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quinta-feira, 8 de abril de 2010

EUA/Rússia: Assinatura de novo START é acontecimento "histórico" - Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, congratulou-se hoje com o acontecimento "histórico" que representou a assinatura do novo tratado de redução dos arsenais nucleares norte-americano e russo.

Após ter assinado o texto, juntamente com o presidente russo, Dmitri Medvedev, em Praga, Obama afirmou que este acordo vai "tornar os Estados Unidos e o mundo mais seguros".

Considerou ainda que a assinatura do novo tratado mostra que o seu país e a Rússia acabaram com a "deriva" das suas relações.

O novo START (Tratado de Redução de Armas Estratégicas) substitui o acordo assinado em 1991 e que expirou no final de 2009. Washington e Moscovo comprometem-se a reduzir o número das ogivas nucleares para 1550 cada um, o que representa uma diminuição de 74 por cento em relação ao limite do tratado anterior.

Obama afirmou ainda desejar um "diálogo sério" com Moscovo sobre a questão da defesa antimíssil.

Medvedev, por seu turno, considerou que o novo tratado de desarmamento nuclear vai abrir uma "nova página" nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos.

Mas a Rússia fez incluir uma declaração unilateral no tratado em que adverte que se reserva o direito de o abandonar se considerar que a defesa antimíssil norte-americana representa uma ameaça contra os seus interesses.

O presidente russo sublinhou que o pacto "mantém o equilíbrio dos interesses de ambos os países".

"É uma situação ganhadora para todos, que beneficia toda a comunidade mundial", adiantou.

No entanto, Medvedev alertou que o novo START apenas será "viável se não existir demasiada rigidez em relação ao escudo antimíssil, que poderá alterar as forças".

Foto: Arquivo LW

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Luxemburgo vai participar em missão de observação nas eleições da Ucrânia

(Yulia Tymochenko, primeira-ministro ucraniana, e Viktor Yushchenko, actual presidente do país, são candidatos às eleições presidenciais do próximo dia 17 de Janeiro)

No Conselho de Governo de sexta-feira ficou aprovado que o Luxemburgo irá participar na missão de observação da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) durante as próximas eleições presidenciais da Ucrânia.

Sete observadores do Luxemburgo irão integrar uma equipa internacional com o objectivo de zelar pelo bom funcionamento das próximas eleições presidenciais da Ucrância que terão lugar no dia 17 de Janeiro do próximo ano.

A missão irá decorrer durante duas semanas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Angola: Hillary Clinton termina visita "histórica"

A secretário de Estado norte-americana, Hillary Clinton, deixou hoje Angola sem prestar declarações, após uma audiência com o Presidente angolano, encerrando uma visita de 24 horas que o embaixador dos EUA em Luanda definiu como "histórica".

À saída da audiência, José Eduardo dos Santos e Hillary Clinton não prestaram declarações à imprensa, tendo a chefe da diplomacia norte-americana seguindo para o aeroporto internacional 04 de Fevereiro, de onde já partiu para a República Democrática do Congo, quarto país do seu périplo africano que termina dia 14 em Cabo Verde.

Em declarações à imprensa no aeroporto de Luanda, o embaixador dos Estados Unidos da América em Angola, Dan Mozena, definiu como “histórica” a visita de Hillary Clinton, no sentido de ter havido “muitos progressos” no fortalecimento das relações bilaterais.

Segundo Dan Mozena, a secretária de Estado norte-americana deixa o país com a impressão de que Angola se está a desenvolver e em fase de reconstrução.

“Ela está a sair deste país com uma impressão construtiva de Angola”, disse à imprensa Dan Mozena.

A agenda bastante recheada da secretária de Estado norte-americana incluiu, na sua visita de 24 horas a Luanda, encontros com o seu homólogo angolano, Assunção dos Anjos, com o Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, com os líderes das bancadas parlamentares, todos realizados no domingo, e, por fim, a audiência com o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, ao fim da manhã de hoje.

Em todas as suas intervenções durante a estada em Angola, a secretária de Estado norte-americana referiu sempre que pretendia reforçar a cooperação entre os dois países, mas também deixou avisos sobre direitos humanos, governação e eleições presidenciais.

Em conferência de imprensa no domingo, após as conversações oficiais entre as delegações dos dois países, Hillary Clinton afirmou que os EUA serão um “parceiro estratégico” de Angola.