Os aeroportos de Heathrow e de Gatwick em Londres reabriram parcialmente às 7h de hoje (o aeroporto London-City continua fechado), depois de terem estado encerrados durante a noite devido à nuvem de cinzas libertadas pelo vulcão em actividade na Islândia.
A autoridade de tráfego aéreo britânica (NATS) tinha decidido encerrar aqueles dois aeroportos, os mais importantes do país, durante a noite.
Apenas voos de partida estavam previstos esta manhã em Gatwick, sem qualquer chegada até às 13h locais (+ 1 h, no Luxemburgo).
Em Heathrow, o primeiro aeroporto mundial em termos de tráfego internacional, o número de partidas e de chegadas deverá ser reduzido, admitindo as autoridades a anulação ou atraso de vários voos.
Outros aeroportos como os de Stansted, a norte de Londres, de Manchester, no noroeste de Inglaterra, e de Glasgow, na Escócia, estão em funcionamento mas os passageiros foram aconselhados a verificar o estado dos seus voos com as respetivas companhias aéreas.
Vários aeroportos na Irlanda, na Escócia e no País de Gales deverão permanecer encerrados pelo menos até ao fim da manhã de hoje.
O de Aberdeen, na Escócia, não deverá reabrir antes das 13h locais, e o de Dublin, na Irlanda, antes das 12h.
A NATS anunciou que a nuvem de cinzas vulcânicas continua a "mudar de forma" e duas zonas afetam as operações no sul de Inglaterra e na Irlanda do Norte, bem como a maior parte da Escócia.
"Em consequência, uma zona de interdição de voos foi imposta pela CAA [a Autoridade de Aviação Civil] nestas regiões" entre as 7h e as 13h, indicou a NATS.
A erupção do vulcão Eyjafjöll, no sul da Islândia, iniciada em março, paralisou o tráfego aéreo na Europa durante cerca de uma semana em meados de Abril, obrigando ao cancelamento de mais de 100 mil voos e afectando mais de oito milhões de passageiros. Desde então, continua a perturbar periodicamente as operações aéreas em vários países, como Portugal e o Luxemburgo.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 28 de novembro de 2009
Efeméride: Enid Blyton, criadora de "Os Cinco" e de Noddy, morreu há 41 anos
Os livros de aventuras que Enid Blyton escreveu cativaram gerações, desde finais dos anos 30, sobreviveram às críticas de primarismo, racismo, sexismo, "produziram" imitadores - e ainda hoje, mudados os tempos e os hábitos, "vendem bem".Até aos anos 80, terão sido vendidos em todo o mundo mais de 600 milhões de exemplares dos mais de 700 livros da autora inglesa.
Da sorte editorial de Blyton em Portugal não são conhecidos números, mas não restam dúvidas de que, a partir dos anos 60, quando apareceram no mercado português, os seus livros - as séries de Os cinco e Os Sete à cabeça - tiveram grande procura, porventura comparável à que tiveram, mais recentemente, os da saga de Harry Potter, da também inglesa J. K. Rowling.
Nascida em 11 de Agosto de 1897 em Londres, Blyton esteve para seguir a carreira da música. A literatura infanto-juvenil "falou mais alto" e reclamou-a.
Mas não nasceram logo, na sua primeira manifestação como escritora, os cinco miúdos que viriam a formar um dos mais apelativos grupos de aventureiros da literatura dirigida aos mais novos. Foi um poema - "Have you?" - o primeiro texto que a autora publicou, numa revista, a Nash's Magazine.
De poesia, aliás, seria também o seu primeiro livro: "Child whispers", de 1924.
Os Cinco
teriam de esperar mais 14 anos para (em 1938) entrarem em acção, em "The secret island" (A ilha secreta, na versão portuguesa), o primeiro título da mais famosa de todas as séries para os mais novos criadas pela escritora (Os Sete, As Gémeas, Aventura, Mistérios, Noddy...).Noddy nasceu faz este ano 60 anos. "Little Noddy goes to Toyland" (Nodi no país dos brinquedos, na versão portuguesa) se chama o livro que lhe assinalou o nascimento.
Noddy é um rapazinho de madeira - como o Pinóquio, de Carlo Collodi. Não tem, ao contrário de Pinóquio, problemas com o nariz se mentir, mas sim uma marcada propensão para se meter em problemas...
A figura vingou, os livros venderam, e Noddy, famoso, chegou ao teatro, ao cinema e à televisão. Não escapou à crítica, porém, e chegaram a descrevê-lo como "o mais egocêntrico, tristonho, choramingas e beato anti-herói na história da ficção britânica".
Críticas a quem o dera à luz também não faltaram. E não apenas por "culpa" de Noddy, mas de todos os heróis e heroínas por ela criados.
Os reparos, então e hoje, apontam mais frequentemente ao limitado léxico de Blyton, ao esquematismo das histórias, ao simplismo da caracterização psicológica das personagens, a par de "deslizes" sexistas e racistas.
Do lado positivo da balança, é regra reconhecerem-se, entre outros, estes méritos: deu a conhecer o seu meio e o seu tempo e estimulou nas crianças o gosto pela leitura.
Rezam as crónicas que Blyton tinha uma capacidade de produção impressionante: chegava a escrever 10.000 palavras por dia e, por exemplo, em 1940, deu à estampa onze li
vros.Valeu-lhe esta "superprodução" terem circulado rumores de que nem tudo o que saía em livro com o seu nome lhe saía directamente da pena. Não foi o primeiro nem o último escritor a enfrentar esta suspeita.
Deixou de escrever nos primeiros anos da década de 60. Morreu em 28 de Novembro de 1968. Todos os anos há Clubes de Fãs a lembrar a data.
Raul M. Marques,
da Agência Lusa
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Portugal/Maddy: Família McCann exige 1,2 milhões de euros de indemnização a Gonçalo Amaral, pelo seu livro "A Verdade da Mentira"
A família McCann continua a exigir o pagamento de uma indemnização de pelo menos 1,2 milhões de euros ao ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral pelas suas declarações consideradas difamatórias a propósito do desaparecimento de Madeleine.
“Estamos a pedir 1,2 milhões de euros de indemnização neste momento, mas reservamos o direito de rever este número em alta à medida que forem encontradas mais provas sobre os lucros que foram feitos com este livro”, disse quarta-feira à Agência Lusa o advogado da família, Ed Smethurst.
A proibição ontem pelo Tribunal Cível de Lisboa da venda do livro “A Verdade da Mentira” sobre o desaparecimento de Madeleine McCann, da autoria do ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ) Gonçalo Amaral, “é a primeira fase da acção [judicial] e seguem-se outras acções noutras fases”, vincou.
Iniciada em Portugal em Maio, a acção visa processar o ex-inspector da PJ por difamação devido às suas “contínuas e grosseiras afirmações”, em Portugal e no estrangeiro, sobre o desaparecimento da criança, anunciou na altura a família.
Smethurst declarou hoje à Lusa que a decisão do tribunal português dá boas perspectivas para o resto do processo, que pretende demonstrar que “o livro do senhor Amaral, as suas teses e DVD e panfletos prejudicaram bastante a campanha pela busca de Madeleine”.
“O único argumento da campanha do senhor Amaral é que Madeleine está morta e que de alguma forma Kate e Gerry estiveram envolvidos no desaparecimento. Não há uma única prova que sustente essa teoria”, defendeu.
O advogado, que é também um dos administradores do Fundo que financia a busca por Madeleine, incluindo uma equipa de investigadores privados e a acção judicial em Portugal, acusou o ex-inspector português de ter ganho “quantidades obscenas de dinheiro por vender essa teoria através do seu livro e entrevistas”
Ao fazê-lo, sustentou, Amaral “prejudicou bastante a percepção pública” do caso e levou muitas pessoas a acreditarem na sua teoria, “provavelmente porque ele é um antigo polícia”.
“Prejudicou donativos, novas pistas, investigações, informações e testemunhos”, enumerou.
Os pais de Madeleine McCann estão, segundo o porta-voz, Clarence Mitchell, “encantados” com a decisão do juiz.
Amaral “prejudicou não só a busca ao fazer pensar que Madeleine está morta, mas foi também extremamente difamatório e insultuoso para Kate e Gerry”, disse hoje Mitchell à Lusa.
O Tribunal Cível de Lisboa decidiu, embora provisoriamente uma vez que se trata de um procedimento cautelar, a proibição de as editoras venderem os livros e vídeos "que ainda restarem nas bancas ou noutros depósitos ou armazéns e a obrigação de recolherem e entregarem a uma depositária" esses exemplares.
A acção foi interposta por Kate e Gerry McCann em conjunto com os três filhos, Madeleine, Sean e Amelie, que são representados pela advogada Isabel Duarte.
A menina inglesa Madeleine McCann desapareceu em 03 de Maio de 2007, quando tinha três anos de idade, do quarto de um apartamento num aldeamento turístico na Praia da Luz, Algarve, onde se encontrava a passar férias com os pais e os dois irmãos.
“Estamos a pedir 1,2 milhões de euros de indemnização neste momento, mas reservamos o direito de rever este número em alta à medida que forem encontradas mais provas sobre os lucros que foram feitos com este livro”, disse quarta-feira à Agência Lusa o advogado da família, Ed Smethurst.
A proibição ontem pelo Tribunal Cível de Lisboa da venda do livro “A Verdade da Mentira” sobre o desaparecimento de Madeleine McCann, da autoria do ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ) Gonçalo Amaral, “é a primeira fase da acção [judicial] e seguem-se outras acções noutras fases”, vincou.
Iniciada em Portugal em Maio, a acção visa processar o ex-inspector da PJ por difamação devido às suas “contínuas e grosseiras afirmações”, em Portugal e no estrangeiro, sobre o desaparecimento da criança, anunciou na altura a família.
Smethurst declarou hoje à Lusa que a decisão do tribunal português dá boas perspectivas para o resto do processo, que pretende demonstrar que “o livro do senhor Amaral, as suas teses e DVD e panfletos prejudicaram bastante a campanha pela busca de Madeleine”.
“O único argumento da campanha do senhor Amaral é que Madeleine está morta e que de alguma forma Kate e Gerry estiveram envolvidos no desaparecimento. Não há uma única prova que sustente essa teoria”, defendeu.
O advogado, que é também um dos administradores do Fundo que financia a busca por Madeleine, incluindo uma equipa de investigadores privados e a acção judicial em Portugal, acusou o ex-inspector português de ter ganho “quantidades obscenas de dinheiro por vender essa teoria através do seu livro e entrevistas”
Ao fazê-lo, sustentou, Amaral “prejudicou bastante a percepção pública” do caso e levou muitas pessoas a acreditarem na sua teoria, “provavelmente porque ele é um antigo polícia”.
“Prejudicou donativos, novas pistas, investigações, informações e testemunhos”, enumerou.
Os pais de Madeleine McCann estão, segundo o porta-voz, Clarence Mitchell, “encantados” com a decisão do juiz.
Amaral “prejudicou não só a busca ao fazer pensar que Madeleine está morta, mas foi também extremamente difamatório e insultuoso para Kate e Gerry”, disse hoje Mitchell à Lusa.
O Tribunal Cível de Lisboa decidiu, embora provisoriamente uma vez que se trata de um procedimento cautelar, a proibição de as editoras venderem os livros e vídeos "que ainda restarem nas bancas ou noutros depósitos ou armazéns e a obrigação de recolherem e entregarem a uma depositária" esses exemplares.
A acção foi interposta por Kate e Gerry McCann em conjunto com os três filhos, Madeleine, Sean e Amelie, que são representados pela advogada Isabel Duarte.
A menina inglesa Madeleine McCann desapareceu em 03 de Maio de 2007, quando tinha três anos de idade, do quarto de um apartamento num aldeamento turístico na Praia da Luz, Algarve, onde se encontrava a passar férias com os pais e os dois irmãos.
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