Várias entidades do sector imobiliário português vão estar no Grão-Ducado para apresentar alguns projectos desta área em Portugal. Ocasião para debater estratégias, investimentos, financiamento e oportunidades de negócios num encontro a realizar na terça-feira, 25 de Outubro, no Hotel Le Royal, na cidade do Luxemburgo (12, bld Royal), às 18h15.
Entre os temas a debater vão estar o acordo assinado entre o Luxemburgo e Portugal para evitar a dupla tributação, evolução do mercado português nos últimos anos, comparação com outros países, situação económica actual e reformas estruturais, alterações na burocracia portuguesa, mercado do arrendamento, exclusividade em vendas e a questão do investimento no imobiliário português.
Subordinado ao tema "Imóveis em Portugal: Quatro Exemplos exclusivos de investimento", a organização convidou representantes do grupo Entreposto Gestão Imobiliária (EGI), grupo Libertas e da BCA Advogados Bettencourt da Câmara para apresentarem, numa acção de promoção, produtos imobiliários como o Lux Tavira Residences, EGI, Benfica Stadium, Residenciais da Baixa e o Laranjal Design Villas.
O encontro é organizado pela PSO Comunicação Estratégica, que já levou esta acção em Maio a Paris e Bruxelas, estando agendado para 2012, novas iniciativas em Paris, na Escandinávia, Brasil e China.
A abertura da conferência cabe a Rui Martinot Correia, secretário-geral da Embaixada de Portugal.
Para mais informações, tel. (00351) 91 97 67 459, a/c Paulo Oliveira.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Rendas na cidade do Luxemburgo sobem 5 por cento
Um indicador desde logo muito relevante para a comunidade lusófona do país é o do valor das rendas de apartamentos, sobretudo na capital (que concentra 43 % da oferta de apartamentos para alugar no país).
Apesar das rendas já estarem ali mais altas, a nova subida foi brutal: quase 5 % (+4,96 %) em um ano, entre o primeiro trimestre de 2010 e o de 2011. O valor mensal médio da renda é agora de 1.290 euros, o que significa 18,06 euros por m 2. Este é também o maior aumento, pelo menos desde meados de 2008. As casas da capital, por seu lado, não encareceram tanto em um ano – "apenas" 1,82 % em média – mas o valor médio da renda a pagar por uma casa é já de 3.072 euros por mês.
Incluindo todo o país nos cálculos, as subidas são mais suaves, mais ainda assim superiores à taxa de inflação (e às actualizações salariais). As rendas de apartamentos subiram 2,01 % em um trimestre e 2,84 % em um ano; as rendas de casas, respectivamente, 1,57 % e 3,14 %. Todos os tipos de apartamento viram as suas rendas aumentar, com destaque para os mais pequenos (estúdios) e maiores de todos (quatro quartos ou mais).
Será solução comprar? Talvez, mas tal afigura-se agora ainda mais difícil. O preço do m 2 em apartamentos novos aumentou 4,64 % em relação a 2010; o m 2 nos usados subiu 2,72 %. Sendo os preços mais atraentes para os vendedores, a oferta subiu: há mais 21,20 % de apartamentos à venda que há um ano. Tal não impediu, no entanto, um aumento também impressionante do volume de negócios: +27,9 % de transacções em relação ao primeiro trimestre de 2010, que foi notoriamente calmo.
Comprar um apartamento na capital significa precisar em média de 444.000 euros (5.206/m2) e para uma casa será necessário encontrar 751.000 euros (4.093/m2) o aumento do preço das casas na capital em um ano foi de nada menos de 10,59 %!
Informações pormenorizadas por zona podem ser vistas na internet ( http://observatoire.ceps. lu).
Hugo Guedes
Foto: Marc Wilwert
domingo, 6 de março de 2011
Venda de apartamentos sobe no Grão-Ducado
É o que conclui o Observatório luxemburguês da Habitação.
Os preços de venda das casas também aumentaram (1,88 %) em relação ao trimestre anterior.
Foto: Gerry Huberty/LW
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Mercado imobiliário luxemburguês resistiu melhor à crise do que o previsto
De acordo com Olivier Bastin, o Luxemburgo resistiu melhor à crise que os outros mercados europeus. "Embora a taxa de ocupação tenha aumentado 5,3 %, continua pouco elevada a nível europeu", sublinha o director geral da Jones Lang Lasalle. "Contrariamente ao que se pensava de início, não assistimos à utilização do subarrendamento pelo sector financeiro de muitos espaços de escritórios. Há mesmo novos imóveis que vieram para o mercado", acrescenta este responsável.
A nível do mercado de arrendamento, a ocupação atingiu 100.525 m2 em 2009, ou seja 59 % a menos relativamente a 2008, um ano que tinha sido dominado por importantes transacções realizadas entre as instituições europeias e as administrações luxemburguesas. No entanto, se compararmos estes números com a média relativa aos últimos cinco anos, a taxa de ocupação diminuiu 38 % em termos de volume. Em 2009, o número total de arrendamentos e de vendas para ocupação particular diminuiu 9 % em relação à média dos últimos cinco anos.
2010: Menos incertezas do que no ano passado
Do lado das empresas, embora distante das actividades em 2006-2007, a taxa de ocupação apenas diminuiu 22 % a nível anual, o que demonstra, de acordo com Olivier Bastin, "a forte resistência das sociedades sediadas no Luxemburgo".
"Temos uma actividade que está em consonância com o que conhecemos antes do boom do mercado imobiliário", clarifica Bastin. A taxa de entrega aumentou em 2009: 142.000 m2 de espaços de escritórios novos, de entre os quais não menos de 50 % não estava ocupado aquando da entrega.
Olivier Bastin vê sobretudo sinais encorajadores para o ano 2010. "A confiança das empresas aumentou neste início de ano. As nossas equipas têm hoje em mãos sociedades que apresentam novamente projectos, que têm certas visões daquilo que querem atingir em 2010 em termos de mercado imobiliário. Mesmo que esteja claro que 2010 vai ser um ano difícil, há menos incertezas que no ano passado."
Mesmo que 2010 venha a ser um novo ano difícil, há sinais encorajadores para os próximos meses. Para Olivier Bastin, há pelos menos quatro boas razões para estarmos optimistas: entre elas figuram as "taxas de crescimento que voltam a estar positivas, uma situação invejável antes do início da crise", mas também o fenómeno da auto-regulação do mercado: "os novos produtos especulativos tornar-se-ão raros a partir do momento em que os produtos actualmente em construção tenham sido entregues. Os promotores são prudentes e têm dificuldades em financiar-se", sublinhou Bastin. Finalmente, uma última razão: a presença de dinheiro para investir no mercado luxemburguês, quer seja pelos investidores locais ou internacionais.
Cristina Campos
Foto: Serge Waldbillig
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Preços no mercado imobiliário desceram no último ano
Os dados do "Observatório do Habitat" revelam que de Abril de 2008 até Abril de 2009 os preços no mercado imobiliário de habitação, seja o de venda ou de aluguer estagnaram de forma generalizada (caindo mesmo ligeiramente), interrompendo a sua aparentemente imparável subida.
O Observatório contabiliza os anúncios imobiliários publicados na imprensa e na Internet e pondera a média de preços tendo em conta factores como o número de quartos. No período referido, os preços de venda desceram 1,76 % para as casas e 2,07 % para os apartamentos, isto apenas em valores nominais, dado que levando em conta a inflação (perto de 3 % no período em causa), a descida real dos preços é bem superior. Os últimos dados (referentes ao primeiro trimestre de 2009) mostram uma muito ligeira tendência de recuperação nominal, mas o número de anúncios de venda de casas (9.206) e de apartamentos (15.113) mantém-se muito elevado, indicação de que o mercado de venda continua bloqueado; os vendedores procuram suster os seus preços artificialmente elevados, os compradores esperam que eles caiam.
No mercado de arrendamento a situação não é muito diferente: as rendas das casas caíram em média 1,22 % no mesmo período, e o primeiro trimestre deste ano acentuou essa tendência; apenas as rendas para os apartamentos continuam a subir nominalmente, tendo tido uma variação nominal positiva de 1,59 %, mas descendo em termos reais graças à tal taxa de inflação mais elevada. A oferta continua a crescer – mais 8 % de anúncios de casas ou apartamentos para alugar no último ano – mas aparentemente tal não chega para baixar significativamente os alugueres. Ainda assim, a estagnação actual não deixa de constituir um ligeiro alívio para quem pensa comprar uma habitação ou é actualmente inquilino.
O Observatório contabiliza os anúncios imobiliários publicados na imprensa e na Internet e pondera a média de preços tendo em conta factores como o número de quartos. No período referido, os preços de venda desceram 1,76 % para as casas e 2,07 % para os apartamentos, isto apenas em valores nominais, dado que levando em conta a inflação (perto de 3 % no período em causa), a descida real dos preços é bem superior. Os últimos dados (referentes ao primeiro trimestre de 2009) mostram uma muito ligeira tendência de recuperação nominal, mas o número de anúncios de venda de casas (9.206) e de apartamentos (15.113) mantém-se muito elevado, indicação de que o mercado de venda continua bloqueado; os vendedores procuram suster os seus preços artificialmente elevados, os compradores esperam que eles caiam.
No mercado de arrendamento a situação não é muito diferente: as rendas das casas caíram em média 1,22 % no mesmo período, e o primeiro trimestre deste ano acentuou essa tendência; apenas as rendas para os apartamentos continuam a subir nominalmente, tendo tido uma variação nominal positiva de 1,59 %, mas descendo em termos reais graças à tal taxa de inflação mais elevada. A oferta continua a crescer – mais 8 % de anúncios de casas ou apartamentos para alugar no último ano – mas aparentemente tal não chega para baixar significativamente os alugueres. Ainda assim, a estagnação actual não deixa de constituir um ligeiro alívio para quem pensa comprar uma habitação ou é actualmente inquilino.
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