divulgado, a OMS assegurou que as suas decisões "não sofreram uma influência imprópria por parte da indústria farmacêutica".

"Existem numerosos mecanismos de vigilância para gerir os conflitos de interesses entre os membros dos grupos consultivos da OMS e os especialistas dos comités", esclareceu o organismo.

A OMS explicou ainda que "os assessores entregam uma declaração de interesses na qual descrevem detalhadamente qualquer interesse profissional ou financeiro que possa afectar a imparcialidade dos respectivos conselhos".

Na mesma nota, a organização precisou que a declaração da pandemia foi sustentada, entre outros factores, em análises laboratoriais, que mostraram na altura que o vírus H1N1 era muito diferente dos outros vírus gripais e podia provocar sintomas graves ou a morte.

A entidade destacou ainda que a propagação do vírus foi "excepcionalmente rápida", um sinal claro de que "o mundo estava a atravessar uma verdadeira pandemia".

Nesse sentido, a OMS considerou as acusações sobre a veracidade da pandemia erradas e irresponsáveis, mostrando-se disponível para um processo de avaliação de desempenho.

A ideia de uma avaliação já tinha sido mencionada anteriormente pela OMS, mas os responsáveis pela organização nunca especificaram os pormenores do processo.

A gripe A (H1N1) provocou a morte de 14.142 pessoas em todo o mundo desde que surgiu no México em Março/Abril de 2009, indicou o último balanço da OMS, divulgado sexta-feira.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Gripe A-H1N1: Vírus já fez 57 mortos em Portugal

A gripe A (H1N1) já matou em Portugal 57 pessoas, tendo na semana de 14 a 20 de Dezembro sido observados 10.221 doentes com sintomas gripais, segundo o mais recente balanço do Ministério da Saúde português, divulgado quarta-feira à noite.

Em comunicado, o Ministério da Saúde português refere que, na semana de 14 a 20 de Dezembro, "foram observados nos serviços de saúde 10.221 doentes com sintomas de gripe, independentemente da confirmação laboratorial do vírus" H1N1.

Neste período, em que foram registados sete mortos, "verificou-se uma desaceleração no número de novos casos" de infecção.

Na mesma semana estiveram internados 95 doentes, dos quais 20 em unidades hospitalares de cuidados intensivos.

Ainda de acordo com a mesma nota, 57 pessoas morreram em Portugal em consequência da gripe A, desde que a doença foi notificada no País, em Maio, e até domingo.

O Ministério da Saúde esclarece que "a actividade gripal continua predominantemente centrada em ambiente escolar".

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

H1N1: Bebé de 4 meses é a última vítima da Gripe A em Portugal

Um bebé de quatro meses, com problemas de saúde, foi a vítima mais recente do vírus H1N1 em Portugal, revelou hoje o Ministério da Saúde.

O bebé morreu no dia 25 de Novembro vítima de Gripe A.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Luxemburgo: Vacinação contra a gripe A vai continuar nos consultórios médicos

Dos sete centros de vacinação abertos em todo o Grão-Ducado durante a fase de campanha contra a gripe A (H1N1), apenas um se encontra ainda a funcionar, o do Fórum Geesseknäpchen, em Merl. Este deverá encerrar portas no sábado à noite.

A algumas semanas de começar o Inverno, o ministro da Saúde luxemburguês, Mars di Barolomeo, anunciou na segunda-feira que o Governo não vai interromper a campanha de vacinação. O dispositivo vai ser substituído por vacinações que passam a poder ser feitas nos consultórios médicos de generalistas e pediatras por todo o país. O que deverá acontecer já a partir da próxima semana.

Recorde-se que o Ministério da Saúde luxemburguês encomendou 700 mil vacinas contra a gripe A, uma encomenda orçada em 2,5 milhões de euros. Na semana passada encomendou igualmente 15 mil doses de uma segunda vacina contra a gripe A, o Panenza.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Luxemburgo/Gripe A (H1N1): Nova vacina vai estar disponível a partir de segunda-feira

O Governo luxemburguês encomendou mais 15.000 doses de uma segunda vacina contra a gripe A (H1N1) – a Panenza – à empresa de produtos farmacêuticos francesa, Sanofi-Pasteur.

A vacina vai poder ser admininistrada a partir da próxima segunda-feira no centro da vacinação Forum Campus Geesseknäppchen, na cidade do Luxemburgo, e encontra-se também disponível na Alemanha, Bélgica, Espanha e Itália.

A "Panenza" (que não contém adjuvantes mas apenas conservantes) é destinada exclusivamente a crianças com idade entre os 6 e os 23 meses incluídos, grávidas a partir do segundo trimestre e pessoas que tenham sido sujeitas a transplantes de órgãos.

Segundo o comunicado da Direcção-Geral de Saúde, a posologia das doses varia consoante a idade: Às crianças dos 6 aos 23 meses serão administradas duas meias doses com um intervalo de três semanas e para às grávidas uma única dose.

Uma única dose também para pessoas com menos de 60 anos que tenham sido sujeitas a transplantes de órgãos, e duas meias doses com o intervalo de três semanas para as pessoas nas mesmas circunstâncias com idade a superior a 60 anos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Gripe A mata um homem no Hospital de Leiria

Um doente infectado com o vírus da gripe A (H1N1), de 58 anos, morreu hoje no Hospital de Santo André, em Leiria, anunciou a unidade de saúde.

"A Direcção Clínica do Hospital de Santo André lamenta informar a morte de um doente que se encontrava internado na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) deste hospital com infecção pelo vírus H1N1”, refere um comunicado da unidade de saúde.

Segundo o mesmo comunicado, o doente, que “tinha antecedentes de hipertensão arterial e obesidade mórbida”, deu entrada na UCI “no dia 01 de Novembro com o diagnóstico de pneumonia bilateral e insuficiência respiratória grave, o que determinou, desde logo, a necessidade de ventilação assistida e suporte hemodinâmico”.

O hospital revela ainda que “a pesquisa do vírus H1N1 se revelou positiva, tendo sido iniciada de imediato a terapêutica adequada”, sendo que “não há referência a qualquer contacto prévio do doente com um médico”.

“O estado de saúde do doente agravou-se entretanto, tendo entrado em falência multiorgânica a 07 de Novembro”, acrescenta o hospital, adiantando que “o doente faleceu hoje às 07:55, sendo a causa da morte pneumonia pelo vírus H1N1, com falência multiorgânica”.

Esta é a quinta morte em Portugal de pessoas infectadas com a nova estirpe da gripe. No dia 28 de Outubro morreu um menino de 10 anos infectado com H1N1. A criança teve morte súbita que poderá ter resultado de uma doença congénita provavelmente potenciada pelo vírus.

No dia 10 de Outubro, morreu um homem de 53 no Hospital de São João, no Porto, em consequência de pneumonia bilateral, e no dia seguinte foi anunciada a morte de uma mulher, que tinha sido mãe recentemente, pelas mesmas razões.

A 26 de Setembro foi conhecida a morte de um homem de 49 anos no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, vítima de uma pneumonia provocada pelo vírus.

sábado, 7 de novembro de 2009

Gripe A (H1N1): Mais de seis mil mortos em todo o mundo desde início da epidemia, segundo OMS

Mais de seis mil pessoas morreram em todo o mundo com gripe A (H1N1) desde o início da epidemia, em Abril passado, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje publicado.

A 1 de Novembro, o número de mortos era "pelo menos 6071", com o vírus espalhado por 199 países e territórios do planeta. O balanço anterior, datado de 30 de Outubro, dava conta de um aumento de 14 por cento no número de mortes em apenas uma semana.

"Na América do Norte, verifica-se constantemente uma transmissão intensa e persistente da gripe, sem que tenha sido atingido um pico", refere a OMS.

O continente americano, onde na Primavera foram registados os primeiros infectados, contabiliza o maior número de mortos, com 4.399 casos fatais.

Na região da Ásia-Pacífico, contam-se mais de 1200 mortos, enquanto na Europa já são quase quatrocentos.

A OMS apelou na quinta-feira a que não se baixem as defesas contra o vírus, que continua a ser "preocupante", e pediu à população para não desprezar as vacinas disponíveis.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Internacional/Gripe A H1N1: Mais duas vacinas em processo de licenciamento

Às quatro vacinas licenciadas contra a Gripe A (H1N1) deverão juntar-se no próximo mês outras duas, segundo o grupo de controlo da pandemia do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, em inglês).

Na sede desta agência europeia, em Estocolmo, especialistas referiram as vacinas produzidas por um fabricante romeno e pela multinacional francesa Sanofi-Pasteur.

"É positivo haver mais fabricantes de vacinas porque há falta de oferta", afirmou Angus Nicoll, coordenador da luta contra a pandemia, sublinhando que a gripe A "é impossível de parar, mas é possível proteger os mais frágeis".

Apesar de ainda não se poder prever as reais consequências da doença, no ECDC antevê-se mais pressão nas unidades de cuidados intensivos.

Até agora, a maior parte dos doentes tem tido uma infecção ligeira e há também casos de pessoas sem sintomas.

Entre os mais velhos, há menos casos de gripe A comparando com a gripe sazonal, por muitos terem alguma imunidade ao vírus, mas "paradoxalmente é o grupo com taxas mais graves da doença e mortes".

O ECDC chamou a atenção para algumas das incertezas que a doença tem trazido e que é importante quantificar, como o número de infecções sem sintomas, o nível absoluto de problemas graves em pessoas saudáveis e nos grupos de risco e o grau absoluto de eficácia dos antivirais.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Portugal: Vacina contra a meningite passa a ser gratuita, combate à gripe A é prioridade do novo Governo

O combate à gripe A (H1N1) é uma das prioridades do programa do XVIII Governo Constitucional na área da saúde, que prevê ainda a integração da vacina contra a meningite no Plano Nacional de Vacinação (PNV).

A vacina - que previne as formas graves de doença pneumocócica (meningites) em crianças e adultos - será integrada no PNV "logo que esteja disponível vacina com perfil serológico adequado e validação técnica", refere o programa do novo Governo português, entregue segunda-feira no Parlamento.

Relativamente à nova estirpe de gripe, o programa refere que "as estruturas públicas de saúde devem prestar atenção prioritária" à pandemia, assegurando "uma correcta informação à população" e os serviços devem ser organizados de forma a "aumentar a capacidade de prestação de cuidados em caso de disseminação da infecção".

Investir mais na saúde infantil e juvenil

O alargamento dos exames de saúde, que já se realizam aos três e aos seis anos, à população escolar com 13 anos, é outra medida que faz parte do programa do Governo, assim como o atribuição do cheque-dentista a todas as crianças dos quatro aos 16 anos.

O novo Executivo de José Sócrates pretende ainda prosseguir com a reforma dos cuidados de saúde primários para que, até 2013, as Unidades de Saúde Familiar abranjam todo o país.

Para o novo Governo, o apoio aos idosos "continuará a ser uma área privilegiada de parceria com o sector social", com destaque para a nova Rede de Cuidados Continuados, que será concluída até 2013, três anos antes do previsto, e o alargamento a todo o país do apoio domiciliário.

A escola como grande promotora de Saúde é outra aposta do Governo, que pretende desenvolver um projecto, assente no diagnóstico das necessidades da população escolar, que, através de parcerias entre escolas e autarquias, garanta um conjunto de actividades complementares aos currículos.

Mais prevenção em todas as áreas

Medidas para prevenir a toxicodependência, o alcoolismo, o excesso de peso e a obesidade são outras propostas do Governo socialista reeleito, que pretende ainda monitorizar os resultados da aplicação da lei do tabaco e proceder à sua revisão em 2011.

Um programa específico para combater a diabetes, aumentar a eficácia do controlo do cancro e reduzir a mortalidade associada a esta doença são outras prioridades do Executivo.

O Governo assume também o compromisso de manter e reforçar a rede pública de centros de procriação medicamente assistida e o financiamento aos casais inférteis que não possam ser atendidos nesses centros em tempo adequado.

Quanto à política do medicamento, o Governo pretende promover "uma revisão global do actual sistema de comparticipação", com especial enfoque nos regimes especiais, aumentar o apoio aos grupos mais vulneráveis e criar farmácias em todos os hospitais do SNS com serviço de urgência.

A reforma da organização interna dos hospitais, consolidando "o modelo empresarial público", e a manutenção do financiamento do SNS através do Orçamento do Estado, tendo em conta as principais razões que conduzem ao crescimento dos gastos em saúde (envelhecimento, novas tecnologias), são outros objectivos do Governo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Gripe A (H1N1): vacina para todos os residentes no Luxemburgo

Ao contrário do que estava previsto, a fase prioritária de vacinação contra a gripe A já terminou.

Desde ontem que todas as pessoas que desejem podem ser vacinadas contra o vírus H1N1 nos centros criados especificamente para o efeito.

A razão apontada pelo Governo para esta mudança de estretégia: os residentes no Grão Ducado não dão mostras de quererem tomar a vacina. Até ontem à tarde tinham sido apenas vacinadas 1.617 pessoas (desde a passada terça-feira); 1.250 fizeram-no ontem.

No Luxemburgo já foram registados 1.057 casos confirmados de Gripe A (H1N1).

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vacina da gripe A Pandermix: efeitos secundários semelhantes à sazonal

A autoridade nacional que regula o medicamento em Portugal, o Infarmed esclareceu hoje que a vacina contra a gripe A tem um perfil de efeitos adversos semelhante ao da vacina sazonal, que nos últimos três anos provocou 39 notificações em Portugal.

Portugal e o Luxemburgo adoptaram a mesma vacina: a Pandermix.

No entanto, o Infarmed admite vir a receber muito mais notificações devido à especial atenção dos profissionais de saúde e de quem receber a vacina contra a gripe A (H1N1), que começou a ser administrada em Portugal na passada segunda-feira.

No Luxemburgo as primeiras vacinas foram distribuidas na passada terça-feira e os últimos dados dão conta que mais de 800 pessoas já foram vacinadas no Grão-Ducado.

Segundo o presidente da autoridade que regula o sector do medicamento em Portugal, Vasco Maria, "a maior sensibilidade" dos profissionais de saúde e de todos os que recebem o fármaco deverá levar a um aumento de notificações de reacções adversas.

Quando e se o Infarmed for confrontado com estes casos, caberá aos técnicos "olhar para as suas características e fazer uma interpretação da probabilidade", referiu Vasco Maria.

O responsável disse mesmo que são esperadas associações entre a vacina e as mortes, embora estas possam não estar relacionadas, pois "todos os anos morre gente e, a partir de agora, vai morrer gente que recebeu a vacina, pois esta vai abranger 30% da população".

O presidente do Infarmed lembra, no entanto, que "o risco de morrer por gripe pandémica em Portugal é muito baixo".

A notificação das reacções adversas à vacina da gripe A vai ser registada pelo Sistema Nacional de Farmacovigilância, ao qual, como acontece noutros países, se estima que só cheguem cerca de 10% dos efeitos, o que é "manifestamente insuficiente", realça Vasco Maria.

Um estudo apresentado hoje indica que este sistema, criado em 1992, recebeu, entre 2006 e 2008, 4299 notificações espontâneas de Reacções Adversas a Medicamentos (RAM), o que significa um aumento de 36% nesses três anos.

Portugal/Gripe A-H1N1: Probabilidade de complicação fatal em crianças é muito pequena, diz director da Pediatria do Hospital D. Estefânia

O director de pediatria médica do Hospital D. Estefânia, onde morreu um menino infectado com o vírus H1N1, afirmou hoje que a possibilidade das crianças terem uma complicação fatal devido à gripe A é “muito pequena”.

Um menino de 10 anos deu entrada na madrugada de quarta-feira no Serviço de Urgência do Hospital D. Estefânia com sintomatologia gripal, tendo acabado por falecer.

Foram realizadas análises à criança e foi identificada a presença do vírus H1N1. As autoridades de saúde aguardam o resultado da autópsia para determinar a causa da morte.

A criança frequentava a Escola Paula Vicente, no Restelo, em Lisboa. Alunos daquele estabelecimento ficaram consternados com a morte do amigo e manifestaram receio de contrair o vírus.

O director de pediatria médica do Hospital D. Estefânia, Gonçalo Cordeiro Ferreira, explicou à agência Lusa que, por “mais trágico que seja um acidente deste tipo, é uma circunstância pontual” e que as pessoas devem manter-se tranquilas.

“É natural que as crianças fiquem intranquilas”, mas é preciso explicar que, do ponto de vista estatístico, as complicações e a mortalidade devido à nova estirpe de gripe “são muito, muito baixas”, garante o pediatra, exemplificando que a probabilidade de isso acontecer é a mesma de lhe “cair um pedregulho em cima”.

Gonçalo Cordeiro Ferreira explica que a gripe pode originar nas crianças problemas respiratórios, cardíacos e neurológicos, mas que isso acontece "numa minoria mínima de crianças”.

“O que [as pessoas] precisam de saber é que a possibilidade de terem gripe existe, mas a possibilidade de ter uma complicação fatal é muito pequena e, sobretudo, em crianças desta idade”, sublinha o pediatra, comentando: “Não podemos tomar a árvore pela floresta.”

“Por mais trágico que seja, foi um caso e, do ponto de vista estatístico, é muito pouco provável que aconteçam novos acontecimentos assim até haver um número muito grande de casos”, reitera.

Nesse sentido, Gonçalo Cordeiro Ferreira defende que o esquema de vacinação contra a gripe A deve manter-se: “As crianças saudáveis, sem riscos, serão beneficiárias da vacina no grupo C e assim deve continuar.”

“As crianças que estão em grupos de risco obviamente que devem ser vacinadas, de acordo com o programa que está estabelecido” pela Direcção-Geral da Saúde, refere.

Para o pediatra, o programa é bastante abrangente em relação aos grupos de risco e não há nenhuma necessidade de rever o plano de vacinação.

Portugal/Gripe A-H1N1: homem internado morreu nos Açores

Um homem infectado com a gripe A que estava internado no hospital de Ponta Delgada, nos Açores, morreu hoje, segundo a Secretaria da Saúde do Governo Regional. De acordo com o director clínico da unidade hospitalar, o doente sofria de problemas respiratórios.

O homem, de 50 anos, foi internado quarta-feira com “sintomas de grave dificuldade respiratória”, acrescentou Laurindo Frias. O responsável indicou ainda que o homem “sofria de doença crónica associada, o que terá motivado o agravamento do seu estado e a consequente morte ocorrida esta manhã”.

Laurindo Frias garantiu que o homem, residente no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, estava há dois dias com sintomas de infecção respiratória, mas não recorreu à linha de Saúde Açores ou a cuidados médicos. “A razão deste senhor vir à urgência foi a grave situação respiratória que tinha, um quadro de pneumonia, e penso que a gravidade da situação teve a ver directamente com a sua patologia”, acrescentou o director clínico.

Laurindo Frias adiantou que no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, estão internados naquela unidade quatro adultos, um dos quais nos Cuidados Intensivos, e uma criança com gripe A.

Recorde-se que ontem uma criança de dez anos morreu no hospital de D. Estefânia em Lisboa, vítima de Gripe A.

Portugal: Primeira criança vítima mortal da gripe H1N1

Um menino de dez anos infectado com o vírus da gripe A (H1N1) morreu ontem à noite no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, onde estava internado desde a madrugada , anunciou o Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC).

"A criança deu entrada no Serviço de Urgência perto das 06:00 de hoje (ontem dia 28 de Outubro) com sintomatologia gripal", tendo sido realizadas "análises laboratoriais e identificado o vírus H1N1 nas secreções respiratórias", adianta o CHLC. A Direcção Clínica aguarda o resultado da autópsia para determinação da causa de morte. O Conselho de Administração do CHLC informa que a criança morreu hoje no Serviço de Infecciologia do Hospital D. Estefânia.

Entretanto, o Ministério da Saúde registou na última semana 149 focos de Gripe A (H1N1) em escolas de todo o país, anunciou a tutela.

"Uma vez que este número tem vindo a sofrer um aumento significativo nos últimos dias, o Ministério da Saúde considera relevante a sua divulgação: 149 clusters [focos] de Gripe A em escolas de todo o país, entre os dias 22 e 28 de Outubro", lê-se na nota semanal do gabinete da ministra Ana Jorge.

Segundo a mesma fonte, entre 19 e 25 de Outubro foram observados nos serviços de saúde 4732 doentes com sintomas de gripe, independentemente dos vírus em causa.

Durante o mesmo período estiveram internados 47 doentes, dos quais quatro em unidades de cuidados intensivos. Quanto à situação clínica, acrescenta o Governo, a maioria dos novos casos diagnosticados não apresentou gravidade.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Luxemburgo: Mais de 700 pessoas já estão vacinadas contra gripe A

Ontem, no primeiro dia da vacinação contra a gripe A, 761 pessoas passaram pelos seis centros de vacinação do país.

O Luxemburgo dispõe de 20 mil doses de vacinas para o primeiro grupo de risco a ser vacinado. Pessoal hospitalar, bebés até aos seis meses e mulheres grávidas são o grupo definido como prioritário nesta primeira fase, que começou ontem.

Numa segunda fase, que arranca em Novembro, será vacinada o resto da população.

A vacinação não é obrigatória e é gratuita.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Gripe A: Pandemia pode intensificar-se na Europa, advertem peritos da UE

O número de contágios e a extensão geográfica da gripe A (H1N1) estão a aumentar na Europa, alertaram na segunda-feira peritos do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da União Europeia (UE).

É necessário "estar alerta" face a uma nova onda da pandemia, preveniram.

"Em muitos países do continente está a avaliar-se uma recente intensificação da pandemia", disse o perito sobre gripe daquele centro, Angus Nicoll, durante a sua intervenção numa conferência de cientistas europeus sobre doenças infecciosas, realizada hoje em Estocolmo (Suécia) e divulgada na internet.

"Não sabemos quantas novas ondas do vírus vão chegar, a sua gravidade nem quanto durarão. Mas é seguro que virão e que isso acontecerá mais depressa do que se julga", alertou Nicoll.

O perito lembrou as "lições aprendidas" de países onde o Inverno austral já terminou, como a Austrália, onde "não se observou uma maior taxa de mortalidade (provocada por qualquer variante do vírus da gripe) do que em Invernos precedentes", em que o vírus da gripe sazonal foi o predominante.

Todavia, nos Estados Unidos - país em que a expansão do vírus começou antes de ocorrer na Europa - "a mortalidade até agora relacionada com a gripe foi superior", disse.

Segundo Nicoll, "a maioria dos contagiados pelo vírus ultrapassarão a doença por si sós e com sintomas leves", enquanto "uns poucos" poderão ser afectados de forma mais grave "e inclusive morrer".

O perito advertiu para a "maior pressão" a que ficarão submetidos os hospitais - e especialmente as unidades de cuidados intensivos - no caso de a epidemia se intensificar, e salientou a possibilidade de isto suceder na época natalícia, quando os serviços de saúde trabalham a meio gás.

Quanto à vacina, lembrou que é uma medida dirigida a "proteger os mais vulneráveis mas não a deter a pandemia", já que para isso se teria de imunizar uma percentagem mais elevada da população.

Outro dos peritos do centro que interveio na conferência, Tommi Asikainen, desmentiu, por seu lado, que a nova gripe seja "mais leve" do que a gripe comum.

"Existe uma confusão entre o que significa uma pandemia leve e um doença com sintomas leves. O vírus A (H1N1) não é mais leve do que a gripe sazonal, é diferente, já que provoca sintomas mais graves em jovens e grávidas", disse Tommi Asikainen.

"Os políticos repetem a mensagem de que a maioria das pessoas supera a doença sem problemas mas, às vezes, esquecem que 20% das mortes afectaram jovens sem problemas de saúde conhecidos", sublinhou.

Até agora morreram 261 pessoas e outras 63 mil foram infectadas pelo novo vírus na Europa, segundo os dados divulgados sexta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que também assinalou um total de 414.945 casos e cinco mil mortes em todo o mundo.

Luxemburgo: Campanha de vacinação contra a gripe A começa hoje

A primeira fase de vacinação contra a gripe A (H1N1) no Grão-Ducado começa hoje, terça-feira, 27 de Outubro, e decorre até dia 31.

Nesta primeira fase, serão gratuitamente vacinadas as pessoas consideradas prioritárias: o pessoal do sector da saúde, as pessoas que se ocupam de crianças com menos de seis meses e a família destes bebés, as pessoas com doenças crónicas graves e as mulheres grávidas de mais de três meses.

O Ministério da Saúde encomendou 700 mil doses da vacina "Pandemrix" da farmacêutica GlaxoSmithKline, "para que toda a população tenha a oportunidade de se vacinar"explica o ministro da Saúde, Mars Di Bartolomeo. Sobre a eventual perigosidade da vacina, o ministro garantiu que esta "foi já administrada em 400 mil pacientes, sem problemas".

Segundo o mesmo, os jovens têm sido os mais atingidos pela gripe A, cerca de 80 % dos contaminados no Luxemburgo têm menos de 30 anos, e apenas 2% têm entre 50 e 59 anos, não sendo nenhum caso conhecido com mais de 60 anos.

Até 19 de Outubro, data em que foi revelado o último balanço do número de casos detectados, haviam sido registados 785 casos de gripe A no Luxemburgo, desde que a pandemia começou no Grão-Ducado, no início do mês de Junho.

"A vacinação é facultativa, mas é altamente aconselhável", disse o ministro, acrescentando que "apesar de a gripe A se ter revelado menos perigosa do que se previa, a segunda vaga de uma pandemia pode revelar-se mais virulenta do que primeira".

Segunda fase de vacinação em Novembro

A segunda vaga da vacinação está prevista para Novembro.

As pessoas que quiserem ser vacinadas podem dirigir-se a um dos centros especialmente previstos para o efeito:

- Forum Geesseknäppchen, em Merl, na capital
- Hall 6, da Luxexpo, no Kirchberg (somente a partir de quarta-feira, dia 28 de Outubro)
- Hall Desportivo Henri Schmitz, em Esch/Lallange
- Hall de La Chiers, em Differdange
- Centro Escolar e Desportivo de Wiltz
- Centro Cultural "Aal Seeërei", em Diekirch
- Complexo Escolar Renert, em Berbourg

sábado, 24 de outubro de 2009

Gripe A: Pelo menos cinco mil mortos em todo o mundo, segundo OMS

A gripe A-H1N1 matou pelo menos cinco mil pessoas em 195 países e territórios do planeta, desde que surgiu em Março-Abril, refere o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado sexta-feira.

O anterior balanço da OMS, difundido a 16 de Outubro, indicava "pelo menos 4.735 mortos", ou seja, um aumento de 265 mortos numa semana.

Na América do Norte registaram-se, até agora, 3539 pessoas. A região da Ásia-Pacífico conta 1028 mortos e a Europa pelo menos 261.

A Islândia, Sudão e Trindade e Tobago registaram as primeiras mortes ligadas à gripe H1N1, enquanto que a Mongólia, Ruanda e São Tomé e Príncipe comunicaram os primeiros casos de pessoas infectadas.

Nas regiões tropicais, a doença começou a recuar, excepto em Cuba, Colômbia e El Salvador.

"Em geral, a actividade gripal no hemisfério norte é a mesma que a registada na última semana, se bem que as doenças respiratória continuem a alastrar e a aumentar de intensidade", de acordo com o comunicado da OMS.

Em claro recuo no hemisfério sul, o novo vírus afectou pelo menos 414.945 pessoas no mundo, segundo os dados da OMS. A organização sublinha que este número está aquém da realidade, uma vez que vários países deixaram de contabilizar os casos de gripe A (H1N1).

terça-feira, 13 de outubro de 2009

No Luxemburgo, campanha de vacinação da gripe A (H1N1) começa a 27 de Outubro

O ministro luxemburguês da Saúde, Mars Di Bartolomeo, anunciou segunda-feira aos seus homólogos europeus que a campanha de vacinação da gripe A (H1N1) tem início no Luxemburgo a partir de 27 de Outubro, nos centros de vacinação do país.

O anúncio foi feito durante a reunião extraordinária dos ministros da Saúde da União Europeia (UE), segunda-feira no Kirchberg.

A reunião serviu para que os 27 chegassem a consenso sobre a eficácia da vacina para travar a pandemia de gripe A, para superar eventuais riscos.

“A epidemia não nos atingiu tanto como pensávamos, mas espero que as pessoas continuem a querer vacinar-se”, disse a ministra da Saúde sueca, Maria Larsson, que presidiu à reunião (a Suécia preside à UE no segundo semestre deste ano).

“Devemos dar atenção ao que os peritos nos dizem, que este não é o momento de baixar a guarda”, acrescentou a ministra, salientando que o pior ainda está para vir, quando as temperaturas baixarem.

A UE segue as indicações da Organização Mundial de Saúde (OMS), investindo na vacinação como a melhor forma de combater o vírus H1N1.

Entretanto, cinco Estados-membros que não tinham feito pré-reserva de doses de vacina decidiram fazer uma encomenda conjunta.

Com esta medida, a Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia e Malta pretendem conseguir melhores preços junto das farmacêuticas.

Os ministros da Saúde dos 27 pediram ainda, nas conclusões aprovadas, à Comissão Europeia para esta apoiar processos de compra de vacinas pelos Estados-membros que não fizeram acordos com os laboratórios.

Entretanto, dois dos laboratórios que viram aprovada a comercialização de vacinas contra a gripe A (H1N1) pediram à Agência Europeia para o Medicamento (EMEA) a alteração da posologia de duas para uma dose.

Vacinação em Portugal começa a 26 de Outubro

As vacinas da gripe A que o Ministério da Saúde português encomendou deveriam ter chegado a Portugal em 12 de Outubro. Apesar disso, a ministra da Saúde portuguesa, Ana Jorge, garantiu já que não haveria atrasos na vacinação a nível nacional, prevista ter início a partir de 26 de Outubro.

Texto:JLC/com agências; Foto: Marc Wilwert