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sábado, 10 de março de 2012

Luxemburgo: Indústria do aço diminui 30 %

Foto: Marc Wilwert
A indústria do aço teve uma quebra de produção perto dos 30 % no quarto trimestre de 2011, segundo o Statec. Já o sector industrial luxemburguês registou, no global, uma quebra de 5,2 %, também durante o quarto trimestre de 2011. A quebra da produção industrial no Luxemburgo ultrapassa a média europeia, que se situa nos -1,5 % no mesmo período. Os países vizinhos apresentam um melhor desempenho. A Alemanha desceu menos 2 %, a França -0,9 % e a Bélgica -0,8 %. A quebra industrial deve-se à crise na produção de aço e ao encerramento parcial de fábricas no Luxemburgo. No trimestre passado, o sector do aço teve uma queda vertiginosa de 29,6 % no Grão-Ducado. Pior esteve a indústria do papel e da impressão, com uma quebra de -48,9 %. O sector da construção aumentou 2,7 %.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Os 100 anos da siderurgia luxemburguesa em exposição - até 14 de Dezembro

Para assinalar existência centenária das "Aciéries Réunies de Burbach-Eich-Dudelange" conhecida através dos tempos pela sigla ARBED, assim como outros factos históricos, os Arquivos Nacionais do Luxemburgo inauguraram a exposição "Feierrout: o último século da siderurgia luxemburguesa", no passado dia 19 de Outubro nas instalações dos Arquivos Nacionais (plateau St-Esprit, cidade do Luxemburgo).

Esta mostra foi possível devido a mais de "4.500 metros lineares de arquivos industriais provenientes da ARBED" e que foram sucessivamente "herdados" pelos Arquivos Nacionais a partir do fim da década de 1980, regozija-se Josée Kirps, directora dos Arquivos Nacionais. Tendo em conta este "autêntico tesouro", de mais de 12.000 planos e centenas de fotografias, aliado a todo um "tratamento eficaz de dados a nível informático", chegou-se a um resultado impressionante a nível de registo histórico da siderurgia luxemburguesa.

No âmbito desta exposição altamente visual e interactiva, pode-se viajar durante este século de existência da ARBED, desde os momentos da sua criação, às alianças internas e externas do sector, aos períodos da II Guerra, assim como os operários e a contestação social e a evolução da ARBED, antes um pouco mais "regional", até à actual visão planetária que se lhe conhece (Arcelor Mittal).

Sendo um trabalho conjunto dos Arquivos Nacionais e do projecto de pesquisa "Terres Rouges", assim como o Centro de Estudos e de Pesquisa Europeia Robert Schuman, esta mesma exposição conta igualmente com relatos de operários, engenheiros, responsáveis do pessoal, entre outros, todos eles na reforma, que contam uma visão real das diferentes etapas da história da ARBED.

Todos estes relatos orais podem ser escutados no âmbito da exposição, "uma fonte de informação histórica das mais ricas e mais importantes sobre a vida quotidiana e do trabalho na ARBED que ficará para sempre nos nossos arquivos", explica Josée Kirps.

A exposição "Fierrout" estará patente até ao próximo dia 14 de Dezembro e a entrada é gratuita. A exposição é proposta nas línguas francesa e alemã. Os Arquivos Nacionais propõem igualmente visitas guiadas gratuitas, nas mesmas línguas, para grupos com um máximo de 12 pessoas. Basta para isso contactar Romain Schroeder através do telefone 24 78 66 92 ou por correio electrónico: romain.schroeder@an.etat.lu

Texto e foto: Gualter Veríssimo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Arcelor: OGBL prevê mais encerramentos

A OGBL teme que o encerramento das fábricas de Schifflange e Rodange afectem não só os seus trabalhadores, mas também outras empresas.

Em comunicado, o sindicato prevê que as fábricas de cabos de Bettembourg e Bissen sejam afectadas, assim como o Circuit Foil de Wiltz e a ArcelorMittal de Dudelange, dado que as siderúrgicas de Schifflange e Rodange eram os fornecedores de matéria-prima.

O secretário-geral da OGBL, Jean-Claude Bernardini disse esta semana que a matéria-prima passará a ser importada de países vizinhos, apontando Hamburgo como exemplo de centro de importação. Acrescenta ainda que isso deverá conduzir à decisão de fechar as empresas em causa devido ao aumento dos custos. "Bissen, por exemplo, vai se ver com menos 90 mil toneladas de matéria-prima, causando mais perdas de empregos, e também nos transportadores como o CFL Cargo, já que vai haver menos trabalho", sustenta o sindicalista.

A OGBL estima que o número de empregos em risco pode chegar a 1000.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Daqui a dez anos já não haverá Arcelor no Luxemburgo", diz um dos trabalhadores portugueses da empresa

A Arcelor anunciou que vai despedir 262 dos 800 trabalhadores das unidades de Rodange e Schifflange. O CONTACTO falou com um trabalhador português da empresa que vê um futuro nada risonho.

"Daqui a dez anos, no máximo, já não haverá Arcelor no Luxemburgo". É a conclusão a que chega um trabalhador português da ArcelorMittal, quando o CONTACTO lhe pede para dizer como tem sido o ambiente vivido pelos trabalhadores da empresa desde que esta anunciou os despedimentos. "É um clima de medo", garante o português, que pediu para guardar o anonimato.

"Vão despedir sobretudo electricistas, mecânicos, técnicos térmicos, esse tipo de postos", revela o português que diz não temer, por enquanto, pelo seu lugar, devido à sua "experiência" e "especificidade técnica" do seu trabalho.

"Para já, querem despedir um terço da malta em Rodange e Schifflange. O [Lakshmi] Mittal está só à espera de um pretexto. Como Rodange e Schifflange lhe custam caro, vão esses primeiro". A decisão final cai em Março.

"Mas não acredito que fique por aí", aventa o português. E vai mais longe. "O objectivo final é fechar todas as unidades no Grão-Ducado. Até a sede histórica da Arbed [ antigo nome da siderúrgica luxemburguesa, antes de ser comprada por Mittal, n.d.R.] , porque a sede da Mittal está na Holanda. Ele não precisa de duas sedes europeias. Talvez, por enquanto, guarde a unidade de Differdange porque é ainda onde dispõe de muito terreno e porque é uma das únicas unidades de produção das placas 'jumbo', uma das nossas grandes saídas para o mercado norte-americano".

Mas o futuro é mais que previsível para o português. "Quando fechou Florange [em França], vieram para o Luxemburgo os trabalhadores de lá. Mas aqui a mão-de-obra é muito cara e é só uma questão de tempo até o Mittal deslocalizar tudo para o estrangeiro", analisa. "Muitos dos meus colegas já andam à procura de trabalho, mas eu penso que é uma atitude precipitada."

Porquê?, pergunta o CONTACTO. "Porque o Mittal tem uma convenção com o Estado luxemburguês, se vai despedir pessoal tem que apresentar argumentos. E quando isso finalmente acontecer e os últimos forem despedidos, só vão sair com indemnizações. Ele não pode fazer o que quer aqui", assegura o trabalhador.

"Se ele me oferecer emprego com o mesmo salário na Indonésia ou no Brasil, eu vou", garante. Caso contrário diz que pensa voltar para Portugal. Na mesma situação estão meia centena de colegas portugueses.

A ArcelorMittal emprega actualmente cerca de cinco mil pessoas no Grão-Ducado.

Recorde-se que as centrais sindicais LCGB e OGB-L manifestaram recentemente preocupação com os postos de trabalho que vão ser suprimidos e apresentaram um plano que visa economizar 38 milhões de euros, dos quais 8,8 milhões através do despedimento de 262 trabalhadores a tempo inteiro.

José Luís Correia
Foto: Tessy Hansen

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Goodyear contrata 120 novos trabalhadores no Luxemburgo

A empresa Goodyear Dunlop Tires Operations contratou 120 pessoas para a sua fábrica de pneus de Colmar-Berg e a partir de 9 de Agosto pretende produzir sete dias por semana. Entretanto, o CONTACTO soube ainda que a empresa prevê subir o número de novos trabalhadores até aos 200 antes do final do ano.

Desde o início da crise económica que a Goodyear Luxembourg não tem vindo a substituir o pessoal que foi saindo naturalmente. Na sua fábrica de produção de pneus para camião, em Colmar-Berg, nenhum empregado foi despedido, mas os que se reformaram, sairam devido à pré-reforma ou ainda os que se demitiram não foram substituídos.

"Recorremos ao desemprego parcial para fazer face à baixa da procura", explica o responsável pela comunicação Jean-Paul Bruck.

Mas a boa notícia chegou na semana passada. "Alguns sinais mostram que o mercado do pneumático para camião está a recuperar", revelou aquele responsável, e "para podermos estar prontos a satisfazer a procura, decidimos contratar 120 pessoas para a fábrica de Colmar-Berg".

A Goodyear Dunlop Tires Operations, cuja fábrica trabalha actualmente seis dias por semana, pretende com este aumento de pessoal passar ao regime de sete dias, a partir de 9 de Agosto. Mas não funcionará em regime pleno. Como afirma Jean-Paul Bruck “isso não quer dizer que regressemos à situação de 2008 (n.d.R.: ano recorde para o grupo); estamos a melhorar, mas a crise ainda não terminou”.

Neste momento, os novos trabalhadores já estão contratados e formados. As 120 pessoas deverão ter um contrato indeterminado, com um período de estágio.

Registe-se que esta progressão na procura diz respeito essencialmente ao pneu suplente, ou seja, ao pneu que é colocado pelo construtor no camião que sai da linha de produção. "Do Luxemburgo, fornecemos directamente os construtores", lembra Jean-Paul Bruck. Para o mercado de venda de pneus ao público vai ser preciso ainda esperar algum tempo para que a procura recupere, considerou Bruck.

FPinto
Foto: John Lamberty

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Luxemburgo: "Diekirch não está à venda!", avisa InBev

"A Diekirch não está a venda e a marca pertence-nos!" anunciou quinta-feira ao serão, de forma lapidar, Emmanuel Goedseels, responsável de comunição da InBev no Luxemburgo.

Um anúncio que veio a contra-corrente das notícias que haviam circulado durante o dia sobre a possível aquisição da Diekirch pela sua congénere nacional Bofferding, o que salvaria a cervejeira da deslocalização para a Bélgica como anunciado na semana passada pela belgo-brasileira AB InBev (fusão em 2004 da brasileira Ambev com a belga Interbrew).

Os responsáveis da empresa luxemburguesa Munhowen - detentora das marcas de cerveja Bofferding e Battin - asseguraram que há mais de dois anos que tentam comprar a Diekirch e que as negociações se arrastaram até há seis meses atrás, sem que a InBev tenha mostrado tenções de se desfazer da cervejeira grã-ducal.

Os responsáveis da Inbev no Luxemburgo reuniram ontem com o ministro da Economia, Jeannot Krecké, mas por ora, não há solução à vista, a tal "solução industrial" de que o ministro do Trabalho, Nicolas Schmit, anunciava quinta-feira de manhã na rádio RTL.

Entretanto, e desde há uma semana que nasceram grupos de solidariedade na internet, como a página "Diekirch bleif zu Dikrech" (A Diekirch fica em Diekirch) no site de rede social Facebook, enquanto outros grupos tentam fazer lóbi junto da edilidade de Diekirch para que a autarquia proiba a InBev de continuar a usar o nome da cidade se esta passar a ser fabricada na Bélgica.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Luxemburgo: Bofferding pode vir a salvar Diekirch da deslocalização

A cervejeira luxemburguesa Bofferding pode estar interessada em retomar a fábrica de cerveja Diekirch e teria já há vários meses apresentado uma oferta de compra, segundo notícia hoje avançada pelos nossos colegas da rádio DNR.

Já esta manhã, o ministro do Trabalho, Nicolas Schmit, ao ser entrevistado pela rádio RTL, fez alusões nesse sentido, ao afirmar que o Governo luxemburguês está a tentar encontrar "uma solução industrial" para que a Diekirch não fosse deslocalizada para a Bélgica e deixasse assim no desemprego 68 trabalhadores que a fábrica actualmente emprega na cidade que dá nome à cerveja. No entanto, Schmit não adicionou mais pormenores, acrescentando apenas que uma proposta vai ser feita à InBev, proprietária da Diekirch, para a eventual retoma da marca por uma empresa luxemburguesa.

As alusões feitas esta manhã por Schmit na rádio depressa correram o país e vários foram os órgãos de imprensa a difundirem que um dos possíveis compradores da Diekirch seria o grupo Genii, gerido por Gérard Lopez, sediado em Howald, e que recentemente comprou parte da"scuderia" da Renault na Fórmula 1.

JLC

domingo, 12 de julho de 2009

Luxemburgo/Indústria: ArcelorMittal é maior empregador do país

Com 6.540 assalariados, o maior produtor mundial de aço, ArcelorMittal, lidera o ranking dos principais empregadores no Luxemburgo, segundo o Statec, o serviço luxemburguês de estatísticas.

O líder mundial da siderurgia volta à encabeçar a lista das empresas com mais trabalhadores.

O grupo bancário Dexia BIL subiu um lugar, ocupando este ano a segunda posição, com 3.990 empregados, relegando para o terceiro lugar a cadeia de supermercados Cactus, que
emprega 3.850 pessoas.

A tabela classificativa divulgada na quarta-feira passada mostra que desde o dia 1 de Janeiro a maioria das empresas aumentou o número de efectivos, apesar da actual crise económica e financeira.