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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Forte sismo sentido em Tóquio

Um sismo de magnitude 6 foi hoje registado na prefeitura de Chiba, a leste da capital nipónica, e sentido em Tóquio, anunciou a agência de meteorologia japonesa.

A agência não desencadeou um alerta de tsunami. O abalo foi sentido às 22:37 locais (15h37 no Luxemburgo) e o epicentro situou-se perto da costa leste, acrescentou.

Desconhece-se, até ao momento, a existência de vítimas ou danos.

Situado na confluência de quatro placos tectónicas, o Japão sofre todos os anos mais de 20 por cento dos sismos mais violentos registados no mundo.

A atividade telúrica mantém-se particularmente intensa no arquipélago desde o sismo de magnitude 9, seguido de um devastador tsunami, abalou a região nordeste da ilha de Honshu, sobretudo a zona de Sendai, a 11 de março, causando mais de 28 mil mortos e desaparecidos, de acordo com dados oficiais.

Centenas de réplicas foram registadas desde de 11 de Março.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Japão/Luxemburgo: Nuvem radioactiva foi inofensiva

A nuvem radioactiva que sobrevoou a Europa, incluindo o Luxemburgo, não trouxe nenhum perigo às populações, garantiu Patrick Bruskin, engenheiro nuclear da Divisão de Radioprotecção do Ministério da Saúde luxemburguês.

"Neste caso estamos mais a falar de partículas do que propriamente de uma nuvem", tranquilizou Bruskin.

Uma equipa da Divisão de Radioprotecção efectuou ontem de manhã testes e confirmam-se as previsões das autoridades francesas que fizeram o aviso na segunda-feira. "Os valores são quase nulos e iguais aos que se verificaram em França, Bélgica e Alemanha. Os valores são quase todos idênticos em todos os países da Europa", confirma o engenheiro nuclear luxemburguês. "Este teste teve acima de tudo um interesse científico", rematou.

Entretanto, 35 comunas responderam aos apelos dos burgomestres de Remich e Frisange, Henri Kox e Claude Wilzius, no sentido de exigir o fim da Central Nuclear de Cattenom, situada a oito quilómetros da fronteira com a França. Uma primeira reunião entre os vários autarcas teve ontem lugar para delinear uma estratégia comum. Após o acidente nuclear de Fukushima no Japão, Henri Cox e Claude Wilzius defenderam que todas as comunas situadas num raio de 25 quilómetros à volta de Cattenom se deviam associar.

O próprio primeiro-ministro Jean-Claude Juncker já desaprovou esta semana o recurso à energia nuclear. Juncker defende que 160 centrais nucleares da Europa sejam submetidas a "testes de stress". Além de Cattenom, também a Central Nuclear de Tihange, na Bélgica, inspira preocupação a Junker. O Governo vai alertar as autoridades belgas nesse sentido, à semelhança daquilo que já fez com França.

Nuno Costa
Foto: Alois Theisen/LW

quarta-feira, 23 de março de 2011

Japão/Sismo: 25 mil mortos e desaparecidos - novo balanço

O sismo e o tsunami que devastaram o nordeste do Japão a 11 de março fizeram mais de 25 mil mortos e desaparecidos, segundo um novo balanço da polícia divulgado hoje.

A polícia indicou que há 9.487 mortes confirmadas e que 15.617 pessoas estão oficialmente dadas como desaparecidas, ou seja no total há 25.104 mortos e desaparecidos após a catástrofe.

De acordo com as autoridades, há ainda 2.755 pessoas feridas.

O sismo de magnitude 9, seguido por um tsunami, foi o mais devastador depois do tremor de terra de 1923 que fez mais 142 mil mortos no Japão.

Centenas de milhares de pessoas foram retiradas das zonas atingidas e colocadas em centros de acolhimento.

O sismo danificou também a central nuclear de Fukushima, que está a criar sérios problemas de contaminação radioativa.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sismo no Japão: Quatro portugueses que vivem na zona mais afectada ainda incontactáveis

Os portugueses que já foram contactados pela embaixada de Portugal em Tóquio, no Japão, estão todos bem, mas os quatro que residem na zona mais afectada pelo sismo de hoje ainda estão incontactáveis, disse à Lusa fonte oficial.

De acordo com fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades, o Governo teve conhecimento de 17 alunos do secundário e de oito professores portugueses que estavam em visita a Tóquio, “mas um funcionário da embaixada já os contactou no hotel e estão todos bem”.

Segundo a mesma fonte, estão registados cerca de 500 portugueses no Japão, “a maioria dos quais reside em Tóquio”.

A imprensa japonesa fala em pelo menos 26 mortes na sequência do violento sismo de 8.9 na escala de Richter registado ao largo da costa nordeste do Japão. Os media nipónicos dão conta ainda de dezenas de pessoas desaparecidas.

Japão: Embaixada de Portugal tenta contactar portugueses no país

A embaixada de Portugal em Tóquio está a tentar contactar os cerca de 500 portugueses registados no Japão, após o sismo que hoje abalou o país, mas para já não há conhecimento de que tenham sido afectados.

"Estamos aqui (na embaixada) a tentar por um ponto de ordem em tudo o que voou, e foi muito, e vamos de alguma maneira tentar contactar os portugueses na região", disse à agência Lusa Paulo Chaves, conselheiro da embaixada, sublinhando que a representação diplomática apenas tem uma linha telefónica a funcionar.

Paulo Chaves adiantou que normalmente a esta hora (cerca das 17h00 em Tóquio) as pessoas estão fora de suas casas e, ainda por cima, os telemóveis não estão a funcionar porque as comunicações foram cortadas.

"Assim que as redes celulares começarem a funcionar começaremos à procura de saber das pessoas", disse, acrescentando que os portugueses com quem tem contacto através da rede social Facebook estão todos bem.

"Toda a gente tremeu, mas não houve danos", disse.

O conselheiro da embaixada disse ainda que se os cerca de 500 portugueses registados na embaixada estavam a trabalhar, "estavam todos em zonas potencialmente seguras".

Sismo de magnitude 8,9 na escala de Richter seguido de tsunami atinge Japão

Um tsunami atingiu hoje a costa norte do Japão, após um violento sismo de magnitude 8,9 na escala de Richter. O abalo foi seguido de pelo menos quatro réplicas de magnitudes entre 6,4 e 7,1, segundo o Instituto de Geofísica norte-americano (USGS).

A RTP Notícias cita o relato feito por um português residente no Japão há mais de dez anos, que disse que o sismo de hoje foi "o mais forte" que sentiu na capital nipónica, mas realçou que "não há pânico". "Há água e luz nas casas. Os automóveis nas ruas continuam a circular", disse o técnico ao telefone com a agência Lusa em Pequim, cerca das 17h30 locais (9h30 no Luxemburgo).


Na sequência do forte sismo, ondas de cerca de dez metros atingiram a costa de Sendai, causando numerosos danos materiais. O alerta de tsunami foi emitido também na Rússia, Filipinas, ilhas Marianas e Pacífico.

Pelo menos quatro pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas, avança a AFP citando relatos dos meios de comunicação no local.

Um homem de 77 anos foi morto pela queda de um muro de pedra na prefeitura de Chiba (região de Tóquio), uma pessoa morreu na região de Miyagi (nordeste) devido à queda de um objeto e um homem morreu na sequência do tsunami na prefeitura de Iwate (nordeste), avança a agência Jiji.

Uma mulher idosa também morreu soterrada por um telhado que caiu na província de Ibaraki (perto de Tóquio), disseram as autoridades locais à AFP.
Oito pessoas estão desaparecidas após um deslizamento de terra na área de Fukushima (nordeste) e uma criança foi arrastada pelas ondas do tsunami na província de Miyagi, segundo a imprensa.

Várias pessoas também ficaram feridas em Tóquio, após o desabamento do teto de um centro de conferências onde 600 alunos participavam numa cerimónia de formatura, anunciaram os bombeiros.

Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas em Osaki na prefeitura de Miyagi (nordeste), algumas foram atingidas por quedas de objetos e outras ficaram presas sob os escombros, adiantou a agência de notícias Kyodo citando os bombeiros.

As centrais nucleares da costa do Pacífico nas prefeituras de Miyagi e Fukushima foram automaticamente desativadas depois do forte sismo. As centrais nucleares cuja produção foi desativada automaticamente foram as de Onagawa, na prefeitura de Miyagi e as primeira e segunda centrais de Fukushima.

A central de Kashiwazaki-Kariwa, na prefeitura de Niigata, na costa do Mar do Japão, manteve-se em funcionamento.

O tsunami inundou o imenso parque da Disneylândia situado na região de Tóquio, noticiou a agência japonesa Jiji, citada pela AFP.

O sismo ocorreu às 14h46 locais (6h46 no Luxemburgo), a 179 quilómetros a leste de Sendai, ilha de Honshu, e a 382 quilómetros a nordeste de Tóquio.
O epicentro foi no Oceano Pacífico, a 130 quilómetros da península de Ojika, a uma profundidad de dez quilómetros.