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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mais de 10 mil assalariados vítimas de assédio moral no Luxemburgo, em 2010

No ano passado, 10.500 assalariados foram vítimas de assédio moral, indica um estudo da associação sem fins lucrativos Mobbing . Os sectores da saúde, do comércio e da banca são os mais afectados.

O assédio moral no trabalho afecta sobretudo os recém-contratados e as mulheres, indica o estudo, sublinhando que no que respeita aos sexos, as mulheres têm mais facilidade em confiar-se a alguém do que os homens.

As três principais queixas referem-se ao abuso de poder hierárquico, às condições de trabalho e a uma organização de tarefas mal definida.

Em 2010, 15 % dos queixosos vinham sobretudo do sector da saúde (lares para idosos e gabinetes médicos), 14 % do comércio e 12 % do sector financeiro.

Em geral, os assalariados vítimas de assédio ficam de baixa em média cinco semanas por ano. A associação Mobbing estima que esta realidade comporta um custo de 26 milhões de euros para as empresas, sem incluir as despesas das consultas médicas, dos tratamentos e da hospitalização.

Para a associação, é necessária a criação de uma lei mais eficaz do que as actuais convenções colectivas dos parceiros sociais.

Foto: Shutterstock

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Luxemburgo: Asbl Mobbing insiste na necessidade de uma lei contra o assédio moral no emprego

A associação sem fins lucrativos Mobbing insiste na necessidade de haver uma lei em relação ao assédio moral no trabalho. Esta tomada de posição surge depois das Câmaras dos Assalariados, das Profissões e do Comércio se terem manifestado contra uma proposta legislativa nesse sentido.

As três câmaras divulgaram, na sexta-feira, uma tomada de posição conjunta contra a proposta de lei entregue por Lucien Lux (LSAP) em 2002 contra o assédio moral no emprego ("mobbing"). As três instituições argumentam que uma convenção relativa ao assédio moral e à violência no trabalho devem primeiro ser avaliadas antes de se elaborar um novo texto legislativo.

A asbl Mobbing (criada pelos sindicatos LCGB e Syprolux, enquanto que a central sindical OGBL representa dois terços da Câmara dos Assalariados) não partilha a mesma opinião e nota que os elementos da actual convenção são generalistas e necessitam de uma "refinação".

Uma revisão da proposta de lei de 2002 é "perfeitamente viável", defende a associação num comunicado divulgado ontem, relembrando que o próprio ministro do Trabalho, Nicolas Schmit, já se mostrou favorável a uma acção legislativa nessa matéria.

O assédio moral ou "mobbing" é a exposição de pessoas a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas no local de trabalho e no exercício de suas funções.

Foto: Schutterstock