O Presidente da Guiné Equatorial Teodoro Obiang promulgou hoje o decreto que estabelece o português como terceira língua oficial do país, um dos requisitos exigidos para poder integrar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), avançou a agência EFE.
Para Obiang, a introdução do português "reforçará em grande medida as relações de aproximação, boa vizinhança e de irmandade que a Guiné-Equatorial mantêm com um grande número de estados luso-hispânicos, membros fundadores da CPLP".
As línguas oficiais da Guiné Equatorial passam a ser o espanhol, o francês e o português. A Guiné-Equatorial é um pequeno país centro africano, mas o terceiro produtor de petróleo e gás natural da África subsaariana.
Adesão do país à CPLP recusada por muitos
A possível adesão da Guiné Equatorial – que já detêm o estatuto de observador associado da CPLP desde 2006, tem vindo a esbarrar num coro de críticas por parte de várias organizações internacionais e de alguns responsáveis políticos dos estados lusófonos.
Em causa estão as contínuas violações dos direitos humanos, mas também o facto de o português não ser falado naquele país.
Vários críticos consideram que a entrada do país na CPLP constituiria um precedente inaceitável na prática e na ética da organização, e levaria a descredibilização da organização, que acusam de estar a vender-se devido a interesses económicos de empresas lusófonas na Guiné Equatorial.
A possível adesão da Gzuné Equatorial será um dos temas que deverá ser abordado na cimeira da organização, sexta-feira, em Luanda.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Presidenciais: Manuel Alegre repudia eventual entrada da Guiné Equatorial para a CPLP
O candidato presidencial Manuel Alegre repudiou hoje uma eventual entrada da Guiné Equatorial para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), frisando que esta organização tem de estar acima dos “negócios” e do “cheiro a petróleo”.
Segundo a edição de hoje do jornal “Público”, o presidente Teodoro Obiang, há três décadas à frente da Guiné Equatorial, tem vindo nas últimas semanas a desenvolver esforços diplomáticos para que ainda este mês o seu país entre em pleno na CPLP, cuja VIII conferência de chefes de Estado e de Governo se realiza em Luanda no próximo dia 23.
Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre afirmou que “não tem qualquer sentido a entrada da Guiné Equatorial na CPLP”.
“Em primeiro lugar, a Guiné Equatorial não é um país de língua portuguesa. Em segundo lugar, é uma petro-ditadura”, acentuou o candidato presidencial.
Manuel Alegre interrogou-se ainda sobre “que motivos ou argumentos podem existir” para justificar uma eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP.
“Os princípios e os valores da democracia e da CPLP têm de estar acima dos negócios e do cheiro do petróleo”, concluiu o candidato presidencial.
Segundo a edição de hoje do jornal “Público”, o presidente Teodoro Obiang, há três décadas à frente da Guiné Equatorial, tem vindo nas últimas semanas a desenvolver esforços diplomáticos para que ainda este mês o seu país entre em pleno na CPLP, cuja VIII conferência de chefes de Estado e de Governo se realiza em Luanda no próximo dia 23.
Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre afirmou que “não tem qualquer sentido a entrada da Guiné Equatorial na CPLP”.
“Em primeiro lugar, a Guiné Equatorial não é um país de língua portuguesa. Em segundo lugar, é uma petro-ditadura”, acentuou o candidato presidencial.
Manuel Alegre interrogou-se ainda sobre “que motivos ou argumentos podem existir” para justificar uma eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP.
“Os princípios e os valores da democracia e da CPLP têm de estar acima dos negócios e do cheiro do petróleo”, concluiu o candidato presidencial.
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