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sábado, 12 de maio de 2012

Carla Maia de Almeida: "Os meus livros mostram o melhor de mim"

Foto: Laurent Blum
Carla Maia de Almeida, jornalista de formação, tem na comunicação um "valor supremo", mas é através dos livros infanto-juvenis que comunica o melhor de si: os seus valores.
"Os meus livros são todos diferentes, mas eu sou esses livros. Não ando à procura de nada, mas há valores em que acredito e a única coisa que faço é pôr nos livros aquilo que sou. Nunca disse isto, mas acho que os meus livros mostram o melhor de mim", disse a escritora ao POINT24 , à margem da sua palestra "Uma infância assombrada ou as magias quotidianas", que teve lugar na quarta-feira no Instituto Camões.
Carla Maia de Almeida lançou em 2005 o seu primeiro livro infanto-juvenil, "O gato e a rainha só". Seguiram-se "Não quero usar óculos" (2008), "Ainda falta muito" (2009) e "Onde moram as casas" (2011), todos com a chancela da Caminho. Para quem não sentia empatia pelas crianças e desconfiava do jeito pela escrita infanto-juvenil, hoje, confessa que a sua melhor ferramenta de trabalho – a memória - lhe tem trazido o que quer. "Aquilo que mais queria era tocar nas pessoas com os meus livros e fico muito contente por serem lidos por crianças, mas também pelos adultos", confessa a autora. Mais informações no site da escritora (www.ojardimassombrado.blogspot.com).

sábado, 5 de maio de 2012

Hoje, em Lisboa: João Moreira dos Santos, colaborador do Point24-português, lança roteiro do jazz lisboeta

João Moreira dos Santos, investigador, ensaísta e colaborador do Point24-português (rubrica Horóscopo), lança o seu sétimo livro sobre o jazz.

"Roteiro do Jazz na Lisboa dos anos 20-50" é lançado na livraria Ferin, em Lisboa, este sábado, às 18h, e conta com a apresentação do maestro Jorge Costa Pinto.

Concebido como um guia ilustrado de 40 espaços históricos dos primórdios do jazz em Portugal, a obra é editada pela Casa Sassetti para celebrar o Dia Internacional do Jazz (30 de Abril).

Ao nosso jornal, o autor, que estudou e tocou contrabaixo no Hot Club de Portugal e na Academia de Amadores de Música, confia que já há sete anos que organiza visitas guiadas aos principais espaços do jazz lisboetas. O livro custa 8,90 euros e pode ser adquirido nas livrarias ou no site da editora Principia (http://principia.pt ).

Veja este apontamento feito pela SIC em 2010 sobre um dos roteiros jazz organizados por João Moreira dos Santos.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Festival das Migrações: Emigração, filha bastarda da literatura portuguesa


Fotos: Carlos de Jesus
A emigração portuguesa vista por José Luís Peixoto e Altina Ribeiro. Duas gerações, duas experiências, dois livros sobre um tema que a literatura portuguesa ainda enjeita, lamentam os dois escritores.

A conferência com os escritores José Luís Peixoto e Altina Ribeiro, no domingo, no Salão do Livro do Festival das Migrações, acabou por ser totalmente dominada pelo tema da emigração. Ou não fossem os mais recentes romances dos dois autores dedicados a esse tema.

No caso de Altina Ribeiro, tanto o seu primeiro livro "Le fado comme seul bagage" (que vai ser adaptado para cinema por Anna da Palma), como o segundo, "Alice au pays de Salazar", falam da emigração. No primeiro fala de como emigrou para Paris com os pais, aos 9 anos, em 1969. O segundo é a história de uma amiga, que lhe pediu para contar em livro a sua experiência da emigração.

No seu último romance, intitulado "Livro", José Luís Peixoto inspira-se na emigração dos pais para França, também nos anos 60. "A emigração para mim é a história antes de mim, porque eles regressaram a Portugal após o 25 de Abril e eu nasci em Setembro de 1974", diz.

Altina resume o seu primeiro livro, no qual fala de como se sentiu desenraizada, de como descobriu a electricidade pela primeira vez, do "décalage" intergeracional com os pais, da emigração clandestina, dos "bidonsvilles" (bairros de lata). Recorda como o pai foi "a salto" para França, quase dois mil quilómetros a pé e em camiões de gado. Altina tinha dois anos e recorda que não reconhecia o pai quando este voltava a Portugal. "Quando vinha, o meu pai era um estranho, eu até ficava aliviada quando ele se ia embora".

Para Peixoto, a emigração era o que ouvia das conversas entre os pais e as irmãs. Eram as "auto-rutas", os "auto-buses", os "fogos-ruges", os "magasins", uma linguagem codificada e misteriosa para a criança que José Luís era, confiou no altura em que lançou o livro, em 2010. "Quando falavam de França, eu ficava de fora". "Há muitos filhos de emigrantes que vão para Portugal para descobrir o país dos pais. Este 'Livro' é para mim o caminho inverso, sou eu a tentar descobrir a emigração que os meus pais viveram. E também foi para me descobrir a mim próprio. Sou da geração que se define pelo que não viveu: a ditadura, a revolução, a emigração, a guerra colonial. Graças a este livro percebi o contexto em que nasci".

Peixoto conta que a reacção que o "Livro" recebeu fez-lhe perceber que em Portugal se precisava de falar deste tema. "Algumas pessoas perguntaram-me se eu tinha feito muita pesquisa para escrever este livro. Parece que não se dão conta que a emigração ainda é uma realidade". E lamenta que nem os antigos emigrantes falem, nem o resto da população, para quem a emigração parece um acto consumado, quando esta nunca realmente cessou. "Não há muitos romances sobre a emigração portuguesa e isso é inacreditável, quando um milhão e meio de portugueses emigrou para França nos anos 60 e 70. A literatura portuguesa raramente aborda o assunto, é tabu, não se fala e há sobretudo muitos clichés", critica o escritor. "Não há uma relação pacífica com este tema. Eu não sabia que havia dificuldades em Portugal para falar nisto. Para mim foi fácil, porque não o vivi. Mas penso que escrever sobre isso pode tornar mais sã a nossa relação com o passado. Em Portugal temos um problema com muitas questões do nosso passado, não só com a emigração".

"Os emigrantes merecem um reconhecimento porque construíram dois países, o país que deixaram e para onde enviavam dinheiro, e o país onde trabalharam. Admiro-os porque se lançaram no desconhecido e seguiram os seus sonhos. Quem segue os seus sonhos faz o mundo avançar".

"O meu primeiro livro é uma homenagem aos meus pais e a todos os emigrantes", diz também Altina. "Eles não sabiam escrever, não tinham meios para contar essa experiência, essa dor, então contei-a eu".

Na sua relação com a emigração como noutros domínios, Peixoto considera que Portugal é "bipolar".

"Acho que o país precisa de uma psicanálise. Num dia, somos os maiores, não há Expo como a nossa, vamos ganhar o Mundial de Futebol. No outro, somos os mais desgraçadinhos". Para o escritor, Portugal "evoluiu demasiado depressa" no último meio século. "A imagem do país deixou de ser a velhinha vestida de preto e com bigode, para passar a ser a ponte Vasco da Gama. Não percebo porque temos orgulho numa coisa, e esquecemos e escondemos a outra. As duas coisas coabitam, essa velhinha de bigode é a nossa avó, e é muito triste ter vergonha da nossa avó. Temos que encontrarmo-nos como país nesses dois pólos", aconselha José Luís Peixoto ao deitar o país no divã.

Texto: José Luís Correia

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Jornadas do Livro e da Leitura, esta terça-feira, no Instituto Camões


A Coordenação de Ensino Português no Luxemburgo organiza as Jornadas do Livro e da Leitura, amanhã, dia 14 de Fevereiro, entre as 15h30 e as 17h, no Instituto Camões, no n°8, bd Royal, na cidade do Luxemburgo.

Esta acção, dirigida, essencialmente, aos alunos do 7°ano de escolaridade dos cursos de Língua e Cultura Portuguesas, conta com a participação da escritora Corinne Kohl-Crouzet e da ilustradora Iva Mrazkova, que apresentarão o seu recente livro “Les Mystères de la Comtesse Ermesinde”, publicado nas versões francesa/luxemburguesa e portuguesa/alemã.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Luxemburgo: Guia da declaração de impostos chega hoje às livrarias

Tudo o que sempre quis saber sobre como preencher a sua declaração de impostos e não ousou perguntar. É do que trata o livro "La Déclaration d'Impôt Facile", que chega hoje às livrarias.

Em 2010, 170 mil contribuintes tiveram de preencher uma declaração de impostos, segundo a Administração Fiscal luxemburguesa.

A pensar naqueles que anualmente têm dificuldades no preenchimento dessa obrigação administrativa, dois funcionários fiscais, Jean-Marie Raus e Eric Henn, resolveram compilar este guia prático, fácil de consultar, cheio de conselhos e dicas.

Este guia é publicado precisamente no momento em que os contribuintes estão a receber em casa os formulários para fazerem a sua declaração de impostos. Trata-se de uma estreia no mercado livreiro nacional, com a chancela das Editions Saint-Paul (preço: 24 euros).

Manuela Ribeiro hoje em jornadas de leitura infantil

A escritora infantil Manuela Ribeiro vai estar hoje no Luxemburgo para participar nas jornadas "Kanner a Bicher" ("Crianças e Livros"), no centro comercial Belle Étoile. A escritora portuense Manuela Ribeiro vai estar hoje à tarde nas jornadas de leitura infantil no centro comercial Belle Étoile, que contam com o apoio da Embaixada de Portugal no Luxemburgo. A escritora, que esteve no Salão do Livro luxemburguês em 2009, traz desta vez ao Luxemburgo o livro "Kiko, o dentinho de leite", que vai apresentar hoje durante uma sessão de leitura entre as 17h e as 18h.

Irmã da cantora de jazz Sofia Ribeiro, que fez canções para alguns dos seus livros, Manuela Ribeiro é médica e foi professora assistente na Faculdade de Medicina do Porto. Os seus livros abordam temas que vão da alimentação saudável à higiene oral, passando pelo bullying, e conquistaram um enorme sucesso em Portugal, tendo um deles sido já adaptado para bailado.

As jornadas "Crianças e Livros", organizadas pelo Cactus Belle Étoile, a Livraria Ernster e os clubes Kiwanis do Luxemburgo, contam com o apoio do Ministério da Educação luxemburguês e da Embaixada de Portugal no Luxemburgo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Embaixada de Portugal apoia leitura infantil

A Embaixada de Portugal no Luxemburgo apoia as jornadas "Kanner a Bicher" ("Crianças e Livros"), que vão decorrer no centro comercial Belle Étoile de 7 a 11 de Fevereiro.

Sessões de leitura em luxemburguês, francês, inglês e português, venda de livros infanto-juvenis e ateliers de pintura são algumas das actividades previstas nas jornadas "Crianças e Livros", organizadas pelo Cactus Belle Étoile, a Livraria Ernster e os clubes Kiwanis do Luxemburgo.

Para sensibilizar as crianças portuguesas para a leitura, o Serviço de Ensino da Embaixada de Portugal no Luxemburgo vai estar presente todos os dias no stand do Ministério da Educação luxemburguês, que patrocina o evento. "Vamos ter sessões de leitura em português adaptadas a idades entre os seis e os 11 anos", explica Joaquim Prazeres, do Serviço de Ensino de Língua Portuguesa.

"E no dia 10 de Fevereiro vamos ter a escritora infantil Manuela Ribeiro", revela. Os pais interessados em inscrever os filhos podem fazê-lo junto dos Serviços de Ensino, pelo tel. 45 24 03 ou por email ( nepl@education.lu ).

Além das leituras em português, há jogos organizados pelo Cactus e venda de livros infanto-juvenis a preços convidativos, com parte dos lucros a reverter para a Unicef.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"In Articulo Mortis": Inspector João da Costa está de regresso

"In Articulo Mortis" é o novo romance-policial do belga Pierre Decock (na foto), onde o inspector luso-luxemburguês João da Costa volta à cena, dois anos depois de "De Profundis". 
A história "In Articulo Mortis" situa-se no Luxemburgo numa triste tarde de Outono. Uma senhora de idade é encontrada estendida no chão no bairro da Gare. Foi espancada e, provavelmente, deixada ali pelo seu agressor para morrer. Sem documentos, sem testemunhas, a investigação parece infrutífera. Quem é essa mulher em coma? João da Costa é chamado a lançar-se numa difícil investigação. 
Uma narrativa densa e emocionante, já disponível nas livrarias, com a chancela das edições Binsfeld.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Colaborador do POINT24 lança "Palavras Cruzadas com Literatura"

"Palavras Cruzadas com Literatura" é o livro do autor das palavras cruzadas da edição portuguesa do POINT24 , Paulo Freixinho.

Paulo Freixinho, lisboeta de 43 anos, é colaborador do Point24 desde Outubro de 2011 e faz este passatempo há cerca de 20 anos. O seu livro acaba por ser uma resposta às muitas críticas sobre as palavras cruzadas "sem interesse".

"Muitas pessoas dizem que as palavras cruzadas não interessam e eu quis contrariar essa opinião". O resultado pedagógico é a junção de "dois mundos afastados".

"Pensei ser interessante juntar estes dois mundos afastados, porque há pessoas que não fazem palavras cruzadas, mas adoram a literatura e há aquelas que adoram as palavras cruzadas, mas lêem pouco", refere Freixinho. O livro apresenta 72 problemas em torno de 12 autores portugueses. Seis passatempos para cada autor/capítulo, onde as palavras são bibliográficas e biográficas. Os autores são Almeida Garret, Agustina Bessa-Luís, Luís de Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Dinis Machado, Eça de Queirós, José Luís Peixoto, Vergílio Ferreira, José Rentes de Carvalho, José Saramago e Miguel Torga. Em 2008, Freixinho começou a "devorar" livros e agora diz: "Gostava muito que algumas pessoas lessem alguns destes autores".

Editado na semana passada pela Quetzal (grupo Bertrand), a obra é apresentado hoje na livraria Bertrand - Fórum Barreiro.

Aficionado pelas redes sociais, onde leva vantagem, reconhece já um feedback "positivo". "No espaço de uma semana, as redes sociais têm dado um bom feedback e isto acaba por ser uma partilha." Freixinho não se limita aos jornais e com o aparecimento do concorrente Sudoku, teve de criar o seu próprio blog ( www.palavrascruzadas-paulofreixinho.blogspot. com ) e "fazer pela vida", ou como prefere dizer: "xurdir".

Texto: HB

sábado, 19 de novembro de 2011

"Epopeia da Grande Região" está à venda

Já está à venda a série de três documentários sobre a Grande Região. A edição de a "Epopeia da Grande Região" ("L'Épopée de la Grande Region") inclui um livro de 12 páginas e está à venda desde quarta-feira.

Os documentários estão disponíveis em francês, alemão e inglês (línguas e legendas).

O DVD custa 24,90€ e pode ser comprado em pontos de venda no Luxemburgo e em França. Mais informações em :www.tarantula.lu/fr/producted/
documentaries/L_epopee_de_
la_Grande_
Region/41/
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Walferdange: feira do livro com menos portugueses

A 17a edição das jornadas do Livro de Walferdange, a maior feira do livro do Luxemburgo, conta este ano com menos portugueses.

O evento, que abre oficialmente amanhã às 10h30, vai ter apenas a presença da Associação Portuguesa de Walferdange, com o habitual escritor Antero Monteiro.

O dirigente associativo Arlindo Rodrigues promete, no entanto, "tentar levar amanhã mais escritores lusos radicados no Luxemburgo". A associação Amizade Portugal-Luxemburgo, que participou em 2009 e 2010, só deve regressar para o ano. "Este ano não vamos participar porque somos voluntários e não há disponibilidade para tudo", refere o dirigente Hernâni Gomes. As Jornadas do Livro decorrem amanhã e domingo no estádio Prince Henri. Mais informações na internet (ww.bicherdeeg.lu).

Texto: HB
Foto: Serge Waldbillig

domingo, 13 de novembro de 2011

Onda de crime invade a Grande Região

"Pequenos crimes na Grande Região" é o tema da semana do livro policial que arranca amanhã. A iniciativa, que tem como objectivo promover a produção literária regional, abre com uma leitura pública de excertos de obras de autores da Grande Região, já na segunda-feira. Um dos escritores convidados é o luxemburguês Josy Braun, autor de "Um Porto para os advogados", o primeiro romance luxemburguês traduzido para português (na foto). No encontro vão estar também o alemão Jacques Berndorf, o belga Pierre Decock e o escritor da Lorena Steve Rosa. É na Biblioteca Nacional, a partir das 18h30, e a entrada é livre. Mas há mais duas leituras públicas: dia 17 de Novembro, é a vez do escritor alemão Ralf Kramp, na comuna de Ettelbruck. E a 19, há um encontro literário-gastronómico no Carré Rotondes, na capital.

Foto: Laura Haanpaa

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Este domingo/Gasperich: Escritora ucraniana lança romance em português

A escritora ucraniana Nataliya Zablotska dos Santos apresenta publicamente no Luxemburgo o seu romance "Fiel fiel...", escrito em português.

A apresentação dá-se domingo, dia 11 de Setembro, às 14h, nas instalações do CLAE (Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros), situado no n° 26, rue de Gasperich, na cidade do Luxemburgo.

Nataliya Zablotska dos Santos é natural de Ternopil, na Ucrânia, é casada com um português e vive no Luxemburgo desde Fevereiro de 2010. "Fiel, fiel..." é o seu primeiro livro, publicado com a chancela da portuguesa "Corpos Editora".