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terça-feira, 5 de julho de 2011

Gigante do gás russo Gazprom pode vir para o Luxemburgo

O gigante de distribuição de gás russo, Gazprom, pode vir a instalar-se no Grão-Ducado.

Segundo o jornal alemão "Wirtschaftswoche", a empresa russa pretende deixar as suas instalações em Berlim e instalar-se no Luxemburgo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Síria: Rússia anuncia abertamente apoio ao regime de Bashar al-Assad

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia manifestou hoje o seu apoio ao regime do Presidente sírio Bashar al-Assad e sublinha que a violência vem também da parte da oposição.

Num comunicado publicado a propósito da sessão especial do Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas, convocada para sexta-feira em Genebra por iniciativa dos Estados Unidos, da União Europeia e de outros estados, Moscovo chama a atenção para o facto de a violência vir também do lado dos que contestam o atual regime sírio.

“Em Moscovo continuamos a seguir com preocupação a agudização da situação na Síria”, lê-se no comunicado, onde se sublinha que “a violência, no contexto dos acontecimentos na Síria, parte também dos que protestam”.

“Deve-se pôr fim a quaisquer manifestações de violência. Partimos do princípio de que as autoridades sírias cumprem plenamente os seus compromissos em matéria de defesa da sociedade civil no território do país”, considera a diplomacia russa.

Segundo Moscovo, “a saída da situação criada é apenas possível no quadro legal, na base da concórdia civil na Síria”.

As críticas russas dirigem-se também a organizações de defesa dos direitos humanos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rússia: Serviços secretos sabiam do atentado

A imprensa russa escreve hoje que os serviços secretos sabiam da preparação do atentado terrorista de segunda-feira, que provocou 35 mortos e 140 feridos no aeroporto Domodedovo, mas não conseguiram determinar com precisão o local e a hora.

Além disso, os jornais russos chamam a atenção para a falta de medidas de segurança naquele aeroporto internacional de Moscovo, onde ocorreu o atentado.

“Nos últimos anos, nem todas as pessoas eram revistadas à entrada do terminal, por isso, pessoas que não levantavam suspeitas podiam transportar uma carga mortal”, declarou Oleg Panteleev, dirigente do centro analítico “Aviaport”, ao diário RBK-daily.

O jornal Kommersant considera que “o mais provável é que o atentado tenha sido preparado por um bando clandestino do Cáucaso do Norte”.

“Esta pode ter sido a reação a uma série de operações bem sucedidas das nossas forças de segurança no Daguestão e Inguchétia, durante as quais foram detidos ou neutralizados conhecidos comandantes da organização terrorista”, afirma a esse jornal o deputado Magomed Vakhaev, um dos representantes do Cáucaso do Norte na Duma Estatal (Câmara baixa) da Rússia.

O deputado Guennadi Gudkov, antigo agente dos secretos soviéticos e russos, sublinha em declarações ao mesmo diário: “Se, antes, os organizadores dos atentados terroristas procuravam os suicidas durante muito tempo e preparavam-nos durante meses, hoje, no Cáucaso do Norte, há uma fila de suicidas, prontos a fazerem-se explodir em qualquer lugar”.

O diário Vedomosti chama a atenção para o fato de o Presidente russo, Dmitri Medvedev, ter dado ordens para reforçar a segurança e encontrar os autores do atentado, e para as declarações do porta-voz do primeiro-ministro, Vladimir Putin, de que, por enquanto, não se planeiam demissões, defendendo que “tudo deve ser concentrado na solução dos problemas das vítimas”.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Luxemburgo encerra Embaixada em Moscovo devido ao ar irrespirável

O Luxemburgo decidiu encerrar a sua Embaixada em Moscovo devido aos altos níveis de poluição, provocados pela vaga de incêndios, que devasta a Rússia desde o final do mês passado, aliada às altas temperaturas, informa hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

A Embaixada disponibiliza, no entanto, um serviço de premanência, ao qual podem recorrer os cidadãos luxemburgueses em caso de necessidade. Além disso, também o Consulado presta apoio em caso de urgência, frisa o Ministério.

A instituição governamental diz ser neste momento "muito difícil pronunciar-se sobre a evolução da situação" e aconselha as pessoas que tencionam viajar para a Rússia a informarem-se previamente junto da respectiva agência de viagem ou da companhia aérea.

Em caso de urgência deve ligar para os números de telefone 007495/7866663 ou 007985/1526854.

Para mais informações contacte Christophe Schoentgen ou Joseph Scchmitz responsáveis do Ministèrio de Negócios Estrangeiros, por correia electrónico, christophe.schoentgen@mae.etat.lu / joseph.schmitz@mae.etat.lu, por telefone 247-82381 / 247-82382 ou por telemóvel 621 150 077 / 621 358 016.

Foto: Arquivo LW

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Nova Guerra Mundial é possível", diz presidente russo

Um conflito de amplitude comparável à Segunda Guerra Mundial é ainda possível e a Rússia deve preparar-se para ele conservando as suas capacidades estratégicas, considerou o Presidente russo, Dmitri Medvedev, esta semana numa entrevista ao diário Izvestia.

"Semelhante conflito infelizmente é possível devido à existência de países muito diferentes com interesses também muito diversos", declarou.

"Existe uma imensa quantidade de armas no planeta e alguns continuam a considerar a guerra como um meio de resolver os seus problemas políticos. Devemos estar prontos para isso", sublinhou o dirigente russo.

Segundo Medvedev, as armas nucleares estratégicas são um "meio muito eficaz" de proteger os interesses nacionais da Rússia.

"Devemos aperfeiçoar o nosso sistema de defesa e entendermo-nos com os nossos principais parceiros, o que temos feito nos últimos tempos ao assinar com os americanos um novo tratado START (de redução de armas estratégicas ofensivas)", acrescentou.

O Presidente russo concedeu esta entrevista a propósito do 65º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazi, que se celebra na Rússia a 9 de Maio.

Medvedev defendeu ainda a necessidade de publicação de todos os documentos secretos relativos à II Guerra Mundial (1939-1945), condenou as tentativas de revisão da história e condenou uma vez mais o estalinismo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

EUA/Rússia: Assinatura de novo START é acontecimento "histórico" - Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, congratulou-se hoje com o acontecimento "histórico" que representou a assinatura do novo tratado de redução dos arsenais nucleares norte-americano e russo.

Após ter assinado o texto, juntamente com o presidente russo, Dmitri Medvedev, em Praga, Obama afirmou que este acordo vai "tornar os Estados Unidos e o mundo mais seguros".

Considerou ainda que a assinatura do novo tratado mostra que o seu país e a Rússia acabaram com a "deriva" das suas relações.

O novo START (Tratado de Redução de Armas Estratégicas) substitui o acordo assinado em 1991 e que expirou no final de 2009. Washington e Moscovo comprometem-se a reduzir o número das ogivas nucleares para 1550 cada um, o que representa uma diminuição de 74 por cento em relação ao limite do tratado anterior.

Obama afirmou ainda desejar um "diálogo sério" com Moscovo sobre a questão da defesa antimíssil.

Medvedev, por seu turno, considerou que o novo tratado de desarmamento nuclear vai abrir uma "nova página" nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos.

Mas a Rússia fez incluir uma declaração unilateral no tratado em que adverte que se reserva o direito de o abandonar se considerar que a defesa antimíssil norte-americana representa uma ameaça contra os seus interesses.

O presidente russo sublinhou que o pacto "mantém o equilíbrio dos interesses de ambos os países".

"É uma situação ganhadora para todos, que beneficia toda a comunidade mundial", adiantou.

No entanto, Medvedev alertou que o novo START apenas será "viável se não existir demasiada rigidez em relação ao escudo antimíssil, que poderá alterar as forças".

Foto: Arquivo LW

segunda-feira, 29 de março de 2010

Rússia/Atentados: PR Cavaco Silva condena e repudia ataques no metro de Moscovo

O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, expressou a sua “profunda consternação” pelos atentados terroristas de hoje no metropolitano de Moscovo.

Numa mensagem ao presidente russo, Dmitri Medvedev, Cavaco Silva sublinha ter sido com “profunda consternação” que tomou “conhecimento dos trágicos atentados perpetrados esta manhã, em Moscovo, contra cidadãos indefesos” e manifesta a “mais enérgica condenação e repúdio pelos atos terroristas”.

“Nesta hora de sofrimento e de luto, quero expressar a Vossa Excelência e às famílias das vítimas, em nome do Povo Português e no meu próprio, os sentimentos do nosso profundo pesar e solidariedade”, conclui a mensagem do chefe de Estado.

Pelo menos 36 pessoas morreram num duplo atentado suicida hoje de manhã no metro de Moscovo, atribuído pelas autoridades russas a duas mulheres ligadas aos grupos rebeldes do norte do Cáucaso.

A primeira explosão ocorreu numa composição que estava na estação de Lubianka, situada a algumas centenas de metros do Kremlin e sob a sede dos serviços de segurança russos FSB (ex-KGB) à hora de ponta, cerca das 07:57 locais (04:57 em Lisboa).

A segunda explosão deu-se 45 minutos depois na estação de Park Kulturi às 08:36 locais (05:36 em Lisboa), igualmente no centro da cidade.

Rússia/Atentado: Trânsito caótico e "toda a gente agarrada ao telemóvel", descreve português em Moscovo

Trânsito caótico, as principais linhas de metro encerradas e "toda a gente agarrada" ao telemóvel é o retrato da capital russa, quatro horas após os atentados, traçado hoje à Lusa por João Mendonça, que reside em Moscovo.

Os dois atentados terroristas, ocorridos em duas estações de metro, foram realizados por duas mulheres suicidas, que carregavam cada uma carga explosiva de três quilos, anunciou o Serviço Federal de Segurança da Rússia.

O Ministério para Situações de Emergência da Rússia anunciou que a explosão na estação de Lubianka provocou 23 mortos e 18 feridos, enquanto o outro atentado do mesmo tipo, na estação de Park Kulturi, fez 12 mortos e 15 feridos.

O rumor sobre as duas suicidas corria já antes da confirmação oficial, adiantou o também leitor do Instituto Camões em Moscovo, acrescentando que se admitia ainda a possibilidade de as bombas terem sido acionadas por SMS.

"A linha de metro escolhida para as explosões é usada por cerca de um milhão de habitantes por dia", detalhou João Mendonça, adiantando que ao longo dela estão situadas a maior parte das universidades de Moscovo.

"A cidade está relativamente caótica porque a linha vermelha [a principal e que atravessa a cidade de norte a sul] e a linha circular foram canceladas, para [se] poderem encaminhar os socorros" e "já alguns acessos terrestres foram cancelados nesses sentidos", acrescentou o português, que habita perto da estação de metro Prospekt Mir, dada também como alvo do atentado, embora esta informação tenha já sido desmentida pela polícia.

O retrato de Moscovo é "trânsito a mais, pessoas à procura de acessos alternativos para poderem chegar ao trabalho e muitas pessoas ao telefone e a receberem SMS", relatou João Mendonça, acrescentando que "se fosse num país da Europa o pânico seria maior. Infelizmente, o país já está habituado a este tipo de situações", salientou o português.

João Mendonça, que esta manhã se deslocou da sua residência para a Universidade Estatal de Relações Internacionais de Moscovo, adiantou que entrou em contacto apenas com um amigo português, residente noutra cidade russa, e que, maioritariamente, os habitantes da capital russa estão a tentar chegar aos seus locais de trabalho.

"Há uma colega que ligou a cancelar a aula ao fim da tarde, em outra universidade, e aconselhou os estudantes a ficarem em casa" mas esta, frisou, "será uma medida de caráter excecional".

As autoridades russas abriram uma investigação sobre possíveis atentados terroristas e corrigiram as informações iniciais sobre as explosões de hoje de manhã no metro de Moscovo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Espaço: Portugueses envolvidos em missão europeia de observação da Terra, satélite é lançado a 2 de Novembro

Engenheiros portugueses contribuem para numa nova missão espacial europeia de exploração da Terra, com um processador de dados crucial num satélite de recolha de indicadores de alterações climáticas a lançar em 2 de Novembro.

Esta "Missão da Água" da Agência Espacial Europeia (ESA), orçada em 315 milhões de euros, irá produzir observações globais da hidratação do solo em toda a massa terrestre e da salinidade dos oceanos, com aplicações práticas em áreas como a meteorologia, agricultura, pescas, marinha e gestão dos recursos de água.

Os dados a recolher pelo SMOS (acrónimo em inglês para Humidade do Solo e Salinidade Marinha) servirão para definir modelos físicos do comportamento do clima a nível planetário, a partir dos quais será possível extrair indicações sobre as correntes oceânicas, a desertificação, o degelo das calotas polares ou a previsão de fenómenos meteorológicos extremos.

O satélite - com lançamento previsto na base militar russa de Plessetsk, perto de Moscovo - fornecerá mapas globais da hidratação do solo pelo menos a cada três dias e mapas da salinidade a cada 30 dias, o que levará a uma melhor compreensão do ciclo da água, nomeadamente dos processos de troca entre a superfície da Terra e a atmosfera.

O envolvimento de engenheiros portugueses no projecto começou em 2003, depois de um consórcio formado pela Deimos Engenharia e a Critical Software ter ganho um concurso europeu para o desenvolvimento do processador de dados de um aparelho produzido pela EADS CASA Espacio, em Espanha.

"Foi necessário criar todo um algoritmo bastante complexo para interpretar fisicamente os dados recolhidos pelo satélite", disse à Lusa o director da Deimos Engenharia, Nuno Ávila.

O objectivo do processador de dados "é pegar nas medições em bruto recolhidas pelo satélite, que consistem em sinais de rádio na frequência das micro-ondas emitidos pela superfície terrestre, e relacioná-las de forma muito específica para determinar em permanência a salinidade do mar e a humidade da terra", explicou.

Nas primeiras fases do contrato, que já vai em cerca de três milhões de euros, a Deimos Engenharia teve como parceira outra empresa portuguesa, a Critical Software, sendo que o INETI teve também uma pequena participação inicial.

Este projecto, segundo Nuno Ávila, é um dos "ex libris" da Deimos Engenharia por se tratar de "todo um sistema" e não apenas de uma parte. É que a empresa - criada em 2002 e que tem na ESA o seu principal cliente, embora já tenha vendido software à NASA - faz geralmente subsistemas.

"Neste caso, há um princípio, um meio e um fim", afirmou. "Todos os dados do SMOS passam pelo nosso processador".

Uma equipa de três engenheiros aeroespaciais e físicos da empresa estará no Centro de Controlo da ESA (ESAC) em Villafranca del Castilho, perto de Madrid, a receber os primeiros dados do satélite e a fazer, juntamente com outras equipas da ESA, a validação e afinação do algoritmo.

O satélite, cujo lançamento está marcado para as 1h50 (hora de Lisboa) de 2 de Novembro, ficará numa órbita polar, a 757 kms de altitude.

Texto: Lusa / Foto: Domínio Público

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Internacional: Piloto de avião português foi último a avistar o Arctic Sea, insiste imprensa russa

O jornal Rossiskaia Gazeta, órgão oficial do Governo russo, escreve esta quinta-feira que “o piloto de um avião português ter sido o último a ver, em 2 de Agosto, o Arctic Sea", navio de carga maltês com tripulação russa.

Não obstante a Armada Portuguesa ter informado que o cargueiro “não cruzou águas de jurisdição nacional”, a imprensa russa insiste em que o navio desapareceu perto de Portugal.

“No dia 24 de Julho, o navio foi assaltado no Mar Báltico, nas costas da Suécia. Os criminosos, que se fizeram passar por polícias suecos, amarraram os membros da tripulação, depois do que fizeram uma revista do cargueiro durante 12 horas, comunicando entre si num inglês macarrónico”, avança o diário.

Segundo uma das versões avançadas pelo Rossiskaia Gazeta, os desconhecidos abandonaram o navio, que, segundo os empresários, transportava madeira, e este continuou a viagem.

“Porém, o Arcticr Sea não chegou ao porto de destino no dia previsto, a 4 de Agosto, e os contactos com ele terminaram na noite de 30 de Julho, perto do Golfo da Biscaia, não longe das costas de Portugal”, sublinha o jornal.

“O Arctic Sea foi visto, pela última vez, a 2 de Agosto por um piloto da guarda costeira de Portugal, que realizava o patrulhamento da região do Oceano Atlântico na latitude da cidade do Porto. O cargueiro navegava fora das águas territoriais de Portugal e não atraiu a sua atenção”, escreve o jornal Kommersant.

Dmitri Medvedev, Presidente da Rússia, ordenou aos militares para procurarem o navio com todos os meios disponíveis.

Quatro navios de guerra da Armada russa do Mar Negro atravessaram o Estreito de Gibraltar e deram início às buscas do Arctic Sea. Dois submarinos da Armada russa do Norte juntaram-se também à operação.

Além disso, os militares russos utilizam satélites para localizar o cargueiro.

Porém, o canal televisivo de informação “Vesti” não exclui a possibilidade de o Arctic Sea “estar já a milhares de quilómetros de Portugal”.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Internacional: O estranho caso do navio russo que desapareceu junto da costa portuguesa

O navio de carga Arctic Sea, com tripulação russa de 13 homens, deixou de estar em contacto com terra junto da costa portuguesa a há mais de duas semanas, pode ler-se na edição electrónica do Sovfakht, jornal russo especializado em transportes marítimos.

Segundo o director deste jornal, Mikhail Voitenko, o navio, que navegava sob bandeira de Malta, deveria ter chegado a um porto argelino no passado dia 4 de Agosto, mas não existe qualquer tipo de comunicação com ele desde 28 de Julho.

“O navio literalmentente desapareceu, não há comunicação com ele, nem o armador, nem os parentes sabem da sua localização. O navio está a ser procurado por todos os serviços, incluindo armadas militares”, acrescentou.

“Um navio desse tipo não pode desaparecer facilmente, não podia afundar-se antes de lançar um SOS, isso é simplesmente impossível”, frisou.

Segundo o diário finalndês Helsingin Sanomat, citando autoridades portuárias espanholas, o navio de carga não teria atravessado o Estreito de Gibraltar.

Fonte da Lusa em Moscovo não exclui a possibilidade de este desvio do navio de carga estar ligado ao tráfico de droga.

Segundo o jornal electrónico russo SeaNews, que cita informações difundidas pelo Ministério dos Transportes e da Marinha de Guerra da Rússia, o Centro de Coordenação e Salvamento Naval do Ministério dos Transportes da Rússia enviou ao organismo homólogo português “um pedido de informações sobre o navio desaparecido e apelou que, se as tivesse, as comunicasse aos navios que navegam na zona”.

O jornal electrónico escreve que esse pedido foi enviado depois de a companhia Solchart Arkhangelsk, proprietária do navio, ter recebido um telefonema anónimo que comunicava o desvio do navio.

Navio visto pela última vez na latitude de Lisboa

Segundo esse jornal, o navio encontrava-se na latitude de Lisboa a última vez em que houve contacto com ele, no dia 1 de Agosto.

“Às 2h44 de 9 de Agosto foi recebida a resposta de Lisboa, onde se afirma que as autoridades da Finlândia estão a investigar o caso do navio e que não dispunham de quaisquer informações sobre o navio”, acrescenta o SeaNews.

“Segundo informações do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal transmitidas à Embaixada da Federação da Rússia, a Marinha de Guerra de Portugal declarou que esse navio não se encontra nas águas territoriais de Portugal”.

Na véspera, a Marinha de Guerra da Rússia admitiu que o “Arctic Sea”, que navegava com bandeira de Malta e com uma tripulação russa de 13 ou 15 membros, teria desaparecido nas águas territoriais portuguesas, tendo anunciado o início de operações de busca.

Na sexta-feira passada, a rádio finlandesa YLE informou que o navio teria sido desviado no Mar Báltico, quando navegava da cidade de Ikovstadt rumo à Argélia. Um grupo de homens mascarados, que se apresentaram como agentes da polícia sueca, entraram no navio e realizaram uma busca de longas horas.

Em declarações à imprensa russa, Mikhail Voitenko, director da revista electrónica Sovfakht, que tornou pública a notícia do desaparecimento do navio, admite que o navio não transportava apenas madeira.

“Pode-se afirmar com alto nível de probabilidade que tudo isto aconteceu devido a uma carga qualquer ou material a bordo”, declarou ele à agência ITAR-TASS.

Voitenko foi mais concreto nas declarações que fez ao diário Izvestia: “Talvez transportassem droga”.